Autor: olamocambique

  • Mercados rurais juntam MITADER, FIDA e Gapi

    O Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura (FIDA) anunciaram o lançamento da segunda fase do Programa de Promoção dos Mercados Rurais (PROMER), que vai abranger 15 distritos da região norte.

    À Gapi foi confiada a missão de prover assistência técnica aos produtores de seis distritos, facto que esta instituição financeira de desenvolvimento vai complementar com a introdução da componente financiamento, tal como na primeira fase, na qual mobilizou recursos adicionais na ordem de 1.8 milhões de meticais, para facilitar o acesso a serviços financeiros nas zonas rurais.

    O anúncio do lançamento da segunda fase foi feito pelo director nacional do Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, durante a realização de um seminário nacional, que marcou o arranque das actividades desta fase que cobrirão o triénio 2019-2021. Na ocasião, Banze referiu que duas outras organizações locais serão responsáveis pela implementação nos restantes distritos.

    “Notámos que havia necessidade de consolidar os feitos do programa, pois nem todas as organizações conseguiram atingir bons níveis de organização interna, nomeadamente no que diz respeito ao registo, à gestão, à contabilidade, entre outros factores. Portanto, o nosso objectivo é capacitá-las e torná-las fortes para que, no fim, sejam capazes de trabalhar de forma independente”, explicou Olegário Banze.

    Por seu turno, o representante do FIDA em Moçambique, Custódio Mucavele, frisou que um dos objectivos deste programa é incentivar os produtores a aumentarem os seus níveis de produção e produtividade.

    “Através deste programa está a ser possível estabelecer a ligação entre os produtores e os mercados (de insumos e excedentes) e isso tem sido um incentivo não só para o aumento da produção e da produtividade, mas também da renda”, realçou Custódio Mucavele.

    Tal como referido, esta fase é de consolidação da primeira, que abrangeu 500 organizações de produtores e facilitou a venda de cerca de 20 mil toneladas de produtos agrícolas diversos, através dos mais de 1.100 contratos assinados entre empresas e agricultores, tendo gerado uma renda bruta de sete milhões de dólares para os produtores. Foram, igualmente, apoiados 225 comerciantes rurais na provisão de insumos e comercialização de produtos agrícolas.

    De acordo com a coordenadora do PROMER, Carla Honwana, de 2009 a esta parte, os beneficiários do programa conseguiram triplicar os volumes de produção anual e colocá-la no mercado.

    “Introduzimos um hábito que consiste em os produtores, organizados em associações, venderem a sua produção com base em contratos. Neste momento, temos uma média de 300 contratos anualmente, o que permitiu que o volume de produtos comercializados também aumentasse, situando-se em cerca de quatro mil toneladas por ano”, disse a coordenadora.

    Relativamente à nova fase, Carla Honwana referiu que, por se tratar de consolidação, não se pretende abranger mais beneficiários: “Vamos ajustar a nossa abordagem para que os resultados sejam ainda melhores. Por exemplo, introduzimos a facilitação da atribuição do DUAT (Direito do Uso e Aproveitamento de Terra) para facilitar o acesso ao financiamento, bem como o apoio mais sistemático às organizações do nível superior, nomeadamente os fóruns e as uniões”.

    Tal como referido, nesta segunda fase, a Gapi vai trabalhar em seis distritos com 313 beneficiários directos do projecto: 90 comerciantes rurais e 220 organizações de produtores, abrangendo directamente cerca de 3.500 famílias.

    Conforme explicou o presidente da Comissão Executiva da Gapi, António Souto, “a assistência técnica permite organizar os produtores para que tenham mais acesso a novas tecnologias e a mercados, bem como dotar as suas próprias organizações de maior capacidade negocial”.

    “Existem muitos produtores organizados em associações, cooperativas e em outros tipos de instituições que melhoraram a capacidade de compra de insumos e de venda dos seus produtos”, acrescentou António Souto.

    FOTO: Carla Honwana, coordenadora do PROMER

  • MTC reforça administrações marítimas de Nacala, Angoche e Pemba com mais segurança

    O Ministério dos Transportes e Comunicações está a reforçar a capacidade de fiscalização, controlo das actividades marítimas, bem como busca e salvamento, em caso de ocorrência de acidentes marítimos. Trata-se de um lote de três embarcações flexíveis, com motor “fora de bordo”, com potência de 2X115CV alocadas às Administrações Marítimas de Nacala e Angoche, em Nampula e Pemba, capital de Cabo Delgado.
    Avaliadas em cerca de 39 milhões de meticais, as embarcações foram adquiridas pelo Governo para responder à necessidade de dotar as Administrações Marítimas, órgãos locais do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR), de meios para o reforço da segurança no transporte de pessoas e bens na costa moçambicana.
    Falando na cerimónia simbólica de entrega das embarcações na Administração Marítima de Pemba, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita disse que o Governo está preocupado em garantir a segurança marítima, por isso continuará a alocar meios diversos para que as autoridades marítimas cumpram com o seu papel de monitoria do transporte de pessoas e bens no mar.
    Respondendo à preocupação da falta de rebocador no Porto de Pemba, Mesquita anunciou que está para breve a alocação de um rebocador para aquele porto, para garantir manobras seguras de atracação e desatracação de navios, particularmente os petroleiros.
    “Continuamos a trabalhar para dotar o Porto de Pemba de maior capacidade de manuseamento de cargas. Em breve, vamos alocar um rebocador vindo do Porto da Beira, para além de estarmos a adquirir equipamento de manuseamento de contentores e carga diversa. Instruímos os gestores do Porto para efectuarem um trabalho profundo de marketing, junto dos agentes económicos locais e companhias de navegação para a divulgação do potencial instalado no Porto de Pemba, de modo a mudarem a percepção de que não há capacidade neste porto para atender à demanda”, disse.
    Mesquita observou que – da coordenação a ser feita entre os gestores do Porto de Pemba, sector empresarial e companhias de navegação – deve resultar no aumento de frequência de navios para o Porto de Pemba, garantindo desse modo melhor oportunidade e competitividade, ao invés de as exportações e importações de Cabo Delgado terem que escalar o Porto de Nacala.

  • CTA e GAIN lançam dois Milhões de Libras para financiar os agronegócios

    A CTA e a GAIN procederam na última Sexta-feira, 9 de Novembro, ao lançamento da segunda janela de financiamento a micro, pequenas e médias empresas do agronegócios, alimentos e nutrição. Para esta segunda janela, estão disponíveis Dois Milhões de Libras.

    Falando na Conferência de Imprensa, o Vice-presidente da CTA, Castigo Nhamane, disse que a disponibilização deste fundo, enquadra-se na acção estratégica da CTA que define o agronegócios como prioridade neste triénio. Esta constitui uma grande oportunidade para as empresas encontrar soluções para os seus problemas pontuais através de acesso a esta linha de financiamento para o desenvolvimento dos seus negócios.

    Katia dos Santos, Directora da GAIN em Moçambique, referiu que a sua instituição espera que nesta segunda janela o número de candidaturas duplique, uma vez que o processo de submissão de propostas foi revisto e melhorado tendo em conta as sugestões apresentadas pelo sector privado. Valores até 100 mil Libras será em forma de subvenção e acima disso, o investimento será comparticipado.

    As empresas devem submeter propostas até dia 7 de Dezembro próximo.

    Kátia Dias explicou que, qualquer investimento da GAIN (sob forma de subvenção) que exceda 250,000 USD está sujeito a uma auditoria externa e independente. Se uma auditoria foi concluída nos últimos seis meses, a empresa deve estar disposta a compartilhar com a equipa do SMNF. Se não, terá que que ser feita antes de passar para o processo seguinte do Comité Consultivo Técnico (TAC).

    Em ambos tipos de subvenção, a assistência financeira será complementada pela componente de assistência técnica. Isto irá envolver o suporte ao desenvolvimento de negócios destinados a Expansão de Mercados de Alimentos Nutritivos (SMNF).

    Já Eduardo Sengo, Director Executivo da CTA esclareceu que o produto ou serviço a ser apresentado pelas empresas para financiamento, deve ter o potencial de criar impacto num grande número de pessoas que irão beneficiar do aumento do consumo de alimentos nutritivos propostos, especialmente população de baixa renda que se encontra em zonas que estejam particularmente em risco de malnutrição. Isto significa que o produto ou serviço deve ter uma contribuição significativa no colmatar de lacunas nutricionais que os consumidores enfrentam.

  • Salim Valá convida empresas do Niassa a aderir ao mercado bolsista

    O PCA da BVM, Salim Cripton Valá, vai trabalhar de 12 a 16 de Novembro na Província de Niassa, com o objectivo principal de convidar as empresas da Província para cotarem-se na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e divulgar informação sobre a natureza do mercado de capitais e o papel e vantagens da Bolsa de Valores.

    A deslocação tem em vista fazer com que as empresas de Niassa explorem as janelas oportunidades para obtenção de financiamento alternativo através da Bolsa, consciencializar os potenciais investidores para a aplicação das suas poupanças, e contribuir para popularizar o conhecimento e o uso da Bolsa de Valores em Niassa.

    No programa de trabalho, está previsto a realização de um Workshop com os Grandes Empresários da Província e um encontro com as mulheres, jovens empreendedores e as PME´s, para os dotar de informação e conhecimento sobre como usar os serviços da Bolsa de Valores e os produtos do mercado de capitais.

    Serão ministradas palestras na Universidade Católica de Moçambique e no Instituto Industrial e Comercial Ngungunhane, em Lichinga, no contexto da promoção da literacia financeira sobre o mercado de capitais e a Bolsa de Valores aos estudantes e docentes do ensino superior e médio respectivamente.

    Durante a permanência na Província de Niassa, serão mantidos encontros com dirigentes e quadros de instituições do Estado, e serão feitas visitas a empresas da Cidade de Lichinga e dos Distritos Chimbunila, Majune e Lago, para ter um melhor conhecimento das empresas, disseminar informação sobre o papel, serviços e vantagens da Bolsa de Valores e influenciar as empresas a usarem os serviços da Bolsa como meio para a obtenção de financiamento e a sua capitalização, democratização do capital, promoção da ética empresarial e contribuição para o crescimento económico inclusivo da Província de Niassa.

  • Maleiane diz que economia vai ser sustentável a partir de 2024

    O ministro da Economia e Finanças considera que a economia moçambicana vai ser sustentável, uma vez que a partir de 2024 contará com um reforço adicional das receitas fiscais provenientes da exploração do gás natural na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
    Adriano Maleiane, que falava durante a terceira edição da Cimeira Financial Times em Moçambique, ocorrida esta quinta-feira, 8 de Novembro, em Maputo, com o apoio do Standard Bank, referiu que a média de crescimento económico do País, entre 2015 e 2022, poderá situar-se em 5.3 por cento.
    “Isto é sinal de que a economia está a ter uma retoma, podendo, futuramente, atingir os níveis registados no passado”, sustentou o governante, realçando o facto de o sector de gás natural poder representar, numa primeira fase, uma posição significativa, devido à contribuição das receitas fiscais, sobretudo do sector A.
    A perspectiva do Executivo, conforme indicou Adriano Maleiane, é de que as receitas do gás sirvam de fonte de financiamento ao desenvolvimento, particularmente nas áreas do turismo, energia, infraestrutura e, particularmente, a agricultura, esta última que tem enfrentado dificuldades em obter financiamento no mercado.
    Num outro desenvolvimento, o ministro avançou que a conta de transacções correntes do País é estruturalmente deficitária, o que demonstra que a economia moçambicana precisa de investimentos nacional e estrangeiro, assim como a participação do sector privado e instituições fortes para apoiar o desenvolvimento.
    “Estamos a fazer a consolidação fiscal que consiste em crescer na austeridade, o que significa fazer com que todo o dinheiro seja aplicado com eficácia”, sustentou Adriano Maleiane, ajuntando que os resultados disso são bons, pois, na área da receita, as despesas correntes são inferiores em relação às receitas correntes, gerando uma margem que pode servir para financiar parte dos investimentos e amortizar a dívida.
    À margem da cimeira, que decorreu sob o tema “Construindo as bases para a recuperação económica”, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, referiu-se à necessidade de se acelerar o processo de paz, aprofundar a democracia, continuar com o combate à corrupção e a melhoria da administração da justiça, como algumas das medidas que podem ser tomadas para acelerar a recuperação da economia do País.
    Chuma Nwokocha mencionou ainda a necessidade de se acelerar os progressos na facilitação de negócios, manter uma forte disciplina e transparência fiscal, reduzir os riscos relacionados com o elevado nível de endividamento público e implementar políticas macroeconómicas adequadas que garantam a estabilidade macroeconómica.
    O Standard Bank, como parceiro do Governo com vista a impulsionar a atracção e implantação de investimentos para o País, vai continuar a apoiar os investidores a implantarem os seus projectos em Moçambique, segundo garantiu o administrador delegado, prestando serviços bancários, que incluem a consultoria, originação e estruturação de operações, aconselhamento e financiamento, utilizando os recursos que o Banco dispõe no País.
    “Ao apresentar-se com um banco sólido, com um forte balanço, com boa governação corporativa, transmite uma forte mensagem de confiança aos investidores sobre a robustez do sistema financeiro em Moçambique e sobre as oportunidades que esta economia oferece”, concluiu Chuma Nwokocha.

  • O filme “Na Linha da Frente” ganha prémios de Melhor Documentário em Festivais Internacionais de Cinema

    O filme “Na linha da Frente: Os Fiscais do Parque Nacional da Gorongosa”, uma história inspiradora, com uma mensagem poderosa sobre como proteger os parques e reservas nacionais de Moçambique, ganhou o “Sol de Ouro”, prémio principal do FICMA (Festival Internacional de Cinema do Meio Ambiente) que teve lugar em Barcelona.

    Anna Mulà, advogada especializada em direitos animais, e membro do júri do FICMA 2018, explicou que "O rigor na encenação direcciona o espectador para o grave problema da caça furtiva e o seu impacto na conservação das espécies. A dureza das imagens implica a compreensão do sofrimento e da morte de cada um dos animais. O foco dos realizadores em relação às vidas das pessoas que estão "na linha de frente" para lutar contra esse tráfico ilegal, faz com que o espectador se possa aproximar das suas histórias e compartilhar, com muita generosidade, um final brilhante, com a destruição das armadilhas, que fará com que tudo adquira significado e valor.”

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    Anteriormente o filme tinha já ganho o prémio para Melhor Documentário nos Festivais Internacionais de Cinema de Cabo Verde e de Kolkata (Índia).

    O filme foi seleccionado para ser exibido nos Festivais Internacionais de Cinema de Corrientes (Argentina), Brasil, Wiesbaden (Alemanha), Cracóvia (Polónia) e Lisboa.

    No dia 13 de Novembro (Terça-feira), às 17h 25m, o filme será exibido em Maputo, no Centro Cultural Franco-Moçambicano durante o INSTIDOC (Festival de Cinema de Maputo).

    Link to video: https://instidoc.wordpress.com/
    Link to program: https://instidoc.files.wordpress.com/2018/11/instidoc-2018_programa.png

  • O forte crescimento no Data and Transparency em África pode ser um valor acrescentado importante

    Com sede em Londres, Jeremy Kelly, da JLL, irá apresentar o Capítulo Africano do seu líder no mercado do Índice Global de Imóveis e Transparência (GRETI)’ a 600 dos principais developers imobiliários e investidores do continente.
    "Na versão deste ano, apenas 10 dos 15 mercados africanos melhoraram, liderados pela Nigéria e pelo Quénia", refere Jeremy Kelly, JLL.

    "Medir dados é desafiador em África, mas dinâmico", afirma Charles Ballard, Sagaci Research Creating, uma plataforma para especialistas africanos e globais em dados imobiliários e transparência para partilhar insights, melhores práticas e solidificar a confiança global e regional dos investidores nas economias de alto crescimento de África são alguns dos principais objectivos da 9.ª edição anual do API Summit & Expo (www.APIsummit.co.za), em Joanesburgo, a realizar a 20 e 21 de Setembro de 2018.

    Falando sobre o que se tornou conhecido como a reunião multi-bilionária da propriedade africana, Jeremy Kelly, da JLL, com sede em Londres, apresentará o capítulo africano do seu líder no mercado do Índice Global de Imóveis e Transparência (GRETI) a 600 dos principais líderes do continente. promotores imobiliários e investidores.

    Apenas 10 dos 15 mercados africanos melhoraram

    Reconhecida como líder global de pensamento e defensora da transparência e dos dados nos mercados imobiliários globais, Kelly irá conduzir a conversa sobre a importância dos dados e da transparência, que são vitais para estabelecer a saúde do mercado e a melhor tomada de decisões.

    "Nosso objectivo na cimeira será chamar a atenção para a importância da transparência na imobiliária, não apenas para aumentar o investimento, mas também para aumentar a eficiência dos negócios, elevando os padrões de vida e salvaguardando o meio ambiente", diz Kelly. Baseando-se em paralelos regionais e globais específicos, Kelly fornecerá uma perspectiva e contexto únicos sobre como os mercados africanos podem elevar o "espectro de transparência" para os tomadores de decisão do continente.

    "Esperamos que a nossa apresentação seja um catalisador para os participantes do evento pensarem sobre como podem contribuir para a prática de aumentar a transparência em África", diz Kelly.

    Apesar dos movimentos de ascensão dos países africanos no GRETI em 2014 e 2016 terem sido notáveis – estes foram em grande parte de uma base baixa, diz Kelly. Acrescentando que: "Na versão deste ano, apenas 10 dos 15 mercados africanos melhoraram, o que foi liderado pela Nigéria e pelo Quénia." No entanto, e apesar desse movimento incremental na escada da transparência pelos mercados do continente, o aspecto mais encorajador do relatório deste ano para Kelly é o maior volume e qualidade dos dados colectados por empresas africanas, como a Sagaci Research e a Intel.

    "De um modo geral, continuamos a ver avanços feitos em áreas como a qualidade e a frequência das avaliações em muitos mercados da África Subsaariana, enquanto a disponibilidade de dados de mercado também continuou a melhorar em alguns países e sectores seleccionados (como logística e hotelaria)."

    Segundo Charles Ballard, da empresa Sagaci Research, com base no Quénia, uma das firmas responsáveis pelo desenvolvimento de uma visão mais accionável do crescente sector de retalho africano é que os dados são "limitados e obsoletos".

    População jovem, informalidade e crescimento rápido tornam a medição um desafio

    O desafio é que a população jovem de África, a informalidade e o crescimento rápido tornam a mensuração um desafio, mas "particularmente dinâmica", explica.

    "Os consumidores mais jovens tendem a ser menos conservadores e mais abertos a experimentar coisas novas – a rapidez com que os consumidores quenianos adoptaram o dinheiro móvel é um excelente exemplo dessa tendência", diz ele. Acrescentando que estes desenvolvimentos tornam ainda mais crítico que os dados sejam actualizados e transparentes em África e não "inconsistentes e fragmentados", que é um dos principais desafios encontrados por Dolapo Omdire, da Intel Corporation.

    Para mitigar esses desafios e usar os avanços no Proptech e em dados relevantes, o Omdire irá usar a API Summit para obter insights e lançar a nova aplicação de dados Estate da Intel.

    "A aplicação acolherá a mais extensa colecta de pontos de dados de propriedades comerciais na Nigéria. Estamos confiantes de que isso irá mudar a forma como as decisões imobiliárias são tomadas em todo o continente". Perspectiva visionária e adoptar novas tecnologias para impulsionar a aquisição e o desenvolvimento de dados para melhorar o acesso a dados e a tomada de decisões é uma área na qual Kelly acredita que África pode usar para avançar para outros mercados.

    "África tem uma oportunidade, neste momento, de utilizar blockchain para registos ou transacções de terrenos; edifícios e infraestruturas ‘inteligentes’ para gestão ou reparação de instalações; ou novas capacidades do banco de dados para a partilha colaborativa de dados entre participantes do mercado – para alavancar os métodos tradicionais de melhorar dados de mercado e construir mercados imobiliários aptos para o futuro ".

    De acordo com o anfitrião da 9.ª API Summit & Expo, Kfir Rusin: "O fluxo crescente de dados e a transparência são absolutamente fundamentais para o desenvolvimento e aprofundamento do investimento nos mercados imobiliários do continente".

    O mesmo refere que “ser capaz de reunir pioneiros globais e africanos na API Summit & Expo e ajudá-los a alavancar a nossa plataforma para elevar a importância dos dados e da transparência como um dos principais impulsionadores do crescimento do investimento é o principal objectivo da conferência."

    Distribuído pela APO Group em nome da Summit e Expo Africa Property Investment (API).

  • Economia de Moçambique cresce 3,4% de Janeiro a Setembro

    A economia de Moçambique cresceu 3,4% em termos homólogos no período de Janeiro a Setembro, anunciou terça-feira em Maputo a porta-voz do Conselho de Ministros e vice-ministra da Cultura, Ana Comoana.

    No final da reunião em que foi analisado o relatório de execução orçamental dos três primeiros trimestres de 2018, a porta-voz adiantou que a taxa de crescimento registada no período em análise “demonstra a melhoria do desempenho da economia nacional.”

    Ana Comoana recordou que a economia registou um crescimento de 3,3% no conjunto dos dois primeiros trimestres, sendo que no primeiro trimestre tiveram lugar chuvas fora do normal que afectaram a execução do Orçamento do Estado (OE), sobretudo na agricultura.

    O governo de Moçambique havia previsto no início do ano que o Produto Interno Bruto do país deveria crescer 5,3% em 2018, meta que foi revista em baixa pelo Ministério da Economia e Finanças em Outubro para 4,1%.

    O Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, que ainda não divulgou os dados relativos ao período de Janeiro a Setembro, refere na sua página electrónica que a economia do país registou um crescimento de 3,2% no primeiro trimestre de 2018.

    Em termos homólogos, o crescimento económico no primeiro trimestre foi de 3,2%, taxa que aumentou para 3,4% no segundo trimestre.

    A missão do Fundo Monetário Internacional que visitou Moçambique em Julho/Agosto informou estar a prever para 2018 um crescimento da economia moçambicana entre 3,5% e 4,0%, com um aumento para o intervalo entre 4,0% e 4,5% em 2019. (Macauhub)

  • Moçambique quer realizar encontro de credores das dívidas não-declaradas em 2019

    O governo de Moçambique pretende reunir os credores dos empréstimos não-declarados num encontro para troca de dívida no primeiro trimestre de 2019, disse quinta-feira em Maputo o ministro da Economia e Finanças.

    O ministro Adriano Maleiane, que falava à margem de uma conferência sobre a economia de Moçambique organizada pelo Financial Times, disse que o encontro de credores poderá ter lugar no primeiro trimestre de 2019 e acrescentou “queremos que seja o mais depressa possível.”

    Em causa estão os empréstimos contraídos pelas empresas controladas pelo Serviço de Informações e Segurança do Estado Mozambique Assett Management (535 milhões de dólares) e ProIndicus (622 milhões de dólares) com o aval do Estado e cujo capital nunca foi amortizado nem os respectivos juros pagos pelo governo do país.

    O ministro, citado pela agência financeira Bloomberg, disse ainda estar convicto de que a proposta anunciada para reestruturar a única emissão de euro-obrigações feita por Moçambique, de 727 milhões de dólares com amortização em 2023, será aceite por pelo menos 75% dos tomadores, condição essencial para a sua aprovação.

    Um grupo de investidores que representa 60% da emissão em dívida e que incluem a Farallon Capital Europe LLP, Greylock Capital Management, LLC e Pharo Management LLC aceitou a proposta que consiste na substituição de obrigações no valor de 726,524 milhões de dólares por uma nova emissão de obrigações não garantidas com um valor facial de 900 milhões de dólares, uma taxa de juro de 5,875% e um prazo de amortização até 2033.

    A proposta inclui o pagamento de 5,0% dos lucros a obter com a exploração de gás natural, o que deverá iniciar-se em 2023, quando o projecto liderado pelos grupos italiano ENI e norte-americano ExxonMobil no bloco Área 4 começar a funcionar. (Macauhub)

  • Vale Moçambique quer produzir 20 milhões de TON de carvão anuais até 2021

    A Vale Moçambique pretende alcançar uma produção de 20 milhões de toneladas de carvão anuais até 2021, anunciou quinta-feira em Maputo o director financeiro da subsidiária do grupo brasileiro Vale.

    O grupo Vale, ao divulgar no início do mês o relatório de produção e vendas do grupo relativo ao terceiro trimestre, informou que a produção de carvão em Moçambique em 2018 havia sido revista em baixa de 15 milhões para 12 milhões de toneladas.

    O relatório adiantava que esta revisão em baixa decorria do facto de a subsidiária Vale Moçambique estar a rever os processos e os planos de exploração da mina de Moatize, província de Tete, a fim de fazer com que 2018 seja “o ano da estabilização.”

    O grupo havia anunciado em Maio estar a prever uma produção de 15 milhões de toneladas de carvão, contra a meta de 16 milhões que havia estabelecido para o ano, devido a intempéries que assolaram a zona de produção.

    Marcelo Tertuliano, diretor financeiro da Vale Moçambique, disse agora que a empresa, além de aumentar a produção, vai precisar de “condições de mercado favoráveis” e uma estrutura de custos que garanta a sua sustentabilidade, segundo a imprensa local.

    O director financeiro da subsidiária moçambicana adiantou terem sido investidos seis mil milhões de dólares na criação de condições para se poder começar a extrair carvão na mina de Moatize, a que é necessário adicionar 2000 milhões de dólares relativos ao pagamento de juros até 2021. (Macauhub)

  • Administração e Finanças do INSS harmonizam procedimentos técnicos

    O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) realiza nos dias12 e 13 de Novembro de 2018, na cidade da Beira, província de Sofala, o IIIº Seminário Nacional da Direcção de Administração e Finanças (DAF), com o objectivo de discutir e harmonizar procedimentos técnicos ligados ao sector.

    O encontro, que decorrerá sob o lema “30 Anos Modernizando para Melhor Servir”, contará com a presença de mais de 70 participantes das diversas áreas ligadas à Administração e Finanças, Património e Participações Financeiras, entre directores de Serviço, chefes de Departamento, chefes de Repartição, chefes de Secção e técnicos dos níveis central e provincial.

    A cerimónia de abertura do evento será dirigida pelo director geral do INSS, Alfredo Mauaie, e contará, dentre vários convidados, com a presença do director Provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social de Sofala, Jaime Chicamisse, e de parceiros sociais a nível daquela parcela do País, nomeadamente o Conselho Empresarial Provincial (CEP), a Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM) e a Confederação Nacional dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO).

    Serão discutidos no encontro, dentre vários temas, a revisão do Plano de Contas do INSS; o impacto da Política e Estratégia de Investimentos do INSS; o impacto da certidão de quitação automatizada "versus" cobrança da dívida; o ponto de situação do saneamento da dívida de contribuições e os desafios da implementação do Sistema de Informação de Segurança Social de Moçambique (SISSMO) no INSS.

  • Tenista argentino vence primeiro Future do Standard Bank Open

    O tenista argentino Matias Descotte, que ocupa a 381ª posição do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), sagrou-se vencedor do primeiro Future do Standard Bank Open, em singulares masculinos, cuja final teve lugar no sábado, 10 de Novembro, nos courts do Jardim Tunduro, na cidade de Maputo.

    Para o efeito, Matias Descotte derrotou o zimbabweano Benjamin Lock, 446° no ranking da ATP e vencedor desta prova em 2015, por 7-6 (6) 6-2. Com este feito, o argentino recebeu um cheque no valor de 132.800 meticais.

    Visivelmente cansado depois da partida, que durou cerca de três horas, o argentino mostrou-se satisfeito com o resultado. “Foi uma final bem disputada, mas com o calor do público consegui vencer”.

    Matias Descotte considerou, na ocasião, que a qualidade do jogo da final é resultado da competitividade que caracteriza o Standard Bank Open, que conta com a participação de atletas internacionais de renome e com uma pontuação assinalável no ranking mundial.

    Apesar de ter sido derrotado em singulares masculinos, o zimbabweano Benjamin Lock teve, também, motivos para celebrar pois venceu, ao lado do seu irmão, Courtney Lock, a final em pares masculinos. A dupla recebeu um prémio no valor de 57.000 meticais.

    Na ocasião, Courtney Lock disse que a dupla se sentia privilegiada por participar no Standard Bank Open, “um torneio que proporciona aos atletas da região, e não só, a oportunidade de participar numa prova como esta (em alusão ao Future)”.

    Por seu turno, o director de Marketing e Comunicação do Standard Bank, Alfredo Mucavela, afirmou que os jogos disputados, da qualificação à final, superaram as expectativas.

    Nesse sentido, Alfredo Mucavela reiterou “o sonho de vermos os tenistas nacionais a competirem ao nível dos atletas estrangeiros que participam na prova, em particular os finalistas, que nos proporcionaram um grande jogo”.

    Já o presidente da Federação Moçambicana de Ténis (FMT), Valige Tauabo, considerou que a participação de atletas estrangeiros no Standard Bank Open é uma oportunidade para os tenistas nacionais se profissionalizarem.

    “Este é o caminho para a profissionalização dos nossos atletas. Assistimos, hoje, a um ténis de qualidade e esperamos que os tenistas nacionais e os alunos que fazem parte do projecto de massificação de ténis nas escolas consigam atingir este nível e que participem em torneios mundiais, tais como o Davis Cup e o Fed Cup”, disse Valige Tauabo.

    Importa realçar que, no sábado, para além da final do primeiro Future, arrancaram os jogos do Top Moz nas categorias Juniores e Veteranos, que vão decorrer durante a semana, a par do segundo Future, que inicia na segunda-feira, 12 de Novembro.

  • 98 anos de idade: Lançado livro sobre vivências de Nely Nyaka

    Foi lançado, na última quinta-feira, 8 de Novembro, na cidade de Maputo, o livro “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade”, que retrata a história inspiradora da sua autora, Nely Nyaka, de 98 anos de idade, que ainda se destaca pelo seu activismo social profundo, passando pelas experiências encorajadoras, vividas na família e na comunidade que a influenciou.

    Profunda conhecedora de Lourenço Marques (hoje Maputo), e, mais particularmente, dos seus bairros periféricos, onde nasceu, a autora fala-nos, nesta obra, dos marcos geográficos e sociológicos da sua cidade, das famílias que nela habitavam, das práticas e dos costumes da comunidade e dos artifícios a que se recorria para mitigar a pobreza e vencer as enormes barreiras criadas pelo poder colonial a todos os que não fossem brancos.

    Na cerimónia de lançamento, Nely Nyaka disse ter sido inspirada pelo seu marido, Raul Bernardo Honwana, já falecido que, em 1984, lançou um livro de memórias, que tem sido usado como referência em muitos trabalhos académicos.

    “Na altura, prometi que também ia escrever o meu livro”, lembrou a autora, que agradeceu a todos que tornaram possível a edição e publicação de “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade”.

    Para o editor, Nelson Saúte, “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade” afigura-se como uma notável obra no domínio da memória. “A Vovó Nely fala da (sua) vida, das coisas singelas da vida, da forma como se vivia, das pessoas, das suas casas, e do seu quotidiano”.

    “O olhar da Vovó Nely é inédito e surpreendente. O olhar interior, o olhar de quem observa as pequenas coisas, de quem lida com as pequenas coisas. É aqui onde reside a extraordinária riqueza deste livro, nesse olhar e nessa voz singular”, enfatizou Nelson Saúte.

    A publicação desta obra contou com o suporte da concessionária dos terminais de contentores e de carga geral no Porto da Beira, Cornelder de Moçambique SA, que a considera um importante contributo para a literatura moçambicana.

    Para a Cornelder de Moçambique SA, representada na cerimónia por Rui Massuanganhe, “esta obra valoriza e enaltece o papel da mulher moçambicana para o desenvolvimento do País e consideramos importante a sua disseminação para a sociedade, no geral, e para os mais jovens, em particular”.

    “Nely Nyaka desenha a sua trajectória muito parecida a de outras mulheres moçambicanas que passaram por diversificadas e complexas transformações sociais no início de dois séculos distintos e, ainda assim, com todas as dificuldades, conseguiu manter o foco da sua contribuição social”, acrescentou Rui Massuanganhe.

    Nely Nyaka nasceu no dia 2 de Novembro de 1920, na Katembe. O seu activismo social começou cedo, primeiro no seio da Igreja Metodista Wesleyana e, mais tarde, no Instituto Negrófilo (que depois assumiu a designação de Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique), organização de que o seu pai foi sócio-fundador.

    Recentemente, esteve na criação e é uma das mais notáveis dinamizadoras da associação Pfuna, dedicada a mitigar a pobreza e a miséria de crianças órfãs.
    Em 1939, casou-se com Raul Bernardo Honwana e foram viver para a Moamba, tiveram oito filhos. Raul, que militou no Grémio Africano nos tempos de Karel Pott, publicou, em 1984, um livro de memórias, que vem constituindo referência em muitos trabalhos académicos.

  • TechnoServe comemora seu 20º aniversário

    A TechnoServe, uma organização sem fins lucrativos trabalhando no desenvolvimento económico, celebrou, na passada Quinta-Feira, no Hotel Southern Sun, a passagem do vigésimo ano da sua instalação em Moçambique, numa festa solene testemunhada por diversos actores e instituições do ramo.

    Para além de celebrar 20 dos seus 50 anos globais, a TechnoServe aproveitou a ocasião para partilhar experiências e discutir oportunidades para futuros investimentos e parcerias que possam ter impactos duradouros no crescimento global e na redução da pobreza no país.

    Para o efeito, a Directora Geral da TechnoServe em Moçambique, Jane Grob, dirigiu o debate tendo no painel, figuras como a PCA do Barclays Moçambique, Luísa Diogo, o director Executivo do Grupo JFS, Francisco Ferreira dos Santos, o PCA da empresa Novos Horizontes, Andrew Cunningham, e o antigo Presidente da AICAJU, Carlos Costa.

    Entretanto, a Presidente do Conselho Administrativo do Barclays Bank Moçambique, Luísa Diogo, na sua intervenção, começou por justificar a presença do Barclays como parceiro, apontando os principais factores que motivaram a parceria com a TechnoServe.

    “O Barclays Bank Moçambique tem a convicção de que a economia moçambicana só tem grandes resultados se a agricultura tiver sucesso. A experiência, conhecimento, tecnologia e resultados em Moçambique e noutras partes do mundo, são alguns dos principais motivos da nossa união à TechnoServe. Os resultados das áreas de cajú, frangos e bananas, são algumas das provas que evidenciam que eles realmente sabem o que fazem, e porque o Barclays gosta de se juntar aos melhores, vale a pena reconhecer o esforço durante estes 20 anos no país”, elogiou.

    Para Luísa Diogo, a TechnoServe é uma instituição de sucesso cujos princípios fazem parte do seu dia-a-dia e que acima de tudo cumpre com as políticas do Governo. Diogo caracterizou ainda referindo que, a TechnoServe é uma organização íntegra na medida em que aquando da sua instalação em Moçambique em 1998 “não fez promessas de falsos profetas”.

    “O que a TechnoServe fez quando chegou em 1998, foi pedir a autorização para trabalhar e nós, naturalmente, concedemos as devidas licenças, porém nunca imaginamos que pudessem alcançar tão bons resultados na área do caju e sempre focados na redução da pobreza em Moçambique”, referiu a PCA do Barclays concluindo que “celebrar a TechnoServe é celebrar resultados moçambicanos”.

    A cerimónia da comemoração dos 20 anos da TechnoServe em Moçambique, foi também testemunhada por figuras ilustres como a Directora da USAID em Moçambique, Jennifer Adams, Embaixadora da Suécia Marie Andersson, e o Ministro da Agricultura Higino de Marrule. Este último, não ficou indiferente às felicitações, tendo reconhecido o papel da referida organização nas diversas áreas de actuação, contribuindo desta forma para o aumento do emprego e consequente fonte de renda para as famílias moçambicanas.

    Fundada em 1968, a TechnoServe tem o objectivo de ajudar a melhorar o bem-estar económico e social das pessoas de baixa renda nos países em desenvolvimento. Hoje, Moçambique é um dos maiores e mais antigos escritórios da TechnoServe, actualmente com um portefólio de dez projectos, em todo país, nas áreas de empreendedorismo e desenvolvimento de indústrias agrícolas.

    technoserve.pdf