Categoria: agricultura

  • Retomada actividade agrícola no regadio de Chókwè

    Cerca de doze mil produtores, entre familiares e privados, necessitam de financiamento avaliado em trezentos milhões de meticais, para reactivarem a actividade agrícola no regadio de Chókwè, em Gaza, depois das enxurradas deste ano. O valor destina-se a aquisição de sementes, fertilizantes e outros insumos de produção, nomeadamente, tractores, motobombas, charruas, juntas de bois e outros bens destruídos pelas cheias de Janeiro último. O presidente do Conselho de Administração da Hidráulica de Chókwè, Soares Xerinda, disse que, do valor necessário, o Governo já disponibilizou, recentemente, aos produtores, cerca de vinte milhões de meticais. Soares Xerinda explicou que, apesar de estar garantida água para quatro mil hectares, dos cerca de oito mil que eram disponíveis antes das cheias, a produção de comida no regadio continua aquém do desejado.

    Segundo Soares Xerinda, citado pela Rádio Moçambique, a manutenção do sistema de produção, junto dos produtores do regadio do Chókwè, está estimada em perto de trezentos milhões de meticais, valor que não existe nos cofres do regadio.

    Xerinda explicou ainda que, apesar desta adversidade, os produtores de Chókwè, com uma mínima sustentabilidade financeira, vão colocar no mercado, dentro de quinze dias, batata, tomate, feijões, repolho, pepino e cebola, produzidos depois das cheias, numa área de quinhentos hectares.

  • Manica exporta macadâmia para a África do Sul

    Manica exporta macadâmia para a África do Sul

    A província de Manica, no centro de Moçambique, exportou, no primeiro semestre, 23 toneladas de castanha de macadâmia, destinadas às indústrias farmacêutica, alimentar e de cosmética na África de Sul, disse o administrador local.

    Joaquim Zefanias, administrador de Báruè, distrito da província de Manica, disse que a empresa Vale of Macks, que produz macadâmia em simultâneo com capim-elefante nas montanhas da Serra-Choa, na zona Norte da região, fez o primeiro lote das exportações para a África de Sul, devendo, posteriormente, passar a abastecer o mercado asiático.

    “Ao todo, foram 23 toneladas exportadas este ano para a África do Sul. As exportações vão subindo gradualmente. A empresa continua a capitalizar a produção para fornecer 60 toneladas, em 2014, à África de Sul e a Hong Kong”, disse Joaquim Zefanias à agência Lusa.

    A empresa, que produz a macadâmia numa extensão de 560 hectares, e que prevê exportar 200 toneladas em 2015 para estes dois mercados, espera um aumento em cinco vezes do volume de vendas externas, até 2019, e já iniciou a instalação da fabrica de processamento da matéria-prima.

    “Agora, estão a implantar uma indústria de processamento para passar a exportar amêndoa ao invés de castanha, pois a empresa espera atingir mil toneladas de amêndoa, até 2019, e exportar para estes mercados [África de Sul e
    Hong Kong], quando a produção chegar ao pico”, disse Zefanias.

    Para rendibilizar a produção da macadâmia, a firma introduziu a cultura de capim-elefante, que é recomendado, pois optimiza o uso da água do solo, da energia solar e corrige a erosão, segundo o sócio-gerente da Vale of Mackes, António Vieira.

    “Numa primeira fase, prevemos exportar a semente e, depois, exportaremos o capim elefante em bruto para o Dubai, [que tem] défice de semente, e Moçambique é a porta de esperança para fornecer o capim”, disse António Vieira.

    O capim-elefante destina-se principalmente à alimentação de equinos e de bovinos de leite, detendo ainda um alto potencial como fonte alternativa de energia, igualmente importante para a produção industrial de ferro gusa.

  • Fruticultores prontos para enfrentar mercado

    Fruticultores prontos para enfrentar mercado

    Decorre em Moçambique um inquérito dos produtores de fruta com vista a, entre outras finalidades, identificar os constrangimentos enfrentados pelos fruticultores e posterior busca de soluções. O levantamento, liderado pela Associação de Fruticultores do Sul de Moçambique (FRUTISUL), em parceria com Agrifuturo e Agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), visa ainda aumentar a abrangência e qualidade dos serviços prestados aos produtores de fruta.

    É igualmente intenção do inquérito identificar os produtores que se tornarão membros da FRUTINORTE e FRUTICENTRO, em fase de constituição.

    Neste quadro, os produtores, independentemente da sua dimensão, são convidados a aderir à iniciativa.

    A fruticultura tem vindo a ganhar interesse no país, tanto que a província de Maputo lançou em 2010 um projecto de massificação da produção, com o objectivo de reduzir a dependência de importação, particularmente da manga e banana a partir da África do Sul.

    Financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), o programa foi desenhado para um período de três anos e inclui a componente aquisição de mudas de diferentes tipos de fruta, plantação e assistência no processo de reprodução.

    A iniciativa está a ser implementada por agricultores ou produtores de fruta seleccionados pela Direcção Provincial da Agricultura, mediante apresentação de proposta ou interesse em participar no programa. Apesar de privilegiar as mangueiras e bananeiras, numa primeira fase o programa de massificação da fruticultura também vai importar mudas de papaieiras, laranjeiras e abacateiras.

  • Dilma no lançamento do Fundo de Nacala

    A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff estará presente no lançamento, esta quarta-feira em Brasília, do Fundo de Investimentos em Agricultura para o Corredor de Nacala, na província de Nampula.

  • Nacala Fund foi apresentado no Rio de Janeiro

    Nacala Fund foi apresentado no Rio de Janeiro

    A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Moçambique (CCIBM) e a Fundação Getulio Vargas apresentaram uma proposta técnica para fundo de investimento global, intitulado Nacala Fund, e cujo objectivo é que, através de recursos brasileiros e japoneses, seja possível desenvolver a agricultura no Corredor de Nacala, na província de Nampula.

    O Nacala Fund visa proporcionar capital de investimento substancial para projectos agrícolas de grande escala e de desenvolvimentos relacionados à infraestrutura no Corredor de Nacala, no Norte de Moçambique.

    Trata-se, na verdade, de uma iniciativa triangular entre os governos de Moçambique, Japão e Brasil, para a promoção do desenvolvimento econômico e social de Moçambique, escreve o site jmonline.com.br.

    No Rio de Janeiro, o presidente CCIBM, Sinfrônio Júnior, apresentou a proposta ao presidente Guebuza. “O projecto será lançado no mês de julho em Brasília, com a presença do ex-presidente Lula, como também na província de Nampula, norte de Moçambique, e no início de agosto, em Tóquio”, afirma Sinfrônio.

    O fundo de investimento irá captar recursos no Brasil e no Japão para enviar para Nacala. A intenção é desenvolver projectos avícolas, de etanol e de alimentação para erradicar a pobreza no continente africano, principalmente em Moçambique.

    A iniciativa de desenvolvimento regional visa promover em longo prazo o crescimento econômico sustentável e a geração de empregos. É a imensa riqueza em recursos naturais da região que fornece um promissor potencial de desenvolvimento com retornos atraentes do capital para investidores de longo prazo.

    O Nacala Fund é um fundo de capital privado com prazo de 10 anos.