Categoria: educação

  • IMEP gradua mais 48 estudantes

    O Instituto Médio Politécnico de Maputo, IMEP, procedeu, na última sexta-feira, à graduação de 48 estudantes de diferentes cursos, numa cerimónia que contou com a presença de membros da direcção daquela instituição de ensino, docentes, pais e encarregados de educação, para além do público em geral.
    Dos 48 graduados nesta 9ª cerimónia, 11 são do curso médio de Construção Civil, 11 de Hotelaria e Turismo, 9 de Contabilidade, 7 de Informática, 7 de Gestão e 3 de Educação de Infância.
    De acordo com Natália Folgado, directora-geral do IMEP e das escolas secundárias da Politécnica, a graduação dos 48 estudantes se enquadra no projecto de formação que, há quinze anos, tem sido desenvolvido no IMEP, visando formar trabalhadores nacionais com competências adequadas para desempenhar funções técnicas de administração e gestão, face às grandes transformações que o País está a passar.
    “Ao longo dos 15 anos de existência o IMEP tem vindo a adoptar políticas e estratégias de gestão do nosso ensino alicerçadas em pilares de rigor, qualidade e dinamismo, visando contribuir para a formação de um capital humano devidamente qualificado, tanto para assegurar a execução e o desenvolvimento dos grandes projectos de capital intensivo como as necessidades dos demais sectores de economia, incluindo o mercado informal, o qual ocupa a maior parte da população activa em Moçambique” – afirmou Natália Folgado.
    Por sua vez, Ida Carrilho Alvarinho, representante do Programa Integrado de Reforma de Educação Profissional, PIREP, que presidiu a cerimónia de gradução, enalteceu o comprometimento do IMEP na formação dos moçambicanos.
    “Esperamos dos graduados, que a par da competência técnica que são chamados a demonstrar neste mercado altamente selectivo, tenham presente que o mesmo busca, sim, profissionais capacitados para o desenvolvimento das suas ocupações de forma eficiente, mas ao mesmo tempo, profissionais que, acima de tudo, pautem pela integridade, responsabilidade e deontologia profissional que dignifique o vosso nome, das vossas famílias, assim como da instituição que vos formou” – disse Ida Alvarinho.
    Graduado em informática, Harife Vasco António considera a sua graduação como “uma nova etapa na vida, a qual me vai abrir novos horizontes e oportunidades de emprego”.

  • Estudantes universitários reflectem sobre o seu papel no mercado

    Perto de 300 jovens estudantes de sete instituições do ensino superior baseadas na capital do País participaram, quarta-feira última, em Maputo, no fórum global denominado “Mozambique Young to Business”, para reflectir sobre o papel dos jovens nos diferentes sectores do mercado.
    O evento, que reuniu estudantes das principais universidades do País, Organizações Não Governamentais (ONGs), representantes do Governo e empresas, incluiu a realização de workshops e debates sobre temas como internacionalização, liderança e inovação.
    Com esta iniciativa, a AIESEC pretende maximizar o seu impacto junto da sociedade, através da aproximação dos estudantes universitários às empresas e organizações, estimulando, desta feita, o desenvolvimento do potencial da juventude moçambicana, o espírito empreendedor, visão global e desenvolvimento de competências de liderança.
    Francisco Maibaze, presidente da AIESEC Moçambique disse a-propósito que o “Mozambique Young to Business” deste ano serviu para “reflectir sobre o papel dos jovens nos diferentes sectores do mercado, porque acreditamos que os jovens têm um papel fundamental para o desenvolvimento do País e as principais perspectivas que temos é que este seja um momento de reflexão para que, amanhã, os jovens possam ter cada vez mais uma atitude positiva em relação à sociedade, criando impacto positivo sobre ela”.
    “Do modo geral, este evento tem como objectivo juntar os principais pólos do mercado, nomeadamente ONGs, empresas, estudantes e a sociedade civil em geral, para reflectir sobre temas importantes, como o empreendedorismo, inovação, entre outros”, referiu Francisco Maibaze.
    Fundada em 2010 em Moçambique, a AIESEC conta com 50 mil membros em 107 países e tem por objectivo estimular a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança dos seus membros com impacto positivo na sociedade.
    As suas actividades também incluem programas de intercâmbio profissional e actua em iniciativas de integração de estudantes universitários no meio corporativo, projectos envolvendo o sector não corporativo, consciencialização de jovens para temas sociais tais como estágios de jovens estrangeiros em organizações moçambicanas e o envio de estudantes universitários nacionais para estágios internacionais.

  • Vice-Ministra da Educação, no encontro da AIESEC: “Jovens devem ser empreendedores e não ociosos”

    Vice-Ministra da Educação, no encontro da AIESEC: “Jovens devem ser empreendedores e não ociosos”

    Um dos desafios que os estudantes e graduados do ensino superior têm que encarar é o de serem empreendedores e continuamente inovadores, ao invés de ociosamente esperarem que alguém resolva os seus problemas e/ou as suas preocupações, segundo referiu, a vice-ministra da Educação, no decurso do encontro da AIESEC-Associação Internacional de Estudantes em Ciências Económicas e Empresariais com os seus parceiros, ocorrido esta quarta-feira, em Maputo.
    Na ocasião, Leda Hugo apelou à continuação da procura e exploração de mais oportunidades para promover nos jovens moçambicanos em geral, nos estudantes e graduados do ensino superior, em particular, o empreendedorismo e a liderança comprometida com o sonho de todos os moçambicanos da criação de um Moçambique próspero, inclusivo, assente numa sociedade de conhecimento e numa economia robusta e globalmente competitiva”.
    “As acções da AIESEC, na promoção e estímulo nos estudantes, do conhecimento e do auto-conhecimento, da eficiência e da habilidade de vivenciar Moçambique real mas pensar globalmente, com respeito e tolerância pelas particularidades dos outros povos e as respectivas culturas, constitui uma grande valia, perante as acções do nosso País no combate à pobreza”, realçou aquela governante.
    No encontro, organizado pela maior organização internacional de estudantes universitários, António Coutinho, administrador delegado do Standard Bank, um dos principais parceiros da associação, disse que o Banco “acredita no projecto da AIESEC, que tem como objectivo estimular o potencial de liderança nos jovens, através de estágios internacionais e criação de ambientes globais de aprendizagem para que estes possam ter um impacto positivo na sociedade”.
    Ao abrigo da parceria entre o Standard Bank e a AIESEC – conforme indicou António Coutinho – esta instituição bancária tem a possibilidade de receber jovens de universidades nacionais e internacionais para estágios no Banco, o que representa uma oportunidade para os mesmos entrarem no mundo profissional e para o Banco colher experiências inovadoras nacionais e internacionais.
    Do relatório de actividades desenvolvidas pela organização entre Junho de 2011 a Julho de 2012, apresentado pelo presidente da AIESEC Moçambique, Francisco Maibaze, consta a realização das seguintes actividades: Congresso Africano de Jovens Líderes, partida de 15 jovens moçambicanos para estágios internacionais na Noruega, Brasil, Portugal, Tanzânia e Botswana, a participação de sete moçambicanos em conferências internacionais no México, Quénia e Hungria, a realização da Feira Global, Get Ready, Africa Youth to Business Forum e o Projecto Juventude Milénio.
    Relativamente às acções da organização universitária para o mandato que compreende Junho de 2012 a Julho de 2013, destaca-se a realização da Feira Global, para aproximar o meio corporativo aos estudantes universitários, o Leadership Challenge, torneio destinado a desenvolver as competências de liderança de 30 estudantes, que representam os melhores talentos das maiores faculdades de Moçambique e ainda o Youth2Business Forum.

  • 150 professores da primária formam-se em xadrez

    150 professores da primária formam-se em xadrez

    Teve início, dia 2 de Julho, em Maputo, o primeiro curso de formação de 150 professores de xadrez, para leccionar em 104 escolas primárias na cidade capital, no âmbito do projecto de massificação do xadrez, financiado pelo Standard Bank.
    O curso, promovido pela Academia de Xadrez da Matola, inclui ainda 15 jovens seleccionados em vários bairros da cidade de Maputo, para servirem de motivadores da prática do xadrez ao nível das suas zonas residenciais.
    Para a prossecução deste projecto, que visa a massificação desta modalidade nas escolas primárias da cidade de Maputo, o Standard Bank disponibilizou à Academia de Xadrez materiais diversos como tabuleiros, livros, entre outros, que serão utilizados nas diversas fases do projecto.
    Intervindo na cerimónia de abertura do curso, Alfredo Lemos, representante do Standard Bank, referiu que “mais do que cobrir uma lacuna no currículo das escolas públicas, o Standard Bank vê o projecto de massificação de xadrez nas escolas primárias como uma oportunidade para que mais moçambicanos tenham uma formação de qualidade e oportunidades de desenvolvimento humano e intelectual”.
    “A estes benefícios de inestimável valor, acrescenta-se o facto de o xadrez ser uma modalidade desportiva, através da qual as crianças poderão fazer uma ocupação saudável dos seus tempos livres”, afirmou Alfredo Lemos, realçando que “algumas escolas privadas da nossa cidade têm o xadrez no seu currículo, mas as escolas públicas, que são a maioria e acolhem o maior número de crianças, não têm”.
    Por sua vez, Domingos Langa, director da Academia de Xadrez da Matola, disse que “queremos, na verdade, convencer o Ministério da Educação que o xadrez é uma disciplina muito importante no processo de ensino e aprendizagem, tendo a UNESCO aconselhado os governos a introduzirem esta modalidade desportiva na educação”.
    O presente projecto, segundo realçou Domingos Langa, conta com o acompanhamento dos ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia, Juventude e Desporto e ainda o patrocinador Standard Bank.
    Prevê-se que, entre os meses de Dezembro e Janeiro próximos, seja feita feita uma avaliação do projecto, para além de um campeonato envolvendo os professores de xadrez e alunos.

  • Professores deixam de leccionar para trabalhar na indústria extractiva

    Para já não há dados estatísticos, mas o facto é que o Ministério da Educação já está a perder professores a favor do sector de recursos minerais que ao longo dos últimos 10 anos se vem impondo em Moçambique.
    Atraídos pelos melhores salários na indústria extractiva, alguns professores ao longo do ano lectivo abandonam a carreira e juntam-se aos projectos de pesquisa e exploração mineira no centro e norte do país. Na sua maioria, segundo o Director Nacional de Formação de Professores no Ministério da Educação, são docentes de ciências naturais.

    Para travar este problema e assegurar que os alunos tenham uma aprendizagem geradora de capacidades e inovação, o Ministério da Educação vai lançar, esta semana, um estudo com a duração de 12 meses, no qual pretende de forma mais detalhada analisar a situação do professor em Moçambique.

    Trata-se de um estudo que vai ser realizado por técnicos do Ministério das Finanças, da Planificação e Desenvolvimento e do Instituto Nacional de Estatística.

  • BCI e UP selam Protocolo de Cooperação

    BCI e UP selam Protocolo de Cooperação

    O BCI e a Universidade Pedagógica (UP) formalizaram na tarde de ontem a assinatura de um Protocolo de Cooperação com o objectivo de desenvolver uma cooperação em determinadas áreas de natureza financeira e comercial.

    A assinatura do Protocolo decorreu nas instalações da Universidade Pedagógica, em Maputo, tendo as entidades sido representadas pelo Dr. Ibraimo Ibraimo, Presidente da Comissão Executiva do BCI, e pelo Prof. Dr. Rogério José Uthui, Reitor da Universidade Pedagógica, na presença de diversos Quadros Superiores de ambas as instituições.

    O Protocolo assinado permitirá que a UP, instituições associadas e respectivos colaboradores dispersos por todo o País, tenham acesso a uma vasta gama de serviços e produtos financeiros em condições especiais. De entre esses benefícios, destacam-se o Limite de Crédito Ordenado nas Contas à Ordem; o Crédito Pessoal BCI, o Leasing Auto BCI e o Crédito à Habitação BCI, para aquisição, construção e obras, assim como aos cartões BCI Visa Electron e Tako.

  • STANDARD BANK e CADE de mãos dadas pela educação

    A cidade de Inhambane acolheu, pela segunda vez consecutiva, a Feira Provincial de Educação, num evento recentemente organizado pela CADE-Comunidade Académica para o Desenvolvimento, visando a promoção e orientação vocacional e profissional de jovens e estudantes do ensino primário, médio, técnico profissional e universitário.
    A Feira consistiu em várias actividades entre elas palestras, visitas de estudo, exposições e workshosps de orientação vocacional.
    Na ocasião, Horácio Come, representante do Standard Bank, um dos principais patrocinadores do certame, louvou a CADE pela iniciativa, uma vez que esta contribui para o desenvolvimento da educação no País.
    Aproveitou a ocasião para reafirmar que o Standard Bank não está alheio a esta causa, pois “patrocinar esta Feira de Educação, e outras promovidas pela CADE no País, revela que o Banco tem inserção nacional e que quer contribuir para o desenvolvimento socio-económico e cultural de Moçambique.”
    Para reforçar a sua presença na feira, o Standard Bank instalou um stand para receber candidaturas de estudantes interessados em participar no programa de estágios profissionais promovidos por esta instituição bancária, através do qual os beneficiários têm a oportunidade de se enquadrar no mercado de trabalho.

  • Plataforma de ensino à distância lançada em Maputo

    Foi lançada no dia 28 de Maio, em Maputo, a Plataforma de Ensino à Distância, tendo, paralelamente, iniciado uma acção de capacitação de cinco dias do Centro de Excelência (CdE) da União Internacional das Telecomunicações (UIT), sobre ‘Formação de Formadores de Ensino à Distância para os Países de Língua Oficial Portuguesa e Espanhola de África.

    A   plataforma   foi   inaugurada   pelo   vice-ministro   moçambicano   dos Transportes e Comunicações, Eusébio Saíde. Estiveram presentes representantes do  Instituto  Nacional  das  Comunicações de  Moçambique (INCM), da empresa pública Telecomunicações de Moçambique (TDM, S.A.), bem como o embaixador de Portugal em Maputo, Mário Godinho de Matos, e o representante da UIT, Boris Williams.

    “Constatamos que o Centro está, realmente, a contribuir para uma maior autonomia do sector das comunicações nos países beneficiários – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé Príncipe”, afirmou o vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Eusébio Saíde.

    Saíde acrescentou que o  Governo   de   Moçambique   “vê   a   formação   dos formadores de ensino à distância, como um acto importante que contribui para a sustentabilidade deste tipo de ensino (ensino à distância) ”.

    Como destacou o PCA do INCM, Isidoro Pedro da Silva, o lançamento da plataforma constitui “o culminar das acções desenvolvidas pelo projecto do

    Centro de Excelência da UIT, para os países africanos de língua espanhola e portuguesa que, ao longo de três anos, formou mais de 1000 quadros e técnicos dos Reguladores, Operadores e outros intervenientes do sector das telecomunicações   em   matérias   tais   como   migração   digital,   cabos submarinos, regulação do espectro e transmissão via satélite”.

    Para  o  Administrador  Delegado  Zainadin Dalsuco, que  interveio  em nome  do Conselho de Administração e do Conselho de Gestão da TDM, espera-se que a plataforma “permita que os países membros tenham acesso a diversas acções de formação a serem planificados com o objectivo de centrar a formação nas necessidades reais, permitir um acesso fácil à informação e ao conhecimento, promover a aprendizagem contínua no local de trabalho e apoiar na optimização da gestão de custos, tempo e distância”.

    Sublinhe-se que a plataforma assenta no funcionamento de vários servidores UIT, com destaque para o sistema de gestão de conteúdos, cujo servidor está sediado em Maputo, com acesso aos restantes países envolvidos.

    De acordo com o representante da UIT, Boris William, a sua organização sente-se muito orgulhosa por ter contribuído para a criação e implementação desta plataforma educativa, através da qual serão divulgados cursos à distância. A mesma poderá servir de apoio aos workshops e programas de formação presenciais (programas de formação combinados, “blended learning”.

    Boris William explicou que a tecnologia utilizada é de código aberto que, a baixo custo, permitiu a implementação duma plataforma educativa sofisticada. Ela é integrada por Moodle, como aplicação principal, e Joomla, como aplicação de suporte.

    É de referir que o Centro de Excelência foi criado pela UIT, com apoio dos Governos do Reino da Espanha e de Portugal avaliado em um milhão e quinhentos mil Euros e em espécie.

    Sobre o INCM

    O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) – Autoridade Reguladora dos  Sectores Postal e de Telecomunicações (criado  pelo  Decreto n.º 22/92,  de 10  de Setembro) tem por finalidade regular e fiscalizar o sector das comunicações, bem como a gestão do espectro de frequências radioeléctricas. A instituição conta hoje com mais de 100 trabalhadores, distribuídos pela sede (Maputo) e Delegações Regionais Centro (Beira) e Norte (Nampula).