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  • Aborto inseguro continua a preocupar

    Cerca de cinco mil mulheres foram atendidas nos últimos 18 meses no Hospital Central de Maputo (HCM) devido a complicações resultantes de abortos clandestinos, um problema classificado como sendo de saúde pública em Moçambique.

    De acordo com dados do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HCM, das cinco mil mulheres, 3.608 referem-se a mulheres atendidas em 2011 e as restantes (cerca de 1.300) foram atendidas no primeiro semestre deste ano, após terem praticado aborto clandestino, que culminou com complicações.

    Do universo das mulheres atendidas, apenas uma resultou em óbito, devido ao tempo que levou até se dirigir ao hospital.

    Segundo as autoridades sanitárias, o aborto clandestino e os partos feitos fora das unidades hospitalares são as principais causas da morte materno-infantil em Moçambique, e de um modo particular nas zonas suburbanas.

    De acordo com o Ministério da Saúde, o aborto inseguro é a terceira principal causa de morte entre as mulheres grávidas no país, o que coloca Moçambique com uma das mais elevadas taxas de mortalidade materna em todo o mundo.

    Segundo o “Mediafax”, apesar de parecerem assustadoras, as estatísticas estão aquém da realidade, uma vez que outros casos acontecem em casa e não são registados.

  • Criado o Sindicato Segurança Privada

    Os trabalhadores de empresas de segurança privada em Moçambique estão já organizados em sindicato para a defesa dos seus interesses.

    A iniciativa de criar o Sindicato dos Trabalhadores de Segurança Privada de Moçambique (SINTSPRIMO) surgiu dos trabalhadores da empresa de segurança privada G4S face ao cenário actual caracterizado por injustiças laborais praticados pelo patronato.

    «A ideia surgiu primeiramente dos trabalhadores da G4S, que viram, por três vezes, os seus direitos a serem desrespeitados e os sindicatos existentes a não corresponderem às expectativas em termos de resolver os seus problemas», explicou Boaventura Mutimucuio, porta-voz da chefe do comité sindical dos trabalhadores da G4S em Maputo, na conferência constitutiva do sindicato.

    Segundo Boaventura Mutimucuio, o sindicato surge com o objectivo de promover a unidade no seio dos trabalhadores e a defesa dos seus interesses socioprofissionais.

    «A segurança privada está a atravessar momentos turbulentos. É nessa vertente que criamos o SINTSPRIMO com o principal objectivo de organizar a luta dos trabalhadores pela melhoria das condições de trabalho, vida e satisfação das suas legítimas revindicações», disse.

    Dos vários problemas que o sector de segurança privada enfrenta, a violação do direito à segurança social foi mencionado como sendo o principal.

    «O nosso sindicato quer promover uma negociação colectiva com as empresas para ver se respeitam os direitos dos trabalhadores. A segurança social do trabalhador está a ser violada. O patronato não segue os padrões de salário mínimo estabelecido pelo Estado. Estamos a receber valores abaixo do salário mínimo e isso deve acabar», lamentou Mutumucuio, citado pelo “Diário de Mocambique”.

    Por sua vez, Madalena Zandamela, representante da OTM-CS, afirmou que a SINTSPRIMO é um sindicato que tem uma nobre causa que é a de promover o trabalho decente e fortalecer a capacidade interventiva dos trabalhadores na defesa dos seus direitos e interesses.

    Destacou o facto de haver, no seio do governo, importantes espaços de diálogo social, visando abordar e procurar soluções para os problemas que afectam os trabalhadores, em particular do sector de segurança privada.

    O SINTSPRIMO é composto, numa primeira fase, por trabalhadores de quatro empresas de segurança privada, nomeadamente G4S, SEC Segurança, Burglar Alert e General Security, mas está aberto à adesão de todos.

  • Kimberley Rare Earths descobriu depósitos potenciais de terras raras em Moçambique

    BREVE: A australiana Kimberley Rare Earths descobriu uma nova área com potencial para a existência de óxidos de terras raras em Malilongue, em Moçambique, informou terça-feira a empresa em comunicado divulgado pela Bolsa de Valores da Austrália.

  • Vale interessada em outros minerais em Nampula, Cabo Delgado e Niassa

    A Vale Moçambique, que já extrai o carvão mineral na província de Tete, está neste momento a efectuar prospecção e pesquisa de outros recursos minerais, como o fosfato e níquel, nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

    Este facto foi tornado público pelo director de projectos desta mineradora em África, Ásia e Austrália, Ricardo Saad, quando apresentava as actividades de extracção do carvão mineral, ao vice-presidente da República Federal do Brasil, Michel Temer, que visitou a mina desta empresa brasileira.

    Naquelas três regiões do norte do país, a Vale Moçambique também está a pesquisar o carvão mineral, de acordo ainda com Saad, o qual explicou que este trabalho está inserido no âmbito da expansão das suas actividades viradas para a extracção dos recursos minerais em Moçambique.

    Actualmente, uma equipa especializada em geologia está no terreno a efectuar a pesquisa e o levantamento das reais quantidades daqueles recursos minerais. Saad disse ser prematuro divulgar os resultados da pesquisa, mas garantiu que o futuro do projecto é bastante promissor.

    Na sua óptica, concretizado o projecto, constituirá um grande passo para aquela multinacional, visto que a expansão das actividades minerais não só se centrarão no carvão mineral, mas também de outros minérios, como o fosfato e níquel.

    “Ainda é muito cedo para fazer qualquer prognóstico, porque as pesquisas são muito preliminares e a mineração tem muito trabalho, ou fases de pesquisa. Só a título de exemplo, aqui em Moatize, nós começamos a trabalhar em 2004 e só em 2011 é que começamos a operar” — sublinhou.

    O vice-Presidente da República Federativa do Brasil disse na ocasião que este esforço mostra que a Vale Moçambique está comprometida não só com o seu crescimento, como também do desenvolvimento de Moçambique, que verá a sua economia a subir, bem assim o melhoramento das condições de vida dos nacionais, que passam a ter o emprego tanto nesta firma como também noutras empresas interligadas.

    “Esta empresa está a contribuir para a geração de emprego para milhares de moçambicanos, visto que as suas actividades de mineração permitem o funcionamento de tantas outras de prestação de vários serviços. Por isso, o número de postos de trabalho aumenta” — frisou Michel Temer.

    Fonte: Rádio Mocambique

  • “A visita da velha Senhora” ao Teatro Avenida

    “A visita da velha Senhora” ao Teatro Avenida

    A última proposta teatral do Mutumbela Gogo revela o cometimento deste grupo em trazer clássicos com temáticas globais, adaptando-os ao quotidiano moçambicano. Desta vez, ao elenco de sempre (Adelino Branquinho, Graça Silva, Jorge Vaz e Lucrécia Paco) juntaram-se novos actores assim como músicos cuja sonoplastia pintou a peça com alguma emoção relaxante.

    Sem, no entanto, pender muito para a esperada comédia, a peça revela-se séria e apela a uma reflexão sobre uma sociedade extremamente materialista. Com a direcção do alemão Friedrich Dürrenmatt, a história escrita nos anos 50 pelo suíço Jenis Neumann narra o regresso da velha senhora, a Clara, à sua Cidade, passados 45 anos.

    O regresso de Clara visa materializar uma desforra ao Alfredo, o seu ex-namorado. Para o efeito, é feita uma proposta diabólica: Um bilião de dólares pela cabeça da sua antiga paixão.

    Com interpretações bem conseguidas pelos actores, muito cenário e recurso à projecção de vídeo para auxiliar a narração, a peça fica em cartaz no teatro Avenida durante o mês de Julho. Não perca!

  • Moçambique agora na presidência dos PALOP

    Moçambique assumiu hoje a presidência da organização dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) durante a 13ª cimeira ordinária dos Chefes de Estado e de Governo realizada hoje, em Maputo. Moçambique assume a presidência dos PALOP por dois anos, em substituição de Angola que ocupou o posto em 2010. Esta cimeira seria histórica para os PALOP se tivesse sido adoptado o respectivo estatuto, que legaliza a existência desta organização criada em 2004. A AIM apurou que o estatuto não foi aprovado por terem surgido propostas de alteração de última hora. Entretanto, foi dado um ultimato aos países membros da organização para se conformarem aos estatutos com a maior brevidade possível. O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse na cerimónia de abertura da cimeira disse que a institucionalização dos PALOP constitui um passo significativo na consolidação da organização rumo ao progresso. Guebuza, na qualidade de Presidente dos PALOP, falou do percurso histórico dos cinco países da organização até alcançarem a sua independência, tendo referido que actualmente a situação politica na Guiné Bissau constitui a maior preocupação dos países membros. Na ocasião, o estadista moçambicano defendeu que os PALOP devem trabalhar em coordenação com outras organizações, em particular a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO) no sentido de repor a ordem constitucional no Guiné-Bissau. “O progresso de cada país da organização deve constituir preocupação de todos PALOP. Devemos continuar a inspirar-nos na luta heróica dos nossos povos na luta pela consolidação da paz e bem-estar dos povos e multiplicação das acções dos PALOP” disse. Prosseguindo, Guebuza disse ser “imperioso que continuemos a capitalizar e consolidar as nossas relações socioculturais de modo a torná-las mais fortes e inabaláveis. Mais do que relações entre estados são relações entre povos”. Refira-se que a 13ª cimeira dos PALOP realizou-se na véspera da IX Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP a ter lugar sexta-feira em Maputo. Na ocasião, os Chefes de Estado e de Governo da CPLP homenagearam o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, na qualidade de coordenador do fórum da CPLP explicou que a homenagem deve-se ao seu contributo no estreitamento das relações entre a União Europeia e aquela comunidade lusófona. “Como membro do Governo português sempre defendeu uma cooperação estreita, forte e eficaz entre a CPLP e a União Europeia. Nos últimos anos conseguiu lutar para a manutenção e reafirmação dos PALOP e da CPLP. Por isso, e pelo seu brilhante percurso político hoje lhe rendemos esta justa e simbólica homenagem”, disse o estadista cabo-verdiano. Por sua vez, Durão Barroso disse que a cooperação entre a União Europeia e a CPLP tem sido efectiva, não obstante algumas dificuldades. Barroso revelou que em 2013 a União Europeia vai aumentar recursos financeiros para a CPLP em 33 milhões de Euros. Desta forma, a ajuda da União Europeia para a CPLP vai totalizar os dois mil milhões de Euros em 2013. A CPLP integra Moçambique, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guine Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Enquanto isso, os PALOP são Moçambique, Angola, São Tome e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

  • Sociedade Moçambicana de Medicamentos começa a funcionar na Matola

    Está confirmada a cerimónia que dará início à fase de operações da fábrica de produção de anti-retrovirais e outros medicamentos da Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM). Marco histórico da relação bilateral Brasil-Moçambique, o evento será realizado neste Sábado, dia 21 de Julho, na própria unidade, localizada à Av. da União Africana, n.º 8.145, na cidade da Matola.

    Estarão presentes, o vice-presidente do Brasil, Michel Temer; o ministro da Saúde de Moçambique, Alexandre Manguele; o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, representando o Ministro da Saúde do Brasil, o vice-presidente da Fiocruz, Jorge Bermudez; o director da Farmanguinhos/Fiocruz, Hayne Felipe; o presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Apolínário Panguene; o presidente da SMM, Alcino Ndeve; e ainda a directora Executiva da SMM, Noémia Muissa.

    Nesta fase, a fábrica dá início aos processos de embalagem, armazenagem, controle de qualidade, e distribuição do antirretroviral Nevirapina 200mg, que está a ser cedido gratuitamente pelo Governo brasileiro.

    A SMM é objecto de uma cooperação técnica entre os governos do Brasil e de Moçambique, iniciada em 2003. A fábrica será a primeira do sector de medicamentos, com capitais 100% públicos, detida pelo Estado moçambicano, a ser instalada no continente africano, e tem como principal objectivo a produção de anti-retrovirais e de medicamentos essenciais ao país.

    O papel do Brasil, por meio da Fiocruz, é trazer para Moçambique a experiência do Sistema Único de Saúde brasileiro, que regista vários sucessos, visíveis, por exemplo, no combate ao HIV/Sida e na produção de medicamentos genéricos.

    A directriz da estratégia de cooperação brasileira prioriza o fortalecimento dos sistemas de saúde do país cooperado. No caso específico, o fortalecimento da política de assistência farmacêutica de Moçambique.

    O apoio do Governo brasileiro, orçado em cerca de 23 milhões de dólares, contempla várias etapas do projecto, passando pelos estudos de viabilidade, aquisição de equipamentos, transferência de tecnologias, capacitação técnica, validação e registos, e submissão de certificações de âmbito nacional e internacional. O apoio estende-se ainda à elaboração do plano de negócios e ao fornecimento de directrizes para a sustentabilidade da organização.

    Ao Estado moçambicano coube a aquisição das instalações da fábrica e a reabilitação das mesmas. Além disso, Moçambique é responsável pela manutenção da SMM.

    A Fundação Vale foi parceira deste projecto, financiando 80% das obras de infra-estrutura da fábrica, avaliadas em US$ 4,5 milhões. A fábrica tem 3 mil metros quadrados de área construída. Este investimento insere-se no âmbito da promoção e incentivo a programas e projectos de saúde junto à sociedade da Fundação Vale.

    A elevada taxa de prevalência de HIV/Sida verificada em Moçambique foi o mote para a criação do projecto, que inicia neste mês as suas primeiras actividades. Para além da produção de anti-retrovirais, a unidade vai também produzir outros medicamentos, destinados, por exemplo, ao tratamento de hipertensão. Serão produzidos, ao todo, 21 tipos de medicamentos, empregando cerca de 100 trabalhadores nacionais.

  • O governo vai encaixar 12.8% com a venda da Cove Energy

    O governo moçambicano vai encaixar 12.8% com a mais-valia gerada pela venda da empresa Cove Energy, que controla 8,5% de uma concessão de gás natural no Rovuma, em Cabo delgado.
    O presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, assegurou, em Maputo, que juntamente com o Ministério dos Recursos Minerais, foi accionada a legislação tributária relativamente à taxação das mais-valias. Essencialmente, a Autoridade Tributária vai cobrar o Imposto de Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPS) fixado em 32%. Só que, como a Cove Energy está em fase de investimento, com apenas três anos, a legislação prevê uma carga leve, daí que a taxa tenha caído para 12.8%.
    A mais-valia com a venda da Cove Energy corresponde à diferença entre o valor da empresa em Moçambique e o preço de compra. Por exemplo, se a Cove Energy estiver avaliada em 15 milhões de dólares e o preço da sua compra for de 20 milhões, a mais-valia lucro é de cinco milhões. 12.8% deste lucro é que irá para os cofres do Estado em impostos.

  • Sai fundo para investimentos no corredor de Nacala

    A Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Ministério da Agricultura de Moçambique (Minag), em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), lançam hoje o Fundo Nacala, iniciativa que irá contribuir com o desenvolvimento regional do corredor de Nacala, região ao norte de Moçambique, e visa atrair investimentos que promovam o progresso social e económico de maneira sustentável, a partir do desenvolvimento do agronegócio na região.
    O projeto é uma iniciativa inédita promovida pela FGV, Minag, ABC, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Japan International Cooperation Agency (JICA), Embrapa, e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Moçambique.
    Mais do que desenvolver a região ao norte de Moçambique, “o fundo visa transformar o corredor de Nacala em um importante pólo de desenvolvimento, pois possui excelentes condições para produção de alimentos”, enfatiza César Cunha Campos, director da FGV Projectos e gestor do Master Plan.
    Segundo o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, “este lançamento revela a importância do Fundo Nacala para as relações entre os dois países. O Brasil, que tem aqui várias empresas atuando nas mais diversas áreas, mais uma vez, colabora para o desenvolvimento de Moçambique. É com muita satisfação que o governo brasileiro trabalha em prol dessa parceria”.
    Para José Pacheco, ministro da Agricultura de Moçambique, “o Pró-Savana, para os moçambicanos, é uma batalha ganha na luta contra a pobreza. Com um suporte financeiro que possa financiar as operações no setor agrícola será possível ver um sector privado moçambicano cada vez mais forte. Aliás, nosso grande objetivo com o plano estratégico é transformar a agricultura de subsistência numa agricultura comercial. Com esses incentivos financeiros, técnicos e tecnológicos, estão criadas as condições para que ela possa assumir a liderança do sector agrário”.
    Roberto Rodrigues, coordenador do GV Agro e Embaixador da FAO, lembra que “diversos países têm interesse em receber a expertise brasileira na produção, organização e distribuição de alimentos, pois detemos mais conhecimento sobre a produção de culturas tropicais do que qualquer outro país do mundo. E a África tem interesse em dinamizar economias locais e viabilizar investimentos para reduzir a dependência das importações de alimentos".
    O Fundo está alinhado às estratégias de atracção de investimentos privados do programa ProSAVANA-JBM, realizado no âmbito de cooperação trilateral entre Japão, Brasil e Moçambique e segue as directrizes do Plano Diretor para o Desenvolvimento da Agricultura do Corredor de Nacala – PROSAVANA-PD.
    Participam do lançamento o primeiro ministro de Moçambique, Ayres Ali; o vice-presidente do Brasil, Michel Temer; o ministro da Agricultura de
    Moçambique, José Pacheco; o ministro da Agricultura do Brasil, Mendes Ribeiro Filho e o director da FGV Projectos, César Cunha Campos.

  • Ponte Maputo-Catembe = 725 milhões de dólares

    Já estão assegurados os fundos necessários para a construção da ponte entre Maputo e Catembe, ligando as duas margens da baía de Maputo. Para o efeito, foi assinado ontem, na China, um acordo entre o Governo moçambicano e a Exim Bank daquele país asiático para concessão de 681.6 milhões de dólares norte-americanos, correspondentes a 85 porcento do custo total da obra.
    Fonte do Ministério das Finanças garantiu que com a mobilização deste financiamento ficou fechado o valor necessário para a viabilização da infra-estrutura, cuja construção poderá arrancar este ano, devendo ser concluída dentro dos próximos três anos.
    A construção da ponte entre Maputo e Catembe poderá dinamizar o desenvolvimento da zona de Matutuíne, um dos distritos mais pobres da província de Maputo, para além de minorar o sofrimento da população que pretenda atravessar para uma das duas margens da baía de Maputo. Essa actividade é actualmente assegurada por embarcações, o que de certa maneira contribui para o elevado custo de vida e consequente empobrecimento do Distrito Municipal Ka Tembe e do distrito de Matutuíne.
    No total, a ponte Maputo/Catembe vai custar cerca de 725 milhões de dólares norte-americanos. Cinco por cento deste valor é financiado pelo Estado moçambicano, dez por cento é um crédito concessional do EXIM BANK aprovado na última visita do titular da pasta das Finanças à China.
    Os dados disponíveis indicam que a infra-estrutura terá uma altura de 60 metros e a sua extensão será de três quilómetros. Do lado de Maputo será construída a partir das barreiras da Malanga e do lado da Catembe estará fixada na região das instalações da Emodraga.
    O projecto global contempla também a construção de uma estrada entre Maputo e Ponta d’Ouro, fronteira com a África do Sul, e outras infra-estruturas.

  • Empresários discutem aspectos ligados à agricultura

    Representantes de associações e empresas privadas, ligadas ao sector agrícola e entidades do Governo, reuniram-se em Maputo para discutir os problemas que afectam a actividade no país.

    No encontro, organizado pela Confederação das Associações Económicas – CTA – esteve em discussão, vários aspectos entre os quais a implementação dos instrumentos que regem o sector, nomeadamente o IVA na agricultura, a taxa rodoviária para as exportações e o Diploma Ministerial nº 13/2005 (gasóleo para a agricultura), que garante certas vantagens aos agricultores na aquisição do combustível.

    O presidente da área de Agro-Negócios da CTA, João Jeque, afirmou que o evento visa identificar oportunidades, de modo a que o desenvolvimento registado no sector agrícola em algumas regiões comece a criar valor acrescentado e a ganhar mais competitividade.

    Participaram no evento, representantes de associações de camponeses de alguns distritos da província de Gaza, nomeadamente Guijá e Chókwè, e da província de Maputo, Moamba e Boane.

    Samuel Chissico, presidente da Federação Nacional da Agricultura, disse na ocasião que «este diálogo contribui para a remoção de algumas barreiras, o que poderá permitir que a actividade desempenhe o seu papel como força motriz do desenvolvimento socioeconómico de Moçambique».

    Trata-se da primeira reunião do Pelouro de Agro-Negócios da CTA, que juntou agricultores da região sul do país, estando prevista a realização de encontros semelhantes também nas zonas centro e norte do país e a elaboração de um plano de acção para o desenvolvimento do sector da agricultura.

  • Ensino profissional forma 25 mil jovens em 10 anos de implementação

    Vinte e cinco mil jovens foram formados em dez anos de implementação de diferentes cursos nas escolas profissionais do país, o que lhes permitiu aceder ao mercado de emprego ou gerir negócios e empregar outras pessoas.

    Os dados foram revelados pela vice-ministra da Educação, Leda Hugo, quando apresentava o relatório da avaliação internacional das Escolas Profissionais, acto enquadrado na semana dedicada ao debate sobre Educação e Desenvolvimento. A formação dos jovens foi feita baseando-se em nove ciclos de ensino e aprendizagem.

    De acordo com Leda Hugo, as escolas profissionais, de nível básico, maioritariamente inseridas no meio rural e que têm uma inserção social e comunitária muito grande, fizeram grandes transformações onde estão implantadas, dando oportunidade de emprego aos jovens como empregado ou como empreendedor.

    «Celebramos dez anos das escolas profissionais, mas na verdade são 16 anos de aturado trabalho de implementação de escolas profissionais em Moçambique, de arquitectura deste sistema que começou com um profundo estudo, passou pelo desenho do programa curricular, dos modelos de formação e consequente aprovação. Foram feitos nove ciclos de formação que permitiram a formação dos 25 mil jovens formados em diferentes áreas. Muitos deles, com o modelo de formação, logo à saída do curso tiveram emprego e liberdade de prosseguirem com os seus estudos, quer em institutos médios, politécnicos quer universidades», apontou.

    Ao todo, o país conta neste momento com 44 escolas profissionais, depois de ter começado com apenas cinco. Muitos privados estão a implementar este modelo de escolas que formam pessoas para o negócio.

    «As escolas profissionais são as que têm melhor rendimento pedagógico, ou seja, com cerca de 85% de aproveitamento positivo. São as que têm melhor interacção com o sector produtivo, maior relação escola-comunidade-emprego, sendo um modelo viável. O esforço agora é ter maiores escolas profissionais-modelo, espalhadas pelo país», explicou Leda Hugo.

    A semana de Educação e Desenvolvimento encerrou com a apresentação do tema relacionado com a Nova Agenda dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

  • Moçambique é prioridade para a Portucel

    BREVE: Moçambique vai ser o segundo patamar de crescimento da empresa Portucel Soporcel de Portugal. A garantia foi deixada esta quarta-feira pelo presidente executivo do grupo, José Honório, durante a conferência ‘CEO Experience’ promovida pelo jornal Diário Económico e pela Accenture.

  • Vodacom quer expandir a rede

    A Vodacom Moçambique vai investir na extensão da sua rede e através de soluções tecnológicas chegar à província de Cabo Delgado e à cidade de Pemba, em particular.
    Este investimento vai contribuir para o aumento da capacidade e melhoramento da qualidade das comunicações nesta região.
    Segundo um comunicado de imprensa recebido ontem na nossa Redacção, a operadora está a investir num plano de expansão de rede que irá de Namapa até Pemba, devendo posteriormente estender-se para o Sul até Mecufi.
    Estima-se que este projecto esteja concluído até Janeiro, sendo que o mesmo implica a instalação de uma infraestrutura de rede de microondas própria, em vários pontos de Cabo Delgado, para além de melhorar a qualidade dos serviços 2G e 3G.
    Através deste investimento, a Vodacom aumentará a qualidade dos serviços oferecidos nesta região, permitindo que estes não dependam de infra-estrutura de terceiros, como tem acontecido até então.
    Tal dependência, segundo a empresa, tem-se traduzido em falhas e cortes sistemáticos na transmissão do sinal. É neste contexto que a operadora está a criar condições para que os clientes acedam a um serviço confinável e de qualidade, garantindo uma velocidade de transferência de dados muito superior.
    Com este investimento, a operadora espera responder aos desafios que se impõem à província de Cabo Delgado a nível das comunicações, tendo em conta os grandes investimentos empresariais que estão a ser feitos nesta província.
    De acrescentar que, desde Abril, a Vodacom instalou mais de 40 novos sítios nas províncias de Nampula, e Cabo Delgado, comprovando a aposta na região norte do país. Este projecto, que congrega um investimento financeiro avultado, irá também contribuir para gerar emprego na região.