Categoria: Moçambique

  • Sola David-Bhora: “Compete à banca desempenhar um papel directo e prático na realização do potencial das PME “

    O desenvolvimento de um conjunto de acções apropriadas para o crescimento das Pequenas e Médias Empresas (PME), capazes de apoiar o crescimento com base nas exportações, requer uma combinação entre o investimento do sector privado e a transferência de competências.

    Esta constatação foi feita pela administradora executiva para a região africana do Grupo Standard Bank, Sola David-Bhora, ao se debruçar sobre a importância de apoiar as PME e melhorar o acesso ao financiamento.

    “As PME constituem a força motriz para a criação de postos de emprego e para o desenvolvimento económico local. Elas fornecem a maior parte dos bens e serviços essenciais para as comunidades”, segundo sustentou.

    O financiamento para as PME, conforme realçou Sola David-Bhora, constitui um desafio para muitas instituições financeiras, devido à falta de informação que torna o acesso e a provisão de serviços a este sector difícil e oneroso.

    A administradora executiva para a região africana do Grupo Standard Bank ressalvou que a esperança ainda não está perdida, neste contexto, pois existem formas para contornar a situação, uma vez que a tecnologia permite o estabelecimento de meios de financiamento, como por exemplo, os novos modelos de negócio baseados em análises de dados avançados, o financiamento da cadeia de fornecimento e comércio electrónico e outras inovações, que podem oferecer soluções.

    “A introdução de fontes não tradicionais de capital de longo prazo e a capacitação dos financiadores das PME são apenas algumas das formas através das quais se pode garantir o financiamento”, frisou.

    Prosseguindo, Sola David-Bhora referiu que os bancos desempenham um papel directo e prático na realização do potencial das PME para o crescimento inclusivo, especialmente para os jovens, fornecendo plataformas que habilitem as PME a aceder ao capital, gerir transações e negociar, tanto a nível local como global.

    Num outro desenvolvimento, a administradora executiva para a região africana do Grupo Standard Bank defendeu o restabelecimento da estabilidade macroeconómica, através da mistura equilibrada de políticas fiscal e monetária como uma prioridade para o crescimento do sector privado.

    “As reformas para fortalecer a concorrência, o ambiente de negócios e as habilidades também são essenciais para a resiliência das empresas, dada à abertura de Moçambique e a sua exposição ao ciclo de produtos”, afirmou.

    Na sua opinião, o comércio regional entre as economias em rápida diversificação vai criar oportunidades para o crescimento inclusivo. No entanto, segundo ressalvou, ainda há muito por fazer em relação à remoção dos obstáculos legislativos, físicos e da ausência de infraestruturas que inibem o comércio transfronteiriço e regional em África.

    “O crescimento noutras regiões com alto desempenho económico no mundo, especialmente na Ásia, tem sido caracterizado por altos níveis de comércio transfronteiriço e regional. Este tem sido um dos principais impulsionadores das PME e da formação de competências, criação de emprego para jovens”, sustentou.

    Neste âmbito, segundo indicou, o Standard Bank trabalha para conectar os mercados em África, fornecer especialização e consolidar relações para ajudar os clientes a negociar ambientes financeiros e regulatórios transfronteiriços complexos.

    “Equipas locais e pesquisas aprofundadas impulsionam a compreensão profunda do Standard Bank sobre a dinâmica do mercado em países com economias em rápido desenvolvimento. Esta especialização permite ao banco criar oportunidades para os clientes encontrarem-se, estabelecerem redes e relacionamentos mutuamente benéficos”, concluiu.

    Estes pronunciamentos, da administradora executiva para a região africana do Grupo Standard Bank, foram feitos no decurso da terceira edição da Cimeira Financial Times em Moçambique, realizada, recentemente, em Maputo.

  • Ethiopian Airlines vai cobrir 8 pontos domésticos em Moçambique

    A Ethiopian Mozambique Airlines, uma nova companhia aérea estabelecida em parceria com a Ethiopian Airlines, deverá iniciar voos em 1 de dezembro de 2018. A nova companhia aérea servirá 8 pontos domésticos em Moçambique incluindo a capital Maputo, Nampula, Tete, Pemba, Beira, Nacala, Quelimane e Chimoio.

    O lançamento da transportadora em parceria com a Ethiopian Airlines irá promover uma necessária e melhor conectividade aérea em Moçambique, de e para Moçambique, aumentando assim a quota de transportadoras africanas indígenas no mercado de transporte aéreo do continente.

    Em relação ao lançamento deste serviço, Tewolde Gebremariam, GCEO da Ethiopian Airlines Group, disse:
    “O lançamento da Ethiopian Mozambique Airlines faz parte da nossa Visão estratégica 2025 de múltiplos hubs em África, de aumentar a conectividade aérea em nosso vasto continente para apoiar suas transformações socioeconômicas. Graças aos voos da Etiópia em Moçambique, o público viajante em Moçambique, funcionários do governo, turistas, investidores e empresários desfrutarão de conectividade aérea segura, confiável, acessível e conveniente.

    A Ethiopian está a fazer grandes investimentos no lançamento desta nova companhia aérea Africana, mas está confiante de que, com uma abordagem orientada para o mercado e para o cliente, a Ethiopian Mozambique terá sucesso nos seus objetivos e assumirá o seu lugar no panorama de aviação do continente com o forte apoio do Grupo.

    No século XXI, enquanto regiões do mundo todo estão forjando uma forte cooperação para alavancar seus recursos e ganhar mercado global, os africanos precisam aprofundar sua integração desenvolvendo comércio, turismo e investimentos transfronteiriços que permitam ao continente manter sua participação justa no mercado. A Ethiopian Mozambique é um exemplo onde os africanos estão se unindo para estabelecer uma companhia aérea que apoiará o desenvolvimento econômico e permitirá que o continente ganhe uma fatia melhor do mercado de viagens de e para dentro de África que atualmente é fortemente dominada por transportadoras não africanas.

    Quero agradecer ao Governo de Moçambique pela sua decisão visionária e políticas que permitiram o início das atividades da Ethiopian Mozambique.”

    O Presidente (CEO) da Ethiopian Mozambique Airlines, Sr. Redi Yesuf, disse: “Estamos muito felizes por lançar a Ethiopian Mozambique, o Novo Espírito de Moçambique. Os voos permitirão uma melhor conectividade aérea para mais de uma dúzia de cidades em Moçambique. Iremos gradualmente introduzir três hubs no norte, sul e centro de Moçambique, oferecendo conectividade inigualável para o público viajante. A Ethiopian Mozambique criará empregos diretos e indiretos para muitos moçambicanos e apoiará a transformação socioeconômica do país. Moçambique é geograficamente um país muito extenso e merece fortes opções de conectividade de voo como alternativa ao transporte de superfície. Quero agradecer a todos os meus colegas da Ethiopian por todos os esforços e trabalho feito para tornar este dia possível. ”

    Além de ajudar a estabelecer a Ethiopian Mozambique Airlines, A Ethiopian Airlines Group criou diferentes centros de distribuição em todo o continente através de parcerias estratégicas com outras operadoras. Atualmente, a Ethiopian opera Hubs em Lomé (Togo) com a ASKY Airlines, Malawian em Lilongwe (Malawi), Tchadia em N’djamena (Tchad) e Ceiba em Malabo (Guiné Equatorial).

  • Pesquisadores debatem nutrição

    O III Congresso Nacional de Nutrição e Encontro de Nutricionistas foi marcado, nesta quinta-feira, 22 de Novembro, por apresentações de diversas temáticas relacionadas com nutrição, como forma de, em conjunto, debater políticas nutricionais para ultrapassar diversas dificuldades sociais, relacionadas com a desnutrição crónica, dificuldade de acesso, por parte de muitas comunidades, aos alimentos e alimentos saudáveis.

    Lucinda Manjana, do Ministério da Saúde (MISAU), ao apresentar o tema “Implementação do Programa de Reabilitação Nutricional”, fez uma viagem aos factores legais e sociais ligados à nutrição para, de certa forma, problematiza-los, propondo soluções sustentáveis como forma de ultrapassar este problema que continua dizimando muitos cidadãos ao nível nacional.

    Por outro lado, Carla Domingues, da Agha Khan, apresentou dados sobre os diferentes níveis sociais relativos à nutrição, olhando para a comunidade como seu foco. Em seguida, baseando-se no seu tema “Projecto de Nutrição baseado na comunidade”, defendeu ser necessário que políticas e respectivos actores estejam cada vez mais envolvidos na resolução desses problemas.

    Num dia em que foram feitas treze apresentações, resultantes de pesquisas, houve espaço para discussão em torno das práticas de alimentação infantil, assim como das Estratégias de alimentação saudável e questões ligadas à segurança nutricional, olhando para os refugiados em Moçambique.

    O Congresso, a encerrar hoje, terá como última actividade o encontro nacional de Nutricionistas.

  • Empresários de Anhui reúnem-se em Maputo com congéneres de Moçambique

    Empresários da China e de Moçambique reuniram-se em Maputo para intensificar a cooperação comercial bilateral, particularmente em projectos de engenharia, de construção civil e na agricultura, escreveu a agência noticiosa Xinhua.

    A delegação chinesa, que era chefiada pelo vice-governador da província de Anhui, Zhou Xi’an, deslocou-se a Maputo no âmbito do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) para fortalecer o relacionamento em diversos sectores da actividade económica, bem como com o governo local.

    Ao receber a delegação, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, disse que de 2013 a 2018 foram aprovados 148 projectos com investimento directo chinês estimado em 751 milhões de dólares, fazendo da China o maior investidor e parceiro económico de Moçambique.

    Mesquita disse ainda aos membros da delegação que o governo de que faz parte está a proceder a reformas legislativas no sentido de melhorar o ambiente de negócios, reduzindo a burocracia e simplificando procedimentos.

    “O investimento efectuado por empresas da China em Moçambique nos últimos cinco anos permitiu a criação de 20 mil postos de trabalho”, concluiu Mesquita, segundo a agência noticiosa. (Macauhub)

  • “Indústrias Criativas”: Lançada iniciativa para fomentar o empreendedorismo e a criação de startups inov adoras e sustentáveis

    O Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), em parceria com o Gabinete para o Fomento Económico Moçambique-Alemanha (AHK) e a Embaixada da República Federal da Alemanha, lançaram, na última quarta-feira, 21 de Novembro, na Incubadora de Negócios do Standard Bank, uma iniciativa que visa o fomento do empreendedorismo e a criação de startups inovadoras e sustentáveis.

    Denominada “Indústrias Criativas”, a iniciativa, que conta com o apoio do Standard Bank, IdeiaLab e MozDevz, vai juntar, na mesma plataforma, jovens da indústria criativa e que lidam com tecnologias de informação e comunicação (TIC) para que, em conjunto, desenvolvam ideias de negócio com base digital no ramo das indústrias culturais e criativas.

    Através desta iniciativa, o CCMA, AHK e parceiros pretendem promover uma cooperação entre os jovens moçambicanos, levando-os a desenvolverem ideias inovadoras e criativas que possam aliar a cultura às ferramentas digitais, de modo a gerar visibilidade, impacto e maior dinâmica no movimento cultural nacional.

    Para o efeito, foram convidados vários jovens a fazerem parte da iniciativa, financiada pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). Os participantes serão desafiados a criar ou a desenvolver aplicativos para facilitar a realização de eventos sócioculturais e turísticos nas comunidades, venda de obras de arte e artesanato, promoção da literatura moçambicana, entre outros.

    O embaixador da República Federal da Alemanha, Detlev Wolter, explicou, na ocasião, que “este projecto, avaliado em cerca de 20 mil euros, foi concebido para dinamizar as indústrias criativas, dadas as oportunidades de emprego e renda que estas oferecem aos jovens”. Entretanto, apesar do potencial que o País possui na área, os jovens criativos, público-alvo do projecto, ainda enfrentam grandes desafios e dificuldades no mercado.

    “O dilema é que é difícil produzir arte e ao mesmo tempo ter acesso ao mercado. Ou seja, o jovem criador não tem a capacidade de produzir e, ao mesmo tempo, estudar o mercado, colocar o preço justo, procurar clientes, vender, fazer parcerias, etc”, enfatizou o diplomata, acrescentando que o projecto foi desenhado para dar resposta a estas questões, criando oportunidades para que haja encontros e sinergias entre os jovens talentosos e aqueles que os procuram.

    Por seu turno, o representante do Standard Bank, Pedro Magaia, considerou que “este projecto, associado à experiência da Incubadora de Negócios, vai potenciar o empreendedorismo, em particular na área das indústrias culturais, capacitando e transmitindo aos jovens ferramentas para criarem negócios, assim como ajudando-os na fase inicial, que é a mais crítica”.

    Já a representante da IdeiaLab, Tatiana Pereira, louvou a iniciativa, que, na sua opinião, se afigura como uma alavanca de que as indústrias criativas há muito precisavam.

    “Temos, em Moçambique, uma representatividade cultural tão forte e bonita, e esta iniciativa vai contribuir para o fortalecimento das indústrias criativas e posicioná-las no mercado local e mundial”, afirmou Tatiana Pereira.

    FOTO: Tatiana Pereira

  • Active Fund: Mais de US $18.65 Milhões desembolsados este Novembro para financiar PME´s moçambicanas

    No âmbito do Fundo de Financiamento às PME´s, uma iniciativa da CTA em parceria com Active Capital, duas empresas moçambicanas, uma do sector de agro-indústria e outra da indústria de embalagens, recebem este mês de Novembro financiamento no valor de US $18.65 Milhões. Desde que o Fundo foi lançado em Abril deste ano, já foram desembolsados mais de US $50 Milhões para financiar projectos de PME´s moçambicanas de diversos sectores de actividade económica.

    Os projectos considerados bancáveis, passaram por fases de Due Diligence, de avaliação de viabilidade económica e financeira, negociação e seguiu-se ao registo e aprovação da importação de capitais por parte do Banco de Moçambique.

    Com este Fundo, a CTA espera contribuir para o crescimento do sector produtivo em Moçambique e melhorar as condições de acesso ao crédito. Dado o período de carência de reembolso confortável (até 4 anos), este Fundo servirá para minimizar a escassez de financiamentos em sectores como a agricultura e a indústria.

    É, de facto, um marco histórico de parceria entre a CTA e a Active Capital, na busca de fontes alternativas de financiamento às PME´s de Moçambique.

    A Active Capital reitera o compromisso assumido com o seu parceiro estratégico, a CTA, de continuar a apreciar e a disponibilizar financiamento alternativo para os projectos de seus membros em particular e para os projectos das PME´s no geral.

    O primeiro Ciclo de Financiamento às PME´s foi lançado em Abril do corrente ano, e até a data já foram submetidas propostas de mais de 25 projectos bancáveis de diversos sectores.

  • Corpo Técnico termina visita e Moçambique entra no terceiro ano sem Programa com Fundo Monetário

    Findou mais uma visita do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Moçambique e continua a não haver perspectivas da retoma do Programa suspenso em 2016 após a descoberta das dívidas ilegais da Proindicus e MAM. O FMI projecta que o Produto Interno Bruto (PIB) real venha a crescer de 4 a 4,7 por cento, próximo das previsões do Governo e acima dos 3,5 por cento indicados pelo Banco Mundial, e já não fala das lacunas por preencher no relatório da Kroll, a missão acolheu “com agrado os esforços contínuos da Procuradoria-Geral da República, em cooperação com os parceiros de desenvolvimento, para trazer responsabilização relativamente à questão das dívidas anteriormente ocultas”.

    Liderada por Ricardo Velloso a missão que visitou Maputo entre os dias 6 e 19 de Novembro constatou que: “A economia moçambicana está a recuperar gradualmente. O crescimento do PIB real atingiu 3,3 por cento nos primeiros três trimestres de 2018 (…) As condições monetárias restritivas e um aumento menor do preço dos produtos alimentares fizeram com que a inflação declinasse rapidamente, atingindo 4,7 por cento, em termos homólogo (…). A taxa de câmbio manteve-se estável e o Banco de Moçambique reconstituiu as suas reservas internacionais para um nível confortável.”

    “As perspectivas para 2019 são de uma recuperação adicional e gradual da actividade económica e de uma inflação permanecendo sob controlo. Espera-se que o PIB real venha a crescer de 4,0 por cento a 4,7 por cento, suportado pelos esforços sustentados de criação de uma paz duradoura, de um relaxamento gradual das condições monetárias, da regularização dos pagamentos internos em atraso junto de fornecedores, e do maior investimento directo estrangeiro, em particular nos megaprojectos de gás natural liquefeito (GNL). A inflação é projectada em torno de 6,0 por cento em 2019”, augura o Fundo Monetário.

    A missão, em comunicado de imprensa recebido pelo @Verdade, deixou mesmo conselhos que havia deixado em Agosto: “prudência orçamental no período que antecede as eleições do próximo ano, mantendo o déficit fiscal primário em, ou abaixo de, 1,5 por cento do PIB em 2019 (o mesmo nível projectado para 2018). A missão sublinhou a importância de o Governo se apoiar em financiamento externo por donativos e crédito altamente concessional, garantindo também que a emissão de garantias relativas a dívida siga rigorosamente os procedimentos de aprovação definidos em Dezembro de 2017.”

    FMI deixou de pedir ao Governo para sanar as lacunas na Auditoria da Kroll

    Foto de Adérito Caldeira“A missão observou que há espaço para o Banco de Moçambique continuar a relaxar a política monetária (…) saudou os planos das autoridades para elaborar, com a assistência técnica do FMI, um diagnóstico exaustivo dos desafios de governação e corrupção”.

    Entretanto o Fundo Monetário deixou de pedir ao Governo de Filipe Nyusi para sanar as lacunas de informação identificavas pela Auditoria realizado pela Krollpara a Procuradoria-Geral da República às empresas Proindicus, EMATUM e MAM e “Acolheu também com agrado os esforços contínuos da Procuradoria-Geral da República, em cooperação com os parceiros de desenvolvimento, para trazer responsabilização relativamente à questão das dívidas anteriormente ocultas, e encorajou todas as partes envolvidas a prosseguirem esses esforços”.

    Sobre as negociações com os credores das dívidas ilegais a missão do FMI “enfatizou a importância de se assegurar que possíveis acordos futuros com detentores das dívidas anteriormente ocultas sejam coerentes com o retorno da dívida global do país a uma trajectória sustentável e com a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável de Moçambique”.

    Mas a missão não deixou nenhum palavra sobre a retoma do Programa Financeiro com o Fundo suspenso desde Abril de 2016 aquando da descoberta das dívidas ilegais das empresas Proindicus e MAM.

    Embora um Programa financeiro com o FMI não represente a entrada de muito dinheiro no erário é catalítico para o Investimento Directo Estrangeiro, que caiu de 3.1 biliões de dólares em 2016 para 2,3 biliões de dólares norte-americanos em 2017, e principalmente influencia o apoio dos Parceiros de Cooperação internacional para o financiamento de investimentos em obras públicas e outros sectores.

    A par do apoio directo ao Orçamento de Estado, que reduziu de 271 milhões de dólares para zero, os Fundo Comuns também reduziram para apenas 133 milhões de dólares norte-americanos em 2017.

    Banco Mundial fala em recessão em Moçambique, Fundo Monetário diz apenas crescimento é baixo

    Foto de Adérito CaldeiraÉ interessante notar o relaxar da pressão do Fundo Monetário Internacional ao Executivo moçambicano, pelo menos publicamente. As projecções do crescimento do PIB estão alinhadas com as perspectivas governamentais no entanto dissonantes da avaliação do Banco Mundial que prevê um crescimento de apenas 3,5 por cento no próximo ano e 4,1 por cento para 2020.

    Aliás o Banco Mundial, no seu relatório sobre a Actualidade Económica de Moçambique tornado público em finais de Outubro, refere que “os indicadores de crescimento assinalam que a economia continua a confrontar-se com os efeitos da recessão económica que teve início imediatamente depois da crise da dívida oculta, em 2016”.

    Todavia o representante do FMI em Moçambique, Ari Aisen, quando confrontado pelo @Verdade declarou que: “A definição técnica de recessão são dois trimestres seguidos de crescimento negativo e Moçambique não teve crescimento negativo, a economia não contraiu (…) Recessão não é um termo que eu usaria para definir a actual situação, eu diria que o crescimento é baixo”.

    In A VERDADE

  • Barclays Bank abre nova agência em Tete

    Foi inaugurada, no último sábado, em Tete, a segunda agência do Barclays Bank Moçambique na Província de Tete, somando assim a quadragésima quarta desta instituição bancária em todo o território nacional.

    Inaugurado pelo governador da província de Tete, Paulo Auade, o “Balcão do Futuro” do Barclays Bank Moçambique foi criado com o intuito de orientar os clientes para uma visão de negócios, habilitando-os para a actual conjuntura do sistema financeiro.

    O governador de Tete, Paulo Auade, começou por dizer que a agência inaugurada vai impulsionar a iniciativa de financiamento do sector privado, em particular, e da província em geral.

    Mais adiante, Auade explicou que as agências bancárias vão por outro lado, explorar as potencialidades de que a província dispõe nos sectores do turismo, agricultura, recursos hídricos, entre outros.

    “Gostaria de sublinhar que a população da província de Tete é generosa e trabalhadora e tem a consciência e clareza sobre o papel inovador e multiplicador que o Barclays Bank Moçambique desempenha e continuará a desempenhar no processo de desenvolvimento da nossa província”, afirmou Paulo Auade.

    Já a Presidente do Conselho de Administração do Barclays, Luísa Diogo, disse que a escolha de Tete para a instalação de um “Balcão do Futuro” visa acompanhar o desenvolvimento que a província vem registando.

    “A esta infra-estrutura chamamos “Balcão do Futuro”, olhando para aquilo que são as exigências de hoje e a demanda para amanhã. Com os recursos mineiras que, cada vez mais, vão sendo descobertos nesta província, o balcão do Barclays vem dizer sim em resposta à sua demanda, anseios e ajudar a descobrir melhor o negócio”, sublinhou Luísa Diogo.

    Neste contexto, Diogo destacou as soluções digitais na simplificação das operações bancárias e facilidades da interacção entre os clientes e os bancos: "Estamos hoje mais próximos dos nossos clientes, trazendo para o mercado diferentes soluções inovadoras, quer ao nível de serviços e produtos que disponibilizamos, quer por novos balcões, como este, em que a tecnologia é a nossa forte aposta.

    Contudo, para a PCA do Barclays Bank Moçambique, o desenvolvimento e o futuro do Banco só fazem sentido à luz do desenvolvimento de Moçambique e da província de Tete, com os quais esta instituição bancária está comprometida.

    No entanto, importa referir que a inauguração do “Balcão do Futuro”, enquadra-se nas celebrações dos 40 anos de existência do Barclays Bank Moçambique no país.

  • BCI e ANJE de mãos dadas no apoio ao empreendedorismo juvenil

    Teve lugar, a 16 de Novembro, em Maputo, a 6ª Conferência Nacional do Empreendedorismo, um evento organizado pela Associação Nacional dos Jovens Empresários de Moçambique (ANJE), com alto patrocínio do BCI, sob o lema “Por um Desenvolvimento Económico Centrado nas Pessoas”. No quadro deste fórum, decorreu concomitantemente a Feira do Empreendedor.

    Tendo a cerimónia de abertura sido orientada pela Ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane, na presença, entre outras personalidades, do presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango,o evento compreendeu vários painéis entre os quais “Empreendedorismo e o papel dos jovens na maximização dos dividendos demográficos”, “Momento Mulher Empreendedora”, e “Estratégia e programas de apoio para Pequenas Empresas acederem a Grandes Negócios”.

    O presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Paulo Sousa, efectuou uma apresentação no painel intitulado “Tendências Globais, Empreendedores Locais”, que teve como moderador o vice-Ministro do Trabalho e Emprego e Segurança Social, Oswaldo Petersburgo.

  • Barclays Bank Moçambique reitera apoio a ONGs em Moçambique

    Foi debatido, na última sexta-feira, no Hotel Radisson Blu, em Maputo, sob moderação da jornalista Selma Inocência, O Papel das ONGs em Moçambique, uma iniciativa do Barclays Bank Moçambique e da Revista Exame.

    A conferência que se revelou concorrida, dado o elevado número de participantes que se fizeram presentes no evento, contou com a participação de especialistas do ramo, representantes de algumas ONGs, governantes, diplomatas, entre outros.

    Dentre os participantes, citam-se o CEO do Barclays Bank Moçambique, Rui Barros, representante das Nações Unidas, Marco Corsi, Embaixador da União Europeia, Antonio Sanchez-Benedito Gaspar e o Secretário Permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, António Nhalungo.

    Chamado a intervir, o CEO do Barclays, Rui Barros, salutou a parceria que o banco tem desenvolvido com a Revista Exame, salientando que a mesma se iniciou no âmbito dos grandes blocos económicos parceiros de Moçambique e, contudo, as duas entidades estão, pela primeira vez, a entrar para o mundo de um sector e não propriamente de um bloco económico.

    “Este marco significa que, de facto, o mundo das ONGs tem o papel tão importante para este país, quanto alguns destes grandes blocos económicos”, disse.

    Rui Barros dissertou ainda sobre um dos maiores desafios das organizações não-governamentais em Moçambique, destacando assim a falta de adesão por parte da sociedade civil, factor que para si inviabiliza a concretização dos planos das ONGs, se os moçambicanos não se envolverem.

    Contudo, quanto à falta de coordenação entre as ONGs, Rui Barros considerou que por mais que as mesmas tenham objectivos tipicamente comuns, se não existir uma interacção coesa, é natural que os resultados do seu trabalho sejam menos eficientes.

    Rui Barros, já a terminar o seu discurso, mostrou-se expectante por ver a sala repleta de diversos actores que actuam no ramo das ONGs e reiterou o apoio incondicional do Barclays Bank Moçambique.

    “Este evento permite-nos ter um debate que vai também ajudar-nos a estar alinhados para o desenvolvimento económico-social e para o bem-estar de Moçambique e dos moçambicanos. Portanto, em nome do Barclays Bank Moçambique, reitero que o país pode contar connosco para este tipo de iniciativa”.

    Foram debatidos também temas, não menos importantes como, a relação das ONGs com o Estado, a Relação com o mundo Corporativo, e Enquadramento Jurídico para as ONGs.

    ONGs (Organizações não Governamentais) são organizações, sem fins lucrativos, criadas por pessoas que trabalham voluntariamente em defesa de uma causa, seja ela, protecção do meio ambiente, defesa dos direitos humanos, erradicação do trabalho infantil, entre outros.

    Em Moçambique existem cerca de 450 ONGs espalhadas em todo território nacional, que actuam em diversos sectores da sociedade em prol do bem-estar da população.

  • CTA e AFREXIMBANK anunciam US$25 biliões para financiar empresas africanas

    A CTA e o Banco Africano de Exportações e Importações – Afreximbank, anunciaram hoje, em Maputo, a disponibinilidade de uma linha de financiamento no valor de US$25 biliões para projectos de negócios que serão concluídos na feira de negócios denominada Inter African Trade Fair (IATF), a ter lugar no Egipto de 11 a 17 de Dezembro deste ano.

    O período de maturidade do crédito é de 10 anos e a taxa de juro depende do nível de risco de cada projecto a ser financiado. O Vice-presidente da CTA, Álvaro Massinga, disse que esta é mais uma oportunidade de acesso a financiamento alternativo para as empresas que participarem na feira e reunirem as condições exigidas.

    A CTA encoraja a participação de homens de negócios de Moçambique para, por um lado, exporem e publicitarem os seus produtos e expandirem os seus mercados e, por outro lado, estabelecerem parcerias com diversos empresários do continente que se farão presentes na feira.

    “A nossa co-participação nesta inicitiva, enquadra-se na promoção do objectivo estratégico de internacionalização das empresas moçambicanas e busca de mercado alternativo para os produtos moçambicanos”, referiu Álvaro Massinga, para depois recomendar à participação do empresariado nacional.

    O Presidente do Afreximbank ao nível regional, Humphrey Nwugo, disse que a feira irá acolher mais de 1000 expositores de todos os países africanos e 70 000 visitantes são esperados.

    A feira irá oferecer uma oportunidade para vendedores, compradores e investidores se conhecerem e concluírem contratos de negócios e investimento.

    O objectivo desta feira é juntar actores e homens de negócios do continente para a exibição dos seus produtos e exploração de oportunidades de negócios e de investimentos.

    Igualmente, será uma plataforma para intercâmbios na forma de B2B, onde as PME´s, o sector informal e outros actores poderão identificar soluções para se encarar os desafios que afectam o comércio intra-continental.

    O Afreximbank e outras instituições financeiras usarão o espaço da feira para partilhar informação sobre o seu comércio financeiro e facilidades para apoiar os negócios inter-africanos.

  • Da Maré ao Canindé

    Será realizada hoje, 20 de novembro, às 18h00, a abertura da exposição literária e fotográfica "Da Maré ao Canindé: inspiração para as periferias", que percorre imagens das favelas da Maré, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, em diálogo com trechos das obras da escritora afro-brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977): “Quarto de Despejo: diário de uma favelada” e “Casa de Alvenaria: diário de uma ex-favelada”.

    Dos livros de Carolina destacamos temas como despejo, fome, abastecimento de água, direito à moradia, política, família, relações de gênero, educação, racismo e migração nordestina. Dentre as mulheres, moradoras da Maré, destacamos D. Orosina Vieira, primeira moradora do Morro do Timbau; D. Vera Marta, sobrinha de D. Orosina e funcionária do Museu da Maré; e a escritora Ana Maria de Souza, primeira poetisa da Maré a lançar um livro. Três mulheres que se destacam por suas trajetórias de vida e também por suas ações de apoio à memória da Maré e seu museu comunitário. Elas são as nossas kotas.

    Esse trabalho é um dos resultados das ações da roda de leitura que ocorreu entre 2013 e 2014, no Museu da Maré do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM), com a participação de jovens moradores de diversas comunidades do conjunto de favelas da Maré.

    A partir de 2015, a roda de leitura começou a ser realizada de forma descentralizada em vários pontos do Rio de Janeiro e mesmo em outros estados brasileiros (Pernambuco, Rio Grande do Norte e Espírito Santo). No mesmo ano, receberam o Prêmio Todos Por Um Brasil de Leitores do Ministério da Cultura do Brasil. Além da Chancela Ações Locais da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro dois anos consecutivos – 2015 e 2016.

    Entre fevereiro e maio de 2018, a exposição e as rodas de leitura foram realizadas em Luanda, capital de Angola – pela primeira vez fora do Brasil, no Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA).

  • Projecto Feed the Future anuncia doação a Associação moçambicana

    O Governo dos E.U.A. através do Projecto Feed the Future Comércio de Sementes da África Austral anuncia uma doação à Associação para a Promoção do Sector de Sementes em Moçambique

    20 de Novembro de 2018 – O Governo dos Estados Unidos, através do Projecto Feed the Future Comércio de Sementes da África Austral, anunciou ontem uma doação de US$ 100.000 à Associação para a Promoção do Sector de Sementes de Moçambique (APROSE), para a implementação do Sistema Harmonizado de Regulamentação de Sementes (HSRS) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Moçambique. Como parte da iniciativa Feed the Future do Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), esta doação engloba-se num projecto maior, regional, que harmoniza os regulamentos de sementes e os processos de certificação aos da região da SADC. Esta harmonização é essencial para garantir que a qualidade das sementes Moçambicanas cumpra as normas internacionais, contribuindo para uma melhor produção das colheitas e oferecendo oportunidades de comércio internacional às empresas de sementes Moçambicanas.

    Através deste projecto, a USAID associa-se à APROSE e ao Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar para informar todos os principais interessados, desde os agricultores a agro-empresários, do HSRS da SADC, a fim de integrar Moçambique no mercado regional de sementes. “A semente é a peça fundamental da cadeia de valor agrícola. O passo mais importante para tornar os alimentos mais seguros é garantir que os agricultores tenham acesso a sementes de alta qualidade. Sistemas como o HSRS da SADC proporcionarão aos agricultores um melhor acesso à semente de qualidade que necessitam e a preços mais acessíveis”, afirmou Todd Flower, Director para a Agricultura, Ambiente e Negócios da USAID.

    No âmbito da iniciativa Feed the Future, o Governos dos E.U.A. visa reduzir de maneira sustentável a pobreza e a fome nas zonas-alvo, aumentando o crescimento equitativo do sector agrícola. As actividades concentram-se no aumento de resiliência dos mercados e das comunidades rurais, desenvolvendo cadeias de valor críticas para a agricultura e apoiando um ambiente de políticas facilitadoras para a agricultura e segurança alimentar.

  • Base Logística de Pemba, Moçambique, poderá receber navios a partir de Janeiro de 2019

    A Base Logística de Pemba (BLP), na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, deverá estar em condições de receber navios em Janeiro de 2019, disse o director operacional na empresa Portos de Cabo Delgado.

    José Daúde, citado pela Rádio Moçambique, disse ainda estarem em fase de conclusão os trabalhos de construção de um pontão com 375 metros, um armazém e a vedação de um terreno com cerca de 13 hectares, que fazem parte da primeira fase do projecto, cujo custo está orçado em 150 milhões de dólares.

    O projecto foi lançado formalmente em Outubro de 2014 com conclusão prevista para o segundo semestre de 2016 mas a sua construção esteve interrompida devido à dúvidas quanto à sua utilização pelas companhias envolvidas nos projectos de gás natural.

    Os consórcios liderados pelos grupos italiano ENI e norte-americano Anadarko Petroleum já manifestaram a intenção de usar infra-estruturas próprias que vão construir no distrito de Palma, a cerca de 400 quilómetros de Pemba, para as suas operações de exploração de gás natural, colocando em questão a viabilidade da BLP.

    O presidente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, Omar Mithá, ao falar na Conferência de Conteúdo Local no sector de Petróleo e Gás em Moçambique, que decorreu, em finais de Outubro, em Cabo Delegado, sublinhou que a BLP vai manter os direitos especiais que tem na bacia do Rovuma, incluindo a exclusividade sobre uma extensa área, onde se irá situar a infra-estrutura.

    A empresa Portos de Cabo Delgado (PCD), constituída pelas estatais Empresa Nacional de Hidrocarbonteos e pela Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), é a entidade que detém o direito de gestão do porto, terminais de logística e beira-mar de Palma e Pemba. (Macauhub)