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  • Estudantes universitários reflectem sobre o seu papel no mercado

    Perto de 300 jovens estudantes de sete instituições do ensino superior baseadas na capital do País participaram, quarta-feira última, em Maputo, no fórum global denominado “Mozambique Young to Business”, para reflectir sobre o papel dos jovens nos diferentes sectores do mercado.
    O evento, que reuniu estudantes das principais universidades do País, Organizações Não Governamentais (ONGs), representantes do Governo e empresas, incluiu a realização de workshops e debates sobre temas como internacionalização, liderança e inovação.
    Com esta iniciativa, a AIESEC pretende maximizar o seu impacto junto da sociedade, através da aproximação dos estudantes universitários às empresas e organizações, estimulando, desta feita, o desenvolvimento do potencial da juventude moçambicana, o espírito empreendedor, visão global e desenvolvimento de competências de liderança.
    Francisco Maibaze, presidente da AIESEC Moçambique disse a-propósito que o “Mozambique Young to Business” deste ano serviu para “reflectir sobre o papel dos jovens nos diferentes sectores do mercado, porque acreditamos que os jovens têm um papel fundamental para o desenvolvimento do País e as principais perspectivas que temos é que este seja um momento de reflexão para que, amanhã, os jovens possam ter cada vez mais uma atitude positiva em relação à sociedade, criando impacto positivo sobre ela”.
    “Do modo geral, este evento tem como objectivo juntar os principais pólos do mercado, nomeadamente ONGs, empresas, estudantes e a sociedade civil em geral, para reflectir sobre temas importantes, como o empreendedorismo, inovação, entre outros”, referiu Francisco Maibaze.
    Fundada em 2010 em Moçambique, a AIESEC conta com 50 mil membros em 107 países e tem por objectivo estimular a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança dos seus membros com impacto positivo na sociedade.
    As suas actividades também incluem programas de intercâmbio profissional e actua em iniciativas de integração de estudantes universitários no meio corporativo, projectos envolvendo o sector não corporativo, consciencialização de jovens para temas sociais tais como estágios de jovens estrangeiros em organizações moçambicanas e o envio de estudantes universitários nacionais para estágios internacionais.

  • Economia deverá crescer 6%

    A economia de Moçambique deverá crescer no máximo 6% em 2013, valor inferior aos 8,4% previstos pelo governo no Orçamento de Estado, disse em Maputo Faúsio Mussa, economista sénior do Standard Bank.

    No decurso do “Economic Briefing”, que reuniu em Maputo cerca de 200 agentes económicos e clientes da instituição bancária, Mussa disse ainda que a previsão de uma desaceleração da economia, de uma média de 7,4% na última década para 6%, tem por base os efeitos das cheias que se registaram nos primeiros meses do ano.

    “Tomando em consideração o impacto negativo das cheias, revimos em baixa a nossa previsão de crescimento económico para 2013, para um nível de 6%, inferior à média da última década e igualmente inferior à previsão inicial do governo”, adiantou o economista do Standard Bank, para quem a inflação média anual deverá manter-se em apenas um dígito.

    Mussa indicou “as fortes chuvas que assolaram o país nos primeiros meses do ano, afectando cerca 479 mil pessoas, com impacto negativo sobre a produção agrícola e danos em infra-estruturas, o que originou a interrupção, por um período de cerca de três semanas, das exportações do carvão mineral de Moatize a partir do porto da Beira”.

    Ainda para o economista sénior do Standard Bank, o forte investimento directo estrangeiro continuou a financiar o défice da balança corrente, que aumentou 29,5% nos primeiros nove meses de 2012 em termos homólogos para 1251 milhões de dólares.

    Fonte: (macauhub)

  • Sector primário emprega mais de 73%

    Os resultados do 1.º ciclo do Inquérito Contínuo aos Agregados Familiares (INCAF), que está a ser realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apontam que o sector primário das actividades económicas no país é aquele que ocupa a maior percentagem da População Economicamente Activa (PEA), com 73,1 por cento.

    Este sector engloba as áreas de agricultura, pesca e extracção mineral.

    Seguem-se os sectores terciários e secundário que englobam as áreas dos Transportes e Comunicações, Comércio, Finanças e Serviços, com 22,8 por cento, e da Indústria Transformadora, Energia e Construção com 4,0 por cento, respectivamente.

    De acordo com o INE, em Moçambique a percentagem da PEA no período em referência (censo 2007) foi de 88,7 por cento, sendo que a taxa de emprego é de 61,8 por cento.

    Refira-se que o 1.º ciclo desta operação estatística, que teve início em Julho do ano passado, recolheu dados referentes aos capítulos de Força de Trabalho, Turismo e Despesas.

    Entretanto, o INCAF apurou que a distribuição percentual da população ocupada por regime de actividade apresenta-se como se segue: trabalhador familiar sem remuneração, 18 por cento; conta própria, 67 por cento; assalariado, 15 por cento.

    No subcapítulo da informação sobre o desemprego, há a destacar o facto das províncias de Tete (26,0 por cento), Niassa (29,2 por cento), Maputo província também com 29,2 por cento, Manica (35,0 por cento) e Maputo cidade com 35,7 por cento, serem aquelas que apresentam as taxas mais elevadas de desemprego.

    Em sentido oposto está a província da Zambézia, cuja taxa de desemprego apurada é de 10,0 por cento. Eis como se apresenta a distribuição da taxa de desemprego por província: Zambézia, 10,0 por cento; Inhambane, 16,4 por cento; Cabo Delgado, 17,4; Sofala, 21,7 por cento; Gaza, 21,9 por cento; Nampula, 25,5 por cento; Tete, 26,0 por cento; Niassa, 29,2 por cento; Maputo-província, 29;2 por cento; Manica, 35,0 por cento; e Maputo-cidade, 35,7 por cento.

    Outra sub-área importante coberta pelo INCAF é a do trabalho infantil. Define-se trabalho infantil “toda forma de trabalho exercido por crianças adolescentes dos 5 anos aos 17 anos”. De acordo com dados do INCAF, 12 por cento das crianças de 5 a 17 anos trabalharam na semana em referência. Por outro lado, durante o mesmo período, 60,4 por cento de crianças de 5-17 anos só estudaram; 6,1 por cento só trabalharam; 5,7 por cento trabalharam e estudaram, 27.8 por cento não estudaram e não trabalharam.

  • Concurso Literário “As Línguas em Português”

    O Camões, Instituto da Cooperação e da Língua | Centro Cultural Português – pólo da Beira lança a primeira edição do Concurso Literário que se pretende anual, intitulado “As Línguas em Português”, destinado a promover obras inéditas, escritas em Português, da autoria de escritores moçambicanos.
    Esta primeira edição pretende promover obras literárias que se enquadrem na categoria CONTOS LITERÁRIOS.

    Poderão participar no Concurso Literário os escritores moçambicanos que escrevem em Língua Portuguesa. Os interessados deverão redigir um conto literário inédito (que ainda não tenha sido publicado) com o mínimo de 10 páginas e o máximo de 25, podendo ou não o conto ser acompanhado de ilustrações (independentemente de ter ou não ilustrações, o limite máximo de páginas é de 25)
    Cada candidato só pode apresentar um trabalho a concurso.

    O prazo limite de entrega das candidaturas é de 17 de Maio.

    Consulte o regulamento do concurso em: ic-beira.blogspot.com.

  • ‘Rinos’ extintos no Parque Nacional do Limpopo

    As autoridades do Parque Nacional de Lipompo (PNL), em Moçambique, admitem já não existir mais nenhum rinoceronte naquele local de conservação localizado na província de Gaza, sul do país, e que faz parte da área que constitui a maior reserva natural do mundo.

    A extinção desta espécie protegida em todo o mundo deve-se a acção devastadora de caçadores furtivos que nos últimos anos tomou contornos alarmantes, facto associado a alegada grande procura dos cornos deste animal nos mercados asiáticos.

    “Desde que eu cheguei (em Janeiro último) nunca acompanhei praticamente a presença desta espécie aqui dentro dos limites do parque, o que significa que provavelmente os números que existiam acabaram extinguindo”, disse o administrador do PNL António Abacar, citado pela rádio Moçambique (RM).

    A extinção de rinoceronte ainda não foi declarada oficialmente no PNL, mas os animais que existiam naquela área desapareceram há dois anos. O censo realizado em princípios de 2011 concluiu haver ainda um animal naquele local de conservação, mas o mesmo desapareceu ainda no mesmo ano.

    Depois de acabar o rinoceronte, os caçadores agora viraram as suas atenções para o elefante, que também tem sido abatido de forma indiscriminada. Abacar disse que este fenómeno, que resulta da acção de caçadores furtivos, está já a retrair o turismo naquele parque.

    “O grande problema que mais nos preocupa é quando os próprios fiscais estão envolvidos nas actividades de caça furtiva, o que pode constituir um perigo para a própria equipa de fiscalização”, disse Abacar.

    Na sequência destas suspeitas, pelo menos 30 fiscais do PNL estão neste momento a enfrentar processos disciplinares.

    Paralelamente, o PNL está a trabalhar no sentido de reforçar a actividade de fiscalização. Abacar disse estar em curso um processo de integração de membros da Polícia moçambicana (PRM) nas actividades de fiscalização.

    Outras acções em curso incluem a formação de brigadas móveis de fiscalização e a importação de armas de fogo para o reforço da fiscalização.

    Refira-se que o PNL, o Kruger National Park da África do Sul e o Gonarezhou National Park do Zimbabwe constituem o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, a maior reserva natural do mundo.

    Nos últimos dias, os caçadores furtivos moçambicanos atravessam o PNL para a vizinha África do Sul a procura de rinocerontes, o que concorre para o rápido desaparecimento daquela espécie naquele país vizinho.

    Ano passado, activistas e veterinários sul-africanos alertaram que o rinoceronte poderá estar extinto nos parques sul-africanos até 2050, caso se mantiverem os actuais níveis de abate desta espécie protegida.

    As autoridades sul-africanas referem que pelo menos 668 rinocerontes foram abatidos em 2012, número que representa um aumento em aproximadamente 50 por cento em relação aos animais perdidos em todos os anos anteriores.

  • Vale recua e dialoga

    A Vale, companhia brasileira mineradora e exploradora de carvão, decidiu retomar as conversações com os representantes das comunidades dos oleiros de Cateme, no distrito de Moatize, província central de Tete, em Moçambique, com o envolvimento do governo, informa nesta quarta-feira (24) a agência AIM.

    A Vale refere, em comunicado, que o seu objectivo é buscar soluções conjuntas e desenvolver iniciativas de incremento da produção e renda, a nível micro-empresarial, que permitirão a integração dos oleiros nessas actividades.

    No entanto, o “recuo” da Vale é visto como resultado da ameaça feita pelos representantes das 1365 famílias envolvidas no processo negocial, que prometeram endurecer ainda mais as revoltas em protesto contra as compensações que apontam como injustas.

    Aliás, as famílias reassentadas pela Vale chegaram a queixar-se de intimidação durante o processo negocial havido entre as partes para resolver o diferendo que opõe as famílias reassentadas àquela mineradora brasileira.

    A Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADECRU) denunciou, no comunicado de imprensa dirigido recentemente a AIM, as tentativas de manipulação, ameaças e intimidação sofridas pelos representantes das famílias nas negociações.

    Aliás, no encontro havido no dia 19 do mês em curso, a retórica e o discurso dominantes dos representantes da Vale e da Policia mocambicana (PRM) gravitava na repreensão e culpabilização das famílias pelos avultados prejuízos averbados pela empresa durante a paralisação das suas actividades.

    Todavia, os oleiros protestaram afirmando que as suas actividades estavam paradas desde 2009, mas a Vale estava a operar e a produzir, exportando e ganhando lucros altíssimos com a venda do carvão feita à custa do seu sofrimento.

    “Nós temos famílias por alimentar e sustentar. Ao invés de focarem as atenções nas principais questões que nós levantamos, preferiram falar dos impactos e danos dos protestos e não propriamente das nossas preocupações”, reclamaram os oleiros no comunicado.

    Na óptica da ADECRU, as graves falhas e os vícios no processo reflectem a excessiva influência, interferência e o poder que a Vale exerce sobre os representantes do governo a todos os níveis.

    O facto, segundo a Acção Académica, revela também a subordinação do interesse público e da soberania nacional aos interesses privados de uma pequena elite política, em conivência com as grandes corporações transnacionais.

  • Politécnica debate “pertinência ou não da revisão da Constituição”

    O Departamento de Ciências Jurídicas (DCJ) da Universidade Politécnica vai realizar na próxima sexta-feira, 26 de Abril, pelas 16:00h, no Anfiteatro desta universidade, um debate subordinado A "Constituição da República de Moçambique – 2004: pertinência ou não da sua revisão "a ser proferida pelo Professor Doutor Gilles Cistac (Professor Catedrático e Constitucionalista da Universidade Eduardo Mondlane).
    Este debate acontece numa altura em que a Assembleia da República de Moçambique está a levar a cabo, em todo o País, um conjunto de auscultações públicas em torno da Revisão da Constituição da República de Moçambique de 2004.

  • Próximos 10 anos: Rioforte prioriza agricultura

    A RIOFORTE, sociedade de investimentos do Grupo português Espírito Santo, vocacionada para a administração de activos não financeiros, decidiu fazer de Moçambique a base operacional para o desenvolvimento dos seus negócios e investimentos no sul de África, segundo declarações do respectivo PCA, Manuel Fernando Espírito Santo, entrevistado pelo nosso Jornal.

    A sociedade, de acordo com a fonte, terá como uma das suas primeiras prioridades concentrar os seus esforços no crescimento da primeira subsidiária directa do seu portfólio, a Mozaco – Mozambique Agricultural Corporation, em parceria com o Grupo moçambicano João Ferreira dos Santos, um dos expoentes da agricultura do nosso país, para além de ser reputado grupo empresarial em Moçambique.

    O plano de negócios da operação agrícola da Mozaco em Moçambique prevê a plantação de 220 hectares de soja e 240 hectares de algodão em 2013. Manuel Fernando Espírito Santo afiançou-nos que em termos operacionais, já estão actualmente cultivados 66 hectares de soja e dois hectares de algodão num projecto-piloto implantado precisamente em Malema. A primeira fase deste empreendimento (5 anos) o investimento será de 5 milhões de dólares norte-americanos.

    Soubemos que no quinto ano, pretende-se ter plantado 2000 hectares principalmente para a produção de soja (algodão, milho e girassol serão também plantados para recuperação das terras) e produzir 3 mil toneladas de soja e empregar 150 pessoas.

    Foi desenhada uma segunda fase (de 5 a 10 anos), período em que estão previstos investimentos na ordem de 45 milhões de dólares. “No décimo ano, pretende-se ter plantado os 20000 hectares de terra, produzindo cerca de 20 mil toneladas de soja” – disse a fonte.

    Nos primeiros dois anos estima-se que o projecto chegue a perto de 600 hectares, que crescerão progressivamente até atingir cerca de 2000 hectares. Desta forma, segundo o PCA da Rioforte, “o grupo pretende confirmar os pressupostos do seu business plan, de forma a aprofundar conhecimentos antes de avançar para o projecto completo, que deverá atingir 20000 hectares de exploração no médio prazo”.

    Um dos casos mais interessantes aplicados no Paraguai, onde a Rioforte mantém presença e que pretende desenvolver em Moçambique, tem a ver com a criação de uma base de empresariado local especializada, por exemplo estimulando trabalhadores a adquirirem equipamento e estabelecerem-se por conta própria com contratos de fornecimento de serviços e de financiamento promovidos pela própria companhia. “Esta iniciativa construiu hoje um núcleo de pequenos empresários que trabalham não só para as fazendas desta empresa no Paraguai, mas para herdades vizinhas, estimulando economias de escala, criando postos de trabalho e riqueza e promovendo a ascensão económica e social da população”.

    Ainda na entrevista com Manuel Fernando Espírito Santo, foi-nos dito que a empresa construtora Opway, pertencente ao Grupo Espírito Santo, “é outro expoente de relevo onde a Rioforte vai prestar apoio dinâmico e com vista à aceleração do crescimento daquela que é uma das mais antigas construtoras de origem portuguesa a operar em Moçambique”. Ela detém um “invejável” aliado a um conjunto de parcerias internacionais e relações crescentes com outras construtoras e grandes investidores internacionais no nosso país.

  • Retomada actividade agrícola no regadio de Chókwè

    Cerca de doze mil produtores, entre familiares e privados, necessitam de financiamento avaliado em trezentos milhões de meticais, para reactivarem a actividade agrícola no regadio de Chókwè, em Gaza, depois das enxurradas deste ano. O valor destina-se a aquisição de sementes, fertilizantes e outros insumos de produção, nomeadamente, tractores, motobombas, charruas, juntas de bois e outros bens destruídos pelas cheias de Janeiro último. O presidente do Conselho de Administração da Hidráulica de Chókwè, Soares Xerinda, disse que, do valor necessário, o Governo já disponibilizou, recentemente, aos produtores, cerca de vinte milhões de meticais. Soares Xerinda explicou que, apesar de estar garantida água para quatro mil hectares, dos cerca de oito mil que eram disponíveis antes das cheias, a produção de comida no regadio continua aquém do desejado.

    Segundo Soares Xerinda, citado pela Rádio Moçambique, a manutenção do sistema de produção, junto dos produtores do regadio do Chókwè, está estimada em perto de trezentos milhões de meticais, valor que não existe nos cofres do regadio.

    Xerinda explicou ainda que, apesar desta adversidade, os produtores de Chókwè, com uma mínima sustentabilidade financeira, vão colocar no mercado, dentro de quinze dias, batata, tomate, feijões, repolho, pepino e cebola, produzidos depois das cheias, numa área de quinhentos hectares.

  • Apoio da UE na III fase

    A implementação do Plano de Acção do Sector Açucareiro nacional, uma iniciativa levada a cabo com fundos disponibilizados pela União Europeia entrou na terceira fase, sendo que o valor disponível para o efeito ascende a 4.9 milhões de euros.

    No âmbito do Plano de Acção do Sector Açucareiro, cuja implementação dura desde 2008, a União Europeia (UE) tem apoiado o sector açucareiro moçambicano através da iniciativa AMSP-Accompanying Measures for Sugar Protocol Countries , tendo sido realizadas as duas fases anteriores com enfoque na expansão das áreas de produção de cana sob gestão dos pequenos/médios outgrower, no fornecimento de treinamento e de capacidades técnicas para a mão-de-obra especializada das empresas açucareiras e das associações de outgrowers, bem como no desenvolvimento de programas sociais (escolas, fontes de água, rede sanitária/malária e HIV.

    Segundo os dados a que tivemos acessos, a implementação das medidas de acompanhamento, resultou na criação de 28 associações de pequenos produtores de cana. Destas associações 21 estão na açucareira de Xinavane, seis são da açucareira de Maragra e uma da açucareira de Mafambisse. Estas associações albergam um total de 2.317 membros. Em 2012 produziram 329.754 toneladas de cana numa área de 3.535 hectares.

    Segundo garante a garantia do CEPAGRI, a terceira fase que agora inicia, vai continuar a promover a expansão da cana-de-açúcar através de outgrowers, com incidência em três componentes centrais, nomeadamente, desenvolvimento de plantações de cana-de-açúcar através de pequenos produtores; melhoria dos sistemas de produções agrárias locais (investigação aplicada e transferência de tecnologia) e promoção das associações de agricultores.

    In Jornal Notícias

  • Vendas no mercado doméstico em queda

    Outros indicadores avançados pelo CEPAGRI indicam que as vendas no mercado doméstico, em 2012 registaram uma queda, uma tendência que vêm se verificando desde ano de 2011, depois dos aumentos sucessivos que vinha se verificando nos anos Passados.

    De referir que uma das razões desta redução nas vendas tem a ver com a situação económica do comércio em geral no país que afectou não só o açúcar como os outros produtos, pela falta de liquidez no mercado, como também a mudança de comportamento alimentar das populações, em relação ao açúcar.

    No ano passado foram vendidas no total 164.096 toneladas de açúcar para o mercado doméstico das quais 28.228 toneladas são de açúcar branco. Estas vendas representam uma redução de cinco porcento em relação às registadas no ano anterior.

    No que diz respeito ao mercado da SACU, outro mercado destinatário da produção moçambicana do açúcar, um novo mecanismo de determinação de quota anual para os países da SADC não membro da SACU foi aprovado.

    Neste mercado Moçambique foi alocado uma quota de 7.835 toneladas por ano. Mas que durante o ano comercial 2011/2012, Moçambique não realizou a exportação para este mercado, e todo o açúcar foi exportado para o mercado da UE.

    Aponta-se como uma das razões, para não se exportar para a SACU, tem haver com os preços praticados neste bloco que não são atractivos.

    No que diz respeito às importações, é de salientar que a Distribuidora Nacional de Açúcar (DNA), continuou a importar açúcar no âmbito da operação “Toll Refining” autorizada pelas Alfândegas.

    Neste âmbito, das 15.875 toneladas de açúcar importado em 2012, 12.938 toneladas foram efectuadas pela DNA e as restantes pela distribuidora internacional Kawena.

  • Exportações do açúcar em níveis históricos

    A indústria açucareira nacional exportou em 2012, um total de 243.583 toneladas de açúcar amarelo. Por esta operação, o país arrecadou um total de 126,2 milhões de dólares norte-americanos. Comparando com o ano 2011, que a indústria exportou 198.181 toneladas, as vendas do ano passado, representam um crescimento de 23 porcento. Fonte do Centro de Promoção da Agricultura Comercial (CEPAGRI) revela que o aumento de exportações verificado em 2012, representa o volume mais alto de vendas ao exterior de açúcar realizado em Moçambique. Salienta que todo o açúcar foi exportado para o mercado da União Europeia no âmbito da Iniciativa EBA e dos APEs (Acordos de Parceria Económica), sendo que os preços praticados no velho continente foram mais atraentes em relação a 2011, apesar de ter havido oscilação, mesmo quando comparado com o mercado internacional livre. A campanha açucareira de 2012 teve início em Abril na açucareira de Marromeu e as restantes açucareiras, nomeadamente, Maragra, Mafambisse e Xinavane no mês de Maio. No geral, segundo o Cepagri, este período representa um atraso no arranque do processamento de cana, sendo que o período normal seria de Abril para todas as açucareiras.

    Os dados avançados pela instituição revelam, igualmente, que, no global, a produção do açúcar registou um ligeiro aumento na campanha de 2012, em cerca de 2 por cento. Tal progresso resulta, sobretudo, dos avultados investimentos realizados pelas empresas na reabilitação e expansão de produção.

    A melhoria de gestão e da eficiência que aconteceram no âmbito da reabilitação e relançamento do sector açucareiro que se concentrou, até aqui, em quatro açucareiras, nomeadamente, Marromeu, Mafambisse, Xinavane e Maragra, bem como a implementação dos programas de expansão em curso, principalmente na açucareira de Xinavane também teve o seu impacto nos resultados obtidos.

    Em termos numéricos, o CEPAGRI adianta que a campanha açucareira do ano findo resultou numa produção de 3,3 milhões de toneladas de cana, 396.719 toneladas de açúcar e 130.357 toneladas de Melaço, cuja área total colhida foi de 45.917 hectares.

    Esta produção, representa um aumento de 8 porcento, na área colhida, dois porcento na produção de açúcar e uma redução de um porcento e 10 porcento na produção de cana, e melaço, respectivamente em relação ao ano anterior.

    Segundo os dados da instituição que temos vindo a citar, nem todas as açucareiras atingiram as suas metas previstas no PES2012 e que o aumento de produção de açúcar tem sido influenciado pelo aumento da área de produção que foi de oito porcento em relação ao ano anterior, e nas melhorias consideráveis da eficiência da produção industrial do açúcar. Este melhoramento é confirmado pela redução da quantidade de cana necessária para produzir uma tonelada de açúcar.

    Segundo o CEPAGRI, a redução na produção do melaço em dez porcento na campanha 2012, pode se atribuir a boa qualidade de cana e/ou eficiência das fábricas na extracção de açúcar reduzindo-se as perdas de açúcar em forma de melaço.

  • Silos vão reduzir perda de excedentes

    Os produtores do sector familiar da província de Cabo Delgado poderão, a partir do presente ano, reduzir os níveis de perda dos seus excedentes da produção agrícola, como resultado da construção de três silos concebidos para a conservação dos produtos. Sábado, o Presidente da República, Armando Guebuza, visitou a infra-estrutura, no âmbito da sua presidência aberta àquela província, para ontem deslocar-se ao distrito de Meluco, onde orientou um comício popular. Localizados em Nanjua, posto administrativo de Meza, distrito de Ancuabe, a instalação dos silos custou ao Governo e parceiros de cooperação, pouco mais de 60 milhões de meticais. Trata-se de infra-estruturas com a capacidade de conservar mais de 6 mil toneladas de cereais, de um total de 80 mil toneladas que se espera que os distritos de Ancuabe, Montepuez, Metuge, Quissanga, Namuno produzam ao longo do presente ano. Segundo Florêncio Chavanu, director da Indústria e Comércio em Cabo Delgado, a construção dos referidos silos, enquadra-se na política do Governo de promoção do processo de comercialização agrícola não só naquela província, mas também em todo o território nacional.

    Chavanu acredita que com a entrada em funcionamento daquelas infra-estruturas, a província estará em condições de reduzir de forma substancial os níveis de perda dos excedentes devido à falta de locais e mercados seguros para armazenamento e venda dos produtos, respectivamente.

    Ainda na localidade de Meza, os camponeses produtores da jatropha, disseram ao Chefe do Estado que se confrontam com sérias dificuldades relativas à identificação de mercados capazes de absorver a sua produção.

    Tal é o exemplo de Tavares Albino, que disse num comício popular orientado pelo Chefe do Estado que “não sei onde vou vender a jatropha que tenho, peço ajuda do Senhor Presidente”.

    De referir que para o caso específico de Cabo Delgado, esta matéria não constitui razão de preocupação porquanto trata-se da única província que dispõe de uma unidade de produção de biocombustível.

    A unidade fabril, em referência, localiza-se no distrito de Quissanga e é pertença de missionários da Igreja Católica que, para sustentar a viabilidade do uso de biodiesel, realizaram experiências positivas.

    Com efeito, a nossa Reportagem que esteve em Quissanga em 2011, no decurso da presidência aberta e inclusiva, testemunhou o funcionamento de geradores de produção de energia com recurso a combustível produzido na base da jatropha.

    Entretanto, no prosseguimento da sua presidência aberta, ontem o Chefe do Estado deslocou-se ao distrito de Meluco, onde para além de orientar um comício popular, como já referimos, dirigiu também uma sessão extraordinária da secretaria do posto administrativo de Muaguide.

    Como tem sido hábito, também em Muaguide o Presidente da República ouviu as preocupações da população, que apresentou questões relacionadas com a necessidade de melhoramento das infra-estruturas sociais, tais como unidades sanitárias, escolas, sistemas de abastecimento de água, energia eléctrica e estradas. A população falou igualmente do conflito Homem e fauna bravia para além de ter pedido o abrandamento das normas, consideradas rigorosas, de controlo e protecção da fauna e floresta, de modo que possa explorar a lenha e a caça.

  • Standard Bank prevê desaceleração no crescimento da economia

    O Standard Bank Moçambique prevê, para este ano, uma desaceleração no crescimento da economia moçambicana, de uma média de 7.4 por cento, registada na última década, para 6 por cento, devido às cheias que fustigaram o País, nos primeiros meses de 2013.
    Esta projecção foi feita no decurso" do "Economic Briefing, que reuniu, quinta-feira última, em Maputo, cerca de 200 agentes económicos e clientes desta instituição bancária.
    Implantado em Moçambique há mais de 100 anos, o Standard Bank organiza, anualmente, o "Economic Briefing" com o objectivo de apresentar aos seus clientes e ao mercado nacional as tendências da economia nacional e mundial de modo a orientá-los na tomada de decisões, para além de servir para expor o "expertise" do Banco em diversas áreas de especialidade.
    Na sua apresentação sobre as perspectivas de evolução da economia moçambicana e da região austral africana, Faúsio Mussa, economista sénior do Standard Bank, referiu que “tomando em consideração o impacto negativo das cheias, revimos em baixa as nossas previsões de crescimento económico para 2013, para um nível de 6 por cento, abaixo da média da última década, de 7.4 por cento, e abaixo das projecções iniciais do Governo de 8.4 por cento, mas prevê-se que a inflação média anual se mantenha a um dígito”.
    Como factores que concorrem para a desaceleração do crescimento económico nacional, Fáusio Mussa indicou “as fortes chuvas que assolaram o País nos primeiros meses do corrente ano, afectando cerca 479 mil pessoas, com impacto negativo sobre a produção agrícola e danos em infra-estruturas, o que originou a interrupção, por um período de cerca de três semanas, das exportações do carvão mineral de Moatize a partir do Porto da Beira”.
    Por outro lado, segundo o economista sénior do Standard Bank, o forte investimento directo estrangeiro continuou a financiar o défice de conta corrente, que aumentou 29.5 por cento nos primeiros nove meses de 2012, quando comparado com igual período de 2011, para 1.251 milhões de dólares.
    “As perspectivas de continuidade dos fluxos de investimento estrangeiro e de aumento das exportações apontam para a manutenção de uma relativa estabilidade cambial do metical face ao dólar norte-americano, em torno dos 30.5 meticais por dólar”, indicou Fáusio Mussa.
    Outra oradora do Economic Briefing, Yvette Babb, economista do Grupo Standard Bank especializada em mercados emergentes, sustentou que Moçambique continua a ser a economia com melhor desempenho na África Austral: “Infelizmente a África do Sul, um dos países mais importantes, enfrenta problemas no seu crescimento económico, esperando crescer apenas 2.5 por cento, em contraste com as expectativas de Moçambique”, frisou.
    Num outro desenvolvimento, Yvette Babb referiu que “em termos de economia global, África continua a ser a economia com forte crescimento, apesar de existir algumas economias comprometidas pelo processo político”.
    “A recessão continua na região euro, que espera alcançar um por cento de crescimento, em 2013, enquanto os Estados Unidos da América irão crescer melhor este ano, 2.5 por cento, contra uma redução no crescimento da China, que apresentou no primeiro trimestre do ano em curso, um crescimento do Produto Interno Bruto de 7.7 por cento, abaixo das expectativas do mercado de 8 por cento”, finalizou Yvette Babb.
    Organizado sob o tema “Moçambique, uma história de crescimento”, o Economic Briefing deste ano debruçou-se ainda sobre “A importância de ter infra-estruturas funcionais em Moçambique” e “O efeito das descobertas de gás em Moçambique”.