Categoria: Moçambique

  • Ponte Maputo-Catimbe vai ter 4 mil veículos por dia

    A ponte Maputo-Catembe, a ser inaugurada dia 10 de Novembro, deverá ser atravessada diariamente por quatro mil veículos no primeiro ano de abertura ao tráfego, segundo previsões da Empresa de Desenvolvimento Maputo Sul.

    O presidente da empresa, Silva Magaia, disse ao jornal Notícias, de Maputo, que a nova infra-estrutura vai facilitar o escoamento de mercadorias e materiais de construção para o município da Catembe, o que vinha a ser feito com limitações, devido à pequena capacidade do “ferryboat.”

    Silva Magaia disse que se a ponte deverá vir a receber diariamente cerca de quatro mil veículos o “ferryboat” não permite a travessia da baía por mais de 200 veículos no mesmo período de tempo.

    O presidente da Empresa de Desenvolvimento Maputo Sul adiantou que com a ponte e as estradas, cuja extensão total é de 187 quilómetros, torna-se prático viajar até à Ponta do Outro, extremo sul do país, com paragem na Reserva Especial de Maputo.

    A ponte e as estradas serão inauguradas no sábado, 10 de Novembro, data em que entrarão em funcionamento duas portagens, uma na ponte, do lado da Catembe, e outra localizada na Bela Vista, no distrito de Matutuíne.

    A construção da ponte Maputo-Catembe foi adjudicada ao grupo chinês China Road and Bridge Corporation (CRBC), tendo-se a construção iniciado em Setembro de 2012 e sido financiada com empréstimos concedidos pelo Banco de Exportações e Importações da China. (Macauhub)

  • Moçambique pretende exportar açúcar para Angola

    A exportação de açúcar produzido em Moçambique para Angola é um dos principais temas a serem debatidos por equipas técnicas dos dois países, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique.

    José Pacheco, que não avançou pormenores sobre o modelo a ser adoptado, recordou que Moçambique tem um excedente de açúcar e adiantou que s equipas técnicas vão-se debruçar sobre questões relacionadas com preço e logística para que “a ser viável, possamos iniciar a cooperação neste ponto.”

    Os dois ministros salientarem que os governos dos dois países querem dinamizar as relações comerciais bilaterais, de forma a que “comecem a fluir de forma mais acelerada.”

    O chefe da diplomacia moçambicana falava momentos após um encontro, em Maputo, com o seu homólogo angolano, Manuel Domingos Augusto, que sexta-feira iniciou uma visita de trabalho de três dias a Moçambique.

    Além do comércio, acrescentou José Pacheco citado pela agência noticiosa Lusa, Moçambique pretende beneficiar da experiência de Angola no que diz respeito à indústria extractiva.

    “Angola tem muita experiência na área de hidrocarbonetos, pretendendo nós dela beneficiar, tendo em conta que a indústria extractiva em Moçambique tem estado a conhecer um desenvolvimento rápido”, acrescentou José Pacheco.

    A visita de três dias de Manuel Domingos Augusto serviu igualmente para preparar a visita de Estado do Presidente angolano, João Lourenço, a Moçambique, em data ainda por anunciar.

    In Macahub

  • Sasol renova empreendedorismo juvenil em Inhambane

    O empreendedorismo é uma das formas mais eficazes para vencer as dificuldades financeiras e garantir o sucesso na vida pessoal e familiar. Através da capacitação, a Sasol promove programas que visam a evolução económica dos jovens do distrito de Govuro, através da implementação de iniciativas empreendedoras, para responder aos desafios de desemprego no seio da juventude.

    Moçambique é um país em que a maior parte da população é jovem. À fase de transição demográfica que resultou numa população essencialmente representada pela juventude, designa-se, economicamente, por bónus demográfico. E esse bónus implica um maior número de pessoas geradoras de força de trabalho que, por sua vez, podem produzir e pagar impostos, elevar o seu rendimento e ampliar a melhoria das condições de vida e, consequentemente, alavancar o desenvolvimento económico.

    Foi a pensar nestes desafios que, há sensivelmente três anos, a Sasol lançou um programa de promoção de empreendedorismo nos distritos de Inhassoro, Govuro e Vilanculos.

    O programa de capacitação iniciou então com 117 jovens e, actualmente, 27 beneficiários já completaram o curso com sucesso, sendo que 11 são do Govuro e 16 de Inhassoro. Felizmente para a sua vida pessoal e para o crescimento da região, todos eles estão neste momento a desenvolver os seus negócios com o apoio da Sasol.

    Júlio Chaúque tem 27 anos de idade e é natural de Govuro. O jovem é proprietário de uma mini-unidade empresarial denominada “Linhas de Pesca e Serviços”. Trata-se de uma iniciativa que está a prosperar graças à formação que Chaúque recebeu da empresa de formação Tecnicol, com o financiamento da Sasol Moçambique.

    “Antes eu não sabia nada. Fazia negócio, mas de qualquer maneira. Tentava copiar outros modelos e a formação foi uma oportunidade para conseguir iniciar de forma eficaz o meu negócio,reconheceu Júlio Chaúque.

    Entusiasmado com o crescimento da sua actividade, o jovem acrescenta que na zona onde reside predomina a actividade pesqueira, contudo não existe material de pesca. Confrontado com estas dificuldades, Chaúque não teve outra alternativa além de iniciar um negócio de compra e venda do equipamento de pesca. Hoje, o seu negócio está a evoluir graças à vantagem da formação em negócio, e mercê do apoio prestado pela Sasol.

    “Estou num bom caminho, tenho bons planos para fazer crescer a minha empresa. Dentro de 5 anos terei um estabelecimento maior do que este e passarei a fornecer o material de pesca para outros distritos”, sublinhou.

    “Agradeço muito a oportunidade criada pela Sasol. Nós, que estivemos na formação, conseguimos avançar. Antes disso, eu andava a pedir emprego e agora pauto a minha vida pelo empreendedorismo. Foi bom e gostei muito.

    O empreendedorismo no feminino

    À semelhança de Chaúque, Ana Pedro Luís, de 26 anos de idade, mãe de um filho, não consegue esconder a satisfação pelo apoio prestado pela Sasol. Ana sobrevivia de um pequeno negócio que não lhe rendia quase nada. Hoje, depois da formação em empreendedorismo, a jovem vende roupa diversa num mercado local. O sucesso da beneficiária está a potenciar o sonho de ter uma ‘boutique’ de roupas e acessórios de renome na zona.

    “Quando fazia o anterior negócio (venda em pequenos montes de tomate e cebola), o dinheiro não chegava para nada. Mas com o que estou a fazer agora, consigo sustentar-me. Estou feliz. Estou a pensar em construir outros estabelecimentos noutras zonas. Nos próximos anos, pretendo ser empresária, ter mais trabalhadores e ganhar mais dinheiro”, suspirou Ana, reconhecendo que a Sasol tem estado a ajudar muito as comunidades.

    Por seu turno, Elvira João António, viúva de 29 anos de idade e mãe de três filhos, diz ter começado a vender pão logo que o marido morreu em 2015. Mas a actividade não lhe trazia lucros por falta de experiência. A beneficiária viria a singrar com o seu negócio após a formação financiada pela Sasol, o que lhe motiva a fazer valer a iniciativa desta multinacional que opera naquele ponto do país.

    “Eu fazia pão, mas não poupava dinheiro. Com o treinamento aprendi que tenho que dividir o dinheiro para as diversas despesas. Agora, as coisas estão a melhorar e consigo cuidar da minha família, tenho três filhos a estudar com o dinheiro da venda de pão”,referiu, destacando a importância que obteve da formação financiada pela Sasol.

    Além da comercialização, há quem aposte na área de serviços tecnológicos

    A escolha dos negócios é diversificada, mas todos têm o apoio devido para desenvolver melhor as suas iniciativas. A verdade é que a maior parte destes jovens começou a construir negócios de forma intuitiva e as ferramentas disponibilizadas pela multinacional fizeram com que criassem métodos de ganhar dinheiro ao melhorar o seu serviço e gerir a sua contabilidade.

    Celso Zivane desenvolve o negócio de mercearia. Tal como outros jovens empreendedores, considera que depois de ter passado pela formação ministrada financiada pela Sasol, começou a notar que havia muita coisa que fazia mal no seu negócio e que devido a esse facto não evoluía.

    “Os jovens devem lutar e esforçar-se muito. Ao tomarmos decisões com amor, tudo é possível. Os meus lucros estão a triplicar, comparativamente ao que acontecia antes do curso, mas tenho que lutar ainda mais”,apontou.

    Víctor Bernardo optou pela área tecnológica. Com 27 anos, Víctor desenvolve actividades de reparação e venda de acessórios de telemóveis e computadores. “A minha vida melhorou bastante. Já estou a organizar-me no sentido de construir a minha própria casa”,adiantou o jovem mencionando a evolução da sua vida após a formação.

    A Sasol continua a dar prioridade ao reforço das capacidades da juventude através do desenvolvimento e recrutamento de escolas técnicas, criação de programas de bolsas e ainda pela criação de um programa de mestrado em Hidrocarbonetos em colaboração com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), para além das parcerias que desenvolveu com a Universidade Pedagógica (UP) para a melhoria da qualidade de ensino com base no treinamento de professores.

    O projecto de gás natural tem trazido benefícios significativos para Moçambique, tendo o investimento permitido iniciar a realização de benefícios da riqueza natural do país, fornecendo desta forma uma plataforma para os tão necessários investimentos, crescimento económico, formação de mão-de-obra nacional e desenvolvimento social e humano.

  • IV Bienal da Aprendizagem STEM+L debate Ensino das Ciências e Tecnologias

    O ensino das áreas de STEM – Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática – em Língua Portuguesa estará em debate nos dias 21, 22 e 23 de Agosto. A Faculdade de Ciências Naturais e Matemática da Universidade Pedagógica acolhe a IV Bienal da Aprendizagem STEM+L, um encontro promovido pela OSUWELA, ONG moçambicana dedicada à promoção do desenvolvimento através da formação em Ciência.

    Durante três dias, professores e investigadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa vão apresentar projectos inovadores e promover a discussão em torno do ensino das áreas de STEM, o potencial das tecnologias educativas, os aspectos técnicos e pedagógicos relacionados com o uso da tecnologia na aprendizagem formal e não formal, a inovação, as redes de aprendizagem e as comunidades virtuais. Tudo isto se apoia no mote da “Língua que nos une”, mais concretamente a língua portuguesa, que conta com uma comunidade de cerca de 280 milhões de falantes.

    Moçambique, Brasil, Portugal e Macau são os países representados na quarta edição deste encontro lusófono. Entre os conferencistas encontra-se Constantino Tsallis, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, mundialmente referenciado pela equação que leva o seu nome. Um nome que já esteve em linha de escolha para o Prémio Nobel. Encontra-se também Rosalia Vargas, presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva e diretora do Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva, em Portugal.

    De Macau, chega Rosa Bizarro, especialista em Didáctica das Línguas, que irá dar conta do uso da tecnologia no ensino do Português como língua não materna, e Lola Xavier, investigadora na área da Literatura e Língua Portuguesa e autora do livro “Para além da didática: desafios da Escola e do professor do século XXI”.

    Moçambique estará representado por um conjunto de docentes e investigadores encabeçados por Jorge Ferrão, Reitor da Universidade Pedagógica. Entre outros, participarão neste encontro Nobre Roque dos Santos, reitor da Unizambeze; Ismael Nhêze, director do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE); Armindo Monjane, da Universidade Pedagógica; Tatiana Kuleshova, da Universidade Eduardo Mondlane; e Saquina Rugunate e Mário Forjaz Secca, do ISCTEM.

    É urgente apostar na formação técnica, tecnológica e científica dos jovens

    Zeferino Martins, presidente da Organização Não Governamental OSUWELA e ex-ministro da Educação de Moçambique, destaca a importância da IV Bienal da Aprendizagem STEM+L no panorama da Educação. O organizador refere que se trata de “um espaço de debate de educadores, cientistas, decisores políticos e da comunidade em geral, atentos à importância da Educação, em particular da Ciência, Engenharia, Tecnologia e Matemática, sem descurar as questões essenciais da Língua para o Desenvolvimento”.

    “O STEM – nome dado em inglês às áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemática – é fundamental para o desenvolvimento do país. Nunca foi tão urgente apostar na formação técnica, tecnológica e científica dos nossos jovens”, defende. “Para a classe docente, este encontro é uma oportunidade única de contactar com novos projectos, actividades, estudos e recursos como ponto de partida para a reflexão e incorporação destes conceitos na sua prática pedagógica”.

    A IV Bienal da Aprendizagem STEM+L decorre nos dias 21, 22 e 23 de Agosto, promovida pela OSUWELA. Conta com o apoio do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação e da Universidade Pedagógica.

    SABIA QUE…

    A Bienal da Aprendizagem STEM+L contribui para a qualidade do ensimo

    A quarta edição da Bienal da Aprendizagem marca o regresso deste encontro a Moçambique, que acolheu a primeira edição, em 2007. Seguiu-se Cabo Verde, em 2009, e São Tomé e Príncipe, em 2011. O empenho da OSUWELA em retomar esta conferência lusófona faz com que Moçambique volte a ser o país anfitrião, em 2018.

    A Bienal de Aprendizagem STEM+L nasce com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento da qualidade do ensino. O recurso às novas tecnologias de comunicação, o acesso a novas formas de informação e a colaboração à distância são uma oportunidade que, cada vez mais, se coloca aos agentes de ensino. A Bienal procura envolvê-los nesta realidade, ajudando a desenvolver novas competências que propiciem o acesso e o uso das novas ferramentas de comunicação e informação.

    Deste modo, a Bienal STEM+L constitui-se como um veículo de partilha de experiências tendo em vista a melhoria da qualidade do sistema de ensino e de aprendizagem, e construindo pontes entre profissionais e instituições dos diversos países presentes.

    Em simultâneo, a Faculdade de Ciências Naturais e Matemática da Universidade Pedagógica (Campus de Lhanguene) acolhe o Campeonato Nacional de Robótica e a Feira Nacional de Ciências – ambos promovidos pelo MCTESTP através do Programa ‘Criando o Cientista Moçambicano do Amanhã’.

    In revista Capital

  • De Massangena a Guijá: Parceiros levam água para alimentar pessoas e gado

    Nos últimos três anos, os distritos localizados a norte da província de Gaza, nomeadamente, Massangena, Chicualacuala e Mabalane, têm sido assolados por uma seca severa. Falta água para a produção agrícola, consumo humano, bem como para o gado. No sentido de mitigar os efeitos da seca e das mudanças climáticas, está em curso a implementação do Projecto de Gestão Sustentável dos Recursos Terra e Água (PGSTA) que, conta com o financiamento de 21.3 milhões de dólares norte-americanos, e pretende desenvolver infraestruturas hídricas para a agricultura, bem como restaurar os ‘habitats’ naturais e gestão da paisagem.

    BELIZÁRIO CUMBE in revista CAPITAL

    O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) mobilizou a comunicação social para, in loco, testemunhar o impacto da implementação do Projecto de Gestão Sustentável dos Recursos Terra e Água (PGSRTA) em cinco distritos da província de Gaza.

    Ao todo, foram cinco dias passados em longos quilómetros de asfalto e terra batida que serpenteiam a extensa Gaza, que a norte faz fronteira com a província de Manica e com o Zimbábwe.

    O roteiro da visita teve como ponto de partida o distrito de Massangena, no extremo norte, onde o PGSTA prevê beneficiar directamente 4.200 famílias.

    Na sequência, visitámos os distritos de Mapai e Chicualacuala (onde 5.200 famílias serão abrangidas) e os distritos de Mabalane, Guijá e Xai-Xai. Neste últimos três, o projecto espera beneficiar mais de 10 mil famílias.

    Alias, segundo João Sambo, coordenador do PGSTA, no total o projecto prevê beneficiar, directamente, pouco mais de 20 mil agregados familiares.

    Projectos que devolveram a água à província de Gaza

    Nos últimos três anos, os distritos localizados a norte da província de Gaza, nomeadamente, Massangena, Chicualacuala e Mabalane, têm sido assolados por uma seca severa. Falta água para a produção agrícola, consumo humano, assim como para dar de beber ao gado.

    No sentido de mitigar os efeitos da seca e das mudanças climáticas, encontra-se em curso a implementação do PGSTA que pretende desenvolver infraestruturas hídricas para a agricultura, bem como restaurar os ‘habitats’ naturais e gestão da paisagem.

    O PGSTA, com a duração de cinco anos e cuja implementação termina este ano, está avaliado em 21.3 milhões de dólares norte-americanos. Deste montante, 74% reporta a um donativo do Fundo de Investimento Climático (CIF, na sigla em inglês); 15% é crédito do Banco Africano de Desenvolvimento (o rosto dos financiadores na implementação do projecto) e os restantes 11% representam à comparticipação do Governo moçambicano.

    Este valor está a ser aplicado para a construção de 21 reservatórios escavados (represas), com capacidades para armazenamento de água que varia entre 15 mil metros cúbicos (3 reservatórios) e 25 mil metros cúbicos (18 reservatórios).Estão igualmente a ser instalados 56 pequenos sistemas de irrigação por aspersão com capacidade total de rega de 360 hectares. Estes sistemas, segundo Sambo, têm a particularidade de poderem ser deslocados de um lugar para o outro sempre que necessário.

    É com base neste sistema, por exemplo, que em Massangena a população consegue produzir milho e hortícolas (tomate, repolho, alface, cebola, beterraba, e não só), praticamente todo o ano, segundo Gracinda Macamo administradora do distrito.

    Outras iniciativas que estão a ser levadas a cabo no âmbito do PGSTA são a construção de nove viveiros agro-florestais e de 10 bebedouros para o gado, para além da edificação de 15 furos de água multifuncionais.

    Com as represas e os furos multifuncionais, os distritos que foram assolados por uma seca severa, em 2016, voltaram a ter água. No distrito de Mapai, comunidade de Sangue, por exemplo, o reservatório de água construido há tres anos nunca secou e, entretanto, tem sido a principal, se não a única, fonte de água para as populações e para os animais. É que, se tivermos em conta que a província de Gaza possui a maior população bovina do país (pouco mais de 500 mil animais), segundo a governadora Stela Zeca, a falta de água era um obstáculo para a manutenção do gado em alguns distritos, visto que tinha que ser movimentado para os locais onde pudessem encontrar fontes hídricas.

    Estes mesmos sistemas serviram de impulso para a melhoria da produção e da dieta alimentar das comunidades. É que, as populações passaram a produzir couve e alface, por exemplo. Ou seja, produtos que antes tinham que percorrer mais de 400 kilómetros (até Chóckwe) para comprarem.

    É importante destacar que na maior parte dos distritos a produção, para além do consumo, é destinada à comercialização.

    “O que foi feito ainda não representa 50% das necessidades”

    A governadora da província de Gaza, Stela Zeca, recebeu a comunicação social no sumptuoso palácio provincial onde falou do impacto do PGSTA.

    A governadora diz que muito foi feito, mas que ainda não representa 50% das necessidades no que diz respeito, principalmente, às infraestruturas de abastecimento de água a nível da província.

    O que importa, porém, é que foram abrangidos distritos críticos onde a precipitação anual é muito baixa e o lençol freático está a mais de 150 metros de profundidade e com altos níveis de salinidade.

    Uma palavra de apreço, segundo Zeca, vai para os financiadores visto que o custo de uma represa está avaliada em 500 mil dólares, valor que está muito acima das capacidades do governo provincial. Ou seja, sem o financiamento pouco ou quase nada seria feito.

  • Com a mobilidade é mais fácil fazer negócio na CPLP

    A revista Capital foi tentar saber junto de Salimo Abdula, presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), qual é o maior desafio da organização que representa face ao objectivo de atingir um bom ambiente de negócios na CPLP, e aquele dirigente referiu que a maior luta, até ao momento, tem sido criar condições de livre circulação de pessoas, bens e mercadorias na CPLP e a redução da corrupção, da burocracia e das barreiras administrativas e legais que têm atrasado o desenvolvimento.

    HELGA NUNES . MATEUS FOTINE (entrevista)

    A mobilidade e a circulação de pessoas e bens é um dos pontos focais para a recém presidência da CPLP. No seu entender, em que medida essa nova forma de administração da CPLP poderá melhorar o actual panorama económico entre os estados-membros em particular e a da comunidade no geral?

    Para a CE-CPLP, o caminho do desenvolvimento económico da CPLP para além da superação das barreiras legais e administrativas, são sinergias. Os PALOP, por exemplo, têm recursos (água, e terra, minérios, etc.), têm mão de obra abundante e países como o Brasil e Portugal têm ‘know how’ e maior capacidade para investir. Então, há que unir o útil ao agradável. E para que seja possível aprimorar as sinergias, precisamos de rapidez, flexibilidade e dinamismo e isso será possível através da mobilidade de pessoas e bens.

    Acha que a mobilidade de pessoas e bens irá dinamizar as relações entre as associações económicas e empresariais da CPLP bem como entre as empresas?

    Sem dúvida. A mobilidade permite acelerar a integração de processos, maior rapidez e dinamismo nas transacções entre os estados membros, bem como incrementar o ‘know-how’ e aproveitamento de recursos humanos. Com a mobilidade será mais fácil fazer negócio entre os países membros.

    A nova presidência da CPLP dará ênfase à economia azul, a resolução da problemática dos oceanos, ou seja, as políticas de desenvolvimento sustentável estarão em alta. Que ganhos poderão advir destas políticas?

    O desenvolvimento sustentável é condição basilar para o crescimento e a sustentabilidade de qualquer recurso, seja do mar, da terra, ou outro. Desenvolvimento sustentável é garantir o futuro, na medida em que permite que as gerações vindouras usufruam dos recursos hoje existentes. Portanto, esta postura de ênfase na economia azul e desenvolvimento sustentável trará benefícios a nível económico e social. O papel dos Estados será garantir as infraestruturas e a fiscalização adequada, os empresários deverão investir, e naturalmente, daqui teremos mais ganhos a nível da renda, emprego e qualidade de vida das pessoas.

    Qual é a avaliação que faz do ambiente de negócios que poderá surgir com a presidência cabo-verdiana?

    Avaliação Positiva. Contudo, penso que não é uma questão de uma ou outra presidência, mas sim de um trabalho continuado e integrado das várias presidências da CPLP. Estou seguro que assim como Timor-Leste, e recentemente o Brasil o fez, Cabo-Verde vai dar excelente continuidade à ideia que os estados têm de tornar a CPLP cada vez mais económica. Ao pretender se focar na mobilidade e no desenvolvimento sustentável, esta presidência vai naturalmente assumir particular protagonismo se os resultados forem os que esperamos. Mas, repito, este trabalho não poderá parar por aqui, será necessário a continuidade nas próximas presidências. Só assim teremos um ambiente de negócios saudável.

    O sector privado da CPLP desempenha um papel inestimável no crescimento económico e empresarial do espaço lusófono. Actualmente, quais são os maiores desafios deste sector?

    O nosso maior desafio, e que tem sido a nossa luta até aqui, é criar condições de livre circulação de pessoas, bens e mercadorias na CPLP, a redução da corrupção, da burocracia e das barreiras administrativas e legais que têm atrasado o nosso desenvolvimento. Um bom ambiente de negócios na CPLP só poderá ser criado e fortalecido desta forma, uma vez que nos permitirá fazer o casamento entre oportunidades, ‘know-how’, e demais capacidades que cada um dos nossos países possui, promovendo gradualmente a integração económica da comunidade.

    O Direito Fiscal é uma das questões mais importantes na economia dos estados-membros da CPLP. A dupla tributação em matéria de Impostos Sobre o Rendimento é um ponto muito delicado. A Convenção Multilateral entre os estados-membros veio para resolvê-lo. Quais são as vantagens deste Acordo?

    Este acordo permitirá evitar a dupla tributação em matéria de Impostos sobre o Rendimento e, ao mesmo tempo, atenuar as oportunidades para a criação de fenómenos de dupla não-tributação e evasão fiscal.

    Na última conferência das Confederações Económicas da CPLP, que se realizou em Maputo, foi abordada a pertinência de se criar um Banco da CPLP. De que modo tal será possível e em que estágio se encontra esse projecto? Quais serão as vantagens associadas a uma instituição financeira dessa natureza?

    Este projecto só será possível reunindo o consenso dos países membros e quando todos assumirem a necessidade da sua existência. Um banco desta natureza deverá ter um modelo de gestão de participativo por parte dos países membros com igual proporção de votos na assembleia geral e um conselho de administração e direção executiva que paute pela equidade. Neste momento, o projecto precisa de ser consolidado junto dos estados, para poder avançar. Há muitas vantagens associadas, entre as quais podemos destacar o contributo para o estabelecimento de parcerias de negócio, investimento e financiamento numa lógica inclusiva, de equidade e reciprocidade, envolvendo agentes económicos de cada um dos Estados. Podemos ainda referir enquanto vantagens:favorecer a dinâmica de investimento em áreas críticas de desenvolvimento;conferir escala e melhor percepção de risco no acesso aos mercados financeiros; reforçar o escrutínio, independência e credibilização das propostas de financiamentoe promover a valorização e intercâmbio entre instituições dos diferentes Estados.

  • Boa Governação Corporativa e Alternativas de Financiamento e Investimento

    O Instituto de Directores de Moçambique (IODmz) em parceria com a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), vai realizar no dia 7 de Novembro de 2018 um seminário sobre Boa Governação Corporativa e Alternativas de Financiamento e Investimento via Bolsa de Valores.

    O evento insere-se no quadro do Memorando de Entendimento entre a BVM e o IoDmz, que tem como foco a divulgação da informação sobre os requisitos de acesso às alternativas de financiamento e investimento, o funcionamento do mercado bolsista, amelhoria contínua do ambiente de negócios, o desenvolvimento sustentável do mercado de capitais e da economia nacional, promoção de boas práticas de governação e liderança ética de negócios.

    O seminário contará com a participação das PMEs, empresas cotadas e em processo de admissão a cotação, parceiros estratégicos da BVM e do IoDmz, entre outros.

    De realçar que, em 2009 a BVM criou um segmento especial designado “Segundo Mercado”, direccionado às PMEs, com o objectivo de dinamizar e diversificar as ofertas de financiamento via Bolsa de Valores, oferecendo uma maior visibilidade às empresas, maior confiança ao mercado, benefícios fiscais para os accionistas, investidores nacionais e estrangeiros e maior valorização do potencial das empresas cotadas.

    Importa referir que ter um quadro de Governação Corporativa robusta e actuante, condição determinante para aceder ao financiamento via BVM e ter credibilidade junto aos parceiros nacionais e de cooperação internacional, é vital a construção de capacidades para boa governação corporativa e liderança ética de negócios.

    Esta iniciativa irá proporcionar uma oportunidade para a divulgação das oportunidades oferecidas pelo mercado bolsista na mobilização de recursos financeiros e aprofundar o conhecimento dos requisitos, funcionamento do mercado e as suas vantagens, bem como dotar os participantes de ferramentas essenciais para se financiarem e investirem via Bolsa de Valores de Moçambique.

    O evento terá lugar na Quarta-feira, dia 7 de Novembro de 2018, pelas 8h, no Hotel Indy-Village, Rua Macombe Nongué-Nongué, n1, 373 Sommerschield, Maputo.

  • Tributo a Alcione e Martinho da Vila

    O Centro Cultural Brasil-Moçambique irá realizar o evento Samba de Mesa em Tributo a Alcione e Martinho da Vila que realiza no dia 9 de Novembro, pelas 18h30. O evento contará com a banda Mistura Fina, com participação especial do cantor e guitarrista Jesse Malanguisa e o ator Expedito Araújo.

    Banda Mistura Fina

    A Banda Mistura Fina surgiu em 10 de Outubro de 2014 na cidade de Maputo, Moçambique do encontro dos músicos brasileiros Claudinho, Josias, Sebastian e Bia. Os quatro conheceram-se no período da Copa do Mundo de Futebol em Junho de 2014. Deste encontro surgiu a ideia de formar um grupo musical e, quatro meses depois, surgia a Banda. Mais tarde juntaram-se ao grupo dois músicos moçambicano

    Expedito Araújo

    Expedito Ferreira de Araújo, é um gestor cultural, cientista social e actor brasileiro. Estudou ciências sociais na UERJ (Rio de Janeiro) e artes cénicas na UNIRIO (Rio de Janeiro). Actualmente reside em Maputo, Moçambique. Nesta cidade tem desenvolvido projectos sociais, culturais e de educação. Grande parte, voluntários. Tem seu foco de pesquisa e actuação em actividades relacionadas às intersecções de artes cénicas, cultura, educação e saúde. Foi curador artístico do Programa Cultural Vivo EnCena, da Vivo por sete anos, de 2010 a 2017.

  • Shaazia Adam leva consigo ´liberation´ além fronteiras

    Nova colecção da estilista Moçambicana, Shaazia Adam, desfilou a sua classe no South Africa Fashion Week 2018

    `Liberation´, é o nome da nova colecção, composta por 30 peças, que foi recentemente lançada em Maputo, pela Fashion Designer Shaazia Adam, e, não parou por aqui, tendo ido desfilar a sua classe no South Africa Fashion Week, na África do Sul, no passado dia 24 de Outubro.

    O South African Fashion Week (SAFW) teve lugar num dos mais prestigiados centros comerciais de África, Sandton City, em Joanesburgo, num novo espaço do centro comercial, no último andar, um evento que contou com a presença de empresários, imprensa, figuras públicas, estilistas e modelos, tendo sido abrilhantado por estilistas sul-africanos de renome, e por Shaazia Adam, de nacionalidade Moçambicana, que brilhou com a sua mais recente colecção no país vizinho.

    ´Liberation´ é uma colecção que foi criada a pensar nas mulheres que ousam ser livres, independentes e com estilo próprio, nela está patente a sofisticação e elegância, características estas que fizeram com que, a fashion designer levasse consigo além-fronteiras, a representar o seu país de origem, mostrando assim, que em Moçambique, também existem bons talentos.

    A colecção foi bastante aplaudida no South Africa Fashion Week, pois Shaazia Adam, usou a sua criatividade e imaginação, tendo criado peças tão únicas e sofisticadas, e o resultado esteve visível aos olhos de quem esteve presente para testemunhar esse momento, tão impar, porém com imenso glamour.

    Nesse âmbito, Shaazia Adam, teve também oportunidade de participar no SAFW Trade Show, um evento vocacionado para estilistas que têm como objectivo comercializar suas marcas noutros mercados. Trata-se de um evento que é anualmente organizado pelo South Africa Fashion Week, concebido para ser um local de comércio próximo, ou seja, para optimizar o poder de compra dos consumidores e participação dos proprietários das lojas. Os organizadores do evento acreditam que estes eventos são a forma mais eficaz para os designers aumentarem a notoriedade de suas marcas junto dos retalhistas. Tem sido parte integrante da visão dos organizadores do evento, construir um evento comercial que ofereça melhores oportunidades “business-to-business” para a indústria de moda.

    As marcas expositoras são cuidadosamente seleccionadas, garantindo que estejam prontas para o varejo com processos de negócios sólidos, que permitirão a entrega conforme o pedido. O “Trade Event” fornece visibilidade, aumenta credibilidade e proporciona oportunidade de estabelecer novos contactos com clientes e fornecedores, é também uma oportunidade de gerar parcerias, junto dos diversos stakeholders.

    “Desde que iniciei a minha carreira que, tracei alguns objectivos, e vou concretizando passo a passo, alguns consegui realizar ao longo destes 11 anos de carreira, como abrir o meu próprio espaço e ter o meu negócio, e consequentemente, empregar pessoas, o que me faz sentir de facto realizada, pois acredito que desta forma estou também a contribuir para o desenvolvimento económico e social do meu País.

    Mas, como disse, não quero parar por aqui, tenho sonhos e mais objectivos e um deles, sempre foi o de expandir a minha marca para outros mercados, nesta fase não diria ter um espaço ou loja fora de Moçambique, mas gostava muito de poder comercializar a minha marca noutros mercados, dai, ter achado interessante participar do South Africa Fashion Week Trade Show, com a minha mais recente colecção, pois este é um evento que visa dar oportunidade a estilistas que, como eu, pretendem comercializar e apostar noutros mercados, muito focado em orientar os estilitas para o mundo de negócios. Estou bastante entusiasmada, porque tive um feedback positivo, tive uma oportunidade única de conhecer outros estilistas talentosos, focados na sua carreira, onde pude partilhar a minha experiência e trocar ideias. Aprendi bastante, foi de facto enriquecedor para mim, tão enriquecedor, que estou neste momento a preparar a minha próxima colecção”, afirmou Shaazia Adam, fundadora da marca.

    “E não menos importante, quero também partilhar que minha ida à África Sul, trouxe-me bons resultados, porque estou neste momento a fechar um contrato, para prosseguir com a comercialização da minha marca naquele mercado. Para mim, é uma honra e é bastante gratificante, por isso, quero agradecer aos meus familiares, amigos e parceiros, que me têm acompanhado nesta caminhada, ao longo destes anos todos, o apoio de todos tem sido um factor crucial na minha carreira, muitíssimo obrigada”, concluiu Shaazia Adam.

    A marca ‘Shaazia Adam’ já existe desde 2007. A jovem estilista abriu a sua primeira loja em Maputo, em 2015, dedicada a ponto-a- vestir, depois de um início de carreira que começou com alta-costura.

    Mas a jovem Designer pretende chegar mais longe, e, assim, expandir a sua marca para outros mercados do continente Africano. Foi nessa perspectiva que, para além de mostrar que em Moçambique existem bons criadores de moda, com boas capacidades técnicas, Shaazia quis também desfilar a sua mais recente colecção no South Africa Fashion Week.

    Importa frisar que o trabalho de Shaazia é reconhecido nacional e internacionalmente, depois de várias presenças no Mozambique Fashion Week, Portugal Fashion Week, Riccione Moda Itália e Plitz New York Fashion Week, entre outros palcos de moda.

  • Standard Bank e Eni Rovuma Basin vão incrementar apoio às PME

    O Standard Bank e a Eni Rovuma Basin assinaram, na quinta-feira, 31 de Outubro, um memorando de entendimento com vista à implementação de um programa de desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME), bem como às startups moçambicanas no acesso aos mercados, à mentoria e a serviços de apoio aos negócios.

    De acordo com o Índice Global de Empreendedorismo de 2017, Moçambique ocupa, actualmente, a 123ª posição de um total de 138 países com ecossistemas favoráveis ao empreendedorismo, o que significa que o País tem um longo caminho a percorrer em termos de criação e estabelecimento de um quadro de empreendedorismo desejável e ecossistema necessário para prestar o devido apoio às PME, de modo a que alcancem a inclusão, a estabilidade e a escalabilidade esperadas.

    Como resultado deste memorando, as partes vão colaborar no apoio e desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo, incluindo actividades de estímulo à criação da cadeia de fornecimento local, programas de desenvolvimento de competências e de transferência de conhecimentos e técnicas que facilitem o acesso aos mercados.

    Na ocasião, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, explicou que o memorando visa, essencialmente, promover o crescimento inclusivo, através do desenvolvimento de um ecossistema que permita que as PME explorem o seu potencial e tirem proveito dos megaprojectos.

    Através desta parceria, “o Standard Bank, como um banco implantado no País há mais de 124 anos, vai usar a sua experiência e capacidade para ajudar as PME a crescer e a ter acesso aos mercados”, disse o administrador delegado, que apontou a Incubadora de Negócios do banco, como um projecto que tem contribuído não só para o desenvolvimento de capacidades por parte das Pequenas e Médias Empresas, mas também para o surgimento de empreendedores, aos quais são transmitidos conhecimentos e ferramentas essenciais para a sua fácil inserção no mercado, incluindo o dos megaprojectos.

    O programa será constituído por quatro pilares, nomeadamente: Ideação (promoção do acesso a metodologias de conceituação de ideias de negócio e influenciar uma cultura mais favorável ao empreendedorismo); Incubação (Apoio às PME através de mentoria e capacitação com vista à criação e validação de novos negócios em sectores de interesse nacional, não se limitando ao sector de Petróleo e Gás); Aceleração (identificação de PME com potencial de crescimento e apoiá-las no estabelecimento de ligações comerciais para abordar os obstáculos ou desafios que impedem o seu crescimento), Crescimento inclusivo (garantir o empoderamento da mulher e de jovens e desenvolvimento do comércio formal).

    Com abrangência nacional, o programa terá como foco a província de Cabo Delgado, concretamente a cidade de Pemba, por ser uma região-chave para o desenvolvimento económico.

  • INSS põe termo a esquemas irregulares de atribuição de pensões e subsídio de doença

    O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) tem estado a fazer averiguações de processos irregulares de prestações detectados durante o processo de migração da informação manual para o sistema informático, no quadro da execução da segunda fase do Sistema de Informação da Segurança Social de Moçambique, o SISSMO-Pagamento.

    Durante o trabalho, foi identificado, um caso da pensão de sobrevivência, no distrito de Sussundenga, província de Manica, em que o irmão do falecido beneficiário recebeu, de forma fraudulenta, durante alguns meses, o montante de 71.074,75 meticais, em nome da viúva e dos órfãos.

    Como medida, o INSS, em coordenação com as autoridades administrativas daquele distrito, exigiu que o visado devolvesse à família o valor que recebera de forma indevida, o qual comprometeu-se, através de uma declaração, a fazê-lo em prestações mensais.

    Na província da Zambézia, a delegação provincial do INSS indeferiu um processo de subsídio de doença, por se ter constatado que os dois atestados de doença apresentados pelo requerente eram falsos.

    O beneficiário que cometeu o acto foi suspenso dos seus direitos durante um período de seis meses, tendo sido feita a participação criminal do caso à Procuradoria provincial.

  • Arranca hoje Semana Cultural Moçambique-Portugal

    Arranca esta terça-feira, 6 de Novembro, em Maputo, a semana Cultural Moçambique-Portugal, uma iniciativa de promoção da cooperação cultural, musical, entre outras áreas de interesse, no âmbito universitário, entre a Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Universidade Pedagógica (UP) e a Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE). A mesma conta com o patrocínio do BCI e da ARTEMEDA, e como apoio da Órbita e da ESMAE.

    Em Maputo, encontram-se já o guitarrista e docente português, Artur Caldeira, licenciado em Guitarra Clássica e Mestre em Interpretação Artística pela ESMAE e na classe de José Pina. E o também guitarrista português, Daniel Paredes,licenciado em Guitarra Clássica pela ESMAE, frequentando actualmente o Mestrado em Interpretação Artística naquela prestigiada instituição.

    A semana vai proporcionar sessões de formação a docentes e discentes, workshopsobre didáctica de ensino de instrumento, troca de experiência curricular e pedagógica, com vista a potenciar as universidades moçambicanas no ensino da música, na investigação musical e na interacção com o público.

    Pretende-se igualmente com o projecto conceber uma plataforma comum de trabalho para o futuro, com ênfase para a investigação científica, explorando o potencial do espólio musical moçambicano, através da variada gama de instrumentos tradicionais existentes, passíveis de configurar novos pensamentos musicais, contribuindo para o enriquecimento e valorização da cultura moçambicana no país e no mundo.

    Refira-se que a cerimónia de abertura da Semana Cultural terá lugar amanhã, dia 6, às 15 horas, no Centro Cultural Universitário da UEM, e contará com a presença da Embaixadora de Portugal; dos Reitores da UEM, e da UP; do representante da Universidade do Porto, entre outras personalidades públicas, membros dos corpos docente e discente destas instituições de ensino, músicos e convidados. A cerimónia terá momentos de poesia, teatro e música.

  • Crianças expõem legado de Mandela

    Está patente, desde 1 de Novembro, no Auditório do BCI, em Maputo, a exposição de pintura intitulada “UP Celebrando o Centenário de Mandela”, em homenagem a este ícone de luta contra o Apartheid. A mostra reúne obras de pintura produzidas por alunos das escolas primárias Completa da Maxaquene, Completa 4 de Outubro, da Coop e Noroeste1. A mesma foi organizada pela Fundação UP (Universidade Pedagógica), com o apoio do conceituado artista plástico moçambicano Naguib, que orientou as crianças na produção artística.

    Na cerimónia de inauguração, o administrador do BCI, Mukhtar Abdulcarimo, afirmou que para o Banco “constitui uma grande honra receber uma mostra em que se celebra esta figura quelutou pela construção de uma vida melhor para o seu povo, garantindo a igualdade social, política e económica para todos.” Abdulcarimo reiterou, mais adiante, o apoio do Banco à cultura, como parte do compromisso do BCI na valorização dos artistas moçambicanos, agentes fundamentais na elevação da auto-estima e na defesa de uma identidade cultural de Moçambique cada vez mais rica e forte.

    Por seu turno, após fazer um elogio à vida e obra de Madiba, o Vice-Reitor da UP, Boaventura Aleixo, sublinhou a riqueza do legado deixado a esta e às futuras gerações, olhando para as obras dos artistas de palmo e meio, como “pinturas com muita cor e alegria, que transmitem todo este legado de paz, harmonia, felicidade e liberdade que Nelson Mandela quis, sonhou e pelo qual lutou em prol de todos os povos do mundo” – disse, desejando que “esta imagem e sentimento permaneçam em cada uma destas crianças aqui presentes, mas também em cada uma das crianças do nosso país.”

    Ainda segundo Boaventura Aleixo, para além de estarem expostas ao grande público, as obras, na sua maioria, serão doadas a unidades hospitalares, para que crianças lá internadas possam “captar esta alegria de viver que vocês fizeram transmitir através da vossa pintura, e ajudar essas crianças em difuldades a estarem mais felizes e a recuperarem mais depressa”.

    Refira-se que esta mostra, que contou ainda com o apoio de instituições de ensino e a empresa Sasol, poderá ser vista até ao dia 10 de Novembro.

  • Metrobus reajusta preços a partir de Dezembro

    O Metrobus, um sistema integrado de transportes, que combina autocarros e automotoras, na região metropolitana de Maputo, vai reajustar, a partir de Dezembro próximo, as suas tarifas, passando de 29 meticais para 38 meticais a viagem de automotora e de 14 meticais para 18 meticais a viagem de autocarro.
    Entretanto, os principais passes mensais mantêm-se inalterados. O TXOVA Mais permanece em 2.500 meticais e o passe B em 1.250 meticais.
    Está na origem do reajustamento das tarifas, a gestão operacional do negócio e o serviço prestado ao público, que estão longe do equilíbrio financeiro, sendo que o projecto tem estado a financiar o custo dos bilhetes em 80 por cento.
    Concorre para o agravamento desta situação, o facto de 75 por cento da capacidade útil do Metrobus encontrar-se inoperante, devido à falta de acesso às linhas férreas, propriedade da empresa CFM-Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

    Por outro lado, o Metrobus bem como os restantes transportadores públicos metropolitanos continuam a aguardar pelo início dos subsídios aos passageiros, estando actualmente a ser pressionados pela conjuntura económica, o que as faz subir as tarifas.

    Desde o início das operações, o sistema de bilhética foi fiável em 99,6 por cento, sendo que o equipamento rolante (comboios e autocarros), em 1.457 horas de trabalho, apenas registou 2,07 horas de avarias, perfazendo uma eficácia de 99,99 por cento.
    Estes excelentes resultados foram possíveis, porque os recursos humanos estiveram focados, empenhados, motivados e com espírito de proprietário.
    O Metrobus reafirma a sua convicção em continuar a desenvolver este modelo de serviço público e agradece a todos os contribuintes que de formas diferentes colaboram, em especial os utentes.