Autor: olamocambique

  • Agro-Garante viabiliza 180 milhões MT de crédito às PME

    Cerca de 70 Pequenas e Médias Empresas (PME) nacionais beneficiaram, até ao final de 2017, de crédito ao abrigo do fundo de garantias para o agro-negócio, denominado Agro-Garante. Concebido e implementado pela Gapi, o Agro-Garante, apoiado pela DANIDA, viabilizou a concessão dos referidos financiamentos que totalizam cerca de 180 milhões de meticais, permitindo, para além de alavancar e/ou viabilizar negócios neste sector, assegurar 3.500 postos de trabalho.

    Trata-se de empresas que operam em todo o País na provisão de insumos, na produção, conservação, armazenamento, processamento, transporte e comercialização de produtos de origem vegetal (excepto florestas) e/ou avícola.

    Os financiamentos foram atribuídos por quatro dos oito bancos aderentes, nomeadamente: Millennium-BIM, Banco Terra, FNB e BCI, o que demonstra que “o nosso sistema bancário está disponível para desenvolver instrumentos e soluções que melhorem a qualidade e diversidade dos serviços financeiros que a nossa população e os nossos empresários procuram”, assegura Amiro Abdula, Director de Financiamento da Gapi.

    O Agro-Garante tem estado a contribuir para reduzir o limitado acesso ao financiamento por parte das PMEs do sector de agro-negócios, causado, em parte, pela falta de garantias que reduz as possibilidades destas acederem a estes serviços bancários. Existem vários impedimentos ou obstáculos para o desenvolvimento destas empresas, sendo o fraco acesso ao financiamento, um deles.

    “Este Fundo de Garantias foi desenhado por técnicos nacionais, sob a coordenação da Gapi e da Embaixada da Dinamarca. Numa fase inicial, previa-se uma adesão de quatro a cinco bancos. Porém, o envolvimento da Associação Moçambicana de Bancos e o interesse manifestado pela maioria dos seus membros, logo na fase de arranque, já era prenúncio do impacto que esta iniciativa está a ter no financiamento às PME.”, explica Abdula.

    O Agro-Garante é implementado desde 2014 e visa, essencialmente, partilhar o risco nas operações de crédito realizadas pelos Bancos, com fundos próprios destinados às micro, médias e pequenas empresas, envolvidas em cadeias de valor do Agro-Negócio, para além de contribuir para mais financiamento e investimento no Agro-Negócio.

    A Gapi está a estruturar outros importantes instrumentos de financiamento e assistência técnica dirigidos às PME.

  • Cornelder acolhe a 19ª Conferência Intermodal África

    A Cornelder de Moçambique, SA, será anfitriã da 19ª edição da Conferência Intermodal África 2018, a ter lugar na Cidade da Beira, entre os dias 27 e 29 de Março.

    Trata-se de um evento internacional organizado anualmente pela empresa Transport Events, uma entidade sediada na Malásia que promove eventos similares em vários pontos do globo e que, neste ano, escolheu Moçambique e a Cidade da Beira, em particular, como anfitriã do evento.

    A Intermodal África contará, este ano, com a participação de mais de 300 convidados, com destaque para representantes do Governo da República de Moçambique, diversos gestores das indústrias portuária, ferroviária e rodoviária, para além de empresas de logística, linhas de navegação, agentes transitários, clientes e utentes oriundos de várias partes do mundo, em particular da África, Europa e Médio Oriente.

    A cerimónia oficial de abertura da conferência e exposição Intermodal África, será presidida pelo Primeiro Ministro da República de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário.

    O objectivo principal desta conferência e exposição é a de concentrar, num mesmo espaço, um diversificado segmento de actores do sistema global de transportes, constituindo uma importante plataforma de "networking" para constituição de parcerias, desenvolvimento de sinergias e promoção de novos negócios, sempre na perspectiva de tornar o sistema de transportes mais fluído, integrado e eficiente.

    Este evento constitui também uma montra privilegiada, em particular, para o Porto da Beira e para os portos nacionais, no geral, bem como para toda a rede de transportes de Moçambique, um País de trânsito por excelência, para onde convergem cargas de todos os quadrantes do mundo.

  • Serviços de meteorologia necessitam de investimentos na ordem de 70 milhões USD

    O Governo Moçambicano precisa de investir, a curto prazo, cerca de 20 milhões de dólares norte-americanos para equipar, devidamente, todo o sistema do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e substituir os equipamentos, que ainda funcionam com mercúrio, no âmbito da padronização internacional.
    Esta informação foi dada a conhecer, na segunda-feira, 26 de Março, em Maputo, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, momentos após um encontro de trabalho com as direcções do INAM e do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).
    O governante referiu ainda serem necessários mais 50 milhões de dólares para um investimento a longo prazo, na revitalização e extensão das redes e estações meteorológicas ao longo do território nacional e na criação de três centros regionais, que permitam a obtenção de informações mais fiáveis e mais próximas das populações.
    Carlos Mesquita explicou que o encontro de trabalho com o INGC se deve ao facto de os trabalhos executados pelo INAM terem muita complementaridade com os dados e informações prévias que o INGC precisa para planificar as suas actividades.
    “Na óptica da contenção de custos, na utilização dos escassos recursos financeiros disponíveis, achamos que os resultados deste encontro coadunam-se com aquilo que queremos evitar, nomeadamente a duplicação de aquisição de equipamentos, quando alguns deles já existem no País, particularmente no INAM”, frisou o ministro.
    Ainda sobre a reunião, seguida de uma visita às instalações do INAM, Carlos Mesquita contou terem sido constatados alguns elementos de grande importância relacionados com a rede das estações meteorológicas do País, a capacidade tecnológica e profissional dosros e também o sistema de análise e previsão do tempo, que são dados necessários para a agricultura, saúde, turismo, aviação, marinha, entre outros.
    “Este é o coração de todos esses sectores a partir de uma série de equipamentos como satélites e radares e também o cruzamento que é feito com outras instituições como o centro regional que está em Pretória, na África do Sul, onde é validada a informação que temos”, disse.
    Importa realçar que com base na parceria entre o INAM e o INGC serão desenvolvidos projectos específicos na área da meteorologia, a serem submetidos aos parceiros internacionais para debate e financiamento.
    “Mas também devemos contar com os nossos recursos, pois há uma série de serviços que o INAM presta e que nós achamos que podem produzir receitas para a instituição”, concluiu o governante.

  • IFPELAC forma em matéria de relações laborais

    Com o propósito de dotar os gestores de recursos humanos, das empresas públicas e privadas, de conhecimentos e habilidades para encarar um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, o Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) está a levar a cabo uma formação em Normas de Constituição das Relações Laborais.

    Pretende-se, com esta acção de formação, que estes profissionais de recursos humanos estejam preparados para se debruçarem sobre as disposições gerais da Lei do Trabalho, a duração de prestação de trabalho, a suspensão e cessação da relação de trabalho, a interrupção (períodos de descanso e férias), as remunerações do trabalho como também sobre a negociação colectiva do trabalho.

    O curso, ministrado pelo IFPELAC, é baseado em métodos participativos e activos, com uma combinação de actividades interactivas que incluem exercícios em grupo ou individuais. Os participantes vão, ainda, envolver-se em discussões formais, num ambiente que propicia diferentes experiências.

    Refira-se que, para além de gestores de recursos humanos, esta formação é também destinada a gestores de produção, administrativos, chefes de departamentos e de sectores das empresas públicas e privadas.

  • INSS: Vem aí a prova de vida biométrica

    Mais de 50 mil pensionistas do Sistema Nacional de Segurança Social serão submetidos, entre os dias 26 de Abril e 26 de Julho, à Prova Anual de Vida, que, pela primeira vez, será de forma biométrica, no quadro da modernização e informatização em curso no sistema.

    Para o efeito, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) já está a mobilizar brigadas a nível nacional, que serão posteriormente instaladas nos locais a serem previamente indicados nas cidades e nos distritos para o atendimento dos pensionistas.

    Para a realização da prova, os titulares das pensões, nomeadamente os pensionistas de velhice, de invalidez e de sobrevivência, devem ser portadores do bilhete de identidade ou talão, do passaporte e do cartão de pensionista.

    Os filhos, com idade compreendidas entre 18 e 25 anos de idade, devem ainda apresentar o certificado de frequência do ensino médio ou superior.

    Os pensionistas que, em razão de seu estado de saúde, e devidamente certificados por uma autoridade administrativa local, estiverem incapacitados para se deslocarem aos locais indicados, o INSS irá prestar atendimento domiciliário.

    A não realização da Prova Anual de Vida dentro do período indicado implicará a suspensão do pagamento das pensões, pelo que o INSS exorta aos pensionistas a aderirem ao processo.

    Importa realçar que o acto central do lançamento será dirigido pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, no dia 26 de Abril, no distrito de Monapo, na província de Nampula, e decorrerá em simultâneo em todo o País.

  • Standard Bank ajuda clientes a compreender alterações à Lei Cambial

    O Standard Bank organizou, na terça-feira, 20 de Março, na cidade de Maputo, um encontro de esclarecimento aos clientes sobre o impacto das novas normas e procedimentos cambiais, no âmbito da aplicação das recentes alterações efectuadas ao Regulamento da Lei Cambial, através do Decreto 49/2017, do Conselho de Ministros.

    Para além de dar a conhecer as principais alterações efectuadas às normas e procedimentos cambiais, vertidas no Aviso 20/GBM/2017 do Banco de Moçambique, na qualidade de Autoridade Cambial, o encontro tinha como objectivo consciencializar os clientes sobre os aspectos que têm um impacto significativo nas suas actividades.

    As alterações efectuadas a esta lei visam, essencialmente, ajustar a legislação à dinâmica do mercado, manter o princípio da liberalização das transacções correntes, introduzir a autorização automática de algumas operações de capitais e reforçar a monitoria das operações cambiais.

    Dirigindo-se aos participantes, Joaquim Uaiene, director de Compliance do Standard Bank, explicou que a realização do encontro surge do facto de os bancos comerciais, à luz deste decreto, passarem a desempenhar a função de intermediários entre os clientes e o Banco Central.

    “O nosso objectivo é ajudar os clientes a efectuarem as operações de forma transparente e de acordo com os princípios legais vigentes no País, por isso promovemos esta interacção entre os clientes e a equipa do banco com a qual lidam no seu dia-a-dia. Dado o facto de a comunicação com o Banco Central ser feita por via dos bancos comerciais, vimos a necessidade de pôr os clientes a par das alterações feitas à Lei Cambial para garantir que as operações continuem a ser feitas sem constrangimentos”, disse Joaquim Uaiene.

    Dentre os aspectos inovadores introduzidos pelo Aviso 20/GBM/2017 consta a necessidade de criação de contas específicas, para rendimentos provenientes das operações de exportação de bens e serviços ou de investimentos no estrangeiro, que inclui um conjunto de restrições impostas pelo regulador em relação à utilização dos proveitos de exportação para pagamentos no mercado nacional.

    Constam, igualmente, a não obrigatoriedade de conversão de receitas de exportação para a moeda nacional (o Metical), a realização de investimentos no estrangeiro por residentes até ao limite de 250.000,00 USD, através do sistema bancário nacional, a dispensa de autorização prévia do Banco de Moçambique para efeitos de Investimento Directo Estrangeiro, a autorização da contratação de suprimentos e crédito financeiro recebido do estrangeiro, até ao montante de 5.000.000,00 USD.

    No final, os clientes reconheceram a importância do encontro, dado o facto de esta matéria ter a ver com o dia-a-dia das empresas, independentemente da sua dimensão ou ramo de actividade.

    “O encontro foi produtivo e notámos que foram feitas profundas alterações à lei. Nem sempre é fácil interpretar ou aplicar uma lei, por isso é sempre importante que os bancos interajam com os clientes, para que estes possam colocar as suas dúvidas com vista ao seu esclarecimento”, considerou Nália Timba, assessora do Conselho de Administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

    Por seu turno, Jaime Novela, da Britam Seguros, é da opinião que estas alterações, para além de liberalizar as transacções correntes, “vão robustecer a moeda nacional, o Metical, e, por via disso, evitar flutuações cambiais, uma das razões por detrás das perdas registadas pelas empresas em momentos de instabilidade cambial”.

  • Narciso Matos quer a Universidade Politécnica livre de fraude e plágio académicos

    O reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, considera que as acções de combate à fraude e ao plágio, nas instituições de ensino, só poderão surtir efeito se os estudantes tomarem a dianteira nesta luta e não somente com a tomada de medidas preventivas ou endurecimento das de carácter sancionatório.

    De acordo com Narciso Matos, as instituições de ensino devem envidar esforços, no sentido de envolver os estudantes no combate a estas práticas e fazê-los perceber que, ao enveredar por elas, estarão a comprometer a sua formação.

    “Estamos convencidos de que a única forma de (os estudantes) terem uma formação sólida é aprenderem por eles próprios. Por isso, devem ser exemplares no combate à fraude e ao plágio”, enfatizou o reitor da Universidade Politécnica.

    Narciso Matos falava na quarta-feira, 21 de Março, na cidade de Maputo, durante a cerimónia de abertura oficial do ano lectivo da Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias (ESGCT), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, cujo lema foi a “Ética Universitária e Qualidade”.

    Dirigindo-se à audiência, constituída por estudantes e docentes, o reitor referiu que “a Universidade Politécnica fará de tudo, para ser uma instituição de ensino livre da fraude e do plágio. Não é porque queremos ser maus ou bons, mas porque é a única forma de oferecermos ao mercado quadros competentes”.

    “Se permitirmos que as fraudes e os plágios aconteçam, estaremos a destruir os alicerces necessários para uma educação de qualidade. Por isso, vamos fazer da Universidade Politécnica um exemplo de intolerância a estes males e contamos com a vossa colaboração”, acrescentou Narciso Matos.

    A Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias (ESGCT), que é uma das unidades orgânicas da Universidade Politécnica, inscreveu, no presente ano lectivo, 1859 estudantes de um total de 5.000 e conta com 205 docentes de um universo de 652.

    Ainda no âmbito da abertura do ano lectivo da ESGCT, o professor catedrático Brazão Mazula vai proferir uma oração de sapiência, no próximo dia 28 de Março, com o tema “Ética Universitária e Qualidade”.

  • Instituto de Directores ministra cursos de curta duração

    Com o objectivo de ajudar as empresas a optimizar os recursos humanos, financeiros e físicos e, por via disso, alcançar os seus objectivos estratégicos, o Instituto de Directores de Moçambique (IODmz) vai ministrar, a partir deste mês, cursos de curta duração destinados a gestores seniores, administradores executivos, administradores não-executivos e operacionais de instituições públicas, privadas, bem como de organizações não-governamentais (ONGs).

    Trata-se de cursos que versam sobre a governação corporativa, a liderança ética de negócios e a conformidade com o programa de mitigação de riscos de corrupção a nível empresarial, a serem ministrados em parceria com o Instituto de Directores do Quénia, Rede Africana de Governação Corporativa (ACGN), Global Platform-SA, Instituto de Ética da África do Sul (TEI) e o Centro Internacional para Empresas Privadas (CIPE) dos Estados Unidos da América.

    Conforme explicou David Seie, director executivo do IODmz, “o capital humano é um recurso determinante para a gestão eficiente e para a operacionalização dos outros recursos. Por isso, é importante implementar, periodicamente, acções que visam atualizar a sua intelectualidade de gestão e de governação estratégica de negócios através do seu desenvolvimento profissional contínuo.”

    Estes cursos, acrescentou David Seie, vão ajudar as empresas a optimizar e utilizar de forma eficiente e eficaz os seus recursos disponíveis, a respeitar os princípios éticos e padrões que orientam as organizações, assim como a desenvolver ou aferir a eficiência do seu programa anticorrupção.

    Para além dos cursos de curta duração, o Instituto de Directores de Moçambique está certificado (pelas organizações de que é membro e parceiro) para realizar trabalhos de consultoria nas áreas acima indicadas, usando ferramentas apropriadas desenvolvidas e concebidas para o efeito.

    FOTO: David Seie, director executivo do Iodise

  • Programas de desenvolvimento económico e social do País em 2017 financiados em 80% através das receitas inter nas do Estado

    Oitenta por cento do financiamento dos programas de desenvolvimento económico e social do País, em 2017, foram resultantes das receitas internas do Estado, ano em que foi superada a meta de arrecadação em 14.7%, tendo sido colectados 213.750,1 milhões de Meticais, contra os 186.333,5 Meticais previstos.
    Estes dados foram apresentados na última quinta-feira, 22 de Março, na cidade de Maputo, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, que dirigiu as cerimónias centrais do Dia Nacional do Contribuinte, em representação do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.
    Não obstante este resultado, Carlos Mesquita disse que o País ainda enfrenta muitos desafios, dentre os quais se destaca a necessidade de garantir a sustentabilidade das finanças públicas, com vista à promoção do crescimento socioeconómico equilibrado e sustentável.
    “Estamos conscientes de que a garantia do sucesso deste desígnio só pode ser assegurada, por um lado, por um eficiente e eficaz desempenho da administração tributária e, por outro, pelos valiosos esforços empreendidos pelos contribuintes, que constituem o garante dos recursos que sustentam a implementação dos programas de desenvolvimento”, explicou Carlos Mesquita.
    Num outro desenvolvimento, o ministro instou à administração tributária a continuar a apostar na implementação e aprimoramento da Janela Única Electrónica, para melhorar a colecta dos impostos sobre o comércio externo.
    Relativamente aos impostos internos, as acções, de acordo com Carlos Mesquita, devem passar pela “prossecução do e-Tributação, principalmente no que diz respeito à introdução da e-Declaração e ao pagamento dos impostos por via dos bancos”.
    Por seu turno, a presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Amélia Nakhare, disse, na ocasião, que o sucesso que se verifica na colecta de impostos deve-se, principalmente, à consciencialização do contribuinte, “que tem sido um alicerce fundamental para o financiamento das despesas e investimentos do Estado, mesmo perante a crise económica que o País atravessa”.
    Durante a cerimónia, a AT distinguiu os maiores contribuintes de 2017 em diversas categorias, dentre os quais o Standard Bank, a empresa Cervejas de Moçambique, entre outras.

    FOTO: Amélia Nakhare, presidente da AT

  • Tertúlias Itinerantes: Irene Mendes defende uso de componentes culturais nos dicionários de língua portuguesa

    Para que os usuários possam interpretar, correctamente, o significado das palavras em determinadas culturas, o dicionário de língua portuguesa deveria conter componentes culturais na definição das palavras.

    Esta abordagem foi defendida na quarta-feira, 21 de Março, em Maputo, por Irene Mendes, especialista em Linguística e docente na Universidade Politécnica, durante a animação do segundo sub-tema das Tertúlias Itinerantes, edição 2018, subordinada ao tema “Interculturalidade e Lexicultura”.

    Conforme defendeu a oradora, o dicionário deveria sempre conter componentes culturais na sua definição “porque, sem elas, muitas das vezes os aprendentes não conseguem interpretar, correctamente, um texto”.

    “Sabemos, por exemplo, que os animais e outras palavras, como a cobra, o coelho e o pangolim, são unidades lexicais que trazem consigo uma carga cultural muito forte”, explicou, acrescentando que “se estiver a ler um texto sem conhecer o simbolismo de um desses animais, dificilmente compreenderei o contexto do mesmo dentro daquela comunidade”.

    Numa outra abordagem que trouxe aos presentes no evento, por forma a consubstanciar a ideia de que o dicionário deve albergar componentes culturais na definição das palavras, Irene Mendes falou do uso de determinados termos que, numa cultura, podem significar algo completamente antagónico em relação a uma outra.

    “Se estiver a conversar com alguém ou com várias pessoas, sem no entanto conhecer o significado cultural de menina, rapaz, rapariga, esposa ou de mulher, estarei sempre exposta a cometer erros ou a ferir sensibilidades, ainda que sem saber. Isso pode conduzir a um choque cultural”, referiu.

    A título de exemplo, Irene Mendes destacou o uso da palavra “menina” em dois povos diferentes, o moçambicano e o português, sendo que, por um lado, para os moçambicanos ela é somente aplicada a crianças do sexo feminino; “por outro, no contexto europeu, a palavra é usada para todas as mulheres, independentemente das idades. É, aliás, elegante e carinhoso chamar uma idosa de menina”, considerou, sugerindo, mais uma vez, para que os dicionários incorporem definições culturais e contextualizadas das palavras.

    Importa referir que estas afirmações surgiram no âmbito do 3º Ciclo de Tertúlias Itinerantes, intituladas "Fluxos de Comunicação Intercultural no Espaço de Língua Portuguesa: Debater o Desconhecimento Mútuo no Contexto da Era Global", que desta feita, escalaram o Museu da Moeda.

    Este evento é uma iniciativa académica que reúne, em Maputo, reflexões de investigadores de Moçambique, Brasil e Portugal e é organizado por Eduardo Lichuge, da Universidade Eduardo Mondlane; Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona do Porto e Sara Laisse, da Universidade Politécnica, cujas linhas de pesquisa se centram no debate sobre a interculturalidade.

    A próxima tertúlia será animada por Jorge Frinje, docente da Universidade Eduardo Mondlane, a 10 de Abril, na Fundação Fernando Leite Couto, que abordará o tema: "Multiculturalidade e estilos holísticos de aprendizagem: o encontro entre o Ocidente e o Oriente".

  • Inauguração de novo balcão no distrito de Ribáuè: Standard Bank galvaniza economia rural

    Com uma produção comercial anual estimada em pouco mais de 17.548 milhões de meticais, o distrito de Ribáuè, na província de Nampula, acaba de beneficiar de um novo balcão integrado do Standard Bank, cuja inauguração oficial teve lugar, na terça-feira, 20 de Março.

    A inauguração do empreendimento, equipado com ATMs para depósito de dinheiro, tem por objectivo o alargamento da rede de balcões do Standard Bank, para as zonas rurais, expandindo assim os seus produtos e serviços junto das populações dessas zonas.

    Intervindo na cerimónia, o administrador do distrito de Ribáuè, Emanuel Impissa, referiu que a implantação do Standard Bank vai, seguramente, impulsionar o desenvolvimento daquela região, incluindo dos distritos vizinhos.

    “O distrito de Ribáuè, com 291.991 habitantes, movimenta anualmente cerca de 305.409 mil meticais em salários e remunerações, para além de uma actividade comercial valorizada de cerca de 17.548 milhões de meticais, o que vai constituir parte do mercado para a sustentabilidade da nova infraestrutura bancária”, indicou Emanuel Impissa.

    Por sua vez, Chuma Nwokocha, administrador delegado do banco, referiu-se às especificidades da nova agência, destacando a disponibilização de canais electrónicos, com o intuito de facilitar o acesso dos produtos e serviços financeiros modernos às populações, que respondem a todas as suas necessidades, desde particulares até empresariais.

    “Queremos ajudar os nossos clientes a crescer, por isso, temos estado a investir, igualmente, nos meios tecnológicos modernos, que garantem a realização de transacções bancárias de uma maneira segura e rápida”, disse Chuma Nwokocha, tendo realçado que uma das apostas do Standard Bank, em abrir um balcão naquela região, tem por objectivo impulsionar o desempenho da agricultura, viabilizando a estratégia da diversificação da economia.

    O administrador delegado do Standard Bank enfatizou, durante a sua intervenção, que o balcão de Nampula constitui, igualmente, uma mais-valia na vertente da promoção do emprego, pelo facto do seu capital humano ser 100% local.

    Já o director da filial do Banco de Moçambique em Nampula, Vasco Mepula, considerou que o gesto do Standard Bank, em Ribáuè, reflecte a necessidade de dinamização do sector agrícola, que serve de base à economia do País.

    “Esta importante região, em que se localiza o novo balcão, cobre os distritos de Ribáuè, Malema e Lalaua e se destaca na produção e comercialização agrícolas, detendo um potencial para produzir cada vez mais e para multiplicar as actividades geradoras de divisas, através do incremento das exportações, sobretudo, pelas pequenas e médias empresas”, concluiu Vasco Mepula.

    Importa realçar que o Standard Bank conta, actualmente, com cinco balcões na província de Nampula.

  • Para reduzir sinistralidade na EN4: Minérios a granel devem ser transportados nas linhas férreas e não por ca miões

    O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita defende a implementação de medidas concretas para a migração célere da carga rodoviária para o sistema ferroviário, com vista à mitigação dos impactos causados pelo tráfego de camiões na Estrada Nacional Número Quatro (EN4), nomeadamente o congestionamento, a degradação da via, a insegurança rodoviária, agravamento dos custos operacionais para o transporte de mercadorias e de passageiros, problemas ambientais, entre outros.
    Dentre as medidas apontadas, constam a criação de um porto seco para funcionar como zona tampão para melhor gestão do tráfego, o alargamento do horário de funcionamento da fronteira de Ressano Garcia e do “Quilómetro Quatro”, bem como a prossecução da melhoria da capacidade de manuseamento de carga ferroviária no Porto de Maputo.
    “Esta é a melhor saída para a redução do tráfego de camiões na EN4. A carga de natureza ferroviária, particularmente a de minérios a granel, deve ser transportada nas ferrovias, maximizando as vantagens naturais que este tipo de transporte oferece”, defendeu Carlos Mesquita, que falava quinta-feira, 8 de Março, na abertura do Fórum de Discussão sobre Sinistralidade e Congestionamentos na EN4, organizado pela Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC).
    Para o ministro, a subida do número de camiões que demandam o Porto de Maputo deve ser analisada, tendo em conta o crescimento registado no manuseamento portuário que se situou em 36% para a carga rodoviária e uma subida exponencial da carga ferroviária que escalou o porto, na ordem de 134%.
    “A tendência da migração da carga rodoviária para o sistema ferroviário tem estado a consolidar-se. Em 2016, 18% da carga manuseada no Porto de Maputo era ferroviária, tendo esta cifra aumentado para 26% em 2017”, disse Carlos Mesquita.
    De acordo com o ministro dos Transportes e Comunicações, o congestionamento, em particular na EN4, resulta da maior pressão exercida pelo crescimento do tráfego rodoviário de mercadorias, em detrimento dos modos tradicionais de transporte, nomeadamente o marítimo e ferroviário.
    Por exemplo, em 2017, 52% da carga foi transportada por via ferroviária, 36% por via rodoviária e menos de 1% por via marítima, “uma realidade que precisamos de reverter, se considerarmos os elevados custos e demais consequências negativas do tráfego rodoviário de mercadorias”.
    No caso específico da EN4, que atravessa a cidade da Matola e desagua na cidade de Maputo, a situação torna-se preocupante, tendo em conta que estas duas urbes albergam cerca de 80% de um total de cerca de 740 mil veículos matriculados em Moçambique.

  • Tertúlias Itinerantes: Retomados debates sobre a interculturalidade

    Com o propósito de promover o debate sobre a interculturalidade e o desconhecimento mútuo no contexto da era global, arrancou na última terça-feira, 27 de Fevereiro, em Maputo, o 3º ciclo de debates académicos designados por Tertúlias Itinerantes – 2018.

    Esta iniciativa, que irá decorrer até Novembro deste ano, com a apresentação e discussão de 10 sub-temas, sendo um por cada mês, irá escalar diversos lugares da capital do País, tal como avançou Sara Laisse, co-coordenadora das Tertúlias Itinerantes e docente na Universidade Politécnica.

    Conforme assegurou, o propósito das Tertúlias Itinerantes deste ano é o de dar continuidade ao diálogo em torno da interculturalidade, o tema geral desta iniciativa e que vem sendo discutido, desde a primeira edição em 2016: “No presente ano, não só alargamos o leque de oradores, como também diversificamos as áreas de especialidade dos académicos que irão abordar os sub-temas”.

    No tocante aos locais onde irão decorrer os debates, Sara Laisse avançou que os mesmos foram diversificados, visto que “queremos levar a discussão do tema geral para diferentes lugares e públicos da cidade de Maputo, uma forma encontrada de integrar mais a comunidade, para que possa ajudar a disseminar o princípio do diálogo intercultural, visto que este debate não se deve limitar aos teóricos e pensadores, dentro das universidades".

    Eduardo Lichuge, co-coordenador e docente na Escola de Comunicação e Artes, da Universidade Eduardo Mondlane, explicou, por sua vez, que a decisão da realização desta 3ª edição prende-se com a aceitação do público, bem como com a qualidade dos debates anteriores: “Para nós, é sempre bom ter uma casa cheia. A partir das Tertúlias passadas, entendemos que estávamos a fidelizar o público, visto que tínhamos um público leal ao programa, facto que nos estimulou bastante a continuarmos com este evento”, disse. Falando, especificamente, sobre a edição do ano passado, Eduardo Lichuge assegurou que foi muito bem conseguida. “As participações sempre foram de encontro com as nossas expectativas e esperamos que esta edição, a de 2018, seja ainda melhor”, manifestou.

    Entretanto, o orador da 1ª sessão desta 3ª edição, o especialista em Física Biomédica, Mário Forjaz Secca, abordou o tema "Dissonâncias Culturais: O confronto científico e humanista e o confronto europeu e africano”.

    Falou sobre a existência de um confronto clássico entre a cultura científica e a cultura humanista. Referiu, na sua abordagem, ter achado que “havia um paralelo neste confronto entre a cultura europeia e a africana porque, normalmente, a cultura europeia se defende como a garante das ciências, da tecnologia, sendo responsável pela mudança tecnológica do mundo, e criticando, por vezes, África, por alegadamente ser um continente pouco tecnológico sendo, por isso, mais humanista”.

    “Mas o que se passa, na verdade, é que este conflito já existe dentro da própria Europa, entre a cultura científica muito racional e a cultura poética humanista. Ou seja, estão a transferir um conflito existente no continente europeu, fazendo as pessoas pensarem que se trata de um confronto entre culturas de dois continentes”, argumentou.

    Na sua apresentação, Mário Forjaz Secca chegou à conclusão de que os conflitos existem por todo o lado: “A única solução existente, quando há mistura de culturas, é as pessoas fazerem pontes, dialogarem abertamente, assumindo que há sempre diferenças e diversidades culturais. Todos nós temos um pouco da cultura do outro, por exemplo, a cultura científica tem um pouco de cultura humanista e vice-versa”, concluiu.

    Importa referir que as Tertúlias Itinerantes decorrem sob o lema “Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global”. Esta iniciativa académica é coordenada, para além dos docentes mencionados, também por Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona, de Portugal.

    Esta primeira sessão teve lugar no anfiteatro da Biblioteca Central da Universidade Politécnica.

    FOTO: Sara Laísse

  • Narciso Matos: “ISHCT tornou-se um pilar do desenvolvimento da província da Zambézia”

    A cidade de Quelimane celebrou, a 18 de Fevereiro, a passagem dos 20 anos de implantação da primeira instituição de ensino superior na província da Zambézia, o Instituto Superior de Humanidades, Ciências e Tecnologias (ISHCT), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica.

    A história do ensino superior na província da Zambézia começou com a presença do Instituto Superior Politécnico e Universitário (ISPU-Extensão de Quelimane), a 18 de Fevereiro de 1998, numa moradia cedida por um particular, onde oferecia dois cursos, nomeadamente de Ciências Jurídicas e Administração e Gestão de empresas, com um total de 37 estudantes.

    Em 2007, passou a ser designado ISHT (Instituto Superior de Humanidades e Tecnologias) e em 2017, 19 anos depois, passou a Instituto Superior de Humanidades, Ciências e Tecnologias (ISHCT).

    Na cerimónia que marcou a passagem da data, o Reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, realçou a ousadia e o optimismo que nortearam a implantação da primeira instituição de ensino superior naquela província, concretamente na cidade de Quelimane, o ISHCT.

    Durante estes 20 anos, disse Narciso Matos, “o Instituto Superior de Ciências, Humanidades e Tecnologias tornou-se um pilar do desenvolvimento da província da Zambézia e tem estado a contribuir para a formação de homens e mulheres qualificados, e, por via disso, para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar das comunidades”.

    Narciso Matos referiu-se, igualmente, ao facto de a Universidade Politécnica ter sido a primeira a oferecer o ensino superior privado em Moçambique, o que “alargou o conhecimento sobre o modo de organização e funcionamento, e estimulou a adequação ou criação de leis e normas aplicáveis ao ensino superior em todo o País”.

    Por seu turno, o governador da província da Zambézia, Abdul Razak destacou o papel do ISHCT na formação do capital humano, “factor indispensável para o desenvolvimento humano, cultural e socioeconómico do nosso País”.

    Na ocasião, Abdul Razak encorajou o ISHCT a continuar a entregar ao mercado “profissionais não só bem qualificados, mas também imbuídos da cultura de trabalho e espírito empreendedor”.

    “Ao munirem os jovens de conhecimento, competências, habilidades e espírito de iniciativa e inovação estarão a contribuir para o progresso de Moçambique”, explicou o governador.