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  • Mais de 2.340 documentos de identidade emitidos em três dias no distrito urbano KaMubukwana

    O distrito urbano KaMubukwana, que congrega 14 bairros, em Maputo, foi palco de quinta-feira a sábado último, de mais uma acção da campanha de cidadania promovida pelo Standard Bank, no âmbito do Festival do Batuque, inserido nas celebrações dos 125 anos da cidade de Maputo, das quais este Banco é o patrono.

    Neste contexto, as brigadas móveis da Autoridade Tributária de Moçambique, do Registo e Notariado e da Direcção de Identificação Civil, processaram mais de 2.340 documentos, dos quais 1.112 correspondem a NUIT´s (Número Único de Identificação Tributária), acima de 180 Cédulas Pessoais e 1.050 títulos de identificação para Bilhetes de Identidade biométricos, beneficiando uma moldura humana considerável que acorreu em massa ao recinto da Escola Secundária Quisse Mavota, naquela urbe.

    Segundo Aurélio Fenita, representante do Standard Bank, esta iniciativa “visa apoiar os cidadãos a obterem documentos essenciais que lhes permitam o gozo efectivo da sua cidadania e, em simultâneo, apoiar o Governo a promover estes serviços básicos, bem como alargar a base tributária de modo a que todos possamos contribuir para o desenvolvimento do nosso País”.

    “É uma enorme satisfação para o Standard Bank ver que muitas pessoas passaram por esta escola, desde quinta-feira, para tratar dos seus documentos, seja BI, NUIT ou registo de nascimento”, sublinhou Fenita.
    Por seu turno, o vereador do distrito urbano KaMubukwana, David Cângua, saudou o Standard Bank pela promoção da campanha de cidadania e por ter levado àquele distrito, aproveitando a ocasião para apelar ao Banco a dar continuidade a estes serviços básicos para os cidadãos, cujo acesso, por motivos diversos é limitado.

    Já Lázaro Manhiça, residente do bairro do Zimpeto, naquele distrito, disse que “o Standard Bank está a fazer um gesto muito gratificante para o povo moçambicano, na medida em que muitos de nós têm falta de dinheiro para emitir o BI, outros não têm conhecimento dos mecanismos a usar para ter um NUIT, enfim, muitas dificuldades. Fiquei admirado em ver que há pessoas que têm 50 anos de idade e nunca tiveram oportunidade de se registar, ver uma família inteira que não estava registada, mas hoje graças ao Standard Bank já estão registados, pelo que está de parabéns o Banco”.

    Refira-se que os cidadãos que emitiram os seus documentos em KaMubukwana poderão obtê-los num prazo de 15 dias.
    Refira-se que a campanha de cidadania, promovida pelo Standard Bank, decorre desde Agosto de 2011, tendo já passado pela região açucareira de Xinavane, província de Maputo, no município de Nacala Porto, província de Nampula, no município de Chimoio, província de Manica, no município de Chibuto, na província de Gaza, para além dos artistas e feirantes do FEIMA e mais recentemente esteve no distrito da Katembe.

  • Universidade da Cidade do Cabo anuncia novo remédio contra malária

    Cientistas da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, anunciaram o desenvolvimento de um novo remédio para combater a malária. Sem nome comercial, é apresentado pela sigla MB 390048. O medicamento promete combater os cinco tipos conhecidos da doença com um único comprimido, tomado uma só vez. Testes realizados em animais mostram que o micro-organismo causador da malária, o protozoário chamado Plasmodium, desapareceu do organismo após uma só dose do produto. E o medicamento ainda impede que o mosquito Anopheles transmita o mal a outras pessoas depois de picar alguém infectado. Em 2010, a Organização Mundial de Saúde, órgão ligado à ONU, registou 216 milhões de casos em todo o mundo. A malária causa, entre outras coisas, febre, mal-estar, fortes calafrios e anemia. Sem o tratamento adequado, que deve ter início logo após aparecerem os primeiros sintomas, a doença pode levar à morte.

  • Denunciadas “taxas de agiotagem” no microcrédito

    O presidente do Fundo de Apoio à Reabilitação Económica (FARE) de Moçambique, Mohamad Rafik, referiu hoje que as taxas de juro aplicadas por algumas instituições de microcrédito nas zonas rurais moçambicanas "chegam a atingir níveis de agiotagem". Falando aos jornalistas à margem do VI Workshop Internacional sobre Finanças Rurais, que decorre em Maputo, Mohamad Rafik denunciou que bancos de micro crédito estão a aplicar taxas de juros que chegam a atingir 60 por cento, violando as recomendações do Banco Central. "As taxas que o FARE prática são em conformidade com as taxas indicadoras do Banco de Moçambique.
    O FARE coloca o dinheiro a uma taxa de juro de 8 a 12 por cento, mas chegam aos utentes finais a taxas que chegam a atingir 60 por cento. Há muita agiotagem, estas taxas são absolutamente obscenas, inaceitáveis", acusou Mohamad Rafik. O FARE é uma instituição do Esta-do, que apoia o processo de reativação da economia, através de financiamento a atividades produtivas e de presta-ção de serviços, criação de emprego e inovação, promoção e dinamização do setor privado, nomeadamente peque-nas e médias empresas. Segundo aquele responsável, as instituições de microcrédito recebem recursos do FARE a juros baixos, porém, os utentes pagam percentagens muito elevadas.

  • Nações Unidas usam telemóveis para distribuir comida

    As Nações Unidas assinaram um contrato de três anos com a MasterCard que assegura a possibilidade da organização fazer doações digitais no âmbito do Programa Mundial de Alimentação (PMA). Esta parceria vem melhorar o acesso aos alimentos e ajudar o desenvolvimento das economias locais, nos países beneficiários do programa, estendendo os mecanismos de apoio da organização a pessoas que não têm acesso a contas e recursos do sistema bancário.
    Com o novo plano, as Nações Unidas mantêm o sistema de vouchers usado para fazer chegar dinheiro que facilite a compra de alimentos a pessoas carenciadas nos países em vias de desenvolvimento, mas aos vales em papel juntam vales electrónicos. Quem receber a "comida digital" pode trocá-la em mercados ou lojas locais por alimentos. O Programa Mundial passará a utilizar os telemóveis, cartões de crédito, vouchers e mensagens de texto para este fim, amplificando os mecanismos já existentes de "troca de alimentos".

  • White Pearl, lugar de puro deslumbre

    Se quiser gozar uns dias com o seu ‘mais do que tudo’, existe um lodge perfeito para esse efeito a cerca de 17 km da Ponta do Ouro. Chama-se White Pearl e é uma estância hoteleira especialmente vocacionada para o segmento dos honeymooners.

    O White Pearl associa-se à ideia de um turismo sustentável, tendo sido construído com madeiras locais. Dispõe de 22 suites, todas com piscina e vista para a praia e possuem a particularidade de usar tecidos orgânicos.

    A oferta de lazer inclui longos passeios a cavalo na praia e visitas a recifes para observação de tartarugas, golfinhos e baleias corcundas.

    O White Pearl teve o condão de transformar a Ponta Mamoli num spot exclusivo. As suites mantêm uma relação de simbiose perfeita com a natureza e as opções de decoração são não um mero prolongamento dessa escolha, mas um exercício de estilo que exalta o que de melhor existe em termos de cores, formas e materiais, sem ferir o encanto da paisagem envolvente.

    Entre o zen, o sofisticado e o moderno minimalista, o White Pearl pontua entre os 51 novos hotéis do mundo em 2012, eleitos pela Travel & Leisure. E o caso não é para menos.

    As salas de refeição, os bares e as acomodações facilmente se convertem numa varanda com vista para o mar, que ondula entre os tons turquesa e e o verde-esmeralda, e para a vegetação luxuriantes da montanha.

    O serviço é de uma personalização a toda a prova. Desde a disponibilização de um helicóptero para transportar os visitantes do aeroporto até ao local à confecção de refeições que não se encontram contempladas no menú, tudo é possível. Vale a pena sobretudo quando se pretende surpreender alguém.

  • Gazeda constrói edifício multi-usos em Nacala

    O governo moçambicano através do Gazeda (Gabinete da Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado), investiu pouco mais de 61 milhões de meticais para construir na Zona Económica Especial de Nacala, um edifício multi-uso de raiz que vai operar como um Balcão de Atendimento Único (BAU), onde vão ser aglutinadas instituições tais como
    Autoridade Tributária, Conservatória dos Registos, Migração e outras áreas de actividades que possam facilitar as operações dos investidores nacionais e estrangeiros.
    De acordo com Branquinho Nhombe, Delegado do Gazeda em Nacala, disse ao nosso jornal que com a entrada em funcionamento deste edifício que já foi inaugurado recentemente pelo presidente da República e que se situa nas imediações do futuro aeroporto internacional em construção, os homens de negócios que pretendam investir na Zona Económica Especial, não terão que se deslocar para outros locais distantes na obtenção da sua documentação.
    “Construímos este edifício com o objectivo de criar condições facilitadas aos investidos nacionais e estrangeiros e como prova do nosso comprometimento em alimentar estas facilidades aos investidores, todo o investimento feito para o efeito é do governo moçambicano. Todo o investidor pode adquirir aqui todas as licenças inerentes as actividades que pretenda desenvolver nesta ZEE”, apontou Branquinho Nhombe.
    Importa referir que o Gazeda desde a sua criação já incentivou a instalação de 39 empresas que investiram em cerca de pouco mais de 390 milhões de dólares americanos entre Setembro de 2010 a finas do ano passado em Nacala-Porto o que até certo ponto, iniciou o processo de desenvolvimento daquela região que detém um dos maiores portos do mundo de águas profundas, aliado ao facto de reduzir a pressão fiscal sobre os investidores que recebem alguns incentivos.
    Recentemente, durante a realização da primeira conferência internacional da ZEE, organizado pelo Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado havido em Nacala foi promovido um projecto turístico para a construção de uma cadeia com 40 hotéis, um projecto que será implementado num período de dez anos, em cinco fases, uma iniciativa que se espera venha criara duzentos mil postos de trabalho.
    Este projecto de estância turística, vai se comparar a grandes destinos turísticos mundiais como Veneza, Miami, Marbella, entre outros, será erguido no posto administrativo de Matibane, no distrito turístico de Mossuril, na província de Nampula, num investimento estimado em dois biliões de dólares, a serem investidos em 95 por cento pela BW – grupo sediado em Málaga, Espanha – e outros cinco pelo Estado moçambicano, através do Instituto Nacional de Turismo.
    Em Nacala-Porto, durante a referida conferência internacional, foram apresentados o projecto e os detalhes do investimento pelo director de Investimentos do INATUR, Mário Ernesto Sevene, durante a primeira conferência de investidores da Zona Económica Especial de Nacala.
    Foi dado a conhecer, na ocasião, que em Dezembro do ano passado a BW assinou um contrato de investimento com o governo ao abrigo do qual há um período de dezoito meses, que termina em Julho do próximo ano, para realização de estudo de impacto ambiental e de viabilidade aprofundado, que se segue aos estudos realizados pelo governo. A fonte esclareceu que os estudos não condicionam o arranque do projecto, mas sim o aprofundamento de detalhes técnicos.

  • Indústria alimentar injecta 15,6% no PIB

    A indústria alimentar moçambicana contribui com o correspondente a 15,6% do Produto Interno Bruto (PIB), taxa considerada pela Associação Industrial de Moçambique (AIMO) de “muito baixa”, devido a dificuldades sentidas no escoamento de produtos agrícolas das áreas de produção para a sua transformação industrial.
    A AIMO atribui a situação ao facto de a matéria-prima usada pelas fábricas estar localizada em áreas de difícil acesso, particularmente, no Norte de Moçambique, onde as vias de acesso rodoviário e ferroviário não existem e/ou são deficitárias.
    Este constrangimento faz com que a maioria das unidades económicas do ramo alimentar tenha um nível de competitividade baixo no mercado nacional e internacional, de acordo ainda com a Associação Industrial de Moçambique.
    A agremiação recorre a experiências mundiais que possui que mostram que países bem sucedidos no seu desenvolvimento têm um forte suporte na indústria transformadora e, portanto, beneficiam de uma competitividade cada vez mais crescente.

  • Governo vai construir e reabilitar cerca de 4 mil fontanários para minimizar crise de água

    O governo aprovou, ontem, a revisão da Política Nacional de Abastecimento de Água, que inclui uma nova fórmula para calcular o número de pessoas que ainda não têm acesso à água potável em todo o país. É que, actualmente, o executivo calcula o nível de abastecimento de água através da conjugação de factores como 500 pessoas, num raio de 500 metros a serem abastecidas por um fontanário.

  • Desenvolvimento Pro-Savana: Injectam-se fundos para agro-negócios em Nacala

    Um Fundo para a Iniciativa de Desenvolvimento Pro-Savana constituído por um montante inicial de 750 mil dólares americanos, (cerca de 22 milhões de meticais ) será estabelecido amanhã em Nampula. Trata-se de um instrumento financeiro que será subscrito entre o Ministério da Agricultura e a Gapi-SI e tem por objectivo testar modelos de in-vestimento e financiamento a pequenas empresas do sector de agro negócio no Corredor de Nacala. O memorando regulador deste Fundo será assinado na Sede do Governo da Província de Nampula sob o testemunho dos seus principais parceiros e que são as agências de apoio ao desenvolvimento dos Governos do Japão (JICA) e do Brasil (ABC). O Pro-Savana é um programa que visa o desenvolvimento agrícola e rural na região do Corredor de Nacala, com o objectivo de melhorar a competitividade do sector, em termos de segurança alimentar, aumento da produtivi-dade dos pequenos e médios produtores e a geração de excedentes agrícolas exportáveis.

  • Exclusivo da pesca de Atum foi atribuído à britânica Lonrho

    A empresa britânica Lonrho anunciou hoje que à sua divisão Oceanfresh Seafood foi atribuída a exclusividade da pesca de atum na zona económica exclusiva de Moçambique, por um período de cinco anos.
    Sem divulgar o valor da concessão, a empresa revelou, num comunicado divulgado em Londres, ter sido autorizada a pescar atum até 12 mil toneladas por ano, nas 200 milhas da zona económica exclusiva moçambicana.
    "Esta é a primeira vez que o governo de Moçambique atribui direitos de pesca por um período superior a um ano e coincide com a melhoria dos armazéns de frio e outras facilidades da Lonrho no porto de pesca de Maputo", considerou a empresa.

  • Preços continuam a cair em Maputo

    O nível geral de preços registou uma redução na ordem dos 0,07 porcento em Agosto. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas contribuiu para esta tendência negativa com cerca de 0,09 pontos percentuais negativos. Dados avançados ontem pelo Instituto Nacional de Estatísticas indicam que a descida dos preços da Cebola (2,7 por cento), do Feijão manteiga (1,9 por cento), do Arroz em grão (0,6 por cento), da Batata Reno fresca (2,2 por cento), do Coco (1,6 por cento), do Carapau (0,4 por cento), e dos Sumos de fruta (1,8 por cento), teve um impacto no total da inflação mensal de cerca de 0,15 pontos percentuais negativos. De Janeiro a Agosto do ano corrente houve uma redução do nível geral de preços na ordem dos 0,62 por cento. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas, teve um impacto no total da inflação acumulada de cerca de 0,68 pontos percentuais negativos.

  • Exposição “Memórias do Tempo”

    Quatro artistas encontram-se numa mesma sala em “Memórias do Tempo”. Usando as artes plásticas, sua arte de eleição, Mankew, Simões, Dito e Govane expõem no Centro Cultural Franco Moçambicano, em Maputo.

    Apresentando trinta e uma obras de pintura e escultura, as mesmas reflectem o quotidiano da sociedade moçambicana, a vida em comunidade, em particular a vida no meio rural e os seus aspectos culturais, música, dança e a formosura da mulher africana, estampados nas esculturas em madeira e pedra de Simões e Govane e ainda nas pinturas surrealistas e abstractas de Dito e Mankew.

    Há também nesta mostra uma lição a aprender, ilustrada num conjunto de quatro quadros da autoria de Dito que retratam um casal “pássaros-humanos” que, depois de procriarem, se debatem com os desafios para criar os filhotes nestes tempos críticos, onde os homens são cada vez mais gananciosos e pretensiosos. Entretanto, contra todos os males, os “pássaros-humanos” conseguem criá-los com sucesso até atingirem a fase adulta.

  • Transportes e Comunicações crescem 15.9%

    No discurso de encerramento do XXX Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações, realizado semana passada no posto administrativo de Chidenguele, em Gaza, o ministro Paulo Zucula anunciou o crescimento do sector em cerca de 16% no primeiro semestre do presente ano, situando-se entre os três que mais contribuem no Produto Interno Bruto (PIB).
    “Neste Conselho Coordenador, constatámos com agrado que, no ano de 2011, o sector registou um crescimento global na ordem de 14.8%, superando a meta de 10.4% planificada para aquele ano. No primeiro semestre de 2012, o sector cresceu 15.9%, contra os 15.6% registados em igual período do ano passado”, revelou Zucula. Em termos de actividades, este resultado deveu-se ao desempenho do Transporte de Passageiros em 10.9%; Transporte de Carga em 16.1%; e 18.4% nas Comunicações. O Ministério dos Transportes e Comunicações definiu como prioridade a construção de infra-estruturas ferro-portuárias para dar resposta às solicitações da indústria extractiva e da ligação entre locais com potencial agrícola e mercados de consumo.
    Em carteira, estão a construção das linhas-férreas norte-sul; Moatize-Porto de Nacala via Malawi; Nampula-Mocímboa da Praia. Há ainda planos de construção de novos portos ao longo da costa entre os quais o de Palma, em Cabo Delgado.
    Em relação aos investimentos, o plano é “realizar, em cinco anos, mais do que foi realizado nos últimos 200 anos”, disse Paulo Zucula, sem citar números concretos.

  • PME’s aprendem a ser rentáveis e competitivas

    A African Management Services Company (AMSCO) – em parceria com a Norfund e a Technoserve – reuniu, quinta-feira última, em Maputo, representantes de pequenas e médias empresas (PME’s), câmaras de comércio, instituições internacionais e do Governo, com vista a trocar experiências sobre o desenvolvimento do sector privado em Moçambique.
    No workshop subordinado ao tema “Apoiando o sector privado, o motor de crescimento", a AMSCO, instituição pioneira na capacitação e desenvolvimento de competências das PME’s em África, onde actualmente opera em 25 países, manifestou a sua pretensão em apoiar as empresas moçambicanas a se tornarem rentáveis e competitivas, através do fornecimento do capital humano.

    Para além das perspectivas de investimentos do Norfund, um fundo norueguês que ajuda os países em desenvolvimento a lutar contra a pobreza, apoiando o crescimento económico, emprego e transferência de tecnologia, foi igualmente apresentada a visão económica da TechnoServe, uma organização, com sede nos Estados Unidos, que ajuda empresários dos países pobres a fazer negócios que geram renda, oportunidades e crescimento económico para as suas famílias, comunidades e países.

    Intervindo na ocasião, o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse que continua a ser propósito essencial do Governo a dinamização da agricultura em Moçambique, sendo o sector prioritário:”É sobre o sector da agricultura, que o Governo de Moçambique projecta a redução da pobreza, promoção de investimentos, criação de emprego, entre outros”, frisou o governante.

    “As recentes descobertas de gás natural e as anteriores de carvão mineral representam para todos os moçambicanos uma responsabilidade acrescida na medida que é necessário fazer-se a exploração sustentável daqueles recursos com benefícios para todos nós, o que representa um esforço de inclusão, de participação, de discussão e de desenho de soluções pontuais para cada situação”, referiu Armando Inroga.

    Por seu turno, o vice-presidente da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, referiu que “um dos desafios da CTA é encontrar mecanismos adequados para incrementar a participação do sector privado, sobretudo das Pequenas e Médias Empresas no desenvolvimento do País”.

    “O País precisa de pequenas e médias empresas sólidas, onde a inovação, o uso de boas práticas de gestão, a existência de um plano de crescimento e, acima de tudo, a existência de recursos humanos qualificados e motivados devem estar presentes, de modo que estas sejam competitivas e se afirmem no mercado nacional mas não só, garantindo assim o seu crescimento e o desenvolvimento sustentável da nossa economia”, finalizou Agostinho Vuma.