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  • Vitol e ENH de Moçambique estabelecem parceria com sede em Singapura

    A Vitol e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) constituíram a ENH Energy Trading, uma parceria que se vai dedicar ao comércio de produtos petrolíferos, segundo um comunicado divulgado quarta-feira.

    A ENH Energy Trading será inicialmente detida em 51 % pela ENH e nos restantes 49 % pela Vitol, estando previsto no contrato de parceria que a participação da estatal moçambicana aumente com o tempo.

    A empresa será constituída e terá sede em Singapura para facilitar o contacto com clientes em toda a região Ásia/Pacífico, onde se prevê que a procura por gás natural liquefeito deverá crescer de forma significativa.

    A parceria centrará a sua actividade na comercialização de produtos petrolíferos, com particular destaque para o gás natural liquefeito (GNL), gás de petróleo liquefeito (GPL) e produtos condensados.

    O comunicado recorda que Moçambique dispõe de 125 biliões de pés cúbicos em recursos de gás tecnicamente exploráveis.

    Além de usar esses recursos para alimentar a procura doméstica de energia, a primeira fase de desenvolvimento produzirá quantidades significativas de gás, GPL e condensado, além de mais de 30 milhões de toneladas de GNL anualmente, tornando Moçambique um dos principais exportadores de GNL.

    A Vitol é uma empresa de energia cujo principal negócio é comercializar e distribuir produtos energéticos em todo o mundo – comercializa mais de sete milhões de barris por dia de petróleo e produtos e, em qualquer momento, tem 250 navios a transportar as suas cargas.

    A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos é a empresa estatal de exploração e produção de energia de Moçambique e representa o Estado nos seus investimentos em toda a indústria. (Macauhub)

  • Grupo dos Países Baixos contratado para projecto de gás natural em Moçambique

    grupo Smit Lamnalco foi contratado para fornecer serviços marítimos integrados para a instalação da unidade flutuante de gás natural liquefeito no bloco Área 4, da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, informou o grupo.

    Os operadores do bloco Área 4, os grupos ENI e ExxonMobil, anunciaram quinta-feira em comunicado separado a adjudicação de um contrato de prazo fixo de 10 anos à Smit Lamnalco para o projecto mais conhecido por Coral Sul.

    “Após um concurso internacional e uma extensa avaliação técnica e comercial aprovada pelo Instituto Nacional do Petróleo, a autoridade reguladora para operações petrolíferas em Moçambique, anunciamos a adjudicação de um contrato estratégico a uma empresa reconhecida e experiente para apoiar as operações marítimas e de descarga da Coral Sul FLNG”, disse Maurizio Lanzo, director-geral da plataforma.

    Para a prestação de seus serviços, a Smit Lamnalco, presente em mais de 30 países, utilizará três rebocadores para serviços de escolta, atracação e desatracação de navios transportadores de gás natural liquefeito junto à plataforma flutuante, sendo um quarto rebocador utilizado na assistência às operações marítimas.

    O Coral FLNG é uma entidade de propósito específico criada pelos parceiros do grupo ENI e da Área 4, nomeadamente, ExxonMobil, China National Petroleum Corporation, Kogas, Galp Energia e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique. (Macauhub)

  • Crescimento da economia de Moçambique dependente dos projectos de gás natural, EIU

    O início da exploração dos depósitos de gás natural na bacia do Rovuma em 2023 fará com que a economia de Moçambique cresça nesse ano à taxa de 7,5%, afirma a Economist Intelligence Unit (EIU) no mais recente relatório sobre o país.

    Até lá Moçambique terá taxas de crescimento económico bem mais modestas, a começar pelo ano em curso em que os analistas da EIU prevêem uma contracção de 0,5%, antes de recuperar para valores positivos, a começar com 3,0% em 2020.

    Os anos de 2021 e 2022 deverão ser igualmente de crescimento económico com uma taxa de 5,6% em ambos os casos, à medida que a recuperação da economia progrida, depois dos danos causados por duas tempestades tropicais este ano.

    O relatório recorda ter o grupo Anadarko Petroleum, entretanto adquirido pelo grupo Occidental Petroleum, e parceiros tomado a decisão final de investimento do bloco Área 1 em Junho de 2019.

    Recorda ainda que a estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) tem uma participação de 15% neste projecto, tendo, por conseguinte, de angariar 2,3 mil milhões de dólares, processo que foi adiado pela administração da empresa que argumentou com a necessidade de conseguir melhores condições.

    O recente anúncio de que a quase totalidade dos credores das euro-obrigações emitidas pela estatal Empresa Moçambicana de Atum aceitou a proposta de reestruturação apresentada pelo Ministério da Economia e Finanças poderá ajudar a ENH a conseguir as mencionadas melhores condições.

    O documento da EIU menciona por outro lado o anúncio efectuado pelo grupo ExxonMobil de adiamento da decisão final de investimento do bloco Área 4 devido a incertezas políticas e de segurança na província de Cabo Delgado, onde elementos muçulmanos radicais têm efectuado ataques contra instalações e população.

    “Prevemos, no entanto, que o interesse comercial em Moçambique continue a aumentar, atendendo a que as oportunidades económicas (decorrentes da exploração de gás natural) são enormes”, pode ler-se.

    O mesmo documento menciona, de qualquer modo, o facto de o mercado mundial do gás natural estar actualmente saturado com a oferta a exceder a procura, “pelo que não é de antecipar que trabalhos significativos nas instalações em terra se possam iniciar antes de 2020.”

    Em consequência, a formação bruta de capital fixo, que este ano irá crescer 8,2%, deverá situar-se entre um máximo de 55,0% em 2020 e um mínimo de 30% em 2023, à medida que as empresas envolvidas naqueles dois projectos de gás natural comecem a investir de forma acentuada. (Macauhub)

  • Galp é a empresa mais sustentável da Europa e a 3ª melhor do mundo no seu sector

    · Empresa lidera Europa no setor Oil & Gas Upstream & Integrated

    · Pontuação máxima na dimensão Ambiental

    · Melhor classificação dos oito anos consecutivos de presença nos índices

    A Galp é a empresa mais sustentável da Europa no seu sector e a terceira melhor a nível mundial, de acordo com os critérios do Dow Jones Sustainability Indices (DJSI) de 2019, atingindo a melhor pontuação dos oito anos de presença nos índices e liderando na dimensão Ambiente.

    A empresa classificou-se em primeiro lugar no DJSI Europe entre as suas pares do setor Oil & Gas Upstream & Integrated. No DJSI World, a empresa foi a terceira melhor entre as 52 companhias avaliadas pela RobecoSAM, consultora que ajuda a alinhar os índices.

    “Este reconhecimento reflecte o compromisso da Empresa em criar valor partilhado para todos os seus stakeholders, implementando as melhores práticas nas dimensões ambiental, social e de governo corporativo”, referiu o CEO Carlos Gomes da Silva.

    A Galp atingiu os melhores resultados do sector a nível global na dimensão Ambiente, destacando-se nos critérios dos Riscos Relacionados com a Água e Estratégia Climática.

    A empresa atingiu igualmente classificações de topo na dimensão Económica, liderando na Gestão de Risco e de Crise.

    Na dimensão Social, a Galp lidera o sector no Desenvolvimento do Capital Humano e também na Cidadania Corporativa e Filantropia.

    O índice DJSI foi criado em 1999 como o primeiro indicador da performance financeira das empresas líderes em sustentabilidade a nível global. Os membros deste Índice são classificados como as empresas mais capazes de criar valor para os accionistas a longo prazo, através de uma gestão eficaz dos riscos associados a factores económicos, ambientais e sociais.

  • Comemorações dos 201 anos da Ilha de Moçambique

    Artes plásticas, cinema, gastronomia e diversas outras actividades marcaram as festividades dos 201 anos da Cidade da Ilha de Moçambique, assinalados a 17 de Setembro, naquele ponto da província de Nampula.

    No dia da efeméride, os artistas plásticos Jorge Dias e Sónia Sultuane efectuaram uma exposição itinerante na Ilha, mostrando “PANCHO: Outras formas e olhares”, na Mediateca do BCI, na Capela do Museu e na Galeria Vila Sands.

    Entretanto, a Associação dos Pequenos Empresários de Hotelaria e Turismo da Ilha de Moçambique (A APETUR) realizou a 19ª Edição da Feira Gastronómica Tzoziva, que proporcionou aos ilhéus e turistas momentos de descoberta e de degustação de iguarias típicas locais, acompanhados por música e dança folclóricas entre outras manifestações culturais.

    As festividades incluem a exibição de filmes documentários sobre a Ilha de Moçambique, na Galeria Villa Sands,num ciclo de cinema organizado em parceria com a AMOCINE – Associação Moçambicana de Cinema.

    O BCI e a Galeria Villa Sands serviram-se da ocasião para rubricarem um protocolo de parceria que estabelece uma relação interinstitucional privilegiada. A Villa Sandsé uma entidade que visa promover e desenvolver o Turismo, Cultura e Meio Ambiente em Moçambique.

  • Casa do Artista acolhe ‘O Reflexo do Ciclone Idai’

    Tem lugar, na quinta-feira, dia 19, pelas 18h, na Casa do Artista, na cidade da Beira, a inauguração da exposição de pintura do artista plástico moçambicano Óscar Monteiro, intitulada ‘O Reflexo do Ciclone Idai’. Composta por cerca de vinte obras, em que predomina a tinta de óleo sobre tela e sobre contraplacado, esta mostra, a primeira individual do artista, retrata episódios do Ciclone IDAI que afectou a Zona Centro do país, em Março deste ano.

    Segundo refere o autor, ‘O Reflexo do Ciclone Idai’ “é uma forma de deixar a arte mostrar aquilo que nós vimos, ouvimos e que nos deixou sem palavras”.

    Monteiro nasceu em 1990, na cidade de Quelimane, na província da Zambézia, onde começou a pintar, em 2012. Em 2016 rumou para a Beira onde reside e teve, em 2017, na Casa dos Bicos, a oportunidade de expor as suas obras na Feira “Festival do Camarão”.

    A exposição a ser inaugurada é realizada com o apoio do BCI e emparceria com a Associação Visão Ampla, uma agremiação sedeada na Beira e fundada por voluntários da sociedade civil. A mesma tem como missão “lutar pela melhoria da qualidade de vida e inserção social das famílias carenciadas”.

    Refira-se que a mostra pode ser vista, com entrada livre, até ao dia 4 de Outubro.

  • China Road and Bridge Corporation constrói ponte metálica em Moçambique

    O governo de Moçambique vai elaborar um programa nacional de segurança de pontes a fim de garantir a longevidade e a resistência das mesmas aos fenómenos meteorológicos, disse o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

    João Machatine disse ainda que a combinação da destruição de pontes devido aos eventos meteorológicos extremos e ao excesso de carga constrangem gravemente a circulação rodoviária, acarretando custos enormes para a população e para o Orçamento do Estado.

    O ministro procedia na altura à cerimónia de colocação da primeira pedra para a construção da ponte metálica sobre o rio Licungo, ligando os distritos de Namacurra e Maganja da Costa, na província central da Zambézia, segundo a agência noticiosa AIM.

    Além das calamidades naturais, João Machatine apontou o crónico problema de excesso de carga que contribuiu negativamente para a destruição de 15 pontes no presente quinquénio, causando um prejuízo na ordem de 19 milhões de dólares.

    Moçambique possui actualmente 1297 pontes, das quais 1115 (86%) são em betão, 143 (11%) são metálicas e 39 (3,0%) em madeira.

    A construção da ponte metálica sobre o rio Licungo foi adjudicada à empresa a China Road and Bridge Corporation (CRBC), a mesma que construiu a ponte Maputo-Catembe e a estrada circular da capital moçambicana.

    Com um custo estimado em 914 milhões de meticais, valor desembolsado através do Fundo de Estradas, a ponte, com 925 metros de comprimento e sete metros de largura e uma extensão de 2004 metros, será construída em 12 meses e permitirá o cruzamento de viaturas pesadas.

    A anterior ponte foi destruída pelas cheias de 2015, situação que veio agravar-se com o ciclone Idai, em Março passado, que alargou o leito do Rio Licungo. (Macauhub)

  • Governo de Moçambique pretende a retoma do financiamento do FMI “o mais depressa possível”

    O governo de Moçambique “tudo fará” para chegar a um acordo de retoma de financiamento do Fundo Monetário Internacional “o mais depressa possível”, disse o ministro da Indústria e Comércio quinta-feira em Maputo.

    Privado de fundos externos directos ao Orçamento do Estado desde Abril de 2016, na sequência do escândalo das dívidas ocultas, o Governo moçambicano quer entrar no próximo ciclo governamental de “cara lavada”, ou seja, com a situação desbloqueada, segundo o jornal moçambicano O País.

    “Não temos vergonha de assumirmos isso (dívidas ocultas). Vamos honrar os nossos compromissos e esperamos o mais rápido possível a retoma do financiamento do Fundo Monetário Internacional. Estamos a trabalhar nisso”, disse Ragendra de Sousa, na sessão de lançamento da 17ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP) 2020.

    Referindo-se especificamente à CASP 2020, o ministro da Indústria e Comércio defendeu tratar-se de uma plataforma apropriada para que o Governo e o sector privado possam aprofundar o diálogo público/privado para a materialização de reformas legais e administrativas para a melhoria do ambiente de negócios no país.

    Sob o lema, “Criando um ambiente de negócios para a diversificação da economia”, a CASP-2020 vai reunir cerca de dois mil empresários moçambicanos e do resto do mundo, com a finalidade de se debruçarem sobre o ambiente de negócios, promover investimentos e parcerias em prol do desenvolvimento económico de Moçambique. (Macauhub)

  • “Africa Code Week Moçambique 2019” ensina jovens a lidar com a tecnologia

    A Africa Code Week (africacodeweek.org) ou “Semana de Codificação em África” é um movimento que pretende combater a literacia digital na camada infanto-juvenil no continente africano.

    Pela quarta vez, Moçambique faz parte deste movimento que pretende estimular a consciência dos jovens sobre o uso da tecnologia, através da formação e do desenvolvimento do espírito investigativo, bem como suprir necessidades e resolver problemas da sociedade ou da comunidade local.

    Numa primeira fase, irão ser realizadas sessões de formação de formadores, de 17 a 19 de Outubro. As mesmas sessões serão de curta duração, com apenas 3 horas, e irão abordar conceitos básicos de informática e codificação. A formação dos beneficiários do “Africa Code Week” em Moçambique irá decorrer no Centro de Informática da UEM, e será ministrada por instrutores previamente treinados pelo programa, num evento de capacitação de formadores. Os beneficiários do programa poderão ser estudantes de cursos relacionados com Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); professores do Ensino Primário ou Secundário com conhecimentos Básicos de TICs e docentes universitários com interesse em ensinar a crianças, jovens e adolescentes.

    Numa segunda fase, e durante uma semana, os beneficiários da formação de formadores irão promover o ensino, a aprendizagem e a disseminação de conceitos básicos de informática, lógica de programação e codificação de aplicativos, junto a uma camada infanto-juvenil, que engloba crianças, adolescentes e jovens do ensino primário, secundário e pré-universitário.

    No dia 19 de Setembro (quinta-feira), às 11 horas, irá decorrer o lançamento do ‘Africa Code Week’ em Moçambique, um momento que irá juntar uma série de personalidades ligadas ao Movimento bem como representantes da Comunicação Social. Nessa altura, a organização do evento irá contar com as presenças e intervenções daembaixadora da Irlanda em Maputo, Nuala O’Brien; o PCA do Camden Education Trust e co-fundador do ACW, Bernard Kirk, a directora do INAGE, Ludmilla Maguni e os representantes da UNESCO em Moçambique, do Ministério da Educaçãoe do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional.

    O ‘Africa Code Week’ em Moçambique possui como sponsors a SAP, UNESCO, Google, Youth Mobile, Camden Education Trust, Cape Town Science Centre, Governo e Embaixada da Irlanda em Moçambique e o Ministério para Cooperação e Desenvolvimento da Alemanha.

  • “Africa Code Week Moçambique 2019” ensina jovens a lidar com a tecnologia (COMUNICADO)

    A Africa Code Week (africacodeweek.org) ou “Semana de Codificação em África” é um movimento que pretende combater a literacia digital na camada infanto-juvenil no continente africano.

    Pela quarta vez, Moçambique faz parte deste movimento que pretende estimular a consciência dos jovens sobre o uso da tecnologia, através da formação e do desenvolvimento do espírito investigativo, bem como suprir necessidades e resolver problemas da sociedade ou da comunidade local.

    Numa primeira fase, irão ser realizadas sessões de formação de formadores, de 17 a 19 de Outubro. As mesmas sessões serão de curta duração, com apenas 3 horas, e irão abordar conceitos básicos de informática e codificação. A formação dos beneficiários do “Africa Code Week” em Moçambique irá decorrer no Centro de Informática da UEM, e será ministrada por instrutores previamente treinados pelo programa, num evento de capacitação de formadores. Os beneficiários do programa poderão ser estudantes de cursos relacionados com Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); professores do Ensino Primário ou Secundário com conhecimentos Básicos de TICs e docentes universitários com interesse em ensinar a crianças, jovens e adolescentes.

    Numa segunda fase, e durante uma semana, os beneficiários da formação de formadores irão promover o ensino, a aprendizagem e a disseminação de conceitos básicos de informática, lógica de programação e codificação de aplicativos, junto a uma camada infanto-juvenil, que engloba crianças, adolescentes e jovens do ensino primário, secundário e pré-universitário.

    No dia 19 de Setembro (quinta-feira), às 11 horas, irá decorrer o lançamento do ‘Africa Code Week’ em Moçambique, um momento que irá juntar uma série de personalidades ligadas ao Movimento bem como representantes da Comunicação Social. Nessa altura, a organização do evento irá contar com as presenças e intervenções daembaixadora da Irlanda em Maputo, Nuala O’Brien; o PCA do Camden Education Trust e co-fundador do ACW, Bernard Kirk, a directora do INAGE, Ludmilla Maguni e os representantes da UNESCO em Moçambique, do Ministério da Educaçãoe do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional.

    O ‘Africa Code Week’ em Moçambique possui como sponsors a SAP, UNESCO, Google, Youth Mobile, Camden Education Trust, Cape Town Science Centre, Governo e Embaixada da Irlanda em Moçambique e o Ministério para Cooperação e Desenvolvimento da Alemanha.

  • Pequenos Sábios expõem “A Magia da Ciência” no BCI

    Está patente, desde sábado, 14 de Setembro, no Auditório do BCI, em Maputo, uma exposição colectiva de trabalhos manuais de alunos do Centro Infantil e Escola Pequenos Sábios, intitulada "A Magia das Ciências". Como refere uma nota da escola, pretende-se com esta actividade que as crianças desenvolvam o pensamento crítico, rigor científico, capacidade de observação, que saibam reflectir, questionar, formular hipóteses, pesquisar, analisar, resolver problemas, concluir, justificar, entre outros.

    A directora da escola, Fátima Valimamade, reiterou, na ocasião, a importância da arte na aprendizagem das crianças, estabelecendo uma relação directa com a ciência. “As ciências levaram-nos a uma grande aprendizagem, à descoberta de formas divertidas. Os alunos sentiram prazer e motivação na aquisição de conhecimentos” – disse, salientando que “a escola deve importar-se muito mais, para além de transmitir conhecimentos de leitura e escrita. Ela deve preparar o aluno para a vida”.

    Já o representante do BCI, Simão Nhambessa, referiu o compromisso do Banco em continuar a apostar em novos talentos que vão emergindo ano-após anos, o que faz augurar um futuro promissor para a arte e a cultura. “Assumimos desde sempre uma postura de intervenção activa na valorização de causas como a que hoje é aqui apresentada” – disse.

    Fundado há 19 anos e vocacionado para a infância, o Centro Infantil e Escola Pequenos Sábiostem como objectivo fundamentar a prática pedagógica nos seguintes eixos: educar, brincar e cuidar.

    Refira-se que a mostra pode ser vista, com entrada livre, até ao dia 21 de Setembro.

  • Rede de Conservação Comunitária da Baía de Inhambane é distinguida

    O Instituto de Conservação Marinhade Seattle, em Washington, anunciou que escolheu a Rede de Conservação Comunitária da Baía de Inhambane como uma das novas Áreas Marinhas Protegidasmais eficazes do mundo. A palavra de toque é o desenvolvimento sustentável e a Rede em causa usa a conservação da biodiversidade para a segurança alimentar dos 11.000 habitantes das comunidades envolvidas e dos 80.000 habitantes do concelho de Inhambane.

    A Rede de Conservação Comunitária da Baía de Inhambane,que engloba nove áreas permanentes, foi criada em 2016 pelos Conselhos Comunitários de Pesca de Nhamposa, Muelé, Mucucune, Guidwane e Marrambone, com a ajuda de duas ONGs locais, nomeadamente, a Ocean Revolution Moçambique e a Bitonga Divers.

    A rede segue um plano de maneio baseado em "regras oceânicas" tradicionais e costumeiras, harmonizado com a Lei das Pescas e aplicado pelos CCPs e pela Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial.

    Esta é a primeira adição às áreas oficiais de protecção marinha em Moçambique, desde 2012, quando as Primaras e Secundas foram adicionadas como a primeira Área Ambiental Protegida de Moçambique. A Ocean Revolution apresentou, recentemente, um debate chamado "Quando Comunidades e Governo trabalham juntos para a Conservação" na Conferência Crescendo Azul, em Maputo.

    A incrível biodiversidade e saúde dos 14.000 hectares da Baía de Inhambane constitui a fonte de alimentação desta província, que em termos agrícolas é insuficiente. De facto, as comunidades tiraram uma lição dos cadernos de outras organizações de conservação em Moçambique. A Rede de Conservação Comunitária da Baía de Inhambane usa a conservação da biodiversidade para a segurança alimentar dos 11.000 habitantes das comunidades envolvidas e dos 80.000 habitantes do concelho de Inhambane. Esta rede usa as mesmas regras de controlo que vêm de séculos anteriores, combinando o conhecimento ecológico tradicional com a ciência do século XXI.

    Assistido por técnicas modernas do DPMAIP, IIP e Universidade Eduardo Mondlane, este modelo dirigido pela comunidade é de baixo custo e está a criar uma nova narrativa de conservação para todos os habitantes costeiros moçambicanos dependentes da pesca de pequena escala.

    A Rede de Conservação Comunitária da Baía de Inhambane junta-se a um grupo de elite de Áreas Marinhas Protegidas reconhecidas pelo Instituto de Conservação Marinha este ano, incluindo a Reserva Especial do Atol Aldabra, nas Seychelles; Parque Nacional Isla del Coco, na Costa Rica; e Reserva Marina de Galápagos, no Equador; juntos, são alguns dos mais famosos "parques azuis" do mundo.

    Longe de ser uma atracção para os turistas, a Rede de Conservação Comunitária da Baía de Inhambane representa o que a conservação de recursos pode fazer pela “boa gente” da província de Inhambane e todos os moçambicanos que dependem do oceano para viver.

  • Moçambique prepara nova estratégia para captar investimento da China

    Moçambique está a ultimar uma nova estratégia para captar investimento da China, voltado para a agro-indústria e indústria ligeira, numa altura em que o país também está a ser procurado por farmacêuticas e fabricantes de equipamentos médicos chineses.

    A informação divulgada pelo International Trade Centre (ITC) informa que a estratégia será desenvolvida ao abrigo do programa “Partnership for Investment and Growth in Africa” (PIGA), e será executada pela Agência para Promoção de Investimentos e Exportações de Moçambique (APIEX).

    “Os participantes no processo de definição da estratégia incluem funcionários públicos especializados por sectores, o sector privado moçambicano e representantes do governo chinês e das comunidades empresariais”, refere o ITC.

    A estratégia irá “proporcionar a Moçambique um roteiro plurianual para visar novos investidores, fomentar os já existentes e trabalhar com as partes interessadas no clima de investimento para realizar reformas que estimulem a indústria em quatro sub-sectores: fabrico de vestuário, produção têxtil, processamento de caju e processamento de fruta.”

    A China ocupou na última década a posição daqueles que eram tradicionalmente os principais países de origem de investidores estrangeiros – Portugal e África do Sul.

    O investimento tem sido direccionado sobretudo para sectores não produtivos, como infraestruturas de transporte e imobiliário.

    O ITC escreveu que a estratégia chinesa de “Go Out” – incentivar as empresas do país a investir no estrangeiro – deverá “encorajar valores sem precedentes de investimento directo produtivo” chinês, tendo “o governo moçambicano decidido atrair uma parte significativa desse investimento.”

    Ainda de acordo com o ITC, as empresas chinesas estão interessadas no mercado de medicamentos e equipamentos médicos em Moçambique e países próximos, como verificado numa série de apresentações realizadas em Junho pelo ITC e pela “China Chamber of Commerce for Import & Export of Medicines & Health Products.”

    Jiang Xuejun, responsável da ITC para Ásia e Pacífico, disse que “o rápido crescimento do processo de industrialização do continente (africano) nos últimos anos, a melhoria significativa da infraestrutura de transportes e o estabelecimento da Área de Livre Comércio Continental Africana – que cobre mais de 50 países africanos – representam, em conjunto, oportunidades históricas significativas para centros regionais de produção farmacêutica em África.”

    O investimento de farmacêuticas chinesas “poderia ter um grande impacto em melhorias sociais e económicas no continente africano”, ao contribuir para tornar os medicamentos confiáveis e de qualidade mais baratos e acessíveis, adianta o ITC.

    In revista Capital

  • China intervém em 8 portos africanos

    A China está presente em oito projectos portuários, concluídos ou anunciados, em países de língua portuguesa, como construtora ou financiadora, segundo um levantamento recente do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

    O levantamento do Centro Estratégicos Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) feito pelos investigadores Judd Devermont e Catherine Chiang, aponta para a existência de 46 projectos portuários operados, construídos ou financiados pela China, em todo o continente, alguns dos quais serão eixos da iniciativa Faixa e Rota.

    Nos países africanos de língua portuguesa, a China não é operadora em qualquer infraestrutura portuária, mas é construtora e financiadora no anunciado projecto do porto do Mindelo, Cabo Verde, tal como do porto de Bata, na Guiné Equatorial, também dado como concluído.

    Ainda no Golfo da Guiné, o anunciado porto de águas profundas de Fernão Dias, em São Tomé e Príncipe, deverá contar com investimento e construção chinesas, segundo o levantamento do CSIS.

    Mais a Sul, em Cabinda, interesses chineses surgem como construtores do porto do Caio – dado pelo CSIS como “parado indefinidamente” – e também no porto de Cabinda.

    Ainda em Angola, o projecto de expansão do porto do Lobito, já concluído, teve também injecção de capital e engenharia chinesa.

    Em Moçambique, o porto da Beira teve a sua capacidade aumentada com capital e construção chinesa, enquanto o anunciado porto de Techobanine, a sul de Maputo, conta com financiamento chinês.

    Abrir a China a novos mercados

    O estudo indica que os portos da África a sul do Saara “desempenham um papel fundamental na iniciativa Faixa e Rota, extensa rede de projectos de infraestruturas chinesas que ligam a China à Europa, à África Oriental e ao Sudeste Asiático”, cujo lançamento em 2013, serviu “para o Presidente Xi (Jinping) procurar abrir a China a novos mercados, expandir a influência política do seu país.”

    “Formando a espinha dorsal da Rota da Seda Marítima, os investimentos nos portos africanos servem de porta de entrada para o desenvolvimento económico e comercial da região”, adiantam.

    Para os autores, a maior parte dos projectos “destina-se provavelmente ao ganho comercial”, tendo a China emergido, na última década, como o principal parceiro comercial do continente africano.

    “Os investimentos portuários são apenas uma das principais vias pelas quais (a China) estabelece a supremacia comercial na região”, sendo identificadas no estudo ligações entre portos e outros projectos Faixa e Rota.