Categoria: cultura

  • Ungulani Ba Ka Khosa lança sétimo livro “Entre as Memórias Silenciadas”

    Um dos mais emblemáticos e conceituados escritores moçambicanos Ungulani Ba Ka Khosa acaba de lançar, em Maputo, o seu sétimo livro intitulado “Entre as Memórias Silenciadas”, no decorrer de uma cerimónia bastante concorrida por políticos, escritores, estudantes, entre outros participantes.
    O lançamento da obra de Ungulani Ba Ka Khosa, tido como um dos melhores escritores africanos do século XX, esteve sob a chancela da Alcance Editores e contou com o alto patrocínio da maior operadora de telefonia móvel, a mcel.
    Trata-se de um livro que retrata um místico de memórias, desde os tempos idos até aos actuais com principal enfoque aos campos de reeducação.
    Tal como o próprio autor afirma, “mais do que retratar as pequenas e grandes misérias da primeira República, o livro, no meu entender, revela os desencontros de uma geração que já não se exalta com os feitos de uma revolução que não consegue renovar o seu discurso. Uma pátria é feita de identidades, de discursos múltiplos. Os meus personagens procuram um chão sólido”.
    Para Ungulani, a sua obra pode ser interpretada por alguns  leitores como um “avivar de páginas recentes e triste da nossa história”, acrescentado que as memórias do seu livro são bastante sensíveis.
    “Falo de homens que não estão contentes com seus destinos. Quase todos, ricos ou pobres, geniais ou medíocres, célebres ou obscuros, gostariam de ter uma vida diferente da que vivem”, salientou.
    Por seu turno, o administrador Comercial da Moçambique Celular – mcel patrocinadora do livro, Cláudio Chiche, afirma que a sua instituição é parceria da Alcance Editores,  no apoio à edição de livros literários, como forma de promover o desenvolvimento da educação e cultura moçambicana.
    “Ao apoiarmos esta obra literária e muitas outras, esperamos dar o nosso contributo para o cultivo mais amplo de hábitos de leitura”, disse Cláudio Chiche.Imagem

  • Capulana para o Guiness Book

    Capulana para o Guiness Book

    O maior desfile de capulanas do mundo vai acontecer, entre os dias 27 e 29 de Setembro próximo, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado. Organizado pelo “Centro de Conhecimento e Desenvolvimento Samora Machel” e a organização “Estratégia Moçambique”, com o alto patrocínio da mcel-Moçambique Celular.
    O desfile vai percorrer alguns pontos do País, como Maputo, Beira e Nampula, tendo o seu término em Pemba, onde se espera uma grandiosa exibição da capulana, que curiosamente calha na data em que Samora Machel, se estivesse vivo, completaria 80 anos.
    Trata-se de um festival que concorre para o Livro dos Recordes Mundiais também conhecido por “Guinness Book”, uma vez que estarão no País, alguns membros do jurado desta que é considerada a segunda publicação mais lida no mundo.
    Olívia Machel, filha do primeiro Presidente da República de Moçambique, membro da organização, disse que a expectativa do festival é juntar na cidade de Pemba 15 mil mulheres vestidas de capulana.
    Aliás, conforme realçou Olívia Machel, um dos objectivos do festival, para além de homenagear a mulher moçambicana e promover a capulana, é projectar o nome de Moçambique além fronteiras, concorrendo para o Guinness World Records.
    “Como sabe, para se entrar no Guinness Book, é preciso propor algo jamais visto. Neste caso, o festival da capulana nunca foi registado nesta publicação, por isso fomos aceites pelo jurado”, frisou.
    A nossa interlocutora explicou ainda que o festival da capulana enquadra-se nos objectivos do Centro de Conhecimento e Desenvolvimento Samora Machel, do qual faz parte: “Este Centro tem como vocação a investigação e disseminação de conhecimentos, e nós achamos que a capulana enquadra-se perfeitamente naquilo que são os objectivos desta instituição”, frisou.
    Por seu turno, Zófimo Muiuane, representante da mcel, patrocinadora do evento, salientou que a sua instituição abraçou o evento por se tratar de uma iniciativa inovadora que vai levar o nome de Moçambique além fronteiras. “Vai ser um orgulho para o País e orgulho para todos nós”, referiu.

    ©Zeca de Oliveira
    ©Zeca de Oliveira
  • Concurso Literário “As Línguas em Português”

    O Camões, Instituto da Cooperação e da Língua | Centro Cultural Português – pólo da Beira lança a primeira edição do Concurso Literário que se pretende anual, intitulado “As Línguas em Português”, destinado a promover obras inéditas, escritas em Português, da autoria de escritores moçambicanos.
    Esta primeira edição pretende promover obras literárias que se enquadrem na categoria CONTOS LITERÁRIOS.

    Poderão participar no Concurso Literário os escritores moçambicanos que escrevem em Língua Portuguesa. Os interessados deverão redigir um conto literário inédito (que ainda não tenha sido publicado) com o mínimo de 10 páginas e o máximo de 25, podendo ou não o conto ser acompanhado de ilustrações (independentemente de ter ou não ilustrações, o limite máximo de páginas é de 25)
    Cada candidato só pode apresentar um trabalho a concurso.

    O prazo limite de entrega das candidaturas é de 17 de Maio.

    Consulte o regulamento do concurso em: ic-beira.blogspot.com.

  • Ricardo Rangel relembrado em Colóquio

    Acompanhe de perto um dos grandes fotógrafos moçambicanos de todos os tempos e assista a uma homenagem ao seu percurso profissional, a 17 de Julho, no Centro Cultural Brasil – Moçambique. A entrada é livre!

    14h30 Saudação aos participantes

    Henny Matos, Directora Executiva da Kulunguana

    14h40 Abertura do Colóquio

    José Luis Cabaço, Presidente do Colóquio

    14h50 Primeiro Painel

    Raul Calane da Silva:

    A Geração de Ricardo Rangel”

    José Mota Lopes: “Ricardo Rangel, nos textos dos seus contemporâneos”

    Debate

    15h55 Segundo Painel

    Rui Assubuji: “Ricardo Rangel – uma visão crítica da sua arte”

    Nelson Saute: “Foto-jornalismo, ontem e hoje”

    Debate

    17h00 Terceiro Painel

    Drew Thompson “Iconicity of Ricardo Rangel and the Production of Mozambican History”

    José Teixeira “O pão nosso de cada noite: ousadia datada ou tema actual?”

    Debate

    18h00 Encerramento do Colóquio

    José Luis Cabaço

    Agradecimento aos participantes

    Cocktail

    Programa Coloquio de Ricardo Rangel.pdf

  • TEATRO: Gilberto Mendes é o mais conhecido e Lucrécia Paco é a preferida

    TEATRO: Gilberto Mendes é o mais conhecido e Lucrécia Paco é a preferida

    Resultados de uma pesquisa desenvolvida recentemente pela empresa moçambicana de consultoria PCBCX – Consultoria de Marketing e Pesquisa de Mercado, revelam que apenas 20% da população residente na província e cidade de Maputo costuma ir ao teatro com alguma regularidade. 56 por cento dos indivíduos não costumam ir ao teatro por nítida falta de tempo, ao passo que a falta de oportunidade, a distância e as condições financeiras insuficientes são outros dos motivos indicados para justificar a não adesão dos inquiridos às peças teatrais. Por outro lado, são os indivíduos mais velhos os que apresentam uma maior propensão para não ir ao teatro.

    Gilberto Mendes é o actor de teatro mais conhecido pela população residente, com 68 por cento. Lucrécia Paco e Adelino Branquinho são os actores que ocupam a segunda e a terceira posições neste ranking de notoriedade, com 24 e 22 por cento, respectivamente. É de destacar, no entanto, que cerca de um quarto da população residente não sabe indicar o nome de qualquer actor.

    O mesmo estudo mostra que Gilberto Mendes é o actor preferido por 31 por cento da população residente na província e cidade de Maputo, seguido por Vasco Condo, Mário Mabjaia e Adelino Branquinho, com 7, 5 e 4 por cento, respectivamente. Ao mesmo tempo, Lucrécia Paco é a actriz preferida por 15 por cento da população, seguida pelas actrizes Cândida Bila e Joanette Rombe, com 9 e 6 por cento, respectivamente.

    É importante referir que quase um terço da população residente na província e cidade de Maputo não sabe indicar o nome de qualquer grupo de teatro. Não obstante, em termos de grupos de teatro, o Gungu é o mais conhecido (63%) seguido pelo Mutumbela Gogo (41%). Gungu é também o preferido (49 por cento dos residentes), seguido pelo Mutumbela Gogo, apenas com 6 por cento.

    Por último, e além de ir ao Teatro, passear, ver televisão e ler (jornais, revistas, bíblia ou outros livros) são as principais actividades de ocupação dos tempos livres dos inquiridos, com 18, 16 e 16 por cento, respectivamente.

  • Pa pa l’americano” ao vivo em Maputo

    No prosseguimento do projecto “One Night Stand”, a Brand Lover´s, em parceria com a mcel – a operadora da Cultura – levam ao palco do Coconut´s Live, no próximo dia 29 de Junho, em Maputo, as bandas 340 ML e Yolanda Be Cool, para um grandioso concerto de uma fusão do Dub, Rock, Marrabenta, Bossa Nova, Ska e música electrónica.

    Yolanda Be Cool é a banda australiana, famosa por interpretar “We no Speak Americano”, com o conhecido refrão “Pa pa l’americano”.
    A vinda destas duas bandas, incontornáveis no panorama musical internacional, faz parte do cardápio da segunda edição desta iniciativa cultural da Brand Lover´s, com alto patrocínio da mcel, cujo objectivo é trazer o mercado internacional de música para Moçambique e criar um intercâmbio cultural e de partilha de emoções sentidas e expressas em uníssono, entre os seus participantes.
    Neste show, a banda moçambicana 340 ML vai levar na manga o seu frenético som – uma mescla do Dub, Rock, Marrabenta, Bossa Nova e o Ska, enquanto do agrupamento australiano Yolanda Be Cool, formado por Sylvester Martinez e Johnson Peterson, se espera que hipnotize o público moçambicano, com o sucesso “We No Speak Americano”.
    Este tema musical é originalmente cantado por Renato Carosone e escrito por Nicola Nisa Salemo e liderou as paradas no Reino Unido, Dinamarca, Holanda e Suécia, e chegou ao Top 5 na Austrália, Bélgica, Espanha e Noruega e, agora, estará entre nós ao vivo no grandioso espectáculo a ter lugar a 29 de Junho.
    Os bilhetes para esta segunda festa já estão à venda nas lojas mcel em Maputo e no Dolce Vita, com preços desde 500 Meticais.

  • Mutumbela Gogo e “A visita da velha senhora”

    O grupo de teatro Mutumbela Gogo que tem ultimamente alegrado o público com grandes exibições, apresenta às 14:00h da quinta-feira, 14 de Junho corrente em Conferência de Imprensa, o programa da nova proposta teatral intitulada “A Visita da velha Senhora” que deverá brevemente estrear.

    A “visita da Velha senhora” trata-se de uma tragicomédia dos anos 1950, do suíço Friedrich Dürrenmatt. Ela descreve a história da milionária Claire Zachanassian, que após muitos anos regressa a pobre cidadela onde viveu a sua juventude como Clara. A ideia é vingar-se de Alfredo, ex-namorado, que recusou assumir a paternidade da criança que carregava no seu ventre. Ela apresenta ao povo uma proposta imoral para o matar em troca de um bilião de meticais.

  • Ciclo de cinema português começa hoje

    No âmbito da comemoração do Dia de Portugal, o Instituto Camões-Centro Cultural português organizou um ciclo de cinema português, com entrada livre, que está a ser exibido no Cinema Gil Vicente na Av. Samora Machel, com 2 magníficos filmes hoje.

    – O Estranho caso de Angélica, 2010, de Manuel Oliveira, hoje, dia 13, ás 17,00 – de Manuel Oliveira, um dos mais premiados re4alizadores portugueses. A história desenrola-se na zona do Rio Douro – actores Isabel Ruth, Leonor Silveira, Luis Miguekl Cintra, Pilar Lopez de Ayala, Ricardo Trepa

    – A Morte de Carlos Gardel, 2011, de Solveig Nordlung, hoje, dia 13, às 19,30 – baseado na obra homónima de António Lobo Antunes, com Ryi Morrison, Teresa Gafeira, Célia Williams, Carlos Malvarez.

  • Dança Mandala no dia 16

    MAPUTO está a zumbir neste Outono … com um número cada vez maior de eventos culturais, empresariais e desportivos que têm lugar na nossa bela cidade. Assim, queremos dar essa informação a todos os nossos leitores para que você não perca os eventos que lhe interessam. Não perca desta feita a Dança Mandala, no dia 16, no Centro Cultural Franco Moçambicano.

  • Matola vai ouvir fados hoje

    Hoje, dia 8 de Junho, terá lugar um concerto da fadista portuguesa Ana Moura na Matola, podendo os bilhetes ser adquiridos online em www.bilhetesonline.net, ou junto da Procomputers (Centro Comercial MBS), Nefithys, ou no Restaurante Five na Matola.

  • Discovering Mount Gorongosa – um filme de Federico Pardo

    Em agosto de 2011, o Field Museum de Chicago (EUA) e diversos cientistas africanos juntaram forças numa expedição à Serra da Gorongosa, no Parque Nacional da Gorongosa. O objectivo era estudar a diversidade de aves e pequenos mamíferos desta região remota e os parasitas que vivem estes animais. Os resultados deste projecto ajudarão a compreender melhor este ecossistema que está sob ameaças várias e formular novas questões sobre patógenos e seus hospedeiros.

    Veja mais em: http://vimeo.com/42429173

  • Maputo Inaugura cinema 3D amanhã

    Para quem ainda não sabe, amanhã, dia 8 de junho, vai ser inaugurada uma super-novidade cultural na capital moçambicana: o cinema 3D.

    Trata-se do primeiro cinema 3D de Moçambique, chamado Lusomundo Maputo, junto ao Maputo Shopping (MBS).
    Os dois primeiros filmes a serem transmitidos são: “Os Vingadores” e “Prometheus”.

  • Sugestões para Quinta-feira, 7 de Junho de 2012

    EXPOSIÇÕES

    Fotografia “Nas Margens do Índico” de José Paula. Galeria do Instituto Camões – Centro Cultural Português em Maputo

    “3+3 no Circo”. Associação Kulungwana.

    Fotografia. “De -30 metros ao espelho de água – do Atlântico ao Índico” de Mário SerôdioConsulado Geral de Portugal. Aberto das 8h. às 12h. e das 13h. às 16 h.

    Fotografia. “Moçambique um Reencontro II” de Clara Ramalhão. Instituto Camões.

    “Do outro lado do Rio” Reviver Mestre Malangatana. Centro Cultural da Macaneta.

    Exposição permanente. Museu Nacional de Arte.

    Exposição colectiva. Veleiro Arts.

    Exposição permanente, obras do artista plástico Noel Langa. Centro Cultural Arco Iris.

  • Suaves e dóceis cores do reggae

    Suaves e dóceis cores do reggae

    Ras Tony é tão sereno e envolvente como as músicas que faz! Canta pausadamente no sotaque falado em África. E cada música é uma história! Convidou-nos para um espectáculo no passado dia 5 de Maio, no palco do Champ´s bar, em Malhampswene, longe do barulho habitual da cidade capital, Maputo, para degustar do seu afro-moz-reggae

    Simplesmente fantástico é como se pode classificar o trabalho musical deste artista cuja simpatia hipnotizou a moldura humana ali presente.

    A casa de pastos estava repleta de fãs quando Ras Tony chegou ao palco com o rótulo de bom! Sem ter que provar nada, havia simplesmente de mostrar seu produto a um público que deixava transbordar a sede de ver e ouvir o melhor da música afro-reggae, emprestado por Ras Tony com os préstimos da banda Xitende.

    “Jah Bless África” foi o tema eleito, contagiando uma moldura humana considerável que vibrou com passos de dança, delírios e assobios. Era, na verdade, o princípio de uma noite entre “gajos bons”, quer do lado da plateia como do palco.

    Lia-se no semblante de cada artista a emoção de passear a classe perante uma plateia de luxo que ali acorreu massivamente. Matxote soprou com tarimba o seu saxofone, comovendo Mafir na viola baixo que fez harmonia sinfónica com Juma na guitarra e Valy nos teclados. Jorge na bateria e Ifraimo na percussão, davam um ritmo especial ao afro-reggae, enquanto as vozes de Iva e Gina, nos coros, espalhavam um perfume artístico ao concerto.

    Ras Tony não deixou seus créditos por mãos alheias e se o reggae for uma “indefinição”, este músico mostrou naquela noite que se encaixa nessa falta de limites!

    “Utha vuya univalelissa” é o tema com o qual Ras Tony e sua turma contagiou de emoção a plateia que os acompanhou em coros e até solicitou bis em vários momentos. Mas “Silasie”, “Bablon System”, “Lola”, “Música a bordo” “Roots music”, entre outros, fizeram a noite de afro-moz-reggae incomensurável, temas estes que arrancaram vibrantes aplausos do público.

    Cada fã buscou o melhor lugar para ver de perto este expoente máximo do afro-reggae moçambicano. A entrada não podia ser melhor e depois de medir a temperatura do público, já dominado e rendido às evidências, a banda despediu-se mas era o público quem não aceitava esse “divórcio” imediato.

    O quotidiano na nossa África material despida da causa humana e social, inspirou esta obra às vezes frágil mas elegante, outras vezes robusta. Guerra é vencível. Reconciliação é possível, pois “quem não gosta de reggae, não o conhece”, dispara o autor de “Summer holiday”!