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  • Entrega de computadores vai melhorar a disponibilidade dos medicamentos

    A Embaixada dos Estados Unidos da América tem o prazer de informar que o Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), vai proceder na Quinta-Feira, dia 25 de Julho corrente, às 13:00 horas, na Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), sita nas Esquinas das Avenidas Salvador Allende e Agostinho Neto (atrás da Casa Mortuária), à entrega de computadores para a instalação do Sistema Electrónico de Administração Financeira do Estado ou e-SISTAFE naquela instituição. O Director da USAID, Alex Dickie, fará a entrega do equipamento, estando presentes também o Secretário Permanente do Ministério da Saúde, Dr. Marcelino Lucas e o Director da CMAM, Dr. Paulo Nhaducue.

    Esta entrega é feita no âmbito do projecto de Fortalecimento dos Sistemas de Saúde e Acção Social (FORSSAS), financiado pela USAID e implementado pela Deloitte Consulting LLP, que se vem dedicando a consolidar a capacidade organizacional do CMAM para que possa ser auto-suficiente na gestão das suas operações financeiras.

    Com a instalação do e-SISTAFE no Sector de Finanças da CMAM, esta terá uma maior autonomia em planificar e executar o seu próprio orçamento. Espera-se portanto que o tempo médio do processamento dos pagamentos, reduza em aproximadamente 10 a 25 dias resultando na chegada atempada e com maior frequência de medicamentos ao país.

    Esta iniciativa reflecte o compromisso do Governo dos Estados Unidos no fortalecimento da descentralização da gestão financeira do Ministério da Saúde, que exige que o sistema seja instalado em vários centros de custo desta instituição do estado moçambicano.

  • Luanda, a mais cara

    Perdeu o título em 2012 para Tóquio, no Japão, mas este ano regressa ao topo da lista: a capital de Angola, Luanda, volta a ser considerada a cidade mais cara do mundo para quem chega de fora. Segundo um estudo da consultora Mercer sobre o custo de vida, divulgado nesta terça-feira, há quatro cidades europeias no top 10.

    A capital da Rússia, Moscovo, é a segunda mais cara, segundo o estudo que analisa os custos de mais de 200 produtos e serviços, incluindo habitação, transporte, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento. Segue-se Tóquio, Ndjamena (Chade), Singapura e Hong Kong. Três cidades da Suíça – Genebra, Zurique e Berna – e Sidney (Austrália) compõem o resto da lista.

    O estudo abrange 214 cidades em cinco continentes e compara-as com os preços praticados em Nova Iorque (EUA). Lisboa também é uma das cidades analisadas mas este ano a consultora optou por não divulgar a posição que a capital portuguesa ocupa no "ranking". Mas dá exemplos que ilustram as diferenças. Uma refeição de hambúrguer que custa em média cinco euros em Lisboa, custa o dobro (10,08 euros) em Caracas, na Venezuela, e ainda mais em Luanda: 14,99 euros. Por um bilhete de cinema paga-se em média 6,60 euros em Lisboa e 15,02 em Londres (Reino Unido).

    A análise feita pela Mercer é particularmente dirigida às empresas, que enviam os seus trabalhadores para o estrangeiro e suportam as despesas, como forma de compensação. O alojamento é geralmente a factura mais elevada e nesse domínio Luanda rebenta a escala: para alugar um apartamento de luxo com dois quartos, sem mobília, paga-se por mês 4857 euros. Em Lisboa, um apartamento equivalente custa à volta de 2000 euros por mês.

    Em comunicado, o responsável da área de estudos de mercado da Mercer, Tiago Borges, afirma que as cidades da Europa subiram no "ranking" do custo de vida “como resultado do ligeiro fortalecimento das moedas locais em relação ao dólar dos EUA”. Já na Ásia, aconteceu o inverso, com Tóquio a cair do primeiro para o terceiro lugar da lista das cidades mais caras devido ao enfraquecimento da moeda.

    A consultora diz ainda que as cidades da América do Sul estão mais caras para os expatriados, embora algumas tenham descido no ranking – é o caso das cidades brasileiras – devido à desvalorização das moedas locais face ao dólar americano.

  • Etíópia vem até Moçambique

    Uma delegação multissectorial, composta por quatro elementos do Ministério da Comunicação, Informação e Tecnologia e autoridades aduaneiras da Etiópia, esteve esta semana de visita ao nosso País, para se inspirar na experiência moçambicana, visando a implementação do sistema da Janela Única Electrónica (JUE) naquele país africano.
    A delegação etíope, liderada pelo chefe da equipa da Direcção do Governo Electrónico do Ministério da Comunicação, Informação e Tecnologia, Messay Moreda, foi recebida pelo presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, acompanhado pelo director-geral das Alfândegas de Moçambique, Guilherme Mambo, entre outros quadros seniores da instituição e da equipa de implementação da Janela Única Electrónica em Moçambique.
    No encontro, o director-geral das Alfândegas de Moçambique fez a apresentação do projecto, que já se encontra em funcionamento em todos os terminais e fronteiras aduaneiros do país responsáveis por 80% da colecta de receita aduaneira do país.
    A-propósito da visita, Félix Massangaie, Coordenador do projecto da JUE, disse que a delegação da Etiópia vinha “colher a nossa experiência sobre a implementação do sistema electrónico de desembaraço célere de mercadorias”.
    “Tiveram o privilégio de visitar o Centro de Operações e Dados, incluindo um dos principais portos do País, a fronteira de Ressano Garcia onde o projecto está a ser implementado e acreditamos que eles ficaram satisfeitos com o que viram”, frisou Félix Massangaie, acrescentando que “estamos prontos para ajudá-los, naquilo que for possível para a implementação do projecto na Etiópia, pois nós avançamos com uma das boas práticas aduaneiras que é a informatização do processo aduaneiro”.
    Por sua vez, Messay Moreda considerou que “a partir das apresentações feitas, nós pudemos perceber que a Janela Única Electrónica representa um enorme esforço do Governo moçambicano, para resolver os problemas através das tecnologias de informação”.
    “Percebemos também que, para a introdução deste projecto, o Governo moçambicano trabalhou em parceria com o sector privado para aliviar os constrangimentos financeiros e a própria gestão do processo de mudança no País e estas foram apenas algumas das constatações que pudemos observar”, referiu Messay Moreda, ajuntando que “de toda a experiência que nos foi partilhada, nós aprendemos bastante sobre como ultrapassar as inúmeras barreiras, sobre o aumento substancial na colecta de receitas para o Estado e o elevado grau de satisfação dos «stakeholders» sobre o projecto”.
    Refira-se que delegações de vários países africanos, nomeadamente Malawi, Gabão, Botswana e Namíbia já visitaram igualmente o nosso País, para se inteirar da implementação do sistema da Janela Única Electrónica, com vista a replicá-lo nos seus países.

  • Earl Klugh, Lee Ritenour e Norman Brown ao vivo em Maputo

    Nos próximos meses a cidade das acácias irá ficar ainda mais colorida, com os grandes artistas do Jazz – Earl Klugh, Lee Ritenour e Norman Brown estarão em Maputo, em tempos diferentes, mas sempre com o mesmo objectivo, o de presentear Maputo com um estilo e forma de estar clássica.

    No próximo dia 24 de Setembro de 2013, pelas 20 horas, Earl Klugh, pela primeira vez em Moçambique, vai actuar em espectáculo único, no Centro Cultural Universitário.

    Lee Ritenour, vai actuar em dois espectáculos nos dias 15, no Conselho Municipal de Maputo, e 16 de Novembro de 2013, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, pelas 20 horas.

    Norman Brown vai actuar em dois espectáculos nos dias 13, no Hotel Polana e 14 de Dezembro de 2013, no Centro Cultural Universitário, pelas 20 horas.

    Estes três grandes artistas, têm em comum o estilo musical clássico, uma capacidade impar de surpreender o público e estarão em Moçambique pela primeira vez.

  • Acordo entre empresários

    Salimo Abdula, na qualidade de novo presidente da Confederação Empresarial CE-CPLP, recentemente empossado, já tomou as rédeas do comando, ao assinar um acordo de parceria institucional com as câmaras de Comércio de Bioko e de Rio Muni, ambas da Guiné Equatorial.
    O memorando de entendimento foi rubricado na quinta-feira, após o 1º Encontro Económico e Empresarial Público-Privado da CPLP, em Maputo, com o objectivo principal de contribuir para o desenvolvimento empresarial e sócio-económico dos países membros da CPLP, tendo em conta os direitos, deveres, prioridades e critérios de apoios a fixar bem como metas a cumprir pelas partes.
    O acordo tripartido, testemunhado por Rogério Manuel, presidente da CTA, tem igualmente em vista uma maior dinâmica e eficácia na prestação de serviços, assim como inovação e no aumento progressivo da produção e da produtividade empresarial.
    Segundo Salimo Abdula, o novo presidente da Confederação Empresarial da CPLP, o memorando de entendimento é um passo importante na perspectiva de abrangência da Confederação da CE-CPLP, e não só, como primeiro acto da sua presidência naquele órgão.
    “É uma honra em nome da Confederação dos Países falantes de Português assinar um acordo de colaboração com as associações de Bioko e da Rio Muni, ambas de um país irmão africano, embora não falante de português, mas de origem latina (espanhol)”, disse Salimo Abdula, realçando que o acordo marca o início de uma cooperação a nível do sector privado entre a Guiné Equatorial e outros países da CPLP.
    Por seu turno, António Mete Chicampo, vice-presidente da Câmara de Bioko, da Guiné Equatorial, acredita que a integração da sua associação neste órgão poderá contribuir para os objectivos da Confederação Empresarial da CPLP. “É uma honra fazer parte de uma organização muito interessante como esta”, finalizou.
    Rosendo Ela Baby, vice-presidente da Câmara de Comércio Rio Muni, agradeceu as facilidades que foram criadas para a integração da Guiné Equatorial na Confederação Empresarial da CPLP. “Acredito que seja uma integração económica e social que contribuirá para o futuro do continente africano”, salientou.

  • Banco Mundial concede financiamento a Moçambique

    Moçambique vai receber do Banco Mundial um crédito equivalente a quase 84 milhões de euros, no âmbito do programa de redução da pobreza e melhoria das condições de vida.

    "Este é o nono de uma série anual de empréstimos no âmbito do Crédito de Apoio à Redução da Pobreza (PRSC) que o Banco Mundial tem feito desde 2004, e constitui mais um inequívoco compromisso com as metas de médio e longo prazo do país", disse o responsável da instituição pela relação com Moçambique, Laurence Clarke.

    "Esta série de empréstimos ao abrigo do PRSC apoia a agenda de desenvolvimento das políticas em Moçambique, abordando os constrangimentos nas políticas públicas que podem constituir impedimentos a um crescimento económico sustentável a longo prazo e abrangente", acrescentou o responsável do banco sedeado em Washington.

  • Mozambique Music Awards está aí!

    Com o tema Liberta a Música! O Mozambique Music Awards conta pela segunda vez consecutiva com o apoio do BCI como principal patrocinador, é um projecto que tem como principal objectivo fornecer uma plataforma internacional aos artistas locais sobre a qual eles podem ser reconhecidos, respeitados e apreciados pela sua contribuição para a indústria da música moçambicana.

    Desta vez mais do que ser diferente o BCI MMA 2013, pretende marcar a diferença para todos nós. Para os artistas tem a exposição mediática, distinção e internacionalização da música e para o público, muito entretenimento, alegria, curiosidades, descontracção, simplicidade e muitas novidades.

    O Projecto conta com o principal patrocínio do BCI e da DSTV e ainda com o apoio incondicional da Associação dos Músicos Moçambicanos que sempre tem velado pelo sucesso e reconhecimento além fronteiras da música de Moçambique e este ano promete fazer o melhor para o sucesso deste projecto.

    É deste modo que, trazendo muita inovação e novidades O Lançamento Oficial do BCI MMA 2013, está marcado para o dia 23 de Julho pelas 17.30h na Mediateca do BCI. Representantes de todos os patrocinadores, músicos, imprensa e amantes da música moçambicana estarão presentes no lançamento. Neste dia, serão conhecidas as datas mais importantes do projecto, nomeadamente, das inscrições, anúncio dos nomeados, votações e o momento mais importante do Projecto: a Gala Final!

  • Salimo Abdula passa a presidir à Confederação Empresarial da CPLP

    O empresário Salimo Abdula vai passar a presidir à Confederação Empresarial da CPLP-Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa, segundo foi anunciado no decurso do 1º Encontro Económico e Empresarial Público-Privado da CPLP, ocorrido esta quarta-feira, em Maputo.
    No fórum, que reuniu cerca de 250 agentes económicos e empresariais, para uma reflexão conjunta sobre as oportunidades de negócio deste mercado lusófono, sob o lema “Inovar e expandir para novos mercados”, o presidente da CTA, Rogério Manuel, disse que a indicação de Salimo Abdula visa “imprimir maior dinamismo no negócio nas rotas comerciais da CPLP”, acrescentando que “a CTA propõe-se a trabalhar continuamente com o Governo e empresários nacionais, para a materialização dos objectivos económicos e empresariais da CPLP e, por conseguinte, catapultar as nossas economias, para níveis cimeiros, contribuindo assim para um sector económico empresarial da CPLP que seja robusto, inclusivo e dinâmico, capaz de criar condições que permitirão aos Estados membros produzir riqueza, gerar postos de trabalho e reduzir a pobreza”, segundo frisou Rogério Manuel.
    Na sua intervenção, o ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Armando Inroga, referiu que o lema “Inovar e Expandir Novos Mercados" tem o grande significado de contextualizar os nossos seculares laços históricos, forjados através da língua e visão compartilhada do desenvolvimento e da democracia, o que representa o fortalecimento dos laços de amizade e cooperação entre os países da CPLP, cada vez mais crescentes em todos os domínios, com destaque para os domínios económico e comercial”.
    Na ocasião, aquele governante enalteceu “o papel desempenhado pelo sector privado na promoção económico-social que, lado a lado, com o Governo tem procurado soluções práticas para a promoção da economia dos nossos países, numa altura em que alguns deles registam taxas de crescimento consideráveis, impulsionando as regiões económicas a que se encontram ligados”.
    Ainda na sessão de abertura do fórum, que debateu o futuro de uma comunidade económica diversificada, o Secretário Executivo da CPLP, o moçambicano Murade Murargy, considerou que “as dinâmicas de diversos sectores entre os países membros da organização e no plano internacional permitiram à CPLP fixar a importância da cooperação económica e empresarial para o desenvolvimento da nossa comunidade, não esquecendo as parcerias público-privada”.
    “Vamos potenciar ainda mais as acções de cooperação entre os Estados membros, sobretudo nos domínios da cooperação económico e empresarial, mas também estará focada noutros sectores como os da Defesa, Segurança, Cultura, Finanças, Trabalho e Acção Social, entre outras”, segundo realçou.
    De referir que o 1º Encontro Económico e Empresarial Público-Privado da CPLP consistiu ainda em workshops sobre a “Dinâmica Público-Privada na CPLP para o Desenvolvimento Económico, Empresarial e Oportunidades de Negócios”, assinatura de acordos de parceria com a Confederação Empresarial da CPLP, apresentação da Declaração Económica e Empresarial da CPLP, para além da tomada de posse de membros dos órgãos sociais da organização.

  • BCI apetrecha Pediatrias com receitas do Cartão Daki

    No seguimento das acções de Responsabilidade Social que tem vindo a promover associadas ao Cartão de Débito Daki, lançado no início deste ano, o BCI procedeu na passada 6ª feira, 12 de Julho, à oferta de jogos de lençóis infantis para o apetrechamento dos Serviços de Pediatria dos Hospitais Gerais de Mavalane e da Machava, e do Centro de Saúde da Polana-Caniço.

    Os actos formais que culminaram com a entrega daqueles donativos foram realizados em cada uma daquelas unidades hospitalares, tendo, nas ocasiões, o BCI sido representado pelo Dr. Paulo Sousa, Presidente da Comissão Executiva do BCI, que se fazia acompanhar por uma comitiva constituída por quadros superiores do Banco.

    Estas acções resultam do compromisso público assumido pelo Banco de afectar uma parte das receitas geradas pelo Cartão de Débito Daki no apoio a Instituições de Solidariedade Social moçambicanas vocacionadas, em particular, na assistência a segmentos da população mais frágeis e desprotegidos.

    Esse facto, aliás, foi reforçado pelo Dr. Paulo Sousa nas intervenções que proferiu, destacando, igualmente, a persistência do BCI na manutenção de um posicionamento virado ao apoio das Comunidades em que está inserido, “apesar de uma conjuntura internacional que recomenda particulares cuidados nos investimentos realizados pelas Empresas, e que, em muitos casos tem levado à diminuição de investimentos e mesmo ao desinvestimento em causas de natureza social e humanitária”.

    O BCI, referiu, está aqui para dizer “PRESENTE” e retribuir a preferência dos seus Clientes também através destas acções que, esperamos, venham a contribuir em muito para a melhoria das condições de tratamento e recuperação de muitas e muitas crianças nestas unidades de Saúde.

    Os donativos foram unanimemente bem acolhidos e considerados oportunos pelos representantes das unidades hospitalares beneficiárias, que, nos actos da sua recepção, enalteceram a iniciativa do BCI e comprometeram-se a dar-lhes o melhor uso e conservação.

    Recorde-se que no decorrer do primeiro semestre deste ano, em acções similares realizadas no âmbito da excelente receptividade e adesão dos Clientes e do público em geral, à iniciativa do BCI de reforçar o seu compromisso no apoio a Instituições de solidariedade social, com receitas da utilização do Cartão de Débito Daki, o BCI destinou apoios ao INGC, para apoio às vítimas das intempéries que assolaram o Sul e o Centro do País nos no primeiro trimestre; ao Programa Inter-Religioso Contra a Malária (PIRCOM), através de uma doação monetária para reforço da sua capacidade institucional na execução dos seus programas de sensibilização e combate àquela doença; e ao Hospital Rural de Morrumbala, através da oferta de equipamento hospitalar.

  • Uma oportunidade de empreender desconhecida

    O Governo lançou, em Fevereiro de 2011, o Mecanismo de Subsídio Empresarial (MESE), um instrumento cujo foco é dar suporte financeiro a novas iniciativas empreendedoras e às actividades das pequenas unidades empresariais.

    Hoje, dois anos mais tarde, o fundo de 25 milhões de dólares norte-americanos é muito pouco solicitado, justamente numa altura em que o acesso ao crédito é apontado como o principal obstáculo para o desenvolvimento da classe empresarial.

    O fenómeno sugere falta de conhecimento sobre a existência do MESE, daí o apelo do ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, no sentido que haja mais gente com perspectivas de desenvolver negócios a candidatar-se ao financiamento.

    “As pessoas devem aderir mais porque estes recursos foram disponibilizados para assistir à necessidade de crédito para iniciativas e actividades empresariais”, disse o ministro da Indústria e Comércio em entrevista à Capital, aquando da XIII Conferência Anual do Sector Privado (CASP) em finais de Fevereiro.

    Segundo as regras estabelecidas, todas as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) são elegíveis, desde que possuam organização contabilística das contas, estrutura de marketing e capacidade de inovação. Ainda segundo Armando Inroga, a maior parte dos montantes de empréstimo decorrem em forma de donativo.

    Os 25 milhões de dólares serão desembolsados por etapas, sendo que estão disponíveis 4,5 milhões para a primeira fase. A iniciativa pretende, igualmente, melhorar o volume e qualidade de produtos finais que as PME colocam no mercado, assegurar a ligação entre vários sectores da economia e criar valor acrescentado à produção primária.

  • Agro-negócios: Um novo domínio de interesse empresarial

    Empresários portugueses e brasileiros já desobriram as oportunidades que o mercado moçambicano oferece e prometem implantar negócios. Para apoiar os investidores nacionais, o Governo e os parceiros já disponibilizaram pouco mais de 35 milhões de dólares.

    A área de agro-negócios tem estado a “roubar” a atenção reservada à área mineira quando se fala em negócios. Cada vez mais, há um maior despertar para os agro-negócios, por parte do Governo e dos empresários, pelo facto de se tratar de um sector adormecido, mas que pode assegurar o retornos aos investimentos, a avaliar pelo potencial agro-ecológico de Moçambique.

    A agro-indústria consiste na transformação de matérias-primas provenientes da agricultura, pecuária ou silvicultura, sobretudo para a produção de alimentos.

    Recentemente, o Governo moçambicano, o Governo da Dinamarca e o GAPI-Sociedade de Investimentos lançaram uma linha de financiamento de 35.6 milhões de dólares para apoiar as pequenas empresas do ramo agro-industrial, durante um prazo de quatro anos.

    A linha Agro-investe é financiada pela Dinamarca em 33.1 milhões e pelo GAPI-SI em 2.5 milhões de dólares e inclui a capacitação institucional do Ministério da Agricultura. A linha irá disponibilizar 1.2 milhões de dólares para financiar iniciativas de jovens e prevê a aplicação de 12 milhões como fundos de garantia face ao alto risco de financiamento que a actividade representa. Entretanto, ainda falta definir algumas linhas de orientação, nomeadamente a taxa de juro a ser aplicada, o número de beneficiários, e os bancos responsáveis pela canalização dos montantes.

    Brasil e Portugal não ficam atrás

    Entre 23 de Fevereiro e 3 de Março deste ano, o país recebeu uma missão empresarial de Agronegócios organizada pela Câmara de Comércio, Indústria e Agropecuária Brasil-Moçambique (CCIABM) em parceria com o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Guarapuava.

    Interessados em investir no país, os brasileiros mantiveram reuniões com representantes de entidades como o Centro de Promoção de Investimentos (CPI), o Ministério da Agricultura e o Centro de Promoção da Agricultura de Moçambique (CEPAGRI), além dos governos distritais das províncias de Nampula e Niassa, e de reuniões com empresas do ramo do agronegócio. No fim, a comitiva de produtores rurais retornou ao Brasil “disposta a investir em Moçambique”, segundo a CCIABM.

    Ainda em Março, foi a vez de um conjunto de empresários portugueses realizarem a primeira Feira Agro-alimentar em Moçambique. A ministra portuguesa da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território de Portugal, Assunção Cristas, defendeu então que ambos os países podem crescer no sector agro-alimentar e desafiou os empresários a investir nos dois mercados.

    In revista Capital

  • Petróleo, o “eterno” motor da economia angolana

    Num horizonte temporal de pelo menos 5 anos, o sector petrolífero afigura-se como o ramo que irá dar suporte às taxas de crescimento da economia angolana. Entretanto, perspectivas traçadas pela Economist Intelligence Unit revelam que a corrupção e falta de capital humano serão os entraves ao desenvolvimento de um sector privado dinâmico, constituído por empresários sem ligações políticas ou militares.

    Em termos económicos, Angola figura entre os países mais promissores do continente africano, apresentando taxas de crescimento muito animadoras. Esta tendência é justificada, segundo a Economist Intelligence Unit (EIU) num relatório que perspectiva a economia angolana caracterizada por um forte crescimento da produção de petróleo, e num contexto de maior procura de produtos petrolíferos e seus derivados, a nível mundial.

    A actual conjuntura do mercado internacional, sob o ponto de vista de demanda, é favorável à exploração petrolífera naquele país. Entretanto, da análise feita pela EIU salta à vista o paralelismo estabelecido entre o actual alinhamento político e as dinâmicas que se verificam nos diferentes segmentos da economia angolana. Por outras palavras, há uma forte ligação entre a política e a economia, de tal modo que a elite do tecido empresarial angolano é composta maioritariamente por políticos e por pessoas a estes associados, por via de diversos laços.

    Crescimento económico a um ritmo animador

    As previsões da EIU, para o período compreendido entre 2013 e 2017, apontam para um aumento constante da produção de petróleo, sendo que os preços historicamente altos deste recurso irão impulsionar o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) angolano.

    As estimativas mostram que a produção petrolífera poderá passar de uma média de 1,76 milhões de barris por dia (cifra registada em 2012) para uma fasquia de 2.23 milhões de barris por dia, em 2017. Porém, e devido a atrasos técnicos historicamente conhecidos e à ínfima possibilidade da OPEP (cartel de países produtores de petróleo) impor uma quota restrita de exportação do petróleo, existe a probabilidade da produção petrolífera crescer a um ritmo mais lento.

    Por outro lado, encontra-se o ambicioso e gigante projecto de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), orçado em cerca de 10 biliões, cujas exportações poderão arrancar ainda este ano, apesar dos severos atrasos já registados. A se materializar este último projecto, o desempenho económico de Angola vai aumentar significativamente, prevendo os especialistas da EIU um crescimento real do PIB na casa dos 8,9% em 2013.

    O crescimento económico de Angola vai continuar robusto nos próximos anos mas não se vai verificar às mesmas taxas de crescimento de 2013, que estão a ser largamente estimuladas pelo projecto de exportação de GNL. Daí que, entre 2014 e 2017, a taxa média de crescimento anual poderá vir a situar-se nos 5,7%, tendo por base a forte expansão sólida das operações no sector petrolífero.

    Neste contexto, o crescimento do capital intensivo vai prevalecer robusto e dependente do income proporcionado pelos grandes investidores do petróleo, mas com poucas ligações a sectores da economia que não sejam controlados pelo Governo, como é o caso da construção e finanças.

    Contudo, o desenvolvimento de um sector privado dinâmico deverá continuar a enfrentar sérios constrangimentos. Na origem destes entraves está, segundo o estudo da EIU, a falta de capital humano, a corrupção, um sistema judicial fraco e uma regulação deficiente.

    Novo código pode dinamizar sector da mineração

    Angola aguarda pela entrada em vigor de um novo código legal que pretende incentivar o investimento no sector da mineração, em larga escala. Este instrumento é tido como o factor que vai ajudar a diversificar a economia angolana, alicerçada na produção do petróleo e do gás.

    Na essência, o novo código legal tem como objectivo criar um maior nível de transparência na indústria, melhorar as garantias para os investidores estrangeiros e proteger o meio ambiente e os empregos locais. Contudo, são ainda necessárias melhorias de fundo nas infraestruturas para dar suporte à exploração mineira, caso o país queira ter, de facto, a sua nova “casa forte” no sector.

    Depois da independência do país, com a excepção dos diamantes, a mineração de um modo geral registou uma estagnação. Com o calar das armas, o Governo está agora empenhado em retomar a exploração.

    É neste contexto que as linhas férreas, estradas, e infraestruturas portuárias estão a beneficiar de intervenções de fundo. A par destas obras de construção, decorrem trabalhos de prospecção de minérios como o ferro, ouro e cobre, em vários pontos de Angola. Planos de médio prazo projectam a construção de usinas de alumínio e aço, que poderão acrescentar valor às exportações angolanas e que têm um forte potencial de criação de postos de trabalho.

    Tomando como base estas premissas, a economia angolana afigura-se como uma das mais promissoras em África e os seus recursos são autênticos chamarizes aos olhos dos investidores estrangeiros.

    In revista Capital

  • I Encontro Empresarial Público-Privado da CPLP esta quarta-feira em Maputo

    Tem lugar, esta quarta-feira (17/Julho) em Maputo, o Primeiro Encontro Empresarial Público-Privado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, cujo objectivo será a reflexão conjunta sobre as oportunidades de negócios no mercado lusófono.

    Sob lema “Inovar e Expandir para os Novos Mercados”, o encontro é organizado pela Confederação Empresarial da CPLP, CE-CPLP, em coordenação com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique-CTA e a Associação Industrial de Moçambique-AIMO.

  • Forme-se em Turismo e Hotelaria!

    A ThDois é uma empresa sediada em Lisboa que promove formação em Turismo e Hotelaria, com cursos com opção de participação online.

    Caso o leitor da Olá Moçambique esteja interessado, eis os cursos disponíveis:

    – Curso de Escrita de Viagens: de 23 de Julho a 1 de Agosto às 3ª e 5ª Feiras das 19h às 22h. Preço online: 80€

    – Curso de Luxo, Decoração e Detalhe em Hotelaria de 29 Julho a 2 Setembro às 2ªs e 4ªs das 19h às 22h. Preço online: 110€

    – Hostels e Alojamento Low Cost: 7 Setembro das 10h às 19h30. Preço online: 80€

    Mais detalhes:http://www.facebook.com/l/8AQF12bkFAQF4WyXmyZrwo2cpOlHmMLtcC-83JdRmD2UJQA/www.th2.com.pt
    Inscrições e informações: training , (+351) 210 994 958 ou Skype: Catarina.Varao