Autor: olamocambique

  • Jurista português explica sobre origens do Processo Civil moçambicano

    A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) reuniu, na última quinta-feira, 29 de Agosto, em Maputo, juízes, docentes e estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), para reflectirem sobre as origens do processo civil moçambicano, de modo a perceberem os procedimentos práticos do modelo processual civil, em vigor, e articulação entre os sujeitos e intervenientes processuais.

    A palestra, promovida pela AMJ, em parceria com o Núcleo dos Estudantes da Faculdade de Direito da UEM, foi orientada pelo jurista português António Pracana Martins, que dissertou sobre o Direito Romano e sobre o que ocorreu, neste contexto, entre os anos 1700 e 1800, altura em que viveu o grande jurista português José Caetano Pereira e Sousa, autor do livro “Primeiras Linhas Sobre o Processo Civil”.

    “As origens do processo civil são remotas, vêm desde o Direito Romano. O Código de Processo Civil que está em vigor em Moçambique, aprovado, na essência, em 1939, em Portugal, foi sofrendo alterações mais ou menos profundas sem, no entanto, se descaracterizar”, referiu António Pracana Martins.

    O jurista acrescentou que, em Portugal, antes da produção do livro “Primeiras Linhas Sobre o Processo Civil”, o estudo do direito processual civil que era feito na Universidade de Coimbra obrigava a que os alunos estudassem, lendo livros escritos em latim. O modelo complicado, aparatoso, pesado, de movimentos difíceis, demorados e lentos constituía em si mesmo um óbice na vertente do acesso à justiça.

    Disse, ainda, que esse paradigma não podia vingar para um código que se pretendia instrumental, acessório, adjectivo como tem de ser um código processual: "O bom Código de Procedimentos tem de necessariamente ser uma ferramenta para deixar fluir a vida, que permite alcançar uma decisão substantiva rigorosa e sustentada, e que numa palavra se assume como algo cujo valor é tanto maior quanto menos se notar".

    Abordado momentos após a palestra, o presidente da AMJ, Carlos Mondlane, disse pretender-se com o evento introduzir os estudantes universitários à componente prática das profissões, uma vez que a universidade tem ministrado conteúdos meramente teóricos.

    “Através desta ligação entre o núcleo dos estudantes e a AMJ, vamos gradualmente introduzir os estudantes à vertente prática das profissões. Neste caso, trouxemos um tema muito importante que é para perceber a evolução do modelo processual civil moçambicano”, destacou Carlos Mondlane.

    Tratou-se, conforme enfatizou, de uma explicação histórica sobre o processo civil, para permitir que os estudantes percebam bem e se situem sobre os constrangimentos que muitas vezes se colocam no acesso à justiça em Moçambique.

    Por sua vez, Caio Raposo, presidente do Núcleo dos Estudantes da Faculdade de Direito da UEM, explicou ser de interesse da organização estudantil interagir com as instituições de justiça.

    “Este evento ocorre no âmbito da parceria que o núcleo tem com a Associação Moçambicana de Juízes e demais parceiros, porque entendemos que mais do que ler os livros temos que aliar isto à prática, sendo que a única forma de fazer isto acontecer é estabelecer parcerias”, concluiu.

  • MITESS prepara-se para responder à demanda de mão-de-obra qualificada

    O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), através do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), está a preparar-se para responder à demanda de mão-de-obra qualificada por parte das multinacionais concessionárias dos projectos de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

    Para o efeito, o sector está a melhorar e, nalguns casos, a construir e a apetrechar centros de formação onde vão ser ministrados cursos com, certificação internacional, requisitos exigidos pelas concessionárias, principalmente para a fase de operação.

    De acordo com o director-geral do IFPELAC, Anastácio Chembeze, os cursos estão a ser reformulados ou introduzidos em função das necessidades dos projectos, que já têm o perfil dos quadros que gostariam que o mercado nacional ofeceresse.

    Para Anastácio Chembeze, a demanda é grande e as oportunidades são enormes no sector do gás, havendo, por isso, necessidade de todos os intervenientes trabalharem em estreita colaboração, principalmente para ultrapassar alguns obstáculos.

    “Estamos a prepararmo-nos, mas há áreas nas quais ainda não estamos a formar e os investidores já estão a dizer o que querem em termos de habilidades. Realmente, não vamos conseguir fazer tudo, por isso trabalhamos com o sector privado, através dos centros de formação privados”, disse o director-geral do IFPELAC.

    Anastácio Chembeze falava na quarta-feira, 28 de Agosto, num seminário sobre emprego e formação profissional no âmbito dos projectos da bacia do Rovuma, que decorreu no quadro da 55ª edição da Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM), em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo.

    Na ocasião, o director-geral do IFPELAC referiu que, como resultado dos esforços que a instituição está a envidar com vista a formar quadros que respondam aos requisitos exigidos pelas multinacionais, foram construídos na província de Cabo Delgado três centros de formação profissional, na cidade de Pemba e nos distritos de Balama e brevemente entrará em funcionamento o de Montepuez (localidade de Namanhumbir).

    Os centros de Balama e Pemba já estão a funcionar. “O de Pemba, por exemplo, tem certificação internacional, o que significa que os quadros ali formados podem trabalhar ou serem submetidos à avaliação em qualquer parte do mundo. Em Namanhumbir já estamos na fase de apetrechamento”.

    Importa realçar que o seminário tinha como objectivo promover a interacção entre o público e as concessionárias dos projectos de exploração de gás natural relativamente às qualificações exigidas para investimentos daquela natureza, tendo sido convidado o consórcio Mozambique Rovuma Venture (MRV) para falar do processo de recrutamento de mão-de-obra.

    O Instituto Nacional de Emprego (INEP), por seu turno, falou do funcionamento dos mecanismos de recrutamento e admissão disponíveis na sua plataforma para as empresas e candidatos ao mercado de emprego, respectivamente.

    “A responsabilidade do Estado é de facilitar os processos e ser intermediário através do Instituto Nacional de Emprego. Quem gera os empregos são as empresas, nós (o Governo) somente promovemos a formação profissional, a legalidade laboral, a segurança social, entre outros aspectos”, sublinhou Anastácio Chembeze.

  • Maputo, Matola e vila de Boane: Laboratório de análises físico-químicas e microbiológicas garante a qualida de de água potável

    Um moderno laboratório de análises físico-químicas e microbiológicas tem estado a garantir o abastecimento de água potável às cidades de Maputo, Matola e a vila de Boane pela empresa Águas da Região de Maputo (AdeM), obedecendo a padrões de potabilidade recomendáveis para o consumo humano.
    Uma amostra deste laboratório constitui o principal foco da presença da AdeM, na 55ª edição da Feira Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), 2019, que decorre, entre os dias 26 de Agosto e um de Setembro, sob o lema “Moçambique e o Mundo: Alargando o Mercado, Promovendo Investimento e Potenciando Parcerias”.
    Neste evento, conforme referiu o presidente do Conselho de Administração da AdeM, Elias Machava, a empresa focaliza a questão da qualidade da água que se consome na cidade e província de Maputo, daí que se trouxe uma amostra do laboratório, que é a entidade interna que tem a responsabilidade de garantir a fiabilidade da água.
    “Mas, ao mesmo tempo, trazemos aquilo que é a nossa inovação tecnológica, que é para permitir uma melhor prestação de serviços ao cliente, no que diz respeito à mobilidade dos nossos agentes à casa do cliente”, indicou Elias Machava.
    Ainda sobre a garantia do fornecimento contínuo de água potável com o padrão de qualidade recomendado pelo Ministério da Saúde (MISAU) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente do Conselho de Administração da AdeM explicou que a unidade tem centrado as suas actividades na colheita de amostras nos decantadores e cisternas na Estação de Tratamento do Umbelúzi (ETA), bem como dos reservatórios nos centros distribuidores, com a finalidade de verificar a potabilidade da água e proceder à sua correcção, caso seja necessário.
    Este laboratório possui métodos para análise de parâmetros como cloro, turvação no campo, bem como o método de ensaio de Colliret, para a análise microbiológica, cujos resultados podem ser obtidos em 24 horas, contrariamente aos métodos clássicos que os disponibilizam em 72 horas.
    O método de Colliret é utilizado para ensaios microbiológicos e incide sobre os parâmetros de coliformes fecais, escherichia coli e microrganismos eterotríficos e é altamente eficiente.
    Acreditado, em 2016, pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), na norma ISO/IEC 17025:2005, o referido laboratório constitui um instrumento essencial para a garantia da protecção à saúde dos consumidores.

  • Japão empresta 44 milhões de USD a Moçambique para Central Termoeléctrica de Maputo

    O Japão concedeu um empréstimo de 44 milhões de dólares a Moçambique para viabilizar projectos da Central Termoeléctrica de Maputo (CTM), tendo o respectivo acordo sido assinado sexta-feira em Maputo assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, e pelo embaixador do Japão em Moçambique, Toshio Ikeda.

    Um comunicado oficial divulgado na capital moçambicana informa que o empréstimo permitirá a realização de um contrato de manutenção de longo prazo e tornará possível a continuação da manutenção e a gestão apropriada, através da verificação da medição do ciclo correcto, fornecimento de peças sobressalentes e transferência de tecnologias através do trabalho conjunto na central.

    A Central Termoeléctrica de Maputo, de ciclo combinado de gás, foi inaugurada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Agosto de 2018, tendo sido o maior investimento do governo de Moçambique e da estatal Electricidade de Moçambique (EDM) em infra-estruturas de produção de energia eléctrica nos últimos 30 anos.

    A construção da Central Termoeléctrica de Maputo, orçada em 180 milhões de dólares, foi financiada com um empréstimo da Agência Japonesa de Desenvolvimento de 167 milhões de dólares com um período de pagamento de 40 anos, cabendo ao Governo participar com os restantes 13 milhões de dólares, tendo o apoio japonês incluído, além da construção da central, a formação dos quadros da EDM na operação e manutenção, bem como seis anos de serviços de manutenção a ser feita pelo fabricante do equipamento. (Macauhub)

  • Empresas de Moçambique devem apostar na certificação internacional de produtos e serviços

    As empresas nacionais devem apostar na certificação da qualidade dos seus produtos e serviços e garantir a regularidade e fiabilidade do seu fornecimento, porque só assim podem competir no mercado internacional, disse segunda-feira o Presidente de Moçambique.

    Filipe Nyusi, ao dirigir-se aos empresários presentes na cerimónia de abertura da 55ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM, designação da antiga Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Moçambique), disse ainda que as empresas moçambicanas devem dinamizar o movimento de substituição de importações por produção nacional, tendo em vista a acelerar o crescimento económico do país.

    Na ocasião, o Chefe do Estado reconheceu que, apesar das dificuldades, a produção moçambicana continua a crescer, facto demonstrado pelas exportações que em 2018 atingiram mais de cinco mil milhões de dólares.

    O Presidente participou ainda numa cerimónia de entrega de prémios às empresas moçambicanas que mais se destacaram na exportação de produtos em 2018, segundo a agência noticiosa AIM.

    Entre as empresas premiadas destacam-se a Vale Moçambique, na categoria dos grandes projectos, a Mozambique Leaf Tobacco, como maior exportadora de produtos agrícolas, a Pescamar, no sector pesqueiro, a Kenmare Moma Processing Lda, na área mineira e a Merec Industries Lda, na indústria.

    A 55ª edição da Feira Internacional de Maputo decorre de segunda-feira a domingo, 1 de Setembro, contando com a participação de 22 países representados por 650 empresas, das quais 450 são nacionais e 200 estrangeiras e perto de dois mil expositores. (Macauhub)

  • Técnicos chineses em Moçambique para reparação da ponte sobre o rio Save

    Técnicos do grupo China Road and Bridge Construction (CRBC) chegarão a Moçambique nos próximos dias para dar um impulso às obras de construção dos desvios que vão permitir trabalhar na reparação da ponte sobre o rio Save, segundo informação oficial.

    O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, citado pela Rádio Moçambique, disse que a atenção do empreiteiro está concentrada no melhoramento dos desvios que vão dar acesso à ponte metálica e que vão servir de alternativa para permitir o escoamento do tráfego enquanto durar a reparação da ponte principal.

    João Machatine disse ainda ter notado, no decurso de uma visita ao estaleiro, que “as rampas nos dois sentidos poderão causar alguns constrangimentos ao tráfego de viaturas pesadas”, pelo que os técnicos chineses que chegam dentro de dias vão solucionar essas questões para que o trânsito possa começar a ser desviado a partir de Novembro próximo.

    A ponte sobre o rio Save, localizada no distrito de Govuro, província de Inhambane, foi projectada na década de 60 do Século XX pelo falecido engenheiro português Edgar Cardoso e inaugurada a 16 de Setembro de 1972, registando actualmente um tráfego médio diário de 240 a 300 viaturas, maioritariamente pesadas.

    Trata-se de uma ponte de tipo suspensa e pré-reforçada, com três vãos de 210 metros e dois de 110 metros, o que perfaz uma extensão total de 810 metros, uma faixa de rodagem de 7,20 metros, separada dos seus passeios laterais por 1,35 metros.

    As obras de reparação da ponte, que deverão durar três anos e custar mais de 5,5 mil milhões de meticais (89,3 milhões de dólares), incluem o reforço dos cabos de rigidez, substituição dos cabos da suspensão, reparação de betão armado, substituição de juntas de dilatação e pintura.

    O grupo China Road and Bridge Construction (CRBC) foi o empreiteiro de algumas das obras mais emblemáticas do Moçambique pós-independência, como sejam a estrada circular de Maputo e a ponte Maputo-Catembe.

  • Banco dos EUA quer financiar projecto de gás natural em Moçambique

    O Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos vai notificar o Congresso sobre um projectado empréstimo de cinco mil milhões de dólares para apoiar a exportação de bens e serviços para o desenvolvimento e construção do projecto de gás natural liquefeito localizado na península de Afungi, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, segundo um comunicado divulgado em Washington.

    “O empréstimo, caso seja aprovado, apoiará as exportações norte-americanas de bens e serviços para a engenharia e construção de uma central de gás natural liquefeito e as respectivas instalações”, lê-se no comunicado, que salienta o facto de as exportações norte-americanas enfrentarem a concorrência directa de financiamento concedido por outras agências estrangeiras de crédito à exportação.

    O financiamento de cerca de cinco mil milhões de dólares “pode apoiar a criação de 16 400 postos de trabalho durante os cinco anos de construção da central”, a que se juntam mais milhares de empregos criados no país e 600 milhões de dólares em receitas para os contribuintes norte-americanos, segundo o mesmo comunicado.

    O plano de desenvolvimento do bloco Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, a província mais a norte de Moçambique, tem um custo estimado em 25 mil milhões de dólares, sendo que ao lado da fábrica, com duas unidades de processamento, vai ser construído um cais para receber os cargueiros que vão transportar o gás natural liquefeito sobretudo para os mercados asiáticos (China, Japão, Índia, Tailândia e Indonésia), mas também europeus, através da Electricidade de França, Shell ou a britânica Centrica.

    O grupo Anadarko Petroleum Corporation ainda é o operador formal aquele bloco através da sua subsidiária controlada a 100% Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, com 26,5%, onde tinha como parceiros a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%).

  • FACIM abre com 20 países na ‘manga’

    A Feira Internacional de Maputo, a maior feira comercial de Moçambique, inicia hoje a sua 55ª edição em Ricatla, distrito de Marracuene, província meridional de Maputo, com a participação de 20 países, além do território de Macau.

    A entidade organizadora, a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (Aipex), prevê que mais de 87 mil pessoas visitem o certame até ao encerramento no dia 1 de Setembro, mais do dobro das 40 mil que se deslocaram àquele localidade para visitar a edição de 2018 do certame.

    O jornal Domingo escreveu que em termos de países está confirmada a presença de Portugal, Itália, Alemanha, Espanha, França, Brasil, Tailândia, Indonésia, Coreia do Sul, Índia, Turquia, China, Bielorrússia, África do Sul, Botsuana, Maurícias, Egipto, Argentina e a Grã-Bretanha, que se inscreveu à última hora, bem como o território de Macau.

    Destes, Portugal e Alemanha ocupam a maior área de exposição, seguidos pela África do Sul, Indonésia e Tailândia, ainda segundo o jornal moçambicano.

    A edição de 2019 da Feira Internacional de Maputo, a 55ª, decorre subordinada ao lema “Moçambique e o mundo: Alargando o mercado, promovendo investimento e potenciando parcerias.”

  • Siemens promove a digitalização do sistema eléctrico de Moçambique

    • Empresa participa na 55ª Edição da FACIM
    • O foco da sua presença na feira está nas tecnologias para Centros de Despacho

    A Siemens está, uma vez mais, presente na Feira Internacional de Maputo – FACIM, a maior feira de negócios de Moçambique, onde está a dar destaque às suas tecnologias para Centros de Despacho, infraestruturas que permitem planear, desenvolver, gerir e operar as redes elétricas nacionais.

    O espaço da multinacional alemã na feira conta com uma aplicação de realidade aumentada, através da qual é possível ver um Centro Nacional de Despacho e as suas principais funcionalidades, tal como a possibilidade de monitorizar à distância e de gerir de forma centralizada, integrada, eficiente e sustentável as mais de 120 infraestruturas de produção, transporte e distribuição de energia existentes no país, bem como todas as que possam vir a integrar e reforçar a rede nacional.

    “A criação de um Centro Nacional de Despacho contribuiria para que Moçambique pudesse gerir de forma eficaz os recursos energéticos disponíveis e para que conseguisse alcançar um dos objetivos do seu Executivo – o acesso de todos os moçambicanos a energia até 2030[1], uma realidade que seria sinónimo de desenvolvimento e de maior prosperidade económica” disse Rui Marques, responsável pela Siemens em Moçambique.

    Com esta aplicação de realidade aumentada, os visitantes do stand da Siemens na FACIM podem ter uma perspetiva tridimensional e perceber como funciona um Centro Nacional de Despacho, as tecnologias utilizadas e os benefícios de uma gestão moderna, acessível, responsável e sustentável da energia. A concretização de um Centro Nacional de Despacho contribuiria ainda para capacitar e formar os recursos humanos locais, uma vez que proporcionaria a criação de competências numa área estratégica, e a participação dos moçambicanos na transformação e digitalização do sistema elétrico nacional.

    A FACIM 2019 decorre de 26 de Agosto a 01 de Setembro. Esta é a 55ª edição da feira, que este ano é dedicada ao tema “Moçambique e o mundo: alargando o mercado, promovendo investimento e potenciando parcerias”.

    Presente em Moçambique desde 1950, a Siemens tem sido um importante parceiro tecnológico do país, capaz de criar valor sustentado e duradouro em áreas determinantes para a prosperidade económica e para a qualidade de vida dos cidadãos moçambicanos, tais como a energia, transportes e infraestruturas. Ao longo dos anos, a empresa tem vindo a fazer uma aposta contínua na valorização dos recursos humanos locais, através do desenvolvimento de importantes iniciativas nas áreas da educação, formação e de transferência de conhecimentos.

  • Universidade Politécnica cria Núcleo de Género

    Para desenvolver acções com vista ao tratamento igual para ambos os sexos, em relação a qualquer tipo de actividade, particularmente na esfera universitária, a Universidade Politécnica criou, recentemente, o Núcleo de Género, cujas políticas serão aprovadas nos Conselhos Universitários, a realizarem-se em Outubro próximo.

    Trata-se de um núcleo que vai incidir as suas actividades sobre três pontos principais, nomeadamente as questões de género, o assédio e a protecção às minorias.

    Para a directora das Bibliotecas da Universidade Politécnica, Sara Laísse, mais do que elaborar uma política sobre o género, a maior instituição privada de ensino superior, no País, pretende dar visibilidade à questão da equidade do género a vários níveis da universidade e fazê-la constar dos processos do acesso dos alunos à universidade, da selecção dos colaboradores e da atribuição de cargos de responsabilidade.

    “Enquanto a política não é aprovada, nós pretendemos sair do papel e começar a desenvolver actividades que possam dar uma perspectiva sobre onde nós queremos chegar, que é garantir que se tenha em consideração a questão da equidade do género, o assédio e a protecção das minorias, nos processos universitários”, referiu Sara Laísse.

    Com efeito, o núcleo já está a auscultar a sociedade, para se inteirar das acções desenvolvidas por outras organizações com o intuíto de acrescentar valor àquilo que tem sido realizado em relação à equidade de género, evitando repetições.

    Neste sentido, o Núcleo de Género da Universidade Politécnica promoveu, na quarta-feira, 21 de Agosto, em Maputo, uma palestra subordinada ao tema “Mulher e Desenvolvimento: És Capaz de Transformar o Mundo­­­?”.

    A palestra foi proferida por Sónia Catingue, da Academia ‘Girl Move’, uma organização que trabalha com jovens raparigas moçambicanas, cujo objectivo é contribuir para a criação de uma nova geração de mulheres, com potencial de liderança para transformar o mundo usando o seu talento.

    “Isto funciona através de um modelo de mentoria racional, em que temos jovens licenciadas, denominadas girl movers, que dão apoio a um grupo de três universitárias, constituindo uma equipa que faz mentoria a um grupo de trinta adolescentes em fase de transição do ensino primário para o secundário, passando-lhes a mensagem da importância de continuar na escola”, explicou Sónia Catingue.

    Trata-se, conforme realçou, de incutir nos menores, a importância da educação para o seu futuro, com vista a quebrar o ciclo de pobreza de algumas famílias de uma forma programada, para que tenham uma perspectiva de um mundo diferente, uma vez que são capazes de fazer mais do que elas acreditam.

    FOTO: Sónia Catingue, oradora

  • Declamadores juntam-se contra a discriminação depessoas com albinismo

    Tem lugar amanhã, 16 de Agosto, pelas 17h30, no auditório do BCI, em Maputo, um sarau de poesia intitulado “Empresta-me os teus olhos”, um evento que conta com o apoio do BCI e que se insere no âmbito da luta contra a discriminação de pessoas com albinismo.

    Promovido pelo poeta e declamador Salvador Muchidão, que tem feito da poesia um meio de intervenção social, o evento contará com a presença de membros das seguintes agremiações: Associação Kanimambo, Albimoz, Reputaçãomoz, Movimento activista, Associação Amor a Vida e Nossa Senhora das Merces; e de amantes da poesia.

    Refira-se que, para além do mentor do espectáculo, serão também declamadores Ivandro Sigaval, Luís Nhazilo, Eurosinanda e a dupla Vatsundzuxi.

  • Juventude discute mudanças climáticas em Maputo

    O Auditório do BCI acolheu, esta semana, o 1° Fórum de reflexão da juventude no contexto das mudanças climáticas. Sob o lema “Conservar o Meio Ambiente, é meu dever, é urgente”, esta iniciativa, promovida pelo Observatório da Juventude em Moçambique,tinha em vista identificar desafios dos jovens, e propor recomendações na conservação ambiental, face às mudanças climáticas.

    O parlamentar Edson Macuácuareferiu, na sessão de abertura, a importância dos jovens na preservação do meio ambiente, tendo frisado que, sendo maioritariamente jovem, a população moçambicana tem responsabilidade acrescida na conservação do meio ambiente. Salientou que mesmo não sendo um dos maiores poluidores do ambiente, Moçambique é dos países que mais sofrem dos efeitos da poluição, reiterando a necessidade de desenvolver a cidadania ambiental em que cada jovem, cabendo a este a tomada de consciência sobre deveres e direitos ambientais.

    Nesta ocasião, o BCI reafirmou o seu compromisso na defesa do meio ambiente, dando a conhecer as várias formas de intervenção na causa ambiental, desde o lançamento do Cartão de Débito Bio, totalmente fabricado em material biodegradável;a linha de Crédito Eco ambiental; a linha de crédito para particulares e empresas com projectos que visam o desenvolvimento sustentável em Moçambique, com investimentos em energias renováveis e eficiência energética, e o conjunto de acções que tem desenvolvido no âmbito da sua responsabilidade social.

    O edifício-sede do BCI foi, igualmente, apresentado como marca de envolvimento do Banco como amigo do ambiente, por possuir uma estação de tratamento de resíduos sólidos (ETAR), que reduz o envio de resíduos sólidos para o colector público; aquecimento de água feito com recurso a painéis solares; terraços verdes, que oferecem conforto acústico, contribuindo para a estética, absorção do calor e formação de um microclima mais agradável.

    Refira-se que foram discutidas no encontro temáticas como: “Desafios da consciencialização sobre as mudanças climáticas”, “Desafios da Juventude na mitigação das mudanças climáticas”, “Experiência da Associação de Jovens Pescadores”, “Género e cidadania: como galvanizar a participação das mulheres e raparigas”, “A educação ambiental face às mudanças climáticas”, Acção da juventude na conservação do meio ambiente”, “O papel da juventude face às calamidades naturais”, “Papel do sector bancário / financeiro para a conservação do Meio Ambiente”.

  • Jazz ao vivo no Cinena Scala

    Música ao Vivo com;
    Jay Sax
    Amélia André
    Banda Cardinal

    Banda Cardinal é um típico jazz trio formado por bateria Dalass, baixo Flaw Mapandzene e guitarra Feliciano Chirindza, que surge em virtude da necessidade de criação de uma banda para acompanhar vários artistas músicos e graças ao saxofonista Jonas Eusébio (Jay sax).

    Conhecido por suas versões instrumentais das músicas afro-jazz como sua maior inspiração tem atuado em vários eventos locais.

    Jay Sax saxofonista com várias influências músicais como Otis, Moreira Chonguiça, Ivan Mazuze Timóteo Cache e vários outros, já acompanhou e tocou com vários artistas além fronteira com seu estilo característico junta-se a esta banda dando uma nova dinâmica

    Amélia André é uma cantora moçambicana e intérprete de variados géneros musicais como word music, soul, pop e afro jazz. Viajou em vários países tocando grandes em palcos com artistas internacionais, passou por uma das melhores escolas de música em Moçambique.

    Todos experientes na música, juntam-se para enriquecer o repertório e melhorar as suas aparições em eventos criando uma fusão rítmica, dando mais sabor a música

    APARÊNCIA ESPECIAL!

    STAND-UP COMEDY com o grande actor Mário Mabjaia

    No Bar de Cinema Scala 1º Andar!

    Sexta-feira, 16 Agosto 2019, ás 19H00

    ENTRADA MAHALA!

  • Novos voluntários epPromotores de Saúde Comunitária,do Corpo da Paz dos EUA

    O Corpo da Paz dos E.U.A., tem a honra de anunciar que um novo grupo de 35 Voluntários Promotores de Saúde Communitária prestou juramento numa cerimónia que teve lugar na Sede do BCI em Maputo. Presentes ao evento, estiveram o Embaixador dos Estados Unidos da América para Moçambique, Dennis W. Hearne, a Directora do Corpo da Paz em Moçambique, Ellen R. Eiseman, a Directora de Planificação e Cooperação do Ministério da Saúde, Dra. Marina Karagianis, e o Secretário Permanente do Distrito de Namaacha, Rafael Manhique. Estiveram ainda presentes vários representantes de entidades governamentais e instuições parceiras.

    Os 35 Voluntários Promotores de Saúde Comunitária foram colocados em oito províncias, junto a várias unidades sanitárias e hospitais rurais que trabalham principalmente na prevenção do HIV-SIDA nos jovens. Entre os vários parceiros, o Plano de Emergência do Presidente dos E.U.A. para o Alívio do SIDA (PEPFAR) é o principal parceiro do Corpo da Paz ao apoiar o seu Programa de Saúde Comunitária em Moçambique. Os Voluntários irão trabalhar lado-a-lado com os seus homólogos Moçambicanos, contribuindo assim para a melhoria dos resultados da saúde dos jovens no país.

    Na mensagem que proferiu durante o evento, a Dra. Marina Karagianis, Directora de Planificação e Cooperação do Ministério da Saúde, disse “Nas diferentes frentes do desenvolvimento sócio-económico do país, nós podemos contar sempre com o apoio do povo Americano que colocou sempre à disposição de Moçambique o seu saber técnico, científico e profissional.”

    O Embaixador dos Estados Unidos, Dennis W. Hearne, agradeceu o povo Moçambicano dizendo “Quero reconhecer que o Corpo da Paz não funcionaria sem o apoio incansável do pessoal moçambicano que assiste e cuida diaramente dos nossos voluntários.”

    O Corpo da Paz dos Estados Unidos foi estabelecido como uma agência governamental independente pelo Presidente John F. Kennedy em 1961, com o objectivo de promover a paz e amizade mundial. Através do Corpo da Paz, cidadãos Americanos oferecem-se para trabalhar voluntariamente por dois anos, em vários países do mundo. Actualmente, o Corpo da Paz encontra-se a trabalhar em mais de 60 países, principalmente nas áreas de saúde e educação. Em Moçambique, o Corpo da Paz trabalha nestes dois sectores, a convite do Governo de Moçambique, através de acordos com o Ministério da Saúde (MISAU) e com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH). Desde 1998 e até à data, mais de 1.300 Voluntários já serviram em Moçambique.