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  • Guebuza e Ramos Horta debatem Guiné Bissau

    O presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu em audiência, quarta-feira (17), em Maputo, o representante das Nações Unidas para Guiné-Bissau, Ramos Horta, com quem trocou impressões sobre a crise que se instalou naquele país da África Ocidental, noticia a AIM.

    Durante o encontro, Horta pediu a contribuição do chefe de Estado moçambicano, na sua qualidade de presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para a busca de uma solução para resolver a crise socio-politica que afecta aquele país.

    Para o representante das Nações Unidas em Bissau, existe uma extrema precariedade no ambiente político na Guiné-Bissau, facto que resulta de ausência de uma agenda que inclua os diferentes actores da sociedade.

    "A situação da Guiné continua delicada devido à ausência de um roteiro político por parte da Assembleia Nacional, Presidente da República e do governo. Um roteiro que indique a formação de um governo mais inclusivo, participação do PAIGC, eleições presidenciais e legislativas até ao fim do ano", disse.

    Por isso, explicou que não existe nada capaz de indicar uma solução para breve.

    "Mas é possível uma solução para Guiné-Bissau, isso depende de boa vontade da comunidade internacional", concluiu.

  • Menina do Futuro Torcido está em cena

    Está em cena a peça “Menina do Futuro Torcido”, a partir de um conto de Mia Couto com encenação de Maria João Miguel e a participação de André Gago, Ana Perfeito e Helena Ávila cujo flyer informativo segue em anexo.

    Este espectáculo, estará em cena no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, até 4 de Maio, com sessões abertas ao público-geral de terça a sábado, pelas 21h30, e aos sábados também às 16:00.

  • SNV participa em conferência de investidores

    No âmbito da operacionalização do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário, o Governo de Moçambique e seus parceiros elaboraram o Plano Nacional de Investimento do Sector Agrário (PNISA) 2013-2017, o qual foi apresentado publicamente a 12 de Abril na Conferência dos Investidores, e que visa mobilizar recursos financeiros, humanos e materiais.

    A Organização Holandesa de Desenvolvimento (SNV) esteve representada na Conferência dos Investidores no Sector Agrário devido ao seu projecto «+ Segurança Alimentar + Renda» na província de Tete, financiado pelo AGRA. Ao mesmo tempo, a SNV partilhou um expositor com o BAGC (Beira Agricultural Growth Corridor), IIAM (Instituto de Investigação Agrária de Moçambique) e AFAP (African Fertilizer and Agribusiness Partnership), entidades que também estão a implementar outras iniciativas com fundos do AGRA na área agrária.

    Diversas organizações e empresas do sector público e privado tiveram a oportunidade de expor os seus produtos e serviços numa mostra conjunta, e a exposição foi visitada pelo Presidente da República de Moçambique, o ministro da Agricultura, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, além de embaixadores, doadores, organizações não governamentais, representantes do sector público e privado, organizações de produtores e jornalistas diversos.

  • Manifestantes paralisam mina de carvão

    Um grupo de cerca de 500 pessoas, na sua maioria jovens oleiros abrangidos pela concessão mineira da Vale, em Moatize, província de Tete, colocou durante a noite da passada terça-feira, troncos e pedregulhos fazendo barricadas nas entradas de saída de viaturas e na linha-férrea usada para o escoamento do carvão mineral.

    Os amotinados, que praticavam a produção de tijolos maciços na área operacional da Vale, estão a reivindicar a correcção do valor já pago nos princípios do ano passado, de compensação pela paralisação em 2008, da produção de tijolos de barro dentro da zona operacional daquela empresa.

    A acção levou a Vale a paralisar por completo o trabalho em todos sectores durante todo o dia de ontem (quarta-feira) porque nenhum operário foi permitido pelos protagonistas a entrar nas instalações provocando prejuízos avultados para aquela companhia mineradora.

    Em contacto com a nossa Reportagem, os reivindicadores afirmaram que estão a protestar contra o valor insignificante atribuído no ano passado pela Vale para a indemnização das suas actividades porque segundo eles, não corresponde ao período da concessão da empresa autorizada pelo Governo.

    “Os tijolos são a fonte de receita para a nossa sobrevivência. Há décadas que vivemos desta actividade e hoje apareceu a Vale que depois de um cadastramento informaram-nos que receberíamos uma indemnização” – disseram em coro os amotinados concentrados na entrada principal dos escritórios e da mina da Vale, no cruzamento de Capanga.

    Os protagonistas confirmaram terem recebido um valor de 60 mil meticais cada um dos cerca de 800 oleiros, devidamente registados nas áreas concessionadas à Vale, em Chipanga e Nhacolo, no Município da Vila de Moatize, o que consideram valor irrisório.

    Entretanto, a administradora do distrito de Moatize, Elsa da Barca, diz não haver mais nada a pagar aos oleiros porque tudo foi devidamente encaminhado e bem encerrado, tendo acrescentado que “não vejo as razões do motim porque na tarde do dia 16 de Abril, em reunião com os oleiros expliquei-os, detalhadamente, o processo que culminou com a entrega dos valores de compensação pela sua retirada das áreas de produção da Vale”.

    Por seu turno, a Vale explica em comunicado recebido na nossa Redacção que os processos de indemnização das olarias existentes na área onde foi implantado o projecto carvão de Moatize, transcorreram no período de 2010 a 2012.

    Este processo foi monitorado pela Comissão de Reassentamento e ocorreu ao abrigo do PAR – Plano de Acção do Reassentamento, sob coordenação e supervisão do Governo de Moatize e através de uma ampla consulta às partes interessadas.

    O valor estabelecido para esta indemnização foi de 60 mil meticais por proprietário de olaria, mantendo-se o direito de cada oleiro retirar da área a sua última produção de tijolos para posterior venda.

    Nestes termos, a Vale indemnizou até 2012, 785 olarias, no valor de 47 100 000,00Mt. Os pagamentos foram feitos directamente aos beneficiários cadastrados. Entretanto, até ao final da tarde de ontem, as principais entradas da Vale ainda estavam bloqueadas. Os amotinados usaram viaturas, troncos e pedras para barrar o acesso à empresa, quer por via rodoviária quer ferroviária.

    In Jornal Notícias

  • Crianças: Subnutrição crónica preocupa UNICEF

    Uma em cada quatro crianças menores de cinco anos sofre atrasos de crescimento devido à subnutrição crónica desde a gestação até aos dois anos de idade, revela um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgado esta semana. O relatório, citado pela agência lusa, assinala que têm sido feitos verdadeiros progressos no combate contra esta face escondida da pobreza para 165 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o mundo, mas sublinha que para a luta ser bem sucedida é essencial uma atenção muito especial ao período da gravidez e aos dois primeiros anos de vida da criança. Dados de 54 países de baixo e médio rendimentos indicam que os problemas de crescimento começam durante a gravidez e continuam até aos 24 meses de idade e que, passada esta idade, “a recuperação do crescimento é mínima” e “os danos causados são em grande medida irreversíveis”. “Os atrasos de crescimento não dizem apenas respeito à estatura de uma criança […] podem também traduzir-se por atrasos de desenvolvimento cerebral e da capacidade cognitiva”, alerta o estudo.

  • Lançado livro sobre reforma agrária no Zimbabwe

    Foi lançado ontem, na Associação Moçambicana de Fotografia, na capital Maputo, numa cerimónia bastante concorrida, o livro “Zimbabwe Recupera Sua Terra”, uma obra que retrata o polémico processo de reforma agrária no Zimbabwe, no período após a independência, principalmente focalizando as ocupações das terras pertencentes a agricultores brancos por 170 mil zimbabwea-nos negros, então marginalizados. O livro da autoria de Joseph Hanlon, Jeanette Manjengwa e Teresa Smart, tenta mostrar que apesar da instabilidade política, estagnação económica e incompreensível hiper-inflação, com as ocupações os zimbabweanos assumiram a agricultura e estão a ser bem sucedidos.

  • BES abre agência de viagens e turismo

    O português Grupo Espírito Santo anunciou ontem, em Maputo, a abertura da agência de viagens e turismo TopAtlântico Moçambique, com a ambição de se afirmar como "um dos principais actores" do ramo no país.

    Numa conferência de imprensa de anúncio do lançamento da nova empresa, o presidente da comissão executiva do Grupo Espírito Santo Viagens, Francisco Calheiros, afirmou que a TopAtlântico Moçambique vai concentrar a sua operação na área de viagens empresariais, atendendo ao crescente fluxo de investimentos e negócios em curso no país. "A geografia económica e dos negócios hoje em dia alterou-se muito. A União Europeia está em dificuldades, Portugal não cresce e o desemprego tem vindo a aumentar. As empresas têm de se internacionalizar e investir e os empresários têm de viajar", disse Francisco Calheiros.

    O presidente da comissão executiva do Grupo Espírito Santo Viagens afirmou que a TopAtlântico Moçambique vai tirar partido da robustez financeira e da presença do grupo no mundo, para se impor em Moçambique "como o principal ou um dos principais actores" do sector.

    "Em Moçambique, pensamos numa coisa ainda maior que em Angola, por todo o potencial de desenvolvimento turístico que o país detém", assinalou Francisco Calheiros. Com um investimento inicial de um milhão de dólares e, para já, presente apenas em Maputo, a TopAtlântico tem no horizonte aumentar o investimento, alargar os serviços para mais pontos do país e oferecer serviços a outros segmentos de turismo, adiantou Francisco Calheiros.

  • BNI passa a Banco de Desenvolvimento

    O Banco Nacional de Investimento (BNI) passa a actuar, simultaneamente, como banco de desenvolvimento.

    Esta informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração do banco, Adriano Maleiane, na cerimónia de inauguração do novo edifício-sede da instituição, ontem, em Maputo.

    “O BNI representa um novo conceito de banco, caracterizado por actuar, simultaneamente, no segmento da banca de investimento e de desenvolvimento, e não para poupança do público, mas com fundos próprios, passando a recorrer ao mercado de capitais para alavancar as suas operações”, informou Maleiane.

    Actualmente, o Estado moçambicano detém a totalidade do capital do BNI que, na altura do seu surgimento, assumia a posição de banco de investimento dedicado ao financiamento de infra-estruturas no país.

    O banco foi constituído em 2010, tendo iniciado a sua actividade em 2011. Nessa altura, o Estado moçambicano detinha 49,5% do capital, através da direcção Nacional de Tesouro, ficando a Caixa Geral de Depósitos de Portugal (CGD) com outros 49,5%, e o restante 1% pertencia ao Banco Comercial de Investimento (BCI).

    A inauguração do empreendimento foi dirigida pelo Presidente da República, Armando Guebuza, numa cerimónia que contou com a participação de várias individualidades da arena financeira.

    Na ocasião, Guebuza disse que este empreendimento vem para fechar uma lacuna que o país tem em termos de instituições financeiras viradas para o desenvolvimento.

    “O BNI vem responder a uma decisão resultante da visão do governo, plasmada no plano quinquenal, de constituir uma instituição vocacionada à dinamização do investimento em projectos estruturantes em carteira”, disse o chefe do Estado.

    Lembre-se que o Estado moçambicano comprou, recentemente, a posição da caixa geral de depósitos e do Banco Comercial de Investimento nesta instituição e passou a deter a totalidade do capital do banco.

    Maleiane disse que, na altura em que o Estado detinha 49,5% de capital, se tornava difícil alavancar projectos de desenvolvimento dos empresários nacionais, porque o parceiro português queria apenas actuar na área dos investimentos.

  • Lançado Relatório sobre as Tendências Globais de Emprego para o ano de 2013

    A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com a Universidade Politécnica, lançaram, segunda-feira última, em Maputo, o Relatório sobre as Tendências Globais de Emprego para o ano de 2013.
    O relatório analisa a crise nos mercados de trabalho, tanto das economias mais desenvolvidas como das economias em desenvolvimento e estima os indicadores quantitativos e qualitativos dos mercados de trabalho global e regionais. Por outro lado, analisa os factores macroeconómicos que afectam os mercados de trabalho de modo a explorar possíveis respostas políticas.
    Segundo o relatório, espera-se que a economia global recupere a médio prazo, mas o crescimento não será suficientemente forte para reduzir rapidamente o desemprego.
    “Mesmo com uma aceleração do crescimento, a taxa global de desemprego deverá permanecer em seis por cento até o ano de 2017, não muito longe do seu nível máximo de 2009. Ao mesmo tempo, espera-se que o número global de desempregados aumente ainda mais para cerca de 210,6 milhões ao longo dos próximos cinco anos” – refere o relatório.
    A directora das Bibliotecas da Universidade Politécnica, Maria João Diniz, disse a propósito do Lançamento do Relatório das Tendências Globais de Emprego para o ano de 2013 que as expectativas daquela instituição de ensino superior se enquadram em duas vertentes.
    Por um lado, conhecer a realidade do País sobre o mercado de trabalho e os factores macroeconómicos que os determinam e, por outro, reflectir sobre os constrangimentos e os desafios que se apresentam ao emprego em Moçambique, no sentido de melhor se analisar sobre os serviços daquela instituição e se reformular as estratégias formativas adequadas às necessidades objectivas de desenvolvimento da Universidade Politécnica, como instituição.
    Por sua vez, a Coordenadora Residente das Nações Unidas, Jennifer Topping, disse esperar que o lançamento do Relatório sobre as Tendências Globais de Emprego ajude a estimular um debate mais focalizado, ao longo deste ano, bem como o crescimento e a experiência de investimentos se traduzam na criação acelerada de empregos e trabalho digno no País.
    Ainda falando a propósito do lançamento do Relatório, Marta Isabel Maté, secretária Permanente do Ministério de Trabalho, disse que Governo se tem empenhado em assegurar um mecanismo adequado de financiamento para formação profissional envolvendo o sector privado, assegurar estatísticas fiáveis que permitam saber a evolução dos colaboradores e as necessidades de mão-de-obra, principalmente para as novas áreas de conhecimento.

  • FMI reduz expectativa de crescimento do Brasil e da economia mundial

    FMI reduz expectativa de crescimento do Brasil e da economia mundial

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão de crescimento mundial este ano e a expectativa de crescimento do Brasil, que recuou de 3,5% para 3%. Já a China deverá crescer este ano 8,0%.

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão de crescimento mundial este ano e a expectativa de crescimento do Brasil, que recuou de 3,5% para 3%, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (16). Para 2014, a expectativa em relação ao Brasil é de crescimento mais dinâmico, chegando a 4%.

    O FMI avalia que a a recuperação econômica internacional enfrenta obstáculos e continua prejudicada pelas incertezas na Zona do Euro.

    Segundo o FMI, a América Latina e o Caribe crescerão 3,4% neste ano, 0,2% a menos que o previsto em janeiro.

    O Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve crescer 3,3% em 2013, abaixo dos 3,5% previstos em janeiro, segundo o relatório do fundo.

    Quanto à Zona Euro, a instituição financeira internacional prevê contração da economia em -0,3% e estima que a crise poderá sofrer agravamento se medidas de ajuste fiscal e e reforma da banca não forem concretizadas.

    Para os Estados Unidos, o FMI prevê para este ano crescimento de 1,9% e 3,0% em 2014.

    A China, segundo os dados do FMI, continuará a liderar as taxas de crescimento, embora com ligeira queda. Assim, a economia chinesa deverá recuar neste ano de 8,2% ( previsão de janeiro) para 8,0% e em 2014 poderá crescer 8,2%.

  • Metical perde face ao dólar

    O metical continuou a depreciar-se face ao dólar norte-americano em Março último, ao cotar-se em 30,08 meticais por dólar, o correspondente a uma depreciação mensal de 0,30 por cento, após ter estado a 29,99 em finais de Fevereiro.

    Em contrapartida, no último dia de Março, o metical esteve cotado a 3,26 meticais por rand, o equivalente a uma apreciação mensal da moeda nacional face à sul-africana de 2,98 por cento após uma variação nula no mês anterior, revela o Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique.

    Citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Banco Central refere que o nível geral de preços na cidade de Maputo registou uma variação mensal de 0,26 por cento em Março último, após uma variação de 1,43 por cento em Fevereiro e 0,27 por cento em igual período de 2012.

    Com esta variação, a inflação homóloga regrediu e a inflação média anual aumentou para 2,23 por cento, enquanto a taxa acumulada se fixou em 2,77 por cento após 2,09 por cento e 2,51 em Fevereiro, facto que se deveu fundamentalmente ao comportamento dos preços de bens e serviços, comunicações, habitação, água, gás, combustíveis, alimentos, bebidas e outros.

    Esta trajectória, segundo o Banco de Moçambique, foi também assumida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC) nas cidades de Maputo, Beira e Nampula, que registou uma variação mensal positiva em 0,30 por cento no mês de Março, após 1,16 no mês anterior.

    In «Jornal O País»

  • Arranca projecto para erradicar fungo do milho e do amendoim

    O Milho e o amendoim de Moçambique contêm elevados índices de contaminação por aflatoxina, revelam estudos realizados pelo Instituto Internacional da Agricultura Tropical (ITTA), em parceria com instituições académicas e Ministério da Agricultura. Na segunda-feira, o ITTA procedeu ao lançamento do pro-jecto de controlo biológico para mitigar os efeitos negativos daquele fungo, que terá a duração de quatro anos e apoio financeiro do departamento da Agri-cultura dos Estados Unidos da América, orçado em 1,6 milhões de dólares. "A aflatoxina tem impacto negativo no comércio. Aqui, por exemplo, existem asso-ciações de produtores que fazem exportação do amendoim para a União Europeia, onde o mercado é altamente regrado. E o que acontece, muitas vezes, é o produto ser rejeitado, e isso é uma grande perda para os pequenos agricultores e exportadores", disse à Lusa João Augusto, coordenador do projecto. Segundo o responsável, o controlo sobre incidência deste fungo já produziu "resultados positivos" nos Estados Unidos da América e pretende-se replicar a experiência em Moçambique.

    In Sistema de Informação de Mercados (ESOKO)

  • África terá crescimento forte e precisa agir contra pobreza

    O crescimento económico da África Subsaariana deve acelerar para mais de 5 por cento nos próximos três anos, superando em muito a mé-dia mundial, mas a região precisa fazer mais para converter isso em redução da pobreza, afirmou o Banco Mundial nesta segunda-feira. No seu mais recente relatório Africa’s Pulse, que analisa as perspectivas para a região, o banco viu a alta dos investimentos, os preços elevados de commodities e a retomada na economia global provocando esse salto de crescimento no continente mais pobre do mundo. O fluxo de Inves-timento Estrangeiro Direto (IED) para a África Subsaariana está previsto para aumentar a níveis recordes a cada ano durante os próximos três anos, chegando a 54 bilhões de dólares até 2015. Isso comparado a 37,7 bilhões de dólares em 2012, um aumento de 5,5 por cento num ano em que os fluxos de IED para os países em desenvolvimento caíram, em média, 6,6 por cento, acrescentou o relatório. O Banco Mundial, um credor multilateral sediado em Washington, previu que o crescimento na África Subsaariana seria de 4,9, 5,1 e 5,2 por cento para 2013, 2014 e 2015, respectivamente.

    In Sietema de Informação de Mercados (ESOKO)

  • Moçambique com novos salários mínimos

    O Conselho de Ministros do governo moçambicano aprovou uma nova tabela dos salários mínimos por sector de atividade em Moçambique, com efeitos desde 1 de Abril. O maior aumento, de 31,91%, foi atribuído à indústria de extracção de minerais.

    O Conselho de Ministros aprovou, terça-feira (16), em Maputo, uma nova tabela dos salários mínimos por sector de actividade em Moçambique, com efeitos desde 1 de Abril, informa a AIM.

    Segundo a nova tabela, o maior aumento foi atribuído à indústria de extracção de minerais, cujo salário mínimo passa de 3.526 meticais para 4.651 meticais (cerca de US$ 155 dólares), como resultado de um ajuste de 31,91 por cento (um dólar equivale a cerca de 30 meticais ao câmbio corrente).

    "Ainda no mesmo sector de indústria de extracção de minerais, exclusivamente para pedreiros e areeiros, o salário mínimo passa de 3.295 meticais para 3.888 meticais, em resultado de um ajustamento de 18,01 por cento", anunciou o porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, que também desempenha as funções de vice-ministro da justiça.

    Para o sector da agricultura, caça e silvicultura o salário mínimo passa de 2.300 para 2.500 meticais, que corresponde a um reajuste é de 8,70 por cento.

    Na pesca industrial e semi-industrial o salário mínimo subiu de 2.680 para 2.850 meticais, uma subida de 6,34 por cento, enquanto o sector da pesca da kapenta o salário mínimo passou de 2.485 para 2.645 meticais, ou seja um incremento de 6,43 por cento.

    Na indústria transformadora o incremento salarial foi de 10 por cento, tendo passado de 3.585 para 3.943 meticais. A mesma percentagem foi atribuída ao sector de construção, que subiu de 3.177 para 3.495 meticais.

    No caso exclusivo da indústria de panificação, o salário mínimo passou de 3.021 para 3.195 meticais, um aumento de 5,75 por cento.

    Para o sector de produção, distribuição de electricidade, gás e água o salário mínimo passou de 3.817 passa para 4.107 meticais, um reajuste de 7,6 por cento.

    O governo decidiu atribuir nove por cento ao sector das actividades dos serviços não financeiros, cujo salário mínimo passa de 3.510 meticais para 3.826 meticais. O sector das actividades financeiras teve um ligeiramente superior, comparativamente ao de serviços não financeiros, ao passar de 6.571 de para 6.817 meticais (cerca de US$ 227 dólares), que corresponde a um aumento de 10,47 por cento.

    Para o caso do sector público, incluindo saúde, defesa e segurança, Nkutumula explicou que o reajustamento será em função das carreiras profissionais, mas que não deverá ser inferior a sete por cento.

    "Portanto, o salário mínimo da carreira mais baixa deixa de ser de 2.522 meticais e passa para 2.699 meticais", disse o porta-voz do governo, para de seguida acrescentar, "ainda está a ser trabalhada a tabela de reajustamento consoante as carreiras na função pública e muito brevemente o Conselho de Ministros vai-se pronunciar sobre o assunto.

    Questionado sobre o caso dos médicos, que no início do corrente ano chegaram a organizar uma greve para reivindicar uma serie de questões, incluindo o salário, Nkutumula reiterou que "o salário dos médicos, da polícia, dos professores e docentes em geral e demais funcionários, ainda está a ser trabalhado consoante as carreiras. O assunto foi abordado pelo conselho de Ministros mas como ainda não chegamos a uma conclusão sobre o aumento em termos percentuais".

    O governo vai pronunciar-se sobre o assunto em devido tempo, explicou Nkutumula.