Categoria: turismo

  • ‘Rinos’ extintos no Parque Nacional do Limpopo

    As autoridades do Parque Nacional de Lipompo (PNL), em Moçambique, admitem já não existir mais nenhum rinoceronte naquele local de conservação localizado na província de Gaza, sul do país, e que faz parte da área que constitui a maior reserva natural do mundo.

    A extinção desta espécie protegida em todo o mundo deve-se a acção devastadora de caçadores furtivos que nos últimos anos tomou contornos alarmantes, facto associado a alegada grande procura dos cornos deste animal nos mercados asiáticos.

    “Desde que eu cheguei (em Janeiro último) nunca acompanhei praticamente a presença desta espécie aqui dentro dos limites do parque, o que significa que provavelmente os números que existiam acabaram extinguindo”, disse o administrador do PNL António Abacar, citado pela rádio Moçambique (RM).

    A extinção de rinoceronte ainda não foi declarada oficialmente no PNL, mas os animais que existiam naquela área desapareceram há dois anos. O censo realizado em princípios de 2011 concluiu haver ainda um animal naquele local de conservação, mas o mesmo desapareceu ainda no mesmo ano.

    Depois de acabar o rinoceronte, os caçadores agora viraram as suas atenções para o elefante, que também tem sido abatido de forma indiscriminada. Abacar disse que este fenómeno, que resulta da acção de caçadores furtivos, está já a retrair o turismo naquele parque.

    “O grande problema que mais nos preocupa é quando os próprios fiscais estão envolvidos nas actividades de caça furtiva, o que pode constituir um perigo para a própria equipa de fiscalização”, disse Abacar.

    Na sequência destas suspeitas, pelo menos 30 fiscais do PNL estão neste momento a enfrentar processos disciplinares.

    Paralelamente, o PNL está a trabalhar no sentido de reforçar a actividade de fiscalização. Abacar disse estar em curso um processo de integração de membros da Polícia moçambicana (PRM) nas actividades de fiscalização.

    Outras acções em curso incluem a formação de brigadas móveis de fiscalização e a importação de armas de fogo para o reforço da fiscalização.

    Refira-se que o PNL, o Kruger National Park da África do Sul e o Gonarezhou National Park do Zimbabwe constituem o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, a maior reserva natural do mundo.

    Nos últimos dias, os caçadores furtivos moçambicanos atravessam o PNL para a vizinha África do Sul a procura de rinocerontes, o que concorre para o rápido desaparecimento daquela espécie naquele país vizinho.

    Ano passado, activistas e veterinários sul-africanos alertaram que o rinoceronte poderá estar extinto nos parques sul-africanos até 2050, caso se mantiverem os actuais níveis de abate desta espécie protegida.

    As autoridades sul-africanas referem que pelo menos 668 rinocerontes foram abatidos em 2012, número que representa um aumento em aproximadamente 50 por cento em relação aos animais perdidos em todos os anos anteriores.

  • Profissionais de Hotelaria e Turismo graduados pelo INEFP em Manica

    Um total de 60 estudantes do curso de Hotelaria e Turismo do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFP), Delegação provincial de Manica, foram graduados após três meses de formação. Trata-se das especialidades de Cozinheiro, Empregado de Mesa e de Bar, provenientes da cidade capital provincial, Chimoio, e do vizinho Distrito de Gondola.

    Os novos profissionais irão reforçar o ambiente hoteleiro e turístico daquele ponto da região centro do país. Outros 75 candidatos para as mesmas especialidades iniciaram com o curso no passado dia 9 de Julho, no Centro Provincial de Formação Profissional de Chimoio, igualmente com a duração de três meses.

    Ainda no quadro das mesmas acções, que visam munir os cidadãos de capacidades técnicas, académicas e de ferramentas do saber fazer para entrarem nas oportunidades criadas pelo mercado de trabalho local, foram graduados recentemente 12 candidatos a Serralheiros civis e 16 em Corte e Costura.

    Trata-se de especialidades que, a nível local, têm conhecido uma considerável subida de necessidade de mão-de-obra treinada, face ao crescente nível de desenvolvimento que a Província de Manica regista, bem como pela sua localização estratégica ao longo do Corredor da Beira.

    Por outro lado,o centro do INEFP recebeu um certificado da agência de certificação internacional de qualidade e equivalências profissionais City & Guilds, com sede em Londres.

    Trata-se de um documento que irá oficializar a qualificação e equivalência internacional dos cursos ministrados por aquele centro do INEFP, cujas graduações terão certificados de reconhecimento internacional, possibilitando que um formado se integre logo no mercado de trabalho, incluindo as empresas que operam em Moçambique usando certificações internacionais, em matéria de qualificação profissional.

  • Restaurante Costa do Sol: o lugar mágico da memória

    Restaurante Costa do Sol: o lugar mágico da memória

    Foi em 1938 que nasceu na então Lourenço Marques o restaurante Costa do Sol, à semelhança de outros ex-libris como o Hotel Polana, o Casino Belo e o Pavilhão Oceânia. Já nessa época, o grego Gerry fazia as delícias dos comensais e era conhecido por confeccionar os melhores petiscos da cidade.

    Desde então, o restaurante Costa do Sol ficou marcado pelo pêndulo do tempo. Recebeu espiões, nos anos 30, e, em décadas mais recentes, chegou a acolher personalidades públicas como a família real Swazi e Tom Jones nas suas salas bem como na típica varanda Arte Deco com vista para o Índico e a Ilha Xefina. E chegou a acolher também bailes absolutamente inesquecíveis para alguns clientes (cinquentões) que jamais se irão esquecer das valsas, rumbas, e outras danças mais…

    O restaurante continua a ser um dos destinos predilectos dos turistas mais convictos nos pequenos prazeres da vida, com uma boa pitada de cultura. E o seu menú, um dos mais criativos até ao momento, é defensor de Maputo como capital da Arte Deco sendo que apresenta ilustrações de outros edifícios representantativos desse movimento de design como o Scala, a a Fábrica de Fermento Sipac, o Clube Ferroviário e a Rádio Moçambique.

    A sua chama gastronómica ainda hoje se mantém acesa e ainda são famosos os LM Prawns (os tais camarões al diente) lançados pela família Petrakakis, há décadas. Mas existem mais surpresas no cardápio. Se é dos que gosta de emoções fortes, não escape à salada Roqueforte e ao Marisco Misto à Costa do Sol. Não há nada como acabar uma noite de luar na varanda, ao sabor de um bom uísque, e a observar o movimento dos transeuntes, o mar, e os barcos a passar.

  • 3 hotéis de 5 estrelas abrem este ano em Cabo Delgado

    Três hotéis de cinco estrelas serão inaugurados em Agosto, na província de Cabo-Delgado, de acordo com o ministro de Turismo, Fernando Sumbana.

    Segundo o ministro, os hotéis foram construídos no âmbito do projecto “Arco-norte” que está a ser desenvolvido pelo Governo moçambicano em parceria com o sector privado nacional e estrangeiro, visando promover as três províncias da zona norte de Moçambique (Nampula, Cabo Delgado e Niassa) como destinos de turistas estrangeiros.

    Para além de Cabo Delgado, estão em curso ainda no âmbito do projecto “Arco-norte” obras de construção de mais sete unidades hoteleiras, também de cinco “estrelas”, nas restantes províncias nortenhas. Segundo o ministro de Turismo estas sete unidades hoteleiras, ainda em construção, deverão ser inauguradas ao longo do próximo ano.

    Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23174-3-hoteis-de-5-estrelas-abrem-este-ano-em-cabo-delgado.html

  • 70% dos turistas ficam mais de 7 dias em Maputo

    O II Estudo de Satisfação do Turista da Cidade de Maputo, orientado pelo Observatório do Turismo e realizado em Novembro de 2011, revela que 65% dos entrevistados nacionais fica entre 10 ou mais dias na capital do País.

    De igual modo, a selecção de dados permitiu chegar à conclusão de que 84% dos turistas domésticos fica mais de 7 dias em Maputo, o que corresponde a um número significativo de inquiridos. Ao mesmo tempo, mais de metade dos estrangeiros (57% ) permanece mais de 7 dias na mesma cidade, um dado francamente positivo.

    O I Estudo de Satisfação do Turista da Cidade de Maputo, realizado em Agosto de 2011, havia revelado que 78% dos turistas nacionais e estrangeiros fica mais de 4 dias em Maputo. Actualmente, e de acordo com a 2ª vaga do mesmo Estudo realizado em Novembro, chega-se à conclusão de que 70% dos turistas (nacionais e estrangeiros) permanecem mais de 7 dias em Maputo. Neste âmbito, o desafio coloca-se no sentido de aumentar estes tempos de permanência não só face aos turistas que vêm da África do Sul como de Portugal, Brasil, Inglaterra e outros países europeus e asiáticos.

  • Empresário nacional tem limitações para investir no turismo

    O turismo é um sector que, à semelhança dos recursos naturais, é considerado um dos motores de desenvolvimento do País. Nas últimas semanas tem suscitado concorridos e acesos debates a nível nacional.
    O economista e operador turístico Lucas Chachine falou do turismo de praia, o mais praticado em Moçambique, e diz que o Governo criou zonas especiais que estão a ser divulgadas para receberem investimento privado. Mas as vias de acesso a estes locais são uma verdadeira dor de cabeça. O que acontece neste momento é que “há aventureiros que penetram nestas zonas e destroem dunas e desenvolvendo uma actividade de pesca descontrolada”. Deste modo, Chachine propõe a existência de um trabalho coordenado na implantação de infraestruturas para garantir fácil acesso assim como a fiscalização.
    Porque o empresariado nacional tem limitações financeiras para intervir nestas zonas, com potencialidades turísticas de nível internacional, corre-se o risco de serem objecto de investimento de grande capital e como “sabemos o investimento de grande capital é estrangeiro e haverá uma espécie de barreiras para a entrada de moçambicanos. Ou seja, está a abrir-se espaço para o investimento mas, ao mesmo tempo, criam-se dificuldades” destaca Lucas Chachine.
    “Eu entendo que tem que haver muito cuidado. Através de uma instituição como o INATUR ou Mozaico do Índico, em algumas áreas de grande investimento deve haver abertura para que parte das acções seja detida por esse organismo à semelhança do que acontece no sector dos recursos naturais” observa Lucas Chachine.
    Outra poposta do economista é a criação de zonas reservadas para o investimento nacional. Diz que esta seria uma forma inteligente de criar equilíbrio entre o investimento nacional e estrangeiro no sector do turismo.
    “Daqui a 20 ou 30 anos, o empresariado nacional terá mais posses e nessa altura estas áreas estarão tomadas por estrangeiros e será difícil a nossa penetração”. (in Jornal de Negócios)

  • Oportunidade de investimento na zona de interesse Turístico de inhassoro – Mapanzene e chipongo – com 2.750 hec tares

    Segundo o Observatório do Turismo da Cidade de Maputo, o Local identificado, na zona sul de Moçambique para Resort Integrado é o distrito de Inhassoro, na província de Inhambane.

    CARACTERÍSTICAS DA ZONA

    Grande variedade e qualidade dos atributos naturais (praias de areia branca, águas transparentes e calmas que oferecem condições seguras para os banhistas, vistas atractivas das ilhas, zonas húmidas).

    Viabilidade de desenvolvimento: Oferece a possibilidade de se desenvolver uma variedade de estabelecimentos hoteleiros e zonas residenciais de alta qualidade. O reconhecimento internacional atribuído à área, a qualidade das atracções e o tamanho do local contribui para a viabilidade financeira e de marketing do desenvolvimento.

    Atributos turísticos: Em Moçambique, a zona de Vilanculos/Bazaruto já atrai um mercado de turismo do mais alto nível e é internacionalmente reconhecida criando uma forte sinergia entre a procura e a demanda.

    A área possui uma variedade de atracções turísticas de alta qualidade: reserva marinha, ilhas, locais de mergulho de nível internacional, dugongos, águas transparentes e extensas praias de areia branca.

    Pretende-se desenvolver um único Resort de turismo integrado de densidade baixa a média com um leque de serviços dirigidos a uma variedade de segmentos do mercado turístico incluindo o internacional, regional e doméstico.

    O objectivo é realizar um desenvolvimento sustentável e uma construção ecológica com base na topografia natural e ambiental do local.

    Para mais informações contacte o Instituto Nacional do Turismo – INATUR

    Direcção de Investimento e Desenvolvimento

    Tel: +258 21 307320/1/3;

    Fax: +258 21 307322/4

    www.visitmozambique.net

  • Por uma gestão integrada do turismo

    Por uma gestão integrada do turismo

    Realizou-se ontem, dia 7 dia, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, a III Reunião Nacional do Turismo, sob a orientação de Fernando Sumbana Júnior, ministro do Turismo de Moçambique, com o lema “Por um Turismo Dinamizando a Economia Nacional”.

    Como corolário dos debates sobre os temas da III Reunião Nacional do Turismo, ficaram registadas como principais constatações e recomendações:

    1. É preciso ter em conta os três elementos que garantem a dinâmica do desenvolvimento do sector designadamente, a formação, a capacitação e o bem servir.
    1. Deve-se ter em conta o tipo de formação necessário no sector do turismo, definir as prioridades de formação, garantindo que esta seja realizada em três níveis: o básico, médio e superior.
    1. Os gestores das estâncias turísticas não têm cultura de formar os trabalhadores do sector do turismo. É preciso que haja formação para o trabalhador e para o próprio empregador. O sector do Turismo esta conjugar esforços para atingir 4 milhões de visitantes por ano até ao ano de 2020;
    1. Nos últimos 4 anos o foco do turismo mudou por força das indústrias extractivas;
    1. A lista negra em que se encontram as companhias aéreas nacionais dificultam a vinda de turistas ao país;
    1. O grande desafio para o desenvolvimento das APITS são as infraestruturas, os recursos humanos e a mitigação do conflito homem-fauna bravia;
    1. Existe dificuldade na aquisição do título de uso e aproveitamento da terra (DUAT);
    1. O preço para a emissão de vistos de entrada ao país tende a subir, o que contraria a política do turismo que visa atrair mais visitantes;
    1. A actuação da PRM como factor de constrangimento dos turistas;
    1. Os projectos Kapulana são uma iniciativa do Governo mas, qualquer interessado que tenha capacidade financeira pode contactar o INATUR para detalhes técnicos da sua implementação;
    1. No âmbito de alocação dos 7 milhões, constata-se que existe pouco investimento nos distritos com grande potencial turístico
    2. Deve-se estabelecer uma Combinação entre a cultura e o turismo;
    1. Para que a tendência de entrada de turistas se mantenham evolutiva, é necessário que se tenha em conta os seguintes aspectos:
    1. Formação na área de hotelaria,
    1. Estabecimento de segurança,
    1. Promoção dos destinos turísticos e
    2. Desenvolvimento das vias de comunicação e transportes.
    1. Referiu-se comparativamente ao turimos internacional o turismo domestico é o que melhor segurança transmite ao sector visto que não é muito susceptivel as oscilações económicas.
    1. Uma implementação bem sucedida de uma Plataforma informática de Gestão de Destinos Turísticos em Moçambique, assegurará a comunicabilidade, adaptabilidade e integralidade com o Sistema Nacional de Pagamentos, e-tributação, Janela Única Electrónica, que inclui a Janela Unica do Turismo, para a gestão do comércio externo, envolvendo a Migração e outras janelas nacionais de interesse estratégico.
    2. Muitas estâncias turísticas funcionam com regime de reservas e de pagamento fora do país, vindo o turista para Moçambique somente disfrutar das condições climáticas e das infra-estruturas erguidas, ficando toda a receita fora do país e sem registo mesmo para efeitos da balança de pagamentos.
    3. Ao longo de todo país, sobretudo da nossa bela costa marítima, existe uma proliferação de estâncias turísticas a exercer actividade de oferta de hospedagem numa base informal, isto é, sem o competente registo e sem o cumprimento das obrigações fiscais.

    18. Na implementação de projectos turísticos há maior preocupação com os aspectos económicos em detrimento dos aspectos ambientais.

    19. No concernente à prática da actividade agrícola no interior das AC’s, realça-se a incompatibilidade desta com as actividades de conservação. Assim sendo, fomentar a sua prática significaria promover o desenvolvimento desses assentamentos colocando em risco os objectivos de conservação

    20. Existe falta de sensibilidade do MPD no processo de planificação das actividades das áreas de conservação, factor este que dificulta o acesso a fundos para operacionalização das actividades com vista a consmervação dos recursos;

    § As actividades económicas como o turismo e mineração podem ser combinados e desenvolvidas em harmonia desde que não prejudiquem a conservação dos recursos naturais;

  • VISABEIRA constrói 3 hotéis em Moçambique

    As novas unidades serão instaladas nas províncias de Tete, Sofala (Gorongosa) e Inhambane.
    O grupo Visabeira vai investir mais de 28 milhões de euros (35 milhões de dólares) na construção de três novos hotéis
    em Moçambique – elevando assim para oito o número de unidades turísticas da sua responsabilidade instaladas no país,
    revelou o chefe do Sector Financeiro (CFO) do grupo Visabeira, Pedro Reis.

    As novas unidades serão instaladas nas províncias de Tete, Sofala (Gorongosa) e Inhambane, e permitirão ao grupo fazer crescer o turismo, uma das mais fortes
    componentes dos negócios que mantém em Moçambique, a que se juntam a construção de infra-estruturas,
    telecomunicações, energia e ambiente.

    Ao contrário do que é a aposta normal de parte dos grupos portugueses quando decidem avançar com investimentos em
    África, a Visabeira começou, primeiro, por Moçambique – sendo esse, por isso, o seu ambiente natural no continente. O
    que quer dizer que o grupo tem sempre em perspectiva o alargamento dos seus interesses. Um exemplo disso é o
    concurso para a construção de uma central de ciclo combinado – um investimento que pode ascender aos 56,2 milhões
    de euros, mas cuja adjudicação ainda não está concluída.

  • Visitas a amigos e familiares trazem estrangeiros e nacionais a Maputo

    Visitas a amigos e familiares trazem estrangeiros e nacionais a Maputo

    A primeira vaga do Estudo de Satisfação ao Turista na Cidade de Maputo realizada pelo Observatório do Turismo revelava que eram os negócios que traziam mais estrangeiros à capital de Moçambique (36% face a 17% dos nacionais), em Agosto de 2011, ao passo que os nacionais visitavam mais Maputo motivados pelas visitas aos amigos e familiares (34% contra apenas 17% dos estrangeiros).

    Já a segunda vaga do Estudo, realizada em Novembro de 2011, indicava que o propósito principal da vinda dos turistas estrangeiros a Maputo prendia-se com o Passeio e o Turismo (47%) ao passo que a categoria dos negócios surgia logo a seguir na lista de intenções, com 41%. Quanto aos nacionais, 65% dos mesmos acorriam à capital do País para visitar amigos e familiares.

    O Estudo de Satisfação ao Turista na Cidade de Maputo (3ª vaga), que decorreu em Janeiro último, revela desta feita um dado curioso: é que a maior parte dos turistas estrangeiros (49%) desloca-se a Maputo para visitar amigos e familiares, ficando a motivação dos negócios e das férias para segundo plano (com 39% e 35%, respectivamente).

    Quanto aos nacionais, a tendência para a visita a amigos e familiares mantém-se incólume (59%), sendo sucedida pelas férias (57%)e pelo passeio e turismo (28%). Esta evolução faz pensar que se a Cidade de Maputo apostar num turismo mais vocacionado para a família poderá vir a atrair não só mais turistas nacionais como estrangeiros. Aliás, a evolução face a esse propósito de vinda é extremamente significativo para os estrangeiros, tendo evoluído de 17% (Agosto de 2011) para 25% (Novembro de 2011) e 49% (Janeiro de 2012).

  • Turismo eleva contribuição em 2011 segundo Sumbana

    O ministro do Turismo do nosso país, Fernando Sumbana, disse esta semana na vila de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, que o seu sector é dos que mais contribuíram, no ano passado, para a economia nacional, com 231 milhões de dólares, superando em 17.1%2525 os valores registados em 2010, que foram de 197.3 milhões de dólares.

    Os dados a que se referia Fernando Sumbana, segundo reiterou, têm como fonte o Banco Central, mas que não incluem as receitas sem registo formal, como seja, o consumo de produtos nacionais e a compra de vários bens, por visitantes estrangeiros.

    Sumbana que falava na abertura do IX conselho coordenador do seu ministério, que decorreu em Macimboa da Praia, disse que o turismo é igual a outros bens e produtos de exportação, argumentando que a diferença reside no facto de uns precisarem de sair do país para trazerem divisas e o turismo conseguir o mesmo sem necessidade de sair de Moçambique.

    “Enquanto a madeira e outros produtos de exportação só depois de saírem de Moçambique é que temos as divisas, o turismo traz-no-las, sem sair, e tem a vantagem de podermos vender muitas vezes a mesmo produto, se é verdade que, por exemplo, um elefante pode ser visto muitas vezes e em todas elas ser-lhe paga a respectiva a taxa correspondente à razão porque determinado turista se deslocou ao nosso país”, explicou o ministro do Turismo.

    Por outro lado, segundo o titular da pasta do Turismo, o produto que o turismo “exporta” tem a virtude de trazer imediatamente a renda, sem esperar por caminhos sinuosos para que os directamente ligados a ele, recebam o valor da venda da sua produção.

    Todavia, mesmo tendo em conta que o sector vem registando a estabilidade dos níveis de atracção de investimentos no país, notou-se, em 2011, a redução do volume dos projectos aprovados (de hotéis e agências de viagem), pois foi de 540 milhões de dólares americanos, contra 740 milhões de 2010.

    “Esta redução constatada em 2011, deve-se ao menor número de mega-projectos aprovados em relação aos anos anteriores” , justificou o ministro do Turismo.

    Ainda assim, o sector emprega hoje cerca de 42.000 trabalhadores, o que na sua opinião, contribui grandemente para o incremento da estabilidade sócio-económica nos locais onde os investimentos estão a ocorrer.

    Por outro lado, conforme Fernando Sumbana, o sector do Turismo foi confrontado com alguns constrangimentos que não permitiram a implantação, por exemplo, do projecto Kapulana nos distritos ao ritmo que se desejava e a criação de infra-estruturas básicas nas zonas de interesse turístico, para a viabilização dos projectos integrados.

    Na verdade, o nascimento de grandes projectos, como o Arco-norte, teve que deparar com dificuldades de vária ordem, entre as quais, as estradas e alguns aeroportos que necessitam de estar à altura do turismo transnacional.

    Neste momento, segundo soube a nossa Reportagem, depois do aeroporto de Vilanculo que foi concluído para a recepção de voos internacionais e o de Maputo, ainda em reabilitação e ampliação, o de Nacala segue o mesmo caminho, bem assim deve-se encontrar uma solução acertada para o de Pemba, que passa pela sua transferência para um local fora da cidade.

    “Há, na verdade, novos elementos positivos que doravante catalisarão a dinâmica do sector do turismo no nosso país, como sejam, a liberalização do espaço aéreo nacional para voos intercontinentais directos, que vai incrementar a demanda, atribuição de licenças especiais em todas as áreas de conservação, permitindo a formalização e arrecadação de receita adicional e a implementação do estatuto do fiscal, de modo a que esta função seja cada vez mais valorizada e regrada”, explicou Sumbana.

  • Novos destinos tentam atrair turistas brasileiros

    Dados da Organização Mundial do Turismo, da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que os turistas brasileiros aumentaram em cerca de 30% seus gastos no exterior entre 2010 e 2011. Em Moçambique, os brasileiros são os quartos do ranking de turistas que chegam ao Aeroporto Internacional de Maputo.

    O cenário de crise na União Europeia e o aumento do turismo brasileiro no exterior estão a fazer com que novos destinos busquem atrair mais viajantes do Brasil, que têm fama de gastadores.

    Dados da Organização Mundial do Turismo, da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que os turistas brasileiros aumentaram em cerca de 30% seus gastos no exterior entre 2010 e 2011, de 16,4 biliões para 21,2 biliões de dólares. Com isso, o país passou do 18º para o 11º lugar no ranking dos que mais gastam em viagens internacionais.

    A República Tcheca descobriu o valor dos turistas brasileiros em 2006, quando eles foram à Copa do Mundo da Alemanha e passaram por Praga. No ano seguinte, o país do Leste Europeu abriu um escritório turístico latino-americano para promover campanhas de marketing que atraíssem os viajantes da região.

    “De lá para cá, os resultados foram crescentes em todos os anos”, disse à BBC Brasil Luiz Fernando Destro, representante em São Paulo do escritório turístico da República Tcheca. “O país recebeu 43 mil turistas brasileiros em 2011, contra 11 mil em 2007.”

    O mais interessante para os tchecos, porém, não é o número de turistas, e sim o quanto eles gastam. “Os turistas brasileiros representam apenas 0,5% do total que visita a República Tcheca, mas seu gasto per capita diário é o terceiro maior no país, só perdendo para o dos turistas da Rússia e do Japão”, disse Destro.

    “Percebeu-se que é um turista que dá lucro. Afinal, se você vai viajar 11 horas, vai querer ficar vários dias no país, vai querer um bom hotel, fazer compras e ver bons espetáculos.”

    A Dinamarca e a Hungria são outros países que, mesmo sem voos directos, despertaram recentemente para a importância do turista brasileiro. Nos dois últimos anos, os escritórios turísticos dinamarquês e húngaro deram início a campanhas de marketing no Brasil, com foco em feiras sectoriais e agentes de viagens.

    Entre Março de 2011 e de 2012, 33 mil brasileiros visitaram a Dinamarca (por via aérea e em cruzeiros), um crescimento de 30% em relação ao mesmo período anterior, informou Nikolas Mortensen, do escritório de turismo do governo dinamarquês.

    Em Moçambique, a fatia de turistas brasileiros que acorre à cidade de Maputo é de 10%, segundo a terceira vaga do Estudo de Satisfação ao Turista levado a cabo pelo Observatório do Turismo da Cidade de Maputo. A África do Sul é o primeiro país emissor de turistas com 25%, Portugal com 17% e Angola com 15%. Ou seja, os brasileiros encontram-se no quarto lugar do ranking de turistas.

    Talvez seja uma boa altura para Moçambique apostar no mercado brasileiro com a realização de campanhas de marketing mais agressivas e dirigidas, uma vez que os turistas brasileiros aumentaram em cerca de 30% seus gastos no exterior entre 2010 e 2011 e que têm a fama de bons gastadores.