Categoria: responsabilidade social

  • Vale recua e dialoga

    A Vale, companhia brasileira mineradora e exploradora de carvão, decidiu retomar as conversações com os representantes das comunidades dos oleiros de Cateme, no distrito de Moatize, província central de Tete, em Moçambique, com o envolvimento do governo, informa nesta quarta-feira (24) a agência AIM.

    A Vale refere, em comunicado, que o seu objectivo é buscar soluções conjuntas e desenvolver iniciativas de incremento da produção e renda, a nível micro-empresarial, que permitirão a integração dos oleiros nessas actividades.

    No entanto, o “recuo” da Vale é visto como resultado da ameaça feita pelos representantes das 1365 famílias envolvidas no processo negocial, que prometeram endurecer ainda mais as revoltas em protesto contra as compensações que apontam como injustas.

    Aliás, as famílias reassentadas pela Vale chegaram a queixar-se de intimidação durante o processo negocial havido entre as partes para resolver o diferendo que opõe as famílias reassentadas àquela mineradora brasileira.

    A Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADECRU) denunciou, no comunicado de imprensa dirigido recentemente a AIM, as tentativas de manipulação, ameaças e intimidação sofridas pelos representantes das famílias nas negociações.

    Aliás, no encontro havido no dia 19 do mês em curso, a retórica e o discurso dominantes dos representantes da Vale e da Policia mocambicana (PRM) gravitava na repreensão e culpabilização das famílias pelos avultados prejuízos averbados pela empresa durante a paralisação das suas actividades.

    Todavia, os oleiros protestaram afirmando que as suas actividades estavam paradas desde 2009, mas a Vale estava a operar e a produzir, exportando e ganhando lucros altíssimos com a venda do carvão feita à custa do seu sofrimento.

    “Nós temos famílias por alimentar e sustentar. Ao invés de focarem as atenções nas principais questões que nós levantamos, preferiram falar dos impactos e danos dos protestos e não propriamente das nossas preocupações”, reclamaram os oleiros no comunicado.

    Na óptica da ADECRU, as graves falhas e os vícios no processo reflectem a excessiva influência, interferência e o poder que a Vale exerce sobre os representantes do governo a todos os níveis.

    O facto, segundo a Acção Académica, revela também a subordinação do interesse público e da soberania nacional aos interesses privados de uma pequena elite política, em conivência com as grandes corporações transnacionais.

  • 150 professores da primária formam-se em xadrez

    150 professores da primária formam-se em xadrez

    Teve início, dia 2 de Julho, em Maputo, o primeiro curso de formação de 150 professores de xadrez, para leccionar em 104 escolas primárias na cidade capital, no âmbito do projecto de massificação do xadrez, financiado pelo Standard Bank.
    O curso, promovido pela Academia de Xadrez da Matola, inclui ainda 15 jovens seleccionados em vários bairros da cidade de Maputo, para servirem de motivadores da prática do xadrez ao nível das suas zonas residenciais.
    Para a prossecução deste projecto, que visa a massificação desta modalidade nas escolas primárias da cidade de Maputo, o Standard Bank disponibilizou à Academia de Xadrez materiais diversos como tabuleiros, livros, entre outros, que serão utilizados nas diversas fases do projecto.
    Intervindo na cerimónia de abertura do curso, Alfredo Lemos, representante do Standard Bank, referiu que “mais do que cobrir uma lacuna no currículo das escolas públicas, o Standard Bank vê o projecto de massificação de xadrez nas escolas primárias como uma oportunidade para que mais moçambicanos tenham uma formação de qualidade e oportunidades de desenvolvimento humano e intelectual”.
    “A estes benefícios de inestimável valor, acrescenta-se o facto de o xadrez ser uma modalidade desportiva, através da qual as crianças poderão fazer uma ocupação saudável dos seus tempos livres”, afirmou Alfredo Lemos, realçando que “algumas escolas privadas da nossa cidade têm o xadrez no seu currículo, mas as escolas públicas, que são a maioria e acolhem o maior número de crianças, não têm”.
    Por sua vez, Domingos Langa, director da Academia de Xadrez da Matola, disse que “queremos, na verdade, convencer o Ministério da Educação que o xadrez é uma disciplina muito importante no processo de ensino e aprendizagem, tendo a UNESCO aconselhado os governos a introduzirem esta modalidade desportiva na educação”.
    O presente projecto, segundo realçou Domingos Langa, conta com o acompanhamento dos ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia, Juventude e Desporto e ainda o patrocinador Standard Bank.
    Prevê-se que, entre os meses de Dezembro e Janeiro próximos, seja feita feita uma avaliação do projecto, para além de um campeonato envolvendo os professores de xadrez e alunos.

  • Uma rapariga em cada cinco é mãe antes dos 18 anos.

    No relatório “Como o Planeamento Familiar Salva a Vida das Crianças”, citado pela agência AFP, a organização não-governamental britânica refere que uma rapariga em cada cinco é mãe antes dos 18 anos, o que faz com que o risco de morrer durante a gravidez e o parto seja cinco vezes mais elevado para uma adolescente com menos de 15 anos do que para uma mulher de 20 anos.

    Para a Save the Children, os bebés têm ainda 60 por cento mais probabilidades de morrer se a mãe tiver menos de 18 anos.

    A organização pede, por isso, aos dirigentes mundiais, entre outras medidas, que aumentem a disponibilidade de métodos contraceptivos.

    O relatório alerta ainda para os riscos das gravidezes com intervalos muito próximos, estimando que um intervalo de 3 anos entre dois nascimentos permitiria evitar anualmente 1,8 milhões de mortes de crianças com idade inferior a 5 anos.

    A Save The Children realça que as gravidezes na adolescência estão “intrinsecamente ligadas” aos casamentos precoces, estimando em 10 milhões o número de menores de 18 anos que se casam anualmente.

    Na África Central, 59 por cento das raparigas entre os 15 e os 19 anos são casadas, no Bangladesh 46 por cento e na Índia 30 por cento, de acordo com a ONG.

  • Unicef considera “grave e alarmante” o trabalho infantil em Moçambique

    Unicef considera “grave e alarmante” o trabalho infantil em Moçambique

    Agência estima que mais de 1 milhão de crianças moçambicanas, dos sete aos 17 anos, são submetidas ao trabalho infantil, cuja causa principal é a pobreza.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, considerou “grave e alarmante” o envolvimento de menores com trabalho em Moçambique. A declaração foi feita, terça-feira, na passagem do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

    A agência referiu que milhares de famílias moçambicanas, sobretudo das zonas rurais, admitem que as crianças entrem no mercado laboral para ajudar a compor a renda.

    Em declarações ao correspondente da Rádio ONU, em Maputo, a especialista de Proteção da Criança no Unicef em Moçambique, Mariana Muzzi, descreveu a atual situação da infância no país.

    “O trabalhão infantil em Moçambique tem magnitude muito grande. É um tema grave e alarmante. Os dados nacionais do Instituto Nacional de Estatísticas mostram que mais de 1 milhão de crianças estão a trabalhar. O trabalho de crianças em Moçambique é rural, agrícola, para ajudar na renda familiar. A causa principal do trabalho infantil em Moçambique é a pobreza”.

    O Unicef divulgou uma síntese dos vários relatórios que descrevem o trabalho infantil em Moçambique, sobretudo na agricultura, onde se estima que 82% dos menores estão empregues. Muzzi fala do impacto no dia-a-dia dos menores envolvidos.

    “Algumas das consequências do trabalho infantil, principalmente no trabalho agrícola, é a sobrecarga de trabalho e as lesões e ferimentos por causa desta sobrecarga. As estatísticas mostram que aproximadamente 15% das crianças que trabalham em Moçambique sofrem lesões e ferimentos decorrentes desse trabalho infantil, porque carregam peso muito grande, ou usam facas, por exemplo, no corte de cana-de-açúcar. Isso compromete fisicamente as crianças”.

    A especialista de Proteção da Criança no Unicef em Moçambique defendeu a aposta na Educação como uma das medidas essenciais para a eliminação da prática.

    “A melhor forma de prevenir o trabalho infantil é assegurar que haja escola, educação para todas as crianças, tanto as raparigas como rapazes”.

    O Unicef estima que mais de 1 milhão de crianças moçambicanas, dos sete aos 17 anos, são submetidas ao trabalho infantil.

  • «Chaves das Portas do Social» rodam na porta da Mediateca do BCI

    A Mediateca do BCI – Espaço Joaquim Chissano, acolhe hoje, dia 13 de Junho, pelas 17h:30 a cerimónia de lançamento do Livro “Chaves das Portas do Social – Notas de Reflexão e Pesquisa” da autoria do Prof. Dr. Carlos Serra.

    O livro, prefaciado por Paulo Granjo, antropólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, é composto por 273 páginas, nas quais o autor, no estilo que lhe é peculiar, aborda com seriedade analítica os fenómenos mais relevantes e incómodos da realidade actual, abanando e fazendo ruir a cómoda possibilidade de os ignorarmos, ou de os encararmos à luz da displicência dos lugares comuns, caso prezemos a nossa integridade intelectual e cidadã.

    Ao mesmo tempo, demonstra, pelas próprias análises que faz, que tais questões podem ser abordadas de forma profunda, séria e em respeito pelos critérios científicos.

    Estas notas de reflexão e pesquisa são produto de trabalhos publicados pelo autor desde 2006. A sua edição em livro tem a chancela da Imprensa Universitária da UEM e conta com o patrocínio exclusivo do BCI, no âmbito da sua política de Responsabilidade Social.

  • Sukuma em festa com 400 crianças

    Pouco mais de quatro centenas de crianças testemunharam, sábado último, no recinto do Big Brother, em Maputo, um mPouco mais de quatro centenas de crianças testemunharam, sábado último, no recinto do Big Brother, em Maputo, um momento eufórico e de muita adrenalina, numa manifestação cultural designada “Artistas pelos Direitos da Criança”, levada a cabo pelo compositor e intérprete Stewart Sukuma e a banda Nkhuvu, em colaboração com a UNICEF.

    Tratou-se de uma oportunidade ímpar para aqueles petizes celebrar o Dia Internacional da Criança, ao lado dos fazedores da arte e cultura, cujo denominador comum foi, para além de uma palestra sobre prevenção de estigma e discriminação de crianças com deficiência, contos de histórias, workshop de artes plásticas, danças tradicionais, poesia, muitas brincadeiras e um vibrante espectáculo musical.

    Ao lado dos consagrados João Fornazine, Chalucuane e Butcheca, as “flores que nunca murcham” – como carinhosamente Samora se referia às crianças – pintaram cerca de 50 quadros, ilustrando os direitos da criança e apelando para uma eficaz luta pela justiça social, através das artes.

    A música – com a performance de Elvira Viegas, ACE Nells, Neyma, Mingas e Stewart – viria a encher, igualmente, de alegria a tarde das crianças, que não hesitaram em cantar e dançar ao ritmo da boa música.

    Na ocasião, Stewart reiterou que “o dia da criança é de reflexão, para renovarmos o nosso voto para que elas tenham a atenção necessária para se desenvolverem saudáveis com todas as condições mínimas mas necessárias, para que cresçam num ambiente de paz e harmonia”.

    A presente quinzena da criança que decorre até 16 de Junho próximo é celebrado sob o lema “Pela Promoção dos Direitos e Atendimento Inclusivo da Criança com Deficiência”.

  • Stewart Sukuma junta “Artistas pelos Direitos da Criança”

    O compositor e intérprete Stewart Sukuma e a Banda Nkuvu vão realizar, no próximo sábado em Maputo, uma manifestação cultural designada “Artistas pelos Direitos da Criança”, por ocasião das celebrações da quinzena da criança, que este ano decorre de 26 de Maio a 16 de Junho.
    A iniciativa do Stewart Sukuma, em colaboração com a UNICEF e parceiros, contará com a participação dos músicos Mingas, Neyma, Valdemiro José, Elvira Viegas, Ace Nells, entre outros artistas comprometidos com o bem-estar da criança.
    Decorrerá ainda um workshop de artes plásticas, com a participação de Naguib, Tinga, Butcheca, Carlos e João Fornasini, Vânia Lemos, Ulisses, Jorge Dias, Gonçalo e Gemuce.
    Haverá ainda espaço para contos de histórias para os mais novos pelo persuasivo Rafo Dias, declamação de poesias, dança, brincadeiras e um espectáculo musical, com acesso livre para as crianças.
    Sob o lema “Pela Promoção dos Direitos e Atendimento Inclusivo da Criança com Deficiência”, o evento tem por objectivo celebrar com as crianças, mas principalmente advogar para o envolvimento de todos os actores sociais, na realização dos direitos da criança no País, com particular atenção para as mais vulneráveis e desfavorecidas.
    “A quinzena este ano tem como enfoque a inclusão. Todas as crianças têm um importante papel a desempenhar nas sua comunidades. Estamos muito gratos pelo que Stewart Sukuma e outros artistas estão a fazer para promover a inclusão através da sua música, para que todas as crianças possam prosperar, independentemente dos desafios que possam enfrentar nas suas vidas”, disse, a propósito, Jesper Morch, representante da UNICEF.
    A UNICEF tem prestado especial tributo aos artistas que, através do seu trabalho, têm demonstrado liderança nas suas profissões e usam o seu prestígio, imagem, voz, talento e influência para promover o bem-estar da criança em Moçambique.
    “Nós acreditamos que através da nossa arte podemos dar um grande contributo na sensibilização de toda a sociedade para que seja dada à todas as crianças a mesma oportunidade de participar activamente nos assuntos que lhes digam respeito”, afirmou, por sua vez, Stewart Sukuma.

  • Gabinete da Primeira Dama recebe apoio da Mcel para apoio a projectos de Formação e Promoção do Auto-Emprego

    Gabinete da Primeira Dama recebe apoio da Mcel para apoio a projectos de Formação e Promoção do Auto-Emprego

    O Gabinete da Esposa do Presidente da República celebrou, em Maputo, um memorando de entendimento com a mcel-Moçambique Celular, ao abrigo do qual a maior operadora de telefonia móvel do País vai financiar o projecto de Formação e Promoção do Auto-Emprego, na aquisição de 365 kits profissionalizantes.

    O referido projecto será desenvolvido, nos próximos três anos, pelo Gabinete da Primeira-Dama e visa apoiar os sectores mais carentes da sociedade, bem como contribuir na materialização das acções do Governo para a erradicação da pobreza em Moçambique.

    Na ocasião, Mamudo Ibraimo, administrador delegado da mcel, disse que “é sabido que a mcel investe na sua área de responsabilidade social em quatro principais áreas, nomeadamente, educação, saúde, desporto, cultura e meio ambiente, sendo que este é um investimento que fazemos na educação e auto-emprego”.

    Mais adiante, Ibraimo referiu ainda que “o investimento traduz-se em áreas profissionalizantes como electricistas, canalizadores, pedreiros, serralheiros, entre outras, num investimento total de cerca de cinco milhões de meticais, por três anos”.

    Por seu turno, Flávia Cuereneia, em representação do Gabinete da Primeira-Dama, realçou que “o que temos a dizer à mcel é o nosso muito obrigado por mais este gesto, pois, esta empresa tem sido nossa parceira, desde o início do nosso primeiro mandato, de tal modo que, no âmbito das celebrações do quinto aniversário da nossa revista, a mcel foi distinguida com o troféu Diamante”.

    “Estes kits profissionalizantes, ora atribuídos, são muito importantes, porque ao longo das viagens que a Primeira-Dama faz temos vindo a deparar com este tipo de necessidades concretas. São jovens que precisam de auto-emprego e formação e, tendo isso, já têm instrumentos com os quais poderão trabalhar”, disse Flávia Cuereneia, para depois acrescentar que “o fornecimento destes instrumentos de trabalho vai permitir a  geração de auto-emprego”.

    A assinatura deste memorando, cujo projecto abrange as províncias de Tete, Cabo Delgado, Zambézia e Nampula, contou com a presença da Primeira-Dama, Maria da Luz Guebuza, e de Teodato Hunguana, Presidente do Conselho de Administração desta empresa líder em telefonia móvel moçambicana, cujo número de clientes ultrapassou já a fasquia dos 4,7 milhões, no ano em que celebra 15 anos de existência.