Categoria: sociedade

  • Guebuza e Ramos Horta debatem Guiné Bissau

    O presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu em audiência, quarta-feira (17), em Maputo, o representante das Nações Unidas para Guiné-Bissau, Ramos Horta, com quem trocou impressões sobre a crise que se instalou naquele país da África Ocidental, noticia a AIM.

    Durante o encontro, Horta pediu a contribuição do chefe de Estado moçambicano, na sua qualidade de presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para a busca de uma solução para resolver a crise socio-politica que afecta aquele país.

    Para o representante das Nações Unidas em Bissau, existe uma extrema precariedade no ambiente político na Guiné-Bissau, facto que resulta de ausência de uma agenda que inclua os diferentes actores da sociedade.

    "A situação da Guiné continua delicada devido à ausência de um roteiro político por parte da Assembleia Nacional, Presidente da República e do governo. Um roteiro que indique a formação de um governo mais inclusivo, participação do PAIGC, eleições presidenciais e legislativas até ao fim do ano", disse.

    Por isso, explicou que não existe nada capaz de indicar uma solução para breve.

    "Mas é possível uma solução para Guiné-Bissau, isso depende de boa vontade da comunidade internacional", concluiu.

  • Unicef considera “grave e alarmante” o trabalho infantil em Moçambique

    Unicef considera “grave e alarmante” o trabalho infantil em Moçambique

    Agência estima que mais de 1 milhão de crianças moçambicanas, dos sete aos 17 anos, são submetidas ao trabalho infantil, cuja causa principal é a pobreza.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, considerou “grave e alarmante” o envolvimento de menores com trabalho em Moçambique. A declaração foi feita, terça-feira, na passagem do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

    A agência referiu que milhares de famílias moçambicanas, sobretudo das zonas rurais, admitem que as crianças entrem no mercado laboral para ajudar a compor a renda.

    Em declarações ao correspondente da Rádio ONU, em Maputo, a especialista de Proteção da Criança no Unicef em Moçambique, Mariana Muzzi, descreveu a atual situação da infância no país.

    “O trabalhão infantil em Moçambique tem magnitude muito grande. É um tema grave e alarmante. Os dados nacionais do Instituto Nacional de Estatísticas mostram que mais de 1 milhão de crianças estão a trabalhar. O trabalho de crianças em Moçambique é rural, agrícola, para ajudar na renda familiar. A causa principal do trabalho infantil em Moçambique é a pobreza”.

    O Unicef divulgou uma síntese dos vários relatórios que descrevem o trabalho infantil em Moçambique, sobretudo na agricultura, onde se estima que 82% dos menores estão empregues. Muzzi fala do impacto no dia-a-dia dos menores envolvidos.

    “Algumas das consequências do trabalho infantil, principalmente no trabalho agrícola, é a sobrecarga de trabalho e as lesões e ferimentos por causa desta sobrecarga. As estatísticas mostram que aproximadamente 15% das crianças que trabalham em Moçambique sofrem lesões e ferimentos decorrentes desse trabalho infantil, porque carregam peso muito grande, ou usam facas, por exemplo, no corte de cana-de-açúcar. Isso compromete fisicamente as crianças”.

    A especialista de Proteção da Criança no Unicef em Moçambique defendeu a aposta na Educação como uma das medidas essenciais para a eliminação da prática.

    “A melhor forma de prevenir o trabalho infantil é assegurar que haja escola, educação para todas as crianças, tanto as raparigas como rapazes”.

    O Unicef estima que mais de 1 milhão de crianças moçambicanas, dos sete aos 17 anos, são submetidas ao trabalho infantil.

  • Tóquio é a mais cara do Mundo

    Tóquio é a mais cara do Mundo

    A cidade mais cara do mundo em 2012 é Tóquio, no Japão, após ter subido uma posição em relação ao ano passado. A líder do ranking de 2011, Luanda, capital da Angola, caiu para a segunda posição. A russa Moscovo é considerada a cidade mais cara da Europa, arrebatando a 4ª posição do ranking global, a mesma do ano passado