Autor: olamocambique

  • Standard Bank eleito “Melhor Banco” e “Melhor Banco de Investimentos”

    O Standard Bank foi, recentemente, eleito o “Melhor Banco” e “Melhor Banco de Investimentos” do País, em 2020, pela prestigiada revista EMEA Finance, especializada em assuntos financeiros e bancários da Europa, Médio Oriente e África.

    Trata-se de uma distinção atribuída durante a 14ª edição anual do “EMEA Finance Awards: African Banking Awards 2021”, que reconhece os melhores bancos comerciais e de investimento em todo o continente africano, bem como corretores e gestores de activos.
    A distinção de "Melhor Banco de Investimentos" foi atribuída ao Standard Bank pela oitava vez consecutiva.
    Para o Standard Bank, estes prémios constituem um reconhecimento, por um lado, à capacidade de se ajustar aos inúmeros e constantes desafios do mercado, e, por outro, ao trabalho abnegado das suas equipas.
    Foi com base nessa capacidade, associada à sua rica experiência no mercado moçambicano, que o banco conseguiu oferecer, de forma consistente, soluções adequadas às necessidades e expectativas dos seus clientes, concebidas com base nas exigências regulamentares e nas melhores práticas internacionais.
    Em 2020, Moçambique foi afectado por diversos fenómenos adversos que tiveram um impacto negativo na economia.
    Entretanto, apesar destes factores desfavoráveis, o Standard Bank foi o único banco doméstico com um histórico sólido na estruturação de dívidas e mercado de capitais. Foi, por exemplo, a única instituição financeira em Moçambique que emitiu, com êxito, um instrumento de dívida (mercado de capitais) em nome de um cliente durante 2020.
    Importa realçar que o Standard Bank esteve envolvido, em 2020, em diversas operações estruturantes do mercado, com destaque para os sectores Financeiro, Industrial, Comercial e Imobiliário.

  • Vodacom apoia Campanha de Segurança Rodoviária do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários

    Inserido nos esforços para a mitigação dos acidentes de viação no país durante a época festiva, a Vodacom Moçambique juntou-se à campanha nacional de segurança rodoviária lançada no dia 12 de Dezembro, em parceria com o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO), a Polícia de Trânsito (PT), a Administração Nacional de Estradas (ANE) e parceiros públicos e privados.

    O objectivo desta campanha é alertar os automobilistas e peões para a necessidade do respeito às mais elementares regras de condução, numa altura em que os índices de sinistralidade rodoviária tendem a aumentar no país, especialmente durante a quadra festiva “Ligados, através desta iniciativa, acreditamos que podemos reduzir o alarmante número de acidentes de viação que se registam ao longo das estradas nacionais, e salvar vidas humanas. Esta campanha é alusiva à época das festas, altura em que os acidentes aumentam significativamente, mas os ensinamentos que se pretendem transmitir são para o uso diário dos automobilistas. Segurança rodoviária é um acto contínuo, não tem época ou validade”, disse Juvêncio Guila, da Vodacom, sobre a importância desta campanha.

    No âmbito desta iniciativa, a Vodacom ofereceu aos parceiros públicos, dentre eles a Polícia de Trânsito e o INATRO, material de suporte às operações da campanha, designadamente, bastões sinalizadores electrónicos a led, braçadeiras com reflectores, megafones, lanternas, fitas zebradas, raquetes de sinalização, pirilampos de cone e pilhas para todos os materiais, visando o bom desempenho no trabalho da Polícia de Trânsito. O material será distribuído para todas as delegações do país.

    A operadora irá também montar reclames publicitários com mensagens sobre segurança rodoviária, no troço entre Bobole e Rio Incoluane (província de Maputo), na Estrada Nacional número Um (EN1).

    Ainda sobre esta iniciativa, a Vodacom vai formar alunos da Escola Secundária de Chambone, na província de Inhambane, em matérias sobre segurança rodoviária, no sentido de ajudar a comunidade escolar a atravessar devidamente a estrada; ornamentar o muro de vedação da escola com pinturas ilustrativas, para a consciencialização sobre segurança rodoviária; pintar passadeiras próximas à escola; bem como doar raquetes luminosas e coletes reflectores. Guila referiu que “Um dos propósitos da Vodacom é apoiar as comunidades e, com estas iniciativas dirigidas aos mais novos, esperamos sensibilizar este segmento para garantir, a longo prazo, gerações futuras de condutores mais responsáveis.”

    Refira-se que a Vodacom, no quadro do combate à sinistralidade rodoviária, tem apoiado estas campanhas anualmente, com o objectivo de persuadir os utentes das estradas a adoptarem atitudes e comportamentos prudentes.

  • Moçambique na Cimeira da Nutrição pelo Crescimento de Tóquio-2021

    A Cimeira da Nutrição pelo Crescimento de Tóquio (Tokyo Nutrition for Growth (N4G) Summit 2021) realizou-se a 7 e 8 de Dezembro), sob os auspícios do governo japonês, e contou com a participação de Moçambique, através da Secretária Executiva do Secretariado Técnico da Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), Celmira da Silva.

    A organização da Cimeira de Tóquio baseia-se em mais de 10 anos de foco internacional na nutrição, um esforço que começou em 2010 com o lançamento do Movimento ‘Scaling Up Nutrition’.

    Em 2012, a Assembleia Mundial da Saúde e 194 países concordaram com as Metas Globais de Nutrição, as primeiras adoptadas para a nutrição. Aproveitando esse impulso, a primeira cúpula do N4G (Nutrition for Growth) foi realizada em Londres, no ano de 2013, e a segunda realizada no Rio de Janeiro, em 2016. Agora, Tóquio hospedou a terceira cúpula do N4G, que contou com a presença e intervenção da secretária executiva do Secretariado Técnico da Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), Celmira da Silva.

    Devido à COVID-19, o encontro utilizou um formato híbrido que compreende a participação onlinede pessoas de fora do Japão e uma opção presencial para os japoneses. O Tokyo N4G Summit teve a participação de representantes de alto nível de governos, organizações internacionais, doadores, academia, empresas e grupos da sociedade civil.

    Saúde, alimentação e resiliência do mundo em debate

    As sessões de alto nível consistiram em apresentações e declarações de compromissos por governos nacionais e organizações internacionais, enquanto os painéis de discussão irão focar as suas atenções em tópicos como a saúde, alimentação, resiliência, responsabilização e financiamento.

    A iniciativa ‘Global Nutrition for Growth Compact’ foi aprovada em 2013 na primeira Cúpula N4G com promessas de mais de 4 biliões de dólares norte-americanos e compromissos de líderes globais no sentido de fornecer intervenção nutricional a mulheres grávidas e crianças pequenas, reduzir o atraso de crescimento em crianças e salvar as vidas de crianças através de um maior acesso à alimentação e ao tratamento para a desnutrição aguda grave, entre outras iniciativas. 
    Uma olhar atento aos números revela a urgência das metas de nutrição. Em 2019, quase 750 milhões de pessoas enfrentavam um grau severo de insegurança alimentar e cerca de 2 biliões não tinham acesso a quantidades suficientes de alimentos nutritivos. Além disso, 144 milhões de crianças com menos de cinco anos, três quartos das quais vivem no Sul da Ásia e na África Subsaariana, foram afectadas por nanismo, em 2019, devido à subnutrição e desnutrição.

    Em Moçambique, e segundo os “Resultados da Avaliação de Segurança Alimentar e Nutricional Pós-Colheita 2021” divulgados a 6 de Dezembro pelo Secretariado Técnico da Segurança Alimentar e Nutricional(SETSAN), houve uma redução do número de pessoas com insegurança alimentar aguda de cerca de 821.987 pessoas, o que corresponde a 44%, comparando com 2020.

    O último ano para as “Metas Globais de Nutrição” adoptadas em 2012 é 2025, e para atingir as Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) é 2030, restando assim menos de uma década de distância. Nesse âmbito, espera-se que a presente Cimeira de Tóquio celebre os compromissos do N4G assumidos até ao momento e que emita um compacto de 2021 que visa o cumprimento acelerado das Metas Globais de Nutrição e dos ODS.

  • Moçambique participa em webinar da UNCTAD

    O Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, em representação de Moçambique, participou, quarta-feira, 8 de Dezembro, no webinar organizado pela Agência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), um evento que decorreu, a partir de Genebra – Suiça, sob o lema “Transformando África Austral – aproveitando as cadeias de valor regionais e política industrial para o desenvolvimento”.
    O evento teve como objectivo discutir o papel instrumental que a integração regional na África Austral pode desempenhar para acelerar as transformações estruturais e o desenvolvimento económico. A abordagem integrada que a estrutura da política industrial necessária, tanto no âmbito nacional e regional, pode ter para superar as múltiplas restrições enfrentadas pelas economias da região no actual contexto global difícil.
    Falando na ocasião, no painel sobre perspectivas de políticas da África Austral, Carlos Mesquita enalteceu os esforços da UNCTAD, na dinamização da plataforma de interacção e promoção sobre as boas práticas e experiências que a nível da integração económica, a SADC tem vindo a construir através da Estratégia e Roteiro de industrialização e a sua ligação com a visão e o percurso local dos seus Estados membros no âmbito coordenação da política industrial.
    Segundo o governante moçambicano, o processo consolidado da integração económica da SADC, para além de ter como instrumento de força, o Protocolo de Trocas Comerciais, também têm se servido da experiência soberana dos Estados membros, o que vem permitindo que sejam consensualizados alguns objectivos-resultados e deu como exemplos: o desenvolvimento industrial assente no Crescimento, na Produtividade, na Geração de Emprego, no Ambiente de Negócios e de Investimento privado, na Inovação e Tecnologia, na Transformação dos produtos primários nacionais privilegiando as Infra-estruturas de Apoio e a Substituição de Importações; A partilha e o aproveitamento integrado dos corredores logísticos estratégicos e programas de desenvolvimento; A parceria empresarial através do conteúdo local e a efectividade do Diálogo Público-Privado incluindo com os parceiros de desenvolvimento e a profissionalização e modernização da Micro, Pequena e Média Indústria como eixo expressivo de inclusão produtiva regional; As Políticas, Estratégias e Programas Industriais nacionais harmonizados com a pauta estratégica da região Austral, da África Continental e com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
    Carlos Mesquita falou, igualmente, sobre o quadro da Política industrial e a convergência na visão operacional, tendo enfatizado que como parte do “edifício de Política Industrial da Região Austral, Moçambique conformou a sua Política e Estratégia Industrial – (PEI) 2016-2025 que busca tornar a indústria o principal veículo para o alcance da prosperidade e bem-estar do país através da geração da maior parte de postos de emprego, produção e contribuição na valorização dos recursos naturais, através da sua adição de valor; e Operacionalizou os seus fundamentos e pressupostos através do Programa Nacional Industrializar Moçambique – PRONAI (2021-2031), lançado oficialmente por Sua Excelência o Presidente da República, cujo objectivo é contribuir para aumento da produção industrial, investimento em infraestruturas, desenvolvimento de recursos humanos, assente na transformação local da matéria-prima de forma inclusiva e ambientalmente sustentável no âmbito da melhoria da Balança Comercial” disse.
    O governante, finalmente apelou “a uma resposta efectiva, concertada, justa e sustentável para que a Indústria afectada pela Pandemia da COVID-19 não seja vítima nem refém de eventuais medidas e posições discriminatórias, antes se reinvente, seja competitiva, resiliente, globalmente integrada e inovadora como factor preponderante para o rápido crescimento, recuperação económica e desenvolvimento da SADC”.

  • Embaixadora do Reino dos Países Baixos enfatiza necessidade de empoderamento da rapariga e da mulher

    Empreendedoras moçambicanas juntaram-se, recentemente, num evento virtual de partilha de experiência e estabelecimento de parcerias no ramo empresarial entre mulheres estabelecidas no mercado. Denominado Lioness Lean In Live Webinar, o mesmo é promovido pela Lionesses of Africa, em parceria com o Standard Bank e a Embaixada do Reino dos Países Baixos em Moçambique.
    Em representação do Standard Bank, Ana Gunde, directora executiva do Standard Corretores de Seguros, defendeu a necessidade de as empresas, em particular as criadas pelas empreendedoras, estabelecerem parcerias estratégicas no mercado como forma de assegurar a promoção e sustentabilidade dos seus negócios, principalmente num período de incertezas causadas pela pandemia.
    “As mulheres precisam de se tornar mais resilientes para recuperarmos da crise originada pela Covid-19. Apesar dos desafios, que são muitos, não desistam da jornada e aproveitem esta oportunidade para tornar os seus negócios sustentáveis”, apelou Ana Gunde.
    Durante o evento, o banco reiterou o seu apoio ao empreendedorismo, com destaque para o feminino, através de iniciativas que dão aos empreendedores a oportunidade de expandir as suas redes de contacto e os seus negócios dentro e fora do País.
    Foi nesse sentido que a gestora sénior do Africa China Banking no Standard Bank, Tanuja Viriato, apresentou a solução de importação ACTS (Africa China Trade Solution), que permite a importação de matéria-prima para os empreendedores moçambicanos.
    Através desta solução, cómoda e segura, “o banco auxilia os empreendedores no estabelecimento de contactos, avaliação e comunicação com potenciais fornecedores, sem a necessidade de se deslocar à China, para além de se responsabilizar pelo procurement, logística, seguro e inspecção dos bens requisitados”.
    Na ocasião, a embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Henny de Vries, reiterou a necessidade e urgência de se apostar no empoderamento da rapariga e da mulher pois “esta é a chave para o desenvolvimento sustentável de qualquer nação”.
    “Investimos no empoderamento económico da mulher através de várias iniciativas, incluindo o empreendedorismo feminino, por isso apoiamos o Lioness Lean in Live Webinar, que contribui para o empoderamento das empreendedoras moçambicanas, por via da promoção de um espaço para partilha de experiência, fortalecendo as redes de contacto, criando capacidades e dando maior visibilidade”.
    Dirigindo-se às participantes, em particular às aspirantes a empreendedoras, a fundadora e directora executiva da Lionesses of Africa, Melanie Hawken, apelou às mulheres que pretendam abraçar o empreendedorismo a optar por uma área de que gostam e que resolva um determinado problema da comunidade ou do País: “A experiência mostra que as mulheres empreendedoras bem-sucedidas criaram negócios que lhes fazem felizes, por isso considero que a liberdade de fazer aquilo que escolhemos é a melhor coisa do mundo”.
    Importa realçar que o evento contou com a participação de três oradoras, nomeadamenteTaila Carilho – fundadora do Atelier Taila Carilho, Shaquila António – fundadora da Confeitando com Amoor e Aissa Miglietti Nunes – fundadora da Lil Blip e igual número de expositoras: Andrea Massamba – fundadora da AM Agência de Publicidade e Marketing, Josefa Amélia Massinga – fundadora da Florista Flor Khyathu e da Khyathu Assessoria e Serviços, e Aasiyah Ravate – fundadora da Home Cooking With Love.
    Empreendedora há quatro anos, Shaquila António aprendeu a fazer bolos e salgados com a mãe, que também é confeiteira, e viu no aumento da demanda uma oportunidade de empreender: “No princípio, não foi fácil, porque não tinha muitos clientes, e sobravam muitos cupcakes. Por isso, abri uma página no Instagram e comecei a partilhar as imagens do que fazia, e isso ajudou muito. Depois de um ano, as coisas mudaram. Passei a receber muitas encomendas e senti-me muito pressionada. Recebia muitas chamadas e não sabia como lidar com a situação. Isso deu-me muita força para continuar e ensinou-me a trabalhar sob pressão”.

    Foto: Shaquila António

  • Vale atinge recorde de 1 milhão de toneladas de carvão em Outubro

    A produção de carvão na Mina de Moatize ultrapassou 1 milhão de toneladas no último mês de Outubro, um resultado significativo que já não era alcançado há mais de 3 anos.

    Assim, Outubro ficou marcado por um forte desempenho operacional da actividade mineira com a produção a ultrapassar, só num mês, mais de 1 milhão de toneladas processadas de carvão metalúrgico e carvão térmico.

    Segundo Leonardo Xerinda, Gerente Executivo da Operação da Mina, “este é o resultado do empenho das equipas e do trabalho de revitalização das usinas”. Leonardo Xerinda realça a segurança operacional como um elemento-chavesendo importante“garantir sempre que estamos a operar de forma segura e que cada um se supera no seu ramo de actuação, pois só assim teremos resultados que ultrapassam a nossa expectativa”, aponta ainda Leonardo Xerinda.

    Todo o esforço e investimento empreendidos para atingir o marco de 1 milhão de toneladas reforça o compromisso em manter uma operação competitiva e garantir a continuidade operacional da indústria do carvão em Moçambique.

    Em linha com o seu pilar estratégico do Novo Pacto com a Sociedade e enquanto procura conduzir um processo responsável de identificação de interessados no negócio de carvão, a Vale manterá todos os seus compromissos com a sociedade e os stakeholders, incluindo obrigações assumidas relativamente a colaboradores e comunidades.

  • PHC Software activa protocolo com ISCAM

    A parceria relativa à disciplina de Contabilidade Assistida por Computador, pretende impulsionar o crescimento da implementação do software e transição digital no país

    Nesse sentido, durante o mês de Agosto, teve lugar um processo de capacitação de três elementos do grupo docente da disciplina de Contabilidade Assistida por Computador do ISCAM, com uma formação sobre os módulos ERP desktop do PHC CS. Desde então que a disciplina tem estado a ser leccionada, em blocos de quatro horas por semana.

    “Iniciativas como esta são fundamentais para uma maior sensibilização de todos os agentes económicos moçambicanos e orgulhamo-nos muito de poder fazer parte do percurso de modernização de Moçambique,” afirma Victor Cau, Business Development & Support Specialist da PHC Software. “Neste sentido, temos como prioridade garantir que os estudantes recebem um conhecimento aprofundado e correcto sobre o nosso software, focado na sua capacidade de adaptação às empresas e à legislação moçambicana.”

  • Melhoria de agro-negócio exige reforço de financiamento bancário

    O Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Álvaro Massingue, desafia os bancos comerciais a concederem linhas de crédito direccionadas à agricultura, com um custo atractivo, para impulsionar este sector que absorve 80% da população, economicamente, activa, no país.

    No seu entender, muitos processos de pedido de crédito, por parte das Pequenas e Médias Empresas (PME’s) que operam na área de agricultura têm tido pouco sucesso. Diante desta situação, sugere medidas urgentes para que este sector de actividade possa encontrar “uma almofada num fundo de garantia agrícola ou na cobertura, pelos seguros, dos riscos associados a actividade”.

    Álvaro Massingue destacou a necessidade de o Governo criar políticas e estratégias fiscais de incentivo à agricultura, em toda a sua cadeia de valor. “Registamos, com alguma apreensão, a introdução de mais uma taxa de furos de água que vai trazer impactos negativos para o desenvolvimento da agricultura, pelo que apelamos para que se reveja a medida, pelos impactos que isso vai representar, nos indicadores do doing business.

    O posicionamento de Massingue surge no âmbito do 1º Seminário Virtual, organizado pela CCM, em parceria com IHK Region Suttgart, sobre cadeia de valor de arroz e tomate. O evento que decorreu esta semana juntou membros do Governo e sector privado.

    “Elegemos o arroz e o tomate pela sua importância na economia e pelo facto de constituir matéria-prima para dinamizar as indústrias associadas, bem como pelo contributo valioso na potencialização das rendas familiares”, justificou.

  • Reflexão sobre a violência marca Dia Mundial de Prevenção do Abuso da Criança

    A Save the Children, em coordenação com o Ministério do Género Criança e Acção Social e com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, realizou ontem em Maputo um Workshop de Reflexão sobre Estratégias de Prevenção e Resposta contra Abuso de Crianças. O evento vai marcar a passagem, amanhã, 19 de Novembro, do Dia Mundial de Prevenção do Abuso de Criança.

    A Imprensa foi convidada a dar o seu contributo assegurando a cobertura e divulgação do evento como forma de massificar a consciência pública relativamente a violência exercida sobre a criança e os problemas que causa para o seu bem-estar emocional e físico, agora e no futuro.

    SOBRE O ABUSO CONTRA CRIANÇAS

    O abuso contra criança constitui uma violação dos direitos das crianças e com implicações a longo prazo, envolvendo diversas formas, dentre os quais a violência física, psicológica, sexual e a negligência por parte de um adulto ou pessoa mais velha. As práticas mais comuns envolvem a violência doméstica (física e psicológica) e o abuso sexual.

    Há uma grande necessidade de aumentar a consciência das comunidades sobre a prevalência do abuso e da violência, capacitar e dar poder aos membros da comunidade, famílias e crianças para denunciar e abordar tais violações bem como é também essencial a adopção de políticas e protocolos amigáveis que respondam eficazmente às necessidades das crianças.

    O Dia Mundial para a Prevenção do Abuso contra as Crianças é celebrado à luz da Convenção dos Direitos das Criança, documento que enuncia um conjunto amplo de direitos fundamentais das crianças (direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais), bem como de todas as disposições para que esses direitos sejam aplicados.

    A escola e a casa são considerados espaços em que o abuso sexual é frequentemente perpetrado, seja sob a forma de assédio (nas escolas), abuso sexual nas famílias e comunidade, seja por razões que têm a ver com mitos (enriquecimento familiar), com as dívidas e com as uniões prematuras. Segundo o inquérito de violência contra criança (2019), cerca de 43% de mulheres e homens entre os 18 aos 24 anos reportaram ter sofrido violência na infância e tem assinalado um crescimento rápido desde o inicio da pandemia. Situações de crise como a da COVID-19, conflitos e desastres naturais potenciam cada vez mais a exposição de crianças, em particular raparigas, à situações de risco como a prostituição infantil, uniões prematuras, tráfico e exploração.

  • Standard Bank incrementa 6% de financiamento ao sector agrícola

    Nos últimos três anos, o Standard Bank incrementou o seu financiamento ao sector agrícola em seis por cento, conforme foi revelado, no decurso do “Business Breakfast-Moçambique, Resiliência e Crescimento Sustentável”, promovido, quarta-feira, 17 de Novembro, em Maputo, por aquela instituição financeira, sob temática “Um olhar ao sector agrícola”, no País.
    Para o banco, a agricultura constitui uma das prioridades da sua actuação, por representar um peso importante na economia do País, ao contribuir com cerca de 23,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), assim como empregar, aproximadamente, 80 por cento da população economicamente activa.
    Entretanto, o Standard Bank entende que existem factores contraproducentes, que têm estado a afectar o desenvolvimento acelerado do agronegócio, razão pela qual pretende assumir-se cada vez mais como um parceiro relevante no apoio ao sector, tornando-o resiliente e sustentável a longo prazo.
    “Temos estado a implementar uma série de medidas que já estão a surtir efeitos positivos, como o registo, nos últimos anos, do crescimento em seis por cento da carteira de crédito ao sector”, segundo referiu Miguel Correia, especialista do Agronegócio do Standard Bank.
    Este, conforme enfatizou, é apenas um dos indicadores do comprometimento do banco para com o desenvolvimento da agricultura, uma vez que o seu envolvimento vai mais além do financiamento a projectos agrícolas: “Na nossa relação com os clientes, posicionamo-nos como um parceiro confiável, que adiciona valor multifacetado ao negócio”, frisou Miguel Correia.
    Acrescentou que o propósito do Standard Bank é sustentar o desenvolvimento, incluindo os avanços alcançados, no sector, nos últimos anos, de modo a acompanhar a dinâmica do crescimento da agricultura, em Moçambique.
    “Pretendemos continuar a ser um parceiro privilegiado para o crescimento sustentável, desenhar e disponibilizar soluções ajustadas às cadeias de valor de determinados produtos agrícolas”, indicou.
    Por seu turno, Penny Byrne, investigadora dos indicadores climáticos do Standard Bank, uma das oradoras do evento, referiu-se às mudanças climáticas como um dos factores que vão afectar o desenvolvimento da agricultura no continente africano, particularmente em Moçambique.
    A investigadora sustentou que o continente poderá experimentar um impacto maior sobre a actividade agrícola, caso a temperatura média, que já aumentou, entre um e dois graus celsius, aumente ainda mais um grau, nos próximos 20 anos.
    Penny Byrne referiu ainda que se registou um aumento na intensidade das chuvas e dos ciclones, o que se tem manifestado na estiagem e cheias. A temperatura no continente africano subiu acima da média global, sendo que o último ano esteve entre os mais quentes registados no continente. O nível do mar aumentou em cerca de três centímetros entre 1975 e 2001, esperando-se que venha a aumentar entre 13 e 50 centímetros até 2090.
    “Prevê-se uma redução do rendimento agrícola, entre 2 a 4 por cento, nas próximas décadas, afectando, sobretudo a produção da mandioca, mapira, amendoim, soja, entre outros, na região centro de Moçambique, onde as chuvas vão contribuir para a propagação de novas pragas", acrescentou aquela investigadora.

  • Plataforma flutuante de GNL a caminho de Moçambique

    Estão criadas as condições para o arranque da exploração e produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), a partir do primeiro semestre de 2022, na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, com a conclusão da construção da Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), que partiu segunda-feira, 15 de Novembro, dos estaleiros da divisão industrial da Samsung, em Geoje, Coreia do Sul, com destino a Moçambique.
    A plataforma, que estará ancorada ao largo da costa de Cabo Delgado e cuja construção iniciou em 2017, conta com 432 metros de comprimento e possui depósitos de armazenamento no casco e 13 módulos por cima deles, incluindo uma fábrica de liquefacção, um módulo de oito andares, onde podem viver 350 pessoas, e uma pista para helicópteros.
    Esta é a primeira e maior plataforma de gás em águas profundas em África, e resulta de um investimento de aproximadamente 8 biliões de dólares norte-americanos. A sua chegada ao País e o consequente arranque da exploração e produção de GNL vai marcar o início de uma nova era em Moçambique, que deverá posicionar-se como produtor e fornecedor regional e global deste importante recurso energético.
    A sua construção contou com o financiamento do Standard Bank, o único banco nacional envolvido nesta operação e o maior credor do projecto, em conjunto com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), que detém 20% das acções do Grupo Standard Bank.
    A participação do Standard Bank nesta operação, que vai ajudar Moçambique a retomar o ritmo acelerado de crescimento, reflecte o poder da sua parceria para impulsionar o crescimento do País, e resulta do seu compromisso de, a longo prazo, apoiar consistentemente o potencial de Moçambique como um futuro gigante de produção e exportação de gás natural offshore.
    O Banco congratula os principais intervenientes neste projecto pelos avanços registados e acredita que a conclusão da construção da plataforma é um sinal importante das perspectivas de crescimento a longo prazo de Moçambique.

  • Vodacom lança grande campanha de promoção de celulares

    A Vodacom lançou, na passada segunda-feira, 15 de Novembro, a maior promoção de smartphones do ano, a qual oferece smartphones 4G a preços imbatíveis. Esta iniciativa tem como objectivo dar oportunidade aos clientes, em todo o país, de se conectarem através da tecnologia 4G.

    Todas as lojas da Vodacom e revendedores autorizados estão preparados para servir os clientes, até Janeiro de 2022, com esta promoção, que é limitada ao stock existente. Ao comprarem um destes celulares, para além de ganharem 5GB de internet grátis, os clientes habilitam-se automaticamente a participar num sorteio de duas viagens, com tudo pago, para Cape Town.

    Sekou Barry, Director Executivo da Área Comercial da Vodacom, referiu: “Decidimos lançar esta promoção nesta época do ano para benefício dos nossos clientes, que podem comprar para si ou oferecer a alguém especial um novo celular 4G e, consequentemente, navegar na rede com Internet mais rápida. A Vodacom está confiante de que a variedade de celulares e os preços competitivos desta promoção irão cativar o interesse do público e tornar a vida das pessoas melhor, do ponto de vista tecnológico. E porque o nosso propósito é de também proporcionar experiências e momentos únicos, iremos oferecer uma viagem a Cape Town, que constitui a nossa cereja no topo do bolo.”

    De referir que, para receber a oferta de 5GB, o cliente deve ter o cartão no novo celular por um período de 48h e depois digitar *244#.

  • Access Bank: ‘Advance Africa’ vai formar 47 jovens moçambicanos

    Quarenta e sete jovens moçambicanos vão ter a oportunidade de receber formação na área das novas tecnologias através do programa ‘Advance Africa’, promovido pelo Access Bank em parceria com a Udacity, uma organização educacional americana.

    Este ano, o programa contemplou 5.000 bolsas de estudo para jovens de vários países africanos, tendo sido selecionados 47 moçambicanos. Estes formandos vão beneficiar de cursos técnicos, bem como de um grupo de formadores composto por especialistas da área das Tecnologias de Informação que irá apoiar os bolseiros na construção de uma carreira progressiva na indústria bancária.

    O objectivo é formar talentos capazes de acompanhar as dinâmicas de um mundo cada vez mais tecnológico, onde as competências informáticas se tornam indispensáveis para o mercado de trabalho.

    Os participantes do ‘Advance Africa’têm entre 20 e 30 anos e farão parte de uma comunidade de jovens com interesse na área digital. Terão, ainda, a possibilidade de realizar intercâmbios e troca de experiências com jovens de diversos países africanos.

    Dos cinco mil bolseiros, 20% terá ainda a oportunidade de fazer um estágio em 13 países africanos onde o Grupo Access está presente, incluindo Moçambique.

    Com este projecto, o Access Bank assume o compromisso com os jovens africanos de contribuir para a construção de uma geração capaz de realizar projectos inovadores que lhes permitam elevar as suas competências, serem distinguidos e, acima de tudo, estarem bem preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

  • BCI reafirma compromisso com iniciativas juvenis

    O BCI reitera apoio às iniciativas juvenis. O pronunciamento foi feito na 5ª feira (7), em Maputo, pelo representante do BCI, Heisler David, por ocasião do empossamento dos presidentes de pelouros da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

    “Viemos reafirmar a nossa aposta nas iniciativas juvenis, em particular no empreendedorismo, não só para a subsistência dos próprios empreendedores e das respectivas famílias, mas também para a criação de postos de trabalho directos e indirectos, tão importantes para Moçambique, país que apresenta uma população maioritariamente jovem” – disse Heisler David, recordando que, ao longo dos anos, “no âmbito deste valioso relacionamento, as micro, pequenas e médias empresas moçambicanas detidas ou geridas, na sua maioria por Jovens, passaram a dispor de soluções financeiras inovadoras, dirigidas e especializadas. Com efeito, o BCI posicionou-se como o parceiro dos jovens empreendedores moçambicanos, não só através do apoio à sua actividade corrente, mas também na concretização de planos de investimento e de expansão, em todo o país ou na internacionalização dos seus negócios, facilitando a relação com os Fornecedores e Clientes”. Referiu ainda que “o nosso objectivo aponta para que os gestores BCI negócios, presentes na maioria das agências do BCI, se apresentem inteiramente dedicados aos seus clientes jovens empresários e focados em conhecê-los e em ajudá-los a alcançar os seus objectivos, oferecendo sempre as soluções mais adequadas para cada caso”.

    Na cerimónia, o actual presidente da ANJE, Lineu Candieiro, lançou o compromisso de trabalhar para o alcance dos objectivos fixados, tendo como pilares a capacitação empresarial, o desenvolvimento institucional e a captação de recursos.