Autor: olamocambique

  • Moza Banco adquire totalidade do capital do Banco Terra Moçambique

    O Moza Banco adquiriu a totalidade do capital do Banco Terra Moçambique, “compra que irá consolidar a estrutura financeira e patrimonial da instituição bancária”, segundo o presidente do Conselho de Administração, João Figueiredo.

    O comunicado divulgado pela instituição informa ter o Banco de Moçambique aprovado as operações de aumento de capital do Moza Banco e de aquisição do Banco Terra Moçambique, tal como oportunamente anunciadas ao mercado.

    O Moza Banco procedeu ainda a um aumento de capital social que foi totalmente subscrito pela sociedade Arise, que passará a deter uma participação de 29,5% na estrutura accionista do banco.

    “A Arise é uma sociedade fundada pelo Rabobank (banco de referência holandês), Norfund (um dos maiores fundos de investimento do mundo e de origem norueguesa e FMO (Fundo de Investimento holandês)”, refere o comunicado.

    Arise gere actualmente mais de 660 milhões de dólares em activos e opera em mais de 10 países, permitindo este negócio a expansão dos seus investimentos em Moçambique. (Macauhub)

  • Wentworth Resources abandona exploração petrolífera em Moçambique

    A Wentworth Resources vai abandonar a 30 de Abril de 2019 a participação de 85% que detém no bloco terrestre Tembo, norte de Moçambique, informou a empresa britânica em comunicado divulgado segunda-feira.

    A empresa informou ainda que nessa data põe termo à operação em Moçambique, com o encerramento do escritório em Maputo e abandono das operações nos campos de Muxara e Palma, a fim de se concentrar nos activos que detém na Baía Mnazi, na Tanzânia.

    O bloco Tembo, que tem uma área de aproximadamente 2500 quilómetros quadrados na bacia do Rovuma, nordeste de Moçambique, tendo como parceiros a Wentworth Resources, com 85,0% e a funcionar como operador, estando os restantes 15,0% nas mãos da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

    O comunicado adianta que em Outubro passado foi feita uma reavaliação “pormenorizada” da descoberta Tembo, que, além de rever em baixa as estimativas de reservas existentes para cerca de 61 mil milhões de pés cúbicos de gás natural, concluiu não haver boas soluções para transformar essas reservas em dinheiro.

    A Wentworth Resources é uma empresa cotada nas bolsas de valores de Londres e de Oslo, cuja actividade se centra na exploração de activos de gás natural na bacia do Rovuma, sul da Tanzânia e norte de Moçambique. (Macauhub)

  • Empresas de construção civil de Moçambique em situação de falência

    A grande maioria das empresas de construção civil de Moçambique vai apresentar prejuízos no exercício económico de 2018, disse o presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME).

    Manuel Pereira, em declarações em exclusivo ao jornal O País, mencionou a existência de 700 empresas em situação de falência, que poderão encerrar já em 2019, devido à crise económico-financeira que se regista em Moçambique.

    O presidente da FME chamou a atenção para o facto de as 700 empresas em situação de falência que mencionou representarem cerca de 90% das construtoras civis registadas em Moçambique.

    “São salários em atrasos, impostos não pagos, pagamentos em atraso da dívida do Governo e uma série de dívidas que irão precipitar a falência das construtoras nacionais, bem como a falta de obras adjudicadas”, apontou o presidente da FME.

    A dívida do Governo com as empreiteiras foi contraída ao longo da última década, resultado das obras executadas a favor do Estado no período compreendido entre 2009 e o primeiro semestre de 2018.

    Neste momento, a preocupação das construtoras prende-se com o facto de uma parte considerável desta dívida não ter recebido ainda o visto do Tribunal Administrativo, “o que significa que o Estado não assumiu essa dívida.”

    Referindo-se à concorrência de empresas na China nas obras públicas, Manuel Pereira disse ao jornal defender a criação de uma disposição legal obrigando essas construtoras a estabelecerem parcerias com as congéneres de Moçambique.

    “Os conhecimentos de engenharia civil detido pelas empresas chinesas acabam por não ser transmitidos às moçambicanas por falta de partilha nas obras, pelo que o governo devia aprovar mecanismos legais nesse sentido”, sublinhou o presidente da FME. (Macauhub)

  • No Egipto: Carlos Mesquita partilha experiência moçambicana no “Fórum África 2018”

    O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, considera que a melhoria da eficiência das infraestruturas de transporte, com vista a tornar os produtos africanos mais competitivos nos mercados globais, constitui o principal desafio económico dos países do continente, que estiveram reunidos, nos dias 8 e 9 de Dezembro, em Sharm el Sheikh, no Egipto, para projectar soluções conducentes ao seu desenvolvimento.
    Denominado “Fórum África 2018”, o encontro tinha como lema “Liderança Corajosa e Compromisso Colectivo, Promovendo Investimentos Intra-Africanos” e por objectivo ajudar os países participantes a projectarem soluções inovadoras para estimular investimentos, bem como acelerar o desenvolvimento inclusivo do continente africano.
    Durante o fórum, Moçambique partilhou a sua experiência no desenvolvimento das infraestruturas de transporte e expôs o potencial existente para os investidores desta e de outras áreas, tendo em conta o seu papel na cadeia logística dos países do "hinterland", particularmente os da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
    Para Carlos Mesquita, que chefiou a delegação moçambicana àquele fórum, em representação do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, o encontro foi frutífero, “tendo em consideração que os aspectos discutidos se encaixam na estratégia de governação de Moçambique, vertidos no Plano Quinquenal do Governo (2015-2019), onde estão definidas as quatro prioridades, nomeadamente a agricultura, infra-estruturas, energia e o turismo”.
    Segundo explicou o governante, o fórum afigura-se como uma plataforma baseada nas experiências de sucesso para encorajar o empreendedorismo dos jovens e das mulheres, “daí que tenhamos dado enfoque para o género e para os jovens, sob o ponto de vista de empreendedorismo”.
    Dentro de uma estratégia para maximizar ganhos da participação de Moçambique neste Fórum, a delegação moçambicana privilegiou contactos bilaterais, tendo-se desdobrado em encontros de trabalho, com diversas individualidades e potenciais investidores para Moçambique, com destaque para encontros com o Ministro dos Transportes do Egipto, Hisham Arafat e representantes da Federação das Indústrias Egípcias e de várias companhias que operam na área de energia, construção e gestão de Infra-estruturas, entre outras entidades.
    Com o Ministro dos Transportes do Egipto, foram identificadas áreas de cooperação de interesse para os dois Estados, havendo intenções para parcerias na revitalização da cabotagem marítima, assistência e manutenção de equipamentos ferroviários, entre outras.
    Nos encontros com o sector privado, o director geral da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), Lourenço Sambo, fez uma apresentação sobre o quadro legal e incentivos existentes no País para atrair investimento directo estrangeiro. Segundo o Ministro, a reacção foi muito boa, tendo o Presidente da Federação das Indústrias Egípcias anunciado uma visita a Moçambique, para Março de 2019.
    O fórum juntou cerca de três mil participantes em representação de 90 países e organizações internacionais, tendo Moçambique participado através de uma delegação chefiada pelo Ministro dos Transportes e Comunicações que integrava o Presidente do Conselho de Administração da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, Miguel Matabel, o Director da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações, Lourenço Sambo e quadros do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

  • Vale vai acolher recém-formados do Instituto Nacional do Emprego

    O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), através do Instituto Nacional do Emprego (INEP) e a Vale Moçambique assinaram, na sexta-feira, 14 de Dezembro, um memorando de entendimento com vista à inserção dos recém-formados na vida activa e à promoção do auto-emprego, por via de estágios pré-profissionais nas unidades produtivas daquela mineradora e da atribuição de kits aos melhores graduados do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), respectivamente.

    Para o efeito, o INEP passará, entre outras acções, a inscrever e seleccionar candidatos a estágios pré-profissionais, fornecer à Vale Moçambique a relação dos recém-graduados inscritos nos centros de emprego, emitir certificados de estágio pré-profissional, inscrever e seleccionar os beneficiários de kits para o auto-emprego e monitorar as suas actividades.

    A Vale Moçambique, por seu turno, vai disponibilizar ao INEP listas de estágios por especialidade, idade e sexo, elaborar, semestralmente, relatórios de acompanhamento e avaliação do estágio, divulgar e facilitar o acesso à informação sobre vagas no seu Programa de Estágios para a comunidade, bem como os critérios de selecção, entre outras acções.

    Entretanto, como primeiro sinal da materialização do memorando, a Vale Moçambique efectuou a entrega de 30 kits de auto-emprego a igual número de beneficiários, formados em Mecânica Auto bem como Canalização, pelas delegações do IFPELAC da cidade e província de Maputo.

    Para Juvenal Dengo, director-geral do INEP, a assinatura do memorando faz jus às acções do Governo, com vista ao envolvimento do sector privado na promoção de oportunidades de emprego aos moçambicanos, em particular aos jovens.

    A aposta nos estágios pré-profissionais e no auto-emprego, segundo Juvenal Dengo, resulta da constatação e análise das dinâmicas do mercado de trabalho a nível nacional e internacional, que apontam, entre outros factores, as inovações tecnológicas como dinamizadores do sector produtivo e da economia, o que tem resultado no aumento da eficiência e da produtividade, bem como na redução de empregos formais.

    “Esperamos que a assinatura deste memorando se traduza em benefícios dos jovens e que os kits aqui entregues constituam uma importante alavanca na promoção do auto-emprego, ajudando os beneficiários a iniciarem as actividades económicas geradoras de renda”, considerou o director-geral do INEP.

    Para o gerente de Relações Institucionais da Vale Moçambique, Bruno Chicalia, a assinatura do memorando e a oferta de kits de auto-emprego visam fazer face aos enormes desafios impostos pelo mercado de trabalho, como são os casos da falta de experiência por parte dos candidatos ao primeiro emprego, assim como de equipamentos para aplicar o conhecimento que os jovens detêm.

    “Não basta dotarmos os jovens de conhecimento. Embora isso seja importante é, também, necessário darmos ferramentas, principalmente aos que mais precisam, para poderem aplicar esse conhecimento”, disse Bruno Chicalia.

    Num outro desenvolvimento, o gerente de Relações Institucionais da Vale Moçambique reconheceu que o País não tem mão-de-obra em número e qualidade demandados pelas multinacionais, devido ao facto de “serem especialidades relativamente novas, importantes numa indústria implantada recentemente no País. Por isso os 5-10 anos de experiência exigidos (ainda) constituem um desafio”.

  • FMI projecta um crescimento económico de 4,7 por cento para 2019

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta um crescimento económico, para Moçambique, entre 4 e 4,7 por cento, no próximo ano, segundo indicou, na quarta-feira, 12 de Dezembro, em Maputo, o representante residente desta instituição, em Moçambique.

    Ari Aisen, que falava à margem de uma palestra, promovida pela Escola Superior de Altos Estudos e Negócios – ESAEN, uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, sob o tema: “A Conjuntura Económica Internacional e Potenciais Impactos nas Economias Emergentes e de Moçambique”, sustentou que o desempenho da economia moçambicana, em 2019, vai depender, em parte, da Decisão Final de Investimentos (FID) das empresas no sector de gás, na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

    O representante residente referiu, igualmente, que aliado a este factor, o pagamento aos fornecedores e o contínuo relaxamento cauteloso de uma política monetária podem favorecer o aumento de crédito, assim como a manutenção da paz, que é um elemento central no projecto do crescimento económico do país.

    A Decisão Final de Investimentos sinaliza, conforme argumentou Ari Aisen, o grande potencial que Moçambique tem e que poderá catapultar o crescimento da economia para 4,7 por cento.

    O orador alertou sobre os riscos que as economias da África subsariana têm, e que podem ser externos, como os preços do carvão e do alumínio, que se espera que não tenham declínio no mercado internacional. Apontou ainda para os factores de risco climáticos, que podem pressionar a política fiscal e económica, tendo, por consequência, recomendado para a observância de uma disciplina fiscal acentuada.

    “Recomendamos uma disciplina fiscal neste processo, para evitar situações de agravamento, depreciação e inflação da moeda, quando comparado com o que o País registou no ano passado, com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar uma subida de 3,5 pontos percentuais, em 2018, para 4.7 por cento, como projecção em 2019”, disse Ari Aisen.
    A inflação também registou uma estabilidade, com o registo de 6.5 pontos percentuais, em 2018, e projecta-se 5,5 pontos percentuais para 2019. A taxa de câmbio, segundo Ari Aisen, continuará estável em 2019.

    Abordado momentos após a palestra, Narciso Matos, Reitor da Universidade Politécnica, disse ter tirado várias ilações da apresentação feita pelo representante do FMI em Moçambique, particularmente no que se refere às projecções do ano económico de 2019.

    Sobre o evento, Narciso Matos explicou que se insere no novo ciclo de palestras, que visa orientar os estudantes da maior universidade privada do País, o corpo docente e convidados, sobre as dinâmicas da economia nacional e suas directrizes.

  • Standard Bank incentiva aspirantes a empreendedores

    A Incubadora de Negócios do Standard Bank acolheu, recentemente, a 3ª edição do #ideate Bootcamp, que contou com a participação de 43 jovens empreendedores e que tinha por objectivo estimular o empreendedorismo e desenvolvimento de ideias inovadoras.

    A presente edição do #ideate Bootcamp, é organizado pela Incubadora de Negócios do Standard Bank e implementado pela IdeiaLab.

    Sasha Vieira, responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank, intervindo à margem da formação, explicou que a motivação do banco para apoiar a realização da formação “tem em vista estimular a criação de startups que vão resolver os problemas que existem no País, de forma sustentável”.

    De acordo com a responsável pela incubadora de negócios, o #ideate Bootcamp pretende apoiar os jovens aspirantes a empreendedores a aprenderem com metodologias internacionais, como é o caso do Business Model Canvas e outras competências a desenvolverem as suas ideias de negócio.

    A capacitação foi composta por diferentes etapas, nomeadamente a validação das ideias de negócio, partilha de problemas, criação de protótipos, incluindo interacção com empreendedores já estabelecidos, com particular destaque para Helena Gafurini Vali, directora da Moz Innovation Lab, que partilhou o seu percurso e incentivou os jovens empreendedores a apostarem no empreendedorismo social, como veículo catalisador dos seus negócios.

    Nácira Armando, participante da terceira edição do #ideate Bootcamp, disse que o depoimento de Helena Gafurini Vali conjuga com a sua startup e espera poder desenvolver cada vez mais a ideia de negócio, para posterior estabelecimento de parcerias no ramo do empreendedorismo social, no País.

    Armando Maguele, igualmente participante, louvou a iniciativa organizada pela incubadora de negócios do Standard Bank, porque na sua óptica “já não tenho desculpas para não procurar financiadores e lugares, para expor a minha startup e usufruir da rede de contactos oferecida pela incubadora de negócios”.”

    Por sua vez, Adelina Nhanala, Action Catalyst da IdeiaLab e Coordenadora do #Ideate Bootcamp, realçou que “é inspirador para nós, como formadores, testemunhar a transformação que eles têm em apenas três dias. O facto de eles irem para a rua validar os seus desafios, mostra-lhes a importância de perceber e entrar em contacto com a comunidade e desenvolverem negócios que resolvam os desafios do dia-a-dia".

    A cada edição, os empreendedores apresentam ideias novas e com grande potencial e pelo facto de os participantes terem negócios em diferentes áreas possibilita uma troca de experiências e parcerias entre eles.

  • Standard Bank reinaugura agência de Pemba

    O Standard Bank reinaugurou, na sexta-feira, 7 de Dezembro, a agência de Pemba, na província de Cabo Delgado, que beneficiou de obras de ampliação e remodelação, inseridas no projecto de modernização e construção de novas agências com vista a proporcionar mais espaço e conforto aos clientes, para além de conferir maior celeridade no atendimento.

    Localizada no centro da cidade de Pemba, a agência, implantada naquela urbe em 1996, apresenta, agora, padrões internacionais no que diz respeito à inovação, com destaque para a área digital, que funciona 24 horas por dia, equipada com ATMs para depósitos, bem como serviços de um balcão tradicional, tais como caixas (incluindo para grandes depósitos), casa para ATMs, onde o cliente pode efectuar as suas transacções com maior segurança e privacidade.

    O presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, Tomaz Salomão, explicou que a reinauguração daquela agência demonstra o comprometimento do banco para com o desenvolvimento da cidade de Pemba, em particular, e da província de Cabo Delgado, no geral, que têm conhecido um crescimento assinalável mercê da descoberta de hidrocarbonetos na Bacia do Rovuma, do turismo, da exploração dos recursos minerais, entre outras actividades.

    “Por acreditarmos no potencial desta cidade, fomos o primeiro banco privado a instalar-se nesta região, em 1996. Por isso, estamos orgulhosos de ter contribuído amplamente para a bancarização de toda a província de Cabo Delgado, no financiamento de empreendimentos que têm estado a impulsionar o desenvolvimento deste ponto do País, incluindo a criação de vários postos de trabalho”, destacou Tomaz Salomão.

    Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do Standard Bank apontou, a título exemplificativo, a pintura do edifício em que se encontra a agência como símbolo do empenho do banco em apoiar na manutenção da cidade de Pemba.

    Na mesma vertente, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, referiu que, com a remodelação e modernização daquela agência, o banco pretende dar novo ímpeto ao seu contributo na dinamização da economia daquela província.

    “Os agentes económicos, incluindo os seus familiares, poderão encontrar soluções de depósito, poupança, financiamento, entre outras de que necessitem para concretizar os seus empreendimentos e sonhos”, garantiu Chuma Nwokocha, que acrescentou que, com as inovações introduzidas, “os clientes podem encerrar os estabelecimentos a qualquer hora do dia, na certeza de que terão como depositar as receitas de forma rápida e segura nas ATMs para depósito”.

    A cerimónia de reinauguração contou com a presença do governador da província de Cabo Delgado, Júlio Parruque, que, na sua intervenção, disse acreditar que a reinauguração daquela agência seja “um novo ponto de partida para a expansão do Standard Bank para outros distritos da província, em resposta antecipada à previsão de crescimento económico de Cabo Delgado, onde os serviços são indispensáveis”.

    “Pelo País fora, o Standard Bank tem dado mostras do compromisso de alargar os seus serviços com a abertura de novas e mais modernas agências, acompanhada por uma prestação de serviços orientada para o cliente”, sublinhou o governador.

    Por seu turno, a chefe de Serviços de Operações Gerais na Filial do Banco de Moçambique na cidade de Pemba, Julieta Govanhica, considerou que “a remodelação e modernização daquela agência faz jus a uma série de medidas que o Standard Bank tem vindo a tomar com vista ao fortalecimento da sua presença junto dos cidadãos, cujos resultados merecem o nosso apreço”.

  • ICM e Gapi criam crédito à comercialização agrícola

    O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) e a Gapi assinaram, na segunda -feira, 10 de Dezembro, um acordo que cria a Linha de Crédito especial de apoio à Comercialização Agrícola. Este evento contou com a presença do Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, membros do Conselho Consultivo do MIC e dos Conselhos de Direcção do ICM e da Gapi.

    Trata-se de uma linha de crédito que irá priorizar o financiamento das campanhas de comercialização agrícola, bem como algumas actividades de agroprocessamento, com prioridade para as regiões já identificadas como estratégicas pelo ICM.

    Após a consolidação desta fase inicial, prevê-se a possibilidade de se promoverem investimentos com vista à ampliação e modernização da capacidade de armazenamento dos bens comercializados e contribuir para uma maior e melhor utilização de infra-estruturas de armazenagem e processamento.

    Na ocasião, Ragendra de Sousa destacou a singularidade deste fundo, realçando quea grande vantagem, é que fomos buscar práticas consolidadas e experiência na concessão de financiamentos, às pequenas e médias empresas, particularmente nas zonas rurais do lado da Gapi e juntamos a isso uma grande vontade e esforço do ICM, para voltar a fazer diferença na comercialização, introduzindo um profundo sentido económico”.

    O Ministro da Indústria e Comércio chamou atenção para os modelos de implementação, que devem promover efectivamente o sector, relegando ao Estado o papel de regulador, daí que reitera que“o ICM é braço do Estado e a Gapi é uma instituição financeira de desenvolvimento nacional, com muitos anos de experiência e implantação nacional. Mais uma razão para deixarmos este desafio de apoiar e criar mais produtores, mais empresários, mais pequenas e médias indústrias, a caminho da nossa industrialização, entregue nas vossas mãos”.

    Tendo como fundamento o facto de a maioria da população nacional viver, directa ou indirectamente, da agricultura sendo que a comercialização dos seus excedentes se reveste de importância fundamental, para poder haver um real acréscimo de renda das famílias, o ICM implementa a agenda do Governo de apoiar, facilitar e garantir que os agricultores possam tirar maior proveito das diversas culturas agrícolas, alimentares e de rendimento, que produzem, beneficiando de valores das transacções comerciais dessa produção.

    Por sua vez, Mahomed Valá, director geral do ICM, realçou o facto desta linha representar a disponibilidade, de financiamento, “osprodutores intermédios terão a possibilidade de induzir um movimento muito importante de comercialização agrícola, através da criação de melhores condições para o armazenamento. Acredito que é um início com muita racionalidade, muita sustentabilidade e sobretudo muita responsabilidade”.

    Valá acrescentou que “nos próximos dias queremos já convocar o Comité Directivo, para o início da operacionalização desta linha, de modo a que, até ao final do primeiro trimestre de 2019, já tenhamos os primeiros beneficiários desta iniciativa".

    António Souto, presidente da Comissão Executiva da Gapi, reconheceu que a confiança depositada na sua instituição, o que em parte é fruto do trabalho que esta já vem desenvolvendo no apoio às organizações de produtores e à comercialização rural, como um dos elementos da ligação aos mercados para as várias cadeias de valor, bem como um factor de fortalecimento dos comerciantes rurais, no âmbito do comércio transfronteiriço e da segurança alimentar e nutricional.

    “Vimos sendo um parceiro estratégico do Estado, nos desafios de desenvolvimento que Moçambique enfrenta. Portanto, os comerciantes rurais, de preferência nos locais onde está a produção, irão começar a ver casos práticos deste instrumento que, sobre a vossa orientação, foi criado e que compete-nos a nós, como instituição financeira de desenvolvimento, implementá-lo eficientemente e com boa governação”. Referiu

    António Souto destacou ainda a grande importância da cooperação institucional, no fortalecimento de um sistema financeiro mais inclusivo: ”Só juntando sinergias e aproveintando a experiência de instituições nacionais que já vem fazendo, podemos alcançar o tão almejado desenvolvimento, que norteia as nossas agendas", finalizou.

  • Apresentado o primeiro Relatório sobre o Mercado do Trabalho em Moçambique

    O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), lançou, recentemente, na cidade de Maputo, o primeiro Relatório do Mercado do Trabalho, referente ao ano 2017, durante o qual foram criados 557.637 postos de trabalho em todo o País, o que representa um crescimento de 36% em relação ao ano anterior.

    De acordo com o documento, elaborado pela Direcção Nacional de Observação do Mercado do Trabalho, a cidade de Maputo foi a que registou maior crescimento (107.6%), seguida pela província de Inhambane (101.4%), enquanto a de Sofala teve o menor aumento (0.1%).

    No que diz respeito à colocação de moçambicanos nas minas e farmas sul-africanas, os dados indicam que reduziu em 5.8% e 2.4%, respectivamente, uma situação que pode ser atribuída a razões estruturais do sector mineiro e da economia daquele país vizinho.

    O Relatório do Mercado do Trabalho, referente ao ano 2017, foi lançado à margem do seminário do Dia Nórdico-Moçambique para o Crescimento Inclusivo, cuja cerimónia de abertura foi dirigida pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo na presença das embaixadoras nórdicas, Laura Torvinen, Embaixadora da Finlândia; Anne Lene Dale, Embaixadora da Noruega e Marie Anderson de Frutos, Embaixadora da Suécia.

    O documento, de entre outros assuntos, faz uma abordagem geral da situação geral do emprego no mundo, na região e no País, dos factores macroeconómicos e demográficos, das características do emprego, bem como o desempenho do ensino superior e técnico professional.

    Moçambique registou uma taxa de desemprego de 21.1%, o Produto Interno Bruto (PIB) decresceu para 3.7%, cifra abaixo dos 5.5% previstos, o que consubstancia os desafios que a economia do País enfrentou em 2017.

    O emprego varia em função do tamanho da empresa (grande, média, pequena e micro empresa). Segundo informação estatística oficial 2017, existem no País um total de 61.579 empresas, empregando um total de 557.637 pessoas.

    Maputo Cidade concentra maior número de empresas com 33.2% do total, seguido de Maputo Província com 11.7%, e Niassa tem menor com 2.8%.

    A nível de emprego, Maputo Cidade emprega mais pessoas com 41.7% do total, seguido de Maputo Província com 13.5% e Niassa a que menos emprego oferece, cifrando-se em 1.9%.

    As Micro, Pequena e Medias Empresas representam 97.6% do total, reforçando a tendência global, por exemplo na União Europeia, onde 99.0% das empresas são constituídas por MPMEs, gerando 90 milhões de empregos e no caso concreto da Holanda, estas representam 98.8% do sector privado, contribuindo 31.0% no PIB e empregando 55.0% do total de empregos.

    As admissões directas, que representam 44.8% do total dos empregos registados tiveram um aumento de 10.3% em relação ao ano anterior.

    O auto-emprego registou um aumento, de entre outros, impulsionado pela distribuição de kits de diversas especialidades aos beneficiários de formação profissional.

    A contratação de trabalhadores estrangeiros que representa 4.7% do total dos empregos registados em 2017, aumentou em 23.8%.

    As instituições do ensino superior públicas e privadas graduaram 19,197 estudantes em oito àreas científicas, um aumento de 5.0%.

    Do total dos graduados, 65.2% foram das instituições públicas, sendo, 56.6% homens contra 43.4% mulheres, enquanto dos 34.8% dos estudantes graduados das instituições privadas, 53.3% mulheres e 46.7% homens.

    No período em análise as instituições públicas e privadas tinham 200.649 estudantes matriculados, sendo 59.8% das públicas e 40.2% das privadas.

    O ensino técnico é constituído por 147 instituições, sendo 44.9% públicas, 37.4% privadas e 17.7% semi-públicas, oferecendo diversos cursos, sendo 55.1% do nível médio, 29.3% do nível básico e 15.6% do nível básico e médio.

    Do total 17.7% encontravam-se em Nampula seguido de Maputo Cidade com 17.0%, enquanto Niassa e Cabo Delgado contaram com menos, 3.4% e 4.1%.

    Graduaram 11.618 estudantes, dos quais 63.3% homens e 36.7% mulheres, constatando-se uma redução de 1.0%.

  • No Egipto: Carlos Mesquita partilha experiência moçambicana no “Fórum África 2018”

    O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, considera que a melhoria da eficiência das infraestruturas de transporte, com vista a tornar os produtos africanos mais competitivos nos mercados globais, constitui o principal desafio económico dos países do continente, que estiveram reunidos, nos dias 8 e 9 de Dezembro, em Sharm el Sheikh, no Egipto, para projectar soluções conducentes ao seu desenvolvimento.
    Denominado “Fórum África 2018”, o encontro tinha como lema “Liderança Corajosa e Compromisso Colectivo, Promovendo Investimentos Intra-Africanos” e por objectivo ajudar os países participantes a projectarem soluções inovadoras para estimular investimentos, bem como acelerar o desenvolvimento inclusivo do continente africano.
    Durante o fórum, Moçambique partilhou a sua experiência no desenvolvimento das infraestruturas de transporte e expôs o potencial existente para os investidores desta e de outras áreas, tendo em conta o seu papel na cadeia logística dos países do "hinterland", particularmente os da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
    Para Carlos Mesquita, que chefiou a delegação moçambicana àquele fórum, em representação do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, o encontro foi frutífero, “tendo em consideração que os aspectos discutidos se encaixam na estratégia de governação de Moçambique, vertidos no Plano Quinquenal do Governo (2015-2019), onde estão definidas as quatro prioridades, nomeadamente a agricultura, infra-estruturas, energia e o turismo”.
    Segundo explicou o governante, o fórum afigura-se como uma plataforma baseada nas experiências de sucesso para encorajar o empreendedorismo dos jovens e das mulheres, “daí que tenhamos dado enfoque para o género e para os jovens, sob o ponto de vista de empreendedorismo”.
    Dentro de uma estratégia para maximizar ganhos da participação de Moçambique neste Fórum, a delegação moçambicana privilegiou contactos bilaterais, tendo-se desdobrado em encontros de trabalho, com diversas individualidades e potenciais investidores para Moçambique, com destaque para encontros com o Ministro dos Transportes do Egipto, Hisham Arafat e representantes da Federação das Indústrias Egípcias e de várias companhias que operam na área de energia, construção e gestão de Infra-estruturas, entre outras entidades.
    Com o Ministro dos Transportes do Egipto, foram identificadas áreas de cooperação de interesse para os dois Estados, havendo intenções para parcerias na revitalização da cabotagem marítima, assistência e manutenção de equipamentos ferroviários, entre outras.
    Nos encontros com o sector privado, o director geral da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), Lourenço Sambo, fez uma apresentação sobre o quadro legal e incentivos existentes no País para atrair investimento directo estrangeiro. Segundo o Ministro, a reacção foi muito boa, tendo o Presidente da Federação das Indústrias Egípcias anunciado uma visita a Moçambique, para Março de 2019.
    O fórum juntou cerca de três mil participantes em representação de 90 países e organizações internacionais, tendo Moçambique participado através de uma delegação chefiada pelo Ministro dos Transportes e Comunicações que integrava o Presidente do Conselho de Administração da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, Miguel Matabel, o Director da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações, Lourenço Sambo e quadros do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

  • Moçambique cresce “apenas 3,4% em 2019”

    A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) antevê que Moçambique cresça "apenas 3,4%" no próximo ano, com um desempenho fraco em vários setores da economia, que aceleram depois para 4,5% entre 2020 e 2022. “Esperamos que o desempenho económico continue lento em 2019, com o PIB real a expandir-se apenas 3,4%”, escrevem os peritos da unidade de análise económica da revista britânica ‘The Economist’. Numa nota de análise ao país, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas dizem que o “acesso limitado” dos agricultores ao financiamento vai continuar a limitar o crescimento no setor agrícola e uma queda nos preços do carvão vai agir como um obstáculo ao aumento da produção mineira”. Por outro lado, acrescentam, as dificuldades financeiras do Governo e os pagamentos atrasados aos fornecedores “vão continuar a penalizar fortemente o setor bancário, bem como a prejudicar a confiança dos investidores”. A partir de 2023, no entanto, o panorama muda com o início da produção e exportação de gás natural, diz a EIU: “Isso vai dar gás à economia, que no final do período em análise (2023) deverá crescer 7,5%”. Num relatório recente, a EIU tinha avaliado o risco de crédito soberano de Moçambique em CC, mas alertava que “o resultado foi piorado em seis pontos devido ao avolumar de pressões de liquidez sobre a moeda externa”, mas também devido à perspectiva de continuação do incumprimento para os detentores dos empréstimos às empresas públicas MAM e ProIndicus. “Mesmo que um acordo com os detentores dos títulos de dívida pública seja alcançado, um acordo com os credores dos 1,1 mil milhões de dólares em empréstimos sindicados está ainda bastante longe”, dizem os analistas, vincando que “as avenidas do financiamento continuam seriamente restringidas enquanto estes assuntos não forem resolvidos, o que torna o défice orçamental e da balança corrente ainda mais arriscados”.

  • Alfândegas anunciam nova aplicação para avaliação de mercadorias

    A plataforma informática das Alfândegas de Moçambique usada pelos importadores vai ter uma nova aplicação de avaliação de mercadorias, anunciou hoje a operadora do sistema, em comunicado. "Uma nova ferramenta foi adicionada à Janela Única Electrónica (JUE) das alfândegas cuja finalidade é a de auxiliar no processo de avaliação das mercadorias importadas", anunciou a Mozambique Community Network (MCNet). Trata-se de "um sistema de avaliação aduaneira associado a uma base de dados de mercadorias denominado eValuator" que deverá "facilitar o comércio, na medida em que irá reduzir o tempo despendido em disputas relacionadas com o valor das mercadorias", referiu Guilherme Mambo, gestor do projeto da JUE, citado no comunicado. Segundo aquele responsável, os objetivos passam também por auxiliar o Estado na arrecadação de receitas tributárias e melhorar as estatísticas de comércio internacional. A MCNet considerou que o novo sistema vai ao encontro das aspirações dos importadores, que pediam mais transparência. "Com esta ferramenta, passará a ser mais fácil saber, com exatidão, qual é o método usado pelas alfândegas para determinação do valor e consequente cálculo das imposições aduaneiras", referiu Dixon Chongo, representante da Câmara dos Despachantes Aduaneiros (CDA) e da Confederação das Associações Económicas (CTA), maior associação patronal do país, citado no mesmo comunicado. "Sentíamos uma certa fragilidade das alfândegas, com o valor das mercadorias a sofrer ajustes para cima sem explicação clara dada ao agente económico", concluiu.

  • Índice de Volume de Negócios sobe, emprego e remunerações descem

    O Índice de Volume de Negócios em Moçambique registou este ano, até final de setembro, uma subida de 4,7% (variação mensal acumulada), mas os índices de emprego e remunerações retraíram-se, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). No final de setembro, o Índice de Volume de Negócios em Moçambique era de 517,1 pontos, segundo o boletim de Índices de Atividades Económicas, hoje divulgado e consultado pela Lusa. O volume de negócios corresponde ao valor total da faturação, com exclusão do IVA, realizada pelas unidades estatísticas de observação durante o período de referência. O valor está acima da média de 2017 (458,1) e do valor de 499,4 com que o país fechou o ano, registando o índice uma variação acumulada mensal de 4,7% de Janeiro a Setembro deste ano. Do lado dos postos de trabalho, ou seja, o número de pessoas que no período de referência participaram nas atividades da empresa/instituição (qualquer que tenha sido a duração dessa participação), o índice de emprego ficou em 122,1, mais que a média de 2017 (121,6), mas abaixo de 127,7, valor com que Moçambique fechou o ano. A variação acumulada de janeiro a setembro do índice de emprego é de -4,4%, segundo o INE. O boletim aborda também todas as remunerações, montante ilíquido em dinheiro ou em géneros, pagas aos trabalhadores que se incluem no conceito de “pessoal ao serviço”. Neste âmbito, o índice de remunerações chegou ao final de setembro com um valor de 439,5, abaixo da média de 453,4 registada em 2017 e abaixo do valor de 502,2 com que o último ano terminou. A variação acumulada de janeiro a setembro do índice de remunerações é de -12,8%, segundo o INE.