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  • 1º Congresso dos juízes moçambicanos debate situação actual da Justiça

    Para reflectir sobre o processo histórico de construção do sistema de administração da Justiça, fazer o balanço dos avanços e recuos registados, identificar as principais alterações e perspectivar o futuro, decorre, desde quinta-feira, 2 de Maio, em Maputo, o 1º congresso dos juízes moçambicanos.

    No evento, promovido pela Associação Moçambicana de Juízes (AMJ), sob o lema “O poder Judicial em tempos de crise: estatuto e modernização da Justiça”, serão abordados vários temas como “Os tribunais e a defesa do Estado de Direito”, “O retrato do juiz moçambicano: entre o ideal e o possível”, “O estatuto do juiz em tempos de crise”, “O papel da mulher na Justiça”, entre outros.

    Para o presidente da AMJ Carlos Mondlane, o congresso decorre num momento em que os tribunais estão no epicentro dos problemas políticos, mas também económicos e sociais no País: “A crise económica, a corrupção a criminalidade transnacional e outros desvalores jurídicos impõem uma intervenção dos tribunais”.

    “Tornar a Justiça mais célere é o apanágio perseguido pelo Estado. Muitas vezes, as pessoas não entendem que a velocidade da vida social não se compadece com a tendência estática do Direito. O tempo de Justiça não corresponde ao tempo idealizado pela sociedade, muito menos ao esperado pela Comunicação Social ou pelas redes sociais”, referiu.

    O tempo da justiça, segundo sustentou, deve permitir uma leitura não emotiva da realidade e conduzir a uma decisão de qualidade. “Reconhecemos ainda assim a crítica que, muitas vezes, é feita à nossa Justiça, tendo a sua razão de ser”, ressalvou.

    Num outro desenvolvimento, Carlos Mondlane defendeu que, sem fazer muito esforço, percebe-se que as razões que levam aos atrasos na Justiça têm a ver, em primeiro lugar, com a explosão da litigiosidade.

    “Mas também têm a ver com a legislação processual, que foi concebida para um tempo e um lugar histórico diferentes. Um tempo em que não havia, praticamente, máquinas de escrever, muito menos computadores. Os telefones eram bem escassos, as estradas eram de má qualidade e as comunicações faziam-se por carta registada”, destacou.

    Por outro lado, considerou que muitas reformas processuais que têm estado a multiplicar-se em Moçambique permitem o uso abusivo de meios de obstrução do próprio processo pelos actores jurídicos e judiciários.

    No congresso de dois dias, que termina esta sexta-feira, usou, igualmente, da palavra, João Beirão, vice presidente do Tribunal Supremo, tendo considerado que o prestígio e a qualidade dos protagonistas do congresso, nomeadamente oradores, magistrados, participantes e os temas a serem abordados dão alento e confiança de que inicia mais uma etapa de reflexão sobre os grandes desafios que a magistratura enfrenta, perspectivando o futuro.

    “Este congresso acontece num momento de transformações na história e num contexto de inúmeras tribulações que o País e o mundo atravessam, pondo à prova o sistema judicial, o que exigirá de cada um de nós capacidade de ponderação entre a adversidade e complexidade de situações que se nos impuserem, olhando sempre no respeito pelos direitos fundamentais, fundamento da dignidade do Homem num estado de direito democrático”, enfatizou.

    Por sua vez, o secretário Permanente do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Didier Malunga, disse que no processo da construção da moçambicanidade todos são chamados a aprofundar os temas relacionados com a organização judiciária, compreendida como um pilar fundamental na construção e consolidação do Estado de Direito em Moçambique.

    “A AMJ, ao promover o debate jurídico e judiciário em torno dessas temáticas, é um bom começo, um caminho a seguir na consolidação das várias vertentes que permitem compreender melhor o estágio em que nos encontramos e perspectivar o que pretendemos deixar como herança para as gerações vindouras de carreira jurídica”, concluiu.

  • Lioness of África faz despontar solução para minimizar problema de habitação em Moçambique

    A oitava edição do Lioness Lean in Breakfast que teve lugar, recentemente, na Incubadora de Negócios do Standard Bank, foi marcada pela apresentação do percurso e história da Minimal Living Box, uma startup moçambicana que se propõe a minimizar o problema de habitação em Moçambique.

    De acordo com Marta Uetela, fundadora da startup de design e construção modular, a falta de habitação no País, principalmente para os jovens, e os altos preços praticados no mercado imobiliário constituíram motivos para a criação do seu estúdio de design e construção baseada em contentores.

    Com este conceito, a jovem, estudante de engenharia mecânica, com uma curta passagem pelo curso de arquitectura,pretende trazer ao mercado nacional uma solução de habitação acessível, flexível, móvel e que esteja ao alcance da capacidade financeira dos jovens, que constituem a maioria da população.

    Prova disso é o facto do preço do menor módulo (T1), feito a partir de um contentor de 20 pés revestido de isopor e gesso para absorção de calor, que comporta um dormitório, um espaço para lazer, uma banca de trabalho e casa de banho, estar estimado em 380 mil meticais.

    “Trata-se da maior e melhor oportunidade de os jovens terem acesso à habitação e acredito que o mercado está sedento por uma solução do género”, considera Marta Uetela.

    Para o Standard Bank, a estória de Uetela, que recentemente participou no #ideate Bootcamp, um programa de imersão empresarial promovido pela Incubadora de Negócios do banco, é uma demonstração clara do seu trabalho para impulsionar as pequenas e médias empresas e promover o empreendedorismo feminino.

    “Acreditamos que a actividade económica é uma das formas de colocar em prática a paridade do género e de promover a inclusão financeira, por isso apoiamos a criação de condições para que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens e ocupem o seu lugar no mundo dos negócios”, referiu Mónica Macamo, representante do Standard Bank na oitava edição do Lioness Lean In Breakfast.

    Comentando sobre a motivação do banco para organizar este evento, Mónica Macamo referiu que estas iniciativas (Lioness Lean in Breakfast e Young Lionesses) constituem uma plataforma de projecção nacional e internacional que visa dar visibilidade às mulheres e alargar o seu acesso ao mercado, daí terem sido convidadas oradoras que tiveram a coragem de empreender (e hoje são uma referência) para partilharem as suas experiências e melhores práticas.

    Para além do Standard Bank, o Lioness Lean in Breakfast organizado pela Lionesses of Africa, conta com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos, e da Eni Rovuma Basin.

    A oitava edição do evento de partilha de experiências e criação de uma rede de contactos esteve dividida em duas sessões. A primeira, destinada a empresárias já estabelecidas teve como oradoras Shaida Seni (Prativa), Lubaina Momade (Luza Microcrédito), Alieça Ferreira (Link) e Epifânia Gove (Pifa Gove Millinery); sendo que a segunda (Young Lionesses), com foco em jovens estudantes universitárias que pretendem abraçar o empreendedorismo, teve como oradoras Marta Taquidir (Muthiana Orera), Marta Uetela (Minimal Living Box) e Paula Matsinhe (Uzuri Creations).

    Ao avaliar as duas sessões, Melanie Hawken, fundadora e directora executiva da Lionesses of Africa, mostrou-se impressionada com o crescimento da comunidade de empreendedoras moçambicanas criada a partir desta iniciativa, que se situa em torno de duas mil mulheres.

    “Criou-se uma forte rede de negócios a partir do Lioness Lean in Breakfast e do Young Lionesses, que permite a interacção entre as mulheres. Hoje, os produtos e serviços estão a ganhar espaço no mercado externo, e isso é muito importante”, justificou Melanie Hawken.

    A propósito, a fundadora e directora executiva na Lionesses of Africa, anunciou para breve o lançamento de uma fundação que se vai dedicar à divulgação de histórias de sucesso de empreendedoras de diversos países, incluindo Moçambique, o que vai facilitar o acesso a vários mercados europeus.

    Tânia Manhiça, fundadora da Leap Consulting (consultoria em gestão), foi uma das participantes do Lioness Lean in Breakfast e disse ter sido uma sessão de inspiração pois pôde ouvir histórias de sucesso e saber mais do percurso de diferentes mulheres.

    “Percebi que do nada é possível criar algo notável. Muitas vezes o que nos trava é a nossa mentalidade. Enfrentamos muitas barreiras criadas por nós mesmas e que podemos ultrapassá-las facilmente e esta iniciativa ajuda as mulheres a ganharem coragem para empreender”, enfatizou Tânia Manhosa.

    FOTO: Melanie Hawken

  • Maputo: Serviço nocturno de transporte público urbano já em actividade

    A área metropolitana de Maputo, compreendendo os municípios de Maputo, Matola e Boane, bem como o distrito de Marracuene, conta, desde terça-feira, 30 de Abril, com um serviço nocturno de transporte público urbano, a funcionar todos os dias, das 23 horas às seis horas da manhã.

    Trata-se de um serviço introduzido com vista a responder ao desenvolvimento da cidade de Maputo, caracterizado pelo crescente número de empresas que funcionam em regime de turnos e intensificação da actividade turística, sendo que a viagem custa 35 meticais por passageiro, independentemente da origem ou destino.

    O novo serviço é composto por 18 autocarros, sinalizados por um pirilampo e placas laterais e frontais, e vai abranger um total de nove rotas, nomeadamente Museu-Matola Gare, Museu-Matola Godinho, Museu-Marracuene, Museu-Patrice Lumumba, Baixa-Boane, Baixa-1° de Maio, Baixa Magoanine C, Baixa-Kongolote e Xipamanine-Catembe, todas com passagens por diversas artérias e bairros da cidade de Maputo.

    O lançamento deste serviço é, para o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, um dos resultados visíveis do uso racional dos autocarros alocados à área metropolitana de Maputo, e não só, no âmbito das reformas em curso com vista à melhoria da oferta, conforto e segurança do transporte público de passageiros em todo o País.

    “Desde 2016 alocámos, só na área metropolitana de Maputo, 320 novos autocarros que asseguraram um incremento de oferta de cerca de 320 mil passageiros por dia, uma medida que transformou completamente a forma como eram transportados os passageiros”, sublinhou o governante.

    A propósito, Carlos Mesquita anunciou a aquisição de mais 100 autocarros para o reforço das frotas de transporte público urbano em todo o País, uma medida que será acompanhada pela implementação de várias outras, que incluem a melhoria das vias de acesso, manutenção dos autocarros, intermodalidade, melhoria da gestão, sistema de bilhética e de rastreio electrónico, entre outras.

    Por seu turno, o presidente do Conselho Autárquico de Maputo, Eneas Comiche, afirmou que a entrada em funcionamento deste serviço vai responder aos anseios dos munícipes, “que em todas as reuniões que realizámos pediram, encarecidamente, que houvesse um meio de transporte público de passageiros, à noite”.

    Este serviço, de extrema utilidade pública, constitui, para Eneas Comiche, um alívio para os que exercem as suas actividades à noite, designadamente os estudantes do curso nocturno, os que trabalham em turnos e o público em geral.

    A Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), representada pelo seu presidente, Castigo Nhamane, congratulou o Governo, cujas acções, através do Ministério dos Transportes e Comunicações, “têm contribuído para o aumento da oferta do transporte público de passageiros, principalmente na área metropolitana de Maputo”, e assegurou que a agremiação fará a sua parte para que o novo serviço seja prestado de forma permanente e segura.

  • Politécnica junta-se à Olá Vida para debater cancro da mama e do colo do útero

    O movimento Olá Vida, em parceria com a Universidade Politécnica, realizou, no sábado, 27 de Abril, um workshop sobre o cancro da mama e do colo do útero, que tinha como objectivo alertar a sociedade sobre a importância da tomada de medidas de prevenção e dos cuidados de saúde.

    Através desta iniciativa, os mentores pretendem, igualmente, fechar a lacuna que existe na divulgação das causas, sintomas e tratamento, bem como na promoção de hábitos saudáveis que podem ajudar a prevenir esta e outras doenças.

    O objectivo, de acordo com Eta Matsinhe, representante do movimento Olá Vida, “é reverter o actual quadro, caracterizado pela falta de informação sobre o cancro. O nosso alvo é a sociedade, principalmente as mulheres, independentemente de terem ou não o cancro. Os homens, que são os nossos parceiros, e a família merecem, também, a nossa atenção porque são afectados por esta doença”.

    Segundo Eta Matsinhe, o cancro do colo do útero é o que mais mata no País, sendo, por isso, importante visitar o ginecologista regularmente para evitar o diagnóstico tardio, assim como usar o preservativo.

    “No geral, o cancro é responsável por três mil mortes em cada quatro mil casos registados em Moçambique”, acrescentou a representante do movimento Olá Vida, que apelou ao auto-exame como medida de diagnóstico precoce para caso do cancro da mama.

    A organização deste evento, conforme explicou a representante da Universidade Politécnica, Paula Lobo, enquadra-se no âmbito das actividades de extensão desta instituição privada de ensino superior, que visam a promoção da mudança de comportamento no seio das comunidades.

    “O papel de uma universidade é o de formar e informar, por isso a Universidade Politécnica realiza regularmente actividades de extensão, que permitem uma maior aproximação à sociedade, e, consequentemente, a mudança de comportamento no seu seio”, disse Paula Lobo.

    Importa realçar que, durante o workshop, foram partilhadas histórias de superação de pessoas que tiveram e venceram o cancro, seguidas por um debate, cujo painel foi constituído por um médico e uma enfermeira, que explicaram como a doença se manifesta.

    Foto: Eta Matsinhe

  • INSS alarga prazo para Prova Anual de Vida

    O INSS-Instituto Nacional de Segurança Social decidiu não suspender, por um período de 60 dias, o pagamento à 9.753 pensionistas que não realizaram a Prova Anual de Vida (PAV) no período de 10 de Janeiro a 10 de Abril, prazo fixado para o efeito.

    De acordo com o director geral do INSS, Alfredo Mauaie, a medida surge na sequência das cheias provocadas pela passagem do ciclone Idai, que obrigou os pensionistas do Sistema a se deslocarem das suas residências para os centros de acomodação e outros locais seguros.

    Com efeito, brigadas técnicas móveis do INSS vão proceder à realização da PAV nos centros de acomodação, nas zonas afectadas pela intempérie, dando continuidade a um processo iniciado, em todo o território nacional, a 10 de Janeiro do corrente ano.

    A PAV envolveu titulares de pensões de velhice, de invalidez e de sobrevivência, que inclui cônjuge (viúva ou viúvo) e filhos menores de 18 anos ou com idade até 21 anos, desde que estejam a frequentar o ensino médio ou superior, respectivamente.

    “Para este ano, a PAV abrangeu um total de 65.515 pensionistas do Sistema de Segurança Social, o que corresponde a 87 por cento de um universo de 75.268 pensionistas”, referiu Alfredo Mauaie.

    Os pensionistas que, por razão do seu estado de saúde, estão incapacitados a se deslocar aos locais de realização da PAV, conforme explicou o director geral do INSS, beneficiam de atendimento domiciliário por parte dos técnicos do INSS: “Nestas condições, foram abrangidos, entre os dias 10 de Janeiro e 10 de Abril, 572 pensionistas”, frisou.

    O Director Geral apela aos pensionistas que ainda não realizaram a PAV a regularizarem a situação junto dos serviços da Segurança Social, espalhados pelo País.

    Importa realçar que, nos termos do Regulamento de Segurança Social Obrigatória em vigor, os pensionistas que não regularizarem a sua situação no decurso de seis meses, contados a partir do mês da suspensão da pensão, não terão direito ao pagamento retroactivo do referido período.

  • Délcio Soares e Adelvino Nuvunga levam Moçambique ao Mundial de voleibol de praia

    Délcio Soares e Adelvino Nuvunga conquistaram o 3º lugar no Campeonato Africano de voleibol de praia e apuraram a selecção moçambicana para o Mundial que vai ser disputado na Alemanha.

    A selecção sénior masculina de Moçambique ficou com o “bronze” após derrotar neste sábado (27) a sua congénere da Serra leoa por 2 sets a 0 (com os parciais 21-17 e 21-15), no jogo de definição do 3º classificado.

    Délcio e Adelvino iniciaram a sua caminha para o Mundial derrotando a Zâmbia por 2 sets a 0, resultado idêntico com que bateram ao Sudão. Depois tiveram de se aplicar para derrotar a Gâmbia por 2 sets a 1 acabando a 1º fase com uma derrota diante da África do Sul por 0 sets a 2.

    Nos quartos-de-final a selecção nacional derrotou os anfitriões por 2 sets a 0 (com os parciais 21-16 e 21-15).

    Nas meias-finais Délcio e Adelvino foram derrotados pelo Marrocos por 0 sets a 2.

    Com esta brilhante participação a nossa selecção vai agora poder disputar o Mundial de voleibol de praia que está marcado para Julho na cidade alemã de Hamburgo.

  • Ciclone kenneth perdeu força mas vai continuar a causar mau tempo no Norte de Moçambique

    O Ciclone Tropical Kenneth que entre as 16 e 18 horas de quinta-feira (25) entrou no território nacional pelo distrito de Macomia, na Província de Cabo Delgado, fez pelo menos um morto e destruiu milhares de habitações e edifícios públicos e privados. O Instituto Nacional de Meteorologia indica que "enfraqueceu tornando-se uma depressão tropical" mas está a originar chuvas e ventos fortes no Norte de Moçambique.

    Inúmeras habitações danificadas e sem tecto, árvores caídas, inundações e corte de energia é o balanço preliminar do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) do impacto do Ciclone tropical Kenneth, de categoria 4, que durante a noite e madrugada passada fustigou a Província de Cabo Delgado.

    No Distrito de Macomia há registo de milhares de habitações destruídas, muitas de construção precária, instituições bancárias, bombas de combustíveis, a penitenciária e até o edifício da Administração ficou parcialmente danificado. Milhares de residências também ficaram destruídas no Distrito do Ibo deixando cerca de 15 mil pessoas ao relento.

    De acordo com o INGC os Centrou de Acolhimento criados estão super lotados, há necessidade de tendas, comida e água potável. No Distrito de Palma dezenas de casas de construção precária foram destruídas e quatro embarcações que afundaram, sem danos humanos.

    Na capital da Província de Cabo Delgado, Pemba, uma cidadã adulta perdeu a vida devido a queda de um coqueiro no bairro Ingonane) e existe um ferido pela queda de uma janela de uma escola. Um número elevado de casas ficou sem tecto e outras danificadas, pelo menos uma escola foi parcialmente destruída.Entretanto o ciclone enfraqueceu, tornando-se uma depressão tropical, e de acordo com o INAM "a depressão tropical irá enfraquecer nas próximas horas, passando a um sistema de baixa pressão estacionário até o dia 28 de Abril de 2019, prevendo-se a ocorrência de chuvas fortes a muito fortes (50 a 100 milímetros em 24 horas), ventos com rajadas fortes até 70 quilómetros por hora e trovoadas severas nas províncias de Cabo Delgado (todos os distritos), Nampula (distritos de Nacala, Memba, Erati, Nacarroa, Muecate, Namapa, Ilha de Mocambique, Mussoril e Monapo) e Niassa (distritos de Mecula, Marrupa e Nipepe)".

    Com estas previsões meteorológicas a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos renovou a previsão de "subida acentuada dos níveis hidrométricos nas bacias do Messalo, Rovuma, Montepuêz, Megaruma, Lúrio e pequenas bacias costeiras de Nampula e Cabo Delgado, podendo atingir o alerta, tendo como impactos o condicionamento das vias rodoviárias entre os distritos de Macomia – Muidumbe, Montepuêz – Mueda, Meluco – Ancuabe, Meluco – Quissanga, Ancuabe – Macomia; Mecufi – Chiúre, Chiúre Pemba e Muepane – Pemba".

    In Jornal A Verdade

  • Nos últimos três anos: Acidentes de trabalho vitimaram mais de 2.000 trabalhadores

    O País registou, entre 2015 e 2018, um total de 2.044 acidentes de trabalho, que resultaram em 42 mortes, sendo que 26 trabalhadores ficaram permanentemente incapacitados, 201 parcialmente e 1.775 temporariamente incapacitados para trabalhar.

    Esta informação foi dada a conhecer, na sexta-feira, 26 de Abril, em Maputo, pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, no decurso da conferência nacional alusiva à celebração do Dia Mundial de Segurança e Saúde no trabalho, sob o lema “Promovendo a Higiene e Segurança para Preservar a Saúde no Trabalho”.

    Vitória Diogo explicou que o registo de situações de sinistralidade, no sector produtivo, não constitui um fenómeno exclusivo de Moçambique, pois no mundo, em geral, são registados 2,3 milhões de acidentes de trabalho por ano.

    Em relação às estatísticas nacionais, a governante disse estar ciente que estão muito longe de retratar a realidade, pois, “estamos num cenário em que muitas entidades empregadoras, infelizmente, não comunicam os acidentes ocorridos às autoridades, talvez por desleixo, ignorância, ou mesmo por mero receio de eventuais penalizações. Gostaria de reiterar que é de lei comunicar. Não comunicar às autoridades é que constitui uma transgressão à lei”.

    A ministra sustentou que os trabalhadores têm também responsabilidade por assumir neste contexto: “Para além de terem que cumprir, escrupulosamente, com as regras de higiene e segurança no trabalho estabelecidas na empresa, devem participar activamente na identificação dos riscos profissionais e nas campanhas de sensibilização e de prevenção de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais”, frisou.

    A conferência nacional sobre segurança e saúde no trabalho abordou temas actuais e pertinentes, dos quais se destaca o rastreio de doenças pulmonares mineiras e acompanhamento do trabalhador que contraiu a doença, a contribuição do sector privado/agente económico, para a melhoria da nutrição no local de trabalho e a Norma ISO 45001, guia orientador para a prevenção primária dos acidentes e doenças profissionais.

    No decurso do evento, foram, igualmente, divulgados os trabalhos considerados perigosos para as crianças, nas actividades extractivas, mineiras e construção civil, com o objectivo de contribuir para a criação de um ambiente são e saudável nas instituições.

    Pretende-se, ao celebrar o Dia Mundial de Segurança e Saúde no trabalho, não só reflectir profundamente sobre a situação de segurança e saúde ocupacionais, mas simultaneamente prestar homenagem a todos aqueles que foram e são vítimas de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais.

    Importa realçar que, no âmbito da celebração, realizou-se uma exposição, envolvendo diversificadas empresas, sobre boas práticas, no domínio da higiene, segurança e saúde ocupacional. Tratou-se de uma partilha de experiências, a nível nacional, sobre os avanços registados no sector.

  • AdeM já desactivou 160 ligações clandestinas e irregulares de água

    A empresa Águas da Região de Maputo (AdeM) está a levar a cabo, desde o princípio do ano, uma campanha de desactivação e remoção de ligações clandestinas e irregulares nas cidades de Maputo, Matola e no distrito de Boane.

    Trata-se de uma acção que visa desencorajar esta prática ilegal, que atingiu níveis alarmantes e que tem contribuído para o aumento do volume de perdas no sistema, sem contar com os prejuízos que têm sido causados à empresa.

    Segundo o porta-voz da AdeM, Afonso Mahumane, é difícil avaliar os prejuízos associados a esta prática, mas assegura que são avultados, tendo em conta que “estamos a falar de água não contabilizada, muito menos facturada, sendo, por isso, considerada água perdida”.

    “Pelas nossas contas, o volume da água que é consumida de forma ilegal supera, em termos de estimativa, as perdas físicas e isso tem várias implicações, porque consiste em água tratada, cujo processo de tratamento consome energia eléctrica, produtos químicos, mão de obra, entre outros gastos relacionados”, explicou o porta-voz.

    Para se ter uma ideia das perdas resultantes desta prática, Afonso Mahumane referiu que, de Janeiro a esta parte, foram detectadas e desactivadas cerca de 160 ligações ilegais em Maputo, Matola e Boane.

    Ao número de consumidores ilegais, ou seja, que nunca tiveram um vínculo com a empresa, acresce-se os que recorrem ao "bypass" (contorno do contador para evitar a contabilização da água), bem como os que continuam a beneficiar ilicitamente do precioso líquido, depois de serem suspensos por diversas razões, nomeadamente falta de pagamento das facturas, entre outras.

    Entretanto, e porque esta acção tem, também, a vertente de sensibilização, a AdeM afirmou que os cidadãos que estão numa situação ilegal e que colaboram com a empresa, são logo regularizados.

    “Os que colaboram podem ser convertidos em clientes. Caso não, as nossas equipas procedem à remoção de toda a instalação e notificam o responsável da casa onde foi detectada a ligação ilegal para que seja responsabilizado”, garantiu o porta-voz da AdeM.

  • Mulheres capacitadas a criar redes de negócios

    A Incubadora de Negócios do Standard Bank acolhe, na próxima sexta-feira, 26 de Abril, em Maputo, a oitava edição da iniciativa Lioness Lean in Breakfast, que tem por objectivo a partilha de experiências entre empreendedoras moçambicanas já estabelecidas, bem como a criação de redes de contacto entre as participantes.

    O evento organizado pela Lionesses of Africa, em parceria com o Standard Bank, a Embaixada do Reino dos Países Baixo e a Shell Moçambique, visa dar maior visibilidade às empreendedoras moçambicanas, e, por via disso, alargar o seu acesso ao mercado e ajudá-las a criar redes de negócio.

    A presente edição estará dividida em duas sessões, nomeadamente Lionesses Lean In Breakfast, que contará com a participação de Shaida Seni (Prativa), Lubaina Momade (Microcrédito) e Alieça Ferreira (Link), dirigida a mulheres empreendedoras já estabelecidas e ainda Marta Taquidir (Muthiana Orera), Marta Uetela (Minimal Living Box) e Paula Matsinhe (Uzuri Creations), na sessão das Young Lionesses, com foco nas jovens estudantes universitárias que pretendem abraçar o empreendedorismo.

    Trata-se de uma iniciativa que pretende capacitar as mulheres empresárias, através da partilha de informações e aconselhamento útil e relevante sobre o mundo dos negócios e empreendedorismo, inspirar e partilhar histórias de sucesso que estão a desenvolver negócios e marcas.

    A oitava edição do Lioness Lean in Breakfast visa, igualmente, criar um ambiente de interacção entre as mulheres e consciencializá-las sobre as enormes oportunidades de crescimento que existem no mercado nacional.

    Importa referir que o empreendedorismo feminino enquadra-se no crescimento inclusivo, um pilar transversal a todas as actividades da Incubadora de Negócios do Standard Bank, inaugurada em 2017, e que tem como um dos seus focos principais a inclusão do género.

  • Standard Bank inaugura nova agência Filial de Nampula

    O Standard Bank inaugurou, na terça-feira, 23 de Abril, a agência Filial de Nampula, uma infraestrutura moderna, equipada com tecnologia de ponta, reforçando deste modo a sua presença na cidade de Nampula.

    O empreendimento, erguido num amplo espaço, oferecendo melhores condições aos clientes do banco, comporta sete caixas para atendimento rápido, para além de várias salas para atendimento privado.

    Durante o acto inaugural, o presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, Tomaz Salomão, referiu-se ao facto de a nova agência Filial de Nampula constituir um símbolo da dedicação e trabalho do banco para o desenvolvimento da cidade e toda a província de Nampula.

    “Com esta agência, pretendemos dinamizar a vida de Nampula, impulsionar o surgimento de novos negócios, disponibilizar recursos para que as famílias realizem os seus sonhos e, também, acelerar a inclusão financeira dos moçambicanos”, disse Tomaz Salomão.

    Enfatizou ainda que este investimento do banco, em Nampula, representa a renovação do compromisso do Standard Bank para com os seus clientes, uma vez que resulta dos recorrentes pedidos por um espaço maior, confortável e moderno.

    Nampula, segundo realçou o presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, é um dos mais importantes centros de actividade económica em Moçambique, sendo que alguns dos mais significantes empreendimentos deste país se encontram nesta província.

    “Estamos nesta província para aconselhar, financiar e cooperar com todos àqueles que estão comprometidos com a geração de riqueza e desenvolvimento humano, através da criação de postos de trabalho e implementação de projectos sociais”, frisou.

    Por sua vez, Chuma Nwokocha, administrador delegado do banco, enalteceu o envolvimento do Standard Bank no desenvolvimento de Moçambique há 125 anos, através da concretização de vários sonhos.

    “E, porque Nampula é Moçambique, abrimos esta agência para realizar o sonho dos citadinos de Nampula de aceder ao crédito, seguros, soluções de poupança e vários outros serviços financeiros de forma fácil, rápida, segura e, assim, acelerar o desenvolvimento da província”, vincou.

    Para o Standard Bank, conforme considerou o administrador delegado, este é um sinal de desenvolvimento, visando a disponibilização de produtos e serviços personalizados de forma confortável, com celeridade no atendimento, simplicidade e segurança.

    Por sua vez, o governador da província de Nampula, Victor Borges, que presidiu à cerimónia de inauguração, considerou que a nova agência do Standard Bank reforça a expansão dos serviços financeiros de qualidade na província, uma presença cada vez mais próxima dos clientes.

    “Agradecemos ao Standard Bank por abrir mais uma agência na cidade de Nampula e gostaríamos que se expandisse cada vez mais para outros espaços da província”, sublinhou.

    Na sua opinião, os serviços financeiros disponibilizados pelo Standard Bank vão ajudar no desenvolvimento da actividade económica diversificada que caracteriza a província: “Há cinco anos atrás predominava a agricultura, com uma participação na produção global de cerca de 50 a 52 por cento”, destacou.

  • Pernod Ricard Moçambique em acção solidária pelas vítimas do Ciclone Idai

    A Pernod Ricard Moçambique realizou no mês corrente de Abril, um movimento cultural em apoio às vítimas do ciclone Idai, que assolou, recentemente, a região centro do país.

    Tratou-se de uma iniciativa da Pernod Ricard Moçambique, conhecida por “Jameson Connects” que juntou 16 músicos, nacionais e internacionais, para além da realização de feiras de artesanato, gastronomia e jogos tradicionais, da qual a receita da venda dos bilhetes foi revertido, na íntegra, a favor dos que sofreram com o impacto das calamidades.

    “Anualmente, organizamos o “Jameson Connects”, sendo um evento que habitualmente conta com cerca de 1500 pessoas. Para este ano, decidimos reverter integralmente toda a receita a favor dos nossos irmãos moçambicanos, porque acreditamos que todos juntos fazemos a diferença e contribuir na reconstrução da vida de diversas famílias, que viram seus sonhos destruídos por esta catástrofe”, disse Francisco Júnior, representante da Pernod Ricard Moçambique.

    No evento, houve um ponto de recolha, no qual os parceiros e o público em geral, contribuíram com Kits alimentares, não perecíveis e não só. A recolha e a logística dos donativos contou com o apoio da Cruz Vermelha Moçambique, que esteve presente no evento, tendo posteriormente feito chegar os donativos às famílias afectadas, na região centro do país.

    A receita da venda dos bilhetes de ingresso foi igualmente entregue à Cruz Vermelha Moçambique, no sentido de apoiar às famílias afectadas pela catástrofe natural.

    O “Jameson Connects” angariou mais de 300 Kits alimentares, de bens não perecíveis, contendo arroz, feijão, águas, produtos de higiene, óleo, açúcar e igualmente um valor monetário, que foi revertido na íntegra a favor das vítimas do ciclone Idai.

    A Pernord Ricard Moçambique acredita que, o primeiro passo para a recuperação das famílias do ciclone, é de facto, a união e por isso, esta foi uma iniciativa conjunta com os seus parceiros, no sentido de mobilizar o máximo de apoio possível.

    “O nosso apelo é que, continuemos a ajudar os nossos irmãos moçambicanos, pois estamos conscientes de que o nosso apoio foi singelo, as necessidades são imensas, que dificilmente iremos recuperar na íntegra as rotinas de várias famílias, contudo, se todos pudermos contribuir para que vidas se possam gradualmente reerguer, acreditamos que estaremos a contribuir para alguma felicidade das famílias moçambicanas”, apelou Francisco Júnior.

    A Pernod Ricard está presente em Moçambique desde 2015, apoia vários projectos sociais, pertence ao segundo maior grupo da indústria de vinhos e bebidas espirituosas do Mundo, presente em 86 países. Conta com 13 colaboradores, dos quais 12 são nacionais. Nos últimos 4 anos, cresceu no mercado local, e, é objectivo da empresa continuar a crescer. Como bons "criadores de convívio", motivados pelos valores da companhia e aposta na criação de relacionamentos de longo prazo, a respeitada tradição da Pernod Ricard continua a prosseguir, com vitalidade e paixão pelos consumidores e pelos seus colaboradores que fazem parte da família Pernod Ricard Moçambique.

  • Reabilitação de PME: Gapi e FAN criam Fundo Especial pós-Idai

    A criação e a implementação de um “Fundo Especial pós-Idai para a reabilitação de Pequenas e Médias Empresas (PME) e relançamento do sector privado de pequena escala” é a primeira acção conjunta entre a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN) e a Gapi-Sociedade de Investimentos, no quadro de um acordo de parceria estabelecido entre as duas instituições a 28 de Março último. Para dotar este fundo de recursos financeiros, a Gapi-SI mobilizou, até ao momento, cerca de 52 milhões de meticais.

    No âmbito desta parceria, “ambas instituições decidiram unir esforços e mobilizar recursos adicionais para que, em coordenação com as autoridades públicas mandatadas para dirigir o Programa de Reconstrução, se realize uma contribuição mais abrangente e eficaz no relançamento da vida social e económica da Região Centro de Moçambique”.

    A Parceria FAN-Gapi, assinada recentemente pelos presidentes dos respectivos Conselhos de Administração, designadamente Leonardo Simão e Luís Sitoe, prevê que as duas instituições operem coordenadamente a nível de todo o País e através da concepção e implementação conjunta de projectos específicos.

    Os projectos a serem apoiados devem contribuir para a expansão e consolidação do papel do sector privado, com particular enfoque nas Pequenas e Médias Empresas geradoras de postos de trabalho sustentáveis e de melhoria dos rendimentos de pessoas economicamente activas.

    O Fundo Especial pós-Idai que a FAN e a Gapi estão a criar prevê a concessão de crédito a taxas de juro bonificadas, bem como assistência técnica para que as empresas afectadas possam, rapidamente, reerguer-se dos prejuízos que sofreram. Esta facilidade preconiza ainda impulsionar a expansão de negócios de pequena dimensão, para reactivar a actividade económica na região centro.

    “A FAN está muito motivada a participar neste esforço colectivo de normalização da vida do tecido empresarial moçambicano, nas zonas afectadas pelo ciclone IDAI", disse Leonardo Simão, PCA da FAN. Para o PCA da Gapi-SI, Luís Sitoe, “esta parceria entre a FAN e Gapi, SI é firmada no momento certo e vai contribuir para alavancar as valências das duas instituições para dar respostas mais robustas aos desafios de desenvolvimento económico e social de Moçambique, com enfoque para a franja mais vulnerável da população”.

    As duas instituições estão já a trabalhar na preparação de vários outros programas que têm como denominador comum a estruturação de cadeias de valor e sectores económicos relevantes para a melhoria dos rendimentos da população em zonas rurais.