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  • Uma rapariga em cada cinco é mãe antes dos 18 anos.

    No relatório “Como o Planeamento Familiar Salva a Vida das Crianças”, citado pela agência AFP, a organização não-governamental britânica refere que uma rapariga em cada cinco é mãe antes dos 18 anos, o que faz com que o risco de morrer durante a gravidez e o parto seja cinco vezes mais elevado para uma adolescente com menos de 15 anos do que para uma mulher de 20 anos.

    Para a Save the Children, os bebés têm ainda 60 por cento mais probabilidades de morrer se a mãe tiver menos de 18 anos.

    A organização pede, por isso, aos dirigentes mundiais, entre outras medidas, que aumentem a disponibilidade de métodos contraceptivos.

    O relatório alerta ainda para os riscos das gravidezes com intervalos muito próximos, estimando que um intervalo de 3 anos entre dois nascimentos permitiria evitar anualmente 1,8 milhões de mortes de crianças com idade inferior a 5 anos.

    A Save The Children realça que as gravidezes na adolescência estão “intrinsecamente ligadas” aos casamentos precoces, estimando em 10 milhões o número de menores de 18 anos que se casam anualmente.

    Na África Central, 59 por cento das raparigas entre os 15 e os 19 anos são casadas, no Bangladesh 46 por cento e na Índia 30 por cento, de acordo com a ONG.

  • Unicef considera “grave e alarmante” o trabalho infantil em Moçambique

    Unicef considera “grave e alarmante” o trabalho infantil em Moçambique

    Agência estima que mais de 1 milhão de crianças moçambicanas, dos sete aos 17 anos, são submetidas ao trabalho infantil, cuja causa principal é a pobreza.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, considerou “grave e alarmante” o envolvimento de menores com trabalho em Moçambique. A declaração foi feita, terça-feira, na passagem do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

    A agência referiu que milhares de famílias moçambicanas, sobretudo das zonas rurais, admitem que as crianças entrem no mercado laboral para ajudar a compor a renda.

    Em declarações ao correspondente da Rádio ONU, em Maputo, a especialista de Proteção da Criança no Unicef em Moçambique, Mariana Muzzi, descreveu a atual situação da infância no país.

    “O trabalhão infantil em Moçambique tem magnitude muito grande. É um tema grave e alarmante. Os dados nacionais do Instituto Nacional de Estatísticas mostram que mais de 1 milhão de crianças estão a trabalhar. O trabalho de crianças em Moçambique é rural, agrícola, para ajudar na renda familiar. A causa principal do trabalho infantil em Moçambique é a pobreza”.

    O Unicef divulgou uma síntese dos vários relatórios que descrevem o trabalho infantil em Moçambique, sobretudo na agricultura, onde se estima que 82% dos menores estão empregues. Muzzi fala do impacto no dia-a-dia dos menores envolvidos.

    “Algumas das consequências do trabalho infantil, principalmente no trabalho agrícola, é a sobrecarga de trabalho e as lesões e ferimentos por causa desta sobrecarga. As estatísticas mostram que aproximadamente 15% das crianças que trabalham em Moçambique sofrem lesões e ferimentos decorrentes desse trabalho infantil, porque carregam peso muito grande, ou usam facas, por exemplo, no corte de cana-de-açúcar. Isso compromete fisicamente as crianças”.

    A especialista de Proteção da Criança no Unicef em Moçambique defendeu a aposta na Educação como uma das medidas essenciais para a eliminação da prática.

    “A melhor forma de prevenir o trabalho infantil é assegurar que haja escola, educação para todas as crianças, tanto as raparigas como rapazes”.

    O Unicef estima que mais de 1 milhão de crianças moçambicanas, dos sete aos 17 anos, são submetidas ao trabalho infantil.