Categoria: Moçambique

  • Parceria entre o Governo dos Estados Unidos, PATH e Fundação Conrad N. Hilton atinge novas abordagens para mel horar a saúde infantil em Moçambique

    Representantes do Governo de Moçambique, do Governo dos Estados Unidos, através da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), da Organização Mundial da Saúde (OMS), UNICEF, PATH e FHI360 reuniram-se hoje na cidade da Matola para celebrar os êxitos de uma parceria público-privada inovadora, destinada a integrar desenvolvimento da primeira infância (DPI) na prestação de serviços de saúde e acção social, em Moçambique.

    “Uma base sólida para a saúde e a aprendizagem na primeira infância traz benefícios que duram até a idade adulta. É por isso que a parceria de Desenvolvimento da Primeira Infância é tão importante ”, disse a Dra. Jennifer Adams, Directora da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

    Em Moçambique, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos tem vindo a diminuir nas últimas duas décadas. Enquanto mais crianças sobrevivem, estima-se que quase 61% de crianças menores de cinco anos correm o risco de ter um mau desenvolvimento e, portanto, não estão a crescer.

    Com vista a colmatar esta lacuna crítica, ao abrigo desta parceria financiada pela USAID e pela Fundação Conrad N. Hilton, a PATH trabalhou com a Direcção Provincial de Saúde de Maputo e com os Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social (Serviços Distritais para Saúde, Mulheres e Acção Social) para projectar, testar e implementar uma nova abordagem para melhorar os resultados do desenvolvimento infantil em crianças de 0 aos 3 anos. Dado que o sistema de saúde é frequentemente o único meio de atingir de forma consistente crianças pequenas e seus cuidadores, a PATH concentrou-se na integração de medidas de desenvolvimento da primeira infância, nos serviços de saúde existentes, fornecidos pelo Governo de Moçambique e parceiros de saúde. Através da integração de cuidados nutricionais, monitoria de marcos de desenvolvimento para crianças menores de três anos e sessões de jogos nas áreas de espera das unidades de saúde nas suas intervenções diárias, esta parceria público-privada está a proporcionar uma oportunidade para que crianças em Moçambique não só sobrevivam, mas também prosperem.

    A PATH tem uma história de trabalho forte e bem sucedida com parceiros moçambicanos, visando melhorar a nutrição e os resultados de desenvolvimento nas crianças moçambicanas. Essa parceria permitiu à PATH e aos seus homólogos do governo aumentar a oferta de treinamento, orientação e supervisão de apoio para cuidar de cerca de 80% de todos os estabelecimentos de saúde e 100% dos agentes polivalentes elementares (agentes polivalentes de saúde comunitária) em toda a província de Maputo. Ao abrigo desta parceria, a PATH também deu formação e apoio técnico aos parceiros nas províncias de Sofala e Zambézia sobre como integrar os cuidados nutricionais no aconselhamento para o desenvolvimento da primeira infância a partir de casa.

    “Esta parceria produziu o primeiro programa em África, em que os cuidados para o DPI foram integrados numa rede de saúde em toda a província e alcançou um total de 407.871 profissionais de saúde e crianças menores de cinco anos”, disse Melanie Picolo, Directora de Projectos da PATH. “Com este projecto, estamos a provar que abordagens simples e de baixo custo podem ser dimensionadas em todo o sistema de saúde, com o potencial de mudar a trajectória de saúde de toda uma geração.”

    As inovações da parceria estão agora a ser introduzidas em todo o país. Por meio dos esforços de advocacia da PATH, o cuidado com o desenvolvimento da primeira infância foi integrado às principais estratégias nacionais de saúde e nutrição, curricula, normas e protocolos clínicos. Os indicadores de desenvolvimento na primeira infância também foram incluídos nos registos de saúde infantil que estão a ser implementados em Moçambique. Além disso, lições aprendidas, materiais e abordagens desenvolvidas a partir dessa parceria alcançaram um público global. Como resultado, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, países como Tanzânia, Quénia e Costa do Marfim estão a usar ferramentas e materiais desenvolvidos em Moçambique para adoptar abordagens semelhantes que ajudarão a garantir que as crianças desses países tenham a oportunidade de atingir o seu potencial de desenvolvimento.

    O apoio ao desenvolvimento na primeira infância para Moçambique continuará em Maputo e Nampula.

    “Essa parceria foi verdadeiramente inovadora e singular. A Fundação Conrad N. Hilton ficou muito satisfeita por integrar uma parceria formal com os governos de Moçambique e dos Estados Unidos, visando elevar a importância de incorporar intervenções para apoiar o desenvolvimento de crianças pequenas como parte dos serviços de saúde – algo novo, Disse Lisa Bohmer, Oficial Sénior de Programa da Fundação Hilton.

  • Politécnica e Escola Portuguesa firmam parceria para edição e publicação de livros literários infanto-juve nis

    A Universidade Politécnica e a Escola Portuguesa de Moçambique (EPM) assinaram, sexta-feira, 21 de Junho, em Maputo, um memorando de entendimento, que visa a edição e publicação dos livros literários infanto-juvenis, resultantes do concurso Literário Maria Odete de Jesus (CLMOJ), promovido pela Direcção das Bibliotecas da maior universidade privada do País.

    Pretende-se com esta parceria, promover e facilitar o intercâmbio entre as duas instituições de ensino no âmbito da produção e edição de livros infanto-juvenis, promover o gosto pela literatura infanto-juvenil, fomentar a realização de eventos que visem a disseminação de livros infanto-juvenis.

    Falando após a assinatura do memorando, Rosânia da Silva, Pró-Reitora para a área de Pós-graduação e Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica, disse tratar-se do cumprimento de mais um dos acordos existentes entre a Universidade Politécnica e a EPM e, que o presente, preconiza basicamente a promoção da leitura e publicação de livros entre as duas instituições.

    “Regularmente realizamos concursos literários intitulados Maria Odete de Jesus e os vencedores têm o direito da publicação das suas obras. Nós entendemos que através da parceria com a EPM podemos melhorar o circuito de colocação deste livro no mercado”, afirmou Rosânia da Silva.

    Por sua vez, a Directora da EPM, Dina Maria Trigo, afirmou que o objectivo principal da assinatura do memorando é fazer cumprir uma das suas missões, que é a divulgação da língua portuguesa através da leitura e escrita.

    “Já editamos vários livros e, muitos são de escritores moçambicanos. Ao alargarmos a edição para outros escritores, dá-nos a possibilidade de termos mais livros. Tudo isto para nós, demonstra que a leitura é muito importante. Ler é mais importante, abre os horizontes, faz-nos viajar”, concluiu Dina Maria Trigo.

    Importa realçar que o memorando será operacionalizado através da Direcção das Bibliotecas da Universidade Politécnica, entidade que promove o desenvolvimento sistémico das bibliotecas, capacitando-as para oferecer, aos docentes, pesquisadores, estudantes e pessoal técnico-administrativo serviços e produtos necessários para o desenvolvimento das actividades académicas de ensino, pesquisa e extensão, e do Centro de Ensino e Língua Portuguesa da EPM, um estabelecimento público de educação e ensino do Sistema Educativo Português no estrangeiro, que se inscreve numa política de cooperação entre os governos de Portugal e Moçambique, desenvolvendo actividades de promoção, divulgação, edição e distribuição de livros e literatura de escritores moçambicanos.

  • Jovens desafiados a sair da zona do conforto e a empreender novos negócios

    O Standard Bank e a ideiaLab desafiaram, recentemente, em Maputo, 36 jovens empreendedores, inscritos na quinta edição do #Ideate Bootcamp a saírem da sua zona de conforto, para acrescentar valor e inovação para os seus negócios.

    Este apelo foi feito durante a abertura do evento, pelo director de canais de distribuição e da banca digital do banco, Arsénio Jorge, aos participantes do #Ideate Bootcamp, desafiando-os a quebrar o "status quo", contribuindo, por exemplo, para a criação de mais postos de trabalho através das suas ideias.

    “Não podemos aceitar as coisas como elas são feitas hoje. Devemos, sempre, inovar, trazendo ou propondo soluções que acrescentem valor. Vejo pessoas com vontades pávidas de transformar e recriar a forma como fazemos as coisas hoje”, referiu Arsénio Jorge.

    O #Ideate Bootcamp é um programa de imersão empresarial promovido pelo banco, através da sua Incubadora de Negócios, desenvolvido e implementado pela ideiaLab, com o objectivo de estimular a criação de negócios que resolvam os desafios que existem no país, de forma sustentável, através do uso de metodologias internacionais, como é o caso do Lean Startup e Design Thinking.

    A capacitação é composta por diferentes etapas, como a validação das ideias de negócio, partilha de desafios, criação de protótipos, construção de modelo de negócio, Pitch e a interacção com empreendedores já estabelecidos.

    Através das ferramentas e da metodologia vivencial do #Ideate Bootcamp, os participantes tiveram a oportunidade de sair da sua zona de conforto, segundo realçou Adelina Nhanala, colaboradora da ideiaLab responsável pela gestão deste projecto: “Estamos muito felizes por ter tido participantes provenientes de diferentes áreas de negócio, os quais demonstraram durante os 3 dias um espírito de entreajuda e entrega muito grande, resultando na criação de muitas soluções inovadoras”, frisou Adelina Nhanala.

    Judite Chivite, uma das participantes, disse ter tirado ilações que mudaram significativamente o conceito que tinha em relação ao empreendedorismo. “Aprendi a validar uma ideia e a envolver os clientes na análise sobre a sua viabilidade”.

    “É de louvar esta iniciativa do Standard Bank, pois impulsiona e incentiva os jovens a serem independentes. É uma forma de ajudar os potenciais empreendedores a darem corpo às suas ideias”, salientou Judite Chivite.

    O #Ideate Bootcamp afigura-se como uma alternativa ao mercado de emprego, considerou Agy Ussene, outro jovem participante da iniciativa. “Com as ferramentas que nos foram transmitidas durante o bootcamp, vamos depender menos do mercado de emprego. A partir de agora, só temos de fazer diferente e procurar parcerias para criarmos os nossos próprios negócios”.

    Importa realçar que a Incubadora de Negócios do Standard Bank é um empreendimento concebido no âmbito da visão e estratégica do banco, cuja materialização passa pela implementação de incentivos que fomentam o empreendedorismo, que são os mentores do crescimento econômico do país.

    Para além do espaço físico, a incubadora oferece desde a formação até à interação com outras empresas e órgãos ou entidades governamentais, tendo em vista a criação de condições para o surgimento.

  • Entre Moçambique e Zimbábuè: Companhias aéreas deixaram de ter restrições

    Companhias aéreas de Moçambique e do Zimbábuè já podem realizar voos sem restrições de capacidade ou de frequência entre os dois países, mercê de um acordo bilateral sobre o transporte aéreo rubricado na quinta-feira, 20 de Junho, na cidade de Maputo.

    O acordo insere-se no âmbito da Decisão de Yamoussoukro, bem como do Mercado Único de Transporte Aéreo Africano (SAATM, sigla em ingês), lançado formalmente pela União Africana em 2018, em Adis Abeba, Etiópia, com vista ao aumento da conectividade entre os países africanos, à redução dos preços das passagens e ao desenvolvimento sustentável do sector.

    De acordo com o presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), João Abreu, este acordo, assinado pelos ministros dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Carlos Mesquita, e dos Transportes, Comunicações e Desenvolvimento Infra-estrutural do Zimbábuè, Joel Matiza, abre, ainda, espaço para que as companhias aéreas possam voar para os pontos que pretenderem, entre os aeroportos internacionais de Maputo, Beira e Nacala, que são os pontos de entrada e saída do País.

    “Os acordos sempre existiram, o que estamos a fazer é actualizá-los em resposta às novas exigências e orientações com vista à abertura do espaço aéreo, bem como ao livre mercado. Ainda este ano vamos rever o acordo com a África do Sul relativamente à mesma matéria”, explicou João Abreu.

    Importa realçar que Moçambique faz parte dos 19 países que aderiram e ractificaram a Decisão de Yamoussoukro, em 2017, tendo, inclusive, assinado o respectivo memorando de implementação.

    A assinatura do acordo bilateral sobre o transporte aéreo foi feita à margem da visita do Chefe do Estado zimbabueano, Emmerson Mnangagwa, ao Porto de Maputo.

  • Cimeira EUA-África: Standard Bank vai apoiar investimentos em Moçambique

    O Standard Bank predispõe-se a assistir todos empresários, incluindo os norte-americanos, interessados em investir em Moçambique, através da oferta de serviços financeiros, aconselhamento, identificação de parceiros e stakeholders, com vista a facilitar a implementação dos seus negócios no país.

    Implantado em Moçambique há mais de 125 anos, o Standard Bank é o maior banco no continente africano em termos de activos, com representações em 20 países africanos, onde cobre cerca de 53 por cento da população e 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do continente.

    Após participar no painel sobre “Promoção da Industrialização no Sector de Bens de Consumo”, no âmbito da 12ª Cimeira Estados Unidos-África, Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank, garantiu, na quinta-feira, 20 de Junho, em Maputo, que o banco detém conhecimento profundo de vários sectores da economia africana.

    “Para além de prestarmos serviços financeiros de forma abrangente, temos um histórico de promover a realização de negócios”, disse o administrador delegado, acrescentando que “estamos capacitados para ajudar os empresários, dando-lhes conhecimento profundo das oportunidades que existem em Moçambique de modo a investir de forma proveitosa, sobretudo nas áreas onde temos uma forte participação, nomeadamente energia, infraestruturas, agricultura, consumo, entre outros”.

    Em relação à “Promoção da Industrialização no Sector de Bens de Consumo”, Chuma Nwokocha considerou que o continente africano tem um enorme potencial, uma vez que, em termos demográficos, a população africana está a crescer e, entre 2020-2050, deverá duplicar, o que torna o futuro do continente, do ponto de vista de bens de consumo, impressionante.

    No caso concreto de Moçambique, com cerca de 30 milhões de habitantes, dos quais a maioria é jovem, a economia está a crescer, prevendo-se que aumente, igualmente, o número de famílias com capacidade de procura e consumo de produtos.

    “Por isso que temos que estar devidamente preparados, em termos culturais e tecnológicos, pois os clientes do futuro serão educados, bem informados, com acesso às tecnologias, que facilitarão a sua interacção com o mundo”, concluiu.

    NA FOTO: Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank

  • Zambézia: AGRA e Gapi relançam cadeia de valor do arroz

    A AGRA (Aliança para Revolução Verde em África) e a Gapi lançaram, no passado dia 13 de Junho corrente, em Quelimane, um projecto que visa o relançamento da cadeia de valor do arroz, através do fortalecimento da produção e das ligações com o mercado, numa acção que, durante os três anos, envolverá mais de 100 mil pequenos produtores, de cinco distritos da província da Zambézia.

    Este projecto, denominado Moz-Arroz, insere-se na estratégia de apoio ao desenvolvimento rural e modernização da agricultura que a Gapi vem implementando ao longo de todo o país.

    Além da participação da Gapi, o projecto é co-financiado pela Agra, que mobilizou fundos da Fundação Bill e Melinda Gates. A sua implementação é feita por um consórcio que envolve a Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar da Zambézia e duas empresas ligadas ao ramo, nomeadamente a Agro Comercial Olinda Fondo (ACOF) e African Fertilizer and Agribusiness Partnership (AFAP).

    O Moz-Arroz propõe-se a contribuir para o aumento da segurança alimentar e rendimento dos produtores de arroz na Zambézia, através de intervenções que facilitem o acesso a sementes de variedades melhoradas, fertilizantes, tecnologias de gestão de água e mercado, bem como sistemas de produção por contrato.

    Durante a cerimónia de lançamento, o director da AGRA em Moçambique, Paulo Mole, considerou que a intervenção da sua organização visa apoiar o fortalecimento e eficiência do sector através da melhoria da coordenação: “Este projecto vai de encontro a alguns dos principais objectivos que nos norteiam, nomeadamente, a necessidade de se fortalecer o acesso estruturado aos mercados; aumentar a disponibilidade e distribuição de insumos; e desenvolver uma plataforma de mercados agrícolas”.

    Este projecto tem como base o trabalho anteriormente feito pela Gapi e financiado pelo Reino dos Países Baixos, que permitiu a revitalização da fábrica de processamento de arroz de Nicoadala, na província da Zarnbézia. A empresa IMPERE, criada pela Gapi para sanear e relançar a fábrica de processamento de arroz de Nicoadala. que já beneficia organizações de agricultores familiares, será um operador chave para assegurar o processamento e comercialização da produção local.

    Para Fidel João, coordenador deste projecto ao nível da Gapi, “tal como em muitos outros projectos, o envolvimento da Gapi prende-se com o seu alinhamento com a agenda de desenvolvimento do Governo, sendo que, neste caso, visa responder à Estratégia Nacional de Desenvolvimento do Arroz de Moçambique, que prevê urn sector competitivo no sistema produtivo de pequenos agricultores integrado no sector comercial e capaz de satisfazer cada vez mais a procura interna e gerar excedentes".

  • Filme “A Nossa Gorongosa – Um Parque para o Povo” em ante-estreia

    No dia 14 de Junho de 2019, os órgãos de comunicação social de Moçambique (TV’s, Rádios e Imprensa escrita) tiveram a oportunidade de assistir à ante estreia de um novo documentário sobre o Parque Nacional da Gorongosa chamado “A Nossa Gorongosa: Um Parque para o Povo”.

    O Parque Nacional da Gorongosa tornou-se uma das mais célebres histórias de sucesso da restauração da vida selvagem no mundo. Após uma década de protecção renovada, a população de grandes mamíferos da Gorongosa aumentou dez vezes, de 10.000 em 2008 para mais de 100.000 animais em 2018. O Parque foi recentemente apresentado num longo artigo na edição de Maio da mundialmente famosa revista National Geographic e homenageado como um dos “28 lugares de relevo no mundo para visitar em 2019" pela National Geographic Travel. Foi também nomeado como um dos "Últimos Lugares Selvagens" pela National Geographic Society, fazendo assim parte de um grupo restrito de grandes áreas selvagens remanescentes do mundo.

    Mas trazer a vida selvagem de volta à Gorongosa é apenas parte do trabalho que o Parque está a fazer. O Parque também está a ajudar as pessoas que vivem nas comunidades vizinhas, como é comprovado pela resposta do Parque ao Ciclone Idai. Até hoje, o Parque já entregou mais de 400 toneladas de alimentos para 80 mil pessoas da região, demonstrando que é “um Parque para o Povo”.

    Neste belo filme novo, Dominique Gonçalves, uma ecologista moçambicana que dirige o projecto de ecologia de elefantes da Gorongosa, partilha as muitas formas com que a Gorongosa está a redefinir a identidade e o propósito deste parque nacional Moçambicano. Através do seu próprio trabalho, mitigando o conflito entre humanos e elefantes; dos clubes comunitários e dos programas escolares que capacitam as meninas para evitar o casamento adolescente e a gravidez precoce; das clínicas de saúde e da formação sobre nutrição para mulheres grávidas e famílias; a Dominique leva os espectadores numa jornada de abertura de olhos que vai transformar a nossa compreensão do que um parque nacional pode ser.

    O compromisso das mulheres extraordinárias que dirigem estes programas – e a resiliência das mães e raparigas que são beneficiadas por eles – criam uma história inspiradora de força e esperança. Como explica Dominique, apenas este círculo virtuoso de conservação cuidadosa e desenvolvimento comunitário pode garantir um futuro positivo. Esta é uma história de esperança: esperança de que a vida selvagem e as áreas protegidas de Moçambique possam coexistir e sobreviver ao lado dos seus vizinhos humanos. De facto, isso mostrará que ambos dependem uns dos outros para sobreviver e prosperar. O cineasta premiado e ex-director / produtor da National Geographic Television, James Byrne, diz: “As pessoas precisam ter esperança para se motivar para agir. Mas histórias de conservação que nos transmitam esperança são difíceis de encontrar nos dias de hoje. A Gorongosa é uma rara excepção. Embora enfrente muitos dos mesmos desafios que outras áreas protegidas na África, é um modelo para possíveis soluções. A história da Gorongosa pede-nos para considerarmos o que precisa de ser feito para salvar os lugares selvagens da África. E se as equipas de desenvolvimento e de conservação unissem forças e conseguissem uma “meta dupla” – dar às pessoas uma vida melhor e salvar a preciosa herança natural de África? E se as comunidades locais recebessem benefícios suficientes de uma área protegida e começassem a percebê-la como um lugar que é verdadeiramente deles, que fornece benefícios reais e tangíveis, que são essenciais para as suas vidas e futuros? E se agíssemos no conhecimento de que educar as raparigas e empregar mais mulheres é a chave para tirar as pessoas da pobreza e salvar as terras selvagens da África para as próximas gerações? Esperamos que o filme ajude a desencadear uma conversa sobre a vida selvagem e o futuro dos parques nacionais em Moçambique e noutros países da África.”

    Este filme inspirador coloca a população local, especialmente mulheres e raparigas, na frente e no centro na luta para salvar a sua herança natural e salvaguardar o seu futuro. A narradora do filme, Dominique Gonçalves, é uma bióloga de conservação Moçambicana nascida na Beira. Depois de completar o ensino médio, estudou Ecologia e Conservação de Biologia Terrestre na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Ela formou-se em 2014 e trabalhou com a Universidade Eduardo Mondlane e o Centro de Resiliência de Estocolmo num projecto: ESPAÇOS (Alívio da Pobreza Sustentável dos Serviços Ecossistémicos Costeiros) no norte de Moçambique. O trabalho e a experiência com as comunidades no norte de Moçambique ajudaram a desenvolver os seus interesses nos sistemas ecológicos sociais e inspiraram-na a obter o Mestrado em Biologia da Conservação no Instituto Durrell de Conservação e Ecologia (DICE) da Universidade de Kent (Inglaterra).

    Dominique está agora focada na conservação de elefantes no Parque Nacional da Gorongosa. Actualmente, ela actua como Gestora do Projecto de Ecologia de Elefantes, onde investiga o movimento de elefantes e sua expansão em relação ao uso do habitat e ao Conflito entre Humanos e Elefantes (CHE). Trabalhando com comunidades, fiscais e colegas da área de desenvolvimento sustentável, Dominique espera construir a coexistência entre as comunidades e a vida selvagem em toda a "zona tampão " ao redor do Parque. Além disso, Dominique trabalha em estreita colaboração com os programas dos Clubes de Raparigas do Parque; ela é uma defensora apaixonada da educação de raparigas para evitar o casamento precoce e ajudá-las a ter uma vida repleta de oportunidades.

    A música do filme foi composta por Tiago Correia-Paulo, de Maputo, ex-membro da conhecida banda 340 ml. Actualmente a viver em Joanesburgo, ele possui um estúdio onde trabalha e produz para outros artistas, além de trabalhar em bandas sonoras para filmes e paisagens acústicas para uma ampla gama de projectos.

  • Desde 2015 foram formados mais de 650.000 moçambicanos

    O vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Oswaldo Petersburgo, instou, recentemente, aos centros de formação profissional públicos e privados a apostarem continuamente na qualidade, para que estejam alinhados às necessidades do mercado.

    Para Oswaldo Petersburgo, os centros de formação profissional devem assegurar, também, que os formandos estejam capacitados e habilitados para tirar proveito das oportunidades de trabalho e emprego, contribuindo, assim, nos esforços para a melhoria da produção e produtividade.

    “A busca pela qualidade é um exercício permanente, e, por isso, exige de nós a capacidade de nos reiventarmos para encontrarmos as abordagens mais apropriadas e tornar a formação profissional cada vez mais relevante”, disse o vice-ministro, que falava na cerimónia de abertura do II Conselho Pedagógico e Consultivo do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), na cidade de Maputo.

    Na ocasião, Oswaldo Petersburgo referiu que, no âmbito das iniciativas do Governo com vista à promoção do emprego, através da abertura de centros de formação em diferentes províncias, complementadas com os esforços do sector privado, o País formou, de 2015 até Março do presente ano, mais de 650 mil cidadãos, maioritariamente jovens, “que vão sendo absorvidos pelo mercado de trabalho, como trabalhadores por conta própria ou de outrem”.

    No mesmo período, foram realizados aproximadamente 23 mil estágios pré-profissionais, e abertos novos centros de formação profissional em Quelimane (Zambézia), Chongoene (Gaza), Pemba e Balama (Cabo Delgado), estando prevista para este ano a entrada em funcionamento dos centros de Cuamba (Niassa) e Catembe (Cidade de Maputo) Namanhumbir (Cabo Delgado).

    Através destas acções, acrescentou Oswaldo Petersburgo, “queremos que os nossos formandos sejam os mais procurados pelo sector privado. Aliás, temos estado a testemunhar, com agrado, o facto de as multinacionais que operam no nosso País estarem, insistentemente, a procurar os nossos centros de formação profissional nas diversas províncias, com destaque para Cabo Delgado, Tete e Maputo”.

    Por seu turno, o director-geral do IFPELAC, Anastácio Chembeze, revelou que, até o primeiro trimestre do ano em curso, a instituição que dirige já tinha cumprido 94% das metas definidas para o presente quinquénio, no que à formação profissional diz respeito. “Temos fé e acreditamos que vamos conseguir ultrapassar aquilo que foi definido”.

    FOTO: Oswaldo Petersburgo

  • Standard Bank em destaque na cimeira empresarial África-Estados Unidos da América

    África na iminência do "boom" do Gás Natural Liquifeito (LNG) e a promoção da industrialização no sector de bens de consumo, constituem os temas sobre os quais o Standard Bank se vai debruçar, durante a cimeira empresarial África-Estados Unidos, a realizar-se, de 18 a 21 de Junho, em Maputo, sob o lema "Reforçar uma parceria resiliente e sustentável".

    O primeiro painel será debatido por Paul Eardley-Taylor, director de Petróleo e Gás para a África Subsaariana do Standard Bank, enquanto o segundo vai contar com a participação do administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha.

    O director de Petróleo e Gás para a África Subsaariana do Standard Bank discutirá o projecto de Gás Natural Liquefeito de classe mundial que está a ser desenvolvido no continente africano, assim como as tecnologias que estão a ser implantadas para levar o gás ao mercado mais rapidamente e os benefícios para os países africanos. Trata-se de um empreendimento que oferece uma oportunidade real para os países se transformarem em nações mais ricas e grandes exportadores globais de LNG.

    Já o segundo painel vai destacar as estratégias das empresas para aproveitar o potencial do sector, recapturar e superar o "boom" dos últimos anos, oferecer produtos que atendam às demandas locais, aumentar a industrialização e destacar como lidam com factores que impedem o crescimento, uma vez que a população do continente duplicará aproximadamente de 1,1 bilião de pessoas para 2 biliões até 2030. A população jovem e em idade activa do continente está a impulsionar esse crescimento, com uma média de 2,7% a cada ano, mais que o dobro da América Latina e Sudeste Asiático.

    Organizado pelo Conselho Empresarial para África (CCA), o evento vai reflectir sobre as estratégias, visão e iniciativas para impulsionar o aumento do volume de negócios e investimentos.

    Trata-se de uma plataforma para discussões entre empresas e peritos norte-americanos e africanos em boas práticas nos domínios de agronegócio, saúde, energia, infraestruturas, tecnologias de informação e da comunicação e de finanças.

    Para além do Presidente da República, Filipe Nyusi, a cimeira contará com a participação de mais de mil delegados, entre chefes de Estado (do Quénia, Malawi, Zâmbia, Suazilândia, Ruanda, Namíbia e Botswana), líderes empresariais, investidores internacionais, responsáveis governamentais e parceiros multilaterais.

    Importa salientar que a realização desta cimeira, no País, constitui uma oportunidade ímpar para a promoção da imagem de Moçambique como destino seguro e preferencial de investimento, bem como a promoção de parcerias público-privadas e o empresariado nacional, em particular as pequenas e médias empresas.

  • Standard Bank alivia sofrimento das vítimas do ciclone Idai

    No âmbito das acções de apoio às vítimas do ciclone Idai, que assolou a zona Centro do País no dia 14 de Março, o Standard Bank procedeu, na terça-feira, 11 de Junho, à entrega de donativos à organização humanitária Visão Mundial Moçambique, que, por sua vez, deverá fazê-los chegar aos necessitados.

    Constituídos por bens alimentares não perecíveis, vestuário, calçado, material escolar, redes mosquiteiras, lençóis, cobertores, produtos de higiene e de limpeza, entre outros, os donativos resultam de contribuições de colaboradores, clientes e outras pessoas de boa fé, em resposta a uma campanha lançada pelo banco.

    Intervindo na cerimónia de entrega, o director de Marketing e Comunicação do Standard Bank, Alfredo Mucavela, explicou que o banco, para além de ter prestado um apoio aos afectados imediatamente após a ocorrência do ciclone, entendeu que o cenário de destruição causado pelo Idai requeria uma resposta mais robusta.

    “Tratou-se do pior ciclone de que há memória, pelo menos na região Austral de África, cujo impacto deixou milhares de pessoas desalojadas, sem o que comer, para além de terem perdido todos os seus bens, o que levou o Governo a declarar luto nacional e um estado de emergência. Face à situação, o Standard Bank sentiu-se na obrigação de se juntar ao movimento de apoio aos afectados”, disse Alfredo Mucavela.

    Na ocasião, o director de Marketing e Comunicação do Standard Bank referiu que, como acções imediatas, o banco enviou, na altura, um contentor para a cidade da Beira contendo medicamentos, purificadores de água, repelentes, redes mosquiteiras, lençóis, cobertores, insecticidas, detergentes e diversos produtos alimentares.

    Por seu turno, o director nacional da Visão Mundial Moçambique, Wagner Herrman, considerou que o gesto do Standard Bank representa o seu compromisso de contribuir no processo de assistência humanitária às vítimas.

    “É um gesto significante, que vai ajudar nas acções que estão a ser levadas a cabo nas zonas afectadas. As dificuldades e as necessidades ainda persistem, e é de louvar quando diferentes segmentos da sociedade prestam este tipo de apoio”, afirmou o director nacional da Visão Mundial Moçambique.

    Num outro desenvolvimento, Wagner Herrman garantiu que as equipas multissectoriais que estão no terreno têm envidado esforços no sentido de assegurar que, no mínimo, os afectados tenham condições para refazerem as suas vidas.

    “Juntos (Governo, sociedade civil, organizações humanitárias, entre outros intervenientes) vamos continuar a servir e a trabalhar para trazer de volta o que antes existia nas áreas afectadas”, sublinhou Wagner Herrman.

  • Técnica Industrial conquista representação exclusiva da JEEP


    A Técnica Industrial chega ao segmento de luxo com a representação da marca Jeep e o negócio com o Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) prevê investimento de dois milhões de dólares. A oferta da empresa passa a responder às necessidades de todo o tipo de cliente já que o portfólio vai dos ligeiros aos SUV, passando pelas viaturas comerciais, pick ups e camiões.

    A Técnica Industrial é, a partir de agora, a representante oficial e exclusiva da icónica marca norte-americana Jeep em Moçambique. Uma marca especializada nos vários segmentos SUV, onde se destacam os modelos Renegade, Compass, Cherokee, Wrangler e Grand Cherokee. A empresa assume, assim, todo o portfólio da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) no País.

    Com esta conquista, a Técnica Industrial complementa a sua gama de marcas representadas, com soluções para qualquer necessidade dos seus clientes, desde os ligeiros até aos SUV, passando pelas viaturas comerciais, pick upse camiões, através das suas marcas representadas Jeep, Alfa Romeo, Fiat, Fiat Professional, Mitsubishi e FUSO.

    Este projecto, avaliado em mais de dois milhões de dólares, inclui a construção, em Maputo, de um novo standde vendas e uma oficina completa para a Jeep e restantes marcas do Grupo FCA, com standardsmundiais e com uma equipa de excelência dedicada, com abertura prevista para breve.

    Para Frederico Jonet, administrador da Técnica Industrial, "este feito é o resultado da estratégia seguida pela empresa, assente em pilares como o foco no cliente e no desenho de soluções à medida, numa equipa de excelência, com uma rede própria de concessionários de cobertura nacional, gestão profissional e de qualidade, e responsabilidade social”. Aliás, a conquista da JEEP marca uma nova página na história da empresa e do Grupo JFS.

    A Técnica Industrial detém concessionários em cidades como Maputo, Beira, Tete, Nampula, Pemba e Cuamba.

    Actualmente, conta com 250 trabalhadores a nível nacional, sendo a empresa uma referência inquestionável do sector automóvel nacional e mesmo regional: ocupa uma posição sólida no Top 100 KPMG das maiores empresas do País; é a única empresa do ramo certificada ISO:9001/2015 eMade in Mozambique; em 2014 e 2015, foi distinguida com o prémio de melhor ‘Distribuidor da Mitsubishi na região Southern Africa’; em 2016 foi premiada com o galardão de melhor ‘Distribuidor Fuso’, também na região Southern Africa;alcançou em 2018 a proeza de mais unidades Fiat Fullback (pick up) vendidas da região de Africa Austral, incluindo a própria África do Sul.

    CAIXA

    A Técnica Industrial e o Grupo JFS

    A Técnica Industrial é detida pelo Grupo João Ferreira dos Santos (JFS), um dos mais emblemáticos projectos empresariais de Moçambique. Fundado em 1897, perfaz agora 122 anos de história ininterrupta no país. O negócio automóvel chega ao Grupo no início do séc. XX para satisfazer as necessidades agrícolas, industriais e comerciais que o Grupo desenvolvia nas províncias do Norte. Essa actividade foi-se expandindo, tendo-se profissionalizado e destacado com a criação, em 1958, da empresa Técnica Industrial SA, que passou a assumir desde então todo o negócio de automóvel e representação de marcas.

    In revista Mozbusiness

  • Cimeira Empresarial EUA-ÁFRICA com Moçambique no centro das atenções

    Moçambique vai acolher, pela primeira vez, a Cimeira Empresarial Estados Unidos da América-África. O evento vai decorrer de 18 a 21 de Junho deste ano e pretende juntar cerca de dois mil empresários norte-americanos e africanos, entre os quais 1.500 CEO’s.

    Moçambique foi seleccionado em 2018 para acolher a ‘XII Cimeira de Negócios Estados Unidos da América – África 2019’, após várias rondas de selecção entre os países africanos que se candidataram a acolher este grande evento.

    A Cimeira constitui em si uma grande oportunidade para o País divulgar as suas potencialidades e promover parcerias de negócios e de investimentos entre os sectores privados dos EUA, da África e do Sistema Económico Global.

    O evento irá decorrer de 18 a21 de Junho em Maputo, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, e contará com o Governo de Moçambique, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e o Corporate Council on Africa (CCA) como seus organizadores.

    Esta será uma cimeira de alto nível, no qual participarão chefes de Estado e de Governo africanos e altos executivos das corporações americanas e africanas que operam nos sectores do Oil & Gas, Agronegócios, Indústria Extractiva, Construção e Infraestruturas, Turismo, Área Financeira, Telecomunicações e Tecnologias de Comunicação e Informação.

    Nesta Cimeira, prevê-se a realização de conferências de investimentos, nas quais as empresas irão poder apresentar os seus projectos às entidades financeiras, e haverá ainda uma feira de negócios para exposição de diversos produtos e serviços. Por outro lado, irão estar disponíveis também diversos painéis de discussão sobre questões de desenvolvimento e sustentabilidade das empresas, bem como espaços de gastronomia e turismo.

    Prevê-se a participação de investidores, instituições financeiras, parceiros de cooperação, instituições multilaterais e chefes de Estado e de Governo, a nível nacional e internacional.

    A confiança do ‘Corporate Council on Africa’ no nosso País

    O anúncio da Cimeira foi feito, há alguns meses, pela presidente do Conselho Executivo da Corporate Council on Africa, Florizelee Liser, após uma audiência concedida pelo presidente da República, Filipe Nyusi.

    Florizelee revelou então que dois aspectos fundamentais haviam pesado nos pratos da balança para a eleição de Moçambique como anfitrião do evento, sendo que um prende-se com o dinamismo do Presidente da República e das relações entre os Estados Unidos e Moçambique e outro com a potencialidade de ambos os países incrementarem as suas trocas comerciais.

    “Como estarão aqui presidentes de conselhos de administração e de conselhos executivos de grandes empresas dos Estados Unidos da América e de África, esperamos que os mesmos possam interagir, potenciando oportunidades. Sabemos também que duas grandes empresas americanas já estão em Moçambique e que contribuíram para a descoberta de importantes recursos de gás natural, estamos a falar da Anadarko e da ExxonMobil. Portanto, isso é um aspecto que oferece uma óptima oportunidade para se fazer negócio aqui em Moçambique”, revelou Liser.

    País posiciona-se na geometria empresarial

    A XII Cimeira Empresarial dos Estados Unidos da América e do continente africano conta vir a registar mais de dois mil empresários como participantes, entre os quais 1.500 CEO’s.

    A expectativa é enorme. O Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, referiu que a Cimeira vai colocar Moçambique no centro das atenções do mundo em matéria de negócios e destacou a melhoria do ambiente macroeconómico como pedra de toque para a atracção de investimento.

    O PM frisou ainda que a Cimeira em causa constitui uma oportunidade para Moçambique promover a sua imagem como destino seguro e preferencial de investimento, bem como para expor o seu potencial e estimular as parcerias público-privadas.

    Por seu turno, Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pretende fazer do evento uma oportunidade para alargar o leque de produtos comercializados no mercado internacional. Aliás, e a esse propósito, pretende-se promover investimentos que acrescentem valor aos produtos nacionais com destaque para o agro-processamento.

    In revista ‘Mozbusiness’, da Câmara de Comércio Moçambique-EUA

    Inscrição na Cimeira

    O empresariado nacional e internacional que queira participar nesta Cimeira poderá fazê-lo através da inscrição no seguinte link:

    https://www.ndmoz.com/acreditacao/index.php?q=env&id=26&lng=en.

  • Maratona Hacka4Moz: Jovens desenvolvem soluções para os desafios que a sociedade enfrenta

    Mais de cinquenta jovens provenientes de todo o País participaram, recentemente, numa maratona tecnológica com vista ao desenvolvimento de soluções para os desafios que a sociedade enfrenta. A iniciativa, promovida pelo Ministério dos Transportes e Comunicações, através do Programa de Desenvolvimento Espacial, contou com a parceria tecnológica da Moçambique Telecom SA (Tmcel) e apoio técnico do Banco Mundial.
    Denominada Hack4Moz, a iniciativa juntou desenvolvedores de software, gráficos, técnicos de marketing, entre outros profissionais e entusiastas, que durante três dias usaram a sua criatividade, para criar soluções de alto impacto no País.
    Intervindo na cerimónia de abertura, a directora executiva comercial da Moçambique Telecom, Márcia Fenita, realçou a importância da iniciativa no envolvimento dos jovens e da tecnologia no desenvolvimento de soluções tecnológicas, para os problemas que apoquentam a sociedade.
    “Todos estamos cientes da importância que as tecnologias de informação e comunicação desempenham no desenvolvimento da economia do País. Por isso, esperamos que esta iniciativa (Hack4Moz) sirva de plataforma para que os jovens apresentem propostas tecnológicas representantivas da forja de novos talentos do nosso País (os jovens), cuja criatividade deve ser por nós estimulada”, disse Márcia Fenita.
    Na ocasião, a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, referiu que, através do Hack4Moz, o Governo espera que os participantes tragam soluções concretas para diversos problemas sociais, principalmente no sector dos transportes.
    “Promovemos esta maratona porque acreditamos que a melhoria e acessibilidade aos serviços básicos passam por colocarmos a tecnologia ao serviço do desenvolvimento. Observamos, com satisfação, o engajamento e interesse de todos os jovens presentes, cientes de que envidarão todos os esforços necessários para encontrarem soluções para os diferentes desafios propostos através da tecnologia”, sublinhou Manuela Rebelo.
    A governante reafirmou, ainda, o compromisso do Governo em continuar a apoiar a inovação tecnológica no País, tendo exortado aos jovens a tomarem a dianteira na busca de soluções dos diversos problemas sociais, tais como os ligados à mobilidade, racionalização e acessibilidade dos serviços de transporte nos centros urbanos (e não só).
    “A inovação é o motor do crescimento. Quanto mais inovações fizermos no nosso País, mais próximos do desenvolvimento estaremos”, acentuou.
    Importa realçar que, durante a maratona, foram realizados eventos paralelos, nomeadamente debates, master classes, networkings e meet-ups, que contaram com a presença de diversos especialistas e mentores.

    FOTO: Manuela Rebelo, vice-ministra dos Transportes e Comunicações

  • Banco Industrial e Comercial da China investe em Moçambique quatro biliões de dólares

    A parceria entre o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) e o Standard Bank, existente desde 2008, já resultou no financiamento conjunto de mais de quatro biliões de dólares norte-americanos em projectos económicos nos sectores de telecomunicações, agricultura, turismo, entre outros continente africano, incluindo Moçambique.

    Esta informação foi dada a conhecer pelo administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, à margem do workshop, promovido, recentemente, em Maputo, por esta instituição bancária, sob o lema “Elevando a parceria China-África a novos patamares”.

    O encontro, que envolveu empresários chineses e moçambicanos, enquadra-se na visita da comitiva do ICBC, liderada por Hu Hao, vice-presidente deste banco chinês a Moçambique, para estabelecer contactos com o Standard Bank, empresários chineses e líderes de 20 empresas nacionais estratégicas entre as quais a Electricidade de Moçambique (EDM), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

    O ICBC e o Standard Bank, conforme indicou Chuma Nwokocha têm representações em mais de 40 países no mundo, incluindo o continente africano: “São poucos os bancos no mundo com esta cobertura territorial e em produtos e serviços. O ICBC tem mais de 16 mil balcões, sendo que em África este banco realiza as suas transacções, através do Standard Bank”, frisou.

    O Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) detém 20 por cento do Grupo Standard Bank, uma parceria que torna o investimento chinês em Moçambique mais cómodo e fácil, dada à experiência de ambas as instituições.

    Para Chuma Nwokocha, a parceria com o ICBC vai alavancar ainda mais a contribuição do Standard Bank no desenvolvimento de Moçambique, onde tem estado a financiar muitos projectos de desenvolvimento. No sector do petróleo e gás, os dois bancos investiram, aproximadamente, 8 biliões de dólares norte-americanos na construção da Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), em Palma, na província de Cabo Delgado.

    “Sabemos que a China é um dos maiores financiadores de projectos em Moçambique e, deste modo, o Standard Bank está melhor posicionado, através da sua capacidade, expertise e conhecimento profundo do mercado, para trazer o potencial do ICBC a Moçambique”, indicou o administrador delegado, destacando que muitos empresários chineses em Moçambique têm uma relação com o ICBC, sendo que o Standard Bank representa a continuação desse relacionamento.

    De acordo com o executivo sénior e vice-presidente do ICBC, Dr. Hu Hao, “nos últimos anos, os países têm aprofundado as relações em várias vertentes e inúmeros sectores. Em 2018, a China passou a ser o principal investidor em Moçambique com um investimento acumulado de mais de 7 biliões de dólares norte-americanos nos sectores de infraestrutura, agricultura, telecomunicações, mineração, entre outros. O número de empresas chinesas interessadas em investir em Moçambique aumentou significativamente”.

    Para o executivo sénior e vice-presidente do ICBC este investimento requer serviços financeiros de qualidade, sendo que o ICBC oferece uma vasta gama de produtos e serviços financeiros a mais de 7 milhões de clientes corporativos e 600 milhões clientes particulares.

    Por sua vez, o embaixador em Moçambique da República Popular da China, Su Jian, disse, na ocasião, que “na Câmara de Comércio há mais de 50 empresas chinesas registadas, e muitas outras Pequenas e Médias Empresas estão a desenvolver a cooperação em vários domínios”, destacou.

    O diplomata referiu ter constatado com satisfação que o Standard Bank está a oferecer garantias sólidas e serviços qualificados às empresas chinesas no desenvolvimento dos seus investimentos e negócios.

    FOTO: Su Jian