Autor: olamocambique

  • AMEP com novo fôlego

    A AMEP – Associação Moçambicana de Empresas de Marketing, Publicidade e Relações Públicas conta, desde a semana passada, com um novo elenco directivo, para o biénio 2013-2015. A Assembleia Geral decidiu renovar o mandato da Ferro & Ferro como Presidente da Direcção e integrar neste órgão as agências BBrands (Vice-Presidente), FDS-Fim de Semana, Kisha Representações e Papaia como vogais.
    Entre os corpos gerentes desta agremiação representativa da classe dos "marketeers", publicitários, comunicadores e assessores de imprensa, produtores de publicidade e de eventos e áreas afins, pontificam a Golo como Presidente da Mesa da Assembleia Geral, a Congress Rental como Vice-Presidente e Mediaprint como Relator.

    Do Conselho Fiscal fazem parte a DDB como Presidente, a Destinos como Vice-Presidente e a RGB como Relator.
    Os associados presentes assinalaram que as relações com a CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique apresentam-se de grande importância, na medida em que esta confederação manifestou a sua disponibilidade em apoiar a associação na actualização e modernização do Código de Publicidade e em outras matérias de carácter jurídico, servindo de interlocutor com as entidades competentes.

    Os associados da AMEP entendem que, através do envolvimento da CTA, poderá ser possível alterar o comportamento das entidades competentes em relação à Indústria da Comunicação Empresarial em geral e da Indústria Publicitária moçambicana, em particular, numa tentativa de regular o mercado nacional e a actividade dos seus principais intervenientes.

    Foi ainda discutido o alargamento da base associativa a empresas que desenvolvem outras actividades não prescritas nos Estatutos, como por exemplo as Empresas Proprietárias dos Meios de Comunicação Social. Este ponto serviu como base para renovar a discussão sobre que AMEP se pretende.

    Os associados presentes voltaram a defender que esta instituição tem de possuir uma acção mais actuante e determinante e que possa intervir, juntamente com as entidades competentes, na regulação e disciplina do mercado face a situações anómalas e irregulares, que se vem registando nos últimos tempos, com um desrespeito impune do Código de Publicidade e da legislação em vigor na República de Moçambique.

    Após a sessão da Assembleia Geral e a tomada de posse dos corpos gerentes, a Direcção da AMEP esteve reunida no passado dia 30 de Julho, para discutir e aprovar o seu programa de acção para o biénio de 2013-2015, assim como distribuir tarefas e responsabilidades entre os membros.

  • A inovação na organização de eventos

    Santos & Rey (S&R) é uma marca recente mas que já pontua no fornecimento de serviços de organização de eventos. Constituída em Março de 2012, a empresa S&R rapidamente conquistou a simpatia dos seus clientes, garantindo elevados níveis de exigência tanto no fornecimento de estruturas de decoração como na prestação de serviços de organização de eventos formais e de entretenimento. Saiba como tudo aconteceu em tão pouco tempo.

    A S&R foi a responsável pela instalação das estruturas que deram corpo aos pavilhões e ao espaço de espectáculos da Feira Internacional de Maputo (FACIM) 2012 e, actualmente, já se encontra a preparar a edição 2013 do maior evento de negócios de Moçambique.

    “Fomos bastante acarinhados, no ano passado, mas nem por isso vamos vacilar, e este ano teremos uma FACIM melhor do que a de 2012, como forma de oferecer comodidade às empresas expositoras e aos que visitarem o recinto”, revelou Teodósio Rey, director da S&R.

    O angolano Teodósio Rey é, juntamente com o empresário português Filipe Santos, o responsável pela constituição da S&R – Estruturas e Eventos, numa iniciativa que visa inovar no mercado moçambicano. Só na FACIM 2012 foi necessário investir pouco mais de dois milhões de dólares na importação de material diverso.

    Rey disse à revista “Capital” que o sucesso das estruturas, tendas e piso na FACIM 2013 foi determinante para que tivessem a responsabilidade de organizar a inauguração do Hospital Privado de Maputo e o quinto aniversário da reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) para o Estado moçambicano.

    Rey afirma que não pode prescindir da qualidade dos serviços que presta e oferecer o mínimo aos que os procuram, na medida em que não pretende “acomodar-se” com o fornecimento de um nível de serviços que não corresponde às suas próprias exigências.

    “Não podemos aceitar que sempre se recorra a uma empresa de eventos da África do Sul para organizar algo com alto padrão de qualidade. Nós temos capacidade aqui em Moçambique e é preciso valorizar isso”, apontou o mesmo.

    A parceria na organização do festival AzGo, que se realizou recentemente, na zona da Costa do Sol, na cidade de Maputo, foi uma prova de que a S&R está preparada para realizar eventos de entretenimento de grande dimensão, em Moçambique, tal como já fez, através de entidades parceiras, em Angola e Portugal.

    Beira, Tete e Nampula serão novas apostas

    O empresário Teodósio Rey avançou que já havia contactos concretos no sentido de expandir a sua actividade para as diferentes capitais provinciais de Moçambique, começando pela Beira, Tete e Nampula.

    “Esta é mais uma prova de que estamos aqui para ficar e não para investir com objectivos imediatos. Nestas cidades teremos parceiros locais, que vão contar com o nosso apoio material e técnico para a prestação destes serviços a todos interessados, como forma de garantir igual nível de qualidade de serviço em todos os pontos do País”, acrescentou.

    A ideia da S&R é que, antes da empresa conseguir estabelecer-se em todas capitais provinciais, as entidades da Beira, Tete e Nampula sirvam os distritos mais próximos da sua área de actuação. Neste momento, a companhia emprega 25 pessoas, das quais apenas dois especialistas portugueses que vêm transmitir a experiência que possuem na montagem das estruturas para os eventos.

    Unidade de fabrico de estruturas para breve

    A S&R pretende instalar uma unidade de fabrico de estruturas de alumínio, ainda este ano, como forma de criar uma independência no abastecimento deste tipo de equipamentos, ao invés de se recorrer à importação dos mesmos. A unidade fabril deverá receber, numa primeira fase, um investimento de pouco mais de 20 milhões de dólares, devendo o empreendimento crescer à medida que o Mercado procura os produtos.

    “Projectamos exportar os nossos produtos e serviços para a Suazilândia, África do Sul e outros países da Região, mas queremos fazer isso como uma marca moçambicana de qualidade e com capacidade reconhecida internacionalmente”, acrescentou Teodósio Rey, com os olhos postos no futuro.

    In revista Capital

  • Mortes por HIV baixam em Moçambique e Angola

    O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida (Aids), Onusida, publicou o relatório "Chegando a Zero", que destaca o aumento de mais de 1000% no acesso ao tratamento com antirretrovirais.

    De acordo com o documento, publicado terça-feira, Moçambique está entre os países que registaram uma queda de óbitos entre 26% e 49%, ao lado do Quénia, da África do Sul e da Suazilândia

    Angola consta na lista pela redução situada entre os 5% aos 25%, com o Lesoto e o Sudão do Sul. Entretanto, Angola e Etiópia tiveram menos de uma em cada três mulheres a fazer o teste de HIV durante a gravidez, no que diminuiu as possibilidades de eliminar a contaminação nos filhos.

    Relativamente à cobertura do tratamento, tanto Angola como Moçambique continuam com as menores taxas, com menos de 60%.

    Entre 2001 e 2011, mais de 10 nações da região conseguiram reduzir as mortes de adultos seropositivos. As maiores taxas, cerca de 50%, foram alcançadas por Botsuana, Etiópia, Malaui, Namíbia, Ruanda, Zâmbia e Zimbábue.

    Grande parte dos países no sul e leste do continente da África registam uma queda acentuada no número de mortes relacionadas à pandemia. Por outro lado, o Uganda e a Tanzânia registaram um aumento ligeiro de contaminações.

    O acesso ao tratamento antirretroviral é tido como fator que ajudou a diminuir o número de mortes e a subir a expectativa de vida dos seropositivos na região.

    Uma outra boa notícia é a queda de um terço na quantidade de óbitos por tuberculose relacionada ao HIV.

    De 2005 a 2012, o número de pessoas com acesso a tratamento saltou de 625 mil para 6,3 milhões. Apesar de a cobertura ter ultrapassado 80% em países como Suazilândia, Ruanda e Namíbia.

    De acordo com o relatório, os casos de novas infeções entre adultos de 15 a 49 anos caiu em mais de 30%. Já entre crianças, houve uma redução superior a 50%. Um outro passo positivo foi o aumento de serviços de saúde para prevenir a contaminação vertical, de mãe para bebés, que atingiu quase 700 mil grávidas, 100 mil a mais que no ano anterior.

    O Onusida informou que as mulheres jovens são as mais afetadas pelo HIV. Somente em 2011, foram notificados 450 mil novos casos de contaminação com o vírus da Sida. A prevalência entre as africanas de 15 a 24 anos é de 4,5%, mais do que o dobro do índice de homens na mesma faixa etária.

    O relatório também inclui as diretrizes divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, OMS, no mês passado, a recomendar que as pessoas com HIV iniciem a terapia antirretroviral o mais cedo possí

  • O estado da nossa Saúde

    Houve avanços significativos em relação aos principais indicadores de desenvolvimento humano e social de Moçambique, com uma diminuição substancial nas áreas de mortalidade materno-infantil e bons indicadores no que diz respeito à esperança de vida.

    Mas, ao mesmo tempo, Moçambique possui também uma das maiores incidências de tuberculose, figurando entre os 22 países mais afectados por aquela doença do mundo, estimando que se registem cerca de 40.000 novos casos por ano. E a principal causa de doença e mortalidade no país é a malária.

    Para piorar o quadro da saúde, calcula-se que, actualmente, um médico esteja para 25 mil habitantes; que 50% das crianças sofram de desnutrição crónica e que as taxas de seroprevalência atinjam 11%, em Moçambique.

    Nos últimos anos, alguns esforços foram direccionados para expandir o acesso à saúde, segundo dados divulgados pelo African Economic Outlook. As dotações totais destinadas aos sectores prioritários para 2012 ascenderam a 23.355 milhões de meticais, sendo que o sector da Saúde absorveu 20,3% da despesa total, excluindo os donativos para encargos com a dívida.

    Em Moçambique, o sector da Saúde não se encontra à altura de satisfazer a demanda, apesar de ser dos que mais recebem do Orçamento do Estado. Este ano, o sector da Saúde irá receber 10,3%, a terceira maior fatia depois da Educação e da Agricultura e Desenvolvimento. Não obstante, e apesar dos esforços feitos, o nosso país possui o desafio de disponibilizar um bolo orçamental cada vez maior para a Saúde, uma vez que o crescimento populacional não cessa.

    A estratégia traçada para 2013 passa por continuar a expandir o acesso aos cuidados de saúde, e melhorar a qualidade dos serviços prestados. Aliás, torna-se premente aumentar a cobertura dos serviços de saúde, expandir as unidades hospitalares, melhorar o acesso aos medicamentos, aumentar o número de profissionais de saúde bem como a sua carga salarial.

    A propósito de carga salarial, em Janeiro passado, médicos de todo o país cumpriram oito dias de greve, uma manifestação que registou uma adesão de cerca de 90%. Os motivos dos protestos englobavam os baixos salários, a melhoria de condições de trabalho, a revisão do estatuto do médico, entre outras reivindicações. Como consequência, realizaram-se conversações e negociações, mas as greves continuaram e a fila dos utentes nos hospitais foi aumentando.

    Este é o estado actual da nossa Saúde.

    Helga Nunes, Editorial in Revista Capital

  • Cinco acordos de cooperação na manga

    Os governos de Moçambique e da Tailândia assinaram na segunda-feira cinco acordos de cooperação, que incluem a isenção de vistos para passaportes diplomáticos e de serviço e o desenvolvimento de atividades nas áreas de petróleo e gás.
    Os acordos de cooperação bilateral foram assinados, na segunda-feira, por ministros dos dois países durante a visita de um dia a Moçambique da primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, a convite do Presidente moçambicano, Armando Guebuza.
    Os acordos cobrem as áreas de cooperação técnica, isenção de vistos para passaportes diplomáticos e de serviço, desenvolvimento de petróleo e gás, Turismo, e cooperação económica e comercial.
    No domínio da cooperação económica e comercial, as partes acordaram duplicar o actual volume de comércio para 360 milhões de dólares nos próximos cinco anos.
    A companhia estatal de hidrocarbonetos da Tailândia PTT tem investimentos avultados na prospecção de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
    Durante as conversações, as delegações dos dois países abordaram questões no domínio económico, em sectores como Recursos Minerais, Turismo, Pescas, Saúde, Transportes e Comunicações, disse aos jornalistas o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Balói. No banquete oficial oferecido na segunda-feira à primeira-ministra tailandesa e sua delegação, o chefe de Estado moçambicano considerou que os memorandos representam um "importante passo" na cooperação entre Moçambique e
    Tailândia, que data de 1991.
    "Trata-se de um importante passo no contexto que a cooperação sul-sul arquiteta, projeta e promove em diversos domínios para o nosso benefício", disse Armando Guebuza.
    Por seu turno, a primeira-ministra tailandesa disse que "esses acordos deverão ser seguidos de ações concretas".
    "Estamos convictos de que só a sua implementação efectiva produzirá uma parceria profícua que resulte numa contribuição fundamental na realização dos objectivos que orientam esta parceria", disse Yingluck Shinawatra, que visita pela primeira vez o continente africano desde a sua eleição, em 2011.

  • PIB vai de 8.9 para 4.8%

    O ritmo de crescimento da economia moçambicana caiu, consideravelmente, no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o último trimestre de 2012. Segundo o Banco de Moçambique, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou de 8.9% nos últimos três meses de 2012 para 4.8% nos primeiros três meses do corrente ano. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, esta queda está na casa de 1.1%, já que naquele período a economia tinha expandido em 5.9%.
    A desaceleração da economia, justificada pelas cheias ao início do ano, já tinha sido prevista por várias instituições, incluindo o Governo, e esta foi confirmada, esta terça-feira, pelo Banco Central, apontando para a queda da produção agrícola como dos factores com mais peso neste resultado.
    “Os sectores que menos cresceram foram agricultura, electricidade e água, e a indústria transformadora”, explicou o administrador do Banco Central, Waldemar de Sousa, justificando a queda na produção da electricidade à queda no fornecimento, também devido às cheias que se verificaram ao início do ano.
    Por outro lado, “os sectores com bom desempenho, mesmo com a conjuntura adversa de cheias, temos a registar a Indústria Extractiva, que voltou a crescer em 39%, os Transportes e Comunicações (23%) e as Construções (8.4%)”, avançou de Sousa.
    De um modo geral, o sector primário, que tem sido dos mais dinâmicos na economia, teve o crescimento mais baixo da história, em 0.1% em termos anuais. O sector secundário registou um crescimento negativo (-1.1%) .

    Preços e taxas de câmbio estáveis

    O nível geral de preços caiu no segundo trimestre de 2013, depois de registar aumentos em Janeiro e Fevereiro.
    Segundo os dados, a inflação acumulada (desde o início do ano) em Março, era de 2.77%, e já no segundo trimestre abrandou para 2.5% influenciada, em grande medida, pela queda do preço de produtos alimentares. A inflação média anual, por seu turno, aumentou desde o início do ano, e de Março a Junho subiu de 2.23 para 3.03%.
    no mesmo período, a inflação agregada, medida pelo Índice de Preços de Moçambique (IPC – Moçambique) – que mede os índices de Maputo, Beira e Nampula, ficou nos 4.86% em Junho de 2013, depois de 4.27% no primeiro trimestre.
    A estabilidade dos indicadores macroeconómicos estendem-se ao mercado cambial. “A variação acumulada do metical em relação ao dólar foi de 1.5% no sentido de depreciação, e um fortalecimento de cerca de 14% em relação ao rand, que tem estado a enfraquecer-se no mercado internacional”, explicou o administrador do Banco Central.

  • Contos do Ventre ganham eco em livro

    Arão Litsuri é conhecido como músico. Mas desta vez, e como o fez da primeira, o artista aventura-se na escrita. «25 Contos do ventre dos refugiados moçambicanos no Zimbabwe» é o título da sua segunda obra literária.

    Os 25 contos dos refugiados moçambicanos no Zimbabwe, são recolhidos e compilados numa época crítica daquelas gentes sofridas, e revelam a importância umbilical que o africano tem como o solo pátrio.

    As memórias colectivas reflectem o esforço pela sobrevivência no contexto de um conflito armado que estagnou a sociedade moçambicana durante 16 anos.

    Litsuri coloca, no papel, os refugiados a soltarem palavras simples mas com uma forte carga de mágoas e traumas que, aos poucos, se diluem evaporando através da janela do tempo.

    A interligação humana dos povos que têm os mesmos hábitos e costumes, típico de gente da Africa Sub-Sahariana, é outro aspecto focalizado no livro. A obra é apresentada publicamente no dia 9 de Agosto, pelas 17 horas, na Universidade Politécnica em Maputo.

    Os Contos do Ventre ganham eco em livro.docx

  • Vendedores de alimentos gastam 3.2 milhões de dólares em carvão

    Recentemente foi realizado, em Maputo, um estudo sobre introdução de energias limpas nos mercados municipais. Este trabalho fez parte da Parceria Estratégica que envolve o Conselho Municipal de Maputo, a SNV e o FUNAE, e que contou ainda com a participação da empresa Clean Star.

    O objectivo do estudo foi o de oferecer uma perspectiva actualizada sobre o consumo de carvão vegetal dos vendedores informais de comida, principalmente daqueles que trabalham nos mercados municipais.

    A equipa envolvida na elaboração do Estudo pretendeu também analisar a receptividade dos vendedores de alimentos às alternativas ao carvão e cobriu 32 dos 40 mercados municipais, bem como 430 comerciantes de alimentos.

    Além de análises económicas, foi testado o uso do etanol, especificamente das soluções promovidas pelo fogão Ndzilo como alternativa e os resultados do uso do etanol foram positivos, indicando que os vendedores de alimentos não só desejam alternativas como têm recursos financeiros suficientes para investir em outras fontes de energia, talvez mais limpas e económicas.

    Estima-se que nos mercados municipais existam pelo menos dois mil vendedores de alimentos e que cada vendedor gaste, em média, 3.900 meticais (135 dólares) mensais na compra de combustível. Este cenário representa um gasto de 3.2 milhões de dólares por ano, somente na compra do carvão.

    Agora, as questões que se colocam são: O que falta para que as empresas nacionais entrem no mercado das energias alternativas para cozinha? Que os entraves existem à substituição gradual do carvão vegetal por gás, bríquetes ou mesmo pelo etanol? E por quanto tempo mais a população vai aceitar pagar mais de 30 dólares por um saco de carvão quando, há dois anos, o mesmo custava 8 dólares?

    Sabe-se que, em Maputo, mais de 70% da população ainda utiliza carvão para cozinhar. Somente em 2011 foram consumidos 3 milhões de sacos de carvão na cidade. No país, contabilizaram-se mais de 15 milhões. Com os preços do carvão a aumentar cada vez mais na nossa capital, torna-se cada vez mais evidente a oportunidade da venda de produtos que venham a substituir os tradicionais fogões de carvão, assim como de alternativas ao próprio carvão.

    O fogão Ndzilo, que promove o uso de etanol, é um produto novo que a população ainda está a testar, mas o desejo de investir em alternativas não é novo. A população tem dinheiro, contudo não existem produtos disponíveis para as camadas de baixa renda.

    O Conselho Municipal da Cidade de Maputo, FUNAE (Fundo Nacional de Energia) e a SNV Moçambique estão a trabalhar juntos no sentido de desenvolver um mercado para soluções de energia eficientes e alternativas para cozinha. Espera-se que novos modelos de fogões eficientes sejam produzidos em Moçambique e vendidos para atender à demanda nacional. Nesse sentido, há importantes esforços para promoção de fontes alternativas de energia, tais como o próprio etanol e os bríquetes. De acordo com o chefe do Programa de Energia da SNV, Federico Vignati, “nunca houve melhores condições para o sucesso dos empreendedores moçambicanos com interesse na área da energia”.

  • Laurentina Preta: A melhor cerveja preta de África

    A Laurentina Preta, uma marca da Cervejas de Moçambique (CDM), acaba de ser reconhecida com o Prémio de Qualidade para a Melhor Cerveja Preta de África, nos African Beer Awards, uma gala internacional que distingue as melhores cervejas de África.

    O evento, organizado em finais de Março pelo Institute of Brewing and Distillery (IBD), contou com especialistas da área das cervejas de 3 continentes, com um total de 500 anos de experiência entre eles, e avaliou mais de 50 cervejas africanas. Nessa avaliação, a Laurentina Preta ficou em primeiro lugar, trazendo para Moçambique o Prémio de Qualidade para a melhor cerveja preta de África, uma honra da qual a Laurentina Preta se deve orgulhar.

    Prémios e mais Prémios destacam a Qualidade da Laurentina Preta

    Se em Março foram os African Beer Awards, em Maio ocorreu a mais recente distinção da Laurentina Preta, com a atribuição de 2 estrelas de ouro pelo International Taste & Quality Institute (iTQi), um comité composto por 120 Chefes e Sommeliers das 14 mais prestigiadas associações culinárias da Europa, distinguindo-a como cerveja de qualidade marcante.

    Estas distinções juntam-se agora à medalha de ouro conquistada na edição de 2008 do Monde Selection, um instituto internacional independente, de origem belga que premeia a excelência e a qualidade de um vasto conjunto de produtos, avaliado por um painel de juris altamente especializados e exigentes.

    O segredo por detrás da melhor Preta de África

    Todas as cervejas produzidas pela CDM passam por um processo extremamente rigoroso e profissional de controlo de qualidade. Nas várias fases que compõe o processo de produção (da moagem do malte ao enchimento), as amostras da cerveja são levadas para laboratório e analisadas, sendo que só passam à fase seguinte se cumprirem com os padrões altamente exigentes da empresa.

    Mas o segredo da Laurentina Preta não passa só pelo processo de análise de qualidade, o segredo da Laurentina Preta esconde-se nos seus atributos. O sabor rico, textura suave e macia e o aroma envolvente que a diferenciam são as características mais apreciadas, na única cerveja preta existente em Moçambique, e devem-se à própria composição e método de confecção.

    A Laurentina Preta é feita a partir de quatro tipos de malte, entre eles o malte de Munique e o malte de caramelo que, complementados pelo uso de açúcar refinado de cana e extractos de óleo de lúpulo, ajudam a conferir os seus atributos únicos.

    A Celebração

    E porque um prémio é sinónimo de orgulho e de celebração, a Laurentina Preta convida Moçambique a festejar todos estes prémios que acaba de ganhar e que são um reconhecimento do que melhor se faz no país.

    Para além da campanha de televisão e de imprensa, todas as regiões do país terão um outdoor especial a convidar todos os Moçambicanos a celebrarem este momento. E quem se juntar aos festejos da Laurentina Preta poderá receber prémios e ter a oportunidade de tirar fotografias com a taça.

    Em Maputo, o início das celebrações acontece com o primeiro outdoor animado de sempre de Moçambique. A partir do dia 22 de Julho, no cruzamento da Av. 25 de Setembro com a Vladimir Lenine, vários promotores da Laurentina Preta vão animar e celebrar com todas as pessoas que por ali passarem.

    SOBRE A LAURENTINA

    A Laurentina é uma marca fortemente enraizada na cultura Moçambicana, associada à herança e mestria na produção de cerveja, sendo a cerveja mais premiada de sempre.

    Tradição e qualidade são assim valores da marca mãe, que soube acompanhar as tendências e evoluir, abarcando conceitos como modernidade e irreverência, através da variante Preta, e sofisticação e estilo, no caso da variante Premium.

    Momentos Importantes da Laurentina Preta

    1932 – A fábrica Laurentina começou por ser uma fábrica de gelo, que neste ano lançou a cerveja Laurentina Clara.

    1955 – Nasce a Laurentina Preta

    1965 – É inaugurada a fábrica Mac Mahon em Maputo, cujo nome deu origem também ao nome da cerveja mais popular de Moçambique, a 2M.

    1995 – Assinatura do acordo de privatização entre a SABMiller e o Governo de Moçambique, que conduziu ao estabelecimento da Cervejas de Moçambique SARL (CDM)

    2002 – Aquisição da marca Laurentina e sua integração na CDM.

    2005 – Início da exportação da Laurentina Preta para a África do Sul,

    2008 – A Laurentina Preta ganha medalha de Ouro pelo Institudo de Qualidade Monde Selection, em Bruxelas.

    2011 – Laurentina Preta recebe prémio Mercatus da SAB Miller por excelência no marketing

    2013 – Laurentina Preta fica em primeiro lugar nos African Beer Awards com Prémio de Qualidade para e Melhor Cerveja Preta de África e recebe 2 estrelas de ouro pelo International Taste & Quality Institute (iTQi)

  • Segunda edição das ‘100 Melhores PME’ é lançada já amanhã

    Sempre que se fala em desenvolvimento sustentável menciona-se o conceito de negócios inclusivos em Moçambique. Os negócios inclusivos mais não são do que iniciativas empresariais de negócio sustentável que, sem perderem o seu objectivo de lucro, contribuem para a redução da pobreza com a inclusão das comunidades de baixa renda na sua cadeia de produção de valor. A segunda edição das ‘100 Melhores PME’ é lançada já amanhã no hotel Polana, em Maputo, e faz parte de um claro esforço no sentido de divulgar este novo modelo de negócios.

    As comunidadesao serem integradas como parceiras e beneficiárias dos negócios inclusivos obtêm um certo número de vantagens. Se por um lado, se registam mais-valias em termos de emprego e de renda, através da venda dos produtos produzidos no seio comunitário, por outro, as comunidades podem adquirir uma participação no capital social das empresas investidoras.

    O conjunto de vantagens pode influir directamente na qualidade de vida das populações comunitárias, uma vez que contribui para a melhoria da sua segurança alimentar e nutricional, assim como potencia um número mais alargado de projectos sociais financiados e recursos sócio-económicos para os agregados familiares.

    Ao mesmo tempo, o Governo obtém um leque de vantagens com a implementação dos negócios inclusivos. Nesse domínio, a prática traduz-se na melhoria das relações encetadas com as comunidades; na maior consciência e conservação do meio-ambiente; no reforço dos negócios inter-empresas e entre as empresas e comunidades. No que tange à perspectiva económica, os benefícios espelham-se na maior dinâmica dos negócios e, sobretudo, no emprego da força de trabalho local.

    Atenta a todas as possibilidades, a Organização Holandesa de Desenvolvimento (SNV) em Moçambique, cujo compromisso passa por reduzir a pobreza e a desigualdade nos mercados, crê que o País pode vir a beneficiar através da promoção de modelos de negócio inclusivo, em parceria com o World Business Council for Sustainable Development. Como tal, e com o apoio da Fundação Ford, aquela organização concebeu um vasto inventário sobre as experiências dos negócios inclusivos no país.

    O resultado do Mapeamento de Negócios Inclusivos em Moçambique assinalou um grande interesse por parte das grandes empresas em desenvolver parcerias com as PME’s e as comunidades, enquanto fornecedoras de produtos e serviços.

    Daquele mapeamento extraíram-se as recomendações para um ambiente de negócios propício e para o estabelecimento de um Conselho de Negócios Inclusivos como forma de garantir o desenvolvimento e a coordenação das políticas pró-negócios inclusivos, das estratégias e do conhecimento.

    Nesse sentido, o Conselho de Negócios Inclusivos (CNI) foi lançado e conta com o apadrinhamento de instituições públi­cas que são suas fundadoras como o Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME), o Centro de Promoção de Investimentos (CPI), a Confederação das Associações Económicas (CTA) e a Direcção Nacional de Promoção de Desenvolvimento Rural – DNPDR do Ministério da Administração Estatal.

    Desta feita, irá realizar-se o lançamento da 2ª edição das 100 Melhores PME no hotel Polana, amanhã, dia 31 de Julho, num evento que irá contar com a participação de diversas entidades e com a realização de dois paineis subordinados aos temas: Qualidade de Gestão das PME e Soluções para as PME.

  • Ponte teatral liga Moçambique e Angola

    Grupos de teatro, angolanos e moçambicanos, passam a beneficiar de maiores possibilidades de intercâmbio artístico cultural. As oportunidades afluem no âmbito do projecto “A Ponte” cujos primeiros signatários são as companhias Lareira, de Moçambique, e a Associação Globo d’ Kulo de Angola.

    As barreiras relacionadas com a burocracia, o acesso ao financiamento e a formação teatral, entre outras, são os principais desafios a serem enfrentados em comum pelos grupos dos dois países.

    Segundo Orlando Domingos, director geral da Associação cultural Globo d’kulo, não faz sentido que as únicas oportunidades de intercâmbio entre Moçambique e Angola, na área do teatro, se efectuem apenas em Festivais fora de África. Com efeito, a recente ida à Angola, da companhia moçambicana Lareira, permitiu que mais grupos daquele País se filiassem no projecto, com particular destaque para o Ombaka, a referência teatral da província de Benguela.

    Para o embaixador de Moçambique em Angola, Domingos Fernandes, os dois países têm muito que partilhar no âmbito da nova iniciativa.

  • Novo programa de Sustentabilidade de Água Rural é apresentado em Nampula

    Nos dias 26 e 29 de Julho, o sector do Wash da SNV Moçambique irá participar em encontros no Niassa e em Nampula, respectivamente. As jornadas de trabalho irão envolver os actores provinciais que actuam na área de Água e Saneamento (incluindo os distritos), onde a SNV Moçambique em parceria com a Suiss Agency for Development and Cooperation (SDC) e a Direcção Nacional de Águas (DNA) irão facilitar a discussão sobre o progresso do sector.

    Em Nampula, o sector do Wash irá também apresentar, a 29 de Julho, o novo programa de Sustentabilidade de Água Rural da SNV para a província, avaliado em cerca de 900 mil euros para um período de execução de dois anos.

    Os encontros pretendem abordar três temas relevantes para a Região: a capacitação institucional; a descentralização de fundos e o saneamento, e o programa irá culminar com um evento regional no norte, nos dias 28 e 29 de Agosto em Pemba, o qual irá contar com a participação dos actores do sector a nível nacional.

  • Balói no debate da ONU sobre Região dos Grandes Lagos

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Oldemiro Balói, vai participar, quinta-feira, no debate ministerial do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação da Região dos Grandes Lagos, particularmente na República Democrática do Congo, informa a AIM.

    Participam do debate o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, com o propósito "de manter o compromisso e apoio da comunidade internacional ao processo de paz em curso na Região dos Grandes Lagos".

    A reunião vai contar também com a presença da enviada especial do Secretário-Geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos, Mary Robinson, e de representantes da União Africana.

  • Fórum de Negócios Moçambique – Tailândia

    No âmbito da cooperação entre Moçambique e a República de Tailândia, estará em Moçambique de 28 a 30 de Julho, uma delegação tailandesa do mais alto nível, liderada pela S. Excia Primeira Ministra do Reino da Tailândia, acompanhada por membros do governo e um grupo de empresários, com interesse em estabelecer acordos de cooperação, bem como analisar as oportunidades de investimentos existentes em Moçambique nas seguintes áreas:

    • Energia alternativa (sistema de painéis solares)
    • Recursos minerais
    • Indústria alimentar
    • Transportes
    • Saúde
    • Construção
    • Agro-processamento
    • Sector têxtil
    • Pescas.

    Fonte: CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique