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  • Mais de 500 casas de Cateme reabilitadas e entregues aos legítimos proprietários

    Quinhentas e setenta e seis das 716 casas da vila de Cateme, no Distrito de Moatize, foram já reabilitadas pela Vale Moçambique, sob a supervisão da Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação de Tete, representando um grau de realização de 80 por cento. As casas foram aceites pelos respectivos proprietários, através da assinatura de um termo formal no acto da recepção.

    Altiberto Brandão, Director de Operações da Vale em Tete, referiu a propósito que “só temos a agradecer a todas as famílias a cooperação que tornou possível este grau de execução das obras e reafirmamos a nossa disponibilidade para levar este processo a bom termo, com a ajuda de todos os intervenientes”.

    Suzana Luizi, casada e mãe de 4 filhos, recebeu de volta a sua casa, após aguardar pelo fim das obras executadas pela CETA, empresa contratada pela Vale para esta empreitada. “Eles melhoraram o chão da casa e substituíram uma das portas da minha casa que não funcionava bem”, disse Suzana Luizi, que foi transferida de Chipanga para Cateme, “agora estou mais satisfeita com a minha casa”, salientou.

    Em 2012, a Vale deu início a correcções às estruturas habitacionais das comunidades reassentadas em Cateme e 25 de Setembro, envolvendo a reabilitação das casas danificadas ou com defeitos de construção, a reconstrução dos pavimentos nas habitações, a substituição das chapas de cobertura danificadas, a substituição de toda caixilharia atacada por térmites e a reparação da instalação eléctrica das casas.

    Paralelamente, foram recondicionadas as drenagens, protegendo as casas contra a entrada de água da chuva. Ainda como parte do programa de incremento de infra-estruturas e serviços de electricidade acordado entre a Vale e o Governo de Moçambique em Memorando assinado, foi realizado um aumento na rede de distribuição por todas as ruas da povoação de Cateme, incluindo a facilitação da ligação entre as residências. Foi também concluída a reabilitação do sistema de abastecimento de água existente em Cateme e 25 de Setembro, revendo os equipamentos e condicionando-os para um pleno funcionamento.

    Bairro 25 de Setembro

    Entretanto, arrancou no mês passado o processo de reabilitação das casas no Bairro 25 de Setembro, na Vila de Moatize, encontrando-se em recuperação 39 casas de um total de 289 que serão reabilitadas.

    Ainda em fase inicial de reabilitação, a Vale novamente apela ao diálogo e à colaboração das famílias do Bairro 25 de Setembro para que o processo de reabilitação siga a bom termo pela empresa CETA, a exemplo do acontecido em Cateme, e sejam concluídos os prazos acordados.

  • Moçambique Capitais e o BES África Reforçam Posição no Moza Banco

    Foi ontem formalizado o acordo final, e obtidas as necessárias autorizações, para o Moza Banco passar a ter uma nova estrutura accionista, com o reforço da posição da Moçambique Capitais, SA que passa a deter 51% e o parceiro estratégico BES África, SA a deter 49% do capital da instituição financeira nacional.

    Esta nova estrutura surge na sequência da recente operação de aquisição, por parte do BES África do capital anteriormente detido pela Geocapital, passando desta forma o Moza Banco a ter dois accionistas de referência, nomeadamente a Moçambique Capitais e o BES África.

    Esta formalização concretiza-se no dia em que o Moza Banco, procedeu à inauguração de mais duas agências, mais concretamente na cidade da Maxixe e de Tete, sendo esta a segunda agência da instituição financeira na Província de Tete e a 23º no País, em um momento que a instituição está a completar cinco anos de existência no mercado, que se assinalam no próximo domingo. Na tarde de 6ª Feira o Moza Banco irá inaugurar o seu “Balcão Escola” na Cidade de Maputo.

  • B) fotos da assinatura de contrato entre INCM e mcel

    A mcel-Moçambique Celular vai expandir a cobertura dos seus serviços de comunicações de voz, dados e internet para mais 13 postos administrativos e 35 localidades nas sete províncias das regiões Centro e Norte de Moçambique, num investimento estimado em cerca de 144 milhões de meticais, financiado pelo Fundo de Acesso Universal.
    Para o efeito, a maior operadora de telefonia móvel do País celebrou, sexta-feira última, em Maputo, com o INCM-Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, um contrato de prestação de serviços de Acesso Universal, derivado do concurso público lançado em Setembro do ano passado, no qual a mcel venceu os lotes 2 e 3, correspondentes ao Centro e Norte do País.
    Ao abrigo deste projecto, com a duração de 12 meses, a mcel vai expandir a sua cobertura, abrangendo mais 700 mil habitantes, para além dos actuais 5 milhões de clientes em todo o País.
    Falando momentos após a assinatura do contrato, Mamudo Ibraimo, administrador delegado da mcel, lembrou que “através dos fundos do Serviço Universal, o primeiro contrato, assinado em 2011, permitiu à mcel cobrir 21 postos administrativos e o segundo contrato, assinado no ano passado, vai possibilitar a cobertura de mais 22 postos administrativos”.
    “Após a conclusão do presente contrato, a nível dos postos administrativos, a mcel passará a cobrir 313 dos 428 postos administrativos do País, representando uma cobertura de 73 por cento a nível de postos administrativos”, realçou Mamudo Ibraimo.
    Ao levar as comunicações às zonas economicamente menos favorecidas – conforme acrescentou Mamudo Ibraimo – “não só providenciaremos serviços de voz, sms e dados, como também daremos a possibilidade aos residentes locais de se beneficiarem de serviços financeiros, através da nossa plataforma mKesh, podendo as populações, de forma mais fácil, receber e transferir montantes para outros pontos do País, assim como estimular as suas poupanças de forma mais segura”.
    Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração do INCM, Isidoro Pedro da Silva, indicou que, ao abrigo dos projectos de Acesso Universal, “até à data foram cobertas 21 localidades nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete e Niassa, beneficiando uma população de 254.691 habitantes”.
    “Neste momento, está em curso a cobertura de 22 localidades nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, para beneficiar 353.022 habitantes”, frisou Isidoro Pedro da Silva, ajuntando que, “no futuro, o Governo vai continuar os esforços no sentido de garantir as comunicações a todos os cidadãos no território nacional”.

    Na mesma ocasião, foi igualmente celebrado um acordo similar, envolvendo a operadora Movitel, respeitante ao lote 1, correspondente a 15 localidades da zona Sul do País, num valor de 217 milhões de meticais.

  • Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira para o Sector de Minas e Petróleos

    O sector privado, representado pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, distancia-se da informação veiculada por alguns órgãos de comunicação social, segundo a qual foi aprovada a proposta de Revisão dos Regulamentos relativos aos Mecanismos e Procedimentos para Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira para o Sector de Minas e Petróleos.
    Este posicionamento surge na medida em que a CTA solicitou à Ministra do Trabalho e ao Presidente da Comissão Consultiva do Trabalho a prorrogação do prazo do envio da posição da CTA, a ser entregue à Ministra até ao próximo dia 14 de Junho.

    Na referida carta, a organização sustenta que “tratando-se de matérias tão sensíveis e de capital importância, torna-se imperioso proceder à auscultação do sector privado, a nível nacional, e assim evitar eventuais animosidades e instabilidade económica e social no mercado”.

    Sucede que a CTA apenas recebeu as propostas no dia 14 de Maio do corrente ano, tendo-lhe sido solicitada a apresentar a sua posição no dia 22 de Maio, data da realização da Plenária da CCT-Comissão Consultiva do Trabalho, ou seja, foi-lhe concedido o prazo de 5 dias úteis, para consultar as 75 associações empresariais, a nível de todo País.

    Entretanto, a CTA considera que os fundamentos apresentados nas propostas constituem um problema social real e bastante actual, ao qual o sector privado não está alheio, devendo deste modo analisar, ponderadamente, para que a solução das actuais anomalias não crie outras novas, mais prejudiciais para o País.

    “Lamentamos que já tenha sido publicado em alguns órgãos de informação que as propostas de Revisão dos Regulamentos Relativos aos Mecanismos e Procedimentos para a Contratação de Cidadãos de Nacionalidade Estrangeira tenham sido aprovadas na Plenária da CCT de 22 de Maio”, finaliza a carta da CTA.

  • Maputo acolhe iniciativa Leadership Challenge

    Moçambique acolheu pela primeira vez a iniciativa Leadership Challenge, uma campanha estudantil da região austral de África, que visa oferecer ao mercado de trabalho profissionais de qualidade.
    Organizado pela AIESEC – Associação Internacional de Estudantes de Economia, o evento teve lugar, em Maputo, no sábado último.
    Trata-se de uma iniciativa que está igualmente a ser implementada em alguns países da região, nomeadamente, África do Sul, Tanzânia e Botswana, e tem como objectivo recrutar os melhores estudantes finalistas ou recém-graduados de diferentes universidades para fortalecer o mercado de trabalho.
    Em Moçambique, a iniciativa reuniu vinte melhores estudantes finalistas e recém-graduados das maiores universidades do País, tais como a Universidade Eduardo Mondlane, Universidade Pedagógica, ISCTEM e Politécnica, para além de representantes de algumas empresas nacionais.
    De acordo com o presidente da AIESEC, Francisco Maibaze, as empresas nacionais têm dificuldades de alcançar os melhores estudantes dentro das universidades: "Esta iniciativa facilita todo esse processo, criando um ambiente de troca de experiências entre jovens estudantes e agentes económicos”, frisou.
    Para além de fortalecer o mercado de trabalho, segundo Maibaze, a iniciativa tem também como objectivo principal garantir que os jovens estudantes obtenham experiências de trabalho em equipe, pois “normalmente, quando o estudante está na universidade tem um grupo de estudo, o mesmo acontece no mercado de emprego, onde trabalha em equipa”.
    Conforme referiu o presidente da AIESEC, dos 20 estudantes, serão seleccionados dois melhores para um estágio internacional na Tanzânia e outro na África do Sul.
    Por seu turno, um dos participantes no evento, José Chiluvane, finalista do curso de Economia da Universidade Eduardo Mondlane, acredita que a iniciativa vai desenvolver competências aos jovens estudantes para melhor contribuir para o desenvolvimento do País.
    De acordo com Chiluvane, em Moçambique não existe uma relação directa entre empreendedorismo e inovação, “por isso, em 2012, Moçambique posicionou-se, em segundo lugar na região, em inovação, mas no mesmo ano, posicionou-se nos últimos lugares em termos de empreendedorismo”.
    Enquanto isso, Erick Pinto Costa, representante da Gemprel, uma das empresas parceiras da AIESEC, afirmou que a sua instituição acolheu a iniciativa com agrado e resolveu apoiá-la.
    “A partir deste evento, vamos receber alguns jovens que estão aqui para um estágio profissional no sector de administração e marketing da nossa empresa”, referiu Erick Costa.
    Erick Pinto Costa acrescentou ainda que uma das grandes barreiras que o jovem recém-graduado encontra no mercado de trabalho é a experiência: “Por isso estamos aqui para dar um impulso ao jovem para uma melhor inserção no mercado de emprego”, finalizou.

  • Mais uma vez as 100 Maiores Empresas de Moçambique

    A KPMG Moçambique irá dar início, no mês de Junho do presente ano, ao processo de recolha de dados através do envio de um questionário, que captará os dados necessários à compilação da pesquisa sobre “As 100 Maiores Empresas de Moçambique”.

    O questionário da pesquisa ficará a cargo da KPMG Moçambique, SA. Numa primeira fase da pesquisa, a KPMG irá confirmar os contactos das empresas, tais como: nomes dos directores, números de telefones fixos, fax e telemóveis, o e-mail e o nome dos respectivos directores. A posterior enviar-se-á o questionário para a participação das empresas na Pesquisa sobre “As 100 Maiores Empresas de Moçambique”.

    Para a presente edição, a KPMG terá como parceiro a DDB Moçambique, que será a responsável pela parte comercial da revista.

    Porque a participação nesta pesquisa é uma verdadeira oportunidade para que todos possam contribuir para a análise do desempenho empresarial nos vários sectores da economia, a KPMG vem através deste comunicado de imprensa de manifestar o seu apreço e solicitar a vossa participação na presente edição – 2013.

    Promover a transparência, dar credibilidade ao mercado nacional e aumentar o nível de competitividade da comunidade empresarial, assim como fornecer uma ferramenta de análise à sociedade, continuam a ser factores de orientação da KPMG para a realização desta pesquisa.

  • EDM fecha contratos de empreitada e de fiscalização para centrais hidroeléctricas

    A Electricidade de Moçambique,E.P, (EDM) celebrou, sexta-Feira última, em Maputo, um contrato de empreitada com o consórcio constituído pelas empresas francesas Cegelec e Hydrokarst e outro de fiscalização com a empresa alemã Fichtner, no âmbito do projecto de reabilitação das Centrais Hidroeléctricas de Mavuzi e Chicamba, na Província de Manica.
    Para a restauração das duas centrais hidroeléctricas, com o custo total de cerca 95 milhões de euros (equivalente a 122 milhões de dólares), a Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (ASDI) desembolsou 300 milhões de coroas suecas (cerca de 35 milhões de euros) sob a forma de donativo, a Agência Francesa de Desenvolvimento comparticipa com 50 milhões de euros enquanto o Banco Alemão de Investimentos (KfW) desembolsou 18 milhões de euros (cerca de 23.6 milhões de dólares) sob forma de empréstimo concessional.
    Com uma duração prevista de dois anos e meio, o projecto de reabilitação das Centrais Hidroeléctricas de Mavuzi e Chicamba consiste na substituição dos Grupos Geradores 1 e 2, por novos, reabilitação dos Grupos 3, 4 e 5, modernização dos sistemas de controlo, protecção e comando, fornecimento de quatro novos transformadores, reabilitação de equipamento de alta tensão de 110 KV na subestação principal, incluindo novos equipamentos de protecção das infra-estruturas, reabilitação das comportas, assim como a reabilitação e asfaltagem de cerca de 14 quilómetros de estrada de acesso à central.
    Testemunharam a cerimónia de assinatura dos contratos de empreitada e fiscalização o Ministro da Energia, Salvador Namburete, o Presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto de Sousa Fernando, a Embaixadora do Reino da Suécia, Ulla Andrén, o Embaixador da Alemanha, Ulrich Klockner, o Primeiro Conselheiro da Embaixada da França, Cyril Gérardon, entre outros convidados.
    Intervindo na ocasião, o Ministro da Energia disse que “este passo importante que acabamos de realizar é resultado dos esforços do Governo de Moçambique, que, com o apoio dos seus parceiros de desenvolvimento, têm-se empenhado na criação de condições que permitam melhorar a eficiência no aproveitamento dos recursos de que o País dispõe”.
    Por sua vez, Augusto de Sousa Fernando, PCA da EDM, referiu que “a assinatura do contrato de empreitada e de fiscalização das obras para a reabilitação das Centrais Hidroeléctricas de Chicamba e Mavuzi marca o fim de um processo longo e, por vezes, sinuoso, bem como o início de uma nova fase há muito esperada para estes dois importantes e históricos sistemas”.
    “A nossa expectativa é aumentar a nossa capacidade de geração, maior fiabilidade e disponibilidade dos equipamentos e maior produtividade, pois só assim, cumpriremos a nossa missão de fornecer energia eléctrica aos moçambicanos, com qualidade e fiabilidade, no âmbito do Programa Quinquenal do Governo”, frisou o Presidente do Conselho de Administração da EDM.
    Usando igualmente da palavra, a diplomata sueca, Ulla Andrén, disse, por sua vez, que “Moçambique tem uma economia de crescimento muito rápida e com uma demanda crescente de electricidade. Ao mesmo tempo, a capacidade de produção de energia não aumentou suficientemente, para ir de encontro com a demanda. Aumentar a capacidade para a produção de energia segura e sustentável é crucial para a redução da pobreza no País e para satisfazer as necessidades económicas e sociais básicas”.
    Com a reabilitação das referidas centrais, a capacidade de geração passará dos actuais 63 MW para 86 MW, para além de se assegurar maior disponibilidade e reforço da qualidade de energia fornecida na região centro, com particular incidência para as províncias de Manica e Sofala.
    Refira-se que a Central de Mavuzi foi construída na década 50, enquanto a da Chicamba na década 60, e desde a sua construção será a primeira vez que se beneficiam de uma reabilitação de grande envergadura.

  • M-Pesa = moeda electrónica em Moçambique

    A entrada em funcionamento de instituições de prestação de serviços financeiros com recurso à telefonia móvel cria uma oportunidade para que muito rapidamente os habitantes dos distritos sem nenhum ponto de acesso passem a tirar benefícios desta via alternativa de serviços financeiros.

    Segundo o governador do Banco de Moçambique (BM), Ernesto Gove, os investidores devem primar pela inovação, modernização e realização de fortes investimentos em sistemas e tecnologias de informação para que haja uma rápida e abrangente expansão dos serviços financeiros, mas sem prejuízo da observância rigorosa de critérios de gestão sã e prudente das instituições financeiras”,

    Ernesto Gove falava ontem em Maputo durante uma cerimónia de lançamento “m-pesa”, um serviço financeiro da operadora Vodacom que consiste no uso do telefone móvel celular para o envio e recebimento de dinheiro, pagamento de serviços diversos e compra de recargas. Pode igualmente ser utilizado para o pagamento de salários e amortização de créditos às microfinanças.

    Dados estatísticos do Banco Central relativos ao acesso aos serviços financeiros mostram que existem 65 distritos sem agências bancárias.

    Contudo, segundo o governador, daquele número, 23 têm pelo menos um ponto alternativo de acesso a algum tipo de serviço financeiro, quer através de organizações de poupança e empréstimo e de operadores de microcrédito, quer de agentes de instituições de moeda electrónica.

    “Quando incluídos os agentes de instituições de moeda electrónica, o número de distritos com acesso aos produtos e serviços financeiros eleva-se para 86, o correspondente a uma cobertura em cerca de 67 por cento do total dos distritos do país”, afirmou.

    Na mesma ocasião, Lucas Chachine, administrador da Vodacom Moçambique, explicou que com o “m-pesa” pretende-se também contribuir para a redução das restrições à inclusão financeira, nomeadamente a distância e o custo das transacções.

    Chachine frisou que o “e-pesa” foi lançado no Quénia, em 2007, pelo grupo Vodafone e está agora em oito países movimentando mais de 17 milhões de utilizadores em África, cobrindo, a nível mundial, cerca de 220 milhões de pessoas.

    “A partir de agora, todos os moçambicanos passam a poder movimentar o seu dinheiro de forma fácil, segura e eficaz, necessitando apenas de ter um cartão de identidade nacional ou passaporte e um número da Vodacom para efectuar depósitos, levantamentos, envio de valores, pagamento de serviços e muito mais”, disse Lucas Chachine.

  • Estilista Taibo Bacar lança com grupo português marca de mobiliário e decoração

    O grupo português Emol vai lançar uma marca de mobiliário e artigos de decoração assinada pelo estilista moçambicano Taibo Bacar, que será produzida em Portugal e comercializada em África e na Europa, disse à macauhub em Maputo um responsável da grupo em Moçambique.

    Eduardo Fernandes, responsável pelas operações do grupo português em Moçambique, disse ainda que Taibo Bacar está actualmente a desenhar os protótipos que o grupo vai produzir na sua fábrica em Vandoma, no concelho de Paredes (norte de Portugal), uma região tradicionalmente ligada à produção de mobiliário.

    “Quando os modelos foram aprovados pelo Taibo e pelo grupo, vamos dar início à produção dos móveis e dos artigos de decoração, processo que esperamos arranque já em Julho”, adiantou Eduardo Fernandes.

    Segundo Fernandes, os primeiros artigos da marca luso-moçambicana deverão ser apresentados ao público na semana da moda da África do Sul, no final de Outubro, num claro “piscar de olhos” a este mercado, onde esperam vir a comercializar os produtos.

    Ainda ao nível do continente africano, Moçambique e Angola serão as outras “grandes apostas” da “Taibo Bacar – Signature Furniture”, enquanto que Portugal será o país de lançamento” da marca no mercado europeu.

    Em estudo está também a possibilidade de construção de uma fábrica de mobiliário do grupo em Moçambique, disse ainda o responsável da empresa, que, em 2012, teve um volume de negócios de mais de quatro milhões de euros e que este deverá aumentar 30%.

  • Capulana para o Guiness Book

    Capulana para o Guiness Book

    O maior desfile de capulanas do mundo vai acontecer, entre os dias 27 e 29 de Setembro próximo, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado. Organizado pelo “Centro de Conhecimento e Desenvolvimento Samora Machel” e a organização “Estratégia Moçambique”, com o alto patrocínio da mcel-Moçambique Celular.
    O desfile vai percorrer alguns pontos do País, como Maputo, Beira e Nampula, tendo o seu término em Pemba, onde se espera uma grandiosa exibição da capulana, que curiosamente calha na data em que Samora Machel, se estivesse vivo, completaria 80 anos.
    Trata-se de um festival que concorre para o Livro dos Recordes Mundiais também conhecido por “Guinness Book”, uma vez que estarão no País, alguns membros do jurado desta que é considerada a segunda publicação mais lida no mundo.
    Olívia Machel, filha do primeiro Presidente da República de Moçambique, membro da organização, disse que a expectativa do festival é juntar na cidade de Pemba 15 mil mulheres vestidas de capulana.
    Aliás, conforme realçou Olívia Machel, um dos objectivos do festival, para além de homenagear a mulher moçambicana e promover a capulana, é projectar o nome de Moçambique além fronteiras, concorrendo para o Guinness World Records.
    “Como sabe, para se entrar no Guinness Book, é preciso propor algo jamais visto. Neste caso, o festival da capulana nunca foi registado nesta publicação, por isso fomos aceites pelo jurado”, frisou.
    A nossa interlocutora explicou ainda que o festival da capulana enquadra-se nos objectivos do Centro de Conhecimento e Desenvolvimento Samora Machel, do qual faz parte: “Este Centro tem como vocação a investigação e disseminação de conhecimentos, e nós achamos que a capulana enquadra-se perfeitamente naquilo que são os objectivos desta instituição”, frisou.
    Por seu turno, Zófimo Muiuane, representante da mcel, patrocinadora do evento, salientou que a sua instituição abraçou o evento por se tratar de uma iniciativa inovadora que vai levar o nome de Moçambique além fronteiras. “Vai ser um orgulho para o País e orgulho para todos nós”, referiu.

    ©Zeca de Oliveira
    ©Zeca de Oliveira
  • Carvão contribui com 60% para economia de Tete

    A extração de carvão mineral contribuiu em 60% para o crescimento da economia de Tete, no período 2011-12, anunciou hoje o governador daquela província do centro de Moçambique.

    Falando na abertura da nona sessão plenária do Observatório do Desenvolvimento da provincia, Ratxide Gogo disse que, apesar de alguns constrangimentos, que não nomeou, a produção global de Tete cresceu 129,6%, tendo passado de 32.251,62 milhões de meticais (cerca de 826 mil euros) em 2011, para 74.063,33 milhões de meticais (cerca de 1.89 milhões de euros) em 2012.

    Além da indústria extrativa contribuíram ainda para o crescimento da economia da província os setores da agricultura, (16,88%), da indústria transformadora (6,23%) e o sector de transportes e comunicações (5,10%).

    A maior contribuição do sector da agricultura para o crescimento da economia foi explicada com a disponibilização de sementes de alta produtividade, insumos agrícolas, melhoria na assistência técnica pelos serviços de extensão rural e financiamento de microprojectos para a produção de comida, no âmbito do fundo de desenvolvimento distrital.

  • Energia sob avaliação

    Maputo vai acolher na próxima semana a conferência "Desafios no Setor de Energia", para fornecer às empresas estrangeiras uma visão sobre o setor até 2025, indicou hoje a empresa portuguesa promotora do evento.

    Segundo Paulo Soares de Oliveira, da PSO, empresa portuguesa de comunicação estratégica que organiza o evento, oradores e representantes de empresas de vários países vão debater os últimos desenvolvimentos do setor de energia em Moçambique e as perspetivas até 2025.

    "Nós identificámos ao nível energético, com várias empresas europeias, uma necessidade de conhecer melhor o que seria a realidade moçambicana em termos transversais no setor energético", disse Paulo Soares de Oliveira.

    O encontro vai debruçar-se também sobre as áreas relacionadas com o ramo de energia, nomeadamente, transportes, logística, enquadramento legal e formação de pessoal.

    "Temos um núcleo empresarial europeu com um conhecimento ainda muito fraco do potencial que Moçambique detém no setor energético e há a necessidade de clarificar qual é o rumo que o país vai seguir nesse ramo", sublinhou Paulo Soares de Oliveira.

    A conferência terá a participação do primeiro-ministro moçambicano, Alberto Vaquina, na abertura e do ministro da Energia, Salvador Namburete, bem como a participação de gestores de empresas moçambicanas e estrangeiras que operam no setor energético e afins.

  • CEI e os desafios da Indústria da Energia

    Vai ter lugar nos dias 22 e 23 de Maio no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo a CEI
    Moçambique 2013 – Challenges in the Energy Industry Cross-Sectoral Overview.
    A CEI Moçambique 2013 vai juntar experts de vários sectores durante dois dias para debater e analisar o panorama da energia e áreas tangentes (construção, transportes e logística) e criar bases de entendimento e de discussão para projectos de enorme repercussão económica.
    Em discussão vão estar as necessidades, potencialidades e objectivos para cada um destes sectores ao mesmo tempo que se traça um planeamento estratégico e de financiamento, analisa-se o enquadramento legal para empresas que se instalem em Moçambique e a formação de quadros. Além disso, existe a possibilidade de se criar sinergias e colaborações nos sectores referidos através de um business networking promovido pela conferência.
    Para mais informações poderão aceder ao site da Conferência através do link: http://ceimozambique2013.com.

  • The Edge Group chega a Moçambique

    O The Edge Group acaba de nomear Bruno Glória como Country Manager para Moçambique, país em que a holding está a preparar-se para iniciar atividade.
    Os mercados imobiliário, agrícola e de energias são as áreas em que Bruno Glória está ativamente concentrado em analisar oportunidades de negócio para a entrada do The Edge Group neste país. José Luís Pinto Basto, CEO do The
    Edge Group, refere que "Moçambique é um país com grande potencial de crescimento e que está a merecer uma grande atenção por parte de grupos empresariais de várias áreas.
    Portugal, pela proximidade histórica que nos une, tem um papel importante na dinamização da economia de Moçambique". Com um percurso profissional ligado à gestão de empresas e consultoria, Bruno Glória foi até recentemente diretor geral da Marina Baía, a primeira marina de Luanda e projeto emblemático para Angola. Antes, foi senior manager na KPMG Angola, responsável das áreas de Estratégia, Processos e Estudos de Mercado.