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  • Concorrentes ao campeonato regional de Fisioculturismo foram apurados

    Mais de 50 atletas, entre nacionais e estrangeiros, participaram, sábado, 23 de Novembro, em Maputo, no Campeonato Nacional de Culturismo e Fitness (Hardbody), promovido pela Associação de Fisioculturismo e Halterofilismo da Cidade de Maputo (AFHCM), em parceria com a Moçambique Telecom (Tmcel).
    A iniciativa, segundo Jeremias Nuvunga, presidente da agremiação (AFHCM), visa a massificação a nível nacional da modalidade e o apuramento dos atletas nas principais categorias, para representar o país, nos campeonatos internacionais.
    “Este evento foi o que marcou o ponto de partida em Maputo. Significa que a nossa massificação tem estado a dar bons frutos. É um desafio e satisfação enorme. São mais de 20 atletas que conquistaram o pódio a nível internacional”, explicou Jeremias Nuvunga.
    Por sua vez, a gestora da Unidade de Responsabilidade Social e Comunicação Corporativa da Tmcel (URSCC), Felícia Nhama, disse tratar-se do cumprimento de um plano da empresa, no que concerne à responsabilidade social e, em particular, à massificação do desporto, e o fisioculturismo faz parte do programa de apoio ao desporto.
    “Queremos mostrar aos moçambicanos que podemos competir com países que já têm esta cultura e nós temos estado a acompanhar o desenvolvimento das práticas desportivas. É mais uma modalidade que está a ganhar espaço em Moçambique e queremos conquistar o mundo. Vamos continuar a apoiar e a incentivar o desporto,” referiu Felícia Nhama.
    Para o apuramento ao almejado campeonato Arnold Classic Africa, a ter lugar na República da África de Sul, em Agosto de 2020, o corpo de juízes apurou dois atletas, nomeadamente Isaura Siquice nas categorias de Bikini Fitness em femininos e Silvino Ouana em masculinos, na categoria de Classic Bodybuilding.Isaura Siquice, visivelmente emocionada, disse ter sido difícil a preparação e garantiu que vai dar o seu melhor. “Vou dar mais de mim, no sentido fazer valer a parceria e o apoio da Tmcel”.
    O vencedor em masculinos, Silvino Ouana, agradeceu a oportunidade de participar no campeonato nacional e o apoio da Tmcel na massificação da modalidade: “Este prémio tem um significado especial. Eu acho que foi merecido, sem tirar mérito aos meus adversários”, frisou Silvino Ouana.
    Importa referir que, durante o evento, houve ainda espaço para uma feira de suplementos e equipamentos desportivos, assim como a divulgação de hábitos alimentares saudáveis e dicas de refeições para atletas.

  • Governo e PNUD realizam Revisão Nacional Voluntária em Moçambique

    O Ministério da Economia e Finanças (MEF), com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), organizaram, esta segunda-feira, 25 de Novembro de 2019, na província de Inhambane, uma consulta regional sobre a implementação da Agenda Global para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda 2030.

    Realizada no âmbito da Revisão Nacional Voluntária, a consulta teve o modelo de conversa aberta, contando com a presença de membros do governo, sociedade civil e académicos e sector privado, permitindo identificar conquistas, desafios, lacunas e factores de sucesso em Moçambique, de modo a atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030 em Moçambique.

    O Plano Quinquenal do Governo (2015-2019) reflecte as três dimensões de desenvolvimento sustentável, económico, social e ambiental, nas suas prioridades: Desenvolver o Capital Humano e Social; Aumento da Produção, Produtividade e Competitividade; Desenvolvimento de Infraestruturas Económicas e Sociais e de Assegurar a Gestão Sustentável e Transparente de Recursos Naturaise do Ambiente”,declarou na ocasião, o Director Provincial da Economia e Finanças de Inhambane, Castro Namuaca.

    Na visão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, “é importante que o país adopteuma agenda global comprometida com as pessoas, com o planeta, com a promoção da paz, com a prosperidade e com parcerias, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, observou Joana Sampainho, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

    A Sociedade Civil que tem vindo a trabalhar em vários distritos das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, para aferir as acções em curso para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, constatou melhorias em aspectos como acesso a educação, através de contratação de mais professores e a construção de novas escolas, bem como no acesso à água potável, através de abertura de novas fontes de água, por iniciativa governamental, do programa PRAVIDA ou ainda dos seus parceiros de cooperação.

    A auscultação pública sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável foi feita por meio de trabalhos em grupo, divididos em 4 áreas, nomeadamente: económica, social, meio ambiente e governação.

    Refira-se que as consultas regionais no âmbito da Revisão Nacional Voluntária foram já realizadas nas zonas norte e centro de Moçambique, tendo como objectivo auscultar todos os envolvidos no alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. O processo de elaboração da Revisão Nacional Voluntária irá desenvolver várias actividades até junho de 2020 como forma de discutir e avaliar os progressos e melhorias a ser implementadas para atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

  • Moçambique tem potencial para competir

    O Standard Bank acredita que Moçambique tem potencial para competir, nos próximos anos, com os maiores produtores de gás natural, e fornecer 25% do total da quantidade deste importante recurso energético necessário a nível mundial até 2040.
    Para chegar a esta conclusão, o banco teve em conta a localização geográfica do País, que o permite abastecer as bacias do Atlântico e do Pacífico a partir do Índico, as enormes reservas de que é detentor, bem como a crescente demanda por este recurso, associada à tendência mundial de substituição das energias fósseis pelas tidas como “mais limpas”, como é o caso do gás natural.
    A mudança da geopolítica mundial foi, também, outro aspecto tido em conta nesta análise, apresentada por Paul Eardley-Taylor, director de petróleo e gás para a África Subsaariana do Grupo Standard Bank, durante a sexta edição da Mozambique Gas Summit, tida recentemente lugar em Maputo, um evento anual que reúne, no mesmo espaço, tomadores de decisão nacionais da área do gás e investidores locais, regionais e internacionais para discutirem as diversas oportunidades que o País oferece neste sector.
    Para Paul Eardley-Taylor, “Moçambique está no centro do mundo. É um dos poucos produtores de gás natural liquefeito que pode atingir as bacias do Atlântico e do Pacífico a partir do Índico e é uma fonte de energias mais limpas à medida em que o mundo avança para o carvão em substituição pelo gás. É, de facto, algo inédito”.
    “O mundo está a precisar de muito mais Gás Natural Liquefeito (GNL) e cremos que Moçambique poderá contribuir, ao lado dos outros gigantes, para a resposta a esta enorme e crescente demanda, apesar de a Rússia e o Qatar, por exemplo, estarem a aumentar a sua capacidade de produção”, referiu Paul Eardley-Taylor.
    Entretanto, o especialista alerta para a necessidade de não se olhar somente para o gás como o único recurso que pode conduzir o País ao desenvolvimento. É necessário apostar, também, em sectores transversais e vitais da economia, sendo um deles a agricultura.
    Apontou, por exemplo, as necessidades das multinacionais envolvidas na exploração do gás natural como um dos factores que podem contribuir para a atracção de investimentos e dinamizar o sector agrícola.
    “Quando iniciar a produção do Gás Natural Liquefeito (GNL) a contribuição da agricultura para o Produto Interno Bruto (PIB) deverá baixar, por isso temos que aproveitar esta janela de dois ou três anos para transformar o sector, antes que os outros projectos de GNL iniciem a produção. Só para alimentar os trabalhadores envolvidos na construção das infraestruturas dos projectos de GNL, as multinacionais vão precisar, por exemplo, de dois milhões de ovos por mês, que por sua vez necessitam de 60 mil frangos a colocarem ovos mensalmente. Só isso é suficiente para que nos foquemos não só na agricultura, como em outros sectores como a avicultura”, sublinhou o especialista.
    Na opinião de Paul Eardley-Taylor, a revitalização do sector agrícola deve ser feita em paralelo com a produção de fertilizantes (a partir do gás) e na melhoria dos canais de distribuição, para permitir que o País tire vantagens da Zona de Comércio Livre em África, que aguarda aprovação.
    “Moçambique tem uma oportunidade única para ser o líder da Zona de Comércio Livre em África. O País pode fornecer gás, fertilizantes e produtos agrícolas a outros países africanos. Isso aconteceu, com sucesso, na União Europeia”, explicou Paul Eardley-Taylor, que apontou o Brasil como um dos países que podem ajudar Moçambique neste aspecto.
    “O Brasil já empreendeu uma das maiores transformações agrícolas de todos os tempos. Moçambique e Brasil são parceiros naturais e podem, juntos, abraçar este projecto”, concluiu.
    Na ocasião, Paul Eardley-Taylor falou também da experiência do Grupo Standard Bank no financiamento de projectos na área do gás, sendo prova disso os prémios de Melhor Banco de Investimento, atribuídos pela revista Global Finance.
    Importa realçar que a Mozambique Gas Summit, do qual o Grupo Standard Bank é um dos patrocinadores, é organizada anualmente, desde 2015, pela CWC, uma firma inglesa que actua no sector de energia, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), com o suporte do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CNH) e Instituto Nacional do Petróleo (INP).

  • Standard Bank Open 2019: Ilga João e Bruno Nhavene vencem o Top Moz

    Os tenistas Bruno Nhavene e Ilga João sagraram-se, no domingo, 17 de Novembro, vencedores, em singulares homens e senhoras, respectivamente, do Top Moz, o campeonato nacional integrado na nona edição do Standard Bank Open, a maior prova de ténis e única competição internacional da modalidade organizada no País.
    Para o efeito, Bruno Nhavene derrotou, na final, Jaime Sigaúque por dois sets a zero (parciais 6-4 e 6-2), o mesmo resultado com que Ilga João venceu a sua adversária, Chirley Jemusse, com os parciais 6-0 e 6-1.
    No fim, os atletas mostraram-se satisfeitos pela conquista, que, certamente, dará mais ímpeto às suas carreiras, que têm estado a evoluir significativamente, tendo em conta o desempenho demonstrado por ambos nas últimas edições do Standard Bank Open.
    “Foi uma boa partida e tenho que felicitar o Jaime Sigaúque por ter feito um excelente jogo. Penso que esta vitória resulta do meu empenho. Quando entro em campo, preocupo-me mais com o meu estilo de jogo e não com o adversário”, considerou Bruno Nhavene, que também conquistou o título em pares masculinos, ao lado de António Bulha, ao vencer a dupla Chris Buck e Jossefa Simão.
    Para o Standard Bank, este desempenho faz do Bruno Nhavene o jogador sensação do torneio, associando-se ao facto de ter chegado à final do primeiro Future, em pares masculinos.
    “O Bruno Nhavene é uma promessa e contamos com ele nas próximas edições. Vamos continuar a apoiá-lo na expectativa de que ele supere o que vimos nesta edição”, disse Alfredo Mucavela, director de Marketing e Comunicação do Standard Bank, que reiterou a vontade de transformar o ténis numa modalidade acessível a todos os segmentos da sociedade.
    Por seu turno, Ilga João disse ter explorado o ponto fraco da sua adversária, que provém dos escalões inferiores. “Explorei o lado esquerdo da Chirley Jemusse, que é uma tenista que partiu dos júniores e hoje joga nos séniores. Foi uma boa experiência para mim”.
    Para além de singulares homens e senhoras, o Top Moz integrou, ainda, as categorias pares homens, júniores sub-14 rapazes, sub-18 rapazes e raparigas, veteranos com mais de 35 anos, veteranos com mais de 45 e pares veteranos.
    Edilson Rosa foi o vencedor da categoria sub-14 rapazes, enquanto que Tânia Elísio subiu ao pódio por duas vezes, em sub-14 raparigas e sub-18 raparigas.
    Ricardo Martins e José Gonçalves conquistaram as categorias de singulares veteranos com mais de 35 e 45 anos, respectivamente. Em pares, sagraram-se vencedores Sharif Ahmed e Alberto Nhancale.

  • ClimateLaunchpad distingue três ideias de negócios verdes

    Nsila, Susamati e Rovuma Aquaponics são as startups seleccionadas para representar Moçambique na fase regional do ClimateLaunchpad em Nairobi, entre 11 e 12 do mês corrente. As startups identificadas foram distinguidas durante a competição nacional do ClimateLaunchpad, a 26 de Setembro último, evento que teve lugar na embaixada da Irlanda em Moçambique.

    O ClimateLaunchpad é a maior competição global de ideias de negócios verdes, na qual participam mais de 2.500 ideias de mais de 50 países. É uma iniciativa da EIT ClimateKIC, programa de inovação da União Europeia para as alterações climáticas e, em Moçambique, é impulsionado pela ideiaLab, com o apoio da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), Meliá Maputo Sky e com o patrocínio da Embaixada da Irlanda.

    O evento tem como missão reduzir os impactos negativos das mudanças climáticas por meio da inovação e empreendedorismo, sendo que a nível nacional contou com um total de 13 ideias competidoras.

    "O ClimateLaunchpad é uma oportunidade de apresentar ao mundo as condições da nossa realidade, boas e más, e as soluções inovadoras que desenvolvemos para melhorar a vida de todos os moçambicanos." Este é o ‘espírito’ que Ruben Morgado, representante do projecto Nsila, primeiro classificado da competição nacional, carrega consigo rumo ao evento em Nairobi.

    Peculiaridades das startups

    As peculiaridades das três ideias seleccionadas têm ‘peso’ nas soluções apresentadas, tendo em conta a intervenção positiva na conjuntura climática e na viabilidade da ideia de negócio. Nsila é uma iniciativa baseada na reutilização dos resíduos sólidos para mudar a forma convencional de tratamento do lixo. Susamati surge para fazer frente ao problema de saneamento do meio, sendo que introduz o conceito “pia fantástica”, para maior uso da mesmo nas comunidades mais desfavorecidas, e diminuir a utilização da água no processo de descarga sanitária. Por sua vez, Rovuma Aquaponics é um projecto baseado na produção de vegetais e peixe sem aditivos químicos.

    Tal como Morgado, António Faustino, representante do Rovuma Aquaponics, terceiro classificado, acredita que o ClimateLaunchpad é uma oportunidade para aperfeiçoar os seus conhecimentos, a possibilidade de juntar ferramentas de negócio e empreendedorismo, associados ao controlo de problemas ambientais.

    “Com este programa pude perceber que é possível inovar com resíduos sólidos e outras matérias que não imaginávamos que pudessem dar vida a algo novo. Pude também, com a partilha de experiências dos outros, desenhar um modelo que pode solucionar alguns problemas alimentares em Moçambique”, acrescentou Faustino da Rovuma Aquaponics.

    Para além de expor a sua ideia de negócio verde, Manuel Gungulo, representante da Susamati, segundo classificado, quer usar o espaço da competição para trocar impressões com pessoas que, possivelmente, lhe podem ser úteis no desenvolvimento do seu projecto.

    Depois de Nairobi, as startups terão a possibilidade de participar na final internacional do ClimateLaunchpad, a ter lugar em Amesterdão, na Holanda, no mês de Novembro, onde poderão receber, de entre outros prémios, um valor até 10.000 euros.

    Nesta vertente, a ideiaLab surge com o propósito de inspirar os empreendedores nacionais, apoiar o desenvolvimento das startups e acelerar o crescimento das mesmas.

  • País com indicadores de crescimento económico satisfatórios

    A economia moçambicana poderá registar um crescimento económico de 6,2%, nos próximos 10 anos, segundo a previsão da consultora Fitch, que aponta os investimentos que estão a ser feitos nos megaprojectos como principais factores.

    Moçambique poderá registar um crescimento económico de 6,2% na próxima década. Trata-se de uma previsão que aponta para um crescimento acima da média de 5,9% registada entre 2009 e 2018.

    De acordo com a referida análise, o Produto Interno Bruto (PIB) poderá crescer até 6,2%, em média, entre 2019 e 2028, acima da média dos 5,9% registados entre 2009 e 2018, com o crescimento económico a acelerar lentamente na próxima década, devido ao fluxo de investimentos no sector das matérias-primas.

    De acordo com o relatório, estes investimentos “vão permitir que o país recupere do colapso no preço das matérias-primas e da suspensão do apoio orçamental por parte dos doadores.

    Entretanto, na previsão de curto prazo, a Fitch Solutions mantém a estimativa de um crescimento de 1,4% este ano e de 3,8% em 2020, devido aos efeitos dos ciclones Idai e Kenneth.

    Economia Moçambique com níveis de crescimento satisfatórios

    Por seu turno, o Instituto Nacional de Estatística (INE), no seu relatório intitulado Síntese de Conjuntura Económica, publicado recentemente, indica que a economia moçambicana, ao longo do primeiro semestre do ano em curso, face ao período homólogo do ano transacto registou um crescimento de cerca de 2,3%.

    De acordo com o INE, os ramos de Impostos sobre produtos (7,5%), Transportes e Comunicações (6,7%), Saúde e Acção Social (6,6%), Aluguer de Imóveis e Serviços prestados às empresas com crescimento na ordem de 4,7%, sendo que a Indústria Transformadora cresceu 3,7%, dados que influenciaram positivamente.

    No entanto, os ramos de Electricidade e Água, Indústria Extractiva e Agricultura contribuíram negativamente em 3,5%; 2,9% e 0,05%, respectivamente, o que resultou numa desaceleração do PIB em 0.2pp em relação ao trimestre anterior.

    Ainda de acordo com dados do INE, no I Trimestre de 2019, registou-se um movimento ascendente de passageiros e um aumento do volume de carga, quando comparado com o período homólogo de 2018, em cerca de 2,4% e 8,1%, respectivamente.

    Relativamente ao trimestre transacto, o cenário contrariou o fluxo de passageiros ao reduzir cerca de 15,0% e manteve-se no mesmo sentido para a carga em cerca de 0,4%.

    O transporte ferroviário de passageiros descreveu uma trajectória descendente revelada por variações negativas de 4,1% e 1,7% em relação aos trimestres passados e igual ao do ano anterior, respectivamente, e quanto ao transporte de carga registou incrementos de 5,2% e 19,4% face aos trimestres anterior e homólogo de 2018, respectivamente.

    De acordo com os dados recolhidos com base na amostra do Inquérito Mensal aos Estabelecimentos Hoteleiros, o fluxo de hóspedes de Janeiro a Junho de 2019 cresceu face a igual período de 2018 em 9,6%.

    Durante o período em análise, as dormidas registaram um ligeiro decréscimo, na ordem de 1,2%, face ao período homólogo e em relação ao trimestre passado cresceu em cerca de 4,4%.

    No período em análise, tal como avança o INE, a importação de combustíveis, nomeadamente, do gasóleo e da gasolina, diminuiu, face aos trimestres homólogos de 2018 e anterior, em cerca de 42,2%, 34,6% e 62,1%, 49,8%, respectivamente.

    O volume de negócios do sector de restauração no primeiro trimestre de 2019 decresceu em termos homólogos ao de 2018 e anterior em cerca de 6,7% e 1,5%, respectivamente.

    O volume de negócios do Comércio cresceu face ao trimestre homólogo de 2018 em cerca de 17,2% e relativamente ao anterior decresceu cerca de 19,0%.

    Ao longo do segundo trimestre de 2019, as receitas totais correntes e de capital fixaram-se em cerca de 55,4 milhões de Meticais, tendo superado o primeiro trimestre em 6,0 milhões de Meticais. Contribuiu para esta cifra os impostos sobre rendimentos, com um peso de 24,7% sobre as receitas totais. Desagregando mais os impostos sobre bens e serviços, o IVA contribui com um peso de 14,2%.

    In Capital magazine

  • Desafios e oportunidades na indústria extractiva e megaprojectos

    Num futuro não muito longínquo, os mega-projectos irão alterar o panorama empresarial em Moçambique e criar novas oportunidades de negócio e investimento privado. Foi esta a nota dominante de um briefing económico organizado pela Câmara de Comércio Moçambique – Estados Unidos da América (CCMUSA) e o Millennium bim, em Setembro.

    O evento, que procurou analisar a nova vaga de crescimento e diversificação económica e partilhar com a comunidade empresarial as principais notas do ambiente macroeconómico nacional, teve como keynote speakerOldemiro Belchior, economista-chefe e director da Banca de Investimentos daquela instituição financeira.

    Após uma síntese radiográfica do actual cenário económico do país, Belchior afirmou que segundo as últimas previsões o peso da indústria extractiva no Produto Interno Bruto (PIB) irá superar os 30% a médio e longo prazos, contribuindo para a diversificação da estrutura produtiva nacional. Por conseguinte, a alteração do landscape empresarial, através da criação de novas cadeias de valor, parece um fenómeno inevitável. Entretanto, o desenvolvimento do conteúdo local, através da integração das empresas nacionais nas cadeias de valor dos mega-projectos, deverá obedecer a alguns princípios, nomeadamente: certificação de qualidade, recursos humanos e know how, perfil empresarial que respeite as normas internacionalmente aceites, entre outros.

    A Banca, enquanto uma das principais peças do “xadrez” económico, tem um papel crucial. No entender de Oldemiro Belchior, a oferta de crédito atractivo e competitivo às empresas locais deverá ser a sua principal função. Não obstante as actuais adversidades, Belchior antevê um futuro promissor na economia moçambicana. Todavia, aponta alguns indicadores que considera os principais factores de risco, designadamente: atraso no arranque dos mega-projectos, vulnerabilidade a factores exógenos como o clima, riscos orçamentais causados pelo fardo da dívida pública interna, níveis de liquidez (quando altos tornam-se ociosos, devido aos custos de captação) e o crédito malparado.

    Questionado sobre o impacto do conflito entre a China e os EUA na economia nacional, Belchior explicou que a grande consequência verifica-se na volatilidade do preço das commodities. No que respeita às consequências socioecónomicas da violência xenófoba na RAS, também sobre a economia nacional, o economista defende que “há um efeito de contágio para os dois lados, já que Moçambique é dos países africanos que mais consome bens primários da África do Sul.”

    In Mozbusiness magazine

  • Combate ao branqueamento de capitais impõe desafios ao Governo e Sector Privado

    Sete anos após aprovação da Estratégia Nacional de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, a cidade de Maputo acolheu a 2 de Outubro, uma conferência organizada pelo Millennium Bim em parceria com a Câmara de Comércio Moçambique- Estados Unidos da América, que abordou temas como o “Branqueamento de Capitais e Combate ao Financiamento de Terrorismo” e “A Desdolarização da Economia”.

    A conferência “Branqueamento de Capitais e Combate ao Financiamento de Terrorismo” contou com diversas individualidades do sector privado e membros do Governo, que juntos discutiram ideias com vista a perceber até que ponto o país se encontra mergulhado no esquema de branqueamento de capitais e, posteriormente, trazer possíveis soluções que permitam a sua dissociação.

    O director geral do Gabinete de Informação Financeira (GIFIM), Armindo Elias Ubisse, disse no seu discurso que para o sucesso do combate ao branqueamento de capitais é necessário alargar o engajamento do sector privado, tendo em conta que gera maioritariamente os fluxos monetários.

    “É necessário estimular o diálogo entre empresários e o Governo com vista a convencer e consciencializar o empresariado do combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, de modo a impedirmos que o sistema financeiro nacional seja utilizado por criminosos bem como interceptar os fundos ilícitos para evitar que venham a parar no sistema”, disse Armindo Ubisse.

    Durante o seu discurso, o director da GIFIM apontou para a qualidade das fronteiras nacionais, corrupção e a fragilidade das instituições como um desafio a ser ultrapassado, no combate do crime organizado em Moçambique.

    Em contrapartida, Faruk Remane, vice-presidente da Câmara de Comércio Moçambique- Estados Unidos da América, defendeu a ideia de haver um alinhamento com as boas práticas internacionais, devendo apostar-se também na capacitação das empresas e na vigilância financeira.

    Tomás Timbana, advogado e antigo Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, apontou o baixo nível de formação sobre a matéria de branqueamento de capitais por parte dos agentes económicos e a fraca implementação da base legal existente. Relativamente a esse assunto, Ubisse referiu que a formação dos magistrados é indispensável e que a legislação deve ser de qualidade vital. Acrescentou ainda que o congelamento das contas suspeitas no envolvimento do branqueamento deve ser imediato.

    No painel sobre “Desdolarização, Vantagens para a Economia Nacional”, Jamal Omar, administrador do Banco de Moçambique, referiu que medidas estão a ser tomadas tendo em vista reforçar o uso do metical nas transacções nacionais, dado que a redução da circulação da moeda estrangeira no território nacional fortalece a soberania e a confiança das instituições locais, sem contar que contribui para o reforço da estabilidade macroeconómica e para a redução da desigualdade.

    Como forma de impulsionar a desdolarização em Moçambique, o administrador do Banco Central destacou a importância de se ter uma economia produtiva sólida e deixar de pensar no dólar nas transacções domésticas.

    Por sua vez, o director executivo da CTA, Eduardo Sengo, defendeu a difusão das práticas que podem configurar crimes de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, às empresas do sector financeiro visto que, em muitos casos, envolvem-se nestas práticas por desconhecimento.

    De referir que esta conferência foi organizada também com o objectivo de lançar uma nova marca do Millennium bim denominada “corporate”, tendo em conta a necessidade do banco de criar uma imagem independente que transmita um sentimento de proximidade e exclusividade aos seus clientes.

    In Mozbusiness magazine

  • Regendra de Sousa diz que foco será a industrialização

    Os próximos cinco anos de governação em Moçambique são vistos como sendo de industrialização, segundo o ministro da Indústria e Comércio, Regendra de Sousa, durante um seminário sobre a indústria denominado “Desafios do Sector Industrial e Medidas para a sua Alavancagem”. Regendra referiu igualmente que esta industrialização virá da mineração.

    O ministro da Indústria e Comércio em Moçambique diz que é preciso trabalhar para a industrialização ser uma realidade no país. Ragendra recordou que em 1974, na Coreia do Sul, o Produto Interno Bruto (PIB) era de 987 mil dólares ‘per capita’. Curiosamente, no mesmo ano, e num momento em que Moçambique ainda era colonizado, o seu PIB era mais elevado (1.040 dólares). Isto para dizer que, na época, tínhamos uma economia mais rica do que os sul-coreanos. Contudo, o cenário mudou e a Coreia do Sul encontra-se hoje muito mais desenvolvida.

    Ragendra de Sousa considera que a área económica continua a ser uma das prioridades do Governo, sobretudo no que concerne à transformação da economia, por forma a dar um salto qualitativo no crescimento do PIB, o que no seu ponto de vista pode aumentar a competitividade e permitir uma entrada do país no mercado estrangeiro. E o ministro não parou, tendo ainda sublinhado que é preciso que o empresariado tenha um financiamento à altura bem como informação sobre matéria-prima.

    Mateus Matusse, director nacional da Indústria, na apresentação do tema “Implementação da Política Estratégica Industrial”, defendeu entre outras ideias, a necessidade de se aumentar a produção industrial, uma vez que o PIB nacional tem estado em declínio, de 2017 e 2018.

    Matusse diz ser necessário trazer “robustez” ao PIB, promovendo o conteúdo local, assim como definir as indústrias prioritárias, associando a isso uma redução das importações.

    Solução da revitalização industrial mais próxima

    O seminário em causa trouxe uma “luz no fundo do túnel” afirmando que o fundo para a revitalização da indústria em Moçambique deverá estar pronto em Dezembro.

    A informação foi avançada pelo Banco Nacional de Investimento (BNI), considerando que o mesmo terá uma contribuição média de 9% no PIB. A “boa nova” revelada também pelo BNI, através do seu Presidente de Conselho de Administração, Tomás Matola, é que o Banco Mundial e investidores chineses estão interessados em financiar o projecto.

    A iniciativa existe há cerca de 8 meses e nasceu da assinatura de um memorando que envolve o Ministério, o BNI e a CTA.

    O presidente das Confederações das Associações Económicas, Agostinho Vuma, referiu ser necessário ter um sistema financeiro comportado, para que as taxas de juro sigam de encontro aos objectivos do sector privado. “Temos de começar a trabalhar com metas para que o que estamos a fazer seja mensurável”.

    Aliás, Vuma alertou para o facto de que a redução de 300 médias empresas, no período de 2003 a 2015, significou a perda do valor acrescentado bruto da indústria manufactureira na ordem dos 9,4%.

    Arão Nualane (texto) in Mozbusiness magazine

  • ICM prepara expansão do Fundo Rotativo para a Comercialização Agrícola

    O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) iniciou um programa de expansão do Fundo Rotativo de Comercialização Agrícola (FRCA), tendo como base os resultados que estão a ser alcançados pela Linha de Crédito de Comercialização Agrícola (LCCA) que, em seis meses de implementação, já concedeu financiamentos na ordem dos 70 milhões de meticais, que geraram a compra de cerca de 7.000 toneladas de culturas diversas e beneficiou directamente perto de 12.000 famílias.
    Para assegurar o sucesso deste programa de expansão a direcção do ICM submeteu, de 13 a 15 de Novembro, os seus quadros a uma acção de formação. Esta formação incluiu técnicos da Gapi que intervêm na implementação desta linha.
    “A parceria estabelecida com a Gapi, para a constituição desta linha, embora com poucos recursos, tem vindo a ter um impacto significativo no meio rural, com o real acréscimo da renda familiar, facto reconhecido pelo Governo, parceiros de desenvolvimento, autoridades comunitárias locais e pelos principais beneficiários da cadeia de valor da comercialização agrícola”, considerou Mohamed Valá, Director Geral do ICM.
    Valá enalteceu o facto de “não obstante esta primeira fase ter servido de indução e inserção para testarmos vários modelos para a definição da estratégia de financiamento à comercialização agrícola, já estamos a ver resultados animadores”, considerou, acrescentando que “já há diversos parceiros que estão interessados em aderir, o que nos vai permitir expandir o fundo”.
    O Presidente da Comissão Executiva (PCE) da Gapi, Adolfo Muholove, disse que esta parceria entre ICM-Gapi “é uma contribuição concreta e relevante para a inclusão económica, financeira e social dos moçambicanos, com principal pendor para camadas mais sensiveis como os jovens e as mulheres”.
    Muholove acrescentou que esta formação enquadra-se no Serviço de Desenvolvimento Institucional, um dos três pilares da metodologia de intervenção integrada da Gapi, que combina, além deste serviço, a Capacitação e Consultoria Empresarial e os Serviços Financeiros.
    “Ao capacitarmos os técnicos do ICM e da Gapi, com vista a melhor enfrentarem os desafios crescentes da comercialização, pretendemos alcançar fundamentalmente dois grandes objectivos: (i) cumprir com o regulamento da LCCA; e (ii) garantir uma gestão com taxas de reembolso na ordem de 100%”, concluiu o PCE da Gapi.
    Neste momento, a taxa de reembolso, situa-se em 98 por cento, o que é considerado aceitável. Num futuro breve, este mesmo grupo de gestores constituído por Delegados do ICM, Gerentes e Técnicos das Delegações Gapi será capacitado também em gestão da comercialização agrícola, metodologias de Monitoria, avaliação dos mutuários, entre outros temas de interesse para a sustentabilidade do Fundo de Comercialização.

  • Millennium bim é o primeiro Banco a chegar ao Facebook em Moçambique

    Os Clientes do Millennium bim vão ser os primeiros a ter o Banco no Facebook. Depois de, em Maio deste ano, ter sido o primeiro Banco em Moçambique e um dos primeiros no mundo a lançar uma plataforma de Mobile Banking que funciona no WhatsApp, o Millennium bim volta a inovar e a ser pioneiro ao lançar o aplicativo IZI no Facebook.

    A novidade foi dada a conhecer na última sexta-feira, dia 15 de Novembro, na 8ª Edição África do Fórum Financeiro Outlook, realizado no Hotel Indy Village, em Maputo.

    Trata-se de uma plataforma exclusiva no mercado moçambicano que irá funcionar como um chat empresarial do Banco no Messenger da rede social mais popular em Moçambique e que estará disponível para todos os Clientes com contrato Mobile Banking subscrito.

    O IZI no Facebookpermite que os clientes do Millennium bim possam realizar através do Messenger do Facebook diversas operações, desde consultas de saldo e movimentos, extractos e compra de recargas, entre outras transacções. O utilizador digita as operações que pretende e o Banco executa. Para além de acessível e fácil, o novo serviço garante total segurança.

    De referir também que, tal como o IZI no WhatsApp,todos os clientes com acesso ao IZI no Facebook têm ainda a vantagem de poder consultar e actualizar os seus dados pessoais, através do aplicativo, sempre que necessitem.

    O IZI no Facebook junta-se, assim, ao Millennium IZI, ao Smart IZI e ao IZI no WhatsApp, permitindo aos clientes do Banco terem diferentes opções no acesso aos diversos serviços, ao mesmo tempo que têm o seu dia-a-dia mais simplificado.

    Depois de ter sido o 1º Banco em Moçambique e um dos primeiros no continente africano a lançar uma plataforma de Mobile Banking que funciona no WhatsApp, o Millennium bim passa agora a marcar presença também no Facebook que é uma rede social conhecida mundialmente. Soluções inovadoras que vêm revolucionar a relação do Banco com os clientes e seus hábitos de consumo, permitindo reforçar ainda mais a sua presença e confiança junto dos moçambicanos.

    Jorge Octávio, administrador do Millennium bim, aponta a importância do novo aplicativo, reforçando o facto dos “canais digitais do Banco se tornarem cada vez mais importantes nos serviços prestados, o que confirma o compromisso do Millennium bim com a inovação e com as novas tecnologias”.

    Este é mais um momento histórico para o Banco. Recorde-se que o IZI no WhatsApp foi lançado em Maio, já contabiliza mais de 160 mil transacções e recentemente recebeu o Atestado de Qualidade pelo Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ). Ainda na fase piloto, o IZI no Facebook também recebeu o Atestado de Qualidade pelo Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ).

    Ao marcar presença também no Facebook o Millennium bim prova, uma vez mais, que em matéria de inovação mantém uma posição de topo. Não é por acaso que é o Banco mais premiado de Moçambique, nomeadamente na área da inovação. Ganhou o prémio ‘Best Digital’ e ‘Best Innovaters’ da Global Finance e tem vindo a somar distinções internacionais que reconhecem a robustez e solidez da instituição, classificando-a como melhor Banco de Moçambique.

    Com a nova plataforma IZI no Facebook, o Banco reforça ainda mais a sua posição no País e a aposta que tem vindo a fazer na inclusão financeira de todos os moçambicanos.

  • Aldino Muianga lança ‘Os Funerais de Mubengane’

    O escritor moçambicano Aldino Muianga lança, na próxima sexta-feira, 22 de Novembro, às 18h00, no Auditório do Edifício-Sede do BCI, em Maputo, ‘Os Funerais de Mubengane’, o seu décimo livro.

    Esta obra, a ser apresentada pelo académico Almiro Lobo, é asegunda do autor publicada pela Cavalo do Mar, na colecção pelagem negra, e que conta novamente com o apoio do BCI. A primeira, ‘Asas Quebradas’,foi lançada em Outubro de 2017, sinalizando, na altura, os trinta anos de carreira de Muianga.

  • TOTAL apresenta oportunidades de negócio em Cabo Delgado

    O projecto Mozambique LNG, liderado pela Total, realizou hoje na cidade de Pemba, um seminário para apresentação a fornecedores locais das oportunidades de contratação no projecto. Este seminário, que se seguiu ao realizado em Setembro passado na mesma cidade, teve como objectivo apresentar aquelas oportunidades às empresas que não tinham tido a oportunidade de participar do anterior.

    Os seminários são fundamentais para o plano de conteúdo local da Total e para o compromisso de assegurar a divulgação de detalhes relacionados com as oportunidades de contratação oferecidas pelo Projecto, com vista a providenciar às empresas locais as informações necessárias para concorrer e competir.

    O Director Provincial da Indústria e Comércio de Cabo Delgado, Nocif Magaia, em representação do Governador Provincial, afirmou que “para cada passo que o projecto dá em frente, a comunicação é importante para o sector privado se posicionar e dar o peso certo às expectativas que o projecto alimenta. Asseguramos que estes seminários estão a induzir a modernização das empresas locais constituída maioritariamente por PMEs”.

    Dayne Kells, representante da Total, afirmou: “Este seminário, que é parte do trabalho conjunto quetemos vindo a realizar com o Governo moçambicano e parceiros relevantes, é a manifestação clara que o projecto Mozambique LNG, liderado pela Total, mantém os compromissos assumidos de maximizar a participação do conteúdo local no projecto. Maximizar o conteúdo local é condição imprescindível para um projecto bem-sucedido. Não há projecto bem-sucedido, se este não for capaz de trazer benefícios tangíveis para o país e o povo que o acolhe. Por isso, para nós, é essencial que que este projecto traga ganhos não só para os nossos accionistas e parceiros, mas também paraMoçambique e para os Moçambicanos”.

    Durante o seminário, a CCS JV, o consórcio contratado para Engenharia, Procurement e Construção no âmbito do projecto Mozambique LNG, apresentou detalhadamente diversas oportunidades de contratação, incluindo os valores estimados de contrato e o horizonte temporal, nas áreas de agricultura e pecuária, serviços administrativos, equipamentos capitais, obras e instalações temporárias, comunicações, consumíveis para construção, gestão de acampamento, materiais de

    construção brutos e manufacturados, equipamento de protecção individual, serviços especializados e transporte.

    Por sua vez, o IPEME apresentou, entre outros, o seu papel como promotor de oportunidades do projecto Mozambique LNG e o INNOQ o seu papel na certificação.

  • Rebelo quer deixar “cair as paredes que dificultam a comunicação interna” no MTC

    O Ministério dos Transportes e Comunicações capacitou, entre os dias 4 e 6 de Novembro, na cidade de Maputo, um total de 60 funcionários em matérias relativas ao Sistema de Gestão por Processos (SGP), com vista à optimização das actividades e processos desenvolvidos na instituição.
    Trata-se de um sistema constituído por processos, procedimentos e práticas, implementados de forma sistemática e abrangente, que garantem o cumprimento da missão do ministério, definindo e alcançando os objectivos e metas, controlados e revistos periodicamente.
    A capacitação dos funcionários insere-se no âmbito da assistência técnica de Portugal e China, através das empresas públicas Grupo Infraestruturas de Portugal e China Tiesiju Civil Engineering Group, respectivamente, e visa posicionar o Ministério dos Transportes e Comunicações como uma organização inovadora no seio da Administração Pública.
    O sistema permite o alinhamento, a monitorização e o controlo dos resultados, garantindo respostas e adaptações contínuas aos desafios do sector, para além da agregação das actividades e comportamentos executados por pessoas e meios tecnológicos para alcançar um ou mais objectivos.
    Conforme explicou a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, o projecto, que vai culminar com a implementação do Sistema de Gestão por Processos, iniciou em Novembro de 2018 e visa a melhoria do planeamento estratégico e de transportes e comunicações.
    “Estamos diante de um projecto inovador, que vai abranger todas as direcções e departamentos do ministério, baseado no ciclo PDCA (Planear, Executar, Monitorar e Actuar). Vamos melhorar o funcionamento nas actividades que todos nós executamos no dia-a-dia, bem como nas grandes opções estratégicas sob responsabilidade do Ministério dos Transportes e Comunicações”, frisou Manuela Rebelo, durante a cerimónia de encerramento.
    Na ocasião, a vice-ministra sublinhou que, através deste projecto, o ministério pretende estar na vanguarda do que de melhor se faz na gestão das organizações: “Vamos deixar cair as paredes que dificultam a comunicação interna. Com o envolvimento e comprometimento de todos, vamos transformar o Ministério dos Transportes e Comunicações numa referência de boa gestão e governação”.