Categoria: natureza

  • ‘Rinos’ extintos no Parque Nacional do Limpopo

    As autoridades do Parque Nacional de Lipompo (PNL), em Moçambique, admitem já não existir mais nenhum rinoceronte naquele local de conservação localizado na província de Gaza, sul do país, e que faz parte da área que constitui a maior reserva natural do mundo.

    A extinção desta espécie protegida em todo o mundo deve-se a acção devastadora de caçadores furtivos que nos últimos anos tomou contornos alarmantes, facto associado a alegada grande procura dos cornos deste animal nos mercados asiáticos.

    “Desde que eu cheguei (em Janeiro último) nunca acompanhei praticamente a presença desta espécie aqui dentro dos limites do parque, o que significa que provavelmente os números que existiam acabaram extinguindo”, disse o administrador do PNL António Abacar, citado pela rádio Moçambique (RM).

    A extinção de rinoceronte ainda não foi declarada oficialmente no PNL, mas os animais que existiam naquela área desapareceram há dois anos. O censo realizado em princípios de 2011 concluiu haver ainda um animal naquele local de conservação, mas o mesmo desapareceu ainda no mesmo ano.

    Depois de acabar o rinoceronte, os caçadores agora viraram as suas atenções para o elefante, que também tem sido abatido de forma indiscriminada. Abacar disse que este fenómeno, que resulta da acção de caçadores furtivos, está já a retrair o turismo naquele parque.

    “O grande problema que mais nos preocupa é quando os próprios fiscais estão envolvidos nas actividades de caça furtiva, o que pode constituir um perigo para a própria equipa de fiscalização”, disse Abacar.

    Na sequência destas suspeitas, pelo menos 30 fiscais do PNL estão neste momento a enfrentar processos disciplinares.

    Paralelamente, o PNL está a trabalhar no sentido de reforçar a actividade de fiscalização. Abacar disse estar em curso um processo de integração de membros da Polícia moçambicana (PRM) nas actividades de fiscalização.

    Outras acções em curso incluem a formação de brigadas móveis de fiscalização e a importação de armas de fogo para o reforço da fiscalização.

    Refira-se que o PNL, o Kruger National Park da África do Sul e o Gonarezhou National Park do Zimbabwe constituem o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, a maior reserva natural do mundo.

    Nos últimos dias, os caçadores furtivos moçambicanos atravessam o PNL para a vizinha África do Sul a procura de rinocerontes, o que concorre para o rápido desaparecimento daquela espécie naquele país vizinho.

    Ano passado, activistas e veterinários sul-africanos alertaram que o rinoceronte poderá estar extinto nos parques sul-africanos até 2050, caso se mantiverem os actuais níveis de abate desta espécie protegida.

    As autoridades sul-africanas referem que pelo menos 668 rinocerontes foram abatidos em 2012, número que representa um aumento em aproximadamente 50 por cento em relação aos animais perdidos em todos os anos anteriores.

  • ‘Pulmão Verde’ de Maputo vai respirar outros ares

    ‘Pulmão Verde’ de Maputo vai respirar outros ares

    As obras de reabilitação do jardim Tunduru, na cidade de Maputo, vão brevemente a concurso público com vista à selecção do empreiteiro a ser encarregue pelo trabalho.

    Neste momento, o Conselho Municipal de Maputo está a analisar os moldes em que a remodelação vai decorrer, havendo a possibilidade de executar os trabalhos de forma faseada, de acordo com João Munguambe, vereador de Actividades Económicas.

    Sem precisar datas, o vereador Munguambe garantiu que o lançamento do concurso público “está para breve”.

    A fonte garantiu que o projecto executivo da reabilitação já foi finalizado, estando já claras as intervenções a serem feitas naquele jardim botânico, o maior do país.

    A elaboração do projecto foi encarregue à Técnica – Engenheiros Consultores, Lda., há um ano, por 6.8 milhões de meticais, montante que inclui a fiscalização das obras.

    A reabilitação do Tunduru, aguardada há muitos anos pelos citadinos de Maputo e não só, será financiada pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a mineradora Vale Moçambique, numa parceria estabelecida com o Município.

    A previsão inicial era que as obras de restauro daquele espaço verde da capital arrancassem no ano passado, atraso que o vereador do pelouro justificou pelas alegadas “complicações” verificadas no decurso do processo.

    Entre os constrangimentos registados, a nossa apontou as mudanças na presidência da empresa dos Portos e Caminhos-de-ferro, com a saída de Rui Fonseca e entrada de Rosário Mualeia.

    Construído em 1924, o Jardim Tunduru era um lugar fresco, bastante visitado devido à existência de uma grande variedade de espécies de árvores e preferido por muitos citadinos para o registo fotográfico de momentos especiais como casamentos, entre outros, para além de visita de estudos por parte de estudantes de várias instituições de ensino, sobretudo dos níveis primário e secundário.

    No entanto, nos tempos que correm o jardim deixou de ser atractivo, apresentando-se bastante degradado e quase em estado de abandono.

    Foi para reverter este cenário que o Conselho Municipal do Maputo procurou parcerias para resgatar a imagem do maior jardim botânico do país.

  • Discovering Mount Gorongosa – um filme de Federico Pardo

    Em agosto de 2011, o Field Museum de Chicago (EUA) e diversos cientistas africanos juntaram forças numa expedição à Serra da Gorongosa, no Parque Nacional da Gorongosa. O objectivo era estudar a diversidade de aves e pequenos mamíferos desta região remota e os parasitas que vivem estes animais. Os resultados deste projecto ajudarão a compreender melhor este ecossistema que está sob ameaças várias e formular novas questões sobre patógenos e seus hospedeiros.

    Veja mais em: http://vimeo.com/42429173

  • Reserva Nacional do Niassa com nova gestão a partir de Setembro

    A Reserva Nacional do Niassa terá nova gestão a partir de Setembro a fim de ultrapassar o conflito de interesses entre a administração actual que é privada e a preservação dos recursos naturais, afirmou o porta-voz do Conselho de Ministros.
    De acordo com a decisão do Conselho de Ministros, a gestão que era feita pela Sociedade de Investimentos do Niassa, com participação do Estado, através do Instituto de Gestão das Participações do Estado, termina este ano estando a ser preparada uma estrutura de gestão que permita assegurar o objectivo principal que é a conservação dos recursos florestais e de fauna.