Autor: olamocambique

  • Politécnica gradua novos técnicos para o mercado

    O Instituto Médio Politécnico (IMEP), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, graduou, na sexta-feira, 11 de Outubro, em Maputo, um total de 56 estudantes formados em vários cursos.
    Trata-se de 19 formandos dos cursos de Construção Civil, 19 de Contabilidade, 7 de Gestão, 10 de Informática e 1 de Hotelaria, que receberam os seus diplomas, na XV cerimónia de graduação do IMEP.
    A construção de conhecimento, habilidades e atitudes sólidas, são os elementos necessários para se saber ser, estar e fazer numa sociedade responsável e competente, segundo referiu Narciso Matos, reitor da Universidade Politécnica, que discursava após a entrega de certificados e premiação dos cinco melhores formandos em representação de cada curso.
    “Aos graduados faço votos de felicidades e sucesso. Sigam o exemplo da professora Natália Folgado, que volvidos 24 anos de carreira, passa para a reforma com reconhecimento”, acrescentou Narciso Matos.
    Por sua vez, Isabel Zandamela, directora geral do IMEP, disse que a ocasião marca uma etapa nova na vida dos graduados, com a certeza de que as competências adquiridas contribuirão para o sucesso de cada formando na vida laboral ou aos que prosseguirem com os estudos.
    “Esperamos que sejam profissionais de sucesso e melhorem o desempenho das instituições em que vierem a se enquadrar, porque parte significativa da força de trabalho não está devidamente qualificada, e este é o momento certo, para assumirem o desafio de reverter este cenário, com determinação e responsabilidade”, exortou Isabel Zandamela.
    Na ocasião, Loide Kunhonha, graduada em Contabilidade, foi agraciada com um prémio de estágio profissional e material de trabalho, para além de incentivo financeiro, oferecido pela direcção do IMEP, como a melhor aluna com 17 valores.
    “Primeiro quero agradecer a Deus por nos ter guiado e pela sabedoria que nos deu para conseguirmos realizar os nossos sonhos. Aos professores, tutores e encarregados de educação, agradecemos por terem acreditado e investido todo o vosso esforço em nós”, concluiu Loide Kunhonha, falando também em representação dos formandos.
    Importa referir que desde a sua criação, o IMEP já graduou um total de 583 alunos. Os cursos do IMEP têm a duração de três (3) anos, funcionando nos turnos laboral e pós-laboral, e visam dotar os alunos de capacidades básicas para o ingresso no mercado de trabalho.

    FOTO: Loide Kunhonha, a melhor estudante

  • “PME devem terceirizar TIC a profissionais especializados”

    A Incubadora de Negócios do Standard Bank acolheu, recentemente, um debate sobre a manutenção de infraestruturas de tecnologias de informação e comunicação (TIC), durante o qual profissionais da área defenderam a necessidade de as pequenas e médias empresas (PME), assim como as startups terceirizarem a gestão e manutenção dos serviços inerentes à tecnologia para poderem concentrar-se no seu negócio.
    Durante o debate, organizado pela Tic Tech Talk em parceria com a Associação Moçambicana de Profissionais e Empresas de Tecnologias de Informação (AMPETIC), os oradores consideraram que, ao chamar para si a responsabilidade de gerir e manter infraestruturas de tecnologias de informação e comunicação, as PME podem perder o foco do seu negócio e, consequentemente, não obter retornos do seu investimento.
    “As PME devem deixar os profissionais tratarem disso. As empresas de tecnologia investem elevadas somas de dinheiro na criação de data centers e infraestruturas críticas necessárias para que as PME trabalhem. Ou seja, elas absorvem o maior stress em termos de investimento (habilidades necessárias para a gestão e manutenção, técnicos, segurança, entre outros aspectos)”, disse Eugénio Novele, director técnico da Internet Solutions Moçambique.
    A vantagem da terceirização destes serviços, acrescentou Eugénio Novele, é que as PME passam a dedicar-se única e exclusivamente ao seu negócio. “Elas passam a ter mais tempo para se preocupar com o mercado e a concorrência, bem como com o que acontece na sua área de negócio”.
    “Já temos, no País, empresas que fazem isso, com clouds e sistemas locais. Conferem maior flexibilidade em termos de conectividade e permitem que as PME se foquem naquilo que é o seu dia-a-dia”, sublinhou.
    Na ocasião, Célia Hofmeister, directora executiva da Tsolnet Moçambique, apelou às PME e startups nacionais que actuam na área das TIC a firmarem parcerias com empresas experientes e de créditos reconhecidos para prestarem serviços às multinacionais.
    Em paralelo, devem investir na formação para, a médio ou longo prazo, serem autónomas. “As parcerias devem trazer conhecimento, experiência e, acima de tudo, segurança. Acredito que temos bastante potencial no País, mas precisamos de estar expostos às tecnologias e investir na formação”.
    Estes debates, de acordo com Cíntia Banze, representante da AMPETIC, têm como objectivo contribuir para o desenvolvimento das TIC no País, através da promoção da interacção entre os profissionais e empresas da área.
    “A ideia é falar sobre questões correntes de tecnologia. Desta vez falamos da problemática das PME que têm de gerir e manter infraestruturas tecnológicas sem que esse seja o seu negócio”, referiu Cíntia Banze.
    Por seu turno, David Dimande, técnico de infraestruturas tecnológicas, realçou a importância do evento, que, na sua opinião, contribui para a troca de experiências entre os profissionais.
    Entretanto, reforçou a importância da participação de estudantes, que devem preocupar-se em projectar as suas carreiras. “Eles serão contratados pelas empresas, por isso devem participar nestes fóruns para aprenderem com os mais experientes”.
    Para além de Eugénio Novele e Célia Hofmeister, o debate teve como oradores Pedro Fernandes (director executivo da Área de Desenvolvimento e Integração de Aplicações na Vodacom), Victor Mourana (director executivo regional de Serviços Profissionais na Microsoft) e Sides Chissaque (fundador e director-geral da Brainstorm Academy).
    Importa realçar que a Incubadora de Negócios do Standard Bank é um empreendimento concebido no âmbito da visão e estratégia do banco, cuja materialização passa pela implementação de iniciativas que fomentam a inovação e o empreendedorismo, que são os mentores do crescimento económico do País.
    Para além do espaço físico, a incubadora oferece desde a formação até à interação com outras empresas e órgãos ou entidades governamentais, tendo em vista a criação de condições para o surgimento e estabelecimento de empreendimentos sustentáveis, que terão um impacto positivo na economia e na sua cadeia de valores, gerando riqueza e inclusão financeira para os cidadãos.

  • Projecto para a inclusão digital da mulher rural foi lançado

    O MIN – Mulheres Informadas (WIN – "Women In the Network" na sua sigla inglesa), um projecto que visa contribuir para a redução da desigualdade digital do género e inclusão digital de mulheres e raparigas nas zonas rurais, foi lançado oficialmente, no dia 2 de Outubro corrente, no distrito de Ribáuè, na província de Nampula, pela Secretária Permanente Distrital, Cândida Gani.
    O MIN é um projecto conjunto entre a Gapi-SI, entanto que agência de desenvolvimento focada na inclusão e inovação e a dinamarquesa BLUETOWN e foi um dos nove seleccionados, numa iniciativa mundial designada WomenConnect Challenge lançada pela USAID. A participação nesta iniciativa, que contou com cerca de 500 candidaturas de 89 países de todo mundo é um primeiro e importante passo na colaboração entre estas duas empresas para promover a inclusão digital e tecnológica da mulher rural em Moçambique.
    Tomaram parte da cerimónia, além do Governo provincial, os principais intervenientes deste projecto, nomeadamente o financiador USAID, o implementador Gapi e seu parceiro tecnológico, a empresa dinamarquesa BLUETOWN, a Ologa – uma empresa de área de Tecnologias de Comunicação e Informação, subsidiária da Gapi que é dirigida por um Global Shaper moçambicano e 10 micro-operadoras que já estão em formação para operacionalizarem a utilização desta ferramenta.
    Usando da palavra na qualidade de representante do Governo, Gani enalteceu a iniciativa que, “vem contribuir para responder a um dos desafios do Plano Quinquenal do Governo que é integrar a mulher em actividades de geração de renda. Este programa tem a vantagem de, além de incentivá-las e apoiá-las na iniciação ou desenvolvimento dos seus negócios, dotá-las de informação útil para a tomada de decisões que impactem nas suas vidas”.
    Já a representante da USAID, Tameeka Cameron, considerou que “esta é uma oportunidade para a mulher rural de Ribáuè desenvolver as suas habilidades. A nossa expectativa é que este projecto alcance os objectivos pré-definidos e que sirva de exemplo para daqui se criarem outras réplicas nos outros distritos do país”.
    O MIN propõe a integração de soluções de conectividade da BLUETOWN – ligar plataformas desconectadas a uma Local-CLOUD – com a experiência comprovada da Gapi em promover a participação financeira das mulheres rurais e o desenvolvimento de habilidades de empreendedorismo em Moçambique. As referidas soluções visam mudar, significativamente, a forma como as mulheres e meninas acessam a tecnologia, para gerar resultados positivos para a saúde, educação e meios de subsistência para elas e suas famílias.
    A Gapi e seu parceiro BLUETOWN estão a ultimar negociações com parceiros importantes como a Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (ARECOM) e o Fundo do Serviço de acesso universal, gerido por esta, para operacionalizarem o programa “Rural Connect”, cujo objectivo é criar inclusão digital, através do acesso à internet nas zonas rurais. Estas entidades já têm um entendimento para alargar esta iniciativa a mais uma dezena de localidades.
    “Este é mais um passo que visa o alcance de um dos nossos objectivos que é promover a mulher e a rapariga, para que estas sejam protagonistas do processo de desenvolvimento mais inclusivo através da criação de pequenas empresas. O acesso à informação é vital para a implementação e o sucesso dos sonhos e empreendimentos de milhões de jovens rurais, particularmente das mulheres, daí buscarmos parceiros competentes e credíveis para este desafio”, indicou Nância Macaringue, coordenadora do Programa ao nível da Gapi.

  • INSS divulga Segurança Social para desportistas

    O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), em parceria com o Ministério da Juventude e Desportos (MJD) e com o Sindicato de Jogadores de Futebol de Moçambique (SJFM), realiza esta segunda-feira, dia 30 de Setembro, no Auditório da Autoridade Tributária de Moçambique, o Seminário de Divulgação do Sistema de Segurança Social para os Desportistas.
    O evento, que terá réplica ao nível das restantes províncias do País, contará com a presença de mais de 300 participantes, entre agentes desportivos, designadamente, os praticantes de várias modalidades desportivas, técnicos, árbitros, docentes, pessoal médico e entidades empregadoras desportivas, caso de federações, associações, academias e clubes desportivos.
    Será partilhada, durante o encontro, informação relativa aos regulamentos da Segurança Social Obrigatória e do Trabalho Desportivo, sobre a plataforma M-Contribuição (M-Contribuição, Meu Benefício) e os mecanismos de pagamento de contribuições via SISSMO (Sistema de Informação da Segurança Social de Moçambique), assim como sobre a Folha de Relação Nominal (e-FRN) e o Portal do Emprego.
    À margem do seminário será assinado o Memorando de Entendimento entre o INSS e Sindicato de Jogadores de Futebol de Moçambique, com vista ao estabelecimento de uma parceria para a divulgação do Sistema e acompanhamento do cumprimento das obrigações inerentes à Segurança Social.

  • Carlos Mesquita: Cooperativas devem melhorar gestão para assegurar um eficiente sistema de transporte público

    As cooperativas que receberam os autocarros adquiridos pelo Governo devem melhorar a sua gestão, por forma a assegurar maior disponibilidade destes meios para o público utente, disse o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, no final da visita efectuada, recentemente, às Cooperativas dos Transportadores de Boane (COOTRAB), sediada na Matola, Cooperativa dos Transportadores do Corredor da N1 (COOTRAC1), Cooperativa dos Transportadores de Albazine (COTRALBA) e a Cooperativa dos Transportadores de Marracuene (COTRAMAR), sediadas na Cidade de Maputo.
    Para Mesquita, os operadores precisam de honrar com os termos contratuais acordados com o Governo, particularmente na componente de gestão e manutenção dos autocarros alocados, como forma de atingirmos os índices de disponibilidade de transporte projectados a quando do investimento realizado.
    “O Governo adquiriu estes autocarros para resolver o problema de transporte da população, sendo que todos os intervenientes, deste as cooperativas, operadores, oficinas de manutenção e reparação, seguradoras e outros, devem ter como foco principal a solução do problema de transporte da população, sendo deploráveis algumas atitudes que levam a que os autocarros fiquem paralisados, por meros problemas de gestão”, disse Mesquita.
    A visita às cooperativas e à oficina de manutenção de autocarros fornecidos pela Sir Motors tinha como objectivo aferir o nível de utilização e o impacto dos autocarros na mobilidade ao nível da área metropolitana de Maputo, que absorveu maior parte dos meios alocados a todas as capitais provinciais e alguns distritos do País.
    Durante a visita, Carlos Mesquita interagiu com os gestores e técnicos das cooperativas, gestores da oficina de manutenção de autocarros da Sir Motors e, no fim, considerou satisfatórios os índices de controlo e de operacionalidade dos autocarros, porém reconheceu que um trabalho mais coordenado entre as cooperativas, oficinas, seguradoras e outros intervenientes nesta cadeia poderia permitir índices de disponibilidade de autocarros ainda maiores.
    “Estes índices de disponibilidade de autocarros que acabam de nos apresentar, condicionados por avarias, manutenções e acidentes, correspondem às nossas projecções, porém queremos que sejam superados. Aliás é nesta cooperativa (COOTRAC1) que implementamos o projecto piloto com 50 autocarros, entregues em Fevereiro de 2016, volvidos cerca de quatro anos, os 50 autocarros continuam operacionais e em bom estado, tendo atingido mais 600 mil quilómetros de marcha. Essa é nossa expectativa com os meios alocados a esta e outras cooperativas”, disse Mesquita, durante a visita à COOTRAC1, a primeira cooperativa criada em 2016 que hoje opera com 72 autocarros alocados pelo Governo.
    Na hora do balanço da visita, Mesquita disse a jornalistas que apesar de, em média os índices de disponibilidade de autocarros serem satisfatórios, “encontramos algumas cooperativas que apresentam dificuldades ligadas à organização e gestão, o que resulta na paralisação de autocarros devido a questões que podiam ser previstas e atendidas com a necessária antecedência” disse Mesquita acrescentando que orientou a Agência Metropolitana dos Transportes de Maputo (AMT) para trabalhar com todas as cooperativas que receberam autocarros do Governo, para rapidamente ultrapassarem essas questões.
    Na ocasião, o ministro dos Transportes e Comunicações garantiu que o Governo vai continuar a investir no melhoramento da mobilidade, através da introdução de mais autocarros, reforço do transporte ferroviário de passageiros, melhoria de gestão, entre outras medidas com vista a responder à crescente procura que caracteriza a área metropolitana de Maputo.

  • Dia Mundial do Design de Interacção comemorado em Maputo

    Perto de 60 designers de soluções digitais e estudantes interessados em design de interacção reuniram-se, terça-feira, 24 de Setembro, em Maputo, para celebrar o Dia Mundial de Design de Interacção, demonstrando como o design pode contribuir para a melhoria da condição humana.
    O evento, promovido pela IXDA Maputo, em parceria com a Incubadora de Negócios do Standard Bank, decorreu sob o tema “Confiança e Responsabilidade”, no formato de um painel, com três oradores e um moderador, nomeadamente Cláudio Banze, director de Tecnologias de Informação no Standard Bank, Victor Mourana, representante da Microsoft, Rui Cossa, representante da M-pesa (Vodafone) e Guidione Machava, como moderador.
    Com esta iniciativa, os designers de interacção pretendem assumir um impacto positivo e duradouro na sociedade, facilitando actividades que apoiam o diálogo e os resultados, pois a “Confiança e Responsabilidade” têm a ver com o uso ético e correcto de tecnologias digitais, por causa do impacto que têm na vida das pessoas no seu quotidiano.
    Com efeito, os membros do painel incidiram as suas intervenções, explicando o significado prático da “Confiança e Responsabilidade”, bem como a maneira como as pessoas podem estar conscientes dos processos que se usam no desenvolvimento de softwares e terem consciência sobre o seu impacto na vida.
    Abordado momentos após o encontro, Cláudio Banze referiu que o objectivo era o debater vários temas atinentes ao design para perceber quais são as tendências: “Debruçámo-nos fundamentalmente sobre a questão da responsabilidade. Como é que nós, como organizações de grande dimensão, incorporamos o design de interacção nas soluções que criamos para os nossos clientes, sobretudo como temos garantido responsabilidade em relação ao seu impacto”, explicou.
    Num outro desenvolvimento, Cláudio Banze considerou que a plataforma foi uma experiência muito boa, tendo constituído uma oportunidade para interagir com colegas de outras áreas: “Serviu para aprender um pouco mais sobre as tendências e fazer uma reflexão muito profunda sobre como é que nós podemos, naquilo já estamos a fazer, melhorar ainda mais. Por exemplo, alguns participantes quiseram saber como é que nós validamos se as soluções que desenvolvemos correspondem aos anseios dos nossos clientes. São aspectos que considero como oportunidades para melhoria”, sustentou.
    O Dia Mundial do Design de Interacção é um evento anual durante o qual os designers, em várias partes do mundo, se reúnem como uma comunidade global unida, para mostrar como o design de interacção melhora a condição humana.

  • Academia sul-africana vai reforçar competências na formação profissional de moçambicanos

    O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) assinou, na quinta-feira, 26 de Setembro, um memorando de entendimento com a M2 Engineering Academy, da África do Sul, com vista ao estabelecimento de mecanismos de cooperação entre as duas instituições, no domínio da formação profissional e inserção dos formandos no mercado de trabalho.
    O memorando tem como objectivos a garantia do acesso às acções de formação profissional adequada às necessidades do mercado de trabalho, o fortalecimento da gestão dos centros de formação profissional e unidades móveis, a criação de capacidades para o reconhecimento nacional e internacional das competências adquiridas, a implantação do modelo dual de formação nos centros do IFPELAC, entre outros.
    Para o efeito, caberá ao IFPELAC indicar o pessoal necessário para a implementação das actividades previstas no memorando, prestar assistência para o desenvolvimento dos trabalhos, ceder a gestão de um dos centros como piloto à M2 Engineering Academy, bem como disponibilizar formadores e gestores para serem capacitados pela sua contraparte.
    Por seu turno, a M2 Engineering Academy terá a responsabilidade de elaborar estudos de viabilidade detalhados sobre os programas requeridos pelo mercado, alocar unidades de formação móveis e apoiar na sua gestão, gerir o centro de formação profissional-piloto, transferir o know-how para a parte moçambicana, apoiar a certificação internacional dos centros de formação do IFPELAC e implementar as melhores práticas das suas operações na África do Sul, incluindo o sistema electrónico de gestão (M2 Hut).
    Para a ministra do Trabalho, Emprego e Formação Profissional (MITESS), Vitória Diogo, que dirigiu a cerimónia de assinatura do memorando, a parceria entre o IFPELAC e a M2 Engineering Academy deve contribuir para a elevação das competências e capacidades do sector nos domínios técnicos e de gestão, concorrendo, desse modo, para a certificação internacional dos centros de formação profissional de modo a responder às necessidades do mercado.
    “As duas instituições vão partilhar as suas valências, contribuindo para a certificação profissional com vista a enfrentar a demanda das empresas, que se mostra cada vez mais selectiva”, disse a ministra.
    Na ocasião, Vitória Diogo referiu que o País formou, através dos centros de formação profissional públicos e privados, cerca de 715 mil cidadãos, na sua maioria jovens, durante o quinquénio 2015-2019.
    Já o director executivo da M2 Engineering Academy, Mayileni Makwakwa, realçou a importância desta parceria, que, na sua opinião, vai ajudar os jovens a tirarem proveito das oportunidades existentes no mercado e a tornarem-se auto-suficientes, através do auto-emprego.
    Na sua intervenção, Mayileni Makwakwa apontou a falta de certificação internacional como um obstáculo à formação profissional no País, o que dá a falsa percepção de que os seus cidadãos não são competentes.
    “Não é verdade. Os moçambicanos são muito competentes. Se forem para a África do Sul, vão notar que uma boa parte dos técnicos que trabalham em grandes empresas e indústrias são moçambicanos. Eles têm conhecimento”, sublinhou o director executivo da M2 Engineering Academy.

  • Assinatura de protocolo entre o BCI e a EHN

    O Banco Comercial e Investimentos (BCI) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) firmaram na segunda-feira, dia 23, um Protocolo de Parceriaque estabelece o modelo de cooperação na prestação de serviços de venda de gás pré-pago, e que assegura que os usuários possam comprar as recargas pré-pagas electronicamente.

    Conforme referiu o administrador do BCI José Furtado “a ENH disponibiliza ao consumidor meios alternativos para a aquisição de gás, iniciando com uma fase piloto no sul do país, expandindo-os gradualmente a outras regiões. O BCI disponibiliza os canais electrónicos e serviços onlineque, assentes na proximidade com os consumidores em todo o país, suportam a venda das recargas para a utilização imediata nos contadores, o crédito dos valores em conta e a reconciliação automática de transacções”. José Furtado disse ainda que “o actual contexto da tomada das decisões finais de investimento, com uma magnitude jamais vista, geraram enormes e fundadas expectativas. A ENH é um agente central em todo o processo […]. E o compromisso do BCI com o desenvolvimento de Moçambique está patente na actividade que desenvolvemos no dia-a-dia”.

    Na mesma ocasião, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Omar Mithá, afirmou que “os consumidores serão não só institucionais, mas também empresas, hotéis e consumidores domésticos. Esta experiência com o BCI é deveras interessante: aproveitamos, para além da capacidade da sua vasta rede de retalho ao longo do país, os canais electrónicos. O BCI tem também uma grande capacidade de triagem de consumidores. Este é um projecto destinado às famílias, de gás para todos e prevê-se que venha a ter grande impacto.”

    Os residentes da cidade de Maputo vão assim ter gás natural canalizado nas suas residências. Nesta fase apenas 400 famílias vão ser abrangidas. Segundo referiu o director comercial da ENH, Titos Nhabomba: “tivemos um primeiro desenvolvimento, o da fase piloto, que era essencialmente para testarmos as tecnologias que serão implementadas em Maputo. Os contadores que estão instalados nas residências têm de estar em contacto com o nosso sistema de vendas instalado na ENH. Há um conjunto de elementos que do ponto de vista de tecnologias precisavam de ser ensaiado. Já foram ensaiados. Estamos seguros de que nos próximos dias o gás poderá começar a fluir na casa das famílias. Nesta fase preliminar investimos cerca de 17 milhões de meticais. Temos, agora, assegurados outros investimentos para a fase subsequente. Estamos agora na fase dos estudos. Vamos começar a implementar a fase subsequente logo em Janeiro de 2019”.

  • Previsão e gestão de calamidades naturais: MTC apela ao cumprimento das medidas de prevenção

    O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, apela às populações a cumprirem as medidas preventivas recomendadas pelas instituições responsáveis pela previsão e gestão de calamidades naturais, com vista à redução do impacto de eventuais desastres naturais que poderão ocorrer durante a época chuvosa e ciclónica 2019-2020, que inicia no próximo mês de Outubro.
    Carlos Mesquita fez este apelo no final da visita de trabalho que efectuou, na terça-feira, 24 de Setembro, ao Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) para se inteirar da preparação da instituição e de outros parceiros face à probabilidade de ocorrência de chuvas normais, com tendência para acima do normal nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Sofala, Tete e nalgumas regiões do extremo centro-sul da Zambézia.
    Para a região Norte, nomeadamente nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Niassa, bem como para os distritos a norte da província da Zambézia, prevê-se chuvas normais com tendência para abaixo do normal.
    Na ocasião, o ministro foi informado do trabalho em curso, bem como do nível de prontidão do INAM, para assegurar a provisão atempada de informação durante este período delicado.
    Assim, para além do cumprimento das medidas preventivas, Carlos Mesquita apelou ao acompanhamento diário das previsões meteorológicas e dos avisos ou alertas emitidos pelo INAM através dos órgãos de comunicação e de outras plataformas.
    “Estas informações deverão ser actualizadas nos próximos tempos, em função da evolução deste período delicado para o nosso País, que se localiza numa zona de grande risco de ocorrência de eventos meteorológicos extremos, tais como cheias, secas e ciclones, o que requer uma preparação minuciosa para mitigar possíveis impactos”, disse o ministro.

    Durante a visita, Carlos Mesquita apontou a necessidade de expansão e modernização da rede de observação meteorológica, o fortalecimento do sistema de aviso prévio, a capacitação dos recursos humanos, bem como a adopção de mecanismos de financiamento e gestão sustentável de projectos da instituição como desafios que o INAM precisa de ultrapassar para poder cumprir cabalmente a sua missão.
    “O Governo continuará a trabalhar para dotar o INAM de maior capacidade para a produção e disseminação de informação fiável com o objectivo de garantir a segurança das populações e dos seus bens, bem como promover o desenvolvimento sustentável do País”, frisou.
    Neste momento, de acordo com Carlos Mesquita, estão em curso várias acções viradas para a expansão e modernização da rede de observação meteorológica, tais como o projecto “Um Distrito, Uma Estação”, que visa a ampliação da rede de estações de observação climática para todos os distritos, incluindo a instalação de radares meteorológicos e sistemas de detecção de relâmpagos.
    Igualmente, está em implementação o projecto de automatização do processo de elaboração de previsões meteorológicas, avisos ou alertas e o estabelecimento de uma base de dados para alimentar o sistema de produção de previsões.

  • Pedro Mourana: “A arte não pode ser algemada”

    Está patente desde sexta-feira, 20 de Setembro, no Espaço Cultural Moçambique Telecom (Tmcel), localizado no recinto do IFT-Instituto de Formação das Telecomunicações, a exposição intitulada “Eterno Recomeço”, alusiva aos 40 anos de carreira do artista plástico moçambicano Pedro Mourana, ou simplesmente PMourana.

    A exposição, que está patente até o próximo dia 20 de Outubro, representa os 40 anos de percurso do PMourana, que diz ter sido de muito aprendizado. Nas obras, os amantes das artes podem encontrar uma diversidade de temas abordados pelo artista, particularmente a mulher e as suas ramificações.

    “Falo da mulher mas o homem está lá incluído porque é a mulher que nos traz ao mundo. É uma exposição que fala de temas sociais. Fala da valorização do trabalho do homem, do trabalho que é ignorado e de pessoas que tiveram bons feitos”, explica o artista.

    Relativamente ao seu percurso, PMourana diz ter sido feito por períodos difíceis, principalmente na década de 1980, no que diz respeito aos aspectos materiais, bem como à percepção do público e da crítica.

    “A arte não pode ser algemada. O público tem que perceber que o artista tem que ter espaço, não pode estar confinado. Ele precisa de estar livre de se expressar da maneira que preferir e que melhor conhece. Foram períodos difíceis, mas fomos crescendo, o País também cresceu. Enfim, cá estamos”, sublinha PMourana, cuja exposição conta com o apoio da Tmcel.

    Na cerimónia de inauguração da exposição, o presidente do Conselho de Administração da Tmcel, Mahomed Rafique Jusob, referiu que, ao prestar este apoio, a empresa está a contribuir para a elevação e valorização da cultura, em particular as artes plásticas, na sociedade.

    “Não podemos falar da cultura sem falar de uma sociedade, de um povo e da identidade moçambicana. São valores que estão reflectidos na imagem corporativa da Tmcel pois acreditamos no legado que os seus feitos deixam para as gerações vindouras”, considerou Mahomed Rafique Jusob, para quem o sector da cultura constitui uma ferramenta fundamental no processo de desenvolvimento socioeconómico do País.

    Por seu turno, o representante do Ministério da Cultura e Turismo, Fernando Fanheiro, afirmou que o Estado está a trabalhar com as associações e núcleos com vista à valorização dos artistas e da cultura.

    “Não se sintam abandonados pelo Estado e pelo Governo, há coisas que estão a ser feitas, e muito brevemente colheremos os frutos”, assegurou Fernando Fanheiro, que aproveitou a ocasião para felicitar PMourana pelos 40 anos de carreira e pela exposição.

  • Fundos da DANIDA reabilitam PME destruídas pelo Idai e Kenneth

    O FEREN – Fundo de Emergência para a Reabilitação e Expansão de Negócios, uma facilidade financeira organizada pela Gapi com o apoio inicial da DANIDA, já iniciou as suas operações de financiamento a algumas empresas, cujas actividades foram total ou parcialmente destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth.
    No âmbito dos acordos de cooperação institucional entre a GAPI-SI e o FARE, a contratação dos financiamentos do FEREN para apoiar a recuperação do tecido empresarial afectado por aquelas calamidades é efectuada pelo FARE – Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia.
    No início desta semana, o director geral do FARE, Augusto Isabel, deslocou-se à região centro do País onde procedeu à entrega dos cheques correspondentes às primeiras quatro candidaturas aprovadas de um total de 24 que já foram consideradas elegíveis.
    Em Sofala, os dois primeiros financiamentos foram para as empresas Unipesca, sediada na cidade da Beira, que se dedica à pesca, processamento e comercialização de produtos marinhos e a Agro-Ana, que desenvolve as suas actividades nos distritos de Nhamatanda e Búzì, produzindo e comercializando cana-de-açucar à açucareira de Mafambisse.
    “Este acto é o reflexo do esforço de instituições nacionais, em conjunto com parceiros estratégicos multinacionais, com vista a cumprirem a sua missão de apoiarem o surgimento, fortalecimento e desenvolvimento do empresariado nacional, de forma sustentável e responsável”, o director geral do FARE, no acto de entrega dos dois primeiros cheques na província de Sofala e que simbolizam a operacionalização do FEREN.
    “Queremos apelar ao uso racional destes recursos, de forma a garantir o retorno desses valores para abranger mais empresas”, asseverou, enfatizando “que o FEREN prioriza actividades que garantam inclusão, empregos, criação de renda e sustentabilidade.
    “Este financiamento vai permitir reabilitar uma das quatro embarcações paralizadas, de modo a nos submetermos às inspecções exigidas para exportarmos para a União Europeia. Uma vez aprovada, vamos voltar a operar e garantir a manutenção dos 80 postos de trabalho que se encontram em risco”, regozijou-se Mamade Sulemane, da Unipesca. “Embora este valor seja uma boa contribuição para a reabilitação das nossas instalações e de, pelo menos, mais dois barcos, continuamos afectados pela obrigação de pagar a licença que custa 1.400.000 meticais.”
    António Passane, director geral da Agro Ana diz, por seu turno, que “vamos investir o valor no reforço da adubação, para recuperarmos a fertilidade dos solos que estiveram totalmente inundados, de modo a não comprometermos a produtividade das culturas que estamos a lançar. Paralelamente, vamos adquirir ou recuperar alguns equipamentos destruídos, como são as motobombas e atomizadores".
    Na província de Manica, a primeira servida pelo FEREN foi a empresa avícola Soaves, sedeada no distrito de Gondola. Com o ciclone, grande parte dos seus pavilhões, incluindo os que operavam nos arredores da Beira, foram destruídos.
    Estão em processo de contratação e desembolso mais dez financiamentos, incluindo algumas empresas de Cabo Delgado afectadas pelo Kenneth.
    A Linha de Recuperação cobre um montante máximo por operação de 1.500.000 meticais, tem uma taxa de juro anual que varia entre 8% e 10%, um período de diferimento máximo de capital até 180 dias e um período máximo de reembolso até 36 meses. Esta linha tem a particularidade de ter um incentivo que consiste em reembolsar 20% do capital pago aos mutuários que tenham cumprido integralmente o pagamento das suas obrigações e operacionalizado o seu negócio e assegurado empregos.
    Já a Linha de Expansão tem como montante máximo por operação de 5.000.000 meticais, a taxa de juro está indexada à MIMO (publicada pelo Banco de Moçambique) que estiver em vigor à data do contrato de financiamento, tem um período de diferimento máximo de capital até 120 dias, sendo o período máximo de reembolso extensivo até 60 meses.
    Com base em acordos com vários doadores, a Gapi tem mobilizado recursos para financiar projectos de desenvolvimento do empresariado nacional, assumindo a responsabilidade de gerir esses recursos em conformidade com padrões internacionais nos processos de prestação de contas.
    Para a implementação do FEREN, esta instituição financeira de desenvolvimento estabeleceu acordos de parceria com a CTA e a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN).
    A Unidade de Gestão do FEREN informou os seus parceiros que a primeira contribuição feita pela DANIDA é de um montante de pouco mais de 52 milhões de meticais, o que é insuficiente para as necessidades de reabilitação e relançamento das empresas já identificadas como elegíveis. Além destas empresas, o FEREN está aberto a novas contribuições de mais parceiros, tendo, entretanto, iniciado a organização de um programa específico focado em empreendimentos de jovens nas regiões afectadas pelas calamidades.

  • BCI acolhe estudantes de contabilidade e auditoria

    Dezenas de estudantes de Contabilidade e Auditoria do Instituto Politécnico de Tecnologia e Empreendedorismo (IPET), efectuaram, na semana finda uma visita de estudo à sede do BCI, em Maputo.

    Para além de terem tido acesso a alguns dos sectores-chave do banco, os estudantes tomaram parte numa palestra sobre planeamento e educação financeira. Segundo o facilitador e colaborador do BCI, Daudo Vali, “esta foi também uma ocasião para dar a conhecer aspectos importantes sobre o planeamento e sobre a independência financeira, entre outros, por meio de uma poupança eficaz” – disse, esclarecendo que “éprática do BCI estabelecer uma interacção contínua com instituições de ensino básico, médio e superior, como forma de preparar os alunos, estudantes e futuros profissionais para que sejam conhecedores da realidade e das actividades bancárias, e que sejam economicamente capazes de maior racionalização de recursos”.

    Como referiuRosalita Paulino, docente do IPET, “estes estudantes já têm uma visão geral sobre a banca e uma certa percepção sobre o seu funcionamento. Tiveram aqui um contacto directo com o terreno, como forma de os levar a quebrar certos mitos. Muitas das vezes pensa-se que banca é só lidar com dinheiro. Ao saírem daqui partem com outras expectativas e com uma visão mais próxima da sua área de formação.”

    “Esta visita foi fascinante” – disse Luís Bila, estudante de Contabilidade e Auditoria, e continuou: “esta experiência deu-me mais motivação para concluir o meu curso, especializar-me e num futuro próximo aperfeiçoar-me profissionalmente”. Já para Anifa Ussene, “para além de nos ajudar a aprofundar os conhecimentos que já adquirimos, este contacto cria mais familiarização com o meio profissional e, no meu caso, vai ser possível aliar a teoria e a prática, e tornar a minha formação mais completa.”

    Refira-se que o IPET opera há cerca de 10 anoseoferece uma quinzena de cursos em Maputo, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula, Cabo-Delgado e Niassa.

  • Na sequência da ITU Telecom World 2019: Premiados reconhecidos pelo Governo

    A delegação moçambicana que participou, recentemente, na ITU Telecom World 2019, em Budapeste, Hungria, apresentou, na segunda-feira, 23 de Setembro, em Maputo, ao ministro dos Transportes e Comunicações, os prémios de “Melhor Participação”, atribuído ao Governo de Moçambique e o de “Solução Tecnológica com Maior Impacto Social”, entregue à startup moçambicana UX/Biscate.
    Na plataforma internacional, onde figuras influentes de governos, reguladores, investidores e operadores se juntam às Pequenas e Médias Empresas (PME) do sector das tecnologias para debater, partilhar e expor tecnologias de ponta e estabelecer parcerias, foram ainda reconhecidas as startups moçambicanas Output Tech/Xiphefu, finalistas na categoria “Solução Tecnológica com Maior Impacto Social” e a Ability, com o certificado de excelência.
    Para o Governo, segundo referiu Carlos Mesquita, ministro dos Transportes e Comunicações, a distinção representa um profundo reconhecimento do trabalho que o Executivo tem vindo a realizar no desenvolvimento das telecomunicações em Moçambique, no âmbito do cumprimento do Programa Quinquenal do Governo 2015-2019, sendo uma grande responsabilidade para os actores deste ramo manter e aumentar os níveis de reconhecimento internacional que o País está a atingir.
    Em relação aos prémios arrecadados pelas startups nacionais, o governante felicitou aos jovens que “com o seu trabalho abnegado elevaram o prestígio de Moçambique nos organismos internacionais de telecomunicações”.
    “Exortamos à Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (ARECOM) e demais intervenientes para darem o acompanhamento e apoio necessários para o desenvolvimento destes talentos e outros ainda por vir, implementando a nobre missão do Governo de assegurar a participação de todos os moçambicanos na gigantesca e exaltante missão de edificar o Moçambique que queremos”, frisou o ministro.
    O presidente do Conselho de Administração da ARECOM, Américo Muchanga, que chefiou a delegação moçambicana na ITU Telecom World 2019, considerou que o prémio dado ao Governo, resulta daquilo que tem sido a sua acção na área das comunicações, em particular, por permitir que os jovens moçambicanos possam ter um papel cada vez mais relevante na criação de soluções que vão fazer com que as tecnologias de informação e comunicação não sejam usadas apenas para falar, mas que sejam efectivamente para o desenvolvimento económico e social do País.
    Na exposição de serviços e soluções tecnológicas das PME da ITU Telecom World participaram seis startups nacionais, nomeadamente a UX/Biscate, Tabech, OutPut Tech/Xiphefu, Bacelapp, Ubi e Meu Taxi.
    A UX obteve a distinção máxima na categoria de “Solução Tecnológica com Maior Impacto Social”. Trata-se de uma aplicação de emprego, desenvolvida pela UX Information Technologies, para o sector informal, que conecta trabalhadores de baixa renda, com telefones celulares básicos, sem recurso à internet, aos clientes/potenciais empregadores na web.
    Um dos desenvolvedores de software da UX Information Technologies, Osvaldo Maria, disse, na ocasião, que o prémio, conquistado entre cerca de 70 soluções concorrentes, representa o esforço que a UX tem feito para a melhoria da empregabilidade em Moçambique.

    FOTO: Osvaldo Maria

  • INSS sensibiliza confissões religiosas, contabilistas e gestores de RH a contribuir para a Segurança Social Ob rigatória

    O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), através da Delegação do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) da cidade de Maputo, reuniu, recentemente em Maputo, com as confissões religiosas, os contabilistas e gestores de recursos humanos, para abordar sobre os objectivos da Segurança Social Obrigatória, e o papel dos contabilistas na prossecução dos objectivos da Segurança Social Obrigatória em Moçambique, em particular para a Cidade de Maputo.
    O encontro com os representantes das confissões religiosas tinha como principal objectivo, sensibilizá-los a integrar os seus trabalhadores no Sistema de Segurança Social obrigatória, pese embora algumas confissões já o fazem.
    Em relação ao encontro com os contabilistas e gestores de recursos humanos, pretendeu-se com esta iniciativa, sensibilizar esta classe de profissionais a colaborar com o INSS, com vista à redução da dívida de contribuições ao Sistema de Segurança Social, uma vez que são um dos maiores actores no relacionamento entre o Instituto e os contribuintes.
    De acordo com Jafar Buana, director do Trabalho, Emprego e Segurança Social da cidade de Maputo, “os grupos com os quais reunimos são muito influentes no que se refere às contribuições para a Segurança Social, uma vez que a nossa preocupação central é de não comprometer o futuro dos trabalhadores e seus dependentes”.
    O sistema, conforme sustentou Jafar Buana, está preparado para abarcar todos os grupos de trabalhadores pelo que devemos coordenar as nossas acções para não influenciar negativamente na cobrança da dívida, assim como a própria canalização das contribuições, pois não basta apenas inscrever os trabalhadores no sistema, mas também a canalização das contribuições para poder usufruir dos benefícios.
    “O nosso objectivo é a criação de condições para a apreensão do espírito do regulamento da Segurança Social Obrigatória e o seu alcance em termos de benefícios”, frisou Jafar Buana.
    Por sua vez, Rui Guimarães, delegado do INSS da cidade de Maputo, disse que os seminários acontecem numa altura em que o Sistema de Segurança Social faz 30 anos e que devem servir de reflexão, devendo saírem deste seminário respostas sobre como integrar os trabalhadores das comunidades religiosas no Sistema que não fazem parte do seu efectivo, mas prestando serviços a estas.
    O delegado do INSS da cidade de Maputo explicou que as congregações religiosas devem aderir ao Sistema, pois são instituições que envolvem trabalhadores, alguns dos quais são considerados activistas, cujo enquadramento não cabe no regime de Trabalhadores por Conta Própria.
    Para o representante da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM), Inssa Monjane, a abertura do INSS constitui o reconhecimento da OCAM no apoio à cobrança de contribuições e a sua canalização ao Sistema, de modo a que os trabalhadores possam obter os benefícios concedidos.
    “É uma parceria que vem desde há dois anos, que prevê o desenho de um memorando de entendimento entre ambas as instituições, com o objectivo de fortalecer os mecanismos de controlo”, sublinhou.
    O processo de canalização das contribuições, segundo explicou Inssa Monjane, é uma questão de gestão financeira das empresas. O papel fundamental dos contabilistas é fazer a liquidação da contribuição da empresa por forma a obedecer adequadamente ao regulamento dentro do que a norma estabelece.
    Por sua vez, Luísa Quilambo, pastora e chefe dos recursos humanos da Igreja Metodista Unida, disse acreditar que a partir desta interacção muitas dúvidas foram esclarecidas, pois “conversámos acerca das vantagens que o Sistema oferece, uma vez que já estamos inscritos”.
    Na igreja, conforme sustentou, têm rendimentos todos aqueles que prestam serviços: “Dentro de uma congregação religiosa, é normal que hajam actividades relacionadas com a assistência social, comissões que tratam da vida dos pastores, dos idosos e de crianças órfãs”, explicou, acrescentando que fazem, igualmente, trabalho remunerável as pessoas que desempenham cargos pastorais, secretários, administrativos e todos os que estão nos escritórios, escolas, universidades e orfanatos.