Blogue

  • Organizações de talento, a chave do alto desempenho

    Os desafios e imposições do mercado actual criam oportunidades estratégicas para a gestão do Capital Humano numa organização. Novos vectores de crescimento, a volatilidade contínua do mercado, a mudança de expectativas dos colaboradores e ainda a mudança do cenário a nível tecnológico, ditam a forma como as organizações devem repensar a sua estratégia de gestão do Capital Humano.

    A crescente aposta na internacionalização e no alargamento do negócio a outros mercados, nomeadamente para mercados emergentes, cria uma competitividade acrescida na procura pelo talento, fruto de uma força de trabalho que é cada vez mais global e em que a mobilidade do talento surge de forma natural. Actualmente, as fronteiras não condicionam as oportunidades de evolução profissional, vindo as necessidades de quadros qualificados em países em franco desenvolvimento a criar um desafio à retenção dos mesmos nas organizações.

    Os colaboradores têm expectativa de ter experiências multifuncionais, holísticas no seu local de trabalho. Cada vez mais, as novas gerações procuram e exigem formas inovadoras de aprendizagem. E as organizações devem conseguir acompanhar estas exigências procurando cada vez mais atingir uma Gestão Integrada do seu Talento, que inclua um pensamento estratégico sobre como atingir níveis superiores de compromisso, capacidades e criatividade. De acordo com a nossa experiência, isto pode ser conseguido pondo em marcha 5 linhas de actuação: considerar o Talento um activo estratégico, capitalizar no factor Diversidade (gestão de uma força de trabalho etnicamente diversificada e multi-geracional), potenciar os conhecimentos e a aprendizagem da força de trabalho, incrementar o compromisso para melhorar o desempenho e a retenção, e fazer com que a gestão do talento seja responsabilidade de toda a organização.

    Todas estas acções concorrem, directa ou indirectamente, para manter os colaboradores mais motivados e comprometidos com a empresa. As Organizações de Talento aplicam políticas inovadoras como alavancas de gestão das forças de trabalho cada vez mais diversificadas (flexibilidade das propostas de valor, programas de recompensa, opções de carreira, etc.), procurando, inclusive, importar os conceitos que estão na base do chamado “marketing personalizado” para o processo de identificação, de forma clara e direccionada, das prioridades e necessidades individuais e, assim, se ajustarem às mesmas. Da mesma forma, a capacidade de Liderança das chefias directas do colaborador assume um papel chave neste domínio da retenção. Se a pessoa que maior influência tem sobre o trabalho diário de um colaborador e na sua orientação profissional não tem capacidade de preparar, aconselhar, fornecer feedback e de o motivar, serão poucas as possibilidades de esse colaborador se comprometer seriamente com a Organização.

    Este novo mundo do trabalho irá igualmente exigir um tipo de organização de Recursos Humanos diferente, que o suporte. A função Recursos Humanos vai evoluir de uma função stand-alone, que administra os processos de RH, para uma função que assume cada vez mais o papel de parceiro do negócio e que ajuda a gerir, de forma integrada, os processos de talento, razão pela qual deve ser reorganizada e dotada de todos os conhecimentos e capacidades para abordar, com credibilidade e êxito, os desafios mencionados.

    O actual contexto económico acarreta consigo a necessidade de alterar a forma de trabalhar e de estar no mercado, desafia toda e qualquer organização a repensar a forma como estrutura e conduz o negócio. Tal como qualquer grande processo de mudança, gera reflexões, debates, receios e ansiedades, mas também oportunidades de fortalecer estratégias de posicionamento.

    Texto de Ana Cristina Silva, Managing Director da Accenture, responsável pela área de Talent & Organization em Moçambique publicado na revista Capial de Agosto

    Veja mais em: http://www.scribd.com/revistacapital

  • Ponte de Boane à espera de solução

    A ponte de Boane, sobre o rio Umbeluzi, desabou em Janeiro do ano passado na sequência das enchurradas, agravando as condições de vida das populações do distrito de Boane.

    Desde então, os moradores dos bairros de Xideanine, Combatentes e Massaca, que tinham naquela infraestrutura a via mais rápida para aceder à vila-sede de Boane, viram o seu dia-a-dia transformar-se num autêntico embróglio, sobretudo devido às dificuldades de acesso.

    Com a queda da ponte, o custo dos transporte a partir desses bairros à vila – onde as pessoas compram os seus bens de primeira necessidade – aumentou na altura de seis para 10 meticais.

    A dita cuja ponte estabelece também a ligação entre o distrito de Boane e demais locais com notório potencial agrícola, nomeadamente, os Pequenos Libombos e os distritos de Goba e Matutuíne.

    Em Massaca, onde habitualmente impera a falta de água potável, as populações vêm-se na contingência de efectuar longas caminhadas até à barragem dos Pequenos Limbombos para adquirir o precioso líquido.

    Em Outubro do ano passado, o ministro das Obras Públicas e Habitação visitou o local e avançou que a solução definitiva do problema passaria pela construção de uma ponte, que se encontra contemplada no projecto da estrada Boane-Ponta D’Ouro. Um projecto que surge, por sua vez, no âmbito da construção da Ponte Maputo-Katembe.

    Na ocasião, Cadmiel Muthemba assegurou ainda que a Administração Nacional de Estradas (ANE) estava a avançar com uma solução provisória, que passaria pela reparação da ponte a partir de finais de Novembro de 2012. Contudo, tal ainda não aconteceu.

    Actualmente, se o condutor mais aventureiro quiser transitar naquele local ‘sem dar outras voltas’, terá necessariamente de arriscar e atravessar as águas do rio Umbeluzi dentro da sua própria viatura. Fica, entretanto, uma questão no ar: Para quando uma solução viável?

  • Uma acção de charme do Hotel Park Inn Tete

    O desenvolvimento acelerado da província de Tete continua a atrair investidores nacionais e estrangeiros, sendo notável o desenvolvimento alcançado em termos sociais e turísticos.

    De forma a aumentar o conhecimento e a informação, o Hotel Park Inn Tete levou a Tete uma comitiva que incluía operadores turísticos e media. O objectivo proposto era o de acrescentar um maior conhecimento sobre a realidade da região, a sua dinâmica empresarial e os pontos turísticos existentes. A iniciativa, com a duração de três dias, incluiu a visita à Mina da Vale, ao Bairro Social da Cateme, à nova Ponte sobre o Zambeze, à Barragem e passeios turísticos de barco pela Albufeira.

  • Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade?

    «Economia do Turismo», do autor Federico Vignati, é uma obra que foca uma das mais importantes questões a ser enfrentadas no país: «Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade em Moçambique».

    Ao longo de 375 páginas, o livro, com a chancela da Editora Ndjira e com o apoio da SNV, Fundação Ford e Inatur, expõe “como dinamizar o desenvolvimento da actividade turística em Moçambique, tendo em mente os grandes desafios da mobilidade das pessoas, da valorização da diversidade ambiental e cultural, assim como da descentralização da gestão pública e da colaboração intersetorial”.

    Em «Economia do Turismo» traçam-se caminhos e oferecem-se reflexões relevantes para que, na prática, o turismo passe a ocupar uma posição de destaque na economia nacional, ideia que na óptica do autor só poderá acontecer quando a mobilidade das pessoas for impulsionada pela via da facilidade do transporte terrestre e aéreo; pelo repensar da política dos vistos; e pela priorização de zonas a serem qualificadas como destinos turísticos prioritários.

    É sobre este marco que a obra oferece estratégias e instrumentos básicos para que gestores, formadores de opinião, e demais envolvidos na economia do turismo, possam promover o desenvolvimento do sector de forma descentralizada, planeando e definindo prioridades, a nível local.

    Os seus capítulos contam com relatos vivos da experiência da SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), que possui mais de 15 anos de experiência em projectos de turismo desenvolvidos em mais de 20 países, e contam ainda com os subsídios de profissionais do sector do turismo em Moçambique.

    Um autêntico manual

    Federico Vignati aponta referências sobre como planear o desenvolvimento da actividade no turismo de forma a capitalizar a capacidade que o sector tem de gerar empregos, rendimentos e prosperidade, procurando minimar os efeitos negativos que o turismo, quando mal gerido, também pode vir a desencadear. E é aqui que se encontra o grande diferencial deste manual.

    Aliás, o livro foi organizado como um curso completo para a gestão e planeamento económico do turismo, com foco para o desenvolvimento local. Todos os capítulos contêm uma estrutura didáctica rigorosa, estando ilustrados com conceitos, reflexões, exercícios, leituras recomendadas e estudos de casos referentes ao continente africano. Ao todo, o leitor poderá encontrar 26 casos sobre 9 países da nossa região.

    «Economia do Turismo» encerra em si mesmo um importante subsídio e oferece uma base para reconhecer as boas práticas na gestão das actividades turísticas inclusivas e ambientalmente sustentáveis e catalisadoras da recuperação da nossa diversidade, tal como vem acontecendo no Parque Nacional da Gorongosa.

    Ao mesmo tempo, o livro reforça que enquanto Moçambique não tiver um mercado doméstico, e enquanto os moçambicanos tiverem como destino de eleição o estrangeiro, a indústria nacional do turismo não irá ser capaz de demonstrar a sua verdadeira força como motor para o desenvolvimento.

    De acordo com o livro, é fundamental que os moçambicanos tenham facilidades para realizar viagens dentro do país, e que as agências, hotéis e empresas de transporte, dialoguem e realizem parcerias para o desenvolvimento de produtos turísticos.

  • Gestão de Franchise por Kevin Higgins

    A Embaixada dos Estados Unidos em Maputo tem a honra de informar que o Senhor Kevin Higgins (ver biografia), consultor independente, especializado em aconselhamento de clientes na Gestão de Franchise, vai orientar uma Palestra sobre Franchising na Sexta-feira, dia 9 de Agosto corrente, às 10 horas, no Centro Cultural Americano (Av. Mao Tsé Tung, 542).

    O evento vai ainda contar com intervenções do Embaixador dos E.U.A. para Moçambique, Senhor Douglas Griffiths, do Presidente da Câmara de Comércio Moçambique/E.U.A., Senhor Evaristo Madime, do PCA do Banco Único, Dr. João Figueiredo e do Director Geral do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), Senhor Claire Zimba.

    Kevin Higgins é um consultor independente, especializado em aconselhamento de clientes na gestão de franchise, desenvolvimento de multinacionais retalhistas e constituição de marcas alimentares a retalho. O Sr. Higgins também oferece aconselhamento a clientes em diligências no sector das cadeias de restauração.

    Kevin Higgins ocupou cargos séniores de gestão junto das marcas Burger King e Yum! (KFC, PizzaHut e Taco Bell). Durante a sua carreira, o Sr. Higgins liderou equipas nas áreas das Finanças, Desenvolvimento Comercial, Imobiliário, Franchising e Cadeia de Abastecimento.

    O Sr. Higgins desempenhou ainda tarefas executivas na PepsiCo e na M&M Mars.

  • Moçambique, alguns desafios e sugestões

    João Martins, Senior Partner da PWC (in revista Capital)

    Na senda das descobertas anunciadas nos sectores minerais e de hidrocarbonetos, vislumbra-se uma evidente e constante afirmação de Moçambique como destino prioritário dos interesses de investidores dos mais variados quadrantes geográficos.

    Na realidade, Moçambique beneficia do facto de ter iniciado um longo e árduo processo de reforma legal e institucional, ao mesmo tempo que, em parceria com os doadores, procedia à reabilitação e reconstrução físicas de um país dilacerado em consequência da guerra civil.

    As reformas foram encetadas com o início dos processos de privatização e com a adopção de legislação sobre investimentos e incentivos fiscais, podendo enunciar-se, entre outras:

    · Reformas extensivas do seu quadro legal, revogando legislação bastante antiga, proveniente do tempo colonial, incluindo a reforma do Código Comercial, licenciamento de actividades, de legislação fiscal e aduaneira;

    • Reforma das normas contabilísticas e de relato financeiro;

    • Reforma da legislação do sector financeiro e reforma sustentada de todo o sistema bancário e de seguros;

    • Reforma do Sector Público;

    • Criação de instituições altamente profissionalizadas e apetrechadas com recursos humanos como por exemplo a AT – Autoridade Tributária de Moçambique, INP – Instituto Nacional de Petróleos, etc.;

    Particular ênfase assume a reforma legal do quadro regulador de actividades extractivas, nomeadamente na área dos Hidrocarbonetos e da Mineração, a qual foi decisiva na atracção de projectos de capital intensivo e permitiu, afinal, descobrir as imensas potencialidades de gás natural e de carvão e de outros minerais.

    De modo a garantir, em termos de Lei, a participação dos seus cidadãos, foi aprovada legislação específica e atinente aos Mega projectos e Parcerias Público Privadas, constante da Lei nº 15/2011 de 10 de Agosto e demais Decretos regulamentares.

    Pretende-se com este quadro legal, assegurar reais ganhos para a economia moçambicana, mormente no que tange à inclusão de nacionais nos projectos, à recolha de tributos, à distribuição da riqueza, à satisfação das necessidades das populações locais.

    Pois bem, é perante este cenário que se devem questionar então os reais desafios e constrangimentos a um harmonioso desenvolvimento de Moçambique, dos seus cidadãos e das suas empresas.

    Principais constrangimentos

    1.O insuficiente desenvolvimento de infraestruturas essenciais ao desenvolvimento rápido do país, assente quer na exploração dos recursos minerais, mas igualmente nos sectores primordiais da economia moçambicana, como a agricultura e os que acrescentam valor, como o turismo;
    2.A insuficiência de capital humano especializado, com a consequente necessidade de contratação de mão de obra estrangeira especializada com custos elevados;
    3.Os níveis das taxas de juro comercialsão frequentemente apontadas, pelo empresariado, como uma das razões para a falta de investimentos e modernização, ditando igualmente o recurso aos suprimentos de capital ou prestações suplementares de capital pelos investidores, reduzindo a percentagem de participação dos parceiros locais;
    4.A inexperiência dos empresários, quer sobre os aspectos fundamentais do seu próprio negócio, quer sobre o quadro legal em vigor e as possíveis vantagens de que podem usufruir;
    5..A fraca adesão pelos empresários a princípios fundamentais da moderna gestãoempresarial, como por exemplo a adopção de políticas claras de governação corporativa, de relato financeiro e transparência, o que aumenta o risco de percepção por parte de parceiros e investidores estrangeiros e pode induzir à retracção de parcerias;
    6. .Complexidade do sistema tributário e substancial nível de tributação, quer dos impostos directos, quer dos impostos indirectos, sendo que os atrasos nos reembolsos do IVA causam um substancial impacto no fluxo de caixa das empresas;
    7.A “subsídiomania” vs Empreendedorismo– elevadas expectativas de que seja o Estado ou o Governo a providenciar soluções imediatas e de curto prazo;

    Algumas sugestões

    1. É crucial acelerar a implementação dos projectos de investimento estratégico na área de infra-estruturas;

    2. Deve assegurar-se um desenvolvimento inclusivo e sustentado do País, devendo os benefícios ser distribuídos e por todos os Moçambicanos, de modo a evitar a formação de uma minúscula burguesia nacional detentora da vasta maioria dos benefícios;

    3. Recomenda-se adoptar um programa acelerado de formação de quadros nacionais, a que pode mesmo designar de plano de emergência na formação de quadros.

    4. É preciso ter presente e exercer com cautela a correcta e eficaz gestão das expectativas geradas em torno do “boom” de recursos;

    5. Efectiva e rápida implementação das reformas uma vez adoptadas pelo Estado

    6. Respeitar os direitos adquiridos: Já ditava o velho brocardo latim “pacta sunt servanda”. Ou seja: os contratos devem ser escrupulosamente cumpridos pelas partes, como consagrado no ordenamento jurídico de Moçambique.

    7. Os empresários nacionais devem aprofundar os conhecimentos sobre gestão empresarial e acentuar a aposta na formação dos quadros da empresa

    8. As empresas moçambicanas devem adoptar políticas de governação corporativa e devem aderir às melhores práticas de relato financeiro e transparência de gestação dos negócios da empresa.

    Nota Final

    Em conclusão, Moçambique é sem dúvida um País com um enorme potencial de desenvolvimento económico e social num futuro muito próximo.

    Contudo, é preciso que haja consciência dos enormes desafios que devem ser enfrentados de ora em diante e que os mesmos sejam convertidos em tempo útil em oportunidades de desenvolvimento rápido e salutar do país, em benefício do seu maravilhoso povo, um povo acolhedor, que sabe receber, que sabe conviver com tudo e com todos.

    Veja mais em: http://www.scribd.com/revistacapital

  • Uma oportunidade ímpar de arranjar emprego

    Finalmente, as empresas moçambicanas terão uma boa oportunidade para colocar os mais talentosos profissionais do mercado no seu quadro de pessoal. Ao mesmo tempo, os profissionais terão uma janela aberta para mostrar o que valem. A empresa Elite vai realizar o I Fórum de Formação Contínua e Desenvolvimento de Carreira, em Outubro, na cidade de Maputo.

    O sonho será realizado graças à Elite, uma firma com grande tradição no recrutamento e formação de pessoal. Presente em Angola desde 2008, a Elite entra para o nosso mercado a partir deste ano, com a realização do seu primeiro Fórum de Formação Contínua e Desenvolvimento de Carreira para Moçambique, que terá lugar em Maputo, entre 11 a 13 de Outubro.

    A acção da Elite vai incluir fóruns de recrutamento; dias de recrutamento; procura e selecção; formação e desenvolvimento e outsourcing do processo de recrutamento; onde vão candidatar-se moçambicanos com grau de licenciatura ou mestrado (concluído ou por concluir em 2013), bem como profissionais com experiência comprovada.

    A iniciativa promete ser o maior evento de recrutamento jamais visto no País, e será marcada por reuniões e por interacções diversas, entre empresas líderes de sector que operam em Moçambique e os melhores candidatos moçambicanos.

    Durante três dias, esperam-se apresentações de temas como “Importância da mão-de-obra nacional”, pelo Ministério do Trabalho; “Encontrar os líderes de amanhã, hoje!” pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA); Economia forte com candidatos locais”, pelo Banco de Moçambique; e Cerimónias de Networking e corporativas.

    Concurso promete muita adesão

    A Capital foi ao encontro de pelo menos dez estudantes de algumas Universidades em Maputo e os entrevistados já mostram uma certa ansiedade em poderem realizar-se a nível profissional.

    “É a grande oportunidade de que disponho para aperfeiçoar conhecimentos na área em que me formei…vou candidatar-me”, disse Gildo Fernando, da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane. “Estou à procura de emprego há anos e esta será, de certeza, uma janela importante para conseguir esse objectivo”, revelou Ana Costa, da Univesidade Pedagógica.

    De facto, é fácil perceber a dimensão da entrada da Elite no mercado moçambicano. As empresas têm dificuldades em encontrar recursos humanos com conhecimentos ajustados à sua estratégia de actuação. E o sector privado já veio várias vezes a público queixar-se deste facto.

    Por outro lado, os profissionais de quase todas as áreas de actividade – senão todas – têm dificuldade em arranjar emprego. É dos problemas de que mais se queixam os cidadãos, sobretudo os jovens, e, segundo dados actuais do Instituto Nacional de Formação Profissional, a taxa de desemprego chega aos 22,5%.

  • A dor dos outros – a África e o fenómeno guerreiro

    Por António Poncioni Mérian*

    Face aos conflitos, o nosso fracasso costuma resultar, para S. Sontag, da nossa incapacidade para dominar a nossa empatia. Como afirma em Regarding the Pain of Others: “[…] we have failed to hold this reality in mind”. Quando se pensa em África, em particular a subsaariana, nas dinâmicas que têm animado o seu desenvolvimento, nas fracturas que têm marcado a sua história recente e nas acções que nela têm conduzido actores políticos, económicos ou sociais, locais e estrangeiros, em que medida tem cabimento tal afirmação? Existe uma excepcionalidade africana?

    Ao longo da primeira década do século XXI, cerca de 70% das decisões das Nações Unidas e de metade das sessões do Conselho de Segurança foram dedicadas ao continente africano. Na sequência da famosa lei quadroDefferre (1956), a primeira fase da progressiva e inevitável descolonização da África negra francesa conduziu à independência de muitos territórios, num processo cuja dinâmica alastrar-se-ia por todo o continente. Nesse período, a África entrou numa fase da sua história dominada por conflitos que causaram milhões de mortes e de deslocados. Salvo raras excepções, as independências não acarretaram directamente conflitos armados de grande intensidade entre a antiga potência colonizadora e os povos que aspiravam exercer o seu direito à auto-determinação e o poder soberano.

    Após a Ásia, deslocam-se ao continente africano, a partir dos anos 1960, as grandes articulações que viriam a impô-lo como uma das interfaces nevrálgicas da Guerra Fria, à qual a formação de novos Estados (ainda que frágeis), a autoridade de grandes líderes (geralmente carismáticos e visionários) e formas experimentais de governo deram enorme visibilidade. Ao analisar regressivamente os logros dos “Founding fathers” africanos, uma hipótese que podemos emitir é que talvez o que esteja verdadeiramente em causa seja mais o governo como modo de exercício do poder soberano do que o governo como tipo de instituição. E quiçá, retomando uma das conclusões de Swift, no que tange à teoria da soberania, que a conduta do Estado não supõe necessariamente o domínio de um ars peculiar e que a política requer, às vezes, mais pragmatismo do que sofisticação. Durante muito tempo, a legitimidade política pareceu forjar-se historicamente pelas armas; embora este processo de legitimação tenha atingido certos limites, a estricta legitimação pelas urnas ainda não prevalece em todo o continente.

    Ao invés de procurar orientar a acção pública na África através da alavanca APD (Ajuda Pública ao Desenvolvimento), talvez fosse útil promover uma dinâmica que viabilize uma resposta legal e constitucional a esta questão: como evitar que o processo eleitoral se limite à perpetuação da lógica numérica, sem que a obrigação de prestar contas leve naturalmente a alternâncias políticas? Até que tomem acções resolutamente voltadas para uma evolução do seu modelo democrático, os Estados africanos continuarão a ser vistos como actores ansiogénicos para muitos países. E a dor dos outros, que neles vivem, continuará sendo para parte da opinião pública internacional uma fonte de interesses sempre renovada sem que seja considerada necessariamente como um motivo fundamental de preocupação.

    (*) Antonio Poncioni Mérian obteve um Master em Administração Pública pela Sciences-Po (Paris) e um PhD pela Université Sorbonne Nouvelle – Paris III.

    In revista Capital de Agosto

  • Tete, a ‘galinha’ que não dá ovos para todos

    Ao circular pela capital de Tete, salta à vista o desnível entre as actividades dos grandes empreendimentos e as dos cidadãos. A maior parte das pessoas depende do pequeno comércio, o que denuncia a fraca ligação entre as partes. Tudo porque falta dinheiro e sobretudo know how para dar o pontapé de saída. Face a essa discrepância, o Governo e o sector privado são chamados a acelerar o passo na definição de estratégias de apoio aos nacionais.

    A actividade económica na província de Tete está ao rubro. O roncar das máquinas ouve-se um pouco por toda a parte, desde as pedreiras às minas de carvão e da exploração de outros recursos naturais. A cidade capital começa a responder à demanda de pessoas vindas de vários destinos com a construção de novos condomínios e residências, de vias de comunicação e demais infraestruturas de expansão dos serviços de água, electricidade e telecomunicações ­- tudo para galvanizar o crescimento daquele que é considerado o celeiro do país.

    Por lá, tudo parece bem, a avaliar pela presença de uma das maiores reservas de carvão do mundo; de vários outros minérios que incluem o ouro, ferro e fluorite; da barragem Hidroeléctrica de Cahora Bassa – um empreendimento cujo destaque em África e no Mundo é inegável – e do potencial turístico que se vaticina.

    Mas as oportunidades, criadas pelos recursos e pela dinâmica da actividade produtiva, ainda estão, infelizmente, longe do acesso dos cidadãos locais. O desenvolvimento ainda é um assunto notoriamente de alcance macroeconómico.

    Ao circular pela cidade de Tete, que também ostenta o nome da província, salta à vista um cenário de grande desnível entre a actividade dos grandes empreendimentos e a desempenhada pelos cidadãos, denunciando desde logo uma fraca ligação entre as partes. Uma percentagem considerável das pessoas ainda depende do pequeno comércio, sendo que as bancas de reduzida dimensão sustentam diversos agregados familiares.

    Sobressai a noção de que ali não se padece da falta da noção de riqueza, uma vez que a mesma lateja mesmo debaixo dos pés daquela gente. O problema é que os locais vivem diariamente de mãos atadas por não saberem como chegar até ela. Aliás, as comunidades revelam-se incapazes de desenvolver iniciativas empreendedoras rentáveis.

    Nos campos agrícolas, a situação é a mesma. A produção serve, quase exclusivamente, para assegurar a subsistência familiar. Em geral, os grandes projectos ainda não se assumem como um mercado para a produção local, exceptuando o caso particular da Rio Tinto, mineradora que apoia a comercialização agrícola.

    A capital esteve recentemente lá e questionou aos residentes da cidade de Tete sobre a possibilidade de aproveitar o pulsar da economia e abraçar alguma actividade mais rentável. A resposta foi óbvia: Todos, absolutamente todos, querem produzir ou prestar serviços aos grandes projectos em curso naquela parte do país, mas falta-lhes dinheiro para dar o pontapé de saída.

    Problema é estrutrural

    As ligações entre as empresas nacionais e os megaprojectos que operam no país estão entre as maiores preocupações da iniciativa privada e do Governo. As dificuldades existentes incluem a ausência de garantias para aceder ao financiamento, as altas taxas de juro do mercado financeiro e, principalmente, a necessidade de obter standards que possibilitem o fornecimento de bens e serviços com o nível desejável de qualidade, e de consciencializar e formar as pessoas para a gestão dos seus negócios.

    Vontade existe, não existe é suporte financeiro e know how suficientes.

    “Se pudesse, começava um negócio de venda de comida e de lavandaria para a Vale ou Rio Tinto. Creio que mudaria de vida, teria muito dinheiro. Com o que faço actualmente, ganho entre 80 e 150 meticais diários, muito aquém das minhas necessidades”, revelou Gonçalves Madeira, proprietário de uma pequena banca de produtos de baixo custo.

    Sérgio Silva, gerente de um restaurante, também gostaria de ajustar o leque dos seus serviços ao nível dos grandes projectos, e de adicionar aos mesmos os serviços de limpeza, mas ao mesmo tempo se queixa que o investimento inicial exige vários milhões de meticais. “Dinheiro que não é possível suportar, como garantia, com os bens que temos”, explica.

    Em comum, os tetenses mantêm o sonho do Governo de criar condições para que um dia aqueles recursos os beneficiem. Mas, o percurso afigura-se longo e complexo, uma vez que a exploração já começou e há quem já se tenha antecipado. Uma empresa francesa ganhou, recentemente, um contrato de 50 milhões de dólares para prestar serviços de catering e de lavandaria à brasileira Vale. Um rude golpe nas expectativas dos empreendedores nacionais.

    Entretanto, Governo e sector privado ainda andam à procura de fórmulas eficazes para colocar os megaprojectos ao alcance dos moçambicanos, mas Tete assemelha-se cada vez mais à Galinha que não dá ovos de ouro aos nacionais. As multinacionais já manifestaram abertura para dar mercado aos projectos nacionais mas, ao mesmo tempo, “chutaram a bola” para o nosso campo.

    Tete, o Eldorado

    O potencial de Tete transforma a província num Eldorado, não só de cidadãos nacionais vindos das restantes províncias do país, sobretudo de Maputo, mas também de países vizinhos e de outras paragens do mundo. Em Tete vê-se, principalmente, zimbabweanos, zambianos, malawianos, portugueses e brasileiros.

    A Capital constatou que nem todos chegaram a Tete com uma visão perfeitamente clara sobre o que pretendiam fazer. Avançaram movidos pela esperança de conseguir “um bom emprego”, como nos foi revelado por Júlio Mavota, um jovem maputense de 30 anos. E pouco mais…

    A força laboral prestada pela maior parte destes jovens, nacionais e estrangeiros, é sobretudo absorvida pelas obras de construção em curso, ao longo da província. Já nas minas, trabalham profissionais com formação no sector, entre moçambicanos, brasileiros, portugueses, e trabalhadores de outras nacionalidades.

    Distante das minas e da actividade produtiva do dia-a-dia, eis que surge uma magnífica paisagem no Zambeze, mais concretamente na albufeira de Cahora Bassa. Trata-se de uma atracção turística a ter em conta para efeitos de rentabilidade (quanto mais não seja destinada aos turistas motivados pelas missões de serviço ou pelos negócios), numa região que alberga também um dos maiores empreendimentos do continente e do mundo: a Hidroeléctrica de Cahora Bassa.

    O relevo, a fauna e a vegetação de Tete – com o incontornável embondeiro, são de tirar a respiração a qualquer um, mas o desejo pelos quais os empreendedores mais suspiram é conseguir produzir, comercializar ou prestar serviços aos megaprojectos e ‘ganhar o seu lugar ao sol’.

    In revista Capital de Agosto

  • Moçambique regula parcerias público-privadas de pequena dimensão África

    O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou o regulamento para as parcerias público-privadas e concessões empresariais de pequena dimensão no país, que incluem projetos com investimentos inferiores a cerca de 123 mil euros.

    Este regulamento complementa legislação aprovada em 2001, que apenas abrangia as parcerias público-privadas de grande dimensão.

    "Este decreto regula o estabelecimento e o processo de implementação e monitoria das pequenas parcerias público-privadas e concessões empresariais de pequena dimensão, a exemplo de parques e jardins municipais", disse Alberto Nkutumula, porta-voz do Conselho de Ministros.

    "A contratação dos empreendimentos deve ser sempre feita mediante o concurso público. Entretanto, há duas exceções: uma diz respeito aos casos em que o concurso tenha ficado deserto e, outra, em que os concorrentes tenham sido desqualificados", acrescentou Nkutumula, explicando que, nestes casos, pode haver uma adjudicação direta.

    Os contratos para os projetos de pequena dimensão podem ter a duração de 15 anos, para os casos em que se trata de construir um empreendimento de raiz, e de dez anos para os casos em que a infraestrutura já existe, carecendo apenas de reabilitação.

    In jornal OJE

  • ‘Uma casa ao preço duma sms’

    A mcel-Moçambique Celular, em parceria com o consórcio FFH-Henan Guoji Imobiliária, está a proporcionar aos seus clientes pré-pago a oportunidade de adquirir duas casas habitacionais Tipo-II, no Projecto Intaka, no município da Matola, avaliadas em 1.700 mil meticais cada, ao custo de um sms.
    O acordo para a materialização deste projecto, denominado “Casa de Sonho”, foi celebrado por ambas instituições, esta segunda-feira última, em Maputo, com o objectivo de facilitar o acesso da população à habitação, particularmente os clientes da maior operadora de telefonia móvel do País.
    Nesta campanha, a ser desenvolvida ao longo dos meses de Agosto e Setembro, sob forma de concurso por escolha aleatória do vencedor, os clientes pré-pago da mcel poderão habilitar-se a ganhar um imóvel por mês, para além de prémios diários e semanais, constituídos por crédito, "modems" e telemóveis.
    Momentos após a assinatura do acordo, o Administrador Comercial da mcel, Cláudio Chiche, explicou que, com esta iniciativa a operadora orgulhosamente moçambicana pretende criar oportunidade para os seus clientes adquirirem habitação: “Sabemos que a maior parte da população moçambicana é jovem e precisa de uma habitação, daí que a mcel abraçou este projecto focalizado na juventude”, frisou Cláudio Chiche.
    “Acreditamos nós que, pelo preço do sms para se poder habilitar a ganhar os imóveis, é um projecto que vale a pena apostar nele, não apenas para a empresa, mas também para os nossos clientes”, referiu.
    Por sua vez, o director-geral do consórcio FFH-Henan Guoji Imobiliária, Borges da Silva, disse que “a mais-valia deste projecto reside no facto de podermos proporcionar casas aos clientes da mcel, ao custo de um sms”.
    “Temos diferentes formas de vender as casas e esta é uma delas”, realçou Borges da Silva.
    De referir que os imóveis fazem parte do projecto de construção de cinco mil casas tipo I, II, III e IV, no bairro Intaka, onde será possível o acesso aos principais serviços sociais, como saúde, educação entre outros, num investimento de cerca de 12 mil milhões de meticais, aproximadamente 440 milhões de dólares norte-americanos.

  • Ministro da energia visita Central Térmica de Ressano Garcia.

    A maior central térmica do País, com capacidade para produzir 150 megawats a partir do gás natural, poderá entrar em funcionamento já em Maio próximo, conforme garantiu, sexta-feira última, o Ministro da Energia, no decurso da sua visita àquele empreendimento localizado na Vila de Ressano Garcia, no Distrito da Moamba, Província de Maputo.
    “Estamos seguros em relação a este projecto que, pelos contratos já assinados pelos donos do projecto e pelos empreiteiros e fornecedores de equipamentos, em Maio do próximo ano, estará a produzir energia”, assegurou Salvador Namburete, aquando da visita no âmbito do acompanhamento às actividades do Governo, no que concerne à implementação de projectos de geração de energia.
    Orçada em 250 milhões de dólares norte-americanos, a nova Central Térmica de Ressano Garcia constitui uma parceria entre a Electricidade de Moçambique (EDM), detentora de 51% e o grupo sul-africano Sasol New Energy com 49%.
    Este projecto, conforme sublinhou o governante, visa “aumentar a capacidade de fornecimento de energia eléctrica ao País para fazer face à crescente procura, que já supera a nossa capacidade de oferta, cujo défice está acima dos 100 megawats, particularmente na região Sul, uma vez que o projecto da espinha dorsal ainda não está implementado para trazer energia produzida na região do Zambeze”.
    A Central Térmica de Ressano Garcia vai comportar 18 grupos geradores a gás natural, contudo, conforme explicou o Ministro da Energia, apenas 16 grupos geradores estarão em permanente funcionamento, ficando os restantes reservados para casos de avaria ou manutenção.
    “É um bom projecto em termos de negócio e para o desenvolvimento de Moçambique, devendo igualmente contribuir para a transformação da Vila de Ressano Garcia, pois esta vai deixar de receber energia de fraca qualidade proveniente da África do Sul”, frisou Salvador Namburete, enaltecendo o facto de o projecto empregar, nesta fase de construção, 192 trabalhadores, dos quais 93 foram recrutados localmente”. Para o Presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto de Sousa Fernando, este projecto vai adicionar 150 megawats de energia ao País, o que representa cerca de 20% do consumo total.
    “Neste momento, o País está com um consumo de cerca de 700 megawats e um défice de 100, quantidade que temos estado a importar da África do Sul”, explicou Augusto de Sousa, acrescentando que “com uma central desta dimensão vamos reduzir a importação de energia eléctrica, o que vai contribuir na qualidade ao injectar mais energia na nossa rede”.
    Os 150 megawats a serem produzidos pela Central Térmica de Ressano Garcia, segundo indicou o Presidente do Conselho de Administração da EDM, serão direccionados para o consumo nacional, garantindo, deste modo, a implementação dos programas de electrificação da Empresa, que detém uma carteira de acima de um milhão de clientes, para além de disponibilizar energia para os projectos industriais em carteira.
    “Esta central está situada numa zona estratégica, a ligação vai efectuar-se a partir da linha de transporte que sai de Komatipoort na África do Sul para Maputo, subindo até Massinga, na Província de Inhambane, e vai permitir que seja libertada a energia de Cahora Bassa que é trazida via África do Sul para o fornecimento ao Norte do País”, finalizou Augusto de Sousa.
    De referir que, a nova central térmica será abastecida com gás natural produzido nos campos de Pande e Temane, na Província de Inhambane.

  • Ungulani Ba Ka Khosa lança sétimo livro “Entre as Memórias Silenciadas”

    Um dos mais emblemáticos e conceituados escritores moçambicanos Ungulani Ba Ka Khosa acaba de lançar, em Maputo, o seu sétimo livro intitulado “Entre as Memórias Silenciadas”, no decorrer de uma cerimónia bastante concorrida por políticos, escritores, estudantes, entre outros participantes.
    O lançamento da obra de Ungulani Ba Ka Khosa, tido como um dos melhores escritores africanos do século XX, esteve sob a chancela da Alcance Editores e contou com o alto patrocínio da maior operadora de telefonia móvel, a mcel.
    Trata-se de um livro que retrata um místico de memórias, desde os tempos idos até aos actuais com principal enfoque aos campos de reeducação.
    Tal como o próprio autor afirma, “mais do que retratar as pequenas e grandes misérias da primeira República, o livro, no meu entender, revela os desencontros de uma geração que já não se exalta com os feitos de uma revolução que não consegue renovar o seu discurso. Uma pátria é feita de identidades, de discursos múltiplos. Os meus personagens procuram um chão sólido”.
    Para Ungulani, a sua obra pode ser interpretada por alguns  leitores como um “avivar de páginas recentes e triste da nossa história”, acrescentado que as memórias do seu livro são bastante sensíveis.
    “Falo de homens que não estão contentes com seus destinos. Quase todos, ricos ou pobres, geniais ou medíocres, célebres ou obscuros, gostariam de ter uma vida diferente da que vivem”, salientou.
    Por seu turno, o administrador Comercial da Moçambique Celular – mcel patrocinadora do livro, Cláudio Chiche, afirma que a sua instituição é parceria da Alcance Editores,  no apoio à edição de livros literários, como forma de promover o desenvolvimento da educação e cultura moçambicana.
    “Ao apoiarmos esta obra literária e muitas outras, esperamos dar o nosso contributo para o cultivo mais amplo de hábitos de leitura”, disse Cláudio Chiche.Imagem

  • “100 Melhores Pequenas e Médias Empresas” traz 500 milhões de financiamento

    Foi lançada, no dia 31 de Julho, a segunda edição do concurso “100 Melhores Pequenas e Médias Empresas”, numa iniciativa conjunta da SNV, Grupo Soico, Ministério da Indústria e Comércio, BDO e BCI.

    O evento, que juntou Governo, parceiros, empresários, sector privado e sociedade civil, contou igualmente com a presença do ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga. E a grande novidade decorreu do anúncio feito pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) de uma linha de crédito no valor de 500 milhões de meticais, que vai beneficiar as empresas que participarem no concurso este ano.

    O presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico, Daniel David, referiu que, desta feita, o foco principal passa por reforçar o carácter inclusivo do prémio, de modo a garantir o número recorde de empresas participantes no concurso. Nesse sentido, o roteiro das apresentações a realizar durante as candidaturas foi alargado a todas as capitais provinciais, além de alguns distritos e municípios do país.

    Em representação da SNV, Manuel Mutimucuio, garantiu que a inclusão das comunidades de baixa renda na cadeia de produção das pequenas e médias empresas contribui, de facto, para o aumento do volume e da qualidade dos produtos.

    O modelo de negócios inclusivos que envolve o concurso “100 Melhores Pequenas e Médias Empresas”, torna-se particularmente interessante por conseguir motivar as empresas a trabalharem com as comunidades de baixa renda, e por conduzir as regiões ao crescimento sócio-económico mediante um ritmo de desenvolvimento sustentável. A perspectiva, aliás, é que surjam novas oportunidades de crescimento para todos, assim como o acesso a novos mercados.

    Armando Inroga, ministro da Indústria e Comércio, enalteceu no evento os promotores da iniciativa, por entender que a mesma vai dotar aquele grupo de empresas da capacidade suficiente para alavancar o desenvolvimento sócio-económico de Moçambique.