Autor: olamocambique

  • UniLúrio assina Memorando com BCI

    Foram na manhã de segunda-feira, 11 de Fevereiro, fortificados os laços de cooperação entre a Universidade Lúrio (UniLúrio) com o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), nos domínios financeiro – comercial, com objectivos de materializar os planos e/ou actividades desenvolvidas nas duas instituições.

    O BCI, um parceiro estratégico para melhor materializar alguns planos da UniLúrio, tendo em conta o facto que o mesmo vai oferecer acesso a pacote de produtos e serviços que envolve um conjunto de vantagens e atributos que permitiram flexibilidade no acesso de meios de pagamentos e serviços electrónicos, vai, num período de quatro anos (renováveis), caminhar de “mãos dadas” com a primeira instituição de ensino superior sedeada na zona norte.

    Um dos objectivos da parceria ora firmada tem a ver com a instalação de POS em locais que a UniLurio indicar, permitindo a universidade usar-se dos serviços daquele banco para pagamento de propinas e outras taxas, instalação de serviços de Internet Banking em todas as faculdades e órgãos da universidade, apoiar a premiação dos melhores estudantes com prémios monetários, nos cursos de licenciatura e mestrado, sem esquecer o facto de que o BCI poderá emitir cartões para os estudantes.

    Falando em volta do memorável momento, o Magnífico Reitor da UniLúrio, Francisco Noa, valorizou o memorando assinado pois é crente da ideia de que firmar laços de cooperação com instituições do género é sem dúvidas uma forma de alavancar as actividades da instituição que dirige, uma vez que se trata de parceiro estratégico para o alcance de metas definidas.

    Francisco Noa mostrou-se esperançoso pois o memorando assinado vai permitir acesso de serviços, produtos e facilidades, o que vai galvanizar as actividades da UniLúrio, permitindo a consolidação de diversos planos de actividades que vão decorrendo no período de vigência do memorando.

    Por outro lado, o Presidente do Conselho Executivo (PCE) do BCI, Paulo Alexandre Sousa, não escondeu a sua satisfação, pois acredita que é um momento que não só serviu para fortificar os laços, que de certa forma já existiam, mas também abrir uma nova janela, na qual o banco que representa poderá apoiar a UniLúrio nas iniciativas que for a levar a cabo.

    Paulo Sousa olha para aquele memorando como uma forma firme para vitalizar a parceria com aquela universidade sedeada no norte de Moçambique, pois acredita que sendo um parceiro estratégico, poderá impulsionar grandemente as actividades desenvolvidas no BCI.

    Numa visita guiada, por Francisco Noa, Paulo Sousa e sua delegação tiveram a oportunidade de visitar a infra-estrutura ecológica que está sendo construída no Campus de Marrere, para beneficiar a Girl Move, a Farmácia Comunitária e a nova infra-estrutura que vai albergar as novas salas de aulas.

  • ANADARKO anuncia contrato de compra e venda de GNL com TOKYO GAS e CENTRICA

    A Anadarko Petroleum Corporation (NYSE: APC) anunciou hoje que a empresa Mozambique LNG 1 Pte Ltd., a entidade comercial de propriedade conjunta dos co-investidores da Moçambique Área 1, assinou um Contrato de Compra e Venda (CCV) com a Tokyo Gas Co., Ltd. (Tokyo Gas) e a Centrica LNG Company Ltd., uma subsidiária da Centrica Plc (Centrica), para o fornecimento de GNL a longo prazo. O Contrato de Compra (off-take agreement) conjunto, requer o fornecimento ex-ship de 2,6 milhões de toneladas por ano (MTPA) desde o início da produção até aos princípios dos anos 2040.

    “Este contrato de compra conjunto inovador com a Tokyo Gas e a Centrica irá garantir um fornecimento fiável de gás natural limpo para ajudar a satisfazer a procura de energia no Japão e na Europa. É o sinal do início de uma nova e duradoura relação entre o primeiro desenvolvimento de GNL onshore de Moçambique e estes dois clientes de base proeminentes e respeitados,” disse Mitch Ingram, Vice-Presidente Executivo para o pelouro Internacional, Águas Profundas & Pesquisa da Anadarko. “Com os vastosrecursos que descobrimos na Área 1 e a nossa capacidade para competir nos mercados globais de GNL, a Mozambique LNG está prestes a tornar-se num fornecedor chave de GNL nas próximas décadas. Estamos entusiasmados em apoiar o desejo do Governo japonês para o fornecimento de GNL a longo prazo, flexível e a preços competitivos, de modo a gerir proactivamente as flutuações da procura nos seus mercados domésticos e a aumentar a sua segurança energética nacional. Esperamos anunciar outros CCVs num futuro próximo, à medida que continuamos a fazer um progresso notável rumo a uma decisão final de investimento no primeiro semestre deste ano.”

    A Anadarko está a desenvolver a primeira fábrica de GNL onshore em Moçambique, composta por dois módulos de GNL iniciais com capacidade total de 12,88 MTPA para apoiar o desenvolvimento dos campos Golfinho/Atum localizados inteiramente na Área 1 Offshore.

    A Anadarko Moçambique Área 1, Lda, subsidiária integral da Anadarko Petroleum Corporation opera a Área 1 Offshore com uma participação de 26,5%. Os co- investidores incluem a ENH Rovuma Área Um, S.A., (15 por cento), Mitsui E&P Moçambique Área1 Ltd. (20 por cento), ONGC Videsh Ltd. (10 por cento), Beas Rovuma Energy Moçambique Limitada (10 percent), BPRL Ventures Moçambique B.V. (10 por cento), PTTEP Moçambique Area 1 Limitada (8,5%).

  • ANADARKO anuncia contrato de compra e venda de GNL com a SHELL

    A Anadarko Petroleum Corporation (NYSE: APC) anunciou que a empresa Mozambique LNG 1 Pte Ltd., a entidade comercial de propriedade conjunta dos co-investidores da Área 1 de Moçambique, assinou um Contrato de Compra e Venda (CCV) com a Shell International Trading Middle East Ltd. (Shell). O CCV é de 2 milhões de toneladas por ano (MTPA) por um período de 13 anos.

    “Estamos bastante satisfeitos em anunciar este CCV com a Shell, que se baseia em acordos previamente anunciados e que eleva as nossas vendas totais de longo prazo para 7,5 MTPA, comcontratos adicionais esperados num futuro próximo”, disse Mitch Ingram, Vice-Presidente Executivo da Anadarko para o pelouro Internacional, Águas Profundas e Pesquisa. “Com a expectativa de uma crescente procura de GNL em todo o mundo nos meados da próxima década, a forte reputação global da Shell em GNL, combinada com os recursos significativos e a localização geográfica favorável do GNL em Moçambique, cria uma oportunidade única para disponibilizar aos clientes um fornecimento fiável a longo prazo de energia limpa. A Mozambique LNG está extremamente satisfeita por ter a SHELL a bordo como um dos clientes de base, e o Contrato com a SHELL aumenta a nossa crescente lista de clientes de alta qualidade, demonstrando o excelente progresso que estamos a fazer em direcção ao nosso objectivo declarado de tomar uma decisão final de investimento durante o primeiro semestre deste ano. Estamos confiantes que, através deste contrato, o GNL de Moçambique encontrará o seu caminho para um número diversificado de mercados a nível global.”

    O Projecto Mozambique LNG, operado pela Anadarko, será o primeiro desenvolvimento de GNL onshore em Moçambique, inicialmente composto por dois módulos de GNL com capacidade total de 12,88 MTPA para apoiar o desenvolvimento dos campos Golfinho/Atum localizados integralmente na Área 1 Offshore.

    A Anadarko Moçambique Área 1, Lda, subsidiária integral da Anadarko Petroleum Corporation opera a Área 1 Offshore com uma participação de 26,5%. Os co-investidores incluem a ENH Rovuma Área Um, S.A., (15 por cento), Mitsui E&P Moçambique Área1 Ltd. (20 por cento), ONGC Videsh Ltd. (10 por cento), Beas Rovuma Energy Moçambique Limitada (10 percent), BPRL Ventures Moçambique B.V. (10 por cento), PTTEP Moçambique Area 1 Limitada (8,5%).

  • ‘Delaila’ na Ilha de Moçambique

    Está agendada para a próxima semana, na Mediateca do BCI, na Ilha de Moçambique, província de Nampula, a abertura da exposição fotográfica sobre cancro de mama, intitulada ‘Delaila’. A mesma ilustra a vida positiva e exemplo de superação da activista Delaila Taju, através das obras do fotógrafo moçambicano Vladimir Caetano de Sousa.

    A mostra deve o seu nome a Delaila Taju, cidadã natural de Memba, Província de Nampula, e residente em Maputo, que trava um combate contra o cancro desde 2017, quando lhe foi diagnosticado um tumor maligno na mama.

    Cientes deste drama que apoquenta milhões de pessoas no mundo, e com vista a contribuir para reverter o cenário, a activista e o fotógrafo decidiram unir esforços com vista a fazer tomar consciência à sociedade acerca da importância do diagnóstico e tratamento precoce, como uma das chaves para sucesso no tratamento do câncer de mama.

  • Governo extingue Universidade Pedagógica e cria cinco universidades

    O Governo moçambicano anunciou, esta terça-feira (29), a extinção da Universidade Pedagógica (UP) e a sua substituição por outras cinco instituições de ensino superior – cada uma com reitoria autónoma – nas regiões sul, centro e norte.

    Trata-se das universidades UniMaputo e UniSave (no sul), UniLicungo e UniPúnguè (no centro) e UniRovuma (no norte).

    UniMaputo é a actual sede da extinta UP, enquanto a UniSave congrega as antigas delegações que funcionam em Massinga e Gaza, explicou Jorge Nhambiu, Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP).

    A UniLicungo e a UniPúnguè provêm da junção UP da Beira, de Quelimane, de Manica e de Tete, respectivamente.

    A UP do Niassa, de Nampula e de Montepuez deram lugar à UniRovuma, de acordo com o governante, que falava no fim da segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros.

    A reestruturação da UP – uma instituição pública e a primeira vocacionada para a formação de professores – era discutida há mais de dois anos, num contexto que visava facilitar a sua gestão.

    Em Novembro de 2016, a UP apresentou ao Governo uma reflexão interna com três caminhos de reestruturação e sugeria a mesma fosse dividida em quatro universidades autónomas.

    O primeiro caminho apontava para a manutenção da UP, mas com algumas mudanças na administração interna.

    O segundo caminho visava a criação de três universidades pedagógicas no sul, centro e norte do país. Neste processo – que é o que prevaleceu na decisão do Executivo – cada região manteria e administraria as suas delegações, funcionariam como universidades independentes e teriam reitorias autónomas.

    Já o terceiro caminho – muito similar ao segundo – tinha em vista a criação de três universidades, sendo uma em Maputo, outra na Beira e outra ainda em Nampula.

    Jorge Nhambiu disse que, com a criação das novas universidades, pretende-se uma maior eficácia na prestação de serviços, através da descentralização de poderes e consolidação da governação local.

    Relativamente às 12 instituições de ensino superior impedidas de funcionarem, nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, por ausência de condições para o exercício das actividades para as quais foram criadas, o que concorreu para a não atribuição de alvarás, Jorge Nhambiu comentou que, segundo a lei, as entidades visadas têm a “obrigação e integrar os estudantes, os técnicos administrativos e os docentes noutras instituições”.

    In A Verdade

  • Exposição assinala 15º Aniversário do PEPFAR

    O Encarregado de Negócios da Embaixada dos E.U.A., Bryan Hunt, e o Secretário Permanente do Ministerio da Saúde, Dr. Zacarias Zindoga, inauguraram hoje uma exposição sobre o Plano de Emergência do Presidente dos E.U.A. para o Alívio do Sida (PEPFAR). A exposição assinala o décimo quinto aniversário das actividades do PEPFAR em Moçambique. Localizada no Jardim Tunduro de Maputo, a exposição irá permanecer aberta ao público até meados de Fevereiro. O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, também assistiu à inauguração.

    A exposição consiste numa série de oito painéis que explicam os principais acontecimentos nos últimos quinze anos em relação ao HIV/SIDA em Moçambique. O Jardim Tunduro gentilmente ofereceu-se para sediar a exposição. Através da exposição, a Missão dos E.U.A. espera informar o público e encorajar conversas sobre como o povo de Moçambique pode acabar com a epidemia do HIV/SIDA.

    No seu discurso, o Encarregado de Negócios Bryan D. Hunt disse “As pessoas que vivem com o HIV não devem apenas iniciar o tratamento, mas também permanecer nele. O HIV é uma doença crónica. A chave para controlá-lo em Moçambique será convencer os Moçambicanos que vivem com a doença a iniciar e aderir ao tratamento completo das terapias anti-retrovirais que os ajudarão a levar uma vida saudável e normal. Para o efeito, esperamos continuar a trabalhar lado a lado com os nossos parceiros moçambicanos para controlar esta epidemia.”

    No seu discurso, o Secretario Permanente do Ministerio da Saúde, Dr. Zacarias Zindoga,disse “Esforços combinados entre o Governo de Moçambique e os parceiros nacionais e internacionais, com destaque para o PEPFAR e Fundo Global, permitiram-nos uma expansão substancial do acesso ao diagnóstico e tratamento do HIV, com maior destaque para o período compreendido entre 2013 e 2018, no qual o total de unidades sanitárias a oferecer o tratamento antirretroviral (TARV) aumentou quatro vezes e o número de pessoas a receberem gratuitamente o tratamento aumentou três vezes. Por conseguinte, até Dezembro de 2018, havia em todo o país mais de mil e quatrocentas e sessenta e sete unidades sanitárias a oferecer TARV a mais de um milhão de pessoas.”

    O governo dos E.U.A. administra os seus programas de combate ao HIV/SIDA em Moçambique, em estreita coordenação com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de HIV/SIDA. A Missão dos E.U.A. implementa esses programas através da Agência dos E.U.A. para o Desenvolvimento Internacional, dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos E.U.A., do Departamento de Defesa dos E.U.A., do Departamento de Estado dos E.U.A. e do Corpo de Paz dos E.U.A.

    USA.pdf

  • BAD e UniLúrio implementam Programa de Habilidades para a Agricultura e Indústria

    O representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique fez questão de ir ao polo de Pemba da UniLúrio para anunciar que a sua instituição financeira irá investir uma fatia de 15 milhões de dólares naquela Universidade. A ideia é desenvolver um programa de habilidades ou competências no seio académico voltado para o tecido empresarial, mais concretamente para o desenvolvimento dos sectores agrícola e industrial.

    O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em parceria com a Universidade Lúrio (UniLúrio), lançaram, em Pemba, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Habilidades para a Agricultura e Indústria.

    O evento contou com a presença da comunidade académica, funcionários e estudantes da UniLúrio e teve como pano de fundo uma conferência internacional sobre Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável como pano de fundo.

    O programa em causa responde às prioridades do BAD de “Alimentar África” e “Industrializar África” e tem como objectivo fortalecer a capacidade da UniLúrio, gerando competências e habilidades face aos futuros profissionais nos sectores-chave da agricultura e indústria, mais concretamente através das disciplinas de Ciências Aplicadas e Engenharia. O custo total do projecto, a ser implementado num prazo de cinco anos (2018-2022), encontra-se estimado em 15,50 milhões de dólares norte-americanos.

    Através da parceria com a UniLúrio, o BAD perspectiva investir na construção e equipamento de oficinas, bibliotecas e laboratórios; na melhoria da qualidade das actividades académicas e da capacidade da gestão de recursos da universidade bem como apoiar no desenvolvimento de uma estratégia para melhorar o acesso das raparigas aos serviços académicos da UniLúrio, incluído um programa de bolsas de estudo voltado para as estudantes.

    Na cerimónia de lançamento, Pietro Toigo, representante residente do BAD em Moçambique, referiu que os recursos extractivos no norte do Moçambique vão seguramente acelerar o crescimento económico do país.

    “Mas para assegurarmos que o crescimento seja inclusivo, é preciso dar aos jovens as ferramentas para competir com êxito no mercado do trabalho. Por isso, estamos orgulhosos da nossa parceria com a UniLúrio no sentido de criar um polo de ensino e pesquisa ao mais alto nível”, congratulou-se o representante do BAD.

    Na mesma linha de pensamento, o reitor da UniLúrio, Prof. Doutor Francisco Noa, sublinhou que “a UniLúrio continuará a trabalhar no sentido de educar e formar uma nova geração de profissionais competentes, comprometidos com o desenvolvimento, a ciência e o bem-estar das comunidades locais”.

    O desafio demográfico na base do investimento

    A propóstio do Programa lançado, Pietro Toigo sublinhou que o país está a experienciar uma das transacções demográficas mais rápidas do mundo. Aliás, nos últimos 10 anos, a população de Moçambique cresceu a uma taxa de 40% – a terceira taxa de crescimento demográfico mais rápida de África. “Com 45% da população abaixo dos 14 anos, a prioridade tem que ser preparar os jovens para o mercado de trabalho, para que sejam o motor de crescimento do país. O futuro de Moçambique vai ser determinado nas escolas, nos centros de formação e nas universidades”, referiu Toigo em jeito de reflexão.

    Grosso modo, a ideia é que o país precisa de uma força de trabalho dinâmica para desenvolver a sua base económica e, de modo particular, o sector dos hidrocarbonetos. Por outro lado, precisa de novos polos de pesquisa para analisar o impacto dos modelos alternativos de desenvolvimento nos seus recursos naturais e precisa de novas abordagens para reforçar a resiliência climática da sua economia e não permitir que as escolhas climáticas de outros países impactem negativamente na sua trajectória de desenvolvimento.

    Nesse sentido, a parceria entre a UniLúrio e o BAD surge no âmbito de fortalecer as faculdades de engenharia, uma vez que o Programa irá investir nos conhecimentos técnicos e tecnológicos para que as empresas moçambicanas possam vir a entrar nas cadeias de valor e fornecimento às multinacionais mineiras e de gás e petróleo. Por outro lado, o BAD espera vir a apoiar inovações e pesquisas em prol de uma agricultura competitiva e eficiente (e mais industrializada) no sentido de alimentar a população de Cabo Delgado, a qual decerto irá registar um crescimento demográfico em função dos projectos que estão a ser implantados, em especial em Pemba e Palma.

    “Esperamos também que este programa possa fortalecer a parceria entre a UniLúrio e o sector privado em três aspectos: uma colaboração mais estreita para assegurarmos que o ensino seja relevante para as necessidades prospectivas dos empregadores, para as oportunidades dos estudantes de aplicar os seus conhecimentos e posicionar a universidade como fornecedora de serviços para o sector privado. Por essa razão é que o Programa irá apoiar uma revisão do currículo de ensino e irá investir em laboratórios de análise de qualidade de sementes e produtos agrícolas”, garantiu o representante do BAD.

  • Mostra ‘Pancho: Outras formas e olhares’ de Sónia Sultuane e Jorge Dias

    “Sempre que passava por aqui [edifício-sede do BCI, em Maputo] dizia para comigo: Um dia hei-de fazer uma exposição não só para aqueles que estão dentro como para aqueles que estão fora. Esse sonho hoje concretizou-se. Olho para estas obras e penso que se não existissem estes vidros teríamos aqui os edifícios do Pancho”, referiu Sónia Sultuane que, juntamente com Jorge Dias, é autora da mostra ‘Pancho: outras formas e olhares’, que ontem, dia 24, inaugurou no Edifício-Sede do BCI em Maputo.

    Para Jorge Dias a grande motivação residiu “na relação que o Pancho estabeleceu entre os lugares e a cultura de Moçambique. Esta exposição não é uma discussão sobre arquitectura mas pretende revelar o trabalho extraordinário que Pancho executou aqui em Moçambique. É um exercício de reflexão sobre a criação e o que são os conceitos da arte.”

    Para o presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Paulo Sousa, com ‘Pancho: outras formas e olhares’ Sónia Sultuane e Jorge Dias regressam em grande a uma casa que conhecem muito bem. “Esta é uma boa oportunidade de lhes dizermos: Que bom tê-los de volta!” E acrescentou: “Não é comum neste mesmo espaço termos diferentes formas de arte, como a arquitectura e a instalação. Este é um bom exemplo de como formas distintas de arte podem conviver bem. Este é um momento de recordarmos um conjunto de obras extraordinárias de Pancho Guedes, fundamentalmente projectadas nos anos 50 e 60 do século passado. Por aqui verificamos também que Pancho era um apaixonado pelos objectos de escultura ligados à cultura africana e isso é visível na forma como as integrava nas suas obras.”

    Refira-se que a mostra ‘Pancho: Outras formas, outros olhares’, poderá ser vista, no edifício-sede do BCI, com entrada livre, até ao dia 16 de Fevereiro.

  • Gestores do Projecto Lepra visitam UniLúrio

    Uma Equipa holandesa gestora do “Projecto Lepra”, no qual a Universidade Lúrio (UniLúrio) faz parte, visitou na manhã desta sexta-feira, 25 de Janeiro, o Campus Universitário de Marrere, para, não só conhecer, como também trocar ideias junto da Vice – Reitora Académica, Profa. Doutora Sónia Maciel.

    Trata-se de um projecto de pesquisa na área da lepra, tendo como título “Profilaxia pós – exposição para Lepra: comparando a eficácia e viabilização de uma intervenção de campanha comunitária de saúde de pele, a uma intervenção baseada em centro de saúde”.

    Ao nível de Moçambique, o Prof. Doutor Fernando Mitano, docente e Director científico na UniLúrio, será o pesquisador principal, neste projecto que terá a duração de três anos.

    Durante a sua implementação, o projecto oferecerá uma bolsa de estudos para Doutoramento na área da saúde, sendo que os estudos/pesquisas vão decorrer em três distritos, a destacar Murrupula, Mugovola e Meconta.

    Importa referir que fazem parte do Projecto três países, sendo Moçambique, Tanzânia e Etiópia. No país, fazem ainda parte do projecto o Ministério da Educação e a Organização Holandesa para Combate a Lepra, sedeada em Maputo.

  • Foi lançada Agenda Mulher 2019

    Foi lançada esta quinta-feira, dia 24 de Janeiro, no auditório do BCI, em Maputo, a Agenda Mulher 2019, uma iniciativa da Women and Law in Southern(WLSA) e que conta com a parceria, entre outros, do BCI, a primeira instituição privada a fazê-lo.

    O presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, como anfitrião, foi o primeiro a tomar a palavra para dizer que o “BCI tem sido alvo de vários sinais de reconhecimento por parte de instituições centradas na temática da Mulher, particularmente no que diz respeito ao empoderamento feminino, com o estabelecimento de protocolos com Africa MSME, Associação Mukhero, FSDMoç, Movimento Kuhluka, particularmente financiando o Kit Dignidade”.

    Para a representante do programa AGIR, Helena Chiquele, “contar com parceiras como a WLSA é uma questão de alinhamento quase natural. Ao levar a cabo as suas acções de defesa e promoção dos direitos das mulheres, no âmbito do programa AGIR e não só, a WLSA serve de inspiração para as outras organizações que trabalham na área de promoção dos direitos das mulheres e da igualdade do género. O trabalho que a WLSA faz na área da pesquisa tem servido de base a muitos trabalhos de advocacia para a desenvolvimento dos direitos das mulheres.”

    Por fim interveio Berilha Cossa, representante da WLSA. Cossa passou em revista um pouco da história da instituição fundada em 1989 e que tem como missão a defesa e luta dos Direitos Humanos, espacialmente os direitos humanos das mulheres. A WLSA está presente em sete países da África Austral, entre os quais Moçambique e trabalha em quatro áreas estratégicas: pesquisa, formação, comunicação e desenvolvimento institucional. “As nossas acções têm contribuído para a elaboração de dispositivos legais, como foram os casos da Lei da Família, da Lei da Violência Doméstica, do Código Penal e mais recentemente a legislação contra os casamentos prematuros.”

    A Agenda Mulher é parte do trabalho da WLSA que vem sendo publicada desde 2008. Para cada ano é escolhido um tema específico. “Este ano é a violência sexual como um atentado aos direitos das mulheres. A escolha deste tema não foi obra do acaso. Vimos assistindo diariamente a este fenómeno que vai contra a dignidade e o valor do ser humano. Esta agenda é um contributo da WLSA para que mais vozes se façam ouvir

  • Legado e sucessos da prevenção de mortalidade materno-infantil

    O Governo Americano, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em parceria com o Governo de Moçambique, celebra o legado na colaboração e realizações alcançadas na prevenção de mortes maternas, neonatais e infantis, em Moçambique. O Ministério da Saúde (MISAU), na qualidade de parceiro da USAID de implementação deste Projecto para a Sobrevivência Materna e Infantil (MCSP), participou no evento, decorrido hoje, na Cidade de Nampula, onde também participaram membros do Governo da Província de Nampula, Parceiros de Cooperação, Organizações da Sociedade Civil e o consórcio MCSP, liderado pela Jhpiego. Estiveram igualmente representados no mesmo evento, a Save the Children, John Snow, Inc, e PATH.

    Nos últimos anos, a parcéria entre o Governo de Moçambique e o Governo Americano tem registada progressos assinaláveis no domínio da saúde materna, neonatal e infantil. Desde 2015, a USAID, com o apoio do MISAU, actuou como impulsionador e facilitador do projecto MCSP, tendo levado a cabo várias acções em 86 Unidades Sanitárias e 1.114 comunidades, alcançando cerca de 3 milhões de pessoas nas províncias de Nampula e Sofala. Nestas duas províncias, a USAID promoveu a melhoria da qualidade de saúde. Mais de 4 mil provedores de saúde foram capacitados e adquiriram habilidades em diversas áreas de saúde materno-infantil, através de mentoria e de formação no local de trabalho, incluindo técnicas simples e eficazes de reanimação do recém-nascido, resultando em 3,897 recém-nascidos salvos através desta intervenção.

    No entanto, apesar das melhorias, os indicadores de saúde continuam a demonstrar que as mortes maternas, neonatais e infantis evitáveis, bem como a morbilidade e a desnutrição, são ainda elevadas, no país. Na província de Nampula, estima-se que mais da metade das crianças menores de cinco anos tiveram malária no último ano e 55 por cento sofreram de desnutrição crónica – o que significa que mais de metade destas crianças não poderão atingir o seu potencial máximo de crescimento e desenvolvimento mental. A sua saúde e produtividade serão comprometidas, pelo resto das suas vidas. O rácio de mortalidade materna continua alto, apesar de ter caído nas últimas duas décadas. Atinge cerca de 489 em cada 100 mil partos. A taxa de mortalidade neonatal alcança cerca de 27 em cada mil nados vivos.Durante o evento de ontem, em Nampula, a Chefe da Equipa de Nutrição da USAID/Moçambique, Maureen Malave, reiterou o apoio contínuo da USAID na melhoria da saúde materna, infantil e nutricional, tendo mencionado a importância da colaboração entre os sectores chave na área de saúde materno-infantile nutricional. Desafiou, igualmente, a todos os intervenientes chave a unirem-se “cada vez mais, tendo em vista o desenvolvimento de programas sensíveis às necessidades da população moçambicana.”

    Através do Ministério da Saúde, o Governo Americano irá, nos próximos anos, trabalhar com o Governo Moçambicano para continuar o seu apoio na melhoria da saúde materno-infantil e nutricional. Para a província de Nampula, em particular, o apoio será dado através de dois novos projectos de saúde infantil e nutrição a iniciarem em 2019.

    FOTO: Maureen Malave, Chefe da Equipa de Nutrição da USAID/Moçambique, discursando em representação da USAID Moçambique na Celebração das Actividades do Projecto para a Sobrevivência Materna e Infantil (MCSP), ontem, 20 de Dezembro de 2018, em Nampula.

  • Cornelder investe 15 milhões MT na construção do mercado de Marínguè

    A empresa Cornelder de Moçambique S.A. (CdM), concessionária dos Terminais de Contentores e de Carga Geral do Porto da Beira, investiu 15 milhões de meticais para a construção de um mercado moderno e de referência, no distrito de Marínguè, na província de Sofala.

    Para dar início à construção do empreendimento na região Centro de Moçambique, Alberto Mondlane, governador de Sofala, procedeu, na quarta-feira, 19 de Dezembro, ao lançamento da primeira pedra.

    Trata-se de uma pronta resposta da empresa Cornelder de Moçambique à solicitação feita pelo Governo, quando da visita do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, àquele distrito.

    O mercado moderno será composto por um talho, duas lojas, um posto policial, escritório para a administração da infra-estrutura e estará ainda dotado de um total de 200 bancas, para a comercialização dos produtos oriundos do distrito de Marínguè. Com uma área útil coberta de 1064 m², o mesmo vai ser acentado sobre um terreno de 4,5 hectares.

    Na ocasião, Jan de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, referiu que a política de responsabilidade social da empresa que dirige centra-se em intervenções nas áreas de educação, saúde, desporto e cultura: “Quando o nosso Governo nos desafiou a apoiar a construção de um mercado no distrito de Marínguè, nós não hesitamos, porque temos um compromisso com o desenvolvimento da região que servimos”, frisou o administrador.

    Jan de Vries acrescentou que se pretende, com esta iniciativa, contribuir para que cada vez mais pessoas possam ter um espaço limpo e seguro, para comercializar os seus produtos e assim ajudar a tornar Marínguè num importante centro de comércio na província de Sofala.

    Por sua vez, Alberto Mondlane, governador da província de Sofala, destacou a importância da construção do empreedimento, que vai dinamizar a economia do distrito, tendo apelado à colaboração da população em todas as fases do projecto, sobretudo à manutenção do espaço reservado ao mercado para que novas obras sejam construídas.

    Alberto Mondlane transmitiu agradecimentos do Governo à empresa Cornelder de Moçambique, “que, de forma exemplar, soube ouvir e cumprir aquilo que é a orientação do nosso Chefe de Estado, que é de servir o nosso povo. Estão de parabéns, estamos muito agradecidos por esse gesto e esperamos que sem demora, com o vosso apoio, nós vamos ter aqui o mercado para ser inaugurado”.

  • Foi lançada máquina para grandes depósitos bancários

    O Standard Bank é o primeiro e único banco a lançar, no mercado nacional, a Máquina de Grandes Depósitos, uma solução inovadora, rápida e segura para depósito de numerário, que concede maior autonomia às Pequenas e Médias Empresas, incluindo empresários a título individual.

    Tratase de uma máquina que também serve a particulares, concebida para receber grandes volumes de numerário de diferentes denominações e com capacidade para processar até mil notas por minuto.

    Tem ainda as vantagens de aceitar, adicionalmente, vários depósitos, numa única operação e depósito na conta de terceiros. Estes depósitos, tal e qual acontece nos balcões, ficam disponíveis de imediato.

    Com esta inovação tecnológica, o Standard Bank pretende, essencialmente, ajudar às Pequenas e Médias Empresas e empresários em nome individual, que precisam de efectuar grandes depósitos de dinheiro, após as horas normais de expediente, altura em que, geralmente, os balcões de atendimento se encontram encerrados.

    O equipamento que tem, igualmente, o condão de garantir rapidez, segurança e autonomia aos utentes, já se encontra disponível nas cidades de Maputo, Matola, Beira, Nampula, Chimoio e Tete, em locais onde há uma actividade comercial intensa.

    Para flexibilizar os depósitos, quer de empresas ou de empresários em nome individual, o banco pode emitir vários cartões para uma única empresa, com a particularidade dos mesmos servirem, apenas, para realizar operações de depósito evitando o acesso indevido dos detalhes das contas das empresas a colaboradores não autorizados.

  • Comércio entre a China e países de língua portuguesa excede 108 mil milhões de dólares de Janeiro a Setembr o

    O valor do comércio entre a China e os países de língua portuguesa atingiu 108 928 milhões de dólares de Janeiro a Setembro, um aumento homólogo de 21,22%, segundo dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum de Macau.

    A China exportou para os oito de língua portuguesa no período em análise bens no valor de 31 540 milhões de dólares (+19,88%) e comprou mercadorias no montante de 77 387 milhões de dólares (+21,78%), assumindo um défice comercial de 45 847 milhões de dólares.

    O Brasil, o maior parceiro comercial da China em termos mundiais, surge em primeiro lugar com trocas comerciais no valor de 81 750 milhões de dólares (+22,60%), com exportações chinesas no montante de 25 456 milhões de dólares (+21,80%) e exportações brasileiras que ascenderam a 56 293 milhões de dólares (+23,0%).

    Angola aparece em segundo lugar com um comércio bilateral no valor de 20 531 milhões de dólares (+17,50%), com a China a ter vendido aos angolanos produtos no montante de 1644 milhões de dólares (+1,20%) e a ter adquirido mercadorias cujo valor ascendeu a 18 886 milhões de dólares (+19,10%).

    Com Portugal, o comércio bilateral ascendeu a 4533 milhões de dólares (+7,60%), com a China a ter exportado bens no valor de 2806 milhões de dólares (+4,70%) e a ter comprado produtos portugueses no montante de 1727 milhões de dólares (+12,50%).

    Em quarto lugar por ordem de valor aparece Moçambique com trocas comerciais no valor de 1941 milhões de dólares (+46,70%), com a China a ter vendido bens no montante de 1472 milhões de dólares (+57,0%) e a ter comprado produtos no valor de 469 milhões de dólares (+21,60%).

    As trocas comerciais entre a China e os restantes países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – atingiu nos primeiros nove meses do ano o valor de 170,3 milhões de dólares. (Macauhub)