Autor: olamocambique

  • Massingue em defesa da protecção da classe empresarial

    O Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Álvaro Massingue, recentemente eleito, condena a manifestação de crime organizado que tem como agentes pessoas sem escrúpulos e movidas de criminosa ganância da vida fácil e do enriquecimento ilícito. No seu entender, os raptos e sequestros de empresários ameaçam o ambiente de negócio.

    “Fará parte da nossa agenda, no quadriénio 2021-2025, como prioridade, a advocacia por uma sociedade onde fazer negócio não representa perigo, onde o investidor e o agente económico gozam de protecção necessária para o desenvolvimento das suas actividades empresariais. Contamos com todos os actores da nossa sociedade (políticos, governantes, empresários, sociedade civil e todas as camadas sociais) no repúdio e combate contra esse mal”, destacou.

    Álvaro Massingue manifestou este repúdio à margem do Primeiro Conselho Consultivo da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), realizado ontem (12/10/2021), na Cidade de Maputo, um evento que serviu para traçar linhas que visam materializar o compromisso assumido com o empresariado nacional, para edificação de uma Câmara sustentável, fortificada, aberta e inclusiva.

    “Queremos transformar a nossa presidência num sinal de esperança e garantia que não nos faltará apoio neste desafio único de encarar e aceitar a adversidade do nosso pensamento como um caminho inevitável para garantir o presente e o futuro das nossas empresas e do seu desenvolvimento em um ambiente político e económico favorável”.

    No leque dos desafios apresentados no referido Conselho Consultivo, o destaque vai para a necessidade de doptar a instituição de capacidade humana para responder aos desafios do plano estratégico e garantir a sustentabilidade institucional.

  • Arranca II edição do curso de Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical

    Arrancou, segunda-feira, 11 de Outubro, a segunda edição do curso de Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical, ministrado pelo Instituto Superior de Altos Estudos e Negócios (ISAEN), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, a primeira e mais antiga instituição de ensino superior privado no País.

    Trata-se de um curso através do qual se pretende reforçar, renovar e ampliar competências profissionais na área de saúde, em particular nas vertentes de saúde pública e medicina tropical.

    Conforme explicou a directora do ISAEN, Irene Mendes, o curso irá dotar os profissionais de diferentes ramos da saúde de dados científicos actuais sobre as suas áreas de trabalho e interesse, bem como sedimentar os conhecimentos obtidos de forma empírica e reformular acções que não estavam a ser aplicadas correctamente.

    “A Universidade Politécnica, através do ISAEN, assumiu o compromisso de participar na formação dos recursos humanos em diferentes áreas de conhecimento, pois entendemos que é nossa responsabilidade contribuir na busca de soluções dos vários problemas que afligem o País, em particular na saúde, na vertente de saúde pública”, frisou Irene Mendes.

    Por isso, os graduados deste curso estarão preparados para intervir directamente na área de saúde, dinamizar acções e programas de saúde, assim como lidar com doenças tropicais (endémicas e não endémicas).

    “Esperamos, com este curso, capacitar os estudantes para um conhecimento global, actual e transnacional nas áreas de epidemiologia, saúde pública e medicina em regiões tropicais. Esperamos, igualmente, desenvolver competências nas áreas de prevenção, diagnóstico e controlo de doenças endémicas e/ou emergentes e capacitar os profissionais em matérias ligadas ao planeamento, à implementação e à análise crítica de projectos de saúde e medicina tropical”, realçou a directora do ISAEN.

    Importa realçar que o curso de Mestrado em Saúde Pública e Medicina Tropical é de carácter profissionalizante, o que significa que será privilegiada a componente prática, através de aulas laboratoriais e visitas de estudo a instituições ligadas à saúde.

  • Fornecedores locais aderem à Linha de Crédito BCI Negócios SASOL

    Realizou-se, na quarta-feira, 6 de Outubro de 2021, um encontro em formato virtual (Webinar), visando à dinamização da Linha de Crédito BCI negócios SASOL, à qual estão a aderir, em número considerável, fornecedores locais.

    Promovida e disponibilizada numa parceria entre o BCI e a SASOL, esta Linha, inserida no âmbito do Programa de Conteúdo Local, e com créditos onerados a taxas fixadas em 10,5%, tem como objectivo potenciar as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), com principal enfoque para as localizadas na província de Inhambane, mas também às outras ao longo do país.

    Para além dos parceiros, no Webinar participaram empresários, fornecedores e potenciais fornecedores que, de forma interactiva, tiveram a oportunidade de aprofundar o seu conhecimento sobre a Linha, partilhar experiências e dar mais contributos.

    O Director Comercial do BCI na região de Inhambane, Faizal Faquirá, referiu que se trata de “uma Linha de conteúdo local muito esperada pelos empresários da província de Inhambane” e anunciou que “alguns já começaram a aderir. Temos a indicação de outros potenciais clientes que vão aderir e beneficiar das vantagens proporcionadas”. E acrescentou: “sabemos, muitas vezes, que para fornecer serviços a terceiros precisamos de ter liquidez. Encontrou-se esta forma de potenciar as nossas empresas com vista a terem alguma antecipação do lado do Banco e conseguirem avançar com as suas actividades, fornecendo serviços, honrando os seus compromissos e continuando a produzir riqueza”.

    Já para o Director Central da área de retalho e empresas, do BCI,George Mandawa “o acesso ao financiamento é um dos grandes desafios que há no mercado, nos programas de conteúdo local. E é para responder a este desafio que em parceria com a SASOL disponibilizamos esta solução. Dentro desta temática de acesso, uma das componentes, e a principal, tem a ver com o preço do dinheiro” – disse e prosseguiu: “quanto custa ao empresário obter dinheiro na banca comercial, o que chamamos taxas de juro? Temos no mercado uma taxa de referência que é o prime rate(18,9%), e sobre esta é aplicado um spreadque, em regra geral para pequenas e médias empresas, situa-se num intervalo entre 4 e 6%. Portanto, a taxa de 10,5% aprovada para esta Linha representa menos de metade daquilo que está a ser praticado no mercado”. Num outro desenvolvimento, Mandawa apontou a questão da própria acessibilidade: “quão difícil é para o empresário e o empreendedor aceder ao crédito bancário? Sempre que se aborda esta temática, fala-se geralmente das dificuldades, das exigências, da burocracia, entre outros. É neste quadro que encontrámos, com o nosso parceiro, formas de facilitar o acesso ao crédito. Portanto, processos de análise e de decisão muito específicos resultam nos tempos de resposta recorde, desde que haja toda a informação completa prestada pelo candidato. Os tempos de concessão são extraordinários, comparados com as práticas de mercado. E nós fazemos isso de uma forma que nos distingue. Fazemos com equipas locais, somos o Banco Daki” – concluiu.

  • ISM lança publicação científica sobre Estudos Organizacionais

    Decorreu, no passado dia 28 de Setembro, a cerimónia de apresentação da revista Estudos Organizacionais, promovida pelo Instituto Superior Monitor. A cerimónia contou com a presença de investigadores, professores e corpo discente da instituição, tendo sido transmitida online através do canal de youtube.
    De acordo com o Prof. Doutor Carlos Mussa, coordenador da publicação e director do Instituto Superior Monitor, a revista pretende contribuir na formação e divulgação do conhecimento científico-técnico, constituindo o lugar onde docentes, investigadores e discentes da instituição podem publicar os seus trabalhos. Nas palavras do director-geral, "várias décadas após a abertura de Moçambique à economia de mercado, ainda faltava uma publicação científica e regular direcionada para os estudos organizacionais, que promovesse análises a partir de contextos moçambicanos e que nos ajudassem a compreender as dinâmicas do país".
    No primeiro número, abordam-se diversas temáticas de liderança, negócios informais, comunicação organizacional, mas também aspectos relacionados com o papel de professores no ensino à distância ou com impactos sociais do COVID 19, entre outros temas.
    O primeiro número da revista foi sobretudo dinamizado por professores do Instituto Superior Monitor, no âmbito de pesquisas integradas em programas de mestrado ou de doutoramento, mas também de estudantes da instituição, sobretudo de cursos de mestrado em Gestão de Recursos Humanos, em Sociologia do Trabalho e das Organizações e em Direito Empresarial.
    A revista Estudos Organizacionais constitui um espaço privilegiado para o debate académico crítico, científico e técnico sobre diversas áreas e matérias que interessam à comunidade académica e à sociedade em geral. Neste primeiro número, inaugura-se uma etapa de pesquisa científica no Instituto Superior Monitor.

  • AMJ e a Alcance Editores assinaram MoU

    A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) e a Alcance Editores assinaram, terça-feira, 28 de Setembro, em Maputo, um Memorando de Entendimento (MdE), que tem por objectivo a materialização da colaboração institucional entre as duas entidades, por um período de dois anos.

    Trata-se de um acordo, com o qual se pretende estimular a publicação e a divulgação de trabalhos dos associados da AMJ e ainda a edição de obras de literatura jurídica e geral pela editora Alcance Editores.

    Na ocasião, o presidente da AMJ, Carlos Mondlane, explicou que a parceria com a Alcance Editores visa disponibilizar aos juízes uma plataforma para a colocação e difusão dos seus pensamentos, devido ao embaraço da doutrina de outros países, que não são necessariamente consentâneos com a evolução do direito moçambicano.

    “Com este acordo, pretendemos por um lado elevar o nível técnico dos magistrados judiciais e, por outro, disponibilizar à sociedade moçambicana tudo aquilo que resulta de uma reflexão por parte dos aplicadores do direito em Moçambique. A parceria é importante para nós, na vertente de permitir que os juízes moçambicanos passem a escrever sobre matérias de interesse e, ao mesmo tempo, oferecer à sociedade moçambicana tudo aquilo que versa sobre o direito moçambicano”, referiu Carlos Mondlane.

    Por sua vez, em representação da Alcance Editores, Sérgio Pereira, indicou que o MdE é oportuno para a sua instituição na medida em que passarão a produzir mais livros que venham da AMJ, quer sejam de direito, literatura ou contos infantis.

    “Nós, como editora, vamos no âmbito deste MdE identificar a qualidade dos livros, que possam surgir e ainda dar uma resposta positiva daquilo que serão as obras finais resultantes deste acordo em momento oportuno”, concluiu Sérgio Pereira.

    Importa referir que a AMJ e a Alcance Editores comprometem-se em realizar seminários envolvendo diversas individualidades nacionais e internacionais na difusão de temas que visam estimular a literatura jurídica e geral.

  • 160 pescadores vão beneficiar de barcos oferecidos pela Nacala Logistics

    A Nacala Logistics ofereceu, esta semana, quatro embarcações motorizadas e as respectivas redes a pescadores do distrito de Nacala-à-Velha, Província de Nampula. Os novos barcos vão beneficiar mais de 160 pescadores que, através destes meios, poderão pescar em alto mar aumentando, assim, a quantidade e a qualidade do pescado.

    Como parte da estratégia de reforço do conteúdo local, as embarcações foram construídas por uma empresa moçambicana que empregou 12 carpinteiros de Nacala-à-Velha, durante os seis meses de construção.

    A cerimónia de entrega dos barcos, que decorreu na Praia de Massingirine, Nacala-à-Velha, foi presidida pelo Governador da Província de Nampula, Manuel Rodrigues, com a presença de representantes do sector das pescas e populares.

    Na ocasião, o Governador de Nampula recomendou ao Comité Comunitário de Pesca local, responsável pela gestão, que garanta a manutenção das embarcações com vista a uma maior durabilidade dos novos meios.

    Por seu turno, o Administrador da Nacala Logistics, Marcos Presoti, realçou o facto desta iniciativa aumentar o rendimento dos pescadores."Com este projecto, estaremos a garantir maior oferta de produtos marinhos ao mercado, além de proporcionar ganhos financeiros aos pescadores que exercem actividade pesqueira na Baía de Nacala. Queremos igualmente estimular a prática da pesca segura e sustentável".

    Desde o início das suas operações, a Nacala Logistics tem estado a investir em recursos e tecnologias para o desenvolvimento da pesca sustentável e a preservação dos ecossistemas pesqueiros, em Nacala-à-Velha. Projectos como o desenvolvimento de recifes artificiais e a restauração dos mangais contribuem para o repovoamento das espécies pesqueiras e protecção da vida marinha.

    Como consequência destas iniciativas, em Abril deste ano, a Nacala Logistics viu o seu trabalho reconhecido, resultado de um estudo da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional(USAID) sobre os Recursos Marinhos e Costeiros de Moçambique, que considera a Baía de Nacala um local de referência pelo potencial do seu ecossistema.

  • Piloto moçambicano segue para Marrocos

    Depois da sua participação no campeonato mundial de todo-o-terreno em motorizada, Qatar International Baja, que teve lugar de 30 de Setembro a 02 de Outubro, o piloto moçambicano Paulo Oliveira segue viagem para o rally de Marrocos, a realizar-se de 07 a 13 do mês em curso. A ser disputada por pilotos de todo o mundo, a prova servirá de último treino para o mítico Rally Dakar, na Arábia Saudita, em 2022.

    No Qatar, Paulo Oliveira conseguiu, uma vez mais, garantir uma das melhores pontuações para o campeonato do mundo de bajas.

    “Foi uma corrida que começou bem, a ganhar o prólogo. Infelizmente, com a perda de um instrumento de navegação e uma pequena queda, não conseguimos manter a liderança. Andámos sempre na frente da corrida e, apesar destes percalços, acabámos no 4º lugar. Foram pontos preciosos para o campeonato do mundo de bajas que estamos a disputar e a liderar”.

    Com um calendário bastante apertado, após a corrida de Marrocos, Paulo Oliveira segue para a final do campeonato de bajas, a realizar-se de 28 a 30 de Outubro, em Portalegre, Portugal.

    Refira-se que a longa experiência ao lado de outros grandes pilotos no desporto motorizado mantém Paulo Oliveira sempre na expectativa de alcance de resultados que elevem a bandeira moçambicana. “Todas as corridas são desafiantes, mas sempre buscamos o nosso melhor, para ganharmos a melhor pontuação e estarmos bem posicionados rumo ao Dakar”, disse Oliveira, aproveitando a ocasião para pedir a todos os moçambicanos para manterem o seu apoio neste desporto.

    Fruto da sua perseverança e muito trabalho, Paulo Oliveira já participou em diferentes provas de rally todo-o-terreno, em pistas de países como Marrocos, Jordânia, Portugal, Espanha, Qatar, entre outros.

    A participação de Oliveira na corrida de Marrocos conta com o patrocínio da Emose, Access Bank, Cine Group, Agência de Viagens Cotur, Grupo Salvador Caetano, Intelec Holdings, Trassus, Secretaria de Estado do Desporto, Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo (FMAM) e ATCM.

  • Eni Rovuma Basin e Standard Bank lançam programa de capacitação para PME

    A Eni Rovuma Basin, em nome dos Parceiros da Área 4, promove em parceria com a Incubadora de Negócios do Standard Bank, o primeiro programa de apoio ao empreendedorismo, denominado iCreate. Este programa, que é implementado no âmbito do plano de conteúdo local do projecto Coral Sul FLNG, destina-se a Pequenas e Médias Empresas (PME) que estejam a operar no mercado há mais de dois anos.

    O programa iCreate, com a duração de 12 semanas, tem como objectivo o fortalecimento das PME já estabelecidas no mercado e com alto potencial para crescer, de modo a torná-las mais competitivas e sustentáveis a longo prazo.

    Trata-se de uma iniciativa que, para além da capacitação, inclui mentoria e apoio em consultoria empresarial ajustada às necessidades das empresas, que serão, também, expostas a oportunidades de mercado e de financiamento. O programa oferece, ainda, acesso a uma variedade de serviços de suporte de negócios, assim como a conteúdos de parceiros e especialistas de diversos sectores de actividade.

    Durante a capacitação, serão abordados diversos temas importantes para a sustentabilidade e crescimento das Pequenas e Médias Empresas, dos quais se destacam “Oportunidades para PMEs”, “Gestão em Tempo de Crise”, “Marketing Digital”, “Negócios à Prova do Futuro”, “Evolução do Modelo de Negócios”, “Finanças para não Financeiros”, “Soluções de Importação e Exportação’’, “Riscos e Seguros” e “Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho”.

    Intervindo na cerimónia de abertura, o administrador delegado do Standard Bank, William Le Roux, explicou que o banco se associou a esta iniciativa por acreditar que as Pequenas e Médias Empresas, a par do empreendedorismo, desempenham um papel fundamental no fomento do crescimento económico real em todo o continente africano, mais especificamente em Moçambique.

    Ao apoiar o iCreate, em parceria com a Eni Rovuma Basin, o Standard Bank espera contribuir para a criação de empresas moçambicanas sustentáveis a longo prazo, e que estas, por sua vez, possam proporcionar mais oportunidades de emprego para os moçambicanos.

    Por isso, “estamos empenhados em promover o empreendedorismo e, mais especificamente, os objectivos de conteúdo local através das várias iniciativas que apoiamos por via da nossa Incubadora e como organização em geral. O nosso objectivo é apoiar e permitir que cada uma das empresas participantes possa reforçar a sua capacidade e competitividade como PME neste país e não só”.

    Por seu turno, o director-geral da Eni Rovuma Basin, Giorgio Vicini, realçou que o iCreate visa enriquecer os conhecimentos e habilidades do empresariado local, em particular as PME. “Serão 12 semanas inteiramente dedicadas à partilha de informação e conhecimento através de workshops e masterclasses ministrados por pessoas especializadas”.

    Na ocasião, o administrador para o Pelouro de Desenvolvimento Institucional e Empresarial no Instituto Nacional de Petróleo (INP), Milissão Bernardo Milissão, considerou que iniciativas como o iCreate reforçam a capacidade das PME, melhorando, dessa forma, a sua competitividade no mercado, em particular na indústria de petróleo e gás.

    Para Milissão Bernardo Milissão, há necessidade de dinamizar as actividades de promoção da participação das empresas e da força de trabalho nacionais neste segmento de indústria, daí a relevância do iCreate pois “vai contribuir para que as PME acedam às oportunidades de negócio geradas pelas multinacionais, e estabeleçam ligações comerciais entre elas”.

    “Incentivamos e promovemos a participação de empresas moçambicanas nas actividades da indústria de petróleo e gás no País, quer seja através da prestação e fornecimento de bens e serviços, quer seja da participação da força de trabalho nacional nos referidos projectos para, desta forma, garantir a maximização dos benefícios gerais na indústria de petróleo em Moçambique”, disse o administrador do INP, entidade reguladora do sector de hidrocarbonetos em Moçambique.

    Para a primeira edição do iCreate, foram seleccionadas 25 PME, de um total de 121 empresas que participaram nos programas de imersão empresarial #Ideate Bootcamp organizados, também, pela Incubadora de Negócios e pela Eni Rovuma Basin, ao longo dos anos 2019 e 2020.

  • MIC

    O ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita desafiou, sexta-feira, 1 de Outubro, na província de Maputo, os gestores da unidade fabril, Limak Cimentos, durante as visitas de monitoria do sector que dirige, a diversificar e investir em zonas onde abunda a matéria-prima, sobretudo nas regiões norte e centro do País.
    Trata-se de uma acção enquadrada no Programa Nacional Industrializar Moçambique, lançado recentemente pelo Presidente da República.
    A unidade fabril, Limak Cimentos, é uma indústria localizada na província de Maputo. No primeiro semestre de 2021, cresceu cerca de 10 por cento comparativamente ao ano passado e em termos de impacto, contribuiu para a indústria transformadora em cerca de 20 por cento.
    Na ocasião, Carlos Mesquita explicou que o Ministério da Indústria e Comércio, periodicamente, junta-se aos parceiros empresariais do sector privado, para auscultar e compreender toda a dinâmica de produção, os desafios e as expectativas que pretendem desenvolver, face aos planos de desenvolvimento do Programa Quinquenal do Governo (PQG).
    “Nós desafiamos aqui esta entidade a olhar para a diversificação da sua acção em Moçambique e também explorar todo o território nacional. Em Cabo Delgado, por exemplo, podemos encontrar enormes reservas de calcário, que é a matéria-prima essencial para iniciar esta actividade”, referiu Carlos Mesquita.
    Num outro desenvolvimento, o governante indicou ser importante que para a estabilização do preço do cimento nas zonas centro e norte do País, as indústrias passassem a usar a via marítima com efectividade, o que vai resultar num custo mais acessível do produto.
    “É importante que a cabotagem marítima, um serviço criado para facilitar as trocas comerciais, esteja a funcionar de forma efectiva. Este meio de transporte marítimo é mais barato que o transporte terrestre e esta é a capitalização que temos que fazer no mar. Nós só precisamos de mobilizar os meios que já estão ao serviço da cabotagem e trazer, de facto, esta dinâmica para que o cimento chegue a preços acessíveis ao norte” concluiu Carlos Mesquita.
    Importa referir que o ministro da Indústria e Comércio indicou ainda que estão em curso estudos com investidores nacionais e estrangeiros para a instalação de uma unidade fabril de ferro de construção a custos mais acessíveis.

  • Conselho Municipal de Maputo homenageia piloto Paulo Oliveira

    Fruto das suas conquistas nas competições internacionais de rally todo-o-terreno em motorizada, o piloto moçambicano Paulo Oliveira foi recentemente homenageado pelo Conselho Municipal de Maputo, no âmbito do reconhecimento a agentes desportivos e instituições que projectam a imagem da urbe a nível nacional e internacional.

    Paulo Oliveira tem evidenciado o nome de Moçambique nas provas internacionais de todo-o-terreno, sendo até ao momento o único piloto moçambicano no campeonato de bajas. Em Outubro do ano passado, Oliveira elevou bem alto a bandeira nacional ao qualificar-se, pela primeira vez, para o grande Rally Dakar, nas provas de classificação do “Andalucia Rally”, na Espanha. O próximo Rally Dakar está previsto para 2022, na Arábia Saudita.

    No seu discurso de ocasião, o Edil de Maputo, Eneias Comiche, sublinhou que a actividade desportiva é um reforço da inclusão social. “O desporto é uma das expressões sociais e culturais de comportamento humano que mais impacto têm na transmissão de valores fundamentais para a reestruturação da nossa vida comunitária e para o desenvolvimento cabal de cada cidadão, contribuindo para reforçar a inclusão, a tolerância, a cidadania, a superação e a paz”.

    Para Paulo Oliveira, este reconhecimento aumenta a sua responsabilidade nas competições. “Quero agradecer profundamente ao Município de Maputo por esta distinção. Para além de ser uma grande honra, este reconhecimento é uma prova para todos os jovens que sonham acreditarem que, com muito trabalho e dedicação, é possível alcançar os sonhos e elevar o nome de Moçambique além-fronteiras”.

    Refira-se que Oliveira participou, de 30 de Setembro a 02 de Outubro do presente ano, na mítica prova do campeonato do mundo de todo-o-terreno Qatar International Baja, no Qatar, uma das importantes provas rumo à grande final de bajas, a ter lugar em Portalegre, Portugal.

  • Access Bank apoia idosos em Maputo, Beira e Nampula

    No âmbito do Dia Internacional do Idoso, assinalado a 1 de Outubro, o Access Bank Mozambique doou bens alimentares e material diverso a instituições de solidariedade social em Maputo, Beira e Nampula.

    Ao todo foram abrangidos cerca de 200 idosos e jovens institucionalizados do Lar Nossa Senhora dos Desamparados, em Maputo; Centro de Apoio à Velhice, na Beira; e Centro de Apoio à Velhice, em Nampula.

    Em Maputo, o Lar Nossa Senhora dos Desamparados recebeu produtos alimentares que incluíram arroz, massa, feijão e xima, beneficiando 90 idosos e 12 raparigas assistidas naquele centro de acolhimento.

    Na cidade da Beira, província de Sofala, a doação também consistiu na entrega dos mesmos bens alimentares a 55 idosos e 19 adolescentes do Centro de Apoio à Velhice de Nhangau.

    Já em Nampula, foram abrangidos os 15 idosos que são acolhidos pelo Centro de Apoio à Velhice daquela cidade e que é gerido pelo Instituto Nacional de Acção Social. Também a esta instituição foram doados bens de primeira necessidade.

    Tarcísio Mahanhe, Director de Risco do Access Bank Mozambique, acompanhou a entrega de alimentos em Maputo, destacando a importância das instituições que acolhem pessoas idosas.“Este apoio é fundamental no combate ao isolamento e à marginalização a que são votadas muitas vezes as pessoas mais velhas. O apoio aos idosos é uma responsabilidade de todos, por isso, o Access Bank quis associar-se a este dia, prestando também o seu contributo”, referiu aquele responsável.

    Socialmente responsável, o Access Bank está atento às necessidades das comunidades mais frágeis e carenciadas. O Banco assinalou, assim, o Dia Internacional do Idoso associando-se a instituições de apoio aos mais velhos que muitas vezes carecem de ajuda. O objectivo passou por incorporar uma maior sensibilidade para esta temática e de contribuir para um maior conforto dos idosos abrangidos pelos donativos, em diferentes zonas do país.

  • Universidade Politécnica assina MoU para internacionalização e mobilidade académica

    No âmbito da cooperação didáctica, científica e cultural, a Universidade Politécnica e a Universidade Joaquim Chissano (UJC) assinaram, terça-feira, 27 de Julho, em Maputo, um memorando de entendimento, que tem por objectivo a internacionalização e mobilidade académica entre professores, estudantes e investigadores.O acordo, que é regido pelas leis vigentes em Moçambique, preconiza o desenvolvimento de um conjunto de projectos e pesquisas, organização de jornadas científicas, cursos de curta duração, seminários, desenvolvimento de programas de bolsas de estudo, organização de actividades de carácter desportivo e publicações.
    A cooperação ocorrerá numa base de igualdade e com proveito recíproco, de acordo com a capacidade, possibilidade e experiência de cada uma das partes. Na ocasião, Narciso Matos, reitor da Universidade Politécnica, referiu que o memorando assinado com a UJC é um instrumento que simboliza a vontade das duas instituições de trabalhar juntas, por existir um campo muito grande na área da pesquisa científica, formação de docentes e na troca de experiências entre os estudantes.
    “Nós estamos muito empenhados em aprender convosco e poder contribuir com o conhecimento que ao longo dos 25 anos da existência da Universidade Politécnica pudemos acumular em algumas áreas científicas que são comuns e outras que são certamente complementares. Há regiões geográficas em que nós estamos presentes e há sombras brancas da UJC, que se espalham por todo o país. Há, sem dúvida, na Universidade Politécnica, um campo muito grande que podemos explorar”, referiu Narciso Matos.
    Por sua vez, José Magode, reitor da Universidade Joaquim Chissano (UJC), explicou que a celebração do memorando entre as duas universidades reveste-se de sentido de racionalidade, que se traduz de forma inequívoca no interesse partilhado pela aproximação e pelas relações de amizade entre os membros de ambas as instituições, na troca de conhecimento e experiências sobre agendas de interesse comum.
    “O memorando que celebramos hoje formaliza, o propósito destes ideais, a colaboração entre as nossas instituições e o desejo de fortalecermos a nossa cooperação institucional, especialmente neste momento de desafios a nível nacional e internacional como consequência do surgimento e rápido alastramento da pandemia da Covid-19”, concluiu José Magode.

  • KARMOL oferta produtos alimentares e de higiene aos centros de caridade em Nacala

    Acção filantrópica responde à promessa de Responsabilidade Social da empresa nas comunidades onde opera, com prerrogativa para as mais carenciadas.

    No âmbito da celebração do EID al-Adha, a KARMOL deu como oferta, no sábado, 24 de Julho de 2021, em Nacala, produtos alimentares e de higiene aos centros de caridade que operam naquele distrito. A doação compreende bens alimentares de primeira necessidade, designadamente arroz, feijão, farinha celeste, óleo, leite, açúcar,máscaras de protecção contra a COVID19 e sabão, canalizados para seis instituições localizadas em cinco bairros extremamente pobres no distrito de Nacala, nomeadamenteCentro Martyr Cipriano/Bispo no bairro Triângulo, Organização para Ajudas Caridosas no bairro Moconi, Centro de Acolhimento Madre Pilar e paralelamente Centro de Saúde Akumi no bairro Bloco 1, Associação da Juventude Islâmica para o Desenvolvimento (AJIDE) no bairro Ontupaia e Orfanato AMA Direct Aid no bairro Mathapue.

    Esta iniciativa, que ocorre na semana da comemoração do EID al-Adha, tem por objectivo prover ajuda para as famílias mais carenciadas de Nacala, com privilégio às crianças vítimas de orfandade e outras vivendo com o vírus HIV. A acção solidária da KARMOL contempla ainda as pessoas deslocadas dos ataques armados de Cabo Delgado.

    Ressalte-se que, no âmbito da Responsabilidade Social Empresarial, a KARMOL tem vindo a manifestar sua preocupação com o bem-estar das comunidades onde opera,desenvolvendo acções filantrópicas em algumas províncias moçambicanas afectadas por flagelos de vária ordem, como catástrofes, pandemias sanitárias, pobreza e analfabetismo, entre outros, com vista a minimizar o impacto destes males e proporcionar conforto e esperança às famílias mais carenciadas.

    Neste evento de caridade marcaram presença a delegada do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) em representação do Governo do distrito de Nacala, senhora Hortência Langa, o delegado da Electricidade de Moçambique (EDM), senhor Ludovino Beleza e o representante da KARMOL, senhor Edson.

    A delegada do INAS em Nacala, que começou por frisar a importância de reforçar as medidas de prevenção contra COVID19, manifestou agrado e abertura para mais eventos desta natureza. “Como governo, continuaremos a acolher a KARMOL para que iniciativas destas não parem por aqui”, disse Hortência Langa. Visivelmente satisfeito pela acção caridosa que escalou aquele distrito, o Bispo Dom Alberto Arejula, em representação das instituições benificiárias, sugeriu que a iniciativa da KARMOL devia ter um efeito multiplicador positivo. “Damos graças à KARMOL por este gesto altruísta e pedimos para que outrasinstituições possam seguir este exemplo de dimensão incalculável”, concluiu.

  • Reuniões da SADC presididas por Moçambique

    No âmbito da Presidência Rotativa da SADC, teve lugar no dia 30 de julho, em formato virtual devido às restrições da COVID-19, a 32ª reunião do Comité de Ministros do Comércio e a 21ª Reunião Ministerial do Task Force de Integração Económica regional (MTF) do Comité de Ministros responsáveis pelo sector do comércio da SADC.

    As reuniões foram presididas pelo ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, em representação da República de Moçambique.

    Na ocasião, o governante indicou ser pertinente a efectividade da implementação do protocolo sobre a indústria, de forma a que o processo lento da sua ratificação encontre melhor percurso em sede estrutural do comércio intra-regional.

    “Urge a nossa apreciação e cometimento, na necessidade de superação das lacunas regionais e desenvolvimento regional no âmbito da melhoria da competitividade industrial da SADC”, disse Carlos Mesquita.

    Num outro desenvolvimento, o governante explicou que os temas, ligados ao comércio, estão todos inseridos dentro da pauta da agenda económica e, claramente, Moçambique continuará a jogar o seu papel activo, na facilitação do comércio, criando condições para que o ambiente de negócio regional da SADC seja competitivo.

    “A amplitude do modelo operacional do plano estratégico indicativo de desenvolvimento regional encontra uma perspectiva prática da Estratégia e Roteiro da Industrialização, para além de ser uma resposta ao pilar sobre desenvolvimento industrial e integração de mercados que segue em linha com a nossa visão 2050”, referiu Carlos Mesquita.

    Importa referir que os eventos realizam-se uma vez por ano e decorrem no âmbito do programa aprovado pela SADC em coordenação com o Estado que preside.