Categoria: economia

  • Economia deverá crescer 6%

    A economia de Moçambique deverá crescer no máximo 6% em 2013, valor inferior aos 8,4% previstos pelo governo no Orçamento de Estado, disse em Maputo Faúsio Mussa, economista sénior do Standard Bank.

    No decurso do “Economic Briefing”, que reuniu em Maputo cerca de 200 agentes económicos e clientes da instituição bancária, Mussa disse ainda que a previsão de uma desaceleração da economia, de uma média de 7,4% na última década para 6%, tem por base os efeitos das cheias que se registaram nos primeiros meses do ano.

    “Tomando em consideração o impacto negativo das cheias, revimos em baixa a nossa previsão de crescimento económico para 2013, para um nível de 6%, inferior à média da última década e igualmente inferior à previsão inicial do governo”, adiantou o economista do Standard Bank, para quem a inflação média anual deverá manter-se em apenas um dígito.

    Mussa indicou “as fortes chuvas que assolaram o país nos primeiros meses do ano, afectando cerca 479 mil pessoas, com impacto negativo sobre a produção agrícola e danos em infra-estruturas, o que originou a interrupção, por um período de cerca de três semanas, das exportações do carvão mineral de Moatize a partir do porto da Beira”.

    Ainda para o economista sénior do Standard Bank, o forte investimento directo estrangeiro continuou a financiar o défice da balança corrente, que aumentou 29,5% nos primeiros nove meses de 2012 em termos homólogos para 1251 milhões de dólares.

    Fonte: (macauhub)

  • Sector primário emprega mais de 73%

    Os resultados do 1.º ciclo do Inquérito Contínuo aos Agregados Familiares (INCAF), que está a ser realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apontam que o sector primário das actividades económicas no país é aquele que ocupa a maior percentagem da População Economicamente Activa (PEA), com 73,1 por cento.

    Este sector engloba as áreas de agricultura, pesca e extracção mineral.

    Seguem-se os sectores terciários e secundário que englobam as áreas dos Transportes e Comunicações, Comércio, Finanças e Serviços, com 22,8 por cento, e da Indústria Transformadora, Energia e Construção com 4,0 por cento, respectivamente.

    De acordo com o INE, em Moçambique a percentagem da PEA no período em referência (censo 2007) foi de 88,7 por cento, sendo que a taxa de emprego é de 61,8 por cento.

    Refira-se que o 1.º ciclo desta operação estatística, que teve início em Julho do ano passado, recolheu dados referentes aos capítulos de Força de Trabalho, Turismo e Despesas.

    Entretanto, o INCAF apurou que a distribuição percentual da população ocupada por regime de actividade apresenta-se como se segue: trabalhador familiar sem remuneração, 18 por cento; conta própria, 67 por cento; assalariado, 15 por cento.

    No subcapítulo da informação sobre o desemprego, há a destacar o facto das províncias de Tete (26,0 por cento), Niassa (29,2 por cento), Maputo província também com 29,2 por cento, Manica (35,0 por cento) e Maputo cidade com 35,7 por cento, serem aquelas que apresentam as taxas mais elevadas de desemprego.

    Em sentido oposto está a província da Zambézia, cuja taxa de desemprego apurada é de 10,0 por cento. Eis como se apresenta a distribuição da taxa de desemprego por província: Zambézia, 10,0 por cento; Inhambane, 16,4 por cento; Cabo Delgado, 17,4; Sofala, 21,7 por cento; Gaza, 21,9 por cento; Nampula, 25,5 por cento; Tete, 26,0 por cento; Niassa, 29,2 por cento; Maputo-província, 29;2 por cento; Manica, 35,0 por cento; e Maputo-cidade, 35,7 por cento.

    Outra sub-área importante coberta pelo INCAF é a do trabalho infantil. Define-se trabalho infantil “toda forma de trabalho exercido por crianças adolescentes dos 5 anos aos 17 anos”. De acordo com dados do INCAF, 12 por cento das crianças de 5 a 17 anos trabalharam na semana em referência. Por outro lado, durante o mesmo período, 60,4 por cento de crianças de 5-17 anos só estudaram; 6,1 por cento só trabalharam; 5,7 por cento trabalharam e estudaram, 27.8 por cento não estudaram e não trabalharam.

  • ACIS lança manuais de orientação para novos empreendimentos

    São dois manuais que deverão prestar informação útil a empresários, facilitando aspectos como registo de empresas, licenciamento comercial e industrial, entre outros.
    Trata-se de duas obras lançadas, ontem, pela Associação Comercial e Industrial de Moçambique (ACIS): “O Quadro Legal para a Constituição de Sociedades Comerciais em Moçambique” e “O Quadro Legal para o Reconhecimento e a Obtenção de Direitos de Terra em Áreas Rurais em Moçambique”, cuja finalidade é fornecer informações importantes aos investidores para a realização de negócios.
    Com a iniciativa, espera-se melhorar o ambiente de negócios e a classificação do país no índice “Doing Business”, que avalia a facilidade de fazer negócios em cerca de 180 países de todo o mundo, através de diversos indicadores como burocracia, fiscalidade, comércio transfronteiriço, entre outros. No “Doing Business”, o país ocupa a modesta 140ª posição, entre os piores na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.
    De acordo com o comunicado recebido no nosso jornal, “O Quadro Legal para a Constituição de Sociedades” engloba os procedimentos a partir do registo de uma empresa até ao licenciamento comercial e industrial, sendo que a nova edição inclui as novidades trazidas pelo Decreto 5/2012 de 07 de Março, sobre o licenciamento simplificado.
    A edição inclui fluxogramas de procedimentos, listas de verificação e informação sobre vários procedimentos a serem seguidos para legalizar uma empresa. Enquanto útil para o novo empresário, o conteúdo do guião também apoiará empresas já em funcionamento a verificar se os seus documentos estão em ordem.
    O manual baseia-se na ideia de que investidores informados podem, mais facilmente, cumprir com a lei, na convicção de que o princípio geral de direito é a melhor garantia de propriedade e ordem, e do desenvolvimento sustentável.

  • Centro e Norte do País: Janela Única Electrónica obrigatória a partir de 15 de Setembro próximo

    A utilização do sistema da Janela Única Electrónica passa, a partir de 15 de Setembro próximo, a ser de carácter obrigatório, nas estâncias aduaneiras das regiões Centro e Norte do País, incluindo os regimes de exportação e importação para e de zonas francas industriais, zonas económicas especiais e lojas francas.
    De acordo com Félix Massangaie, gestor da equipa das Alfândegas de Moçambique no projecto da Janela Única Electrónica (JUE), a medida se enquadra na expansão faseada do uso do sistema, à semelhança do que já acontece nos Portos de Maputo, Beira e na Alfândega de Tete.

    “A JUE é uma ferramenta usada para a facilitação do comércio, na qual todas as informações são enviadas para uma plataforma única, e de onde as Alfândegas e outros intervenientes do processo de desembaraço aduaneiro tiram os dados necessários para os aspectos, sob sua responsabilidade”, explicou Félix Massangaie.

    Na sua opinião, não restam dúvidas que o sistema da JUE “é muito mais eficiente, quando comparado com o sistema usado anteriormente, daí que os ganhos em termos de tempo de desembaraço de mercadorias são bastante significativos, para além de evitar a presença física dos operadores do comércio nas estâncias e evitar ainda a múltipla digitação de dados”.

    “Ainda não atingimos os resultados desejados em termos de maximização da receita aduaneira, dado que o sistema estava a funcionar apenas em 4 locais não cobrindo todos os regimes, mas da análise efectuada concluímos que já se pode desembaraçar em apenas um dia contra mais de 72 horas que eram frequentes no anterior sistema”, frisou o chefe da equipa das Alfândegas na JUE.

    Refira-se que, na região Sul, a obrigatoriedade do uso da JUE vigora deste o primeiro dia de Setembro, nas delegações aduaneiras de Ressano-Garcia, Namaacha, Matola, Posto Fiscal de Goba, Terminal Internacional Rodoviária da Namaacha, Terminal Internacional Rodoviária de Maputo, Terminal Internacional das Encomendas Postais, Terminal Internacional de Automóveis I e II, Terminal Internacional Aéreo, Terminal Internacional Multimodal, Posto Fiscal de Beluluane e ainda no Posto Fiscal da Mozal.

  • A economia moçambicana é forte

    A economia moçambicana é forte

    O Barclays acredita que a economia moçambicana é forte e com um futuro promissor, segundo Administrador Delegado do Barclays Bank Faisal Mkhize que falava durante primeiro Fórum Económico promovido por aquela instituição financeira, no qual estiveram presentes especialistas e estrategas de Macro Pesquisa e clientes diversos do Barclays.

    O evento contou com as apresentações de 3 especialistas do ABSA Capital, nomeadamente Jeff Gable, Director da área de Macro Pesquisa, que se debruçou sobre o tema “Economia Global e Commodities: tendências e perspectivas macroeconómicas”, Riddle Markus, Estratega da área de pesquisa para África, que abordou o tema sobre “Tendências e Perspectivas Macroeconómicas de Moçambique e da África Sub-Sahariana e Mike Keenan, Estratega para a zona da África Subsaariana, que finalizou o rol de apresentações com o tema: “Tendências e Perspectivas do mercado Cambial em Moçambique e na África Subsaariana”.

    O Administrador Delegado do Barclays Bank Faisal Mkhize, disse na ocasião que tomando em consideração o que está a acontecer na economia, que caracteriza-se fundamentalmente pela saída de uma fase de recessão, algumas empresas estão sob pressão tendo, igualmente, em conta a situação prevalecente da crise económica na zona Euro.

    “Na economia africana caracterizada pela redução dos preços das comodidades, o que nós notamos que temos que pensar de várias formas e descobrir o que significa para Moçambique e para a SADC. O Barclays acredita que a economia moçambicana é forte e com um futuro promissor, com investimento estrangeiro terá uma contribuição considerável, com destaque para a construção de infra-estruturas, e criação de emprego” anotou o Administrador Delegado do Barclays.

    O principal objectivo do evento, dado o significativo número de riscos na área macroeconómica, foi de partilhar as mais recentes pesquisas e prognósticos do Barclays, sobre a visão global económica, com os seus clientes e com todos os presentes.

  • CTA cria centros de desenvolvimento de negócios

    CTA cria centros de desenvolvimento de negócios

    A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) vai criar três centros de desenvolvimento de negócios para resolver o problema da falta de informação que afecta os empresários nacionais e, deste modo, poderem tirar partido das oportunidades que existem.

    Segundo Hipólito Hamela, membro da CTA, os empresários nacionais não têm aproveitado as oportunidades de negócios existentes no país criadas pelos grandes projectos que operam no país, sobretudo ao nível da indústria extractiva, devido à falta de informação.

    Assim, a CTA vai criar os centros de desenvolvimento de negócios nas três regiões do país, sendo um em Maputo, no Sul, outro na Beira (Centro), e último em Nampula, no Norte.

    Ainda não se sabe exactamente quando os mesmos serão criados, mas Hamela revelou que já há recursos financeiros para o efeitol.

    “A CTA vai criar três centros de negócios para informar as empresas nacionais sobre as necessidades das grandes empresas de modo a terem mais negócios. Por exemplo, o que as grandes empresas vão precisar a curto, médio e longo prazo para viabilizar as suas actividades, o que pode constituir negócios com as várias empresas”, explicou.

    A CTA defende que haja cada vez mais ligação entre os grandes projectos e as Pequenas e Médias Empresas (PME’s), o que poderá contribuir, ainda que indirectamente, para a criação de mais emprego para moçambicanos.

    Hamela disse que a forma de os moçambicanos participarem nos grandes projectos no sector de recursos minerais que se desenvolvem no país é através da prestação de serviços.

    “Este tipo de ligações pode criar mais emprego, mais benefícios para os moçambicanos como empresários, porque não temos capacidade tecnológica para investir directamente nesta indústria. Então podemos tirar dividendos prestando serviços as grandes empresas”, defendeu.

    Hamela falava hoje, em Maputo, durante o seminário de apresentação dos resultados do estudo sobre “os efeitos da explosão de recursos naturais no crescimento económico de Moçambique”. O referido estudo foi encomendado pela CTA e contou com o apoio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Empresarial (SPEED).

    O estudo, que foi debatido hoje publicamente, será igualmente apresentado ao Conselho Directivo da CTA que deverá formular a sua posição oficial sobre a matéria.

    (AIM)

  • Chang tem luz verde para contratar dívida

    O governo vai recorrer a um empréstimo interno no valor de 3 150.1 milhões de meticais (cerca de 113 milhões de dólares), para financiar a economia nacional ao longo dos próximos tempos, anunciou o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, citado pela AIM.

    A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros, que autorizou o ministro das Finanças, Manuel Chang, a emitir obrigações do tesouro.

    Esta decisão do Governo surge numa altura em que correm notícias na imprensa moçambicana sobre atrasos na canalização das contribuições ao Orçamento do Estado por parte de alguns parceiros do Governo. Por outro lado, há relatos de desgaste de poupanças do Estado junto do sistema bancário interno em 711,6 milhões de meticais (25,6 milhões de dólares) ao longo do primeiro trimestre deste ano.

    Segundo o documento da conjuntura económica e perspectiva de inflação elaborado pelo Banco de Moçambique, esta situação deve-se à conjugação da redução dos donativos recebidos pelo Governo dos seus parceiros e incapacidade das receitas internas cobrirem o total das despesas públicas.

  • Consequências nesfastas das barreiras ao comércio em África

    Consequências nesfastas das barreiras ao comércio em África

    Um estudo do Banco Mundial indica que o comércio inter-regional no COMESA – Mercado Comum da África Oriental e Austral corresponde apenas a 5% do total da mercadoria importada.

    Entre os problemas que estrangulam as economias africanas, de acordo com um apontamento da revista África 21, nada parece tão contraproducente e bizarro como as barreiras comerciais e administrativas que se colocam ao comércio inter-regional. Criadas localmente, algumas vezes inspiradas em questões mesquinhas, e em vigor há mais de 30 anos, estas barreiras têm consequências nefastas.

    Um estudo do Banco Mundial indica que o comércio inter-regional no COMESA – Mercado Comum da África Oriental e Austral corresponde apenas a 5% do total da mercadoria importada pelos países deste mercado.

    A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) regista um score relativamente melhor, mas nada que justifique celebrações. Aqui o comércio interestados equivale apenas a 10% do volume de importações. Em contrapartida na zona correspondente à ASEAN, o comércio entre vizinhos representa 20% das importações. Na Nafta estas operações chegam a 35%, na União Europeia vão aos 60% e no Mercosul andam pelos 15%.

    De acordo com o Banco Mundial (BM), as barreiras incluem autorizações para importação, taxas às exportações, tarifas aduaneiras, licenças para circulação, proibições impostas a alguns produtos, e falta de coordenação entre instituições responsáveis por fiscalização, regulação e autorização.

    Ainda segundo o BM a cadeia sul-africana de supermercados Shoprite gasta semanalmente na Zâmbia 20 mil dólares no pagamento de emolumentos para fazer passar a sua mercadoria. O Shoprite manuseia em média 100 processos para fazer passar cada um dos seus camiões. «Nalguns casos podem ser necessários 1600 documentos», diz o estudo do BM.

    Perante estes números ninguém se surpreendeu com o tom que a vice-presidente do BM, Obiageli Ezekwesili, empregou por altura da apresentação do relatório.

    «O mercado africano envolve mil milhões de pessoas, e pode gerar comércio no valor de dois biliões de dólares. É importante pois que os líderes africanos respondam às aspirações da população com atos capazes de remover as barreiras, e suficientes para dinamizar o mercado regional».

  • Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo

    Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo

    A prosperidade económica de Moçambique tem fortes ligações com a prosperidade energética alimentada pelas descobertas de gás e exploração de carvão mineral. Ausência de mão-de-obra qualificada e uma base fiscal limitada são os maiores obstáculos a ultrapassar, recomendam especialistas.

    A estimativa é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), publicada na página electrónica do Banco Português de Investimentos, que relata as perspectivas da economia moçambicana com o tema “Moçambique – um novo lugar no xadrez internacional”.

    Na publicação, citando observadores internacionais da área energética, a OCDE avança que “a extensão das reservas encontradas justifica a construção de uma unidade produtiva de grandes dimensões de gás liquefeito em Moçambique”. Assim, “se as actuais estimativas estiverem correctas, Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo, a seguir à Rússia, Irão e Qatar”.

    Para a OCDE, “a descoberta de extensas reservas de gás natural, sobretudo desde 2011, tem constituído um dos principais desenvolvimentos recentes com potenciais implicações económicas de monta”.

    A organização sustenta o seu optimismo no sucesso energético de Moçambique, com recursos a uma resenha das quantidades de gás descobertas nos últimos meses.

    “Em setembro passado, a Anadarko (petrolífera norte-americana) anunciou descobertas no bloco Área 1, ascendendo a 623 biliões de metros cúbicos de gás”.

    Moçambique está “estrategicamente bem posicionado” para vir a abastecer de matérias-primas os mais dinâmicos mercados emergentes, nomeadamente, Brasil, Índia e China, países de que se está a aproximar.

    Considera ainda que “apesar de, até ao momento, terem tido impacto reduzido sobre a actividade económica, estas descobertas de gás podem alterar completamente os contornos de desenvolvimento económico, social e humano de Moçambique a médio/longo prazo.”

    A prosperidade macroeconómica de Moçambique é consensual entre os analistas económicos internacionais. Recentemente, um relatório recente da Economist Intelligence Unit (EIU) coloca Moçambique entre os países com maior potencial em África.

  • Moçambique entre as 10 maiores economias

    Angola deverá ultrapassar a África do Sul, actualmente a maior economia do continente, até 2016, revela um relatório do Economist Intelligence Unit (EIU), que coloca também Moçambique entre os 10 mercados africanos com mais potencial.

    No relatório “Para dentro de África: Oportunidades de negócio emergentes”, o gabinete de estudos da revista Economist conclui que o papel das economias africanas ainda representa apenas 3 por cento da economia global e que a África Subsahariana (excluindo a África do Sul) representa menos de metade do PIB do continente.

    No entanto, sublinha que este grupo de países está a crescer mais depressa do que qualquer outro no mundo e que os investidores estão a acordar para o enorme potencial da região: “a corrida para participar no crescimento africano já começou”. O relatório aponta como sectores com maior potencial de crescimento a agricultura e a agro-indústria, as infra-estruturas, os serviços e os bens de consumo, mas recorda que ainda há grandes dificuldades, a começar pela corrupção, que continua a aumentar, a ineficiência dos serviços públicos, o risco político e a falta de mão-de-obra qualificada.

    Além disso, o EIU recorda que África não é um país, mas sim 56, com outros tantos sistemas e governos, e aconselha os investidores a prepararem-se bem para as oportunidades, os riscos e o potencial. Segundo as estimativas do EIU, pelo menos 28 países do Continente Africano deverão crescer a uma média anual superior a 5 porcento nos próximos cinco anos.

    Angola surge no grupo das economias com crescimentos previstos de 5 a 7,5 por cento, enquanto Moçambique aparece no grupo seguinte, com crescimentos anuais médios de 7,5 a 10 por cento, juntamente com a Etiópia, a Libéria, o Níger e o Uganda.

    O relatório identifica igualmente os 10 mercados que deverão ter os melhores desempenhos nos próximos 10 anos em quatro categorias: os países com menor risco político, os maiores reformistas, os países com maior investimento e os maiores em território. Angola é o segundo com maior investimento, depois da África do Sul, e o quarto maior em dimensão, ao passo que Moçambique surge em três das quatro categorias: É o segundo com mais potencial na rapidez com que faz reformas, o sétimo com menor risco político e o décimo com maior investimento.

    “As reformas estão a acontecer depressa, encabeçadas pela Etiópia, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Uganda, enquanto as economias gigantes de Angola e Nigéria, que deverão ultrapassar a África do Sul em 2016, oferecem vantagens significativas aos investidores”, conclui o Economist Intelligence Unit.

  • AFD desembolsa 1.8 biliões de dólares

    Estes projectos de grande envergadura não só vão impulsionar o desenvolvimento dos transportes em Moçambique, como também a produção de energia, para responder ao défice energético na África Austral.
    A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) desembolsou cerca de 1.8 bilião de dólares norte-americanos ao governo moçambicano, através da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), para financiar projectos de desenvolvimento de energia no país.
    O montante desembolsado resulta de um memorando de entendimento entre a EDM e a AFD, rubricado, ontem, em Maputo e que contou com representantes do corpo diplomático da Franca, do PCA da EDM, Augusto Fernando, entre outros.
    Segundo o representante da embaixada francesa em Moçambique, Cyril Gerardon, “estes projectos de grande envergadura não só vão impulsionar o desenvolvimento dos transportes em Moçambique, como também a produção de energia, para responder ao défice energético na África Austral”.
    Na ocasião, o PCA da EDM, Augusto Fernando, disse ao nosso jornal que “com este montante, o Governo pretende investir nos projectos energéticos de Mpanda N’kuwa, no rio Zambeze, e Espinha Dorsal – a linha de transporte de energia eléctrica que deverá ligar o centro e o sul do país”.

    in Jornal O País

  • O Boom dos Recursos Naturais em Moçambique: Como Evitar o Resource Curse

    O Centro de Integridade Pública (CIP) vai acolher, no próximo dia 12 de Julho, uma aula aberta sobre “O Boom dos Recursos Naturais em Moçambique: Como Evitar o Resource Curse. A aula será proferida pelo Prof. Joseph Stiglitz e terá lugar das 8.30 às 11 horas no Hotel Indy Village.

    Joseph Stiglitz é actualmente professor na Columbia University (Nova Iorque), e já foi professor nas Universidades de Yale, Princeton e Stanford. Em 2001, Joseph Stiglitz recebeu o Prémio Nobel em economia. Foi membro do Conselho de Assessores Económicos da Presidência dos EUA entre 1993-95, e Chief Economist e Vice-Presidente Sénior do Banco Mundial entre 1997-2000.

    Entre outros, Stiglitz é autor dos livros Globalization and Its Discontents; The Roaring Nineties; Towards a New Paradigm in Monetary Economics; Fair Trade for All; and Freefall: America, Free Markets, and the Sinking of the World Economy.É co-autordo livro Escaping The Resource Curse, e em Junho deste ano publicou The Price of Inequality: How Today’s Divided Society Endangers Our Future.

    O CIP convida todos os que estiverem interessados a participar do evento.

    Para mais informações contacte o Sr. Dionísio Nombora, através do número 21 49 23 35 ou pelos e-mails: dionisionombora ou cip

  • Moçambique vendeu 162 milhões de USD à China

    O montante de 478 milhões dólares corresponde ao volume de comércio alcançado entre Moçambique a China nos primeiros cinco meses deste ano.
    Moçambique, o quarto país na lista por ordem de grandeza, registou, ao longo dos primeiros cinco meses do ano, um comércio com a China que atingiu 478 milhões de dólares e vendas chinesas de 316 milhões de dólares.
    O comércio entre a China e os países de língua portuguesa ascendeu a 51,77 mil milhões de dólares de Janeiro a Maio, um aumento de 20,15% relativamente aos 43,09 milhões de dólares registados nos primeiros cinco meses de 2011, de acordo com dados oficiais divulgados em Macau.
    No período, a China exportou para os oito países de língua portuguesa produtos no valor de 15,28 mil milhões de dólares e importou bens cujo valor atingiu 36,48 mil milhões de dólares, tendo incorrido num défice comercial de 21,2 mil milhões de dólares.

  • CTA quer reduzir dependência em relação a parceiros nacionais e internacionais

    A CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique vê no desenvolvimento da sua organização CTA-Participações, Lda., um meio de auto-sustentabilidade financeira da agremiação, de modo a reduzir a dependência em relação aos parceiros nacionais e internacionais.
    “Neste momento podemos, com alguma satisfação, dizer que já temos duas actividades, uma de rendimento imobiliário e outra que é a participação no projecto da Janela Única Electrónica”, segundo declarou Salimo Abdula, após a realização da Assembleia Geral ordinária, tida lugar em Maputo na última terça-feira, durante a qual foi aprovado o Relatório e Contas do exercício fiscal de 2011, bem como o Plano de Actividades e Orçamento para 2012.
    Na qualidade de presidente da Mesa da Assembleia Geral, Salimo Abdula referiu que “a CTA continua a ser um intenso movimento participativo, no qual os membros sentem cada vez mais o calor do associativismo e o crescimento da organização que, cada vez mais abrangente, traz resultados na sua interacção com os parceiros, Governo e sociedade em geral, para uma contribuição na melhoria do ambiente de negócio no País”.
    Acrescentou que “Moçambique entrou no radar do mundo, pelas grandes actividades económicas demonstradas e pelo futuro crescimento da sua economia e, obviamente, que os empresários moçambicanos não querem estar à margem desse processo”.
    No decurso da Assembleia Geral, foi realçado, entre outras actividades, que a CTA vai privilegiar o potenciamento técnico-jurídico e económico da sua Unidade de Investigação e Análise Económica (UIAE), por forma a apoiar os mecanismos consultivos com pareceres técnicos nas suas discussões com o Governo.
    Dentre outras actividades que a CTA se propõe a desenvolver, ainda este ano, consta a formação dos assistentes dos Conselhos Empresariais Provinciais sobre gestão da agenda de diálogo, seu papel, gestão financeira e prestação de contas e ainda a formação dos pequenos empresários em matéria de empreendedorismo e oportunidades de negócios.
    Refira-se que, na área da Agricultura, o Plano de Actividades para 2012 contempla a implementação das recomendações do estudo sobre o IVA no sector, bem como a realização de estudos sobre as barreiras não fiscais à agricultura e à comercialização agrícola, incluindo o estudo sobre o incentivo do gasóleo e da energia eléctrica no sector agrícola.