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  • Planificar é bom

    O presidente da Associação de Hotéis do Sul de Moçambique, Quessanias Matsombe, fala dos desafios inerentes à necessária planificação no sector turístico e dá soluções sobre como resolver algumas problemáticas, como a requalificação da Marginal de Maputo. Saiba como com a Capital.

    Helga Nunes in Revista Capital

    Um dos desafios do Governo passa pela planificação. A que nível poderá funcionar a planificação que irá permitir um turismo integrado?

    O projecto da construção da circular de Maputo ao longo da Marginal é um exemplo. A planificação significa envolver todas as estruturas. Ao fazer a planificação das actividades para um território temos de perceber que determinada zona é para a agricultura, outra é para o turismo, ou mesmo reserva do Estado. Acredito que isso deve estar a acontecer. Mas quando chego a uma zona de influência turística como Pemba, Ponta de Ouro, verifico que num local onde deveria estar um hotel de cinco estrelas está uma barraca. São espaços tão nobres que se o Estado tivesse uma planificação adequada no devido tempo estaria ali um grande investimento a permitir emprego as pessoas e a possibilitar a colecta de impostos.

    O turismo baseia a sua actividade na gestão dos recursos naturais, vende a qualidade dos seus recursos naturais. Mas o que verificamos é que não há o cuidado de planear cuidadosamente as actividades que devem ser desenvolvidas nessas zonas. Os actores nesses locais tomam as decisões conforme o seu entendimento. Teremos de começar do zero, olhando para o Mapa de Moçambique, e planificar. O Ministério do Turismo não é o culpado porque no terreno existem outros intervenientes que fazem o contrário.

    Acha que a requalificação da Marginal de Maputo vai beneficiar o Turismo? Tem havido algumas críticas em relação a essa requalificação.

    Na minha opinião deveria ter havido mais envolvimento dos actores do turismo. Mas talvez o Município tenha razão. O Município diz que a zona ficará bonita mas como não fomos consultados, estamos preocupados. O nosso conceito do que deveria ser a marginal pode não se confirmar. Meter quatro faixas ao longo da marginal poderá criar um grande fluxo de trânsito, camiões de grande porte que irão incomodar, não só os banhistas mas, também as pessoas cujas casas estão à beira da estrada.

    Do ponto de vista do ambiente que se vai criar, a marginal não será propícia ao repouso. E de alguma maneira, aquela zona toda irá desvalorizar do ponto de vista de qualidade de vida. Isto tudo devido a esse futuro fluxo rodoviário. A autoestrada devia passar por detrás do Bairro Triunfo e da Costa do Sol, paralelamente á marginal, que deve ser meramente turística.

  • Os segredos da união entre Moçambique e Brasil

    Os brasileiros vêm a Moçambique a negócios e por razões culturais e turísticas. Os laços histórico-culturais comuns são atractivos mais do que suficientes para aproximar ambos os povos, segundo o conselheiro económico para Assuntos de Turismo da Embaixada de Moçambique em Brasília, Romualdo Johnam.

    Helga Nunes (in revista Capital)

    Apesar do crescimento verificado nos últimos anos, as relações de cooperação entre Moçambique e Brasil ainda não são significativas. Mas podem encontrar na Arte e no Turismo um factor catalizador, segundo o conselheiro económico para Assuntos de Turismo da Embaixada de Moçambique em Brasília, Romualdo Johnam.

    Em entrevista à Capital, o conselheiro económico deu a conhecer que na questão cultural, o Brasil, actualmente, mostra um grande interesse em vir a Moçambique, pretendendo explorar a sua música, os objectos de artesanato, o cinema, entre outros.

    Um dos exemplos é o interesse demonstrado por um projecto brasileiro de batuque no sentido de vir implementar uma escola.

    Na área do Turismo, as agências de viagem do Brasil também já manifestaram interesse em algumas parcerias. As mesmas pretendem trazer uma missão a Moçambique e levar daqui uma missão, de modo a ver as formas de propiciar a criação de pacotes turísticos.

    Moçambicanos não investem no Brasil

    Enquanto os brasileiros interessam-se por investir em Moçambique, o inverso contudo não acontece.

    “Temos estado a trabalhar com as Câmaras de Comércio Moçambique-Brasil, uma com sede em Minas Gerais, outra em Vitória e São Paulo, no sentido de levar os empresários moçambicanos de vários domínios a palestras onde possamos mostrar as oportunidades no Brasil”, revela o conselheiro económico. Contudo, as relações comerciais ainda são fracas, com a balança a favorecer em larga medida o Brasil.

    Agricultura e minas são outros domínios da cooperação

    O conselheiro económico constatou também o interesse de vários brasileiros em investir no sector das Minas, Saúde e Agro-pecuária.

    A cooperação estende-se também à área das energias. A esse nível, o Brasil apoia a estratégia nacional de produção de biocombustíveis, a qual visa reduzir a factura de importação de combustíveis fósseis, actualmente estimada em 500 milhões de dólares anuais.

    Relações comerciais entre Brasil e Moçambique

    2010

    Exportações do Brasil: 40.7 milhões USD

    Exportações de Moçambique: 2 milhões USD

    2011

    Exportações do Brasil: 81,2 milhões USD

    Exportações de Moçambique: para 4,1 milhões USD

    2012

    Exportações do Brasil: 122,3 milhões USD

    Exportações de Moçambique: 24,1 milhões USD

    Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil

  • Produção de cimento promete impulsionar sector industrial

    Este ano, a produção da indústria transformadora vai crescer 6% mais do que em 2011 e 2012. Para este salto deverão contribuir, além da produção de cimento, os investimentos efectuados em algumas empresas, com destaque para o sub-sector agro-alimentar.

    Espera-se que a produção industrial cresça 5.8% este ano, um desempenho melhor do que o verificado em 2011 e 2012, quando a produção aumentou na ordem dos 3.1 e 3.3%, respectivamente.

    Este resultado, ficará a dever-se, em grande medida, à expectativa de um crescimento significativo na produção de cimento, em resultado da entrada em funcionamento de quatro novas fábricas e à previsão de entrada de mais uma fábrica que tinha sido projectada até ao final de 2012.

    Com efeito, dados do Plano Económico e Social (PES) para 2013 mostram que a produção de cimento vai crescer em 22.4%, depois de apresentar números inferiores nos anos anteriores: 9.7%, em 2012, e 5.4%, em 2011. Espera-se ainda que o peso do cimento no total da produção industrial seja de 5.5%, superado pela Indústria Metalúrgica com 62.1% de peso; Indústrias Alimentares e de Bebidas (20.8%) e Indústria do Tabaco (6.6%).

    Os empreendimentos estarão localizados nos distritos de Chibabava, Inhaminga e nas cidades da Beira e Dondo, na província de Sofala.

    Segundo o director provincial da Indústria de Sofala, José Ferreira, o investimento na construção das respectivas unidades anda à roda de 250 milhões de dólares norte-americanos e duas das fábricas começam já a produzir este ano. Além destas novas unidades industriais, de acordo com a fonte, decorrem trabalhos para a instalação de um novo forno na fábrica de cimento de Dondo, pertencente à Companhia de Cimentos de Moçambique, do grupo Cimentos de Portugal (Cimpor).

    Investimentos em fábricas de agro-processamento

    desenvolvem o sector das bebidas, entre outros

    Entretanto, outros sectores responsáveis pelo impulso à produção industrial incluem a indústria alimentar e bebidas, onde se projecta um salto na ordem dos 11.1%, com o aumento previsto na produção de óleos, transformação de cereais e na produção de produtos de pastelaria e de alimentos para animais.

    Neste sector, destacam-se importantes investimentos que estão a ser efectuados na introdução de novas fábricas de agro-processamento (processamento de arroz, algodão e milho) e de produção de óleo alimentar. Na forja está também a instalação de uma nova linha de produção de rações em Manica bem como o aumento da capacidade de produção de óleos de soja, cerveja e refrigerantes em Nampula.

    A fábrica de cervejas em Nampula está a ampliar a sua capacidade instalada de produção de 480 mil para 650 mil hectolitros por ano.

  • Gás de Moçambique desperta interesse de “gigantes”

    O potencial do país no sector dos hidrocarbonetos, com particular destaque para o gás, está a atrair a atenção de grandes investidores do ramo. Além das companhias que já operam no terreno, umas na produção e outras na prospecção, empresários de origem britânica, americana, lusa e originários de outros países já manifestaram formalmente o interesse de explorar o gás existente em Moçambique.

    In revista Capital

    A indústria dos hidrocarbonetos é uma das que maior potencial possui em Moçambique, um cenário justificado pelas reservas de gás natural existentes. Até ao momento, segundo dados da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), estão identificados quatro campos de gás natural, sendo eles os de Pande, Buzi, Temane e Inhassoro. Em termos de reservas confirmadas de gás natural, o país possui 127.4 biliões de metros cúbicos e encontram-se em exploração apenas as jazidas de Pande e Temane, onde opera a sul-africana SASOL. Entretanto, as recentes descobertas de gás natural indicam um potencial de aproximadamente 160 triliões de pés cúbicos (4.528 biliões de metros cúbicos) apenas na Bacia do Rovuma. A se confirmarem estes dados, Moçambique ascende automaticamente para a quarta posição a nível mundial em termos de reservas de gás natural.

    É na base deste quadro, que grandes investidores do sector dos hidrocarbonetos a nível mundial estão interessados em explorar o gás natural no país. Contudo, as previsões do Governo indicam que só no findar da década, mais precisamente em 2018, é que o país poderá iniciar o processo de comercialização. Neste mesmo período, a contribuição da exploração dos recursos naturais para o crescimento do produto interno bruto poderá passar para dos actuais 1.7% para 13%.

    Nesta perspectiva, o potencial energético do país é visto por agências financeiras renomadas, como é o caso da Economic Intelligence Unit, como a futura alavanca da economia nacional. Dada a capacidade reduzida de consumo a nível doméstico, o fornecimento de gás liquefeito a países asiáticos pode constituir uma forte fonte de renda. Admite-se, no entanto, que o impacto da exploração dos recursos como o gás ainda é reduzido no desenvolvimento sócio-económico do país, pelo que políticas sustentáveis de exploração deverão ser adoptadas no sentido de garantir fluxos equilibrados de redistribuição e riqueza.

    Os grandes interessados

    Além da SASOL, que está a operar em pleno nos blocos de Pande e Temane, temos na bacia do Rovuma multinacionais que estão a investir avultadas somas em trabalhos de pesquisa para aferir da viabilidade comercial das reservas ali existentes. Entre as companhias constam a americana Anadarko, a italina ENI, as indianas Videocon e Barat Petroleum, a japonesa Mitsui, a coreana Kogas, a portuguesa Galp Energia, a Cove Energy e agora a China National Petroleum Corp.

    Em todos os consórcios envolvidos em processos de prospecção nas áreas a bacia do Rovuma, encontra-se a ENH com participações não superiores a 15% como forma de acautelar os interesses do Estado moçambicano.

    Assim, América, Itália, Portugal, Índia, Japão, Coreia e China são alguns dos países originários das multinacionais que estão a fazer a prospecção do gás natural na bacia do Rovuma. Entretanto, a lista dos investidores ainda vai engrossar, com a manifestação formal do interesse de companhias vindas de países como a Rússia. Informações veiculadas pela agência financeira Bloomberg indicavam a pretensão do grupo russo Gazprom de adquirir participações do grupo italiano ENI, num dos blocos em que a empresa está presente no Rovuma. Enquanto isso, em Março, a venda de participações à China National Petroleum Corp permitiu à ENI um encaixe financeiro na ordem dos 4.2 biliões de dólares.

    Até aqui, as descobertas feitas no Rovuma colocam a portuguesa Galp numa situação privilegiada a médio-longo prazos, no que diz respeito à sua carteira de activos de exploração e à produção de gás natural.

    Por outro lado, mais empresas americanas estão interessadas em investir no mercado moçambicano para explorar o carvão e o gás natural, sendo que para a sua entrada, os empresários americanos deverão privilegiar parcerias com empresas lusas já estabelecidas no país.

    Empresas que detêm participações na Bacia do Rovuma

    Na área 1

    . Anadarko (americana) – 36,5%

    . ENH (moçambicana) – 15%

    . Videocon (indiana) – 10%

    . Barat Petrole (indiana) – 10%

    . Mitsui (japonesa) – 20%

    . Cove Energy – 8,5%

    Na área 4

    ENI (italiana) – 50%

    China National Petroleum Corp (chinesa) – 20%

    ENH (moçambicana) – 10%

    Galp Energia (portuguesa) – 10%

    Kogas (coreana) – 10%

  • Sector dos minérios em crescimento

    Depois do início da exploração do carvão pela Vale, em 2011, o desempenho da indústria extractiva tem perspectivas de crescimento significativo, esperando-se que no futuro seja o pivot do crescimento económico.

    Previsões para este ano apontam para um crescimento global de cerca de 18.6% comparativamente às previsões de 2012. A produção de Carvão prevista ascende a 6 milhões de toneladas de carvão “coque” e 1,5 milhões toneladas de carvão térmico. Assim, a produção deste mineral irá registar o crescimento de 20% e 61.2% respectivamente.

    Na produção das areias pesadas de Moma, prevê-se para 2013 o decréscimento de 11.0% da produção Zircão e 30.0% no Rútilo.

    Insuficiência de vias

    Neste momento, o grande constrangimento das multinacionais que operam em Tete é o défice de vias para o transporte de carvão para os diferentes Portos, face às limitações de carga da linha férrea de Sena. É para fazer face a este constrangimento que a Vale está a construir uma ferrovia que vai de Tete ao Porto de Nacala passando pelo Malawi. Orçada em 1.1 biliões de dólares norte-americanos, a execução da obra irá compreender a construção de 136 quilómetros e a reabilitação de outros 99 quilómetros. Espera-se que seja concluída em 2014.

  • Formação na área mineira com novos horizontes

    Há, fundamentalmente, duas formas de aproveitar plenamente a presença dos recursos naturais para benefício do país: oferecer produtos e serviços às multinacionais que estão nos campos de prospecção e de produção, e formar quadros nacionais para trabalharem nos respectivos projectos. Se ainda é difícil avançar com o primeiro aspecto, por motivos vários, pelo menos há avanços em relação ao segundo.

    In revista Capital

    Depois de Angola e Malásia, a África do Sul, Trinidade Tobago e Noruega são outros países que, a partir deste ano, irão formar jovens moçambicanos na área geológico-mineira.

    Trata-se de uma maratona contra o relógio, que pretende dar resposta à insuficiência de pessoal qualificado, sobretudo nas áreas de petróleos e de carvão, que ganham cada vez maior expressão em Moçambique, com grandes reservas de carboníferas em Tete e a descoberta de amplos campos de gás natural na Bacia do Ruvuma, no norte do país.

    Recentemente, uma bolsa de estudos financiada pela empresa sul-africana Sasol e apoiada pelo Governo através do Ministério dos Recursos Minerais beneficiou 30 jovens moçambicanos. Daquele grupo saíram os primeiros 10 estudantes que, em Fevereiro, iniciaram uma formação na África do Sul. Os restantes 20 vão frequentar cursos da mesma área em instituições nacionais de ensino superior.

    O Governo e a Sasol acordaram estender a experiência nos próximos dois anos. Ou seja, enviar mais 10 estudantes para a África do Sul e colocar 20 a estudar internamente em 2014 e 2015, totalizando 90 quadros, 30 dos quais formados no país vizinho. Anualmente, os gastos serão de 390 mil dólares americanos, esperando-se que cada grupo conclua a formação em cinco anos.

    País espera formar mais de 4 mil técnicos

    Neste momento, o país conta com cerca 150 estudantes que já beneficiam de bolsas de estudo e a frequentarem cursos médios e superiores dentro e fora do país, no quadro da Estratégia de Formação e Capacitação de Recursos Humanos para o Sector dos Recursos Minerais, elaborada pelo Ministério de tutela.

    Para além de cursos específicos, como geologia, engenharia de petróleos ou perfuração, há outros considerados transversais e nos quais os moçambicanos se estão igualmente a formar, como economia, direito e psicologia.

    A Estratégia de Formação e Capacitação de Recursos Humanos para o Sector dos Recursos Minerais está orçada em 138 milhões de dólares americanos, e foi desenhada para o período compreendido entre os anos 2010 e 2020, década durante a qual espera-se formar um total de 4.220 técnicos, dentro e fora do país, como forma de responder aos desafios do sector.

    À luz deste instrumento, foram enviados para a Malásia, na Universidade de Petronas, 10 estudantes em 2010, 19 em 2011 e outros 19 no ano passado, que, juntando-se aos que foram estudar antes, totalizam cerca de 80. Há também casos isolados de estudantes de engenharia de petróleos: um na Holanda e outro na Noruega. Em Angola, no Instituto Nacional de Petróleos, formam-se dois moçambicanos, mas o plano de Governo passa por enviar, anualmente, 15 estudantes.

    Segundo informações recentes do Ministério dos Recursos Minerais, há contactos com os governos de Trinidade Tobago e da Noruega para o envio de estudantes nacionais a partir deste ano. Para Trinidade Toago já estão inscritos 10 estudantes, numa primeira fase, que vão frequentar cursos em áreas especialmente viradas para os petróleos.

    Internamente, os moçambicanos são formados pelo Departamento de Geologia da UEM, que tem capacidade para admitir 25 estudantes e gradua anualmente uma média de 15 estudantes. O Instituto Superior Politécnico de Tete admite anualmente 40 estudantes e gradua cerca de 15, e, por sua vez, o Instituto Médio de Geologia de Moatize admite anualmente cerca de 86 estudantes e gradua em média 22.

    A estratégia tem como fontes de financiamento o Orçamento do Estado, o Fundo de Bolsas, as contribuições de empresas no âmbito dos contratos, parceiros de cooperação, entre outras.

    FACTOS & NÚMEROS

    Estudantes Moçambicanos na área mineira

    Dentro e fora do país: cerca de 150

    Malásia: cerca de 80

    África do Sul: 10

    Angola: 2

    Meta para 2010: 4.220

  • Ponte de Boane à espera de solução

    A ponte de Boane, sobre o rio Umbeluzi, desabou em Janeiro do ano passado na sequência das enchurradas, agravando as condições de vida das populações do distrito de Boane.

    Desde então, os moradores dos bairros de Xideanine, Combatentes e Massaca, que tinham naquela infraestrutura a via mais rápida para aceder à vila-sede de Boane, viram o seu dia-a-dia transformar-se num autêntico embróglio, sobretudo devido às dificuldades de acesso.

    Com a queda da ponte, o custo dos transporte a partir desses bairros à vila – onde as pessoas compram os seus bens de primeira necessidade – aumentou na altura de seis para 10 meticais.

    A dita cuja ponte estabelece também a ligação entre o distrito de Boane e demais locais com notório potencial agrícola, nomeadamente, os Pequenos Libombos e os distritos de Goba e Matutuíne.

    Em Massaca, onde habitualmente impera a falta de água potável, as populações vêm-se na contingência de efectuar longas caminhadas até à barragem dos Pequenos Limbombos para adquirir o precioso líquido.

    Em Outubro do ano passado, o ministro das Obras Públicas e Habitação visitou o local e avançou que a solução definitiva do problema passaria pela construção de uma ponte, que se encontra contemplada no projecto da estrada Boane-Ponta D’Ouro. Um projecto que surge, por sua vez, no âmbito da construção da Ponte Maputo-Katembe.

    Na ocasião, Cadmiel Muthemba assegurou ainda que a Administração Nacional de Estradas (ANE) estava a avançar com uma solução provisória, que passaria pela reparação da ponte a partir de finais de Novembro de 2012. Contudo, tal ainda não aconteceu.

    Actualmente, se o condutor mais aventureiro quiser transitar naquele local ‘sem dar outras voltas’, terá necessariamente de arriscar e atravessar as águas do rio Umbeluzi dentro da sua própria viatura. Fica, entretanto, uma questão no ar: Para quando uma solução viável?

  • Vendendo o Moçambique Imobiliário

    A empresa REC (Real State Consulting) dedica-se à consultoria imobiliária e faz uma clara aposta nos estudos de mercado. José Castilho, seu director geral, fala sobre o mercado imobiliário em Moçambique, as disparidades nos preços e alguma especulação associada, sobretudo em locais agraciados por grandes investimentos.

    In revista Capital

    Em que contexto a REC | Real Estate Consulting abraçou o mercado moçambicano?

    A REC é uma empresa moçambicana presente no mercado há 12 anos. Em Janeiro de 2012, alterámos a designação social porque especializámos o nosso âmbito de actuação e os serviços profissionais que prestamos. O mercado imobiliário em Moçambique é a nossa vocação e é num contexto de crescimento e profissionalização desse mercado que nos inserimos. Actuamos prestando serviços de consultoria imobiliária de A a Z, excluindo a construção. A nossa actividade é muito forte na oferta de estudos de mercado, viabilidade de projectos de investimento imobiliário, estudos de “Best Use”, avaliações e planos de pormenor na nossa área da consultoria e uma forte especialização nos segmentos de Retail, Logística, Escritórios e Imobiliário relacionado com o Turismo, na área de Intermediação imobiliária. Naturalmente, quanto maior é a especialização mais necessidade temos de nos socorrer de quadros com formação e experiência adequada pelo que temos vindo a estabelecer parcerias com players internacionais muito fortes e com abrangência mundial para quem os standards de serviço são necessariamente muito altos. É esse o caminho que queremos seguir.

    A área imobiliária é relativamente nova em Moçambique. Como é que caracteriza o actual estágio deste mercado?

    De facto, o mercado imobiliário está em formação. Desde o início do ano corrente que se assiste a um crescimento do número de promotores que se estão a estabelecer com uma oferta de qualidade nos sectores imobiliários em que apostamos, constituindo excepção um ou outro promotor com presença anterior que já ofereciam esses produtos. Porém, em matéria de serviços especializados há poucas empresas presentes que têm capacidade de entender o mercado imobiliário mais profissional, o que constitui um desafio e uma oportunidade para as empresas moçambicanas que, como nós, têm vindo a investir na formação de equipas e captação de Know How para um mercado que ainda não tem a procura por parte dos promotores que será necessária para sustentar tal investimento. O que isto significa é que temos assistido a algumas disparidades nos preços de mercado e alguma especulação no que diz respeito a localizações novas originadas pelos grandes investimentos no país, nomeadamente nas cidades onde os sectores mineiros, portos, e de “Gas and Oil” estão presentes. É preciso que os promotores imobiliários suportem os seus investimentos em estudos profissionais de padrões internacionais, em trabalho de intermediação especializado e em análises financeiras rigorosas, sob pena de não conseguirem atrair investimento para os seus projectos junto de investidores profissionais no mercado imobiliário, que entendem bem a linguagem da negociação, mas sobretudo uma linguagem técnica muito específica e independente que os fará motivar para essa negociação.

    Qual é o diferencial da Real Estate Consulting face a concorrência?

    Diferenciamo-nos nas seguintes vertentes: Profissionalização, especialização e âmbito internacional. Apostámos imenso na integração de quadros com curriculum profissional e académico muito forte e em certificação segundo normas internacionais, no sentido da profissionalização dos serviços. Especializámo-nos em diferentes sectores do imobiliário, excluímos outros onde uma empresa como a nossa não é competitiva e estabelecemos parcerias internacionais com marcas de referência mundial que nos ajudam a “vender” Moçambique na sua vertente imobiliária.

    Que factores determinam maiores vendas na área imobiliária, segundo a experiência adquirida pela REC?

    Percebo o sentido da sua pergunta e acho que os vossos leitores gostariam de ver uma resposta directa sobre as suas dúvidas de investimento na resposta a essa questão. Mas não há uma resposta directa porque essa resposta depende de algumas variáveis para as quais existem diferentes respostas. Em primeiro lugar, em que sector de actividade imobiliária? Retail? Logística? Residencial? Turismo? Cada uma destas áreas imobiliárias tem uma resposta enquadrada diferente. Em segundo lugar, para que montantes de investimento? Cada tipo de produto tem um mercado diferente e uma colocação em diferentes tipos de investidores/consumidores. Agora, o que lhe posso dizer com toda a certeza é que é possível maximizar vendas sempre que se adequa o produto ao mercado que dele precisa. Para tal, é preciso saber qual é o mercado expectável para o sector e local em que se vai investir e adequar o investimento ao produto que mais pode ser procurado. Isto mitiga o risco do investimento e potencia o sucesso. Como em tudo nos negócios, maior preparação leva a maior sucesso independentemente de excepções bem-sucedidas que todos conhecemos e que quando copiadas também podem levar ao fracasso dos novos projectos.

    Até que ponto a expansão geográfica da cidade de Maputo (novas construções na periferia) representa oportunidades de negócios no sector imobiliário?

    Até ao ponto em que a procura justifique essa expansão. Na cidade de Maputo, e particularmente por parte do Município, assistimos a esforços no sentido de organizar a expansão da cidade com propostas de criação de planos directores, novas vias de acesso, etc.. A cidade em si, como a conhecemos, começa a ter novas construções na periferia, mas é preciso lembrarmo-nos de que essa periferia já existe e tem gente fixada obrigando a alguma preocupação social. Para que isso represente oportunidades de negócio é também necessário que a economia das famílias moçambicanas seja melhorada para que essas famílias tenham acesso a esses produtos e para que os investimentos sejam sustentados. Outra vertente do investimento na periferia que tem a ver com a instalação de novas empresas constitui também uma oportunidade. Porém, os promotores dessas iniciativas devem ponderar os investimentos, porque apesar do crescimento económico a que se assiste, a transferência do rendimento para as famílias não é imediata e isso significa que um investimento poderá estar parado e sem colocação durante bastante tempo. Por outro lado, cumprir os planos de expansão da cidade existentes é fundamental para diminuir riscos.

  • CDM com + lucros

    A empresa Cervejas de Moçambique registou este ano, um crescimento dos lucros em mais de dezassete por cento, comparativamente ao ano passado, totalizando mais de um bilião e quinhentos milhões de meticais.

    De acordo com o relatório de contas da empresa, este incremento é resultado da boa performance das receitas, que foram estimulado pelo aumento significativo das vendas nas zonas norte e sul do país.

    A Auditoria da Empresa de consultoria KPMG, no relatório de contas da empresa Cervejas de Moçambique, referentes ao período entre 2012 e 2013 aponta, que neste intervalo, a companhia fabricante de bebidas alcoólicas registou um balanço financeiro positivo.

    Ao todo, os lucros líquidos da empresa aumentaram em 17,5 por cento, totalizando mais de um bilião e quinhentos milhões de meticais. O facto é justificado pelo incremento do volume das vendas, em doze por cento, liderados pelo aumento significativo nas zonas norte e sul do país. A última registava fraco crescimento nos últimos três anos, e veio no período em análise, a registar um incremento, de dois dígitos.

    O aumento das vendas permitiu que no final do exercício económico a empresa atingisse receitas brutas de mais de nove biliões, em 2013, contra mais de sete biliões, do ano passado.

    O relatório da KPMG indica ainda que o Estado arrecadou de impostos, da CDM, mais de 625 milhões de meticais contra os anteriores cerca de 428 milhões, em 2012.

    O dividendo dos lucros este ano, será elevado para 8 meticais por acção, contra os anteriores 5 meticais e 72 centavos, do ano passado. O dividendo será proposto para aprovação na Assembleia Geral de Accionistas, no próximo mês.

    Fonte: Notícias

  • Maurícias e Índia procuram oportunidades de negócios

    Delegações empresariais da Índia e das Maurícias encontram-se em Moçambique, em busca de oportunidades de negócios e de troca de experiências, visando o estabelecimento de parcerias com investidores locais.
    As duas delegações são constituídas por empresários de diferentes ramos de actividade, com maior destaque para a área têxtil, agro-negócios, engenharia, construção civil, metalurgia, ourivesaria, energia, transportes, farmácias, plantas ornamentais e medicinais, impressão e publicação, entre outras.
    As delegações mantiveram encontros, em separado, quinta-feira última, em Maputo, em conferências de intercâmbio empresarial, envolvendo a CTA – Confederação das Associações Económicas, representantes do Ministério dos Recursos Minerais, da Indústria e Comércio, e empresários nacionais que operam em áreas similares, com o objectivo de criar sinergias e parcerias, fortalecer as relações bilaterais, incrementar o volume de negócios e identificar representantes e distribuidores dos produtos daqueles países em Moçambique.
    Intervindo na abertura do encontro com a delegação da Índia, considerada como a 5ª maior economia do mundo, Rogério Manuel, presidente da CTA, encorajou aos empresários destes países a investir em Moçambique, argumentando para tal, as facilidades que o País oferece, nomeadamente, a facilidade de iniciar um negócio, de realizar transacções no comércio externo através da Janela Única Electrónica, incentivos fiscais, legislação laboral clara sobre a contratação de mão-de-obra estrangeira, legislação adequada que protege o investimento, regimes fiscais simplificados para as PME, entre outras reformas que, segundo ele, tornam o mercado nacional atractivo a novos investimentos.
    “Acreditamos que este intercâmbio empresarial constitui um momento ímpar para a troca de experiências entre as empresas e que juntos vamos participar no desenvolvimento económico e bem-estar dos nossos povos” afirmou o presidente da CTA.
    No decurso da 2ª edição de encontros comerciais Maurícias-Moçambique, o primeiro secretário da Embaixada das Maurícias em Moçambique, Lachoomun Vishal, descreveu Moçambique como uma nação que oferece grandes oportunidades para investimentos e com uma série de vantagens adicionais, como consequência do desenvolvimento do sector mineiro e de recursos minerais, convidando assim os seus compatriotas a apostarem neste mercado.
    “De igual modo encorajamos os empresários moçambicanos também a direccionarem os seus investimentos para as Ilhas Maurícias e, desde já, mostramos a nossa total prontidão em vos disponibilizar todas as informações necessárias para um melhor ambiente de negócios, no âmbito deste intercâmbio comercial”, frisou. Importa referir que as Ilhas Maurícias destacaram-se no primeiro semestre de 2012 como o 3º maior investidor em Moçambique.

  • Lareira traz a Maputo know how do teatro português

    Cerca de 14 grupos de teatro das cidades de Maputo e Matola beneficiaram de formação na área, orientada pelo encenador português João de Melo Alvim. A oficina, intitulada «Do texto ao palco e do palco ao texto,» visava dotar os actores de ferramentas que impulsionam a versatilidade destes na sua relação com o palco e texto, entre outras habilidades.

    O encenador veio até Maputo, a convite do grupo moçambicano Lareira, que possui um protocolo de intercâmbio com a companhia portuguesa Chão de Oliva. Durante a sua estadia em Maputo, de 24 a 28 de Junho, João Alvim aproveitou a ocasião para assistir a algumas peças nas principais salas do teatro nacional. Segundo o mesmo, o teatro moçambicano possui uma forte componente de intervenção social, facto bem aproveitado no cenário de liberdade de expressão que o País possui.

    Os actores participantes da oficina, realizada no teatro Mapiko, são unânimes quanto ao impacto artístico colhido na oficina. Para Jorge Cuna, actor do grupo Khulequeta, o real impacto da oficina só será efectivo logo que partilhar a experiência colhida com os colegas do seu grupo. Por seu turno, o director artístico do Lareira, Dias Santana, garante que o Lareira irá organizar mais oficinas visando saciar a actual demanda dos grupos moçambicanos emergentes por este tipo de iniciativa.

  • Vem aí o I Encontro Empresarial Público-Privado da CPLP

    Moçambique vai acolher, no próximo dia 17 de Julho, o Primeiro Encontro Empresarial Público-Privado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, cujo objectivo será a reflexão conjunta sobre as oportunidades de negócios no mercado lusófono.
    Sob lema “Inovar e Expandir para os Novos Mercados”, o encontro é organizado pela Confederação Empresarial da CPLP, CE-CPLP, em coordenação com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique-CTA e a Associação Industrial de Moçambique-AIMO.
    O evento conta ter a participação de cerca de 250 convidados, entre representantes de empresas nacionais e estrangeiras públicas e privadas, de diversos sectores de actividade, para além de políticos, estudantes de cursos de gestão e economia e quadros médios e superiores de diversas áreas.
    Espera-se que, durante o evento, pela primeira vez, os diversos agentes económicos que operam no espaço da CPLP reflictam sobre as oportunidades de negócios que o mercado lusófono oferece.
    Falando numa Conferência de Imprensa, na última terça-feira em Maputo, o Vice-Presidente da CTA, Agostinho Vuma, afirmou que também se espera que o encontro sirva de "base para a promoção de um debate entre as empresas da CPLP, e de plataforma de acção e entendimento, no âmbito da Lei de Parcerias Público-Privadas, recentemente aprovada em Moçambique".
    Por sua vez, o Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Carlos Simbine, afirmou que o encontro de Maputo vai "permitir que a comunidade empresarial da CPLP tenha maior intercâmbio comercial e troca de experiências e, consequentemente, um espaço de desenvolvimento de negócios ainda mais amplo que o actual".
    Ainda a respeito deste encontro, o Vice-Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Rogério Samo Gudo, realçou que o mesmo vai permitir "inovar o espaço da CPLP, permitindo a troca de experiências empresariais com os outros sete países falantes de Português, nomeadamente, Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste".
    De referir que Moçambique preside, actualmente, à Confederação Empresarial da CPLP.

  • Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade em Moçambique

    A SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento) e a editora Ndjira organizam, hoje às 18 horas, uma mesa redonda subordinada ao tema «Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade em Moçambique».

    O evento, que irá contar com a presença de profissionais do sector, vai decorrer com as presenças especiais do Ministro do Turismo, Carvalho Muária; Ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Jr. e do Edil de Maputo, David Simango.

    A mesa redonda irá apresentar como moderadores: Quessanias Matsombe (Presidente da FEMOTUR), José Augusto Psico (PCA do INATUR), Noor Momade (Presidente da AVITUM) e Federico Vignati (Chefe do Programa de Turismo da SNV).

    Na mesma sessão terá ainda lugar a apresentação pública do Programa «Maputo Hospitaleiro» bem como do livro «Economia do Turismo».

    Ecos da Obra «Economia do Turismo», da autoria de Federico Vignati:

    Dr. David Simango

    Presidente do Conselho Municipal de Maputo

    “Esta obra, fruto de um apurado trabalho de pesquisa e construção participativa, é, indubitavelmente, uma excelente contribuição para uma melhor compreensão das potencialidades do turismo para o desenvolvimento do país. É, pois, uma obra pertinente, que surge no momento oportuno em que o Governo de Moçambique se tem empenhado no desenvolvimento do turismo como importante contribuição no combate á pobreza no país. Com efeito, pelo valor que a obra tem, considerando , em particular, a importância de que se reveste o turismo, na nossa bela capital, Maputo, aproveitamos este ensejo para felicitar o autor.”

    José Augusto Tomo Psico

    Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Turismo ( INATUR)

    “Esta obra é de extrema importância para os intervenientes no destino turístico moçambicano e não só.

    Moçambique, com o seu povo hospitaleiro, respeitoso e acolhedor de culturas diversas, onde se entrelaça um ambiente cultural diversificado e rico, reflectindo influências africanas, árabes, swahilis e portuguesas, resultantes de movimentos ancestrais que cruzaram esta pérola do Índico, é sem dúvidas um destino privilegiado para qualquer visitante.

    Aliado ao grande rigor acadêmico, a obra orienta ao leitor sobre como gerir de forma sustentável um destino turístico, apresentando soluções práticas para se alcançar a competitividade no concorrido mercado turístico e, conseqüentemente, criar condições para o desenvolvimento de uma prática turística mais saudável e rentável para Moçambique.

    Bem-haja! “

    Noor Momade

    Presidente da Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Moçambique (AVITUM)

    Presidente da COTUR

    "A obra elaborada por Federico Vignati – Economista Sénior da SNV, é uma contribuição oportuna que vem ao encontro dos mais altos interesses de nosso país. A economia do turismo representa para nós Moçambicanos um dos ingredientes fundamentais para alcançarmos não só o crescimento, mas a prosperidade social, cultural e econômica. Neste obra, o autor consegue partilhar importantes conhecimentos, que tenho certeza virão ajudar, a nível nacional e local, a planejar e gerir o turismo de forma cada vez mais participativa e concertada, para assim alcançarmos juntos o sucesso. “

    Paula Nimpuno-Parente

    Fundação Ford

    “Importantes experiências de desenvolvimento sustentável vêm emergindo na África Austral e as organizações envolvidas nestes esforços, estão reunindo experiência substantiva através de redes de conhecimento activas e adequada documentação. Este conhecimento está agora pronto para ser compartilhado no sentido de influir de forma positiva em políticas e investimentos comprometidos com o desenvolvimento sustentável a inclusão social. Neste marco, gostaria de parabenizar o excelente trabalho de Federico Vignati, Assessor Sénior da SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), um dos inúmeros parceiros da Fundação Ford na África e em todo o mundo, que está demonstrando nesta publicação sobre Economia do Turismo, que turismo, desenvolvimento económico e alívio à pobreza devem andar cada vez mais de mãos dadas.”

    Marcel Leijzer

    Gerente Global do Programa ST-EP, OMT

    "Desde 2004, a SNV e a Organização Mundial do Turismo têm colaborado activamente na implementação do Programa ST-EP (Turismo Sustentável para a Erradicação da Pobreza). A SNV tem prestado apoio técnico e financeiro para ajudar a implementar mais de 50 projetos ST-EP na África, Ásia, América Latina e nos Balcãs, sendo portanto, um importante parceiro global.

    Nesta publicação sobre Economia do Turismo, estudos de caso são apresentados de vários de nossos projectos conjuntos de ST-EP em África. A publicação de Federico Vignati oferece uma visão abrangente de conhecimentos técnicos e experiências práticas que o sector público e privado poderão utilizar como referência para ampliar os efeitos positivos do turismo na economia. Aplicando as ferramentas e as lições apresentadas na publicação, os praticantes do turismo em África e outros continentes podem ajudar a desenvolver o sector do turismo de forma sustentável, criando oportunidades de empregos e rendimentos para grupos pobres e vulneráveis da sociedade”.

  • Rio Tinto à venda em Moçambique

    A multinacional australiana Rio Tinto está a preparar a venda parcial ou total da sua unidade em Moçambique e já lançou um concurso interbancário para a seleção de um consultor financeiro para assistir o processo, informa o "The Wall Street Journal" na sua edição de terça-feira, citado pela agência AIM.

    Esta decisão contraria a posição assumida em Fevereiro último, quando esta companhia assegurou que não tencionava vender o seu projecto apesar de uma revisão em baixa de três biliões de dólares no mês anterior e que levou à demissão do seu antigo director executivo, Tom Albanese, que foi substituído pelo australiano Sam Walsh.

    Na altura, Walsh disse em conferência de imprensa que Moçambique "não faz parte do nosso programa de desinvestimento".

    Se a Rio Tinto optar em vender a maioria das suas acções, o novo comprador terá de arcar com uma parte considerável das despesas de capital para a continuidade do projecto.

    Por outro lado, se a decisão for pela venda de todas as acções, a Rio Tinto poderá arrecadar mais de 700 milhões de dólares americanos.

    Refira-se que, em Abril de 2011, a Rio Tinto comprou a participação da mineradora australiana Riversdale na província de Tete, depois de desembolsar 3,7 biliões de dólares, tendo, em seguida, tomado plena posse do projecto em Junho do mesmo ano.

    O principal activo da Riversdale foi o projecto de carvão de Benga, no distrito de Moatize. Benga é uma mina gigantesca de carvão a céu aberto, que começou a exportar carvão em Junho do ano passado.

    A Rio Tinto já vendeu, desde 2009, activos avaliados em mais de cinco biliões de dólares. Depois da nomeação de Walsh como director executivo, no início do corrente ano, a companhia tem vindo a livar-se das pequenas operações como forma de tentar reduzir os custos.

    Recentemente, a Rio Tinto anunciou a redução da mão-de-obra em Moçambique num cenário que afirma ter a ver com as perdas registadas nas operações de 2012.

    Este exercício, que se enquadra nas mudanças organizacionais da empresa, culminou com a desvinculação de 76 trabalhadores, entre os quais 56 moçambicanos e 20 estrangeiros todos ligados à área de pesquisa e prospecção mineira.