Categoria: Moçambique

  • Cimeira Financial Times regressa a Maputo

    O Standard Bank apoia a realização da terceira edição da Cimeira Financial Times em Moçambique, agendada para quinta-feira, 8 de Novembro, em Maputo.

    A presente edição, que vai reunir os principais ministros, actores políticos e líderes empresariais locais, bem como internacionais, tem como tema “Construindo as bases para a recuperação económica”.

    O certame realiza-se numa altura em que o País se encontra numa posição sólida, para colher os benefícios do investimento internacional e das parcerias regionais. Apesar da promessa para tal potencial, ainda há muito trabalho por fazer, de modo a garantir uma economia resiliente e sustentável.

    As perspectivas de crescimento para Moçambique, a longo prazo, continuarão robustas, caso esforços continuem a ser feitos perante os desafios existentes.

    O apoio do Standard Bank para a realização desta cimeira enquadra-se no rol de acções que o banco desenvolve para impulsionar o desenvolvimento da economia moçambicana, bem como na sua visão de se posicionar como parceiro do Governo na atracção e implantação de investimentos para Moçambique.

    A CEO para o continente africano do Grupo Standard Bank, Sola David-Bora, vai, numa entrevista com a apresentadora da BBC World News, Lerato Mbele-Roberts, falar sobre a importância de apoiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) e melhorar o acesso ao financiamento.

    A Financial Times Live, entidade que organiza a cimeira, pretende capitalizar o enorme potencial económico e os desafios que o nosso País enfrenta para estabelecer uma economia resiliente. Com o apoio do Standard Bank e de outros parceiros-chave, a cimeira vai criar uma visão vital para os líderes séniores e proporcionar uma valiosa oportunidade de interação.

    O evento conta uma agenda interactiva, com entrevistas, discursos e sessões constituídas por painéis, esperando-se uma participação de perto de 250 pessoas.

  • Universidade Politécnica investe na investigação

    A Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias (ESGCT), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, anunciou, na quinta-feira, 31 de Outubro, na cidade de Maputo, os vencedores da segunda edição das jornadas científicas trans-disciplinares.

    Trata-se de Sameer Suleimane Sidat, graduado recentemente em economia, que foi o maior vencedor, 15 mil meticais, com o tema “Impacto das taxas de câmbio sobre a exportação de principais produtos agrícolas no período 2005 até 2015”.

    Para o vencedor, a escolha do tema tem que ver com o significado da agricultura em Moçambique, por ser um sector com enormes potencialidades, terras férteis e verdes e também pelo historial do país na área da agricultura.

    Por sua vez, a dupla chefiada por Nelma Chongo e Cacilda Nhatitima, estudantes do curso de engenharia civil, nesta universidade, amealhou o segundo lugar, e recebeu um valor simbólico de 10 mil meticais.

    Justificando a escolha do tema “A Aplicação do Betão em Estruturas Especiais” e, o estudo do caso da Ponte Maputo–Katembe, sustentou tratar-se de um assunto actual. O empreendimento, a ser brevemente inaugurado, constitui a maior ponte do continente africano, com uma extensão de aproximadamente 700 metros de betão em vão suspenso.

    “Quisemos estudar o processo de produção e aplicação e os cuidados a ter para a produção deste betão. Eu aprendi o que deve ser feito numa situação de presença alcalina e neste caso foi usado o inibidor da penetração alcalina evitando a corrosão da armadura e a fissuração no futuro”, frisou Nelma Chongo.

    “Agradecemos o apoio e o encorajamento dos docentes da Universidade Politécnica, porque nem pensávamos em participar. Fomos convidados a falar especificamente da ponte. Os estudantes devem aceitar estes desafios para aprofundar mais o conhecimento”.

    Nalva Bucuane Gomes, estudante do curso de ciências jurídicas, foi a terceira classificada, e vencedora de 5 mil meticais, tendo apresentado o tema “A extradição e, a entrega do cidadão no âmbito do Direito Internacional Público e o Tribunal Penal Internacional. Para Nalva Bucuane Gomes foi interessante apresentar e discutir este assunto, porque mexe com tudo o que é esfera jurídica.

    “Não tive a oportunidade de extravasar, mas sinto-me satisfeita. A extradição é um tema importante. O meu tema era mais com o intuito de clarificar o que é a extradição e os seus pressupostos”, disse Nalva, dedicando o prémio ao seu tutor do curso.

    Por sua vez, Sandra Brito, directora da ESGCT, referiu que a introdução das jornadas científicas trans-disciplinares visa consciencializar os estudantes da importância da pesquisa e da necessidade de terminarem o trabalho para submissão ao jurado.

    A escola, conforme ressalvou Sandra Brito, está a investir muito na investigação, porque pretende ver a Universidade Politécnica a atingir lugares cimeiros no ranking das universidades africanas e até mundiais, através da qualidade dos trabalhos e teses finais.

    Importa referir que a presente edição das jornadas-científicas juntou 23 proponentes, dos quais foram seleccionados 16 para a fase final, que culminou com a escolha dos três vencedores.

  • LEMBRETE: ENH e Grupo CWC anunciam a 5ª edição da Cimeira de Moçambique sobre o Gás

    A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a empresa de eventos CWC, com sede em Londres, anunciam a realização da 5ª edição da Mozambique Gas Summit – Cimeira de Moçambique sobre o Gás, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, de 31 de Outubro a 2 de Novembro.

    A conferência acontece num contexto internacional caracterizado pelo excesso de oferta de gás natural liquefeito (LNG) e pela lenta recuperação de investimentos no sector de petróleo e gás, apesar da subida do preço de crude nos últimos meses. Não obstante este cenário internacional, as companhias petrolíferas que operam em Moçambique têm mantido confiança em relação ao País, sendo um dos exemplos disso a tomada, no ano passado, da Decisão Final de Investimento (FID) para a construção da plataforma flutuante de LNG (FLNG) do Coral Sul, tornando-se assim no único projecto do género aprovado no mundo, em 2017. Por outro lado, as petrolíferas que operam em Moçambique estão empenhadas em materializar os projectos de LNG da Bacia do Rovuma, prevendo-se a tomada da FID do Golfinho Atum, da Área 1, no primeiro semestre de 2019, e do Mamba, da Área 4, também ao longo de 2019.

    Além disso, há dias, o Governo de Moçambique assinou contratos com três consórcios internacionais para a concessão de novos blocos de pesquisa e produção de hidrocarbonetos no País a partir do próximo ano, prevendo-se investimentos acima de 700 milhões de dólares na fase de pesquisa.

    Estas e outras matérias serão objecto de reflexão nesta cimeira, que também se debruçará sobre os desafios e perspectivas de participação nacional na indústria. O programa da cimeira inclui debates e apresentações sobre A posição de Moçambique como um Centro Regional de Gás Natural e LNG; Financiamento para os projectos de Gás Natural e de LNG; Monetização de Gás de Moçambique; Novos Mercados para o Gás de Moçambique; Oportunidades para a Industrialização de Moçambique; entre outros temas.

    Esta cimeira conta com o apoio do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), do Instituto Nacional de Petróleo (INP), do Alto Comissariado Britânico em Maputo, da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), do Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e da Associação Nacional de Jovens Empresários de Moçambique (ANJE).

    A cimeira é organizada com o apoio dos operadores da indústria de petróleo e gás de Moçambique, nomeadamente a Anadarko e o projecto Mozambique LNG, como patrocinadores da categoria de platina, a ExxonMobil e a Eni, na categoria de ouro, e na categoria de bronze estão a Enmar, TechnipFMC, Baker Hughes, uma empresa da General Electric, Subsea 7, Sasol, Poten & Partners, Wartsila, Standard Bank e a G4S.

    O evento decorrerá na Sala Multi-uso do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano e a cerimónia oficial de abertura será no dia 1 de Novembro, a partir das 9h.00. Entretanto, o programa geral da cimeira arranca no dia 31 de Outubro, com a realização do Dia de Conteúdo Local, a partir das 9h00.

  • VIII Edição das Jornadas de Direito Bancário

    O Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em parceria com a PLMJ-Advogados e a JLA-Advogados, realizou, na semana finda, em Maputo, a VIII edição das Jornadas de Direito Bancário, que privilegiaram este ano estudo comparado entre realidades de Moçambique e de Portugal.

    O evento integroudois painéis. O primeiro dedicado à discussão do Código de Conduta das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras em Moçambique, teve como oradores Anselmo Samussone e Gonçalo dos Reis Martins, que dissertaram respectivamente sobre o Código de Conduta das Instituições de Crédito, e o Código de Conduta, numa perspectiva de Direito Comparado entre Moçambique e Portugal. O segundo painel esteve voltado para a discussão do “Regime Jurídico do Sector Empresarial do Estado em Moçambique”, e teve como oradores Paulino Langa e Manuel Neves, que abordaram, respectivamente, a realidade moçambicana, e o Regime do Sector Empresarial em Direito Comparado, Moçambique/ Portugal.

    Falando na abertura da sessão, o presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, expressou a sua satisfação e congratulou os especialistas que têm jogado um papel preponderante para que as jornadas de Direito Bancário se tenham tornado um espaço privilegiado de reflexão, onde a experiência profissional, a qualidade e o reconhecido mérito dos intervenientes constituem um alicerce na “criação de uma plataforma para a busca de sensibilidades, recolha de contributos, partilha de conhecimento e de experiências sobre os problemas jurídicos que se levantam no nosso sector financeiro”.

  • Dia Mundial da Poupança: Standard Bank associa-se ao evento

    O Standard Bank associou-se às celebrações do Dia Mundial da Poupança, que se assinala a dia 31 de Outubro, como forma de incentivar os seus clientes, em particular, e a sociedade em geral, a adoptar bons hábitos financeiros, que passam pela reserva de dinheiro para investimentos, bem como para emergências.

    Na qualidade de padrinho de duas escolas secundárias, no que se refere a iniciativas de educação financeira, esta instituição bancária levou vários estudantes a participar nas cerimónias centrais, que tiveram lugar no Centro Cultural do Banco de Moçambique, no município da Matola.

    Durante o evento, promovido pelo Banco de Moçambique, os estudantes das várias escolas de Maputo e Matola tiveram a oportunidade de ganhar vários brindes, ao participar nos concursos de educação financeira que o banco promoveu no seu stand.

    Importa realçar que o Dia Mundial da Poupança foi criado com o intuito de alertar os consumidores para a necessidade de disciplinar gastos e de amealhar alguma liquidez, de forma a evitar situações de sobreendividamento.

    A ideia de criar uma data especial para promover a noção de poupança surgiu em Outubro de 1924, durante o primeiro Congresso Internacional de Economia, em Milão, Itália. Todos os anos são organizadas diferentes actividades neste dia.

  • Desporto, saúde e música marcaram 20º aniversário da Cornelder

    A Cornelder de Moçambique, S.A (CdM), concessionária dos Terminais de Contentores e de Carga Geral do Porto da Beira, celebrou semana finda, na Cidade da Beira, o seu 20º aniversário tendo, para o efeito, sido realizadas diversas actividades de carácter social, desportivo e cultural.
    As comemorações dos 20 anos da CdM tiveram o seu ponto mais alto no sábado, dia 27 de Outubro, com destaque para a 2ª Edição da Légua da Beira que contou com a participação de mais de 3.000 atletas de diversas categorias que percorreram o trajecto de cerca de 7.5 kms.
    Esta Légua preparada ao mínimo pormenor e com padrões internacionais contemplou sete categorias em masculinos e femininos, nomeadamente: Federados, Populares, Veteranos, Estudantes, Trabalhadores da CdM, Hinterland e Comunidade Portuária. De referir que a 2ª Légua da Beira contou com o suporte técnico da Associação Provincial de Atletismo de Sofala e assistência clínica da Faculdade de Ciências e Saúde da Universidade Católica de Moçambique.
    Dado o sucesso e o impacto verificado na primeira edição realizada em 2017 e almejando que esta prova se torne de referência não só para a província de Sofala mas para Moçambique e para a região, decidiu-se investir num sistema de cronometragem eletrónica, facto que confere maior fiabilidade a prova.
    Paralelamente, decorreu no Largo dos CFM uma feira de saúde, no âmbito da 11ª edição da campanha “Porto Saudável”, um projecto da CdM na área de saúde que visa, essencialmente, promover sessões de consciencialização do HIV/SIDA. As cerca de 5.000 pessoas que aderiram à feira, realizaram testagens voluntárias em HIV/SIDA, tensão arterial, diabetes e consultas de oftalmologia.
    No período da noite, a Direcção da CdM ofereceu um jantar aos seus clientes, parceiros e trabalhadores que contou com honrosa presença do Governador da Província de Sofala, Alberto Mondlane. Na ocasião, Jan de Vries, Administrador Delegado da CdM, , dissertou sobre o historial da empresa, vincando que, ao longo das duas décadas de vigência do Acordo de Concessão, a CdM investiu de forma maciça no aumento da capacidade portuária e na melhoria da produtividade dos terminais sob sua gestão.
    Referenciou que o Terminal de Contentores e Propósitos Múltiplos manuseou 219 Mil TEUs em 2017, um volume seis vezes maior que o de 1999; o Terminal de Carga Geral aumentou 5 vezes o seu volume de manuseamento, passando de 467 Mil toneladas métricas para 2.6 Milhões de toneladas métricas em 2017.
    Sublinhou ainda que “com vista a responder ao forte crescimento, a CdM mais do que duplicou a sua força de trabalho, tendo criado 705 postos de trabalho permanentes, enquanto a mão-de-obra indirecta aumentou para mais que 5 mil postos de trabalho”.
    Ressalvou ainda que " a CdM foi distinguida várias vezes pelo Governo de Moçambique, pela sua contribuição fiscal e em 2012 e 2015 foi distinguido com o prémio da melhor empresa de Moçambique, pela prestigiada revista “As Cem Maiores Empresas”.
    Para fechar a noite com a chave de ouro, teve lugar um grandioso concerto musical no Largo dos CFM, que ficou lotada com os mais de 10.000 convidados que tiveram a oportunidade de ver ao vivo prestigiadas bandas nacionais como os Djakas, Pablo Baptista, Banda Kakana e Mindo, que dividiram o mesmo palco com o conceituado músico zimbabwiano Jah Prayzah e sua banda.
    A anteceder o evento cultural e desportivo do dia 27 de Outubro, na sexta-feira, dia 26 de Outubro nas instalações do Clube do Golfe da Beira, a CdM promoveu um torneio de golfe que contou com a participação de clientes nacionais e estrangeiros, parceiros e amantes da modalidade, tendo registado a participação recorde de 50 atletas.
    No dia 23 de Outubro, nas instalações da CdM, teve ainda lugar o workshop designado Porto Rosa, sob o lema, “Juntos somos mais fortes na luta contra o cancro da mama”, uma iniciativa promovida no âmbito do projecto Porto Saudável, no âmbito da campanha mundial Outubro Rosa. O workshop contou com a presença de colaboradoras da empresa e foi realizado em parceria com a Faculdade de Ciências e Saúde da Universidade Católica de Moçambique. A CdM promoveu ainda, na ocasião, uma campanha de doação de roupas e acessórios de beleza que serão, posteriormente, canalizados a mulheres que se encontram internadas no Hospital Central da Beira.
    Também no dia 21 de Outubro, a CdM patrocinou o Torneio Internacional de Motocross e Moto 4, uma prova promovida pelo Motor Clube da Beira e que contou com a participação de 50 pilotos de Moçambique e do Zimbabwe.

  • Como o humor pode ser usado para se dizer certas verdades

    Os cartoonistas utilizam o humor e um tipo de prosa bastante expressiva para camuflarem a verdade. A forma lúdica com que trabalham veicula mensagens ao mesmo tempo que provocam riso. Ainda assim, o que dizem é importante para a sociedade.

    Esta foi a constatação feita por Célia Nhancupe, investigadora e docente na Universidade Pedagógica, durante a apresentação do 9° sub-tema das “Tertúlias Itinerantes”, edição de 2018, realizada, recentemente, na Escola Portuguesa de Moçambique.

    Para aquela docente, a interpretação da escrita humorística pode ser realizada em diferentes dimensões, uma vez que, os cartoonistas elaboram o seu trabalho, também, com recurso ao sarcasmo e à banda desenhada. Isto suscita muitas leituras, dependendo do background do leitor.

    Para sustentar o seu posicionamento, Célia Nhancupe utilizou parte das obras de Sérgio Zimba, Sérgio Tique e Neivaldo Nhatugueja. Estes autores adoptam o humor e o sarcasmo, como técnica para interagirem com os seus públicos e com a sociedade, no geral. A partir do seu trabalho, podem contribuir para a mudança de determinadas atitudes como, por exemplo, o excesso de utilização de campos de jogos, para fins diferentes dos propósitos para que foram construídos, algo que acontece em Moçambique.

    Questionada sobre a interpretação de factos sociais ligados às tradições nacionais retratadas por alguns cartoonistas e apresentados durante o evento, Célia Nhancupe disse ser uma tentativa de colocar os públicos a reflectirem sobre elas. Deu o exemplo de uma vinheta na qual se retrata o kuphahla, ou seja nela se destaca um senhor de idade a evocar os espíritos dos seus antepassados, vertendo água por cima de um tapete, num hotel. Segundo ela, uma das abordagens que aquele desenho suscita é a adequação de determinadas práticas em determinados lugares, sem, contudo, subalternizar culturas.

    A próxima tertúlia terá lugar no dia 22 de Novembro, no Centro Cultural Português em Maputo, durante a qual será abordado o tema: “Fluxos de comunicação intercultural entre Moçambique e Portugal”, pelos organizadores deste evento académico, “Tertúlias Itinerantes” e mais uma convidada da Universidade do Minho, Rosa Cabecinhas.

    O mês de Novembro terá ainda uma outra tertúlia, no dia 27, subordinada ao tema “Dinâmicas culturais em Moçambique e seu impacto na promoção do turismo”, inserida no Congresso Internacional sobre Turismo, organizado pela Universidade Politécnica.

    Importa referir que esta iniciativa académica é coordenada por Sara Laisse, docente da Universidade Politécnica, Eduardo Lichuge, da Universidade Eduardo Mondlane e Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona do Porto.

  • Standard Bank apoia massificação de ténis em escolas primárias

    Terminou, no sábado, 27 de Outubro, o torneio inter-escolar de ténis, inserido no âmbito do projecto de massificação da modalidade, promovido pelo Standard Bank em parceria com a Federação Moçambicana de Ténis (FMT), e que envolveu alunos de seis escolas primárias das cidades de Maputo e Matola.

    A fase final da competição contou com a participação de 60 alunos das escolas EPC de Lhanguene Centro, EPC Minkadjuine, EPC Bagamoyo-Matola, EPC de Wiriyamu, Escola Primária Amilcar Cabral e a Escola Primária Lhanguene Piloto, seleccionados nos torneios intraescolares, que consistiram na realização de jogos para o apuramento dos 10 melhores em cada instituição de ensino, sendo cinco em cada categoria (masculinos e femininos).

    O projecto de massificação de ténis, de acordo com o director de Marketing e Comunicação do Standard Bank, Alfredo Mucavela, visa tornar esta modalidade comum e praticada por todas as classes sociais, daí o envolvimento das escolas primárias.

    “Pela sua natureza o ténis é associado à elite. Por isso, fomos às escolas buscar crianças que gostam de desporto. A ideia é incentivá-las a praticar esta modalidade pois só assim é que podemos descobrir talentos”, enfatizou Alfredo Mucavela.

    Num outro desenvolvimento, o director de Marketing e Comunicação do Standard Bank fez uma avaliação positiva do primeiro ano da iniciativa e garantiu que nas próximas edições serão envolvidas mais escolas. “Vamos fazer estes ciclos de massificação todos os anos a anteceder o Standard Bank Open”.

    “O que pretendemos é dar espaço às crianças no Standard Bank Open, onde poderão familiarizar-se com a modalidade e conviver com grandes estrelas nacionais e estrangeiros”, acrescentou Alfredo Mucavela, que se mostrou satisfeito pelo entusiasmo e vontade demonstrados pelas crianças, bem como pelo envolvimento dos parceiros.

    Por seu turno, a directora nacional adjunta dos Desportos, Cláudia Simbine, congratulou o Standard Bank pela iniciativa, que, na sua opinião, vai ajudar a alcançar um dos objectivos do Governo, que é a massificação do desporto e da sua prática, através do envolvimento das escolas.

    “O ténis, em 2015, em Cabo Delgado, passou a fazer parte dos Jogos Escolares e gostaríamos que, se possível, os promotores desta iniciativa (Standard Bank e FMT) envidassem esforços no sentido de lançar a modalidade noutras províncias e dar oportunidade a outras crianças. A partir desta experiência, estes petizes vão sonhar em ser grandes tenistas, como os que vemos hoje em dia a nível mundial”, referiu a directora nacional adjunta dos desportos.

    Cláudia Simbine foi secundada pelo chefe do departamento do Desporto Escolar, no Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MEDH), Luís Amiel, que apelou à capacitação de mais técnicos e professores de educação física com vista à dinamização da prática desta modalidade nas escolas.

    “É gratificante sabermos que temos um parceiro (o Standard Bank) que está a promover uma iniciativa de massificação do ténis. É importante dar aos alunos a oportunidade de praticar esta e outras modalidades. A iniciativa começou nas cidades de Maputo e Matola mas a nossa vontade é vê-la replicada pelas capitais provinciais”, disse Luís Amiel.

    Válter Marta, um dos participantes e que ocupou o primeiro lugar em masculinos, louvou o projecto e manifestou vontade de continuar a praticar a modalidade. “Sinto-me preparado e quero vencer mais vezes. Tivemos uma boa formação e gostaria que o Standard Bank continuasse a promover esta iniciativa nas escolas”.

    Importa realçar que o torneio inter-escolar teve como vencedores, em ordem crescente, Válter Marta (EPC Minkadjuine), Alberto Manuel (EPC de Wiriyamu) e Dionísio Júnior (EPC de Bagamoyo-Matola), em masculinos, e Sónia Levi (EPC de Bagamoyo-Matola), Aliya Nelson (EPC de Lhanguene Centro) e Argentina Macamo (EPC de Lhanguene Centro).

  • Mozambique Gas Summit debate participação da mulher e o conteúdo local na indústria extractiva

    Terá lugar, entre os dias 31 de Outubro e 2 de Novembro, na cidade de Maputo, a quinta edição do Mozambique Gas Summit, no qual será debatida a participação da mulher na indústria extractiva, bem como o conteúdo local, nos mega-projectos do sector.

    O evento, que conta com o apoio do Standard Bank, vai juntar no mesmo espaço agentes económicos, tomadores de decisão nacionais e internacionais da área do gás, investidores locais, regionais e internacionais, para discutirem sobre as oportunidades que Moçambique oferece neste sector.

    Para além de expôr as suas capacidades e domínio sobre a área de petróleo e gás, através de um stand, o Standard Bank vai participar em dois painéis de debate, nomeadamente “The Role of Technology and Innovation to Develop National Content & PMEs in Mozambique” e “Financing Gas & LNG Projects in Mozambique Opportunities and Hurdles”.

    De acordo com Alfredo Mucavela, director de Marketing e Comunicação do Standard Bank, esta conferência constitui uma mais-valia na atracção de investimentos para o País, assim como para que vários especialistas possam contribuir com as suas experiências e conhecimento no desbloqueio dos processos em curso na área do petróleo e gás, em Moçambique.

    “Esta é uma oportunidade para que as Pequenas e Médias Empresas locais possam sentar-se à mesma mesa com as grandes multinacionais que operam no sector para se debruçarem sobre a maneira como elas podem fazer parte da cadeia de valor de exploração do gás natural”, indicou Alfredo Mucavela.

    Por esta razão, conforme sublinhou, o Standard Bank apoia a realização desta conferência, devendo, para além da componente financeira, disponibilizar especialistas na área para partilharem conhecimento, através dos debates e ajudar na consolidação de ideias que podem levar o País a tirar o máximo proveito das oportunidades existentes.

    Refira-se que o Standard Bank é o único banco nacional que participou no financiamento de aproximadamente 8 biliões de dólares norte-americanos para a construção da Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, o que pode ajudar o País a retornar ao ritmo acelerado de crescimento.

  • Zambianos vão incrementar uso do Corredor da Beira

    Para promover, discutir e, consequentemente, concertar posições sobre um vasto leque de assuntos relacionados com o Corredor da Beira, na província de Sofala, a concessionária dos Terminais de Contentores e de Carga Geral do Porto da Beira, Cornelder de Moçambique S.A. (CdM), e seus parceiros, estiveram reunidos, numa conferência, recentemente realizada em Lusaka, na capital da Zâmbia.

    O evento contou com a participação de cerca de 250 delegados, dos quais 40 representantes de instituições e entidades públicas moçambicanas, das áreas tributária, transportes de diversas linhas de navegação, agentes transitários, transportadores, entre outros.

    Durante o encontro fez-se uma abordagem e discussão sobre aspectos relacionados com os mais recentes desenvolvimentos do Corredor logístico da Beira e, igualmente, ultrapassados constrangimentos, através do contacto presencial e directo, propiciado pela conferência, bem como o reforço e o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições daquele país vizinho.

    A secretária permanente da Indústria e Comércio da Zâmbia, Kayula Siame, que presidiu à conferência, disse, na ocasião, que o governo zambiano está, neste momento, a considerar a utilização mais regular do Corredor da Beira como uma rota alternativa acessível para o Oceano Índico, dado que se verifica o uso mais frequente até agora do corredor norte através de Nakonde.

    No entanto, conforme admitiu aquela governante, há necessidade de se explorar melhor o Corredor da Beira, baseado no facto de ser, indubitavelmente, o trajecto que se revela mais curto e menos dispendioso para as operações logísticas do seu país, aspecto que representa uma vantagem competitiva para os operadores do sistema da região centro de Moçambique.

    Na sua apresentação, Kayula Siame sustentou ser necessário que a Zâmbia aumente as suas exportações para que possa reduzir, significativamente, o défice na balança de pagamentos.

    “O governo zambiano pretende acelerar a facilitação do comércio e já trabalhou na criação de um projecto de lei de administração de fronteiras para facilitar o comércio que visa na sua essência harmonizar as agências na fronteira para evitar a duplicação de trabalho", frisou.

    Por seu turno, Jan de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, fez uma avaliação positiva do evento, destacando o facto de a empresa ter tido a oportunidade de angariar novos clientes para o corredor logístico da Beira, para além de ter colhido contribuições sobre como melhorar a qualidade dos serviços prestados aos utilizadores.

    Importa referir que esta foi a segunda edição da iniciativa "Beira Corridor", tendo a primeira edição sido realizada no mês de Agosto do corrente ano na República do Zimbabwe, especificamente na cidade de Harare onde se concentraram mais de 200 participantes.

    Foto: Jan de Vries

  • “Estudantes moçambicanos na diáspora também são grandes intervenientes na difusão da cultura moçambicana”

    O docente e investigador na Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane, Afonso Vassoa, considera que a diplomacia cultural em Moçambique é um termo transversal, que visa encontrar mecanismos e políticas estratégicas para o alcance de relações multi-culturais entre os diferentes actores da sociedade, que possam beneficiar as relações políticas, económicas e culturais de forma a serem conhecidas no país e na diáspora, podendo ser usadas de várias formas, desde a esporádica até à planificada.

    O académico fez este pronunciamento durante a apresentação do oitavo sub-tema do 3º ciclo de debates académicos “Tertúlias Itinerantes”, que decorreu, na quarta-feira, 26 de Setembro, em Maputo, intitulada “Diplomacia cultural em relações internacionais”, no Centro de Estudos Brasil-Moçambique.

    Para aquele investigador, os estudantes moçambicanos na diáspora também são grandes intervenientes na difusão da cultura moçambicana, uma vez que estes têm a nobre missão de difundir as culturas nacionais onde estiverem a conviver com outros povos.

    Além disso, “A diplomacia cultural em Mocambique é transversal em várias áreas de actuação, desde a política, económica e cultural. É necessário que o interesse pela transversalidade da nossa diplomacia cultural comece por nós, isto é, nas escolas, nas embaixadas e pelos principais intervenientes que são alguns braços do governo, tais como os ministérios de educação, dos negócios estrangeiros e a sociedade civil, e as comunidades moçambicanas na diáspora”, sustentou.

    Questionado sobre a aculturação dos moçambicanos através das artes, cultura e hábitos, expressas pela importação da cultura de países como a República da África de Sul, o Brasil, a Angola, entre outros, este disse que a reversão dessa situação é possível, desde que haja mudança de comportamentos que nos possa permitir fazer um trabalho sistemático, não basta fazer de forma esporádica, mas sim com um nível de coordenação muito alta.

    Por outro lado, Sara Laisse, uma das coordenadoras das sessões “Tertúlias Itinerantes”, disse que deste encontro podem-se tirar várias ilações, por exemplo, o facto de a diplomacia cultural poder ser desenvolvida de várias formas e por diferentes instituições em Moçambique. Para a docente da Universidade Politécnica, a sociedade civil moçambicana tem o papel de veicular junto das embaixadas e além-fronteiras, a nossa cultura para o bem da diplomacia cultural em relações internacionais.

    Reforçou o seu posicionamento referindo que as escolas nacionais poderiam introduzir também as temáticas da interculturalidade e da transversalidade da cultura para o bem-estar da diplomacia cultural entre os moçambicanos, tomando em conta a multiculturalidade do país.

    Num outro desenvolvimento, Carlos Sotomane, moderador desta sessão, ressalvou o facto de o conceito de soft-power constituir uma abordagem positiva no domínio da diplomacia cultural, uma vez que facilita os processos de diálogo a vários níveis do exercício do poder (económico, político, bilateral, multilateral e multissectorial). Esta lógica permite reduzir as zonas hegemónicas entre os povos, independentemente da sua posição no contexto global.

    Um exemplo que nos remete à ideia de soft-power é o tipo de diálogo que se estabelece entre as populações das regiões fronteiriças, nas quais, o moderador referiu-se a elas do seguinte modo: “Nas fronteiras pratica-se esta diplomacia, embora não tenha formalismos. Quando as atravessamos criam-se harmonias de modo a que não se viole as culturas de parte à parte” concluiu Carlos Sotomane.

    Importa referir que a presente edição das Tertúlias Itinerantes decorrem sob o lema “Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global”.

    Esta iniciativa académica é coordenada por Sara Laísse, da Universidade Politécnica, Eduardo Lichuge, da Universidade Eduardo Mondlane, e Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona, de Portugal.

    A próxima sessão terá lugar a 23 de Outubro, na Escola Portuguesa de Maputo, seguida de outras duas a terem lugar no mês de Novembro, uma a 27 desse mês, na Universidade Politécnica e a outra, no Centro Cultural Português, em data a anunciar.

  • Descobertas revelações do ténis em escolas primárias

    Tiveram lugar, no sábado, 29 de Setembro, em Maputo, os torneios intraescolares de ténis, envolvendo alunos de seis escolas primárias dos municípios de Maputo e Matola, no âmbito do projecto de massificação desta modalidade promovido pelo Standard Bank, em parceria com a Federação Moçambicana de Ténis.

    Os torneios intraescolares consistiram na realização de jogos para o apuramento dos melhores alunos, em cada unidade educacional, que vão disputar uma prova entre as seis escolas primárias envolvidas no projecto, nomeadamente a EPC de Lhanguene Centro, EPC Minkadjuine, EPC Bagamoyo-Matola, EPC de Wiriyamu, Escola Primária Amilcar Cabral e a Escola Primária Lhanguene Piloto.

    A tenista Laura Nhavene, que assiste tecnicamente a formação dos alunos da Escola Primária Completa de Minkadjuine, disse, a propósito, que constitui uma honra partilhar a sua experiência com as crianças, na perspectiva da descoberta de novos talentos.

    “Estamos a introduzir o ténis pela primeira vez nas escolas em Moçambique e as crianças mostram-se muito entusiasmadas e dispostas a aprender. Constatei, na Escola Primária Completa de Minkadjuine, a existência de alunos com um grande potencial para se tornarem em grandes tenistas no futuro”, afirmou.

    Estas crianças, conforme realçou, nunca tiveram a oportunidade de praticar ténis e nem sequer conheciam o ténis como desporto: “Com a implementação deste projecto de massificação nas escolas, vislumbra-se uma grande conquista para o desenvolvimento da modalidade no País”, disse, ajuntando que o seu sonho é ver o ténis no curriculum escolar”, frisou.

    Anastácia Macome, directora da Escola Primária de Minkadjuine, explicou, a-propósito que o ténis constitui uma modalidade nova para a escola.

    “As crianças aderiram massivamente a esta iniciativa do banco e estão agora diante de uma grande oportunidade para mostrar o seu talento, após semanas de aprendizagem e treinos”, indicou Anastácia Macome, para depois explicar que a integração do projecto na escola foi efectuada de modo a não interferir com o processo normal de leccionação das aulas.

    Com 10 anos de idade, Anderson do Inácio é uma das crianças que aderiu ao projecto na Escola Primária Amilcar Cabral. A criança contou que nunca tinha ouvido falar de ténis: “Quando o professor nos chamou tudo parecia estranho, mas agora aprendi a bater a bola para a direita, esquerda e a fazer o serviço”, disse.

    Importa realçar que o projecto de massificação do ténis foi lançado, formalmente, no dia 21 de Agosto, na Escola Primária Completa Wiriyamu, no distrito municipal KaMubukwana, em Maputo, tendo o Standard Bank oferecido a cada uma das escolas envolvidas raquetes, redes e bolas de ténis.

  • Visita de navio da Marinha do Brasil a Moçambique

    A visita da Corveta Almirante Barroso, da Marinha do Brasil a Moçambique, mais concretamente ao Porto de Maputo, entre os dias 24 e 27 do mês em curso, irá reforçar os laços de amizade e cooperação entre os governos moçambicano e brasileiro no domínio da Defesa, sobretudo na vertente do intercâmbio na área militar.

    O programa da visita prevê vários encontros entre o comandante do navio e as autoridades locais, entre outras actividades a serem coordenadas pela Marinha de Guerra de Moçambique. Na terça-feira, 25 de setembro, das 10h00 às 17h00, a Corveta Barroso esteve aberta à visitação pública, oportunidade em que foi possível conhecer um pouco mais sobre a embarcação.

    A Corveta Barroso é um moderno navio Escolta da Marinha do Brasil, construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e com sistemas complexos desenvolvidos no Brasil, capaz de se contrapor a múltiplas ameaças e exercer controle tático. O Navio leva o nome Almirante Barroso, Comandante da Esquadra Brasileira na Batalha Naval do Riachuelo, combate o qual marcou a história naval brasileira e teve o Almirante Barroso como um dos mais notáveis heróis do país.

    A Corveta Barroso foi incorporada na Esquadra brasileira em 19 de Agosto de 2008. Desde então, vem realizando diversas missões com outros países, destacando-se a composição da Força Tarefa Marítima da ONU na Missão de Paz do Líbano, a qual cumpriu com êxito sua missão nas duas vezes designada. Vale a pena ressaltar o resgate dos náufragos no ano de 2015, momento em que o Navio se lançava ao mar rumo ao Líbano.

    O Navio possui modernos sensores e armamentos, além de operar com a Aeronave orgânica SuperLynx. Possui 103,4m de comprimento, sistema de propulsão Diesel ou Gás e atinge a velocidade de 30 nós com turbina.

    Nesta escala ao Porto de Maputo, a Corveta Barroso traz a primeira remessa de livros doados pela Academia Brasileira de Letras para Moçambique, além de material de Comunicação Social para a divulgação das Forças Armadas Brasileiras com vista ao incremento da cooperação no âmbito da Defesa, pelo conhecimento mútuo.

    A Corveta Barroso acaba de participar da Operação ATLASUR XI entre as Marinhas da África do Sul, do Brasil e do Uruguai e, logo após a escala em Maputo, retorna as águas territoriais sul-africanas, especificamente ao Porto de Simon’s Town, onde participará da Operação IBSAMAR, juntamente com as Marinhas da África do Sul e da Índia.

  • Maputo, Matola e Boane vêm frotas de autocarros reforçadas

    O Governo, através do Ministério dos Transportes e Comunicações, procedeu, na segunda-feira, 24 de Setembro, à entrega de 36 autocarros às empresas municipais dos transportes públicos de Maputo, Matola e Boane, no quadro do reforço do transporte público urbano.

    Destas unidades, 17 foram alocadas à Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EMTPM), 15 à Empresa de Transportes Públicos da Matola (ETM) e as restantes quatro à recém-criada Empresa Municipal de Transportes de Boane (EMTB).

    Estes autocarros fazem parte de um lote de 70 anunciados pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a cerimónia de entrega de 200 unidades, em Maio último, na cidade de Maputo.

    Conforme explicou a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, o Governo espera, com esta medida, dinamizar a mobilidade urbana nestes três municípios, criando condições para maior acessibilidade a serviços sociais, tais como a saúde, a educação, para além da dinamização do comércio, da agricultura, entre outras actividades.

    “As empresas municipais de transporte constituem o instrumento através do qual o Estado materializa o direito de acesso ao serviço de transporte à população, devendo (as empresas) centrarem a sua actuação no cumprimento deste desiderato com rigor e profissionalismo”, apelou a governante, que instou às empresas a privilegiarem a manutenção preventiva por forma a garantir maior durabilidade dos autocarros.

    A decisão de contemplar as empresas municipais, de acordo com Manuela Rebelo, deve-se ao reconhecimento, por parte do Governo, do seu papel fundamental na cadeia de transporte público urbano, “sobretudo na provisão deste serviço aos utentes, com realce para os estudantes, combatentes, idosos, portadores de deficiência, entre outros”.

    Os edis, por seu turno, mostraram-se satisfeitos por verem reforçada a frota das empresas municipais de transporte, no caso das cidades de Maputo e Matola, o que se traduz na melhoria do serviço prestado aos cidadãos.

    No que diz respeito a Boane, o edil, Jacinto Loureiro, regozijou-se pelo facto de a vila ter, pela primeira vez, uma empresa de transportes e gerir os seus próprios autocarros, ficando para a história o sofrimento por que passavam os seus munícipes.

    “Não imaginam o que significam estes quatro autocarros. Não fazem ideia da escassez de transportes que vivíamos no passado. Tínhamos estudantes que saíam de casa às primeiras horas do dia e só regressavam à noite, percorrendo, nalguns casos, mais de 20 quilómetros”, disse Jacinto Loureiro, que fez saber que os quatro autocarros serão alocados a igual número de rotas, nomeadamente Txonissa, Kulula, Manhane e Mahubo.

    Já na cidade da Matola, o presidente do município, Calisto Cossa, afirmou que os 15 autocarros vão incrementar a frota já existente, e, por via disso, ajudar a responder aos anseios dos munícipes no que diz respeito ao transporte.

    Na ocasião, Calisto Cossa anunciou que, na alocação dos autocarros, prioridade será dada à zona Norte da cidade, para além dos bairros de expansão, tais como Sidwava, Boquisso, Mukatine, Mali, Intaka, Golhoza, entre outros.

    Por seu turno, o edil de Maputo, David Simango, referiu que, com a recepção destes autocarros, a EMTPM vai aumentar o volume de passageiros transportados, de 31 mil para uma média de 42 mil utentes por dia.

    Igualmente, “esperamos melhorar a qualidade dos serviços prestados, aumentando a frequência, reduzindo o tempo de espera, melhorando a fiabilidade técnica, para além de expandir os serviços prestados aos bairros que, actualmente, são menos servidos, como é o caso do Distrito Municipal da Katembe”.