Autor: olamocambique

  • Em 2018: 500.000 oportunidades de emprego oferecidas no âmbito da formação profissional

    Moçambique registou, no ano passado, 457.667 oportunidades de emprego, 6.381 casos mediados de resolução de conflitos laborais, dos quais 84.6 por cento tiveram acordos definitivos; na área da segurança social, foram registados 96.832 Trabalhadores Por Conta de Outrem e 11.562 Trabalhadores Por Conta Própria inscritos no sistema.

    Estes dados constam do Boletim de Estatística do Trabalho 2018, lançado, na quarta-feira, 5 de Junho, em Maputo, no decurso da Conferência Nacional de Formação Profissional, realizada pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), sob o lema “Papel da Formação Profissional na Promoção da Empregabilidade dos Jovens”.

    Intervindo no evento, que envolveu cerca de 700 pessoas, provenientes de instituições de formação profissional, formandos, empregadores, trabalhadores e parceiros de cooperação, a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, referiu-se ao contexto actual, em que se exige, cada vez mais, uma formação profissional apta a dar resposta às dinâmicas de desenvolvimento do País, e de um mundo cada vez mais globalizado, com destaque para a necessidade de atender os grandes empreendimentos sócio-económicos emergentes e para o desenvolvimento de competências nas comunidades, e tendo também em vista o auto-emprego.

    Foi tendo em conta o alinhamento da formação profissional às necessidades do mercado laboral que, ao longo do presente quinquénio, o MITESS apostou na construção e modernização de vários centros públicos de formação profissional, destacando-se os de Pemba, em Cabo Delgado, Chongoene, em Gaza, Vilanculos, em Inhambane, Quelimane, na província da Zambézia, Tete, na província do mesmo nome e de Malhazine na cidade de Maputo.

    “Actualmente, o nosso País conta com uma rede de 214 centros de formação profissional, dentre públicos e privados, que ministram cursos de formação em diversas ocupações profissionais nas áreas de agro-processamento, construção civil, metalomecânica, manutenção industrial, hotelaria e turismo, segurança no trabalho e administração e gestão”, indicou a governante, ajuntando que esta rede é reforçada por uma frota de 25 unidades móveis, “as nossas escolas que andam”, do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo, que permite levar a formação profissional para as zonas rurais, onde não existem infraestruturas fixas.

    Num outro desenvolvimento, a ministra debruçou-se sobre a promoção do empreendedorismo e auto-emprego, destacando o facto de os jovens possuírem talento, apesar de muitos deles não terem recursos e nem meios para iniciar o seu próprio negócio: “Já disponibilizamos ao longo deste quinquénio cerca de 4.000 kits de ferramentas de várias especialidades”, frisou.

    Com efeito, em distritos como Zavala, Massingir, Vanduze, Namarrói, Milange, Marara, Palma, Mueda, Mandimba, entre outros, os jovens adquiriram competências profissionais e já fazem trabalhos de carpintaria, serralharia, marcenaria, electricidade, canalização, restauração e alfaiataria, participando na economia e no desenvolvimento dos seus distritos, e do País em geral.

    Importa realçar que constituíram temas de debate da conferência a formação profissional em Moçambique, progressos, oportunidades e desafios, a reforma curricular na formação profissional e o papel da orientação profissional.

  • Projecto catalisa forma 100 jovens em Palma

    O Projecto Catalisa, uma iniciativa do Projecto Mozambique LNG, liderado pela Anadarko, formou recentemente, no distrito de Palma, 100 jovens em empreendedorismo e em matérias que os permitam estar melhor preparados para o mercado de trabalho. Espera-se que mais 200 jovens beneficiem deste tipo de formação até ao final do corrente ano e que, durante os 5 anos do Projecto Catalisa, um total de cerca de 1000 jovens sejam formados.

    As formações, implementadas pela TechnoServe, têm a duração de 3 meses e versam matérias como elaboração de planos de negócios, tecnologias de informação e comunicação e noções básicas de língua inglesa. Após a formação, os jovens recebem acompanhamento durante 9 meses para a finalização dos seus planos de negócio ou para a procura de trabalho. Os 10 melhores estudantes de cada curso recebem uma orientação personalizada e fundos para o desenvolvimento do seu plano de negócios.

    Na cerimónia de entrega de certificados de conclusão do curso, Valente Jorge, representante do Governo do Distrito de Palma, afirmou: “Queremos dar força aosgraduados. Palma de hoje é muito diferente do Palma de amanhã. Várias empresas estarão aqui em Palma e nós teremos de dar resposta às necessidades de recursos humanos para o desenvolvimento do nosso distrito”.

    Sheila Comé, coordenadora para a Área de Investimento Social da Anadarko, afirmou:“Queremos providenciar aos jovens as competências e ferramentas para que eles possam melhorar o seu acesso a futuras oportunidades de emprego que advenham do projecto de gás natural liquefeito da Anadarko e seus parceiros ou de outros projectos. Esta formação dá também aos jovens ferramentas para que possam criar o seu auto- emprego”. Sheila Comé acrescentou que, na fase de construção, a Anadarko e os seus parceiros preveem a criação de 5000 empregos para moçambicanos.

    Para Henriques Duarte, recém-formado, “Este curso trouxe muitas mudanças. Eu não sabia como me apresentar numa entrevista, agora já sei. O meu sonho é ser um empreendedor. Já que aqui, no treinamento, adquiri muitas habilidades em como ser

    empreendedor, vou pôr em prática o que aprendi e aplicar no mercado de trabalho. Para os que ainda não concorreram ao programa de treinamento, convido-os a aderirem em massa, porque aqui não se paga nada e os formadores são espetaculares.”

    Sobre o Projeto Catalisa

    O Catalisa faz parte da estratégia de investimento social da Anadarko e é um projecto de cinco anos orçado em US $ 10,5 milhões que visa apoiar o desenvolvimento do agronegócio em Cabo Delgado e formação de jovens em Palma. A componente de agronegócio visa aumentar o investimento, o rendimento e o emprego local, assim como estimular a criação e o crescimento do agronegócio auto-sustentável. A formação irá preparar os jovens para as oportunidades de emprego e criação de negócios que vão surgir com o desenvolvimento dos projectos de gás da bacia do Rovuma.

  • BCI oferece livros ao Conselho Constitucional

    A biblioteca do Conselho Constitucional (CC) passou a contar desde terça-feira, dia 4 de Junho, com mais livros, após receber do BCI um lote contendo dezenas de obras, abrangendo temáticas como direito, economia, gestão, administração pública, relações internacionais, história política, ficção literária, ensaio, entre outros.

    Na presença de Juízes Conselheiros do CC e da responsável daquela biblioteca, a entrega do material foi formalizada pelo Presidente da Comissão do BCI, Paulo Sousa, que reconheceu, na ocasião, os desafios que se propõem ao Conselho Constitucional, daí a necessidade de uma mobilização conjugada de esforços, para fazer face às dificuldades, no actual contexto do desenvolvimento de Moçambique.

    Por seu turno, o Presidente do CC, Hermenegildo Gamito, agradeceu a oferta e enalteceu o gesto do BCI. Falou da importância do material, em si, no apetrechamento daquela unidade, como uma das respostas ao desafio de crescimento do próprio CC.

    Refira-se que a biblioteca do Conselho Constitucional, que existe desde 2008, foi criada com o objectivo de atender às necessidades informacionais da Instituição em matéria jurídica constitucional e outras áreas de interesse. O seu acervo é composto por monografias e periódicos da área de Direito, na sua maioria de Direito Constitucional, Ciências Políticas e Direito Administrativo.

  • Gapi financia jovens empresários recém-formados

    Mais jovens técnicos recém-formados, na província do Niassa, acederam esta semana a crédito no âmbito do programa agro-jovem, elevando assim para 121 o total de novos negócios já financiados em todo o País, num montante de quase 70 milhões de Meticais.

    Diamantino Vumbuca (32 anos) e Franquilino Carvalho (30 anos) recém formados em agro-pecuária pela Universidade Pedagógica, são os dois novos empresários que, com o acesso a cerca de 900 mil meticais, estão a iniciar a criação suína e avícola respectivamente, gerando cerca de 10 novos postos de trabalho.

    O Agrojovem, que conta com o apoio da DANIDA, foi lançado em Junho de 2015 pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, aquando da passagem dos 25 anos da Gapi.

    Hoje está a operar em todas as províncias, em colaboração com 20 universidades e escolas técnicas superiores. Este programa começou a ser implementado em Niassa, em 2017, e até agora concedeu cerca de 3 milhões de meticais em crédito a oito iniciativas empresariais que permitiram a criação de cerca de 30 postos de trabalho.

    Para responder à crescente procura e expectativas geradas pelo Agrojovem e outras iniciativas focadas no fomento do empreendedorismo entre jovens, a Gapi está a ampliar o foco e abrangência deste projecto, convertendo-o num programa mais amplo – o Juve-Inova – que será lançado brevemente, em parceria com outras instituições vocacionadas a apoiar a iniciativa empresarial privada.

    A Gapi está também a desenvolver soluções locais que possam melhorar a disponibilidade de serviços financeiros a estas micro e pequenas empresas. Além do apoio a dezenas de organizações de poupança e crédito de natureza comunitária, como as que estão a surgir no âmbito de programas públicos como o PROMER, em implementação no Niassa, a Gapi está a investir em microbancos formais cujo enfoque são os pequenos negócios.

    Em parceria com outros investidores locais, está praticamente concluído o projecto para a constituição da Caixa Geral de Poupança e Crédito (CGPC) do Niassa. Projectos semelhantes estão a ser finalizados para outras regiões do País onde, à luz da estratégia de inclusão financeira definida pelo Banco de Moçambique e pelo Governo, é prioritário promoverem-se investimentos que melhorem e diversifiquem a oferta de serviços financeiros em zonas rurais e com impacto social.

  • Meio milhão de habitantes vai ter acesso à telefonia móvel até ao final deste ano

    O Governo moçambicano prevê cobrir, até ao final do presente ano, mais 30 localidades com os serviços de telefonia móvel, o que vai permitir o acesso ao serviço de telecomunicações a mais de 420 mil habitantes das zonas abrangidas.

    Esta meta, anunciada na terça-feira, 4 de Junho, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, enquadra-se no âmbito da expansão da rede de telecomunicações, que resultou, desde o início do presente quinquénio, na cobertura de mais 276 novas localidades, proporcionando acesso à telefonia móvel a cerca de dois milhões de habitantes.

    Para além da expansão da rede de telecomunicações, o Governo implementou, durante o quinquénio prestes a findar, projectos estratégicos de massificação do uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC), tais como o processo de migração da radiodifusão analógica para digital, o projecto de televisão via satélite para 500 aldeias moçambicanas, o projecto “Praças Digitais”, bem como a construção de centros multimédia comunitários, entre outros.

    De acordo com Carlos Mesquita, que falava na abertura do XXVII Fórum AICEP das Comunicações Lusófonas, não obstante estes avanços, ainda persistem desafios, sendo um deles a promoção da inovação e melhoria da qualidade dos serviços das comunicações prestados pelos operadores.

    “O alargamento do acesso das TIC às comunidades das zonas rurais ao menor custo possível, o aumento da competitividade das organizações do País, num mercado cada vez mais global e competitivo, a adaptação da regulação das comunicações para um ambiente em constante mudança, caracterizado pela integração tecnológica e de serviços, o reforço da segurança cibernética, entre outras matérias, constituem desafios que precisamos de ultrapassar como País e como uma comunidade”, disse o dirigente.

    Na ocasião, Carlos Mesquita defendeu que o Estado deve continuar a criar um ambiente favorável para uma concorrência sã e promover a inovação para fazer face às novas tendências e exigências dos utilizadores das telecomunicações.

    “Este fórum é a plataforma apropriada para a concertação de esforços para o sucesso da nossa missão de colocar as comunicações ao serviço do desenvolvimento da economia e das nossas comunidades”, frisou o ministro dos Transportes e Comunicações, dirigindo-se aos delegados do fórum, provenientes de todos os países membros da AICEP-Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa.

    Por seu turno, o presidente da AICEP, João Santana, referiu-se à necessidade de os países e a organizações estarem atentos aos desafios impostos pela inovação tecnológica, que, para si, “é um processo inadiável e inevitável”.

    “Esta transformação digital cria também novos desafios e requer uma capacidade de antecipação e de agilidade sem precedentes nas nossas organizações. O ritmo da mudança e da transformação nunca foi tão elevado e o sector das comunicações desenvolve-se a um ritmo nunca antes visto”, sublinhou João Santana.

  • Barclays Bank Moçambique e Associação Mukhero firmam parceria para o desenvolvimento do sector informal

    O Barclays Bank de Moçambique e a Associação de Vendedores e Importadores/Exportadores do sector informal, de Moçambique (Mukhero), rubricaram esta Terça-feira, um memorando de entendimento, que estabelece o lançamento de uma nova oferta de produtos e serviços, que visam dar suporte e impulsionar o sector informal, através do acesso, em condições preferenciais, de um conjunto de soluções financeiras.

    Entre essas soluções, o Barclays instituiu a ´Conta Informal`, especificamente formada para os comerciantes informais, vinculados aos mercados municipais, a qual apresenta um conjunto de vantagens exclusivas, entre elas, o pagamento de juros mensais no saldo da conta, um montante reduzido de abertura da conta corrente, e o acesso às ATMs de depósito da entidade bancária.

    “É objectivo do Barclays, inovar constantemente e diversificar a nossa oferta no mercado. Estamos convictos que, com o estabelecimento desta parceria, tanto o Barclays, como a Mukhero, estarão activamente a promover o desenvolvimento e a dinamização do sector informal, dignificando e valorizando as actividades dos comerciantes informais, e assim contribuir para o crescimento sustentável da economia moçambicana”, afirmou Pedro Carvalho, Director da Banca de Retalho e Negócios.

    Pedro Carvalho explicou ainda que, o produto lançado está essencialmente focado na abertura de uma conta corrente, num valor acessível, com o pagamento de juros sobre a mesma.

    “Os juros rondarão entre os 2 e 5 por cento, e serão pagos todos os meses, em função do saldo médio das contas, naturalmente, todos os outros produtos que o Barclays oferece em Moçambique, sejam cartões, transferências ou créditos, estão disponíveis para todos os membros da associação que decidirem tornar-se nossos clientes”, aclarou.

    Para o Presidente da Associação Mukhero, Sudekar Novela, este memorando abre uma janela de oportunidades, cabendo aos operadores do comércio informal, tirar o máximo proveito das soluções financeiras colocadas à disposição pelo Barclays Bank Moçambique, para aumentar o volume de negócios.

    “Com esta abertura, nós acreditamos que a Associação Mukhero, poderá dar um contributo para o alargamento da base económica do país, através do aumento do volume de negócios, a avaliar pelo actual número, que está acima de 12 mil membros, e um enorme potencial de operadores do comércio informal transfronteiriço não inscritos”, sublinhou.

    Esperam-se ainda, como resultados desta parceria, o alargamento da base tributária através do incremento das receitas fiscais, e a transição dos operadores do comércio informal para o comércio formal.

  • ADeM canaliza apoio às vítimas afectadas pelos ciclones

    Diversos produtos alimentares, de higiene e peças de vestuário foram, recentemente, entregues pela empresa Águas da Região de Maputo (AdeM) ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), para o apoio às vítimas das depressões tropicais Idai e Kenneth, no Centro e Norte do País, respectivamente.

    O donativo, constituído por arroz, farinha de milho, açúcar, óleo alimentar, sabão e peças de vestuário, resulta de contribuições dos colaboradores da AdeM, colectados na sequência da campanha interna de sensibilização, visando a minimização do sofrimento dos afectados pelos ciclones.

    No acto de entrega, António Guiamba, porta-voz da AdeM, referiu que logo após a ocorrência da tragédia, a empresa levou a cabo uma campanha interna de mobilização para a arrecadação de doações para as vítimas.

    “Os colaboradores da empresa responderam ao apelo, o que resultou neste lote de produtos que hoje estamos a entregar ao INGC na certeza de que será canalizado aos necessitados nas zonas afectadas”, indicou António Guiamba.

    Após a recepção do donativo, César Tembe, director de Prevenção e Mitigação do INGC, disse que a contribuição dos colaboradores da AdeM vai ajudar a minorar o sofrimento da população afectada pelas intempéries, uma vez existirem ainda carências do ponto de vista de bens alimentares, água e saneamento.

    “Este donativo será canalizado para as vítimas do ciclone Kenneth, em Cabo Delgado, pois temos os distritos de Ibo, Quissanga e Macomia, que precisam de assistência multiforme”, indicou.

    Importa realçar que os ciclones Idai e Kenneth afectaram cerca de 600 mil pessoas e 286 mil pessoas, respectivamente no Centro e Norte do País.

  • Educação financeira: Jovens aprendem a poupar

    Perto de 50 jovens estudantes do ensino secundário geral, técnico-profissional e universitário provenientes da cidade e província de Maputo, participaram numa sessão de orientação vocacional, no sábado, 25 de Maio, na Incubadora de Negócios do Standard Bank, promovida pela Munay, uma associação juvenil que se dedica ao fomento do empreendedorismo e liderança, em parceria com o Standard Bank.

    O evento, que contou com a participação de 25 escolas, teve por objectivo prestar orientação vocacional aos estudantes e capacitá-los em matérias de tecnologias e gestão. Mentores e colaboradores do banco, igualmente presentes no evento, transmitiram as suas experiências profissionais e conhecimentos relacionados com a poupança bancária aos estudantes.

    Matilde Macondzo, coordenadora e organizadora do evento referiu que “é importante que o estudante tenha orientação vocacional e também conhecimentos sólidos sobre a poupança dos seus recursos. O estudante deve saber poupar, para suprir as necessidades de aquisição de material escolar”.

    Comentando sobre a adesão dos participantes, Matilde Macondzo referiu que a iniciativa superou as expectativas, em termos de número de participantes e as matérias abordadas, sobretudo a educação financeira.

    “Nós esperamos que depois das sessões, os formandos façam testes vocacionais, seguidos por visitas guiadas nas universidades. Esta será a materialização do nosso projecto".

    Por sua vez, Neyma Nhanala, participante no evento, disse ter tirado ilações importantes para a sua carreira estudantil, principalmente no que respeita à educação financeira.
    “Aprendi a lidar com as finanças. Isto vai ajudar-me a gerir a minha mesada. A iniciativa do Standard Bank é óptima. Gostava de ver melhorado o alcance de outros estudantes de escolas públicas”, frisou Neyma Nhanala.

    Nelson Passe, igualmente participante reconheceu ter aprendido muito sobre liderança pessoal e educação financeira: “Na sessão, percebi que é importante nós conhecermos o nosso ego, para conseguirmos desenvolver certas habilidades que nos ajudem a alcançar o sucesso na sociedade e nos nossos estudos”, afirmou Nelson Passe.

    Importa realçar que a Incubadora de Negócios do Standard Bank é um empreendimento concebido no âmbito da visão e estratégia do banco, cuja materialização passa pela implementação de iniciativas que fomentam a inovação e o empreendedorismo, que são os mentores do crescimento económico do País.

    Para além do espaço físico, a incubadora oferece desde a formação até à interação com outras empresas e órgãos ou entidades governamentais, tendo em vista a criação de condições para o surgimento e estabelecimento de empreendimentos sustentáveis, que terão um impacto positivo na economia e na sua cadeia de valores, gerando riqueza e inclusão financeira para os cidadãos.

  • BCI e parceiros apostam nos agricultores moçambicanos

    Foi assinado, esta semana, em Maputo, um Memorando de Entendimento entre o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), a Agri-Con e o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), que visa providenciar o apoio aos agricultores do Programa de Fomento de Sementes de Soja da região da Alta Zambézia, distritos de Gurué e Alto-Molócue.

    Como referiu o presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Paulo Sousa, este acordo é de âmbito mais alargado, compreendendo o fornecimento de um pacote tecnológico adequado aos produtores. “Prevê o apoio ao nível das relações comerciais entre os produtores e as empresas interessadas na compra de sementes e grão de soja”. O PCE do BCI afirmou ainda que “ao formalizarmos este protocolo de parceria, estamos a proporcionar aos agricultores e demais parceiros, o acesso a mecanismos e benefícios comerciais e financeiros que se destinam a promover e apoiar iniciativas de agronegócio”. E adiantou: “numa economia como a moçambicana, os desafios que se colocam ao sector agrícola, muitas vezes dependente de factores externos imprevisíveis, são muito exigentes e requerem uma mobilização conjugada de esforços para se poder alcançar o fim a que todos se propõem, com sucesso. Daí que o BCI tenha decidido, desde há alguns anos a esta parte, envolver-se de forma especial no apoio a este sector”.

    Para o director geral do ICM, Mahomed Valá, este protocolo vai salvaguardar, em primeiro lugar, toda a gestão do BCI, instituição que tem vindo e continua a apostar num dos sectores mais preponderantes para o desenvolvimento de Moçambique, o qual abarca 70 a 72% da mão-de-obra da população activa que pratica a agricultura. Eacrescentou: “é importante que continuemos a pensar em elevar a capacidade dos produtores. Hoje, o trinómio importante para o desenvolvimento do mundo rural moçambicano é: produção, produtividade e competitividade.” Mais adiante, Valá considerou que “o esforço da agricultura tem de ser traduzido em dinheiro na melhoria da vida da população moçambicana. Não é possível fazer agricultura com elevados níveis de padrão seja de quantidade e qualidade, merecedor de um mercado de consumo e outros mercados além-fronteiras, sem pensar numa semente de qualidade”.

  • Consórcio BCI/BIG coordena a OPV da HCB

    O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e o Banco de Investimento Global(BIG) constituem o consórcio escolhido pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), para ser o coordenador global para a Oferta Pública de Venda (OPV) de 7.5% do capital social da empresa (o lote de acções próprias que a HCB detém). Trata-se da maior OPV realizada até ao momento em Moçambique, representando um marco no mercado de capitais nacional.

    A operação enquadra-se na recomendação feita aos accionistas pelo Presidente da República Filipe Nyusi, no intuito de promover a inclusão económica dos moçambicanos e de demonstrar a predisposição da empresa na adesão às boas práticas internacionalmente aceites de governação corporativa.

    Na cerimónia de lançamento da OPV, que teve lugar no dia 20 de Maio, em Maputo, o PCE do BCI, Paulo Sousa, efectuou a apresentação das características da OPV. O BCI apresentou uma solução de canais remotos inovadores para levar a OPV até ao maior número de moçambicanos, dentro e fora do país, honrando o objectivo de alcance e inclusão definida para a OPV. Numa primeira fase, irão estar no mercado 2.5% dos títulos, correspondendo a 686.887.315 acções.

    À pergunta “devo investir na HCB?”, Paulo Sousa referiu que se trata “sem dúvida, de uma boa oportunidade para investir (ou para diversificar investimentos) numa grande empresa, que é a maior produtora de electricidade em Moçambique e tem registado lucros nos últimos 10 anos”.

  • ‘CRESCENDO AZUL’ traz a Moçambique especialistas de todo o mundo

    CHEFES DE ESTADO, MEMBROS DE GOVERNO DE VÁRIOS PAÍSES E DE ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS ESTARÃO EM MAPUTO NOS DIAS 23 E 24 DE MAIO NA 1ª CONFERÊNCIA SOBRE ECONOMIA AZUL

    Especialistas de todo o mundo juntam-se nos dias 23 e 24, em Maputo, para a 1ª Conferência Internacional ‘Crescendo Azul’, promovida pelo Governo moçambicano. O evento, que decorre no Centro de Conferências Joaquim Chissano, pretende promover a Economia Azul através de debates temáticos ligados à sustentabilidade dos Mares e dos Oceanos.

    Centenas de participantes nacionais e internacionais, incluindo líderes de vários países, organizações internacionais e parceiros de cooperação, vão discutir temas actuais como a ‘Governação Sustentável dos Oceanos, ‘Tecnologia, Inovação e Sociedade’, ‘Poluição Marinha’, ‘Biodiversidade e Conservação’, ‘Energia Oceânica’ e ‘Rotas Marítimas’, entre outros.

    O discurso de abertura do evento será feito pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi. Para além de vários ministros do Governo moçambicano e de outros países africanos, está confirmada a presença de destacadas figuras como o Presidente da República das Seychelles, Danny Foure; Nove Ministros da região austral e outras partes de África, assim como da ministra do Mar de Portugal, Ana Paula Vitorino; o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Noruega,Jens Frolich Holte;o enviado especial do Secretário-geral das Nações Unidas para os Oceanos, Peter Thomson; o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesima; o representante do Banco Mundial em Moçambique, Mark Lundell; entre muitos outros.

    Moçambique posiciona-se, assim, na linha da frente em questões de conservação da natureza, respondendo, em simultâneo, ao desafio lançado pela ONU para que todas as nações unam esforços em questões relacionadas com a protecção do Planeta, através do uso sustentável dos recursos naturais, incluindo os oceanos.

    A Conferência Internacional, que será bienal, conta com o apoio do Reino da Noruega e de outros parceiros de cooperação e terá como lema “Exploração Sustentável e Compartilha do Oceano”, focando-se na importância dos Mares e Oceanos para a humanidade enquanto fonte de vida.

    Refira-se que a região do Oceano Índico Ocidental e, em particular, o Canal de Moçambique, é extremamente rica em biodiversidade e ecossistemas marinhos costeiros, sendo este um país com uma imensa riqueza natural. A sua longa costa, com 2.700 quilómetros, encerra inúmeras riquezas e potencialidades que é imperioso preservar, tendo em conta a vulnerabilidade do País a efeitos provocados pelas alterações climáticas.

    Com esta Conferência, Moçambique pretende promover uma plataforma baseada na inovação e na investigação científica e tecnológica que permita que todos estes elementos sejam aplicados no domínio da Economia Azul e se tornem uma alavanca para o desenvolvimento do País.

    O objectivo passa também por identificar linhas de actuação conjuntas que contribuam para acelerar a concretização dos compromissos nacionais, regionais e internacionais assumidos pelos países da região Ocidental do Oceano Índico.

  • Standard Bank apresenta nova cara e novas funcionalidades

    Com vista a conferir maior conforto e comodidade, o Standard Bank abriu, na semana passada, a sua nova agência na avenida do Trabalho, na cidade de Maputo, em substituição da antiga.

    A nova agência, construída de raiz numa zona comercial e bastante movimentada, apresenta um espaço de atendimento maior, concebido para prestar um serviço de excelência aos clientes.

    Dotada da mais recente tecnologia existente no mercado, a agência dispõe de três caixas e igual número de ATM’s (duas normais e uma para depósitos), uma máquina para grandes depósitos, disponíveis 24 horas por dia, e um parque de estacionamento com segurança.

    A gerente da agência, Nilza Trindade, explicou que a entrada em funcionamento do empreendimento vai consolidar ainda mais a relação que o banco tem com os clientes, que há muito ansiavam por um espaço mais amplo e moderno.

    “Trata-se de uma agência implantada numa zona de fácil acesso, com tecnologia de ponta e design moderno, onde os clientes que estão ao nosso redor, e não só, poderão encontrar produtos e serviços à medida das suas necessidades”, disse a gerente.

    Para os clientes, o facto de ter sido dedicado maior espaço de atendimento, bem como o acréscimo do número de ATM’s constituem elementos diferenciadores da agência, que oferece um ambiente mais acolhedor e que permite maior interacção com os colaboradores.

    “Sentimo-nos mais cómodos no interior da agência pois possui um espaço maior em relação à antiga. O aumento do número das ATM’s ajudou-nos bastante. Já não precisamos de ficar muito tempo na fila para levantar dinheiro, e hoje já temos uma ATM para depósitos. As condições melhoraram significativamente”, considerou Janete Valente.

    Por seu turno, Joaquim Saíde mostrou-se impressionado com o novo empreendimento, principalmente com os serviços disponibilizados aos clientes. “Confesso que é uma agência moderna, construída a pensar nos clientes. Tem um parque de estacionamento e maior acessibilidade. Diferentemente da antiga agência, esta tem as ATM’s protegidas, e temos, ainda, a possibilidade de depositar o nosso dinheiro quando (a agência) estiver encerrada".

  • IDE em Moçambique volta a crescer pela primeira vez desde 2013, graças aos investimentos iniciais na Bacia do Rovuma

    Pela primeira vez desde 2013, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Moçambique cresceu, apenas 399 milhões de Dólares, impulsionado pelos investimentos iniciais na exploração do gás natural existente no Bloco do Rovuma. Quase metade do IDE veio dos Países Baixos que é usado como sede fiscal de alguns dos investidores da Área 4, principalmente pelo Tratado Bilateral de Investimento que é de certa forma é lesivo ao nosso país.

    Desde os 6,1 biliões de Dólares norte-americanos que entraram no nosso país em 2013 que o IDE não crescia, em 2014 baixou para 4,9 biliões, em 2015 cifrou-se nos 4 biliões, em 2016 regrediu para 3 biliões e em 2017 havia caído para somente 2,3 biliões de Dólares.

    Analisando a Balança de Pagamentos de 2018, compilada pelo Banco de Moçambique, o @Verdade apurou que enfim os investimentos estrangeiros voltaram a aumentar, pouco, para 2,7 biliões de Dólares norte-americanos.

    Tal como nos anos anteriores, contribuíram para o fluxo de investimentos em Moçambique os grandes projectos da indústria extractiva.

    Porém, se no passado foram os projectos de exploração de carvão mineral em Tete que receberam capitais do exterior, no ano passado grande parte dos 2 biliões que entraram para a indústria extractiva resultou dos investimentos iniciais na Bacia do Rovuma cerca de 500 milhões de Dólares são investimentos em torno dos acessos, zona de reassentamento e outras infraestruturas que estão a ser edificadas em torno do campo Golfinho/Atum, na Área 1, que é liderado pela Anadarko.

    Grande parte são serviços de consultoria, assistência técnica e outros relacionados com o consórcio que está a construir a fábrica flutuante de gás natural liquefeito que irá extrair gás no campo de Coral Sul, Área 4 e que passou a ser liderado pela ExxonMobil.

    Petrolíferas usam Países Baixos por ser paraíso fiscal e possuir Tratado Bilateral que lesa Moçambique

    Apenas para este projecto entraram 1,9 bilião de Dólares de IDE proveniente da Itália mas 1,2 bilião do Reino dos Países Baixos ou Holanda. O @Verdade apurou que a multinacional petrolífera de origem norte-americana está a usar uma subsidiaria sua baseada nos Países Baixos, a ExxonMobil Development Africa BV.

    Usam também usam o paraíso fiscal dos Países Baixos outros dois parceiros da Área 4: a estatal chinesa, através da sua subsidiária CNODC Dutch Cooperatief U.A., assim como a portuguesa Galp, através da sua subsidiária Galp Energia Rovuma B.V..

    O @Verdade descobriu que estas multinacionais não só usam os Países Baixos por ser um paraíso fiscal mas também pelo favorável Tratado Bilateral de Investimento que tem com Moçambique, impõe muitas responsabilidades sem garantias de investimento e concede poucos benefícios aos moçambicanos.

    Até começarem os investimentos destas petrolíferas o IDE proveniente da Holanda não passava de alguns milhões de dólares anuais, o @Verdade apurou que nos últimos 10 anos apenas tinham sido investidos em Moçambique desse país europeu pouco mais de 58 milhões de Dólares norte-americanos.

    Antes dos Países Baixos liderava o Investimento Directo em Moçambique os Emirados Árabes Unidos, outro paraíso fiscal, que é a sede fiscal de subsidiárias da brasileira Vale do Rio Doce e da japonesa Mitsui.