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  • Barclays inaugura agência bancária no distrito de Larde

    Barclays Bank Moçambique inaugura agência bancária no distrito de Larde, na província de Nampula

    O distrito de Larde, na província de Nampula, conta, desde o último sábado, com uma agência bancária do Barclays Bank Moçambique, empreendimento inaugurado pela secretária permanente daquela província, Verónica Langa.

    O novo balcão do Barclays está concretamente instalado na localidade de Topuito, onde antes, a população era obrigada a percorrer cerca de 250 e 100 quilómetros, até Angoche e Moma, respectivamente, como forma de usufruir dos serviços bancários existentes nos dois distritos supracitados.

    Pedro Carvalho, Director da Banca de Retalho e Negócios, do Barclays Bank Moçambique, sublinhou que a instalação do balcão no distrito de Larde, enquadra-se na política de inclusão financeira e do desenvolvimento do país.

    "O Barclays Bank Moçambique, acredita no potencial desta região, mas acima de tudo no calor acolhedor e no espirito batalhador das pessoas deste distrito. Este balcão traz consigo soluções e serviços financeiros à população, abrangendo também os distritos vizinhos de Moma e Mogovolas, contribuindo para a inclusão financeira e o desenvolvimento da região e da província”, afirmou Pedro Carvalho.

    Pedro Carvalho afirmou ainda que, a instituição bancária soma 44 agências em todo território nacional, e, reiterou ainda o compromisso do Banco com o desenvolvimento do país.

    “O nosso compromisso é de continuarmos a melhorar e expandir a qualidade e modernidade aqui patente, para todos os nossos balcões do Rovuma ao Maputo. Nesta oportunidade, queremos reafirmar que o desenvolvimento e o futuro do Banco só fazem sentido à luz dos objectivos do desenvolvimento de Moçambique e da Província de Nampula, com os quais estamos profundamente comprometidos”, concluiu.

    A secretária permanente de Nampula, Verónica Langa, disse que, com a inauguração da agência do Barclays, no distrito Larde, apenas três, dos 23 distritos da província ficam sem Banco.

    Langa, avançou ainda que, a inauguração daquele balcão enquadra-se na iniciativa do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, conhecida como "Um distrito, um banco", visando assim garantir que cada distrito tenha pelo menos uma agência bancária e que todos os cidadãos tenham acesso aos serviços destes mesmos Bancos, a menos quilómetros das suas residências ou locais de trabalho.

    "A instalação da agência do Barclays no distrito de Larde é uma resposta positiva aos seus desafios",considerou Verónica Langa.

    Por sua vez, os residentes do distrito de Larde, também apontam o encurtamento da distância, como uma das mais-valias da instalação da infra-estrutura do Barclays Bank Moçambique, defendeu Amisse Ibraimo, residente daquela região, na ocasião.

    "Sinto-me satisfeito por ter um Banco na nossa localidade, isto significa que vai encurtar as distâncias que percorríamos, para ter acesso aos serviços bancários, e, estou certo que, esta solução irá apoiar a população a poupar com segurança",referiu.

    Contudo, com a inauguração desta agência, o Barclays Bank Moçambique passa a contar com quatro balcões nas cidades de Nampula, Nacala e distrito de Larde, em Moma.

  • 6ª edição da Angel Fair Africa começa amanhã

    Maputo recebe nos dias 29 e 30 de Novembro, no Hotel Radison Blu, a 6ª edição da Angel Fair Africa (AfA), um evento que reúne investidores e empreendedores de dentro e fora do continente africano, para promover novos negócios, investimentos e partilha de experiências.

    A 6ª edição da AfA incluirá painéis de debate com investidores e empreendedores de 10 países de África, Médio Oriente, Europa, Ásia e América, e contará com o empreendedor e investidor norte-americano Kamran Elahian, e o investidor e empresário moçambicano Daniel David, como principais oradores.

    Através de parceiros locais, foram seleccionadas 20 startups de Moçambique, Tanzânia, Quénia, Angola, Zimbabué e África do Sul para participação no evento, onde terão a oportunidade de fazer a apresentação dos seus negócios (pitch), em busca de investimento e parcerias para desenvolverem e crescerem os seus negócios.

    Até à sua 5ª edição, a Angel Fair Africa já gerou investimentos de 23 milhões de dólares americanos em diversas empresas e startups, demonstrando a atractividade das soluções geradas no continente africano, perante investidores.

    Esta é uma iniciativa da Chanzo Capital, uma empresa de investimento africana, e chega a Moçambique em parceria com a Associação Moçambicana de Business Angels (AMBA) e a ideiaLab, e conta com o patrocínio do Standard Bank, Radisson Blu e GAPI, e o apoio institucional da FSDMoç, Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e Moztech.

    Mais informação

    Em preparação para o evento principal, decorrerá um bootcamp de 2 dias dedicado às startups seleccionadas, na incubadora do Standard Bank, e um masterclass de como investir aberto a investidores nacionais, na incubadora do Orange Corners Maputo, no dia 28 de Novembro, das 14h00 às 18h00.

    As edições anteriores da AfA tiveram lugar em Joanesburgo (África do Sul) em 2013, Lagos (Nigéria) em 2014, Acra (Gana) em 2015, Nairobi (Quénia) em 2016, e Abidjan (Costa do Marfim) em 2017.

    O evento será em Inglês pois reunirá investidores e empreendedores dos EUA, Médio Oriente, Europa, Ásia e África.

    Visite: @ info

    Porquê Angels Fair Africa?

    Angels vem de “Business Angels” ou “Angel Investors”, que se trata de um indivíduo que realiza investimentos em empresas nascentes, de elevado potencial, de forma a nutrir e acelerar o seu crescimento. O investimento pode não ser só financeiro, mas também de partilha de know-how, criação de rede de contactos, entre outros. Em troca deste investimento, o investidor recebe uma participação no negócio e retorno no investimento quando este cresce.

  • Accsys Moçambique e Câmara de Comércio de Moçambique estabelecem parceria

    A AccsyS Moçambique, empresa do Grupo Meridian32 e a Câmara de Comércio de Moçambique, assinaram, na passada Terça-feira, dia 20, um acordo de parceria, visando aumentar a base de oferta de serviços de apoio e assistência às empresas moçambicanas.

    A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Julião Dimande, a Administradora Executiva da Accsys, Alexandra Pereira, Presidentes dos Pelouros da Câmara de Comércio, e membros da Câmara, entre outros convidados.

    O acordo abarca as áreas de consultoria e assessoria de apoio a empresas, instituições e organizações, na implementação de Sistemas de Gestão de Qualidade, baseadas nas normas internacionais ISO.

    Nesse âmbito, a Accsys Moçambique, contribuirá no sentido de prestar serviços de implementação de sistemas de Gestão de Qualidade, concretamente a norma ISO9001.

    No âmbito da assinatura deste acordo de parceria, Alexandra Pereira, Administradora Executiva da Accsys Moçambique, sublinhou que, “a iniciativa que hoje lançamos, visa alavancar as Micro, Pequenas e Médias empresas no acesso às oportunidades que o mercado oferece, estando nós empenhados em apoiar as empresas no cumprimento dos requisitos, que são de carácter obrigatório, entre os quais, os de sistemas de gestão.

    É nessa perspectiva que a Accsys e a Câmara de Comércio de Moçambique, se juntam nesta iniciativa “Certificação ISO9001”, proporcionando aos membros da Câmara vantagens no acesso ao conhecimento, preços competitivos e a possibilidade de liquidar os honorários referentes à implementação em 6 prestações mensais”.

    Alexandra Pereira, terminou agradecendo à Câmara de Comércio a oportunidade da Accsys se associar a esta iniciativa, que acredita irá contribuir para um tecido empresarial moçambicano mais robusto e incluso.

    O Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Julião Dimande, comentou que, “ao celebrarmos este acordo iremos aumentar a nossa base de oferta de serviços de apoio e assistência aos nossos membros, através de acções sistemáticas e concretas de capacitação em gestão de empresas, boas práticas, aconselhamento e apoio na certificação das empresas com normas de padrão internacional – ISO9001, por forma a conferir a essas empresas ferramentas e aptidões que lhes permitam a sua inserção e competitividade no mercado global.”

    Dimande, terminou sublinhando que “queremos reiterar o nosso compromisso e total disponibilidade na melhoria da base de oferta de serviços aos membros da Câmara de Comércio de Moçambique, que constituirá uma mais-valia para a promoção do comércio e atracção de investimento, que devem ter como resultado o crescimento e prosperidade das actividades económicas e consequentemente, melhoramento do bem-estar do povo moçambicano”.

    Sobre a AccSys

    A AccSys Moçambique é uma empresa de direito Moçambicano dedicada à prática de consultoria com uma extensa experiência e know-how na Consultoria de Gestão, na prestação de serviços de Outsourcing e Fiscalidade.

    A AccSys surge em 2010 da necessidade interna do grupo Meridian32 criar uma plataforma de serviços partilhados. Desta plataforma de clientes de “outsourcing”, passou também a servir clientes externos, trabalhando o reporting, vencimentos, imobilizado, facturação, contas correntes e cobranças. Nasce desta linha de serviços a dependência no sistema operativo Primavera. O grupo decide então desenvolver competências internas, passando a curto prazo também a vender a clientes externos o ERP Primavera. Num curto espaço de tempo, o centro de proveitos Primavera é criado e adquire o estatuto de “Premium Partner” da Primavera, optando os accionistas por criarem um veículo dedicado à actividade – a Incentea Lda.

    A equipa da Accsys, integra profissionais com mais de 20 anos de experiência em Moçambique, de diversas áreas de especialidade, cuja base de conhecimento fez da AccSys uma referência de excelência na Consultoria de Gestão e no desenvolvimento e implementação de projectos de sistemas de informação.

    As linhas de serviço da AccSys, cobrem o espectro de necessidades de gestão e de Corporate Finance, alavancando a experiência de muitos anos da equipa em multinacionais de topo de consultoria e auditoria e assentam nos quatro seguintes grandes pilares: “Contabilidade e Assurance”; “Consultoria Financeira”; “Consultoria de Negócio” e “Fiscalidade”.

  • Dívida pública de Moçambique em 2018 deverá superar PIB

    dívida pública de Moçambique deverá atingir 102,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do ano, sendo que a economia poderá registar um crescimento de 3,5%, informou agência de notação de risco Fitch Ratings, em documento de análise à economia do país.

    Para 2019, a Fitch Ratings antecipa um crescimento económico de 3,7%.

    Os técnicos da agência afirmam no documento que “o défice orçamental vai chegar a 5,7% do PIB, que aumenta para 6,9% quando se consideram os pagamentos em atraso, sobe gradualmente para 7,3% em 2019 e 7,8% em 2020, reflectindo o ainda baixo crescimento e as pressões sobre a despesa devido ao ciclo eleitoral deste e do próximo ano e à descentralização, em 2020.”

    As previsões da Fitch Ratings indicam que “a dívida pública vai aumentar, atingindo um pico em 2022, quando o rácio entre a dívida e o PIB chegará a 119% devido a expectativas mais lentas de crescimento da economia e à consolidação orçamental limitada.”

    Os maiores riscos, concluem os técnicos da agência, são “uma depreciação da taxa de câmbio mais rápida do que o esperado, défices mais elevados e atrasos nos grandes projectos de exploração de gás natural.” (Macauhub)

  • Lioness Lean in Breakfast dá visibilidade às mulheres empreendedoras e cria redes de negócios

    Com vista a inspirar as mulheres a tirarem proveito das oportunidades de negócio existentes no mercado nacional, e não só, a Incubadora de Negócios do Standard Bank acolheu, recentemente, a sétima edição do Lioness Lean in Breakfast, uma iniciativa que consiste na partilha de experiências entre empreendedoras moçambicanas já estabelecidas, bem como na criação de redes de contacto entre as participantes.

    Trata-se de um evento periódico, organizado pela Lionesses of Africa, em parceria com o Standard Bank e a Embaixada do Reino dos Países Baixos, que visa dar mais e maior visibilidade às empreendedoras moçambicanas, e, por via disso, alargar o seu acesso ao mercado e ajudá-las a criar redes de negócio.

    Esta edição teve como oradoras Íris Munguambe (fundadora da Mariée, Assessoria e Logística de Eventos), Maria Cuco (fundadora da EclaServices e da Cucu’slucian Lavandaria), Patrícia Monteiro (fundadora da Patatufes – design e confecção de roupa de alta costura), Deyzes Pereira (fundadora da Startup Consulting), Filomena Matimbe (fundadora da Finana, marca e fábrica de processamento de farinha de banana) e Natacha Cabir (designer gráfica e criadora da Natacha Cabir, Lda), que, à semelhança de qualquer empreendedor bem sucedido, conseguiram, com perseverança, superar os desafios e obstáculos que enfrentaram no seu percurso.

    E foi exactamente o seu percurso, as suas experiências, bem como as estratégias adoptadas para vencer os obstáculos que as seis empreendedoras partilharam com as participantes, num ambiente descontraído, sem esteriótipos, no qual as mulheres partilharam um objectivo em comum: a vontade de singrar no mercado.

    A fundadora e directora executiva da Lionesses of Africa, Melanie Hawken mostrou-se impressionada com as estórias partilhadas no evento, que, na sua opinião, são exemplo do quão aos mulheres são determinadas. “São estórias que inspiram pois elas (as mulheres) falam do percurso até ao estágio em que se encontram actualmente”.

    Relativamente às participantes, que também tiveram espaço para falar dos seus sonhos e ambições, Melanie Hawken garantiu que as suas ideias têm potencial para vingar no mercado, que está cada vez mais exigente e competitivo.

    Para o Standard Bank, o Lioness Lean in Breakfast afigura-se como uma forma de promover a igualdade de género pois proporciona condições para que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens e que ocupem o seu lugar no mundo dos negócios.

    Mais do que promover a igualdade de género, de acordo com a directora de Capital Humano do Standard Bank, Hélia Campos, o evento tem como objectivo “criar um espaço de interacção entre as mulheres e, sobretudo, consciencializá-las sobre as enormes oportunidades de crescimento que existem no mercado, tirando proveito da crescente evolução do empreendedorismo feminino”.

    “As mulheres, quando responsáveis por gerar renda, investem prioritariamente na educação e na saúde da própria família. Este tipo de investimento vai repercutir directamente no desenvolvimento económico e social da comunidade e do País”, acrescentou Hélia Campos, referindo-se às vantagens do empoderamento da mulher.

    Para Maria Cuco, uma das oradoras, a partir das estórias partilhadas no Lioness Lean in Breakfast as participantes passam a ter noção do que podem ou vão encontrar no mercado, “o que é um passo para não cometer erros”.

    “Eu, por exemplo, cometi vários erros durante o meu percurso, por isso vim aqui partilhar a minha estória para que elas não os cometam. Quero que a minha estória lhes ajude a melhorar o seu negócio”, realçou Maria Cuco, que apontou a inovação, o foco, a perseverança, bem como a informação sobre a área em que se pretende apostar como factores essenciais para singrar no mercado.

    Entretanto, e porque para além das mulheres empreendedoras é necessário olhar e pensar nas futuras gerações, a sétima edição do Lioness Lean incluiu uma sessão dirigida às jovens estudantes universitárias que pretendem abraçar o empreendedorismo, denominada Young Lionesses.

    A sessão foi muito concorrida e, apesar de muitas jovens participarem no evento desde a sua primeira edição, houve quem lá esteve pela primeira vez. É o caso de Nicerina Filipe, que trabalha como assistente numa empresa que se dedica à organização de eventos.

    “Foi um evento interessante. Foi marcante, para mim, conhecer as estórias das empreendedoras que estiveram aqui como oradoras. Incentivaram-me mais a continuar a trabalhar para alavancar a nossa empresa, que é nova no mercado e precisa de clientes”.

  • Sector da indústria em Moçambique atingiu uma variação positiva de 305,9%

    O volume de negócios do sector da indústria está em alta em Moçambique. No fecho do terceiro trimestre de 2018, atingiu uma variação positiva de 305,9%, uma subida ligeira face a Agosto (299,9%) e 292,9% em Julho, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos homólogos (comparação com 3º trimestre de 2017), o negócio deste sector de actividade apresentou em Setembro do corrente ano, uma desaceleração em 6,2%, contra significativas variações positivas de 1,9% e 9,5% registadas em Agosto e Julho, respectivamente. Esta análise, segundo o INE, considera as taxas de variação homólogas calculadas sobre médias móveis de três meses. O agrupamento de bens de consumo não duradouro apresentou em Setembro uma taxa de variação homóloga negativa de (?18,1%), alterando a tendência das taxas de variação homóloga positiva registadas ao longo do trimestre anterior. O agrupamento de bens de energia apresentou variações homólogas positivas com "tendência irregular" ao longo do trimestre em análise, tendo alcançado 28,7% em Setembro depois de passar por 38,3% e 62,1% em Agosto e Julho respectivamente, refere o Instituto Nacional de Estatística. Realçando, que o agrupamento de bens intermédios que registou 2,6% em Setembro apresentou 14,8% e 17% em Agosto e Julho, respectivamente. No trimestre em análise, o agrupamento de bens de energia contribuiu com cerca de 2,7 pontos percentuais (pp). Os bens intermédios e consumo não duradouro contribuíram com valores negativos de (?4,4 e ?3,3 pp, respectivamente). Considerando os agrupamentos a dois dígitos, no 3º trimestre de 2018, a divisão das indústrias extractivas contribuiu com cerca de 2,1 pontos percentuais para a taxa de variação homóloga do índice de volume de negócios. As indústrias do coque, produtos petrolíferos, quimicas, borrachas e matérias plásticas contribuíram com valor tenuemente positivo de 0,2 pp, aponta o INE. Já os restantes agrupamentos contribuíram com valores negativos com destaque para a divisão das indústrias alimentares, bebidas e tabacos que observaram cerca de (?6,2pp). As indústrias de minerais não metálicos e indústrias de minerais metálicos e metalúrgica de base contribuíram com valores negativos de (?1 e ?0,4 pp.) respectivamente. O bom desempenho do volume dos negócios da indústria moçambicana foi acompanhada pelo crescimento dos índices de produção deste sector no trimestre em análise, refere a análise trimestral do Instituto Nacional de Estatística. Concretamente, o índice de produção industrial apresentou no terceiro trimestre deste ano, uma tendência de crescimento irregular, tendo alcançado 269,5% em Setembro depois de registar 258,8% e 263,9% em Agosto e Julho, respectivamente. Em relação ao nível do trimestre anterior, que se situara em 178,6%, o índice de produção industrial registou no trimestre em análise um aumento médio de 85,5 pontos percentuais.

  • BAD financiou mais de 100 projectos nos últimos 40 anos

    O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) já financiou mais de 100 projectos, orçados em dois biliões de dólares, em Moçambique nos últimos 40 anos. O Banco diz que vai continuar a investir no país, principalmente, nas áreas de energia, agricultura e infra-estruturas. Esta segunda-feira o BAD lançou um resumo do impacto das suas actividades em Moçambique. Nas suas contas, o BAD diz que só nos últimos 10 anos financiou mais de 800 quilómetros de estradas, garantiu água a perto de dois milhões de pessoas, e ajudou mais de oito mil famílias de camponeses a melhorar os seus rendimentos. No seu resumo, o BAD diz ainda que ajudou a criar cerca de 1500 empregos através do projecto ferroviário de Nacala, para além de ter financiado 1350 quilómetros de distribuição de energia eléctrica, o que permitiu o acesso a mais de 822 mil pessoas. Segundo esta instituição financeira até Dezembro de 2017 a sua carteira total em Moçambique consistia em 20 operações de empréstimo, num valor de 623 milhões de dólares. O banco refere ainda que vai implementar um novo documento com uma estratégia nacional que vai assentar fundamentalmente no investimento em infra-estruturas e na agricultura. A nova estratégia, segundo fez saber Pietro Toigo, representante do BAD em Moçambique que falava durante a apresentação do resumo das actividades desta instituição, vai ajudar a catapultar o país e o continente em geral, aumentar a produção agrícola e ligar as zonas de produção aos mercados através do investimento em infra-estruturas. “Vai ser uma estratégia para impulsionar o desenvolvimento rural de Moçambique, para a criação de trabalho e para a diversificação da economia”, disse. Toigo referiu que apesar de o sector industrial desempenhar um papel limitado na economia do país, o Banco desenvolveu várias operações para apoiar pequenas indústrias que já beneficiaram mais de cinco mil pessoas, sendo metade delas mulheres. O relatório do BAD foi lançado na Universidade Pedagógica e o reitor desta Instituição disse na ocasião que a academia é chamada a reflectir a actual situação do país, caracterizada pelo crescimento demográfico, descoberta de recursos naturais e mudanças climáticas. “O Banco Africano de Desenvolvimento, a nossa Universidade, e toda academia moçambicana, são chamados e não devem ficar alheios a estas dinâmicas porque as mesmas afectarão as nossas formas de ser e de agir. Temos que estar atentos a estes fenómenos para que de forma conjunta, de forma estruturada sejam encontradas as respostas mais apropriadas para estas e outras demandas”, defendeu Jorge Ferrão. Refira-se que o BAD é parceiro económico de Moçambique desde 1977

  • Parque Nacional da Gorongosa eleito pela National Geographic Travel para as Melhores Viagens de 2019

    O Parque Nacional da Gorongosa faz parte da lista dos 28 Melhores Lugares para visitar em 2019, de acordo com os Editores e Exploradores da National Geographic Traveler.

    Com a publicação da sua edição anual Melhores Viagens, a revista National Geographic Traveler revelou os seus 28 destinos e experiências de viagem imperdíveis para 2019. Juntos, os Editores da Traveler e os Exploradores da National Geographic seleccionaram os seus principais lugares para viajar em quatro categorias: Cidades, Natureza, Cultura e Aventura – e o Parque Nacional da Gorongosa foi seleccionado na categoria NATUREZA.

    A lista das Melhores Viagens deste ano é relevante, surpreendente e inspiradora, destacando uma mistura de destinos global que vão desde a Amazónia Peruana até Kansas City, Missouri.

    "A nossa edição das Melhores Viagens apresenta 28 destinos e experiências que podem inspirar-nos, mudar as nossas perspectivas e conectar-nos com culturas, lugares e ideias importantes para o mundo". – diz George Stone, Editor-chefe da National Geographic Traveler. "A edição está repleta de fotografias espectaculares da National Geographic e é impulsionada pela nossa missão de explorar, conservar, respeitar e interagir com o nosso planeta."

    “O Parque Nacional da Gorongosa é o tesouro de Moçambique e cientistas de todo o mundo consideram a Gorongosa como um dos parques nacionais mais especiais e únicos da Terra, um local repleto de ‘biodiversidade’, um local que deve ser preservado para as gerações futuras.” – diz Pedro Muagura, Administrador do Parque do Parque Nacional da Gorongosa.

    Os destinos eleitos pela National Geographic para Melhores Viagens em 2019 são:

    CIDADES: Dakar (Senegal), Salvador (Brasil), Kansas City (Missouri, EUA), Toronto (Canadá), Matera (Itália), Perth (Austrália), Cidade do México (México)

    NATUREZA: Amazónia (Peru), Montenegro, Belize, Parque Nacional da Gorongosa (Moçambique), South Walton County (Florida, EUA), Fanjingshan (China), Tahiti (Polinésia Francesa)

    CULTURA: Cairo (Egipto), Hoang Lien Son (Vietname), Galway (Irlanda), Bauhaus Trail (Alemanha), Oakland (Califórnia, EUA), Vervey (Suíça), Dordogne (França)

    AVENTURA: Gronelândia, Bisti/De-Na-Zin Wilderness (Novo México, EUA), Isla de los Estados (Argentina), Macedónia, Canterbury Region (Nova Zelândia), Caño Cristales River (Colômbia), Oman

    A edição de Dezembro / Janeiro de 2019 da revista Traveler está agora disponível nas bancas de jornais e on-line em NatGeoTravel.com/BestTrips 2019.

    A experiência digital das Melhores Viagens inclui destaques de cada destino seleccionado para a lista, bem como fotografias icónicas da National Geographic que transportam os leitores para as localidades escolhidas. Os visitantes podem mergulhar ainda mais fundo em quatro dos destinos para Melhores Viagens – Cidade do México, Tahiti, Dordogne e Oman – com reportagens nesta edição.

    A National Geographic Traveler publica seis edições por ano e é a revista de viagens mais lida do mundo, com 18 edições internacionais. A National Geographic Travel compartilha o seu conteúdo digital inspirador e autêntico, incluindo sugestões de destinos, notícias de viagens, galerias de fotos e muito mais com a sua comunidade @NatGeoTravel de mais de 50 milhões de pessoas.

  • Está aí o Vodacom Mozambique Fashion Week 2018

    A abertura oficial da maior semana da moda do País é já dia 30 de Novembro, próxima Sexta-feira, na Fashion Party com os Dj´s Adilson e Camilo, a partir das 22h, no South Beach, cenário escolhido para todos os espetáculos a decorrer este ano.

    Com a realização de mais uma edição, chegam também muitas novidades, sessões de Sunset, oportunidades de negócio, plataformas e cabeças de cartaz quer do mundo da moda, quer do mundo da música e entretenimento.

    De 5 a 9 de Dezembro, vais poder assistir a inúmeros desfiles, ver de perto as mais recentes tendências e propostas de Estilistas/Designers e Marcas nacionais e internacionais.

    Não percas as After Party da semana, com DJ’s internacionais de luxo trazidos pela Hunter’s e pela Heineken, a 7 e 8 de Dezembro, no South Beach a partir das 22h.

    Podes consultar a Agenda completa de tudo o que o #VMFW2018 tem para ti aqui: https://mfw.co.mz/agenda/.

  • Nyusi desafia académicos a desenvolverem estudos mais aprofundados sobre o potencial cultural e turístico

    O Governo moçambicano pretende colocar o País, até 2025, na lista dos destinos turísticos mais visitados do continente africano como fruto das medidas que têm sido tomadas com vista a impulsionar o sector, tais como a facilitação do movimento de turistas através da flexibilização da emissão do visto de fronteira, o incremento do número de pontos de entrada ao País e a liberalização do espaço aéreo nacional, que permitiu a entrada de novas companhias aéreas e a consequente promoção do turismo doméstico e criação de pacotes, roteiros e excursões a preços competitivos.

    Esta pretensão foi manifestada na terça-feira, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no discurso de abertura do Congresso Internacional sobre Cultura e Turismo, organizado pela Universidade Politécnica, em parceria com o Ministério da Cultura e Turismo e a Universidade do Minho (Portugal), sob o lema “Cultura e Turismo, como Factores de Desenvolvimento, Promoção da Paz e Aproximação entre as Nações”.

    Na ocasião, o Chefe de Estado desafiou os académicos a desenvolverem estudos mais aprofundados que possibilitem uma maior aferição, compreensão e aproveitamento do potencial cultural e turístico que o País possui neste sector, que emprega mais de 63 mil trabalhadores.

    Aos académicos, Filipe Nyusi incentivou-os ainda a contribuírem na definição de “estratégias de transformação do potencial que o País detém em factores de geração de receita e em alavancas do crescimento económico e do desenvolvimento integrado e sustentável”.

    Num outro desenvolvimento, o Presidente da República reconheceu que o aproveitamento das potencialidades deste sector não pode ser feito de forma isolada pois “exige uma pluralidade de serviços (vias de acesso, água, serviços de saúde, infraestruturas, segurança, entre outros), cuja provisão passa pela criação de um ambiente harmonioso e favorável ao investimento nacional e internacional”.

    Na mesma vertente, o chanceler da Universidade Politécnica, Lourenço do Rosário, apontou a paz como elemento fundamental para transformar o turismo num dos pilares para o desenvolvimento da economia.

    Na sua intervenção, Lourenço do Rosário realçou o apoio e a contribuição do Governo, através do Ministério da Cultura e Turismo, na organização deste congresso, o que, para si, “demonstra que há mais pontos de convergência do que divergências entre os governantes e governados, quando se utiliza a academia como seu sedimento”.

    Por seu turno, Moisés de Lemos, presidente da Comissão Executiva do congresso e representante da Universidade do Minho, explicou que o evento tem, entre vários, o objectivo de promover o desenvolvimento de estudos culturais no espaço da língua portuguesa, bem como reforçar o papel internacional das comunidades científicas dos países de expressão portuguesa.

    “O evento visa contribuir para a construção do espaço transnacional e transcultural da língua portuguesa, fazendo dela um espaço que respeita as diferenças e reunifica as línguas nacionais. Esperamos que as interrogações específicas sobre cultura e turismo obtenham, aqui, as melhores respostas”, referiu.

    Importa realçar que o Congresso Internacional sobre Cultura e Turismo, que reuniu académicos, investigadores e profissionais das áreas de estudos culturais, turismo, comunicação, e de outras áreas das ciências sociais e humanas, enquadra-se na missão do Ministério da Cultura e Turismo de fazer do sector um instrumento ao serviço do desenvolvimento social e económico, através da consolidação da moçambicanidade, da consciência patriótica, da identidade e unidade nacional, da educação artística e da prática do turismo sustentável.

  • Barclays torna possível o Campeonato Africano de Vela, na classe Optimist, 2018 em Moçambique

    A cidade de Maputo prepara-se para acolher, entre os dias 25 de Novembro a 2 de Dezembro, o Campeonato Africano de Vela, na classe Optimist, 2018, evento desportivo apoiado pelo Barclays Bank Moçambique, que vai colocar o país no mapa internacional da modalidade.

    A bandeira nacional será representada por um total de treze atletas, dos quais 12 são do Clube Marítimo e um do Clube Naval. No entanto, esperam-se no solo nacional 9 países, nomeadamente: Angola, África do Sul, Seychelles, Egipto, Tanzânia, Quénia, Tunísia, Oman e Sudão.

    Nesse âmbito, o representante da Comissão Executiva do Barclays Bank Moçambique, Bernardo Aparício depositou a sua total confiança na capacidade dos nossos atletas.

    “Como Barclays Bank Moçambique, a nossa expectativa é que os atletas façam o melhor e que, efectivamente, obtenham resultados semelhantes aos das últimas competições. Acreditamos que vão conquistar medalhas para Moçambique, que a maior parte delas fiquem connosco, mas acima de tudo esperamos que sejam competitivos", sublinhou. Bernardo Aparício explicou ainda que esta parceria visa promover o desenvolvimento da modalidade.

    “Para nós é um privilégio apoiar esta iniciativa, principalmente nesta altura em que celebramos 40 anos a operar em Moçambique. A vela é uma das modalidades que decidimos apoiar este ano, e não só. Maputo tem condições inigualáveis para a prática de vela e, naturalmente, nós temos imenso gosto em associarmo-nos a eventos desta dimensão, independentemente da modalidade”, concluiu.

    O Presidente do Conselho Director do Clube Marítimo, Carlos Prista, mostrou-se ciente do desafio que os atletas moçambicanos têm pela frente, tendo em conta a qualidade dos adversários. Porém, garantiu que tudo está a ser feito pelos treinadores para que Moçambique possa ter a melhor prestação nesta competição.

  • Organização Marítima Internacional vai auditar Governo moçambicano

    A Organização Marítima Internacional (OMI) vai efectuar, em Novembro do próximo ano, a primeira auditoria, em Moçambique, com o objectivo de verificar os procedimentos do Governo na implementação da convenção deste organismo, ratificados pelo País.

    A auditoria foi anunciada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, quando procedia, na sexta-feira, 23 de Novembro, em Maputo, ao encerramento da semana da marinha, que decorria desde o dia 17 deste mês, por ocasião do Dia Mundial da Marinha (27 de Setembro).

    Neste contexto, o governante exortou à toda a família da marinha moçambicana a revisitar a sua actuação, tendo em conta a conformidade com os procedimentos constantes das convenções da OMI, pois a referida auditoria não deve ser entendida como um assunto exclusivo do órgão regulador.

    “A OMI vai ajudar o País na sua íntegra e as consequências desse trabalho vão afectar a todos os intervenientes neste ramo”, referiu o ministro, acrescentando que no quadro da implementação do Código Internacional de Protecção de Navios e Instalações Portuárias (Código ISPS), Moçambique está a registar progressos assinaláveis.

    Esta constatação, conforme sublinhou Carlos Mesquita, foi expressa pela missão de peritos da Guarda Costeira norte-americana, que trabalhou com o Instituto Nacional da Marinha, nos Portos de Maputo e Beira, em Agosto deste ano.

    A missão norte-americana tinha por objectivo monitorar os progressos dados pelo País na implementação de medidas de segurança nos principais portos moçambicanos, tendo concluído que o País está num bom caminho.

    Entretanto, Carlos Mesquita chamou à atenção para a necessidade de se redobrar esforços, na componente da segurança marítima, para a fiscalização da actividade de transporte de pessoas e bens nas principais travessias do País, com vista à redução dos naufrágios e outros acidentes que têm ceifado vidas humanas e causado avultadas perdas materiais.

    Na quadra festiva que se avizinha, o governante exortou o INAMAR para intensificar a fiscalização marítima, incluindo as principais praias da costa moçambicana, principal destino dos turistas nacionais e estrangeiros. “Neste trabalho, atenção especial deve ser dada à praia de Ponta de Ouro que tem conhecido um movimento desusado de turistas, como impacto positivo da recente conclusão da estrada Maputo/Ponta de Ouro e da ponte Maputo/Ka Tembe”, disse.

    Na cerimónia, que iniciou com o lançamento da coroa de flores ao mar, o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) procedeu à entrega do certificado de qualidade ISO 2001/2015 ao INAMAR-Instituto Nacional da Marinha.

    Para o director geral do INAMAR, Eugénio João Muianga, a certificação traz responsabilidades acrescidas à instituição, pois fica a indústria marinha, em particular, com a porta aberta para exigir mais dos serviços prestados pelo instituto.

    “No processo de implementação do manual de qualidade do INAMAR, conseguimos realizar a formação do primeiro grupo de auditores internos, que tem a missão de fazer as revisões periódicas dos processos de trabalho, inclusos no manual de qualidade”, indicou.

    Importa realçar que Moçambique celebrou o dia Mundial da Marinha, juntando instituições públicas, empresas e associações marítimas, em resposta à exortação da OMI, constante no lema aprovado para este ano “IMO 70: Nossa Herança – Boa Indústria Marítima para um Futuro Melhor”.

  • Tertúlias Itinerantes debatem simbologia das culturas moçambicana e portuguesa

    O desconhecimento mútuo entre as culturas moçambicana e portuguesa foi o principal ponto de convergência durante a tertúlia do 10º sub-tema do III ciclo “Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global”, realizada na quinta-feira, dia 22 de Novembro, no Centro Cultural português (Instituto Camões), na cidade de Maputo.

    Sara Laísse, uma das painelistas deste 10º sub-tema, defendeu a importância dos rituais ligados ao nascimento das crianças, sua abordagem na cultura e tradição bantu e religião católica apostólica: “Os modos de fazer são diferentes, mas a essência que é a função, é o que se pode perceber durante o ritual de passagem e os símbolos que são iguais”.

    A painelista referiu que a natureza humana é a mesma, os hábitos é que se mantêm diferentes. Por isso, a discussão sobre uma eventual superioridade cultural não faz sentido. A tradição pode explicar como estabelecer os rituais ligados ao nascimento das crianças tanto na cultura bantu, como nas culturas cristãs.

    Na sua abordagem, Sara Laísse disse ainda que a interdição das culturas tradicionais durante o período da colonização, por se considerar profanismo naquela época, significa que no final do dia a tradição católica também vai buscar as culturas (baptismo), o que era considerado profano por parte da cultura bantu, daí a necessidade da continuidade dos vários momentos (rituais) como o "ku txula vitó" (dar nome), defendendo a não continuidade da mutilação genital.

    Eduardo Lichuge, igualmente orador desta edição, trouxe para o debate a música na cultura chope por entender que existe falta de conhecimento sobre esta tradição, quer da parte portuguesa, quer moçambicana.

    Na sua dissertação, Eduardo Lichuge sustentou que o colonialismo foi um fenómeno que matou a cultura, barrando a tradição africana no contexto da colonização. Mas hoje, a partir deste instrumento pode conhecer-se melhor a cultura chope, por esta ter-se reinventado de várias formas, através da resistência à “aculturação”.

    Eduardo terminou a sua intervenção louvando Venâncio Mbande que elevou a timbila, uma manifestação cultural moçambicana chope, a património mundial e lamentou o pouco estudo sobre esta manifestação.

    Por sua vez, Lurdes Macedo e Rosa Cabecinhas, investigadoras do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (Portugal), igualmente painelistas deste 10º sub-tema, enfatizaram o desconhecimento entre ambas as culturas, sobretudo por parte dos jovens estudantes, apontando o dedo à falta de uma informação completa que integre as várias versões sobre história e cultura durante o período colonial. Em sua opinião, esta é uma lacuna que trespassa toda a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP). A título de exemplo, Lurdes Macedo referiu a falta de informação sobre o trabalho do percursor da noção de “cultura da língua”, Jorge de Sena, especialista em Luís de Camões (que concluiu a escrita e a revisão d’Os Lusíadas na Ilha de Moçambique) que colaborou em projectos literários com autores moçambicanos como José Craveirinha ou Lindo Lhongo, tendo inclusive visitado Moçambique em 1972.

    A apresentação do 11º sub-tema será realizada a 27 de Novembro, na Universidade Politécnica, sob tema “Dinâmicas culturais em Moçambique: seu impacto na promoção do turismo”, na qual participarão vários aristas moçambicanos. Esta tertúlia, que encerrará o III Ciclo, faz parte do programa cultural do Congresso Internacional sobre Cultura e Turismo.

    Importa referir que esta iniciativa, que combina uma componente de investigação académica com a promoção do debate na sociedade civil, é coordenada por Sara Laisse, docente da Universidade Politécnica, Eduardo Lichuge, da Universidade Eduardo Mondlane e Lurdes Macedo, investigadora da Universidade do Minho (Portugal).

  • Sector informal discute desafios da formalização

    Teve lugar na quinta-feira, 22 de Novembro, no Auditório do BCI, em Maputo, a 2ª Conferência do Sector Informal, sobre os desafios da formalização, no âmbito da campanha ‘Quero ser formal’, organizada pela Câmara de Comércio Indústria Juvenil de Moçambique.

    Neste evento, promovido em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e com alto patrocínio do BCI, foram abordadas temáticas como o impacto da transição do sector informal para o formal; a implementação da facturação electrónica no sector informal; o impacto do licenciamento simplificado no sector informal; a facilitação do processo migratório ou comércio bilateral Moçambique-China para os pequenos importadores; e os incentivos fiscais no desembaraço de mercadorias para os micro-importadores.

    Por ocasião do evento, o BCI foi distinguido como o “Melhor Parceiro 2018 do Sector Formal”, galardão que premeia a instituição que, durante o ano, mais contribuiu para melhorar a gestão do dia-a-dia dos agentes informais, que se tornaram formais, no âmbito desta campanha “Quero Ser Formal”.

    O BCI efectuou ainda a entrega simbólica de três dos 42 certificado aos Agentes Informais que beneficiaram de Software de Facturação Masterway, um patrocínio exclusivo do BCI, que visa assegurar a gestão automática e o controlo de negócios dos agentes económicos membros da Câmara.