Autor: olamocambique

  • Agricultores e pescadores moçambicanos vão ter meteorologia no telemóvel

    Agricultores e pescadores moçambicanos vão passar a usar uma aplicação informática que fornece previsões meteorológicas através de telefone móvel, via SMS, anunciou o ministro da Ciência e Tecnologia de Moçambique, Louis Pelembe.

    A aplicação foi introduzida recentemente pelo projeto Maputo Living Lab (MLL), um laboratório que desenvolve aplicações informáticas, cuja operacionalização conta com apoio de estudantes universitários.

    Falando no fim de semana na cerimónia de encerramento do 3.º evento das "Escolas de Verão", do projeto MML, Louis Pelembe indicou que pelo menos 10 por cento dos 50 estudantes, estão a fazer estágios profissionais de seis meses em empresas de desenvolvimento de ‘software’, na Itália.

    Citado pela Agência de Informação de Moçambique, Misério Clemente, um dos estagiários, explicou que "a ferramenta vai atualizar o tipo de cultura que o agricultor deve lançar ao solo, através de um simples SMS".

    O protótipo será brevemente testado pelo Instituto Nacional de Meteorologia e pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique.

    In Noticias ao Minuto

  • CDM investe 2.5 milhões USD na Cidade da Beira

    A Fábrica de Cerveja Manica, situada na cidade da Beira, pertencente à CDM- Cerveja de Moçambique, S.A, subsidiária da SabMiller, acaba de beneficiar de um significativo investimento na ordem de 2.5 milhões de dólares norte-americanos, tendo em vista o acréscimo do volume de produção mensal de 35 mil para 41 mil hectolitros, o que vai gerar um aumento da produtividade na ordem dos 17%. A capacidade instalada do equipamento naquela fábrica passou a ser de 24 mil garrafas, por hora.

    Nesta intervenção, a Fábrica de Cerveja Manica foi alvo de um processo de reabilitação da estrutura física das suas instalações, com principal enfoque na substituição da Enchedora e Capsuladora por novas máquinas. Foram, igualmente, feitas intervenções de fundo em todos os equipamentos da linha de Enchimento, assim como na Brassagem.

    Saliente-se que esta intervenção de melhoria de produtividade da fábrica da Beira decorre há já um ano, tendo ocorrido 3 intervenções técnicas. Para além da melhoria de produtividade, espera-se também uma redução significativa da emissão de Co2, diminuição de consumo de energia e água, permitindo assim que a CDM contribua para gerar postos de trabalho altamente qualificados.

    Neste processo de melhoria das suas infraestruturas, a Fábrica de Cerveja Manica contou com a participação de perto de 20 técnicos de diversos fornecedores de equipamentos, assim como da equipa técnica da CDM de Maputo.

  • BCI e MISAU assinam protocolo

    Decorreu na tarde da passada 6ª feira passada, dia 9 de Agosto, a cerimónia de assinatura de um Protocolo Financeiro e de Cooperação entre o BCI e o Ministério da Saúde, que visa aprofundar o relacionamento entre as duas Instituições.

    A cerimónia decorreu nas instalações do Ministério da Saúde, em Maputo, tendo o Protocolo sido rubricado pelo Dr. Paulo Sousa, Presidente da Comissão Executiva do BCI, e pelo Dr. Martinho Dgedge, Director Nacional de Recursos Humanos do Ministério da Saúde, em acto presenciado por diversos Quadros superiores de ambas as instituições.

    O acordo em presença vem conferir um novo dinamismo ao bom relacionamento comercial e institucional existente há longa data, abrindo novas perspectivas de aprofundamento, decorrentes da dinâmica do mercado e das necessidades específicas do Ministério da Saúde e seus Órgãos, Instituições e funcionários em todo o país.

    Com a assinatura deste Protocolo, o BCI predispõe-se a proporcionar benefícios e condições preferenciais a todos os funcionários ligados ao Ministério da Saúde, nomeadamente vantagens especiais no acesso à diversidade dos serviços do BCI.

    Entre esses benefícios, destacam-se o facilidade de crédito de curto prazo designado por “Limite de Crédito Ordenado” às contas à ordem dos funcionários; crédito à habitação, aquisição, construção e obras, com condições preferências e atendimento especializado; Crédito ao Consumo; Leasing mobiliário e imobiliário; Meios de Pagamento, acesso a cartões de débito, Cartão “Visa” de débito e de crédito, que permite o levantamento de numerário em qualquer parte do mundo, através da rede de ATM VISA; e Serviços Electrónicos, através de uma vasta gama de operações rápidas e segura, nomeadamente, transferências interbancárias, pagamentos de serviços, consultas de extractos de conta, conversão de moeda, entre outros.

    Intervindo na ocasião, o PCE do BCI recordou que o envolvimento da instituição que dirige com o MISAU, para além de relações institucionais e comerciais tem sido um facto recorrente nos últimos anos, no quadro da operacionalização de várias iniciativas de Responsabilidade Social que conduziram ao apetrechamento e à doação de mantimentos a diversas unidades sanitárias dispersas pelo país.

    Por sua vez, o Director Nacional de Recursos Humanos do MISAU enalteceu a parceria e os benefícios que o mesmo proporcionará, sublinhando o seu alinhamento com um dos objectivos principais do Plano de Actividades daquele Ministério- o de melhoramento das condições de vida dos seus Funcionários.

  • Jovens empreendedores inovam na acomodação turística

    Surgiu há cerca de dois anos e hoje é uma ideia de sucesso. A revista “Capital” descobriu a FCV Consultoria, uma empresa que possui um projecto de apartamentos turísticos, uma empresa vocacionada para o arrendamento de casas prontas-a-habitar mesmo na cidade de Maputo.

    A ideia envolve a oferta de apartamentos reabilitados e mobiliados com vista a oferecer conforto e comodidade aos turistas, nacionais e estrangeiros, que vêm à capital do país, e que, ao mesmo tempo, gostem de ficar alojados num lugar em tudo semelhante às suas residências.

    A FCV Consultoria, empresa levada a cabo por três jovens empreendedores moçambicanos que decidiram inovar na forma de fazer turismo no país, legalizou um projecto de arrendamento de casas para visitantes.

    “Eu diria que somos, pelo menos, os primeiros a legalizar a iniciativa, na medida em que pode haver outros moçambicanos neste negócio, mas que aindam não se profissionalizaram. Na Europa, o arrendamento de apartamentos para turistas é bastante comum, sendo que nós achamos por bem importar este conceito para Moçambique”, explicou Cláudia Matsombe, uma das jovens responsáveis pela sociedade, a qual é partilhada com Vânia Matsombe e Firmino Macuiane.

    Os jovens empreendedores envolvidos no negócio dos apartamentos turísticos oferecem ao seu público-alvo além duma decoração moderna e atraente, um espaço totalmente mobilado, seguro, central, com serviço de limpeza diária, Internet, parque de estacionamento, entre outros serviços estruturados para dar ao ‘residente’ um nível de conforto acima da média.

    O conceito é novo e surge como uma opção diferente para turistas que, estando na cidade de Maputo e desejem ficar alojados entre um dia a seis semanas, não pretendem instalar-se em hotéis, residenciais e guest houses. Neste momento, FCV Consultoria possui sob a sua gestão duas casas, prevendo, com o nível sucesso que a iniciativa está a registar, aumentar o número de apartamentos para quatro até ao final deste ano.

    “A nossa ideia é adquirir apartamentos na zona nobre de Maputo, porque preferimos que as condições de acomodação ofereçam não apenas conforto, mas também tranquilidade aos turistas que procuram os nossos serviços”, acrescentou Cláudia Matsombe. Cláudia revelou ainda que os níveis de ocupação têm sido de 70%, e que, em abono da verdade, os clientes surgem de diversos destinos.

    Os apartamentos são ocupados por turistas internacionais que vêm a Maputo de férias e por turistas nacionais que vêm sobretudo para visitar os familiares.

    Actualmente, o projecto tem registado uma alta demanda por parte dos consultores de diversas empresas que vêm a Maputo para trabalhar por períodos que vão de uma semana a três ou quatro meses e que encontram nos apartamentos turísticos o mesmo conforto, privacidade e comodidade das suas casas.

    In revista Capital

  • Maputo conta com plano director para mobilidade e transporte

    O Conselho Municipal da Cidade de Maputo lançou o plano director de mobilidade e transporte para a área metropolitana de Maputo. Trata-se de um plano que prevê três projectos estruturantes como possíveis soluções para a resolução dos problemas de tráfego e transporte de passageiros que caracterizam as cidades de Maputo, Matola, Boane e Marracuene.

    No global, o plano está orçado em cerca de 5,5 biliões de dólares e prevê-se que seja implementado de forma faseada. Ou seja, terá uma duração de 22 anos a contar a partir do presente ano, sendo que só estará completo em 2035.

    Assim, o primeiro projecto, orçado em 57 milhões, consistirá na realização de um estudo de viabilidade para a gestão de trânsito e tornar a cidade mais conveniente, segura, livre de congestionamento e com uma infraestrutura rodoviária sustentável.

    O segundo projecto, avaliado em 180 milhões de dólares, almeja a construção de um corredor exclusivo para o transporte público urbano, com extensão de 30 km de estrada. Este inclui a aquisição de autocarros apropriados, com o sistema de bilheteira electrónica acoplada aos autocarros e estações de paragens e terminais.

    O terceiro projecto preconiza a construção duma linha de metro de superfície entre as cidades de Maputo e Matola, com linhas alimentadoras nas zonas de Machava, Matola-gare e Boane, numa extensão de 35 Km.

  • Moçambique já possui estratégia para o sector financeiro

    O governo moçambicano acaba de aprovar uma estratégia que visa promover o desenvolvimento do sector financeiro, tornando-o sólido, diversificado, competitivo e inclusivo. A Estratégia para o Desenvolvimento do Sector Financeiro em Moçambique (EDSFM) cobre o período 2013/2022 e tem como horizonte o aumento da oferta aos cidadãos e empresas, particularmente as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), do crédito e diversificados produtos financeiros, a preços acessíveis.

    Segundo o ministro das Finanças, Manuel Chang, a estratégia consolida as recomendações de diversos estudos de diagnóstico com vista ao melhoramento, fortalecimento, ampliação e aprofundamento do sector financeiro, nos próximos 10 anos. Neste momento, apenas 20% da população tem acesso aos serviços financeiros em Moçambique.

    Durante a implementação da EDSFM, o Governo irá continuar a intervir no apoio à expansão do acesso aos serviços de apoio, alargamento e aprofundamento do sector privado na prestação de serviços financeiros, promovendo um clima que facilite investimentos privados no sector financeiro, estimule instrumentos “joint venture” e de prestação de serviços financeiros auxiliares às zonas rurais e camadas da população sem acesso a estes serviços.

  • Impasse mantém-se

    O Governo moçambicano e a RENAMO continuam em impasse depois da 15ª Ronda Ordinária do diálogo que decorreu ontem, em Maputo.

    A questão das Forças de Defesa e Segurança (FDS), despartidarização da Função Pública, as questões económicas, bem como o desarmamento da Renamo são os pontos que haviam sido agendados para esta ronda de diálogo.

    Contudo, a lei eleitoral foi a principal matéria que originou o impasse entre as partes nesta ronda do diálogo.

    A Renamo discorda com os compromissos prescritos nos termos de referência e diz que traz um dossier pronto para remeter à Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, desde que haja um acordo político com o governo.

    Segundo José Pacheco, Ministro da Agricultura e Chefe da delegação do Governo no diálogo, o Executivo permitiu que assinasse e procedesse a entrega desse dossier, mesmo que não tenha obedecido ao princípio de partilha com a outra parte.

    “Ressalvámos que devem fazer parte desse dossier as respostas que o Governo deu em que concordou com 16 por cento dos pontos que a Renamo submeteu, o correspondente a 90 por cento das suas propostas”, avançou.

    Por seu turno, a Renamo diz que só vai aceitar submeter a proposta da revisão da Lei Eleitoral depois de se alcançar o acordo político com o Governo.

    “O impasse continua. Viemos para, junto com o Governo, termos que concluir aquilo que são os pontos divergentes relativos ao diálogo. Esperávamos que teríamos como desfecho as respectivas conclusões para, de seguida, submetermos a proposta ao parlamento”, disse Saimon Macuiane, chefe da delegação às negociações da Renamo.

    A Renamo não aceita a lei eleitoral nem a composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e defende que o órgão deve ser composto segundo o princípio de paridade. Por sua vez, o Governo defende o princípio da proporcionalidade parlamentar, apoiando-se na Constituição da República que afirma que nenhuma lei pode ser introduzida em violação a este instrumento.

    A Assembleia da República diz que aguarda que a Renamo submeta a proposta de revisão de Lei Eleitoral.

    Fonte: (RM/AIM)

  • BAD mantém apoio a Moçambique

    O representante-residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique, Joseph Ribeiro, reafirmou sexta-feira em Maputo, a intenção do BAD em continuar a financiar projectos orientados para o desenvolvimento e para a redução da pobreza em Moçambique.

    Joseph Ribeiro, que falava durante o lançamento da Estratégia do BAD para o Continente Africano no período 2013-2022, lembrou que a instituição bancária já concedeu apoios de explicou que aquela instituição financeira multilateral iniciou as suas operações em Moçambique em 1997, estando desde então a investir em infra-estruturas de transportes, abastecimento de água e saneamento, electrificação rural, irrigação agrária, escolas, hospitais, assim como no apoio orçamental, num montante total estimado em 2,3 mil milhões de dólares norte-americanos.

    “A indústria extractiva, através de financiamento directo ao sector privado, tem estado também a beneficiar dos fundos do Banco, sendo de destacar o financiamento dos primeiros mega-projectos na área dos recursos minerais e gás natural, o que impulsionou o crescimento desta indústria, que tende a desenvolver-se ainda mais nos próximos anos”, assinalou Ribeiro.

    O secretário permanente do Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), Salimo Valá lembrou que o BAD teve uma intervenção importante nas obras de emergência da Barragem de Massingir, na asfaltagem da estrada Nampula-Cuamba, no programa de água e saneamento rural que abrange as províncias de Nampula e Zambézia, no programa de abastecimento de água às cidades de Lichinga e Cuamba, na reabilitação e expansão do regadio do Baixo Limpopo e no financiamento directo ao Orçamento do Estado.

    Fonte: (macauhub)

  • Renda de escritórios em Maputo varia entre 2.000 e 3.200 usd

    O valor unitário médio por metro quadrado no mercado de arrendamento de escritórios em Maputo varia entre 2000 e 3200 dólares, de acordo com um estudo da consultora Prime Yield Moçambique (PYM), que prevê uma estabilização de preços, nos próximos cinco anos.

    Avaliando cinco áreas, o estudo “Imobiliário Moçambique 2013”, mostra que as zonas do Bairro Central B e de Polana Cimento B, com um custo médio por m2 de 2000 dólares, são as mais baratas da cidade, ao passo que a de Sommerschield, onde os valores atingem 3200 dólares, é a mais cara.

    O Bairro Central C (2500 dólares) e de Polana A (2200 dólares) apresentam os valores intermédios da análise da consultora, que “resulta de trabalho de campo, conjugado com informação de imóveis que foram objecto de avaliação pela PYM”.

    “Ao longo dos últimos 5 anos, registou-se uma subida dos valores de arrendamento dos espaços de escritórios, fruto da elevada procura que se verificou, nomeadamente, por parte das grandes empresas (megaprojetos) e da chegada de expatriados”, avançou à macauhub em Maputo a consultora da PYM, Daniela Costa.

    Para a responsável, nos próximos cinco anos, o valor dos arrendamentos tenderá a estabilizar, dado o surgimento de novas infra-estruturas que aumentarão a disponibilidade de espaços em Maputo, hoje, com “um stock de aproximadamente 337 mil/m2”.

    Ainda de acordo com Daniela Costa, a tendência de procura de escritórios na capital moçambicana caracteriza-se pela instalação de projectos isolados, apontando como soluções mais acessíveis a procura de espaços em centros de negócio e edifícios antigos ou a transformação de vivendas em escritórios, “algo que se verifica muito neste mercado”.

    Fonte: (macauhub)

  • Millennium Challenge Corporation cessa apoio

    O Millennium Challenge Corporation (MMC) anunciou, em comunicado divulgado sexta-feira em Maputo, que a partir de Setembro cessam todos os apoios financeiros a projectos em Moçambique.

    O MCC refere que tendo em conta os regulamentos da instituição “não haverá extensão possível dos seus fundos” em Moçambique.

    Há cinco anos, as autoridades moçambicanas receberam um donativo de cerca de 50 milhões de dólares para utilizarem, até Setembro de 2013, em projectos de infraestruturas rodoviárias, abastecimento de água, bem como na agricultura e no ramo de acesso à terra nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Niassa, e Zambézia.

    O comunicado do MMC refere que “nenhuma actividade que ocorra após a data estabelecida (22 de Setembro de 2013) para o encerramento do pacote de apoio será financiada, com excepção de algumas actividades exclusivamente relacionadas com o encerramento do pacote de apoio, as quais se estenderão até ao dia 20 de Janeiro de 2014″.

    O MCA, instituição pública moçambicana criada para implementar o programa deste fundo, aconselhou todos os provedores de serviços e empreiteiros a enviarem as suas facturas certificadas o mais “rapidamente possível” para se proceder aos pagamentos.

  • Cartão BCI Universitário oferece atractivos

    O BCI lançou no passado dia 1 de Agosto uma Campanha de Incentivo à Utilização dos Cartões de Débito BCI Universitário, numa iniciativa que resulta de uma parceria desenvolvida com a empresa Moçambique Representações – MOREP.

    A Campanha em alusão, com o lema “Usa e Ganha Prémios” terá a duração de 3 meses – até ao dia 31 de Outubro 2013 – decorre em todo o território nacional devendo contemplar a atribuição de prémios aos actuais ou potenciais titulares deste meio de pagamento que, no período em apreço, privilegiem a utilização do Cartão BCI Universitário no pagamento de bens ou serviços, através de POS, em valor igual ou superior a 200,00 Meticais.

    No final da Campanha serão sorteados 3 vencedores que terão direito aos seguintes prémios:

    · 1º Prémio – Um Tablet Samsung Galaxy Note 10.1”.N8000

    · 2º Prémio – Um Tablet Samsung Galaxy Tab 101”.P5100

    · 3º Prémio – Um Telemóvel Samsung Galaxy Ace Advance GT-S6800

    O BCI Universitário é um Cartão de Débito VISA ELECTRON, que integra a vasta Oferta de Meios de Pagamento Electrónico do BCI, com larga adesão no seio de jovens estudantes moçambicanos, e que se distingue por incluir dados de identificação da Instituição de Ensino associados ao respectivo titular. Actualmente, encontra-se distribuído por estudantes vinculados à rede de parceiros do Projecto BCI Universitário, nomeadamente, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Universidade “A Politécnica”, o Instituto Superior de Tecnologias e Gestão (ISTEG), o Instituto Superior de Transportes e Comunicações (ISUTC ), o Instituto de Transportes e Comunicações e o Instituto de Educação e Gestão (IEG).

  • EDM cria Comissão da Ética Pública

    No âmbito da divulgação da lei da Probidade Pública, que estabelece as bases e o regime jurídico relativo à moralidade e ao respeito pelo património público, o Procurador-Geral Adjunto, Alberto Paulo, proferiu uma palestra, num recente encontro com os gestores e directores da Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM), em Maputo.
    No encontro, que contou com a participação do Presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto de Sousa Fernando, aquele magistrado partilhou a sua experiência sobre os desafios decorrentes da implementação da legislação em vigor desde Novembro passado, sua interpretação, situações de conflito de interesses, entre outros aspectos relevantes.
    Abordado momentos após a palestra, o PCA da EDM disse que “ao trazermos pessoas que entendem de matéria legal, pretendemos aferir se o que fazemos como empresa, no nosso dia-a-dia, não estará a ferir a legislação em vigor”.
    “Há muitas coisas que aprendemos hoje aqui, pois, nós funcionários públicos, temos que seguir à risca o que está plasmado na lei”, indicou, acrescentando ter sido “uma experiência muito boa, razão pela qual vai valer a pena tomar acções subsequentes como, por exemplo, a criação da Comissão da Ética prevista na legislação, que consagra os deveres, as responsabilidades e as obrigações dos servidores públicos, bem como os titulares dos órgãos públicos”.
    Por sua vez, o Procurador Geral Adjunto, Alberto Paulo, referiu a-propósito da palestra que “a Procuradoria Geral da República tem o dever legal de participar na elevação da consciência jurídica dos cidadãos e muito mais em relação aos servidores públicos, por isso mesmo que constitui um dever legal a PGR participar na divulgação da lei”.
    “A EDM, sendo uma Empresa Pública, os seus trabalhadores são servidores públicos, por via disso esta lei é também aplicável a eles, daí que é bom que tenham conhecimento do conteúdo da lei, que saibam o que ela diz, que obrigações lhes impõe e como deve ser o seu comportamento à luz da legislação”, frisou Alberto Paulo.
    Para além das obrigações gerais, conforme sustentou, a EDM vai ter que criar a Comissão da Ética Pública, uma figura que não existe na orgânica da empresa: “É um orgão novo que vai exigir preparação da empresa para o efeito”, finalizou.

  • Mamanas em Show para ninguém esquecer

    A DDB Moçambique tem feito ao longo de mais de 12 anos projectos que hoje em dia são um marco sólido da cultura Moçambicana, como o MFW, MMA, MMM ou mesmo o FACES. Mas nunca fez um projecto para as massas centralizado na mulher, símbolo de uma cultura forte e cheia de tradição. Desta feita, a DDB pretende proporcionar uma experiência única, e aspiracional com a realização do Show das Mamanas.

    Todo o projecto vai centralizar-se nos mercados tradicionais de Maputo dando a conhecer as vidas, as histórias e as personalidades mais carismáticas das Mamanas de Maputo.

    A ideia é que este projecto cresça progressivamente pelo país. «Queremos para o ano atingir outras províncias alargando ao longo dos anos o projecto a uma escala nacional», garante Vasco Rocha, o timoneiro da agência.

    O projecto é apoiado pelo Conselho Municipal de Maputo que tem dado uma ajuda importantíssima em toda a logística com os mercados e com os seus responsáveis.

    «Do Município queremos salientar e agradecer o trabalho do Vereador António Tovela (Vereador de Mercados e Feiras), Simão Mucavele (Vereador da Educação, Cultura e Desporto), Susana Laice (Secretária Municipal), Manuel Monteiro Júnior (Director de Mercados e Feiras) e Francisco Manso (Director de Educação, Cultura e Desporto). Sem eles este projecto não era possível de concretizar», garante Vasco Rocha.

    A DDB não quer fazer apenas um projecto de entretenimento para o público, pretende ir mais longe e oferecer às Mamanas o que elas de facto gostam e precisam. A esse propósito, os prémios vão ser variados e existe uma lista imensa de parcerias nesse sentido – da qual a revista Capital faz parte – que poderão passar pela reabilitação dos mercados das Mamanas vencedoras, cursos de formação profissional, bolsas de estudo, terrenos, carros, etc.. Tudo isto ainda está a ser avaliado com os patrocinadores.

    Uma das marcas patrocinadora é a Vodacom, que acreditou neste projecto e promete animar as Mamanas com o seu serviço M-Pesa.

    «Neste projecto, a responsabilidade social é uma preocupação. Queremos conhecer as necessidades reais dos mercados e das Mamanas de forma a promover a angariação de fundos para a melhoria nas infraestruturas dos Mercados. Outra ideia que temos é a abertura de contas e disponibilização de verbas para as Mamanas finalistas. Ainda estamos negociar esta questão com alguns bancos».

    Em relação ao programa de Televisão o Show das Mamanas irá contar com a apresentação de Gabriel Júnior. «Vamos abdicar do estúdio e vamos gravar nos mercados, onde o cenário é rico e genuíno. Queremos mostrar o movimento, as cores e as pessoas que fazem parte dos Mercados de Maputo», adiciona como condimento Vasco Rocha, que abre um leque de opções que incluem ainda muitos outros conteúdos e novidades digitais associadas ao projecto.

    O Show das Mamanas promete bons momentos e sobretudo muita animação, pois a DDB Moçambique almeja acima de tudo que elas gostem, que se divirtam e que passem momentos inesquecíveis.

  • Carvão cede perante energias limpas

    A nova era energética inspirou um estudo conjunto da SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), FUNAE e do Conselho Municipal de Maputo sobre o consumo doméstico. As conclusões apuradas dão quase como certa a substituição do carvão no dia-a-dia das populações por outras opções de energia, como o etanol. Entretanto, os fogões que usam biocombustíveis já começaram a ocupar o seu lugar no mercado por serem mais baratos, menos poluentes e fáceis de usar.

    Um pouco por todos os mercados municipais do país, sobretudo no meio urbano, a venda de comida está a tornar-se num dos negócios de eleição das famílias. Ao mesmo tempo, ao carvão não tem faltado uso, independentemente do seu preço de venda. Mas a introdução de energias limpas nos últimos tempos vai, de certeza, extinguir o carvão vegetal da matriz energética de consumo doméstico e comercial das populações.

    Uma pesquisa recente sobre a introdução de energias limpas nos mercados municipais de Maputo concluiu que, na capital do país, mais de 70% da população ainda usa carvão para cozinhar. O número é justificado apenas pela falta de alternativas para substituir o carvão, uma vez que a entrada de outras opções energéticas seria suficiente para colocar fim à sua utilização.

    Cobrindo 32 dos 40 mercados municipais, bem como 430 comerciantes de alimentos, a pesquisa tinha por objectivo analisar a receptividade dos vendedores de alimentos às alternativas ao uso de carvão, e foi conduzida pela SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), o Conselho Municipal de Maputo e o Fundo Nacional de Energia (FUNAE), com a participação da empresa Clean Star, que comercializa o fogão Ndzilo.

    No mesmo estudo, um projecto-piloto realizado em 18 estabelecimentos que vendem refeições quentes nos mercados de Museu, Xipamanine e Malhazine, comparou a viabilidade do uso do carvão com a do fogão Ndzilo que usa etanol sob o ponto de vista dos custos, entre demais factores, e os resultados são interessantes.

    Carvão vs. etanol

    Nos mercados municipais, estima-se que haja dois mil estabelecimentos de preparação de refeições. Quem usa o carvão vegetal gasta em média 3 mil meticais por mês e 96% usam carvão para preparar as refeições. Por outro lado, cada comerciante consome em média 10.5 kg de carvão por dia e muitos deixam os fogões de carvão acesos, diariamente, durante 8 horas para poderem aquecer a comida.

    A estes aspectos sobrepõem-se os impactos negativos na saúde. Uma fatia de 85% da amostra cozinha em espaços fechados com pouca ventilação; 49% das pessoas sofrem de irritações persistentes nos olhos (muitas vezes relacionadas com o uso de fogões que emitem muita fumaça como o carvão); 49% tem ocorrências frequentes de dores de cabeça (podem ser associadas às emissões de carbono de monóxido no uso de carvão); 35% sofrem de problemas respiratórios; e muitos ainda não sabem que estes sintomas são criados devido ao uso extensivo do carvão. Poucos têm noção dos problemas ambientais associados à produção e ao uso do carvão.

    Além disso, entre 2008 e 2013, os preços do carvão atingiram mais de 250% de aumento, chegando, recentemente em época de chuvas, aos 1.000 meticais por saco. Apesar disso, foram consumidos, em 2011, três milhões de sacos de carvão na cidade de Maputo, e mais de 15 milhões no País.

    Por outro lado, ao usar etanol, cada vendedor consome uma média entre dois a três litros por dia a um custo de cerca de 100 meticais ou a 2.600 meticais mensais, considerando seis dias semanais de trabalho.

    Mas os vendedores já não precisam de manter os fogões de carvão acesos durante oito horas consecutivas, uma vez que podem rapidamente ligar os fogões de etanol para aquecer a comida. No fundo, e com esta alternativa, os vendedores acabam economizando 400 meticais todos os meses quando comparado com as despesas feitas na aquisição de carvão.

    Ou seja, “no fim é mais económico, mais rápido, mais limpo e melhor para a saúde e o ambiente comparado com o carvão”, sentencia o estudo.

    Disponibilidade de energias renováveis

    Entretanto, o país está em fase inicial de produção de biocombustíveis, e o etanol é produzido apenas em Dondo, na província de Sofala, através da mandioca fornecida por pequenos agricultores que beneficiam de um novo mercado para a sua cultura em excesso. O combustível é 100% energia renovável, e já se encontra à venda em Maputo, estando acessível em vários bairros da cidade.

    O fogão Ndzilo (que usa aquela energia alternativa) é comercializado no mercado por 1.100 meticais, enquanto o preço do combustível é de 195 meticais por 5 litros, que dura mais ou menos uma semana.

    Outras soluções de energia poderiam ser integradas, mas as empresas que detêm o mercado do gás, por exemplo, ainda não facilitam a compra às famílias de baixa renda. O exemplo são as garrafas menores de 5kg, uma prática comum em alguns países como a Tanzânia, Quénia, Zimbabwe, Nigéria, entre outros.

    Área energética e oportunidade de negócios

    E porque as deficiências geram oportunidades, tudo o que o mercado anseia é o interesse que o sector energético possa despertar aos investidores, no sentido de trazerem opções de uso doméstico mais viáveis.

    Assim, “espera-se que novos modelos de fogões eficientes sejam produzidos em Moçambique e comercializados para atender à demanda nacional”, anseiam os autores da pesquisa.

    “Nesse sentido, está-se a trabalhar na promoção de fontes alternativas de energia, tais como o próprio etanol e os briquetes”. De acordo com o chefe do Programa de Energia da SNV, o economista sénior Federico Vignati, “nunca houve melhores condições para o sucesso dos empreendedores moçambicanos com interesse pela área da energia”.

    Enquanto o mercado se habitua ao programa de fogões de carvão eficientes em Maputo, levado a cabo pela SNV, o FUNAE e o Conselho Municipal de Maputo, já está prevista uma visita da equipa do Conselho Municipal de Maputo a unidades de produção dos novos fogões Mbaula em Zavala, na província de Inhambane.

    Dados

    Utilização do carvão na cidade de Maputo: 240 mil famílias (85%)

    Gasto médio mensal de energia por famíla: 700 mil Mt

    Consumo do carvão em 2011: 3 milhões de sacos em Maputo e mais de 15 milhões no país

    Subida do preço do carvão entre 2011 e 2012: 200% para mais de 1000 Mt

    Fogões eficientes a carvão: 40%

    Fogões eficientes a gás: 25%

    Fogões eléctricos eficientes: 20%

    Preço do etanol: 195 Mt/5litros