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  • Moçambique vai ter mais três centrais eléctricas a gás natural

    Três novas centrais eléctricas a gás natural deverão entrar em funcionamento até 2014 nas regiões de Ressano Garcia, província de Maputo, e de Chokwé, em Gaza, gerando cerca de 400 megawatts de energia eléctrica, de acordo com o diário Notícias, de Maputo.

    Parte da energia eléctrica produzida pelas três centrais a gás natural vai ser injectada na rede nacional da Electricidade de Moçambique (EdM), mas o remanescente alimentará os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que, tal como Moçambique, debate-se com uma procura energética superior à oferta.

    As três centrais juntar-se-ão à inaugurada na semana passada em Ressano Garcia, que tem como matéria-prima para o seu funcionamento o gás natural produzido em Pande e Temane, na província de Inhambane.

    Construída pela firma escocesa Agrekko, a unidade agora em funcionamento gera 107 megawatts, 15 dos quais são usados pela EdM para reforçar a carga fornecida às três províncias do sul do país e os restantes 92 megawatts vão para a rede da Eskom, companhia sul-africana de electricidade.

    Uma das duas novas centrais a ficarem na região de Ressano Garcia disporá de uma capacidade de produção de 160 megawatts e será construída ao abrigo de uma parceria entre a Electricidade de Moçambique (EdM) e o grupo petroquímico sul-africano Sasol.

    A segunda, de 200 MW, será um investimento da Gigawatt, uma empresa moçambicana.

    Por último, a central a ser construída no Chokwé, conhecida por Kuvaninga Energia Project, é um negócio da empresa norte-americana Enventure Partners a ser desenvolvido em parceria com o Investec Bank, um banco de investimento da África do Sul, com entrada em funcionamento prevista para o último trimestre de 2013. (macauhub)

  • Espectáculo de Salsa no Centro Cultural Brasil-Moçambique

    Um espectáculo de Salsa com artistas colombianos vai realizar-se esta terça-feira, dia 24 de Julho, a partir das 18:30 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM). Trata-se da apresentação de um grupo de dança colombiano que vem a Moçambique a expensas da Embaixada da Colômbia, em Pretória, numa digressão intitulada “Salsa: um passo entre a Colômbia e a África Austral”.
    Em parceria com a Embaixada do Brasil em Maputo, o grupo de dança Salsa – Swing Latino de Cali realizará um espetáculo com palestra explicativa daquela dança no CCBM e realizará ainda um workshop com artistas-dançarinos locais na quarta-feira, dia 25 de Julho. Este grupo já se exibiu noutros países da África Austral, como: África do Sul, Botswana e Namíbia.
    O grupo é da Escola de Dança Swing Latino de Cali que foi fundada desde 1995, no bairro de San Pedro Claver, na cidade de Cali, com objetivo de melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens de 11 aos 16 anos, que têm condições de alta vulnerabilidade, como juvenil, violência, desemprego, gravidez prematura, drogas nas escola, entre outros fenómenos sociais.
    No ano de 1998, o diretor geral Luis Eduardo Hernandez, juntamente com a sua família e a liderança da comunidade, inicia um processo de sensibilização e divulgação, com base no folcore urbano e usando arte para ensinar a própria melhoria da organização comunitária, levando assim, a consolidação da Escola da Dança Swing Latino de Cali. Esta Escola tem vindo a trabalhar há mais de 15 anos com a Comunidade do Cali e alguns outros municípios da Colômbia, promovendo o espiríto artístico presente nas pessoas, usando a dança como meio de prevenção ou mudança social, convocando e organizando mais de 1000 jovens, que, através do tempo, tornam-se líderes e promotores do movimento da salsa na cidade, liderando o caminho para o ensino técnico que busca sua profissionalização e a criação de uma nova força de trabalho.
    Este projecto foi confirmado como uma homenagem a esta cidade (Cali) que está claramente cheia de salsa, onde a inspiração da dança e estrutural coerência cênica da companhia da dança Swing Latino tem encontrado seus pilares e desta forma mostrando este ritmo para o mundo com todos os sabores de América Latina e Caribe para identificar todos os colombianos.
    Este „passo Swing‟ ao ritmo da Salsa unindo povos da América Latina e da África Austral tem um simbolismo muito especial uma vez que está provado que a Salsa é um dança que nasceu a partir de uma ritmos africanos.
    De acordo com o próprio prospecto que apresenta este grupo de dançarinos colombianos “o nascimento da Salsa não seria possível sem a influência de todos os elementos da cultura africana preservada e trazida pelos povos que foram levados à força de África para a América entre os séculos XVI e XVIII”.
    Relativamente ao nascimento da Salsa sabe-se também que entre 1930 e 1950, o distrito espânico de Harlem, um bairro de Nova Yorque, foi o local onde diferentes ritmos das Caraíbas convergiram e que permitiram a emergência da Salsa nos anos 60.
    E a Salsa chegou à Colômbia trazida por pessoas oriundas de outros países da região pelo porto da cidade de Buenaventura e dali irradiou-se por toda a Colômbia conquistando a própria capital Bogotá.
    Actualmente, é praticamente uma dança nacional naquele país latino-americano, pois encontrou ali também uma enorme população afro-descendente que adoptou esse rirtmo e dança, expandindo-o.

  • Fraca adesão ao licenciamento de ‘chapas’ em Maputo

    Reiniciou no inicio de Julho, o licenciamento de viaturas de 15 lugares para o transporte semi-colectivo de passageiros, vulgos “chapa”, na cidade de Maputo, entretanto, mas o acto regista uma fraca adesão por parte dos operadores.

    A maior parte dos que se dirigem à Direcção Municipal dos Transportes e Trânsito vai-se informar sobre os requisitos necessários para a obtenção da licença, de acordo com a fonte competente. No momento do pedido da licença, os operadores devem apresentar, entre outros documentos, o seguro, a ficha de inspecção e o registo da actividade feito nas Finanças.

    Apesar da fraca procura, Carlos Diante, director municipal dos Transportes e Trânsito, mostrou-se confiante na mudança do cenário nos próximos dias. Em duas semanas, apenas haviam sido emitidas 30 licenças, o que é nitidamente pouco. Contudo, o director advertiu que daqui a algum tempo a Polícia Municipal vai começar a “caçar” as viaturas sem licença.

    A atribuição de licenças aos “chapa” de 15 lugares havia sido suspensa em Setembro de 2004. Na altura, o Município alegou que este tipo de viaturas concorria para o congestionamento do tráfego rodoviário e frequentemente violava as regras de trânsito. As autoridades invocaram ainda a necessidade de conferir uma maior comodidade e segurança aos passageiros.

    Os “chapas” de 15 lugares foram igualmente banidos das rotas que ligam a Matola e Maputo.

    Contrariamente ao que se esperava, Maputo continuou a acolher “chapas” daquele tipo, cenário que vem piorando desde 2008. Actualmente, estima-se que a capital tenha cerca de 700 “chapas”, dos quais volta de 200 são ilegais.

  • Gás vai gerar fábrica de fertilizantes em Moçambique

    Moçambique poderá produzir fertilizantes com recurso a gás natural a partir de meados de 2014 ou princípios de 2015. A iniciativa é do Ministério da Agricultura e conta com parceria de alguns países da região austral de África interessados no projecto.
    Para o efeito, prevê-se que a indústria de produção deste tipo de adubo seja instalada em Inhambane por esta província possuir um forte potencial daquele tipo de hidrocarboneto. O director nacional dos Serviços Agrários, Mahomed Valá, referiu ser uma das apostas do seu sector aproveitar ao máximo as potencialidades existentes no país como forma de garantir a melhoria da produção e produtividade agrícolas. Para tal, e no que diz respeito ao Programa Nacional de Fertilizantes, ele afirmou que os Serviços Agrários prevêm, entre outras coisas, explorar o gás natural disponível no país, começando por Inhambane.

    In Esoko

  • Crise na Europa não afecta exportação de camarão

    DESTAQUE: As exportações do camarão moçambicano continuam a resistir à crise financeira que afecta a Zona Euro, a pior em toda a sua história.

  • Exportações de pescado podem atingir 68 milhões USD

    Moçambique poderá arrecadar cerca de 68 milhões de dólares norte-americanos até finais deste ano, resultantes das exportações de pescado, que incluem camarão, lagosta, lagostim, caranguejo, gamba, kapenta e várias outras espécies de marisco.

    Segundo o vice-ministro das Pescas, Gabriel Muthise, acresce ainda, mais de 150 milhões de meticais (cerca de 5,4 milhões de dólares ao câmbio actual) para a atribuição de vários tipos de licenças de pesca.

    Em relação às receitas da actividade pesqueira, Muthisse referiu que o país arrecadou 59 milhões de dólares de recursos pesqueiros em 2010, 78 milhões de dólares em 2011 e que o plano de 2012 prevê uma receita de 68 milhões de dólares. Sobre a queda do volume de receitas para este ano, o vice-ministro explicou que a mesma deve-se à flutuação de preços no mercado internacional.

    Fazendo uma avaliação do primeiro semestre, Mutisse sublinha que o sector das Pescas já arrecadou cerca de 21 milhões de dólares correspondentes a uma avaliação preliminar do desempenho do sector das pescas. «Portanto, estes são valores preliminares, dos quais 11 milhões de dólares são das exportações de camarão», acrescenta o titular da pasta das Pescas. Aliás, Moçambique exportou cerca de 12 mil toneladas de produtos pesqueiros em 2010, das quais 5.083 toneladas de camarão.

  • Moçambique entre os piores do mundo no combate ao tráfico de animais

    Moçambique, a par do Vietname e do Laos, são dos países que menos combatem o tráfico de animais, segundo um estudo que envolveu 23 nações conduzido pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF na sigla em inglês).

    O comércio de elefantes, rinocerontes selvagens e tigres, em países asiáticos e africanos, incluindo Moçambique, está a ameaçar a sobrevivência destas espécies de animais, refere o WWF.

    No estudo a divulgar nos próximos dias, a WWF considera que Moçambique não conseguiu impedir o envolvimento dos seus cidadãos na caça ilegal de rinocerontes na África do Sul e não está a conseguir controlar o comércio do marfim, cujo mercado preferencial é a China.

    Uma pesquisa feita em 23 países indica que o abate destes animais está a ser promovido por organizações criminosas internacionais, que operam na maioria na Ásia e África. "No ano passado houve um número recorde de elefantes caçados em África", afirmou a gerente de programa do WWF Global de Espécies, Wendy Elliott, citada pela agência Reuters.

    O WWF defende a necessidade de os estados adotarem legislação que proíba o comércio de peças de elefantes, rinocerontes e tigres.

    No último ano, houve grandes apreensões de marfim de elefante, mais de 800 quilogramas, um sinal de que "há um crescente envolvimento do crime organizado neste tipo de comércio", acrescentou Wendy Elliott.

    O estudo sobre a caça destes animais e venda de seus troféus consta de um relatório que será apresentado esta semana em Genebra numa reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).

    A Convenção proíbe praticamente todo o comércio de marfim de elefante, rinoceronte chifres e partes de tigre – muitas vezes utilizadas na medicina tradicional – a fim de tentar salvá-los da extinção.

    Os animais também estão sob ameaça de outros fatores como a perda de habitat, alterações climáticas e poluição, sublinha o WWF, exemplificando que, na África do Sul 448 rinocerontes foram mortos só no ano passado.

  • 80% dos projectos de investimento portugueses visam Moçambique

    Entre 70 e 80% de todas as ideias de investimento apresentadas à Sofid, empresa que financia projectos portugueses em países em desenvolvimento, têm como destino Moçambique, disse à Lusa o presidente executivo da instituição.

    «Moçambique é de facto um país da moda. (…) Neste momento é o país que mais interesse suscita aos investidores portugueses», disse Diogo Gomes de Araújo, em entrevista à Lusa.

    Para explicar esta preferência entre as empresas que procuram a Sofid, sobretudo Pequenas e Médias Empresas (PME), o presidente da instituição financeira aponta a previsibilidade do mercado moçambicano, assim como a forma «moderna, transparente e flexível» com que o país promove o investimento directo estrangeiro.

    «Quando investe em Moçambique, [o investidor] sabe quais são as regras, quais os apoios, qual o tratamento que as autoridades locais lhe vão dar, enquanto noutros países é mais incerto», esclareceu.

    Comparativamente com o mercado angolano, por exemplo, o moçambicano dá mais flexibilidade ao investidor, acrescentou Diogo Gomes de Araújo, exemplificando: «Uma pessoa que queira abrir uma loja com 100 mil euros em Moçambique pode fazê-lo. Em Angola, a nova lei do investimento privado exige que o investimento seja superior a um milhão de dólares».

    Além disso, lembrou, Angola teve a crise dos pagamentos em 2008, que assustou as empresas.

    Entre 2009 e 2010, a Sofid sentiu essa mudança: «Deixou de ser tanto Angola o país do interesse dos empresários e passou a ser Moçambique», disse Diogo Gomes de Araújo.

    O responsável admitiu no entanto que o facto de a Sofid ser a entidade gestora do Investimoz, o fundo português de apoio ao investimento em Moçambique, pode também ser determinante na quantidade de empresas que procuram a instituição com Moçambique em vista.

    «Acredito que há muitas empresas que nos visitam por termos um instrumento de investimento específico para aquele mercado e que é significativo. São 94 milhões de euros», disse.

    Depois de Moçambique, Angola surge em segundo lugar, juntamente com o Brasil, entre os mercados mais procurados pelas empresas que consultam a Sofid.

    Os restantes países lusófonos «não têm tanta expressão e todos têm os seus constrangimentos», disse o responsável da Sofid, exemplificando com a pequena dimensão e a insularidade de São Tomé e Príncipe e com a instabilidade da Guiné-Bissau, onde chegou a ser aprovado um projecto que não avançou porque o promotor desistiu devido à crise política.

    «No caso de Cabo Verde, pode haver oportunidades no turismo e no urbanismo», disse, referindo que a Sofid tem alguns projectos em avaliação nessas áreas.

    Quanto a Timor-Leste, apesar da insularidade, da imaturidade política e da distância, Diogo Gomes de Araújo vê oportunidades na constituição do fundo de petróleo: «Pode despertar uma série de oportunidades que podem ser aproveitadas pelas empresas portuguesas e, nesse caso, a Sofid estará junto delas para as apoiar e para as financiar».

    Além dos países lusófonos, a Sofid tem projectos em países como Marrocos, Chile, Perú e Colômbia, assim como na África do Sul, onde existe uma importante diáspora portuguesa.

    «A África do Sul tem uma diáspora portuguesa importantíssima, altamente bem posicionada», disse o responsável, afirmando que a Sofid está «bastante atenta» à diáspora empresarial portuguesa, onde há «uma grande oportunidade de investimento».

  • Moçambique tem potencial para ser um dos principais destinos turísticos na África Austral

    Moçambique tem potencial para ser um dos principais destinos turísticos na África Austral

    Moçambique tem potencial para se tornar num dos principais destinos turísticos na África Austral e tem vindo a crescer em número de visitantes e receitas, mas ainda está muito aquém das suas possibilidades, afirma a Economist Intelligence Unit.

    Numa análise recente do potencial turístico de Moçambique, a EIU adianta que o turismo tem sido identificado pelas autoridades moçambicanas e seus parceiros como um sector económico chave com grande potencial de desenvolvimento, mas que a aposta deve ser reforçada.

    Dado que o sector é de trabalho intensivo, o seu contributo para o emprego em Moçambique pode ser maior do que sectores de capital intensivo como a indústria mineira ou extractiva, adianta.

    Pode ser também uma fonte para a diversificação do crescimento económico, estimulando outras áreas como os transportes ou artesanato, ajudando a diversificar a base exportadora do país, atualmente dependente a 34% das exportações de alumínio da Mozal.

    Na 3ª Reunião Nacional do Turismo, o primeiro-ministro Aires Ali disse que mais de 2 milhões de turistas visitaram Moçambique em 2011, tendo proporcionado receitas na ordem de 230 milhões de dólares, significativamente mais do que os 197 milhões registados um ano antes.

    A África do Sul fornece o maior grupo de turistas que visitam Moçambique, com 25% dos visitantes, seguida de Portugal com 12%, de acordo com dados do Observatório do Turismo da Cidade de Maputo.

    Com todo o seu potencial e apesar de alguns desenvolvimentos positivos nos últimos anos, Moçambique “precisa de melhorar as suas infra-estruturas básicas e facilitar investimentos”, refere a EIU.

    Os desenvolvimentos incluem a modernização dos aeroportos do país, com um novo terminal inaugurado e um outro para voos domésticos em fase de conclusão em Maputo, a par da construção de novos aeroportos em Vilanculos, Pemba, Beira e Nacala.

    Uma reserva natural de grandes dimensões na fronteira com o Kruger Park sul-africano deverá atrair ainda mais turistas, foram lançados dois projectos de estâncias turísticas para facilitar grandes investimentos, sujeitos a concurso internacional.

    Mas o turismo, afirma a EIU, “opera ainda muito abaixo do potencial”, sobretudo por falta de infra-estruturas dada a falta de ligações internacionais, que faz com que os custos dos voos sejam elevados e por estar em causa a qualidade do transporte aéreo interno.

    Também nos transportes rodoviários e ferroviários há carências, o investimento privado tem ficado aquém do desejado devido a receios dos investidores em relação à burocracia do país e por a maioria dos projectos existentes serem de pequena escala.

    “Assim, apesar das muitas entradas, os gastos dos turistas em Moçambique são muito limitados comparados com outros países na região, como a Tanzânia ou Ilhas Maurícias”, refere a EIU.

    Não obstante, o sector vai continuar a crescer, beneficiando nomeadamente do grande afluxo de viagens de negócios relacionadas com a expansão da indústria mineira, enquanto se aguardam reformas. (macauhub)

  • Australiana Kimberley Rare Earths descobriu depósitos potenciais de terras raras em Moçambique

    A australiana Kimberley Rare Earths descobriu uma nova área com potencial para a existência de óxidos de terras raras em Malilongue, província de Tete, em Moçambique, informou terça-feira a empresa em comunicado divulgado pela Bolsa de Valores da Austrália.

    A empresa iniciou há alguns meses a prospecção em Malilongue, com a região de Chigaio, onde foram agora detectadas anomalias metálicas significativas, a situar-se a apenas nove quilómetros da região Vundu onde anomalias reveladoras da existência de terras raras foram recentemente encontradas.

    No comunicado, a empresa refere que Malilongue apresenta semelhanças geológicas com o depósito Strange Lake, no Canadá, que dispõe de reservas estimadas em 230 milhões de toneladas.

    Em Malilongue foram recolhidas 1 800 amostras de solos utilizando para o efeito um sistema de grelhas, tendo os resultados de uma das zonas revelado uma zona geo-química importante com a ocorrência de lítio, tântalo e estanho.

    A Kimberley Rare Earths, empresa cotada na Bolsa de Valores da Austrália, está envolvida na exploração do depósito Cummins Range, na Austrália Ocidental, que é um dos 20 depósitos de terras raras formalmente definidos à escala mundial.

  • Portucel deve iniciar produção no país em 2022

    Nos próximos dez anos, a Portucel espera investir dois mil milhões de dólares em Moçambique.
    A empresa portuguesa Portucel já começou a fazer os ensaios florestais para iniciar a produção de celulose na nova
    fábrica de Moçambique, o que, no entanto, só acontecerá em 2022.
    Nos próximos dez anos esta empresa espera investir dois mil milhões de dólares norte-americanos.
    ‘Neste momento, estamos a realizar os ensaios de campo. A segunda fase é instalar uma grande fábrica de produção de
    celulose em Moçambique. Temos de esperar que os ensaios experimentais terminem, mas diria que num prazo de dez
    anos, em 2022, estaremos a produzir celulose em Moçambique’, confirmou o presidente-executivo da produtora de
    papel, José Honório, ao jornal Diário Económico.
    Ele acredita que Moçambique será ‘o segundo patamar de crescimento da Portucel para a Ásia’, porque, explica, ‘a partir
    de Portugal atingimos os Estados Unidos, a Europa e o Médio Oriente’.
    A nova fábrica, realça José Honório, ganha relevância em Moçambique uma vez que ‘promoverá as exportações do país
    em mais de mil milhões de dólares por ano’.
    De acordo com o gestor, através deste projecto, a Portucel ‘vai criar mais de 14 mil postos de trabalho’. Por isso,
    defende, ‘vai ser um projecto estruturante para a economia moçambicana porque vai ajudar a fixar populações e permitir
    melhorar o nível de rendimento das populações’. As informações são da AIM.

  • Moçambique assume presidência da CPLP

    Moçambique assume agora a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),
    após receber o testemunho de Angola, país que conduziu os seus destinos desde Julho de 2010. O facto ocorreu no
    final da IX Cimeira dos Chefes de Estado e de Governos realizada em Maputo, na qual o diplomata moçambicano Isac
    Murargy foi eleito secretário executivo da organização.
    Falando no encerramento da cimeira, o Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, indicou como desafios no
    contexto da presidência moçambicana nos próximos dois anos a promoção do reforço da cooperação, não somente a
    nível intracomunitário como também com outros organismos sub-regionais, regionais e internacionais, em busca de
    sinergias para assegurar a implementação da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP, sempre em
    articulação com os Estados-membros.
    O país irá, igualmente, continuar a promover uma maior aproximação da organização aos diversos parceiros, tais como a
    sociedade civil, as instituições académicas, o sector privado e as organizações especializadas da família das Nações
    Unidas. Tais desígnios serão materializados através da troca de experiências, mobilização dos diferentes parceiros,
    reforço do multilateralismo e do diálogo entre diferentes actores.
    A IX Cimeira dos Chefes de Estado e de Governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa decorreu sob o
    lema “ A CPLP e os Desafios da Segurança Alimentar e Nutricional”. A este propósito, Guebuza afirmou que
    Moçambique espera contribuir para a melhoria da capacidade de cada um dos Estados-membros da comunidade de
    reduzir a incidência da desnutrição.
    Espera ainda contribuir para que cada um dos países garanta a realização progressiva do direito humano à alimentação
    adequada para todos, através daquele conjunto de iniciativas. Aliás, o Chefe do Estado afirmou que o tema da Cimeira
    de Maputo desafia os Estados-membros a redobrar as acções no combate à fome e à pobreza.
    A criação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, que fará a coordenação da implementação da Estratégia
    de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP, constitui um dos marcos da conferência. Trata-se dum mecanismo que
    simboliza a reafirmação clara e inequívoca do compromisso dos Estados-membros com a erradicação da fome e da
    pobreza.
    Numa retrospectiva sobre os 16 anos de existência da organização, o Presidente da República disse ter ficado
    demonstrado que a acção da CPLP vai para além do espaço comunitário. O seu contributo para a manutenção da paz e
    segurança no mundo faz dela um actor relevante que está a ganhar crescente visibilidade internacional.
    No que diz respeito à paz e segurança no seio da Comunidade, Armando Guebuza destacou como desafio a situação
    que se vive na Guiné-Bissau. Segundo avançou, o golpe de Estado naquele país gerou uma crise política e social que
    põe em risco a estabilidade interna e da região, em particular, comprometendo os programas nacionais de
    desenvolvimento social e económico.
    Os Chefes de Estado e de Governos da CPLP homenagearam ainda ontem os falecidos Presidentes Aristides Pereira,
    de Cabo Verde, Francisco Xavier do Amaral, de Timor Leste, e Malam Bacai Sanhá, da Guiné Bissau, pelos esforços
    que desenvolveram tanto para a criação como para o fortalecimento da organização. Agraciaram igualmente o antigo
    Presidente brasileiro Lula da Silva com o “Prémio José Aparecido de Oliveira”, entregue pela primeira vez a
    personalidades que dedicaram a sua vida à causa da CPLP.
    A cimeira encerrou os seus trabalhos com a adopção da Declaração de Maputo. Timor-Leste vai acolher o próximo
    encontro da organização, a ter lugar em 2014.

    In Jornal Notícias

  • Moçambique beneficia de programa agrícola financiado pelo G8

    Moçambique integra um grupo de países africanos que irão beneficiar de uma nova aliança de segurança alimentar financiada pelo grupo dos oito países mais industrializados do mundo (G8), anunciou, em Maputo, o director-geral da Organização Mundial da Alimentação e Agricultura (FAO), José Graciano da Silva.
    Graciano da Silva disse que nova aliança contempla um total de oito países africanos e foi proposta pelo G8. “Nós estamos agora a começar a elaborar esse projecto em detalhe para podermos receber os recursos”, disse Silva, anotando que esse trabalho arrancou este mês e é suportado com fundos próprios da FAO.

  • Aga Khan oferece 50 mil livros

    O Ministério da Ciência e Tecnologia recebeu 50 mil livros escritos em português da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, uma oferta que visa contribuir para construção do conhecimento no seio dos jovens moçambicanos.

    A oferta foi formalizada, em Maputo, pelo representante da Rede Aga Khan em Moçambique, Nazim Ahmed e resulta de uma campanha organizada pela Universidade Aberta de Lisboa.

    Falando durante a cerimónia, o ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, referiu que parte dos livros será encaminhada para o Parque de Ciência e Tecnologia de Maluana, localizado na província de Maputo, e os restantes a outras bibliotecas públicas, como forma de promover a cultura de leitura na sociedade moçambicana, em particular nos jovens.

    “Estamos certos que os livros a serem consultados pelos jovens na biblioteca do Parque de Ciência e Tecnologia da Maluana vão permitir o cultivo da cultura de leitura no jovens e o acesso ao conhecimento nas diversas áreas desde ciências naturais, sociais, artes, culturas entre outras”, sublinhou Massingue.

    O Parque de Ciência e Tecnologia de Maluana é um espaço privilegiado de formação e acesso de conhecimento, onde os livros deverão contribuir para a investigação nas áreas de tecnologias de informação e comunicação (TICs), acervo bibliográfico e melhorar a qualidade do programa de formação.