Autor: olamocambique

  • Emprego jovem dispõe de 200 biliões de dólares norte-americanos

    O Programa designado “Emprego Jovem”, levado cabo pela Organização para a Cooperação Islâmica, dispõe de 200 biliões de dólares norte-americanos para financiar iniciativas de emprego em 53 países, membros da organização, mediante apresentação de projectos.
    A informação foi transmitida no decurso da 4ª Sessão da Conferência dos Ministros do Trabalho, que teve lugar entre os dias 21 e 22 do mês em curso em Jeddah, Arábia Saudita.
    No evento que decorreu sob o lema: "Desenvolvendo uma Estratégia Comum para o Desenvolvimento da Mão-de-Obra" discutiu-se sobre o grau de execução do Programa de Apoio ao Emprego Jovem, sustentado pelo Banco Islâmico de Desenvolvimento, tendo-se instado aos países membros a apresentarem projectos de emprego juvenil, para acederem a uma parte do fundo global de 200 biliões de dólares nos próximos 10 anos. Moçambique, que se fez representar no evento pelo vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Oswaldo Petrsburgo, garantiu que existem vários projectos que visam a empregabilidade juvenil e que os mesmos serão submetidos com maior brevidade possível.
    A conferência de Jeddah aprovou o acordo padrão sobre troca de mão-de-obra, entre os Estados membros, respeitando as normas da Organização Internacional do Trabalho.
    Neste contexto, Oswaldo Petersburgo, manteve encontros separados com os ministros do Trabalho e Acção Social da Arábia Saudita e dos Recursos Humanos dos Emirados Árabes Unidos, países que demonstraram interesse em recrutar mão-de-obra moçambicana para diversas áreas.
    A Arábia Saudita manifestou vontade de apoiar Moçambique, nas áreas de formação vocacional e medidas activas de emprego.

  • Mesquita insta CFM a ser mais rigorosa na cobrança dos seus créditos

    Durante o ano de 2017, o País registou um crescimento do tráfego ferroviário na ordem de 39.4% e manuseamento portuário na ordem de 28.2%, indicadores que comprovam que a utilização das infraestruturas ferro-portuárias moçambicanas está a conhecer uma resposta favorável do mercado.

    Estes dados foram tornados públicos na quinta-feira, 22 de Fevereiro, na Matola, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, na abertura do 22º Conselho de Directores da empresa pública Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

    Conforme referiu o governante, estes números indicam, de forma evidente, que os resultados alcançados pelos CFM, no exercício económico de 2017, foram positivos, tendo por isso pedido, aos quadros seniores desta empresa pública, a consolidação da sua robustez e competitividade nos mercados nacional e regional.

    “Este desiderato dificilmente poderá ser atingido, se não se registarem melhorias de alguns indicadores económicos e financeiros da empresa, registados em 2017”, garantiu o ministro, citando, a título de exemplo, a necessidade de os CFM serem mais eficientes na cobrança dos seus créditos que atingiram, durante o ano passado, perto de 60 milhões de dólares norte-americanos.

    “A redução dos custos operacionais deve, outrossim, ser encarada como um indicador fundamental de gestão, sendo que, na componente do capital humano, auguramos melhorias na formação técnica do pessoal, com enfoque na especialização para a manutenção de infraestruturas e operação ferro-portuária”, acrescentou.

    De uma forma global, Carlos Mesquita avançou que, ainda em 2017, o sector dos transportes e comunicações contribuiu em 4.3% para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, tendo a empresa CFM comparticipado para este indicador.

    No que se refere às perspectivas para o sector, aos quadros seniores dos CFM, Carlos Mesquita, recomendou para que se comprometam com o trabalho, por forma a atingirem as metas de produção pré-estabelecidas, mesmo com todas as adversidades que o País enfrenta.

    “Só me sentirei confortável quando a nossa contribuição for de pelo menos 10%, exercendo os CFM um papel preponderante no alavancamento deste indicador”, desafiou Carlos Mesquita, lembrando aos presentes na sala que faltam, ainda, 10 meses para o fim do presente exercício económico, tempo que considerou mais do que suficiente para a execução e monitoria das actividades.

    Intervindo também na sessão de abertura deste Conselho de Directores, o presidente do Conselho de Administração (PCA) dos CFM, Miguel Matabel, destacou, por sua vez, os resultados positivos alcançados pela empresa ao longo do ano 2017.

    De acordo com Miguel Matabel, a nível do sistema ferroviário, os CFM transportaram cerca de 11 milhões de toneladas líquidas, contra cerca de 10 milhões transportadas em 2016.

    Ainda durante o ano passado, foram manuseadas cerca de 6.3 milhões de toneladas métricas contra 6.1 milhões de toneladas manuseadas em 2016, isto a nível do sistema portuário.

    No que diz respeito aos principais indicadores de gestão económico-financeiros, o PCA dos CFM referiu que, como resultado da produção ferro-portuária gerada em 2017, o rácio de liquidez geral cresceu de 1.35 em 2016 para 2.39, “o que significa que a empresa está a altura de fazer face aos seus compromissos de curto prazo”.

    “Estes resultados são os que nos animam e nos encorajam a redobrar o foco em investimentos para melhor aproveitarmos as oportunidades de negócios que se nos aparecem”, garantiu.

    Importa referir que o Conselho de Directores dos CFM é um fórum que reúne todo o Conselho Directivo desta empresa, entre os quais membros do Conselho de Administração, gestores seniores, consultores, assessores e técnicos superiores. Tem por objectivo avaliar o desempenho destes quadros dos CFM, bem como definir, aperfeiçoar, adoptar novas práticas e estratégias de gestão da empresa, com vista a melhorar a sua produção e produtividade.

  • Daqui a cinco anos: Maputo vai ter sistema de transporte não pilotado

    Foi apresentado na quarta-feira, 21 de Fevereiro, o relatório do estudo de viabilidade do projecto Automated Guideway Transit (AGT), um sistema de transporte não pilotado, cuja operação é feita com recurso a sistemas informáticos, a ser implementado na cidade de Maputo a partir de 2023.

    Trata-se de um projecto com uma extensão de 18.1 quilómetros e capacidade para transportar 112 mil passageiros por dia, a ser implementado no corredor Baixa-Zimpeto em duas fases, nomeadamente Baixa-Missão Roque e Missão Roque-Zimpeto.

    A implementação deste projecto resulta de um acordo assinado em Abril de 2017 entre os governos de Moçambique e do Japão, aquando da visita do Presidente da República, Filipe Nyusi, àquele reino, e visa resolver o problema da mobilidade urbana na Área Metropolitana de Maputo.

    Para o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, o projecto AGT afigura-se como parte da solução do problema de mobilidade que afecta a Área Metropolitana de Maputo, devendo, por isso, ser combinado com várias outras intervenções, particularmente as de impacto imediato mas com formato sustentável.

    É nesse sentido que, referiu o ministro, “o Governo desencadeou um processo de aquisição de 380 autocarros, dos quais 110 já estão em circulação desde Dezembro de 2017 em vários pontos do País, devendo os restantes 270 serem entregues até ao final do primeiro semestre do presente ano”.

    Carlos Mesquita referiu-se, igualmente, ao arranque, em Novembro do ano passado, do projecto Metrobus na Área Metropolitana de Maputo como uma das soluções para o problema de mobilidade. “É uma valiosa iniciativa do sector privado com um impacto positivo na melhoria da mobilidade na cidade de Maputo e áreas circunvizinhas”.

    Por seu turno, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, considerou, na ocasião, que este projecto é uma prova de que a implementação do Plano Director de Mobilidade e Transporte para a Cidade e Região Metropolitana de Maputo está a registar avanços.

    “Esta evolução anima-nos a enfrentar os enormes desafios que ainda se colocam. Por exemplo, ainda temos munícipes a serem transportados em condições não condignas, principalmente nas horas de ponta”, afirmou David Simango.

    Já o embaixador do Japão em Moçambique, Toshio Ikeda, frisou que a concepção e implementação do Automated Guideway Transit constituem uma antecipação aos problemas do futuro, dado o aumento da densidade populacional que se regista na Área Metropolitana de Maputo.

    “Este projecto vai responder ao crescente aumento do tráfego de passageiros, principalmente nas horas de ponta, resultante do aumento populacional, que deverá passar de 2.2 milhões de habitantes, em 2022, para 3.7 milhões, em 2035, na Área Metropolitana de Maputo”, garantiu o diplomata.

    FOTO: Toshio Ikeda, embaixador do Japão em Moçambique

  • A maior competição de arte africana – L’Atelier do Barclays está de volta

    L’Atelier é considerado uma das mais prestigiadas competições artísticas de África que, este ano regressa na sua 33ª edição. Esta competição anual, tem como principal objectivo estimular jovens talentos das artes visuais, servindo como uma plataforma para que os jovens artistas emergentes se afirmem na arena da arte africana e mundial. Ao longo dos anos, esta competição tem sido um instrumento fundamental no lançamento de muitas carreiras no campo das artes visuais.

    Na edição passada o L’Atelier chegou pela primeira vez a Moçambique, e teve como participantes diversos artistas nacionais, tendo os artistas Luís Santos e Mauro Vombe, visto trabalhos seus incluídos na lista dos 100 melhores. Devido ao sucesso do ano transacto, este ano o L’Atelier irá manter a aposta em Moçambique, sendo este o melhor reconhecimento do muito talento existente no País e, assim, oferecer novas oportunidades para os artistas nacionais exporem os seus trabalhos.

    Neste âmbito, será oficialmente lançada a edição 2018 do L’Atelier, em Moçambique, sob o lema “Dar vida à arte”. O lançamento terá como ponto alto um espectáculo criativo que irá fundir as disciplinas altamente evocativas da arte visual contemporânea, dança interpretativa e batucadas ao vivo, numa exibição bastante arrojada. Assim, terá lugar esta “Sexta-feira, dia 23, nos CFM, entre as 12:00h e 13:00h”; “no Mercado do Peixe”; “Núcleo de Arte”; “Feima” entre as 15:00 e 16:00” e, por último, “ nos restaurantes Mimos e Piri Piri, na Av. 24 de Julho, entre as 19:00h e 20:00”.

    O L’Atelier é reconhecido pelos seus memoráveis espectáculos que impulsionam os limites da criatividade, e exploram aspectos fundamentais do processo e da jornada artística. Este ano não será diferente. L’Atelier, trará obras de arte, vida e cor às ruas de Maputo, com eventos nos referidos locais da cidade, onde os Moçambicanos serão brindados por um verdadeiro espectáculo.

    A campanha teve início na Cidade do Cabo, África do Sul, no passado dia 01 de Fevereiro, onde milhares de pessoas tiveram igualmente oportunidade de assistir a um espectáculo memorável. Esta foi a primeira vez que os sul-africanos, e inúmeros turistas internacionais de visita à cidade, viram a arte africana ganhar vida numa forma tão real e emotiva.

    Após o seu lançamento em Moçambique, esta semana, a campanha prosseguirá num tour para Joanesburgo, na África do Sul e depois Nairobi, no Quénia.

    “Queremos encorajar os artistas moçambicanos a participarem do concurso, o L’Atelier é uma competição que proporciona experiências ímpares não só aos artistas, mas também ao público em geral. Estamos certos que só pelo facto de participarem, estes artistas já estão a ganhar pela experiência e o intercâmbio que sempre acontece, porque estamos a falar de uma competição que abrange diversos países, com artistas bastante talentosos, e essa oportunidade de troca de experiências é, no nosso entender, o maior valor acrescentado que todos os artistas obtêm. Queremos proporcionar momentos inigualáveis a todos, momentos que artistas e público irão decerto recordar muito para além do final desta competição” afirmou Ivan Serra, Director de Marketing e Relações Corporativas, do BBM.

    O Barclays acredita verdadeiramente que a arte tem um batimento cardíaco. Que é uma entidade viva e animada com o poder de se manifestar nas suas diversas formas. Os artistas têm a incrível capacidade de extrair conceitos das suas mentes e transformá-los nessas obras de arte vivas, desempenhando um papel crítico na nossa sociedade, seja através do fornecimento de comentários sociais, de uma pausa para reflexão ou de emoções singularmente poderosas. L’Atelier é uma celebração desta capacidade, por isso, é inteiramente justo que a campanha deste ano se centre na capacidade dos artistas de “dar vida à arte”.

    Espera-se que todos esses intervenientes que trabalham de mãos dadas para trazer a arte às ruas das cidades africanas, inspirem os jovens artistas do continente a dar vida à arte e a participar da 33ª edição do L’Atelier.

    Comunicado de Imprensa – A maior competição de arte africana LAtelier do Barclays está de volta.docx

  • Standard Bank e AdeM estabelecem soluções mais cómodas

    O Standard Bank e a empresa AdeM-Águas da Região de Maputo assinaram, esta terça-feira, 20 de Fevereiro, em Maputo, um memorando de entendimento para o pagamento de facturas de consumo de água, através do QuiQ e NetPlus/Business Online (BOL).

    À luz deste memorando, os clientes particulares e empresariais das duas instituições, residentes nos municípios de Maputo, Matola e Boane, podem efectuar pagamentos na comodidade de suas casas ou escritórios, através dos canais digitais do banco, sem cobrança de taxas, nem comissões adicionais.

    Enquanto o pagamento pelo QuiQ pode ser feito, bastando digitar *555# em qualquer telemóvel, inserir o PIN e seleccionar a opção Pagamentos, já no NetPlus/BOL, somente acessível através de computador ou dispositivo móvel com acesso à internet, os clientes devem aceder à plataforma com as suas credenciais, seleccionar a opção Pagamentos e, intuitivamente, seguir em frente.

    Para o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, a concretização desta parceria simboliza o "empenho do banco em responder às necessidades dos seus clientes, melhorando cada vez mais a sua experiência de serviço".

    Aliás, conforme referiu o administrador delegado, durante a assinatura do memorando, este serviço vai permitir aos clientes o pagamento rápido, fácil, seguro, remoto e a qualquer hora do dia das suas facturas de água.

    “Para nós, este é um passo marcante, no nosso caminho, de sempre nos focalizarmos nos nossos clientes, disponibilizando-lhes meios e soluções para fazerem as suas transacções de uma maneira simples, práctica e segura”, disse Chuma Nwokocha.

    Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da AdeM, José Ferrete, secundou Chuma Nwokocha referindo, também, que a parceria vai permitir aos clientes da empresa o pagamento das suas facturas de água com mais rapidez, facilidade, segurança e comodidade.

    “Todas as facilidades para aproximar os clientes da empresa vão contribuir para estabilizar, não só a situação dos clientes, mas também a situação da própria empresa”, indicou José Ferrete.

    Importa destacar que nas suas intervenções os dois dirigentes foram unânimes em apelar à sociedade, para uma reflexão sobre como poupar e conservar mais água, numa altura em que a cidade de Maputo e arredores registam o agravamento das restrições de fornecimento de água, devido à seca na região.

  • Instituto Superior de Humanidades, Ciências e Tecnologias prevê graduar 120 licenciados

    No ano em que celebra 20 anos da sua criação, o Instituto Superior de Humanidades, Ciências e Tecnologias (ISHCT), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, na província da Zambézia, prevê graduar pouco mais de 120 licenciados nas diferentes áreas de conhecimento.

    A história do Ensino Superior na Província da Zambézia começou com a presença do ISPU- Extensão de Quelimane, a 18 de Fevereiro de 1998, numa moradia cedida por um particular, onde oferecia dois cursos, nomeadamente de Ciências Jurídicas e Administração e Gestão de empresas, com um total de 37 estudantes.

    Em 2007, passou a ser designado ISHT (Instituto Superior de Humanidades, Ciências e Tecnologias) e em 2017, 19 anos depois, passou a ser Instituto Superior de Humanidades, Ciências e Tecnologias (ISHCT).

    O ISHCT constitui a primeira universidade na província da Zambézia e oferece, actualmente, sete cursos de graduação, sendo que, em regime modular, tem ministrado os cursos de Gestão em Recursos Humanos, Engenharia Civil e Engenharia Eléctrica.

    “Ao longo do tempo, a Universidade investiu em infraestruturas e recursos laboratoriais em diferentes áreas, nomeadamente Informática, Engenharia Civil, Engenharia Eléctrica, Enfermagem, Psicologia, Ciências Jurídicas, Física, Química e de Biologia” referiu a Directora do ISHCT, Seana Daúd.

    O investimento, segundo acrescentou Seana Daúd, abarcou, igualmente, a reabilitação do lar dos estudantes, visando aproximá-los cada vez mais à universidade e tornar o acesso aos recursos da aprendizagem mais fácil.

    Importa realçar que o ISHCT tem apostado na mobilidade de estudantes e docentes, permitindo que os mesmos adquiram outras experiências, através do desenvolvimento de actividades académicas em outras universidades nacionais e internacionais.

    “No ano transacto, os nossos estudantes estiveram nas Ilhas Maurícias, representando o ISHCT, num programa de intercâmbio académico, na área de Ciências Jurídicas”, concluiu a Directora.

  • Comércio supera agricultura na criação de empregos

    Foram criados 377.639 postos de emprego em todo o País no ano de 2017. Destes, o sector de comércio a grosso e a retalho teve a maior contribuição com 60.835, seguido da agricultura com 50.740 e da construção com 30.507 empregos criados.

    No concernente aos resultados alcançados por tipo de sector ou de interveniente, verifica-se no período (2017) em análise, maior percentagem de empregos gerados pelas admissões directas na ordem de 45 por cento, auto-emprego com nove por cento seguido das Agências Privadas de Emprego com sete.

    O aumento da produção e da produtividade e consequente maior disponibilidade de produtos acabados para comercialização, contribuíram sobremaneira para a ascensão do sector do comércio a grosso e a retalho para a posição de sector de actividade económica que mais postos de emprego criaram no ano transacto.

    Estes dados constatam do balanço anual do Plano Económico e Social de 2017, produzido pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social referente a promoção de emprego no País.

    Segundo o documento em referência, o Governo tem se empenhado na promoção da criação de emprego nos diversos sectores de actividade económica e social, incentivando e apoiando iniciativas geradoras de emprego e auto-emprego.

    Numa outra vertente, segundo dados constantes no balanço48.946 empregos foram criados resultantes da intervenção do sector público através dos diferentes fundos; 12.323 admissões na função pública (principalmente no sector da saúde e educação), 190.591 admissões pelo sector privado e 29.492 resultantes do recrutamento para o exterior.

    Para além dos números de emprego acima indicados, o Governo tem vindo a aperfeiçoar medidas activas de emprego que tem contribuído para que jovens tenham condições de iniciar o seu próprio pequeno negócio, impulsionando o empreendedorismo e valorizando o auto-emprego.

    Nesse âmbito, foram adquiridos 943 kits de auto-emprego, dos quais 600 para o auto-emprego de jovens nas áreas de carpintaria, serralharia, corte e costura, avicultura, construção civil (pedreiros), canalização, electricidade instaladora, mecânica-auto e refrigeração. A par do auto-emprego está a promoção de estágios pré – profissionais que resultaram na inserção de 4.167 estagiários na experiência laboral.

  • Banco Mundial elogia denúncia da PGR sobre dívidas ocultas

    O Banco Mundial diz que a denúncia da dívida é um passo importante para que a verdade seja apurada. O representante da instituição, Mark Lundell, elogiou hoje a denúncia que a Procuradoria-Geral da República fez ao Tribunal Administrativo no processo sobre as dívidas ocultas. Mark Lundell avança que esse é um passo para saber onde foram parar os 2.1 biliões de dólares da divida sem aval da Assembleia da República.

  • Mineradora australiana Mustang entra na corrida à grafite do norte de Moçambique Featured

    A empresa mineira australiana Mustang vai realizar até Junho um estudo sobre a possibilidade de criar uma unidade de extracção de grafite no norte de Moçambique, anunciou numa nota aos accionistas.

    "A conclusão do estudo está programada para o segundo trimestre de 2018, seguindo-se o início do estudo de viabilidade definitivo" que poderá anteceder o investimento, lê-se no documento hoje consultado pela Lusa.

    O estudo vai incluir os resultados "espectaculares" de 11 furos de prospecção já realizados em Caula, Montepuez, na província de Cabo Delgado, e que encontraram grandes filões de grafite, declarou a Mustang. As amostras recolhidas durante a prospecção "estão a ser enviadas para ensaios e testes metalúrgicos", acrescentou.

    A Mustang tem uma mina de rubis na mesma região, de onde agora pretende extrair grafite e que se situa ao lado de uma mina explorada pela Syrah, outra empresa australiana que já iniciou a embalagem e a exportação de grafite.

    A existência de valiosos depósitos subterrâneos já tinha motivado também o investimento da multinacional alemã AMG Graphit Kropfmuhl, que em Junho de 2017 iniciou formalmente a produção de grafite na mina de Ancuabe, noutra zona de Cabo Delgado.

    A procura de grafite está em alta a nível mundial por ser um componente usado em baterias, numa altura em que o mercado de automóveis movidos a electricidade e outros produtos eléctricos – como as aeronaves autónomas (drones) está em expansão.

    mustang.pdf

  • African Export and Import Bank vai financiar projectos de agro-processamento

    A instituição financeira African Export and Import Bank (AFREXIMBANK) manifestou interesse em financiar investimentos em projectos de agro-processamento em Moçambique. O interesse foi hoje manifestado pelo director do AFREXIMBANK para a região da África Austral, Gift Samwaka, no fim da visita que efectuou à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

    A African Export and Import Bank é uma instituição financeira africana que apoia o desenvolvimento do comércio externo nos países do continente. Gift Samwaka diz ser importante cuidar que se invista na agricultura tendo em consideração toda a cadeia de valores que lhe está associada. “Um dos sectores que nós mais privilegiamos é o agro-processamento porque é nele onde mais facilmente pode se incorporar valor nas economias africanas, mas com vista a criar uma dinâmica de comércio entre os países africanos. Não termos cada país africano a virar-se para o comércio externo, mas fazer e promover o comércio nos países africanos”, explicou Samwaka.

    O director do AFREXIMBANK deu o exemplo da castanha de caju, que é um dos principais produtos de exportação nacional. Na sua visão, a castanha deveria ser produzida e ser totalmente processada em Moçambique e a sua exportação aconteceria quando o produto estivesse em condições de consumo.

    Samwaka não revelou os montantes que o país vai receber por ainda estar-se dependente da assinatura de um memorando de entendimento entre a instituição e o Governo.

    “Não há uma predefinição do valor das linhas de financiamento é uma reacção às próprias iniciativas internas, de acordo com as necessidades apresentadas pelas empresas e projectos”, explicou.

    A visita à CTA faz parte de uma agenda de encontros que a instituição financeira vai manter com entidades moçambicanas. Os encontros têm por objectivo reunir opiniões para a finalização do acordo para a disponibilização do financiamento. O país já beneficiou de cerca de 90 milhões de dólares americanos concedidos pelo AFREXIMBANK, que foram atribuídos a quatro instituições para o exercício das suas actividades no ramo económico.

    A instituição financeira pan-africana foi criada em 1993, conta actualmente conta com 125 membros, dentre países e instituições. O Banco de Moçambique é um dos sócios da instituição.

  • Ponte Cais da Maxixe: Reabilitação vai diminuir sofrimento diário

    O ministro dos Transportes e Comunicações procedeu, esta quarta-feira, 7 de Fevereiro, no município da Maxixe, província de Inhambane, ao lançamento da primeira pedra para a reabilitação da Ponte Cais da Maxixe, destruída pelo ciclone Dineo, no ano passado.

    A decorrer durante três meses, o projecto é financiado no quadro de cooperação com o governo japonês, num montante de cerca de 36.8 milhões de meticais.

    Intervindo no acto, Carlos Mesquita referiu que, com a reconstrução da Ponte Cais da Maxixe, espera-se devolver à normalidade a travessia Maxixe/Inhambane, retomando a circulação nocturna na baía, aliviando deste modo o sofrimento dos estudantes, professores e demais trabalhadores que percorrem longas distâncias, via terrestre, para cruzarem a baia, durante o período nocturno.

    “Estamos aqui para assinalar o arranque, imediato das obras, um feito que representa o culminar de um trabalho profundo na mobilização dos cerca de 36.8 milhões de meticais, em reconhecimento do papel social que esta ponte representa para as mais de três mil pessoas que demandam os serviços desta travessia diariamente”, frisou.

    O investimento a ser realizado para a reposição da Ponte Cais da Maxixe, conforme destacou o ministro dos Transportes e Comunicações, deverá contribuir igualmente para a melhoria da segurança na travessia da baía, ao permitir o retorno da navegação de embarcações robustas, reduzindo deste modo a pressão sobre as pequenas embarcações que, com muito sacrifício, asseguram, neste momento, a mobilidade de pessoas e bens.

    O governante exortou ao empreiteiro e ao fiscal da obra, para que encarem o desafio da reposição da Ponte Cais da Maxixe com a necessária responsabilidade, garantindo uma obra de qualidade e sobretudo resiliente, tendo em conta as adversidades a que a infraestrutura estará exposta.

  • Agricultores familiares conquistam supermercados internacionais

    Um total de 800 famílias, organizadas pela Gapi em cinco associações nos distritos de Namaacha, Moamba e Marracuene na província de Maputo, para além de Chibuto na província de Gaza, consolidaram a sua conquista do mercado das grandes redes comerciais, com o início de um programa de abastecimento do supermercado Maputo “Fresh Market”. O primeiro lote consistiu na venda de 20 toneladas de tomate, pimentos, pepino, beterraba e repolho, o que rendeu àquelas famílias mais de 500 mil meticais.
    Este contrato de venda junta-se a um anterior já alcançado com a cadeia de supermercados Shoprite, que garantiu mercado à produção destas associações, assistidas pela componente de apoio à cadeia de valor da horticultura, implementado pela Gapi nas províncias de Maputo e Gaza, no âmbito do Projecto ProSul, que é financiado pelo IFAD (Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura).
    Esta relação entre produtores familiares locais e gestores das grandes superfícies comerciais e no âmbito do ProSul é um exemplo das parcerias que a Gapi vem promovendo em todo o País, com vista à modernização da agricultura.
    Como Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), a intervenção da Gapi promove estas parcerias combinando serviços financeiros com assistência técnica na produção, uso de tecnologias melhoradas, como é o caso de estufas e sombrites e sistemas de rega gota-a-gota, bem como acesso a serviços de apoio no acesso aos mercados tradicionais e modernos.
    “Estou muito contente. Hoje inicia-se uma nova jornada nas nossas vidas. Sabemos que a responsabilidade cresceu, mas com a Gapi, estamos seguros que vamos conseguir”, referiu Alda Jonas, membro da associação de regantes de Mafuiane, reforçando que “com mais este acordo, vemos melhorado um dos nossos principais desafios, que é ter mercado para a nossa produção. Com as vendas a preços que nos satisfazem, vamos melhorar a nossa produção e os ganhos das nossas famílias.”
    O grosso das hortícolas fornecidas por esta associação provém da produção em estufas construídas com assistência da Gapi, visando a produção de hortícolas ao longo de todo o ano. Para introduzir a tecnologia de estufas adaptadas às condições locais, a Gapi fez uma parceria com uma empresa espanhola, a “Novedades Agrícolas”, membro da Fundação Tecnova que, na região da Andaluzia, em Espanha, tem investido no desenvolvimento de tecnologias de produção adequadas a diferentes ambientes climáticos.
    “O uso de estufas com tecnologia incorporada potenciou a rentabilidade económica destas associações, através do aumento da produção, produtividade e qualidade. Hoje, com esta tecnologia, garantimos o fornecimento estável de produtos alimentares aos supermercados internacionais, exigentes na qualidade do produto que aceitam comercializar”, referiu Lenine Matavel, Coordenador do ProSul na Província de Maputo.

  • Standard Bank financia plataforma flutuante de gás natural: Investimento no projecto de Coral FLNG de Moçambiq ue deve levar o País de volta ao crescimento

    Um investimento de aproximadamente 8 biliões de dólares norte-americanos na construção da Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), em Palma, na província de Cabo Delegado, marca o primeiro passo de Moçambique como produtor e fornecedor regional e global de gás natural. O negócio de energia, que é o primeiro desta natureza no País, promete transformar as perspectivas de crescimento de Moçambique.

    “Esta transacção inicia um ciclo de investimento no sector de energia que levará Moçambique de volta ao crescimento, enquanto posiciona o País como um fornecedor global e importante de gás natural liquefeito”, considera Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank.

    O Standard Bank é o único banco nacional envolvido nesta operação, que pode ajudar o País a retornar o ritmo acelerado de crescimento e, em conjunto com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), que detém 20% das acções do Grupo, é o maior credor do projecto – reflectindo o poder da sua parceria para impulsionar o crescimento do país. O ICBC desempenha um papel crítico nesta transacção, actuando como o agente do Pathfinder Bank, K Sure, agente da tranche chinesa e um dos bancos da conta do financiamento. O Standard Bank actua como agente facilitador comercial, banco transaccional local e agente fiduciário do projecto.

    “O nosso apoio ao financiamento do projecto Coral FLNG surge do nosso compromisso a longo prazo com Moçambique, de apoiar consistentemente o potencial do País como um futuro gigante de produção e exportação de gás natural offshore”, considera Chuma Nwokocha.

    Além do grande trabalho consultivo actualmente em curso na África Oriental, o apoio do Standard Bank e do ICBC ao projecto Coral FLNG baseia-se num longo historial de empreendimentos de petróleo e gás em Moçambique, incluindo a Sasol, ROMPCO, ENH, CMG e CMH. O Standard Bank também é o autor do estudo macroeconómico de GNL referente a Moçambique, sobre a elaboração do Decreto Lei de 2014 relativamente à Bacia do Rovuma.

    Esta importante transacção dá vida à visão e estratégia mais ampla do Standard Bank e do ICBC de desenvolver a África Oriental, para se tornar no centro global de produção e fornecimento de energia – especialmente para o Leste Asiático.

    O interesse global em Moçambique e o potencial da região como futuros fornecedores de energia são reflectidos pela ampla participação internacional no negócio. As agências de crédito de exportação, incluindo Coface (BPI), K Exim, K Sure, Sace e Sinosure, juntam-se a esta transacção liderando os gigantes da energia global ENI, Petrochina, GALP, ENH e Kogas.

    O ICBC e o Standard Bank acreditam que este negócio é um sinal importante das perspectivas de crescimento a longo prazo de Moçambique, especialmente das implicações desse investimento para o futuro comércio e segurança energética da África Austral e Oriental.

    “Esta transacção demonstra a visão do ICBC e do Standard Bank de impulsionar o crescimento de Moçambique e de todo continente africano ao atrair investimento estrangeiro directo para o sector promissor de produção e exportação de energia de Moçambique", referiu Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank.

  • Ano lectivo 2018: Província de Maputo perspectiva 500 mil alunos

    A província de Maputo perspectiva movimentar um universo de 499.047 alunos, de todos os níveis e áreas de ensino, distribuídos em 865 estabelecimentos de ensino no ano lectivo 2018, cuja abertura solene teve lugar sexta-feira, 2 de Fevereiro, em todo o território nacional.

    Deste universo, 299.935 vão para o ensino primário do 1º grau, 94.070 para o 2º grau, 71.829 para o 1º ciclo do secundário e 16.965 para o secundário do 2º ciclo. Os diversos subsistemas de ensino em conjunto irão acolher 16.248 alunos, perfazendo, assim, um total de 499.047 discentes.

    Ao nível da província de Maputo, a cerimónia de abertura do ano lectivo teve lugar na Escola Primária de Ngolhosa, posto administrativo de Pessene, distrito da Moamba e foi dirigida pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, sob o lema: “Por uma educação inclusiva, competitiva e de qualidade”.

    Na ocasião, a governante apelou aos actores do sector da educação para que fizessem uma reflexão e balanço, de forma objectiva e imparcial, sobre os progressos, desafios e perspetivas e acima de tudo as ilações, pois "só, desta forma, irão encarar o presente ano lectivo, com realismo".

    Segundo Vitória Diogo, o Governo irá continuar a trabalhar, com os conselhos de escola, professores e parceiros para que 2018 seja melhor do que 2017 ao nível deste sector, salvaguardando sempre a melhoria da qualidade de ensino: "Aliás, o lema que nos vai guiar é elucidativo, porquanto apela para uma educação de qualidade, visando o desenvolvimento sustentável do nosso País em geral e da província em particular", disse a ministra.

    Ela fez saber que o Governo, na sua actuação, prioriza o alargamento do acesso à educação, através da ampliação da rede escolar e introdução de novas modalidades de ensino. Assim do universo de 865 estabelecimentos de ensino de todos os níveis, 476 são do ensino primário do 1º grau, 331 do ensino primário completo, 37 do ensino secundário do 1º ciclo e 21 do secundário do 2º ciclo, entre outros estabelecimentos dos subsistemas.

    Para leccionar os diferentes subsistemas de ensino, a província contará com um universo de 9.836 professores contra 9.533 de 2017 o que representa um crescimento na ordem de três por cento quando comparado com o ano anterior.

    A directora provincial da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, intervindo em representação do Governador, destacou os números alcançados pela província que, segundo ela, ilustram "claramente que a aposta do Executivo no sector da educação tem a ver com o alargamento do acesso e expansão da rede escolar, como estratégia de combate à pobreza e ao analfabetismo na província".

    Por seu turno, o embaixador da Itália em Moçambique, Marco Conticelli, referiu que educação significa desenvolvimento humano, trabalho e futuro. Por isso, aquele país apoiou na reabilitação e ampliação da escola primária de Ngolhosa, com a construção de um bloco com quatro salas de aulas.

    "Estamos cientes de que a educação é uma das formas significativas de promoção dos direitos fundamentais da criança e que para tal é importante investir na formação dos alunos, professores e gestores de escola", frisou Conticelli.