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  • Matxakhosa defende biodiversidade

    Está patente, desde quarta-feira, 5 até 15 de Dezembro, no Auditório do BCI, em Maputo, a exposição de cerâmica “Diversidades”, do artista plástico moçambicano Matxakhosa.

    A arte de Matxakhosa apela-nos, nestamostra, “para uma reflexão sobre os efeitos das mudanças climáticas (que influenciam a subida da temperatura, elevação do nível das águas do mar, desertificação dos solos, etc.) que atentam contra a integridade humana” – refere uma nota sobre a exposição.

    Falando à margem da cerimónia de abertura, Matxakhosa enfatizou que “omaior enfoque da exposição é a componente do meio ambiente, na sua diversidade, do ponto de vista da fauna, da protecção das zonas costeiras, e da protecção das espécies, em si, e da flora”. Explicou mais adiante que nesta individual, faz uma simbiose entre a forma e os signos. “Os signos estão num contexto. Transmitem alguma informação, mas as formas também não são deslocadas, elas remetem ao público o papel de desfrutar, tendo em conta essa dualidade de abordagem” – disse.

    Olhando para trás e debruçando-se sobre a sua relação com o Banco, o artista lembrou que o BCI é “uma casa onde fiz uma exposição muito importante da minha vida artística, há 19 anos. Numa semicolectiva que fiz, na altura, a Mediateca funcionava na Avenida 24 de Julho, no Pigale. Fiz lá uma exposição muito importante, que marcou uma época importante da minha produção artística e da minha forma de ser, na arte… na cerâmica”.

    Refira-se que ainda este ano, Matxakhosaapresentou ainda uma exposição individual de cerâmica e pintura, intitulada "Poder e Meio Ambiente", no Centro Cultural Moçambique/Brasil, e teve uma participação em duas colectivas, respectivamente “Poemas da Língua Portuguesa” e "Água".

  • Vitória Diogo desafia lideranças sindicais a apostarem na negociação colectiva nas empresas

    A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, desafia as lideranças sindicais a apostarem na negociação colectiva nas empresas, como forma de solucionar pacificamente os conflitos laborais e de promover um bom ambiente de trabalho.

    Vitória Diogo fez este apelo na quarta-feira, 5 de Dezembro, na cidade da Matola, província de Maputo, na cerimónia de abertura do VII Congresso da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM-Central Sindical), que, dentre outros pontos, avalia o trabalho sindical realizado nos últimos seis anos e a situação sócio-laboral do País, eleger novos órgãos deliberativos, aprovar o Plano Estratégico da agremiação para os próximos cinco anos, bem como proceder à revisão dos seus Estatutos, com vista a adequá-los à necessidade do seu fortalecimento constante.

    Na ocasião, a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social explicou que, diferentemente do que acontecia no passado, hoje, o prestígio dos sindicatos é alcançado através da sua capacidade de diálogo, de assumir compromisso, de cooperação e colaboração com os seus parceiros sociais, nomeadamente o Governo e os empregadores.

    Ou seja, “o prestígio já não se mede e nem se ganha pelo grau de confrontação e da capacidade de mobilização de trabalhadores para a greve musculada”, referiu a ministra, para quem os acordos de curto, médio e longo prazos sustentáveis são as únicas vias para alcançar o trabalho digno, que é a associação de vários factores, tais como a produtividade, competitividade, meio ambiente, ecologia, saúde e segurança no trabalho.

    É neste sentido que o Governo, através do MITESS, tem incentivado o recurso ao diálogo social bilateral e à resolução extrajudicial como meios de harmonização do capital e do trabalho, o que tem concorrido para a redução da conflitualidade nas empresas.

    Como resultado, acrescentou Vitória Diogo, “27.926 pedidos de resolução extrajudicial de conflitos laborais foram formulados, tendo sido mediados 26.325 casos, dos quais 21.968 (84%) foram resolvidos com sucesso, o que permitiu aos trabalhadores recuperar os direitos que haviam temporariamente perdido, bem como a reintegração nos seus postos de trabalho, devidamente indemnizados e sem terem pago quaisquer custas judiciais, honorários ou advogados”.

    Por seu turno, o presidente da OTM-CS, Samuel Matsinhe, explicou que o congresso foi antecedido por conferências provinciais, durante as quais foram levantadas diversas questões que preocupam os trabalhadores moçambicanos.

    “A precarização laboral, o recurso abusivo ao despedimento colectivo e a trabalhadores subcontratados através de agências de emprego, a falta de diálogo social, o impedimento à livre filiação e exercício da actividade sindical, a não canalização da quota sindical retida na fonte, a redução do papel regulador do Estado como garante da legalidade laboral, a inoperância da Inspecção-Geral do Trabalho e a não implantação dos Tribunais de Trabalho são algumas das preocupações apresentadas nas conferências provinciais, que, para além de fazerem o balanço da organização àquele nível, têm o papel de preparar a realização do congresso”, asseverou Samuel Matsinhe.

  • Devemos ser unidos, firmes e alinhados na gestão do INSS’

    O director geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Alfredo Mauaie, reafirmou a necessidade dos gestores estarem cada vez mais unidos, firmes e alinhados em relação à execução dos instrumentos e planos de gestão, com vista ao reforço do desiderato da instituição, de melhor servir ao utentes do Sistema de Segurança Social.

    Alfredo Mauaie fez este pronunciamento na segunda-feira, 3 de Dezembro, na cidade da Beira, província de Sofala, na abertura da reunião de harmonização de procedimentos de gestão do INSS, um evento que juntou directores de Serviços, chefes de Departamento Central e Delegados Provinciais do INSS.

    O director geral enalteceu os esforços significativos que têm sido feitos no quadro da aproximação e melhoria da prestação de serviços aos utentes do Sistema, tendo destacado a simplificação de procedimentos no âmbito do processo de modernização e informatização.

    A título de exemplo, apontou a plataforma M-Contribuição (Minha Contribuição, Meu Benefício), através da qual o beneficiário pode aceder, com um simples celular, a qualquer hora e lugar, à sua informação contributiva e a prova anual de vida dos pensionistas que, pela primeira vez, passou a ser feita de forma biométrica, o que permite maior celeridade e segurança ao processo.

    Desde a sua introdução, em Maio de 2017, a plataforma M-Contribuição já teve mais de 800 mil visualizações, sendo que mais de 67 mil beneficiários cadastraram-se ao sistema e controlam a sua situação contributiva sem intervenção do INSS.

    Apontou ainda a introdução da certidão de quitação automatizada, em que o empresário emite o documento no conforto do seu gabinete desde que não tenha qualquer dívida para com o Sistema de Segurança Social, permitindo-lhe, desde modo, participar, em tempo oportuno, em concursos públicos abertos pelo Estado.

    Desde o seu lançamento, em Julho do corrente ano, até ao presente momento, a plataforma já teve mais de 24 mil acessos, tendo sido geradas, com sucesso, mais de 13 mil certidões de quitação. Dos mais de 10.000 casos recusados devido as dívidas, mais de 3 mil já regularizaram a sua situação, o que resultou na cobrança de mais de 62 milhões de meticais, permitindo, deste modo, a salvaguarda do direito às prestações para perto de 35 mil beneficiários.

    Salientou ainda que o SISSMO-Pagamento tem permitido que os subsídios e pensões sejam determinados de forma automatizada, o que contribui para a redução significativa do tempo de espera e de processamento, para além de eliminar ou minimizar eventuais erros de cálculo ou tentativas de viciação de dados e fraudes.

    No quadro das acções visando a melhoria contínua da prestação de serviços, afirmou que o INSS está a implementar várias acções de impacto para os utentes do Sistema de Segurança Social, incluindo na componente comunicacional.

    “É desta forma que contamos com uma Estratégia de Comunicação e Imagem (2018-2022), um instrumento orientador que pretende reforçar a nossa capacidade de comunicação e melhoria da nossa imagem, com vista a assegurar-se o cumprimento da missão e o alcance da visão da instituição”, fez notar.

    A implementação da Estratégia de Comunicação e Imagem, segundo destacou, exige o comprometimento de todos os funcionários do INSS, a vários níveis, pelo que os mesmos são chamados a participarem activamente e a contribuírem para o alcance da prestação de serviços de excelência aos utentes do Sistema de Segurança Social.

    Alfredo Mauaie saudou a direcção máxima do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social e o Conselho de Administração do INSS pelo engajamento e orientações estratégicas que têm vindo a tomar e a transmitir para a melhoria do processo de gestão do INSS, com vista a robustecer o Sistema de Segurança Social e a aumentar a credibilidade da instituição.

    O encontro da Beira discutiu, dentre vários temas, o funcionamento do SISSMO e os seus desafios, a reestruturação do Departamento Provincial de Seguro Social face ao processo de informatização e gestão de Recursos Humanos.

  • Sunset Talks do MFW começa hoje

    O Vodacom MFW 2018 lança pela primeira vez este ano os Sunset Talks, a decorrer no South Beach entre os dias 03 a 07 de Dezembro, das 18h às20h.

    A agenda tem prevista a primeira sessão já para hoje, 3 de Dezembro, tema da responsabilidade e mediação levada a cabo por Sónia Sultuane, curadora da parte artística da maior semana da moda de Moçambique. Sob o tema Arte, Cultura, Poesia, Música e Fotografia, serão debatidas as manifestações do seu impacto no desenvolvimento do país. Composto por um painel de convidados ligados aos temas em aberto temos Whandro Mangoba, Shaazia Adam, João Fornas, Pekiwa, Zein Hassan, Zé Bomba e Albachir Muinde.

    O Barclays Bank Moçambique promove o Sunset talk de dia 4 de Dezembro, Terça-feira, com o tema da ordem do dia “Empreendedorismo”. O Barclays oferece aos mais visionários da área da moda soluções para ajudá-los a superar os desafios e expandir os seus negócios. Vamos conhecer os 3 melhores projectos selecionados com as estratégias de negóciomais atrativas e inovadoras. Estas serão alvo de uma segunda análise e discussão, e o júricomposto por Sónia Sultuane, figura pública moçambicana, Sónia Ferreira, representante da organização do MFW e Tayob Ahmed, representante do Barclays Bank Moçambique, escolherá o vencedor que ganhará um apoio financeiroBarclays para concretizar a sua visão de negócio.

    Quarta-feira, dia 5 de Dezembro, voltamos com a Sónia Sultuane, com um SunsetTalk sob o tema Responsabilidade Social. Tema forte e que abrange causas nobres, onde serão debatidos em particular o cancro da mama, entre outros, campanhas de sensibilização, informação para detecção precoce da doença e todos os meios disponíveis para tratamento. Esta acção é acompanhada por Patrícia Monteiro, Felicidade Moiane e Techa de Sousa que apoiam a Associação Casa Rosa e desenvolveram o projecto “Eu, Depois”, demonstrando que a moda também é um elemento de comunicação e consciencialização social.

    E sendo o tema deste ano “The Future is África” , o VMFW promove dois temas ligados à moda, Fashion Business Sunset Talk, a decorrer dia 6 de Dezembro, Quinta-feira, e o Sunset Cabelos e Maquiagem no dia 7 de Dezembro, Sexta-feira.

    Para o Fashion Business vamos ter convidados ligados à área da moda, contandocom, entre outros, Miguel Vieira, estilista conceituado que criou a sua própria marca e abrange já várias categorias com pontos de venda pelo mundo inteiro, Antonio Franceschini, Secretário Geral da CNA/Federmoda, que apoia pequenas e médias empresas no mercado da moda em Itália, Inovação Tecnológica e internacionalização e Crisina Maldonado que nos vem falar do apoio às Start Ups em África . Neste painel serão debatidas questões ligadas à constituição de empresas, marcas, criação de valor, identidade, reconhecimento e internacionalização.

    A fechar as sessões temos o negócio da cosmética e cabelos, que apesar da sua grande variedade na oferta de produtos existente no mercado, continua em franco desenvolvimento e crescimento e a apostar forte na Investigação. O segredo dos produtos certos e cuidados diários são a chave para um cabelo bonito e uma pele cuidada.Conheça as mais recentes tendências para cabelos e maquiagem e os “segredos” para um look perfeito.

    Os Sunset Talks são de entrada livre ao público e pretende-se com os mesmos abrir as portas a todos os interessados, profissionais e amadores do mundo da Moda, Estilo, Design, Arte, Cultura e Negócios, para a criação de novas ideias e oportunidades em Moçambique e não só porque… The Future is Africa.

  • E a melhor startup do Mozefo Young Leaders Business Challenge é…

    O Barclays Bank Moçambique, principal parceiro do Concurso Mozefo Young Leaders BusinessChallenge, representado por Director da Banca de Retalho e Negócios, Pedro Carvalho, condecorou na passada Terça-feira, dia 28, em Maputo, a startup de produção e venda de fruta desidratada, designada D-fruit.

    A startup de propriedade da Dirce Abdala, especializada na produção e venda de fruta desidratada, foi distinguida, numa primeira fase, no meio de mais de 100 concorrentes e, na fase final, entre quatro também não menos promissoras, nomeadamente, Buya Help, Boleia MZ, Hidroponia e por último o Projecto de Produção de Biogás e Biofertilizantes através de Material Orgânico Diverso.

    Esta última, que por ter apresentado uma proposta relativamente mais aliciante, seguindo a D-fruit, levou a organização abrir uma excepção, e premiar igualmente, com um valor monetário, repartido entre o Barclays Bank Moçambique e o Grupo Soico.

    O Director da Banca de Retalho e Negócios do Barclays Bank Moçambique, Pedro Carvalho, mostrou-se satisfeito com a ousadia dos concorrentes no âmbito da apresentação dos seus projectos, que visam responder às preocupações do país em diversas áreas.

    “Os projectos que vimos durante este Business Challenge, estão muito em linha com aquilo que a juventude e os empreendedores moçambicanos têm mostrado ao longo dos últimos anos. São ideias muito diversas, umas de base tecnológicas e outras mais viradas a indústria, mostrando que efectivamente há um grande potencial na juventude moçambicana, cabe agora às entidades privadas e estatais criar as condições para que essas ideias se materializem”, comentou.

    Para Pedro Carvalho, as PME´s são o factor importante para o desenvolvimento sustentável da economia moçambicana.

    “A forma de promover a existência de PME´s e o seu desenvolvimento, é apoiar este tipo de concursos. O Barclays Bank Moçambique acredita que estes eventos são um acelerador para muitas startups, portanto, ao apoiar o Business Challenge e outros eventos semelhantes é, essencialmente, para promover o surgimento de novas e mais PME´s em Moçambique”, referiu Pedro carvalho.

    A grande vencedora da segunda edição do Mozefo Young Leaders Business Chalenge, Dirce Abdala, a única do sexo feminino no concurso, visivelmente emocionada, dedicou o seu prémio à todas mulheres – “Quero agradecer a Deus e a todos que estiveram envolvidos para que eu conseguisse este prémio. Não é uma conquista minha, é de todos nós, e, sobretudo, de todas as mulheres”.

  • Fashion Awards 2018

    A gala dos Fashion Awards abriu oficialmente o Vodacom Mozambique Fashion Week na passada noite de 30 de Novembro.
    A entrega de prémios teve início às 22h30, no South Beach, com um agradecimento especial aos parceiros mais antigos do Mozambique Fashion Week, e que abraçam a realização do maior evento de moda em África, mantendo activo o seu estimado contributo.

    A sua introdução levou a reforçar o reconhecimento de parceiros de longa data, novos talentos, estilistas conceituados, modelos e artistas de música e entretenimento.

    Para este ano foram destacadas 7 categorias, e distribuídosprémios que vão do melhor modelo, ao estilista do ano, não esquecendo o mundo do espetáculo com os mais bem vestidos na música e entretenimento.

    Na distribuição de prémios a parceiros, foram destacados a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique), Jornal de Notícias, RTP África, restaurante Mar na Brasa, Serena Polana Hotel, S&R e Fernando Bambo.

    Na distribuição de prémios nas sete categorias existentes, Neila Huo e Inácio Fernandes levaram para casa o prémio de melhor modelo. Sheila Ibraimo e Emerson Miranda foram considerados os apresentadores mais bem vestidos.

    • Na música, Neyma e Mr. Bow foram os destacados como os mais bem vestidos.
    • E Nivaldo Thierry foi galardoado com o prémio Estilista do Ano.
    • A marcar esta entrega de prémios tivemos a actuação de Dudas Alled e Simon que nos presentearam com um bom momento musical e de descontracção.

    O VMFW abriu assim oficialmente a sua 14ªEdição com umevento dedicadoa parceiros, premiados e convidados.

    Seguido da Gala temos uma semana com eventos diários, desfiles e festas, e já estão disponíveis os bilhetes para o Vodacom Mozambique Fashion week 2018.

    Quer assistir aos desfiles e festas do #VMFW2018? Já pode comprar o seu bilhete. Onde?

    • Lojas Vodacom Sede e Av. Karl Marx, em Maputo
    • South Beach, Av. Marginal, em Maputo
    • DDB Moçambique, na Av. Fernão de Magalhães, 34, 3º andar, em Maputo.

    E a grande novidade este ano, também já pode comprar online no website do VMFW

    E como comprar os bilhetes online?

    1. Aceda ao link www.mfw.co.mz
    2. Escolha os bilhetes dos eventos que quer ir
    3. Coloque a quantidade de bilhetes que quer comprar para cada evento
    4. Clique no carrinho de compras/”View cart” e confirme a escolha
    5. Confirme a compra, preencha os dados de pagamento (cartão de débito ou crédito) e já está!
    6. Vai receber no email a confirmação do pagamento e o link para download do bilhete em PDF

    Como vê as novidades são muitas e ainda temos muito para mostrar, porque… “The Future is Africa”.

  • Société Générale anuncia alterações no Conselho de Administração

    O Banco Société Générale Moçambique anuncia diversas alterações no seu Conselho de Administração, com efeitos desde Agosto de 2018:

    Sr. Sionle Seydou Yeo foi nomeado Presidente do Conselho de Administração por 4 anos substituindo Alexandre Paul Maymat

    Dr. Katan Hirachand foi nomeado membro do Conselho por 4 anos substituindo Bruno Massez

    Após as renovações (TBC, se houver) e as nomeações dos Conselheiros, o Conselho de Administração é composto por 5 membros:

    – Sionlé Seydou Yeo, Presidente

    – Laurent-Théva Thong-Vanh – Director Executivo

    – Katan Hirachand – Director

    – Raoul Gufflet – Director

    – Jorge Feraz – Director

    Estas novas nomeações no Conselho reflectem o compromisso do Grupo Société Générale com Moçambique, cada um dos novos membros executivos trazendo conhecimento extensivo e altamente relevante para a instituição.

    O Société Générale está activo em Moçambique desde Outubro de 2015, quando o Grupo comprou uma participação de 65% ao MCB Moçambique, que foi renomeada como Banco Société Générale Moçambique SA. Com mais de 100 funcionários no país e confiando no posicionamento único do Grupo em África, o Banco Société Générale Moçambique apoia o crescimento económico em Moçambique enquanto desenvolve os serviços bancários universais do Grupo para empresas locais e internacionais e clientes de retalho.

    Biografias

    Sionlé Yeo é chefe regional da Société Générale para a África Central e Oriental, desde Julho de 2018. Ele é um bancário experiente, tendo trabalhado no Grupo Société Générale por 29 anos. Antes disso, ele foi Vice-Director Administrativo do SG Costa do Marfim, então Director Administrativo do SG Burkina Faso e, finalmente, Director Administrativo do SG Gana.

    Yeo é graduado pela Institut Technique de Banque e engenheiro do Institut National Polytechnique de Grenoble e da Ecole Centrale de Marseille.

    O Dr. Katan Hirachand é Director Administrativo e é Co-Director do Advisory & Project Finance, Londres, cobrindo a região da EMEA no Société Générale. O Dr. Hirachand tem experiência significativa no sector de petróleo e gás, tendo assessorado toda a estrutura de capital. Responsável por originar, executar e assessorar projectos de energia em larga escala, ele liderou vários mandatos de grande porte em países como Egito, Nigéria, Moçambique, Indonésia e Brasil. Em Moçambique, o Dr. Hirachand lidera o financiamento do projecto da área 1 GNL. Esse financiamento está definido para ser o maior de todos os países não-OCDE e um dos maiores do mundo, com mais de 14 bilhões USD previstos para serem levantados. Ele tem sido instrumental na montagem de um grande grupo de ECAs e bancos comerciais para sustentar esse financiamento específico de projectos. Ele se senta no Comité de Direcção da Gastech, entre outros

  • Fundo Soberano de Moçambique “poderá ser mais tarde” afirma PCA da ENH

    O Presidente do Conselho de Administração(PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos(ENH) afirmou nesta quarta-feira(28) que a criação de um Fundo Soberano com receitas do gás natural “poderá ser mais tarde”, porque agora “temos problemas reais na nossa economia, problemas de pobreza muito sérios, temos de melhorar a condição de vida dos moçambicanos”.

    Numa altura em que se volta a debater a pertinência da criação de um Fundo Soberano com as receitas provenientes da indústria extrativa a operar em Moçambique, e quando se sabe que o Governo está usar as Mais-Valias fiscais obtidas em 2017 em projectos eleitoralistas o PCA do braço comercial do Governo moçambicano no sector de Petróleos declarou que a poupança das receitas do sector “poderá ser mais tarde”.

    Intervindo no painel de discussão de um Fórum Público realizado em Maputo com o tema “Moçambique como exportador de gás natural”, organizado pela Universidade das Nações Unidas(UNU-WIDER), Omar Mithá admitiu que os moçambicanos criaram muitas expectativas sobre a bonança que poderá resultar da exploração do hidrocarboneto existente na Bacia do Rovuma contudo a economia enfrenta várias défices: “o défice das contas públicas e o défice das contas externas, temos o défice à banca exterior, temos o défice de donativos”.

    “Significa que estes projectos (de exploração de gás natural) para Moçambique são fundamentais não só para a transformação económica mas para a captação de receitas para o Estado por forma a resolver os seus problemas”, disse Mithá que não aceitou comparações dos académicos “com o Botswana, que tem poucas pessoas e um per capita muito alto. Não comparem com a Noruega que quando descobriu o gás toda a energia era hidroeléctrica”.

    “Nós temos dificuldades locais como escolas, formar bem as pessoas, pagar melhor aos professores, temos necessidades imediatas para o desenvolvimento económico do país. A poupança poderá ser mais tarde e colocando o dinheiro lá no Norte” declarou o PCA da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

    Na perspectiva de Omar Mithá existirá sempre pressão para o Governo fazer uso dessas receitas chorudas, que se esperam possam começar a acontecer daqui há 5 a 10 anos, “porque de facto temos problemas reais na nossa economia, problemas de pobreza muito sérios, temos de melhorar a condição de vida dos moçambicanos, tem que viver bem também, ter boas escolas, ter bons hospitais, medicamentos e estradas”.

    Para o académico Alan Roe, estudioso sobre a indústria extractiva no mundo, Fundos Soberanos de sucesso, como são o caso do norueguês ou chileno, só foram criados 10 a 15 anos depois do início da exploração dos recursos minerais nesses países.

    “Nós estaríamos condenados ad aeternum a ficar como país que só produz produtos primários”

    Mithá fez estas declarações após o pesquisador não residente da UNU-WIDER, Alan Roe, haver dissertado sobre os erros cometidos por países que se tornaram exportadores de petróleo e gás no mundo não conseguiram transformar as suas economias que e tornaram-se dependentes do sector extractivo e de certa forma sofrem da chamada “doença holandesa”, como são os casos de Angola ou da Nigéria.

    Foto de Adérito CaldeiraVestindo a “capa” de professor universitário, que foi no início da sua carreira, o agora PCA do braço comercial do Governo moçambicano no sector de Petróleos recordou que: “em relação a questão da transformação (da economia) que os países africanos tem este desiderato isto é normal, porque Moçambique, como todos outros países da África Subahariana, herdaram a situação da divisão Norte e Sul, e isto vem da história”.

    Omar Mithá citou teóricos e pensadores do período do colonialismo na sua argumentação: “Isto começa com Adam Smith em 1776 que publicou The Wealth of Nations e defendia que se o custo de produção de um produto aqui é inferior ao custo de produção do produto lá significa que Moçambique tem que se especializar na produção desse mesmo produto e o outro na especialização de outros produtos”.

    “Nós temos que ter cuidado do que é que os teóricos, os professores das universidades publicam e falam” disparou Mithá para uma sala cheia de académicos e estudantes universitárias moçambicanos e estrangeiros e acrescentou que na óptica dos cientistas do Ocidente “se Moçambique é capaz de produzir algodão com custos comparativos melhores então deve-se especializar na produção de algodão, a Inglaterra na produção de tecidos, Portugal na produção de vinhos e por aí fora. Significa que nós estaríamos condenados ad aeternum a ficar como país que só produz tabaco, sisal, grafite e produtos primários”.

    ENH similar a Petronas

    Confrontado pelo professor Alan Roe sobre o modelo de governação da empresa que dirige comparativamente as “National Oil Companies” existentes por exemplo na Venezuela(PDVSA), Angola(Sonangol), na Malásia(Petronas) ou no Brasil(Petrobras) o Presidente do Conselho de Administração da ENH declarou: “não somos nem num extremo a Sonangol, se calhar somos igual com a Petronas, de modo que não somos um exemplo que se pode comparar com a questão Venezuela ou de Angola de gestão de recursos do Estado envolvendo-se em projectos de natureza social”.

    “O mandato é claro, é de uma entidade comercial que tem que desenvolver projectos sustentáveis e criar benefícios do ponto de vista de criação de valor mas maximizando evidentemente benefícios para o país”, aclarou Mithá.

  • Refinaria de açúcar branco em Xinavane equipada com a mais alta tecnologia

    REFINARIA DE AÇÚCAR BRANCO EQUIPADA COM A MAIS ALTA TECNOLOGIA DE PONTA INAUGURADA EM XINAVANE

    A Tongaat Hullet assumiu um compromisso a longo prazo com Moçambique para desenvolver a Indústria do Açúcar. Um passo gigantesco foi dado hoje com a abertura de uma nova refinaria de açúcar branco na unidade fabril de Xinavane, representando um investimento de cerca de dois mil milhões de meticais.

    O Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, presidiu à cerimónia, que contou com a presença do Presidente do Grupo Tongaat Hulett, Bahle Sibisi, e do Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, do Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Francisco Marrule, e o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiene, bem como de autoridades locais e diversos dignatários.

    A capacidade actual de refinação de açúcar branco existente em Moçambique é de cerca de 20 000 toneladas por ano, enquanto se estima que o consumo do mercado nacional seja de cerca de 70 000 toneladas anuais. A maioria das necessidades de açúcar refinado de Moçambique é actualmente importada.

    A capacidade de produção desta refinaria, cuja construção foi concluída em Outubro de 2018, é de 90 mil toneladas por ano e será suficiente para atender à demanda local projectada para os próximos 7 a 10 anos. A refinaria foi projectada pelo Grupo de Tecnologia da Tongaat Hulett (TG). A TG projecta e vende equipamentos de processamento de açúcar há mais de 30 anos e detém 11 patentes em 22 países, incluindo a tecnologia GREEN (Greatly Reduced Equipment Needs).

    A construção da refinaria teve a duração de 18 meses e criou 605 postos de trabalho directos de curta duração, o que equivale a um total de 430 729 horas/homem. Os cidadãos moçambicanos ocuparam 436 dos 605 postos criados. A refinaria irá contar com 90 colaboradores permanentes na sua fase operacional.

    A conclusão da refinaria de açúcar, em Xinavane, reforça a posição da Tongaat Hullet como o principal investidor da indústria açucareira em Moçambique.

    Bahle Sibisi, Presidente do Grupo Tongaat Hulett, disse: “O Projecto da Refinaria deAçúcar reflecte o compromisso da Tongaat Hullet com o futuro da Indústria Açucareira moçambicana, parceiros da indústria do açúcar, incluindo accionistas, clientes e o sector agrícola, pois este projecto irá cobrir as necessidades do mercado local”.

    Reconhecendo, com apreço, os esforços do Governo moçambicano para criar umambiente de negócios que apoie o investimento, Bahle Sibisi concluiu: “Osinvestimentos contínuos da Tongaat Hullet na Indústria do Açúcar em Moçambique apoiam os objectivos do governo de crescimento da economia local, promovendo a produção doméstica e contribuindo para melhorar a balança comercial. A empresa está empenhada em trabalhar com o Governo e outras partes interessadas relevantes para facilitar o sucesso da refinaria de açúcar e dos seus outros investimentos em Xinavane e Mafambisse, contribuindo assim para o desenvolvimento económico, criação de empregos e elevação social ”.

    “Estamos cientes do papel que a indústria do açúcar desempenha nodesenvolvimento socio-económico do País e nas comunidades rurais em particular. Estamos muito satisfeitos com este novo investimento da Tongaat Hulett, que catapultará os esforços do Governo para aumentar a produção interna e reduzir as importações”, afirmou Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi , o Presidente da República de Moçambique.

    O açúcar refinado será do tipo industrial e terá a certificação de segurança alimentar FSSC 22000. O açúcar branco é necessário para produzir refrigerantes, laticínios, cerveja, doces e produtos de confeitaria. Prevê-se que o aumento da disponibilidade de açúcar branco contribua para o crescimento destas indústrias em Moçambique. A Refinaria de Xinavane, localizada a cerca de 150 quilómetros do porto de Maputo, está bem posicionada para exportar excedentes de açúcar branco para o s mercados regionais africanos.

  • Ricardo Barradas lança duas obras literárias

    Foram lançadas, esta quarta-feira, 28 de Novembro, em Maputo, duas obras literárias da autoria de Ricardo Barradas, nomeadamente “Ilha de Moçambique, estórias da sua história” e “Memória dos elefantes de Moçambique”, cuja edição contou com o apoio da Gapi-Sociedade de Investimentos.

    A primeira obra representa um contributo para as comemorações dos 200 anos de elevação da Ilha de Moçambique à categoria de cidade, enquanto a segunda faz alusão à forma como o comércio do marfim foi, para além do comércio do ouro e dos escravizados, um importante motor do desenvolvimento de Moçambique; o massacre de elefantes e respectiva violenta agressão ambiental, ocorrida no nosso País, especialmente nos séculos XVII e XVIII.

    Ricardo Barradas contou que começou a escrever a “Memória dos Elefantes” há, sensivelmente, seis anos, quando começou a ter pretensões de ser escritor.

    “Apercebi-me que em Moçambique antes de se designar Moçambique, existiam milhões de elefantes. Os demógrafos têm capacidade de fazer retroprojecções e estão em acordo que Moçambique, no século XVI, tinha apenas um milhão de habitantes pelo que chegou a haver mais elefantes do que homens”, disse, acrescentando que motivou-lhe a ideia de que realmente o País esteve povoado de elefantes, que ainda por cima, foram alvos de uma carnificina.

    Na ocasião, o escritor ofereceu 100 exemplares das suas obras à Gapi, destinadas às instituições de ensino superior: “Se o objectivo é que os jovens leiam estas obras, a Gapi tem condições para fazer a sua distribuição às universidades ao longo do País”, afirmou Ricardo Barradas.

    Ao proceder à apresentação dos livros, Álvaro Carmo Vaz, professor catedrático da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), considerou que no livro “Ilha de Moçambique, estórias da sua História”, o autor leva-nos a uma viagem fascinante ao longo de onze capítulos, iniciada com uma descrição da Ilha de Moçambique na época em que foi elevada à categoria de cidade.

    “No segundo livro, Memória dos Elefantes de Moçambique, é mais breve do que no anterior, uma monografia, onde se percebe que confluem dois amores de Ricardo Barradas: a Ilha de Moçambique e a Natureza, esta corporizada nestes magníficos animais que vemos, horrorizados, à beira da extinção no nosso País, perante o que não sei se é impotência, complacência ou cumplicidade de demasiada gente”, observou Álvaro Carmo Vaz.

    Por sua vez, o presidente da Comissão Executiva da Gapi, António Souto, referiu-se às razões que levaram a instituição que dirige a associar-se a este projecto literário, tendo realçado o facto de o escritor dedicar as suas obras aos jovens.

    “As estórias, que Ricardo Barradas partilha, têm o fascínio de nos levar para o tempo em que, atravessando o Índico, donos de pangaios e caravelas iniciaram a globalização desta parte do continente africano, através do controlo da ilha que viria a ser a terra de Mussa Al-Mbique”, indicou António Souto, realçando a forma simples e de fácil leitura como as estórias são apresentadas, o que despertou o interesse da Gapi, na motivação cultural de uma geração que hoje se globaliza, através da web e de smartphones.

    Enquanto instituição financeira de desenvolvimento, a Gapi, conforme sublinhou, tem vindo a conduzir, há mais de dez anos, programas especificamente focados na juventude e na necessidade de se criar uma nova geração empresarial. São programas que preparam jovens no âmbito da iniciativa empresarial privada e da descoberta de oportunidades de novos negócios.

    Importa realçar que Ricardo Barradas nasceu em Maputo, em 1948. Concluiu o curso de Medicina em 1975 e trabalhou nos hospitais centrais das cidades de Nampula, Beira e Maputo, durante 25 anos, primeiro como cirurgião geral e depois como cirurgião plástico. “Ilha de Moçambique, estórias da sua história” e “Memória dos elefantes de Moçambique” são os seus primeiros livros publicados.

  • Nyusi diz que país quer estar na rota internacional de turismo até 2025

    Filipe Nyusi disse hoje em Maputo que o país pretende estar na rota internacional de turismo até 2025, defendendo medidas de fomento do sector. "A perspectiva do Governo é colocar Moçambique como destino vibrante e dinâmico do sector de turismo", declarou Filipe Nyusi, falando na abertura do Congresso Internacional de Cultura e Turismo, que arrancou hoje na capital. Para que o país se imponha como destino turístico de preferência, prosseguiu, os sectores relevantes devem empreender esforços concertados. "O desenvolvimento do turismo exige pluralidade de serviços, incluindo vias de acesso, transporte, saúde e segurança", acrescentou o chefe de Estado moçambicano. Filipe Nyusi assinalou a importância da complementaridade entre a cultura e o turismo, advogando que o país deve capitalizar o seu mosaico cultural como factor de atração de turistas. "O país deve fazer do património da cultura material e imaterial factor dinamizador da unidade nacional, da moçambicanidade e do desenvolvimento", salientou.

    In Capital Newsletter

  • Moçambique deve desenhar estratégias inclusivas para aproveitar ganhos dos recursos naturais

    O investigador da Universidade das Nações Unidas Sam Jones defendeu ontem estratégias inclusivas pa ra que Moçambique aproveite as receitas da indústria extractiva. “As receitas de gás podem trazer uma grande diferença se forem usadas de forma certa”, disse Sam Jones, que falava durante a reunião anual de crescimento inclusivo realizada hoje em Maputo. Para o académico, é necessário que toda a sociedade seja incluída num debate honesto de distribuição de ganhos. "Antes de Moçambique começar a receber as grandes somas de dinheiro, é importante saber quando vai começar e o que fazer e quando chegar o tal dinheiro", defendeu o académico, alertando, no entanto, para o facto de "vários países no mundo terem recursos, mas os seus cidadãos continuarem pobres". "A questão é como usar riquezas para toda a gente", observou o académico, que sugere que se alarguem os benefícios sociais através das receitas de gás.

  • Cabo Delgado tenta captar investimento sul-africano

    As autoridades provinciais estão a tentar captar investimento sul-africano para Cabo Delgado, destacando as oportunidades ligadas aos investimentos em gás natural, anunciaram num encontro com empresários. "Esperamos que este encontro promova oportunidades e estreite relações e conhecimento acerca dos negócios locais", destacou António Mapure, dirigente provincial de Cabo Delgado, citado hoje pelo departamento governamental de Indústria e Comércio da África do Sul, após receber investidores na região. "A missão empresarial chegou numa altura importante", em que a província do norte do país já é palco de obras das infraestruturas de processamento de gás, referiu – áreas que deverão entrar em funcionamento dentro de quatro a cinco anos. A África do Sul "sempre foi um parceiro privilegiado de Moçambique. A sua participação no sector agrícola é muito activa, o que é motivo de interesse nesta província", acrescentou, além do sector do gás. A missão sul-africana, que está a visitar Moçambique durante uma semana e que vai seguir para sul, em direcção a Maputo, é acompanhada pelo alto-comissário no país lusófono, Mandisi Mpahlwa, que garantiu que os empresários "estão atentos", ao mesmo tempo que "todo o mundo" olha para Cabo Delgado. "Achamos que podemos contribuir com produtos e serviço de qualidade" para "construir o futuro", sublinhou. A par dos investimentos em gás e da atenção de empresários, Cabo Delgado está desde há um ano a sofrer com uma onda de violência que atinge locais remotos. Desde há um ano, segundo números oficiais, já terão morrido cerca de 100 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança. A violência ganhou visibilidade após um ataque armado a postos de polícia de Mocímboa da Praia, em Outubro de 2017, em que dois agentes foram abatidos por um grupo com origem numa mesquita local que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes, pelo menos, desde há dois anos. Depois de Mocímboa da Praia, os ataques têm ocorrido sempre longe do asfalto e fora da zona de implantação da fábrica e outras infraestruturas das empresas petrolíferas que vão explorar gás natural, na península de Afungi, distrito de Palma.

  • A moda africana está fervilhar

    A moda é uma das áreas de maior destaque na África actual, a criatividade e a ambição não têm parado de crescer em todo o continente.

    África está claramente gravada no futuro do sector, e também da indústria e do retalho. As belíssimas paisagens e a exótica vida selvagem são associadas por muitos ao continente, e os designers usam-nas como fonte de inspiração.

    Relembrando a influência da cultura africana na moda, temos marcas premium como a Yves Saint Laurent, Dior e Alexander McQueen, entre outros, que já homenagearam a cultura Africana nas suas colecções. Yves Saint Laurent apresentou ao mundo uma colecção de alta-costura inspirada em África, em 1967, e a sua marca alcançou fama mundial e fez história na moda. No ano seguinte, apresentou o famoso casaco safári e espalhou o perfume do continente por várias gerações de estilistas.

    Actualmentea importância de África no sector é cada vez maior. Os peritos da área dizem que o continente tem já um «nome próprio» na área da moda e que dita tendências.

    Em 10 anos, a África subsaariana cresceu 51% – o dobro da economia mundial. A população do continente é maioritariamente jovem, e também mais jovem que a do resto do mundo.

    O crescimento económico, a juventude e a sensação de que o mundo tem cada vez mais os olhos postos no continente contribuem para impulsionar a criatividade e o nascimento e crescimento de novas ideias. Em nenhum outro lugar o empreendedorismo é tão grande e tão forte. E, neste cenário, também a moda está a «fervilhar».

    Os estilistas/designers de moda africanos são cada vez mais. As marcas de roupa também. Trabalham não só a tradicional capulana, como sedas, linhos, peles, entre outros materiais nobres. Criam novas texturas, novas formas e com design inovador. Crescem assim em número e em qualidade os nomes do setor, alcançando, a pouco e pouco, espaços de destaque noutros pontos do mundo, como já são exemplo algumas marcas de roupa que marcam presença em pontos de venda nas principais cidades da moda, peças de decoração com design único e exclusivo em exposição em Paris, não esquecendo a arte, a cultura e a música que já está presente na vida dos cidadãos do Mundo. Tudo aponta para que o setor continue a crescer dentro de portas e em breve se comece a espalhar definitivamente pelo mundo, porque…”The future is Africa”.