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  • Manica exporta macadâmia para a África do Sul

    Manica exporta macadâmia para a África do Sul

    A província de Manica, no centro de Moçambique, exportou, no primeiro semestre, 23 toneladas de castanha de macadâmia, destinadas às indústrias farmacêutica, alimentar e de cosmética na África de Sul, disse o administrador local.

    Joaquim Zefanias, administrador de Báruè, distrito da província de Manica, disse que a empresa Vale of Macks, que produz macadâmia em simultâneo com capim-elefante nas montanhas da Serra-Choa, na zona Norte da região, fez o primeiro lote das exportações para a África de Sul, devendo, posteriormente, passar a abastecer o mercado asiático.

    “Ao todo, foram 23 toneladas exportadas este ano para a África do Sul. As exportações vão subindo gradualmente. A empresa continua a capitalizar a produção para fornecer 60 toneladas, em 2014, à África de Sul e a Hong Kong”, disse Joaquim Zefanias à agência Lusa.

    A empresa, que produz a macadâmia numa extensão de 560 hectares, e que prevê exportar 200 toneladas em 2015 para estes dois mercados, espera um aumento em cinco vezes do volume de vendas externas, até 2019, e já iniciou a instalação da fabrica de processamento da matéria-prima.

    “Agora, estão a implantar uma indústria de processamento para passar a exportar amêndoa ao invés de castanha, pois a empresa espera atingir mil toneladas de amêndoa, até 2019, e exportar para estes mercados [África de Sul e
    Hong Kong], quando a produção chegar ao pico”, disse Zefanias.

    Para rendibilizar a produção da macadâmia, a firma introduziu a cultura de capim-elefante, que é recomendado, pois optimiza o uso da água do solo, da energia solar e corrige a erosão, segundo o sócio-gerente da Vale of Mackes, António Vieira.

    “Numa primeira fase, prevemos exportar a semente e, depois, exportaremos o capim elefante em bruto para o Dubai, [que tem] défice de semente, e Moçambique é a porta de esperança para fornecer o capim”, disse António Vieira.

    O capim-elefante destina-se principalmente à alimentação de equinos e de bovinos de leite, detendo ainda um alto potencial como fonte alternativa de energia, igualmente importante para a produção industrial de ferro gusa.

  • Profissionais de Hotelaria e Turismo graduados pelo INEFP em Manica

    Um total de 60 estudantes do curso de Hotelaria e Turismo do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFP), Delegação provincial de Manica, foram graduados após três meses de formação. Trata-se das especialidades de Cozinheiro, Empregado de Mesa e de Bar, provenientes da cidade capital provincial, Chimoio, e do vizinho Distrito de Gondola.

    Os novos profissionais irão reforçar o ambiente hoteleiro e turístico daquele ponto da região centro do país. Outros 75 candidatos para as mesmas especialidades iniciaram com o curso no passado dia 9 de Julho, no Centro Provincial de Formação Profissional de Chimoio, igualmente com a duração de três meses.

    Ainda no quadro das mesmas acções, que visam munir os cidadãos de capacidades técnicas, académicas e de ferramentas do saber fazer para entrarem nas oportunidades criadas pelo mercado de trabalho local, foram graduados recentemente 12 candidatos a Serralheiros civis e 16 em Corte e Costura.

    Trata-se de especialidades que, a nível local, têm conhecido uma considerável subida de necessidade de mão-de-obra treinada, face ao crescente nível de desenvolvimento que a Província de Manica regista, bem como pela sua localização estratégica ao longo do Corredor da Beira.

    Por outro lado,o centro do INEFP recebeu um certificado da agência de certificação internacional de qualidade e equivalências profissionais City & Guilds, com sede em Londres.

    Trata-se de um documento que irá oficializar a qualificação e equivalência internacional dos cursos ministrados por aquele centro do INEFP, cujas graduações terão certificados de reconhecimento internacional, possibilitando que um formado se integre logo no mercado de trabalho, incluindo as empresas que operam em Moçambique usando certificações internacionais, em matéria de qualificação profissional.

  • IFLOMA vai investir 348 milhões de USD em Moçambique

    A empresa Indústrias Florestais de Manica (Ifloma) irá investir 348 milhões de dólares na plantação de árvores e na construção de uma fábrica de papel nas províncias de Manica e Sofala, região central de Moçambique, noticiou o jornal moçambicano Correio da Manhã.
    Citando uma fonte governamental, o jornal adiantou terem sido iniciados em 2011 os processos para a concessão de terrenos para a plantação de árvores e um outro para a obtenção de um espaço para a construção da fábrica de processamento de estilhas de madeira no porto da Beira, província de Sofala.
    Em Manica, a Ifloma pretende vir a plantar 73 mil hectares de pinheiros e eucaliptos para alimentar a futura fábrica de papel que dará à empresa liderança do mercado do papel a nível de Moçambique, disse ao jornal o engenheiro Cremildo Rungo, director da unidade industrial.
    Cremildo Rungo disse ainda que o projecto já foi elaborado e submetido ao governo, através da Direcção Provincial da Agricultura de Sofala, aguardando-se o aval do ministério da tutela para o seu arranque.
    Actualmente, a Ifloma dispõe já de uma plantação de pinheiros e eucaliptos que se estende por uma área de 25 mil hectares, tendo acabado de plantar com aqueles dois tipos de árvores mais de 7 mil hectares.