A empresa Montepuez Ruby Mining, Lda., uma parceria entre a multinacional britânica Gemfields plc. (com uma participação de 75 por cento) e empresários moçambicanos (25 por cento) deverá iniciar a produção de rubi em finais de Novembro próximo. A garantia foi dada a uma delegação moçambicana composta por jornalistas, quadros do Ministério dos Recursos Minerais e da empresa Montepuez Ruby Mining, Lda., que desde segunda-feira está a visitar a região mineira de Kitwe, na Zâmbia.
A Montepuez Ruby Mining, Lda. está instalada na vila de Namanhumbire, no distrito de Montepuez, em Cabo Delgado, empregando presentemente cerca de 200 trabalhadores, número que poderá ascender a 500 já na fase de plena produção. Este número exclui os empregos que resultarão do fornecimento de serviços ao empreendimento pelas
populações circunvizinhas.
Considerada a segunda pedra mais dura depois do diamante, o rubi é basicamente usado na fabricação de objectos de adorno, bem como na indústria militar, principalmente, na produção de pontas de mísseis.
Acredita-se que a região de Montepuez, possa albergar neste momento, o maior depósito mundial de rubis.
Até ao momento, aquela empresa já investiu pouco mais de cinco milhões de dólares norte-americanos e o objectivo é que nos próximos cinco anos sejam aplicados 25 milhões.
Autor: olamocambique
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Exploração de rubi inicia em Novembro
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Já há dinheiro para a ponte Maputo/Catembe
BREVE: Já estão assegurados os fundos necessários para a construção da ponte entre Maputo e Catembe, ligando as duas margens da baía de Maputo.
Para o feito, foi assinado ontem, na China, um acordo entre o Governo moçambicano e a Exim Bank daquele país asiático para concessão de 681.6 milhões de dólares norte-americanos, correspondentes a 85 porcento do custo total da obra. -
Maputo vai arranhar os céus
Os novos projectos imobiliários já começaram a mudar a configuração de Maputo e a cidade assume-se como a localização preferencial dos investidores que apostam no segmento do uso misto, combinando a habitação com o retalho e os serviços. Assim, prevê-se para breve a construção de torres e edifícios multi-usos e a certeza é que vai haver de tudo: Apartamentos, escritórios, hotéis e centros comerciais, tanto no centro como na periferia.
Mesmo ali na Baixa de Maputo surge o Maputo Bay Waterfront, que é considerado um dos maiores projectos imobiliários em desenvolvimento. E, de facto, é um dos maiores em termos de área de intervenção e de investimento, atingindo o valor de 1.162 milhões de dólares.
O projecto vocacionado para o uso misto, combina as valências da habitação, comércio, serviços e lazer, estendendo-se por uma área de 83.000 m2. A sua localização coincide com o espaço onde outrora era realizada a FACIM – Feira Internacional de Maputo, que desde 2011 decorre em infraestruturas próprias construídas em Ricatla (Marracuene).
As obras do Maputo Bay Waterfront já arrancaram, a avaliar pela azáfama no recinto da ex-FACIM, e o empreendimento, que tem como proprietária a sociedade Costellation (formada por um grupo de investidores privados moçambicanos), vai ser contruído ao longo de 10 anos.
O programa imobiliário prevê a construção de dois hoteis, de cinco e três estrelas, edifícios de escritórios, habitação, galerias comerciais e parque de estacionamento, enquandrados numa zona verde, formada por diferentes espaços ajardinados.
O Maputo Bay Waterfront promete mudar a frente da zona ribeirinha na Baixa da Cidade através do seu carácter inovador e pelos negócios e residentes que ali pretende instalar.
De torre em torre
Não muito distante do mesmo local, prevê-se a construção das Torres Maxaquene. Uma infraestrutura a cargo da Oriental K Real Estate, que pretende ser um marco arquitectónico na Baixa de Maputo com os seus 82.300 m2 destinados à habitação, comércio e serviços.
Da responsabilidade da mesma companhia, eis que surge também o Edifício Pott, um projecto que resulta da reconversão de um palácio do século XIX, em avançado estado de desgradação mas com uma traça valiosa sob o ponto de vista arquitectónico, num conjunto de edifícios modernos. A construção irá localizar-se entre a Av. 25 de Setembro e a Av. Samora Machel, a via que dá acesso ao Conselho Municipal de Maputo. Ao todo, o complexo vai ocupar 23.883 m2, distribuídos por escritórios, habitação, comércio e ainda por um hotel.
Ao mesmo tempo, a Green Point Investment, de capitais maioritariamente israelitas, vai investir 110 milhões de dólares no desenvolvimento do Maputo Business Tower. O edifício irá envergar 47 andares e será o maior do país, ou seja, um autêntico arranha-céus. Promete apresentar 32 pisos para escritórios, cinco para estacionamento de viaturas e os restantes para centros comerciais e um heliporto.
O Maputo Business Tower vai ser erigido na Baixa. A sua construção já se encontra em marcha pela ‘mão’ da Soares da Costa e decorre de uma parceria encetada entre o grupo Green Point Investment e a empresa pública Correios de Moçambique.
Projectos por nascer longe da Baixa
Em plena Av. 24 de Julho, o Maputo Plaza assume-se como um dos projectos em carteira da Tricos Imobiliária. De natureza multifuncional, o seu programa prevê o desenvolvimento de uma área total de construção de 13.930 m2 desdobrados em habitação, comércio e escritórios, a qual se espera que fique concluída em 2013.
A empresa Tricos Imobiliária encontra-se a promover igualmente o projecto residencial The Palm. Já está na sua recta final e localiza-se na emblemática Av. Julius Nyerere que ainda faz parte do Bairro Sommerschield (uma das zonas prime da capital).
A infraestrutura irá ocupar 11.810 m2, oferecendo apartamentos na tipologia T3 em versão duplex. Os condóminos irão poder usufruir de segurança privada, piscina, ginásio, campo desportivo polivalente, bar e generosas áreas de lazer… com uma excelente vista para o oceano Índico.
O The Palm deverá ficar concluído ainda este ano e conta com uma taxa de comercialização de 70% dos seus apartamentos. Aliás, os últimos empreendimentos imobiliários na Av. Julius Nyerere são conhecidos por conseguirem vender todos os apartamentos, ou flats como se ousa dizer em Maputo, antes mesmo da construção terminar. Aliás, a Imovisa (do grupo Visabeira) está a finalizar um prédio de grande porte, que, segundo os agentes imobiliários, já tem todos os flats vendidos.
Num cenário em que a oferta não consegue suprir a procura, é natural que o sonho faça das suas. E os empreendimentos na cidade não param. Na calha já se encontra a passagem do esquisso à realidade das Polana Twin Towers, um conjunto de torres que irão envergar uma altura de 140 metros na zona alta da marginal de Maputo. As Twin Towers vão certamente destacar-se na configuração da cidade, sendo que a autoria do projecto fica a cargo da FEMA – Ferreira & Machado, num misto de oferta residencial e de serviços distribuídos por 34 andares.
À parte todos estes preciosos ‘cogumelos’, correm nos bastidores informações de que investidores pensam aplicar os seus capitais na construção de centros comerciais ou ‘templos do consumo’ um pouco por toda a cidade, sem esquecer o novo parque residencial do Zimpeto, na periferia da Cidade.
In revista África 21
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Taxa de câmbio 18.07.2012
MOEDA / Compra / Venda
EUR / 34,24 / 34,48
USD / 27,88 / 28,08
ZAR / 3,40 / 3,43 -
Oportunidade de negócio à vista
O Departamento de Comércio e Indústria da África do Sul em parceria com o Conselho do Comércio Sueco desenvolveu um programa de tutoria para apoiar as PMEs emergentes que
desejam exportar.
O programa promove o desenvolvimento das PMEs e a implementação de estratégias de exportação para alcançar o crescimento económico.
O programa visa criar parceria entre 15 PMEs sul-africanas e empresas suecas. Estas irão fornecer perícia, coordenação e apoio de monitoramento.Os sectores seguintes estão visados:
– Indústria Eléctrica,
– Defesa e aeroespacial,
– Componentes de automóveis,
– Papel e celulose,
– Indústria metalúrgica,
– TIC,
– Roupas e Artesanato: artigos de papelaria e acessórios.Para participar do programa, as empresas devem preencher os seguintes critérios:
– Pertencer a uma das áreas especificas,
– Ser uma empresa pequena ou média,
– Estar em actividade por mais de 2 anos,
– Possuir uma estratégia de exportação,
– Exportar por mais de um ano,
– Querer entrar em novos mercados e
aumentar os volumes de exportação,
– Ser capaz de pagar os custos de viagem e
acomodação para encontrar o mentor.Algumas empresas Suecas participantes do programa:
– AXIS Communications,
– Bombardier,
– Ericsson,
– Kapsch,
– Metso ND Engineering,
– Metso Paper,
– Munters,
– Ordining & Reda,
– PIAB,
– SAAB,
– SSAB,
– Tiger of Sweden,
– Volvo Busses and Trucks.O programa começará no início de Agosto de 2012, por um período de 12 meses.
Para mais informações contacte:
– Mr Mandiwana / tel: 012 394 5482
– Ms. Nazish Peer / tel:012 394 1415 /
NPeer -
Empresa indiana pretende explorar carvão em Moçambique
A empresa indiana Adani Enterprises está a negociar com a Ncondezi Coal Co. a aquisição de uma participação minoritária nos activos de carvão da empresa britânica em Moçambique, noticiou o jornal Business Standard, de Bombaim.
A empresa foi fundada pelo bilionário indiano Gautam Adani e está sediada no estado indiano de Gujarat.
De acordo com o jornal, o negócio com a Ncondezi Coal Co., empresa cotada no mercado alternativo de investimento da Bolsa de Valores de Londres, deverá rondar os 350 milhões a 400 milhões de dólares.
As fontes citadas pelo Business Standard indicam que a eventual aquisição da participação por parte da Adani Enterprises será endossada à sua participada Adani Power, que tem um plano ambicioso para aumentar em 20 mil megawatts, até 2020, a capacidade de produção de energia eléctrica.
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II Fórum Económico África-Singapura vai ser em Agosto
A Singapore Business Federation vai organizar de 29 a 30 de Agosto de 2012, na República de Singapura o II Fórum Económico África-Singapura (Africa Singapore Business Forum).
Trata-se da 2ª Edição deste Fórum, tendo a primeira sido realizada em 2010, e contará com a participação de empresários de vários países de África, incluindo Moçambique.
A Singapore Business Federation, entidade organizadora do evento, considera como áreas prioritárias de cooperação, as seguintes: Infraestruturas, no domínio de Portos e Aeroportos; Agricultura, no domínio da produção de arroz, sistema de irrigação; Formação Técnica Vocacional; Agro-Processamento, no domínio de produtos pesqueiros e vegetais; Equipamento Mineiro; Zonas Económicas Especiais; Aviação Civil; Energia Renovável; Ciência e Tecnologia.
Neste contexto, a CTA convida todos os interessados que queiram participar e representar Moçambique no mesmo Fórum.
Para proceder com as inscrições, poderão enviar o nome completo; nome da instituição e contactos para os seguintes endereços electrónicos: vcadir e tsibanda até ao dia 16 de Agosto de 2012.
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Consumidores pagam acima de 100 por cento do preço real do tomate na cidade de Maputo
No actual cenário, o quilo de tomate devia custar sete a 15 MT, facto que permitiria que o negócio fosse mais flexível e os produtores, comerciantes e consumidores sairiam a ganhar.
Há especulação do preço do tomate nos mercados de venda a retalho e lojas de frescos, na cidade de Maputo. O consumidor chega a pagar mais de 100 por cento acima daquilo que devia ser o seu preço real, revelou ontem o presidente do Conselho de Administração da Hortofruticola, Belmiro Baptista.
Baptista considera que, tendo em conta o preço actual da venda de uma caixa de tomate no mercado grossista de Zimpeto, que varia de 50 a 180 meticais, não se justifica que um quilo seja comercializado entre 25 e 30 meticais nos mercados retalhistas e lojas de frescos.
Para Baptista, no actual cenário, o quilo de tomate devia custar sete a 15 meticais, facto que permitiria que o negócio fosse mais flexível e tanto os produtores, comerciantes quanto consumidores sairiam a ganhar.
O nosso Jornal visitou, ontem, alguns mercados retalhistas na cidade de Maputo e constatou que os vendedores de tomate chegam, de facto, a lucrar muito acima de 100 por cento do valor da compra.
Tizila Simango vende tomate no mercado central da cidade de Maputo. A mesma diz que compra uma caixa de tomate no mercado grossista de Zimpeto a 200 meticais e vende o quilo a 25. Se consideramos que uma caixa tem 22 quilos, multiplicados por 25 meticais cada, perfaz 550 meticais. Assim, subtraindo os 200 meticais do valor da compra, no final das contas, lucra 350 meticais por caixa, o que representa 150% acima do valor da compra.
Domingas Manhiça é outra revendedora de tomate a retalho no mercado Central da capital do país. Também compra o seu produto no mercado grossista de Zimpeto. Domingas vende o quilo a 40 meticais. A mesma alega que compra a caixa um pouco mais caro – 350 meticais. Mas mesmo assim, feita as contas, multiplicando 40 meticais por 22 quilos, uma caixa rende-lhe 880 meticais. Subtraindo os 350 da compra, a mesma lucra 530 meticais por caixa de tomate.
O que diz a Lei?
O decreto número 56/2011 de 4 de Novembro do Conselho de Ministros, que aprova o regulamento que fixa as margens máximas de lucros para produtos básicos, estabelece que, para bens tais como tomate, o seu lucro não deve exceder 10 por cento nos mercados grossistas e para os retalhistas a margem mais elevada deve estar nos 25 por cento.
Ou melhor, para um revendedor que vai comprar tomate ao Chókwè, a sua margem de lucro no Zimpeto deve ser de 10 por cento o máximo. O retalhista que adquire o mesmo produto no Zimpeto para vender no mercado Central deve lucrar o máximo 25 por cento.
Ora, se o preço de uma caixa de tomate no mercado grossista de Zimpeto varia de 50 a 200 actualmente, bastava apenas acrescentar 25 por cento a valor da compra.
Exemplificando, se um revendedor compra uma caixa de tomate a 200 meticais no Zimpeto, adicionando 25 por cento, devia ganhar 250 meticais, sendo 50 de lucro. Dividindo 250 meticais por 22 quilos de uma caixa, o quilo sai 10 meticais. Isso quer dizer que 10 meticais devia ser o preço real do quilo de tomate, cuja caixa foi adquirida a 200 meticais nos mercados retalhistas.
Constrangimentos provocados pela especulação
Baptista diz que o elevado custo do tomate impede o aumento de novos consumidores para permitir que o produtor possa vender mais. Sugere que haja fiscalização séria das autoridades, para evitar que os revendedores ganhem acima de 100 por cento, prejudicando, em última análise, o consumidor.
In jornal O País
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Consumidores pagam acima de 100 por cento do preço real do tomate na cidade de Maputo
BREVE: Há especulação do preço do tomate nos mercados de venda a retalho e lojas de frescos, na cidade de Maputo. O consumidor chega a pagar mais de 100 por cento acima daquilo que devia ser o seu preço real, revelou ontem o presidente do Conselho de Administração da Hortofruticola, Belmiro Baptista.
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Shell mantém preço de proposta de compra da Cove Energy
A petrolífera Shell decidiu manter o preço de compra da Cove Energy, empresa irlandesa que explora gás no Norte de Moçambique, e não participará no leilão agendado para hoje, que a deveria opor à tailandesa PTT.
A guerra das duas empresas pela Cove foi na segunda-feira intermediada pelo regulador britânico, ao impor que a Shell e a PTT apresentassem propostas finais até ao fim do dia, sob pena da operação ir para leilão, marcado para hoje, 18 de Julho.
Segundo um comunicado da Cove, a Shell manteve a proposta de 1.38 mil milhões de euros. A PTT, que não se pronunciou, tinha uma proposta superior, de 1.54 mil milhões de euros. -
Moçambique supera média do continente no comércio intra-africano
Moçambique está em vantagem no que diz respeito ao comércio intra-africano, chegando a superar aquilo que é a média do continente.
Segundo o Ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, actualmente, Moçambique está com uma média estimada em cerca de 12 %, contra sete que é a media do conjunto dos países africanos.
Actualmente, o comércio intra-africano é frágil, por se situar abaixo de 10 % em relação ao que África vende fora do continente. De modo a inverter este cenário, a União Africana decidiu escolher para a 19ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da UA o lema: “Impulsionar o Comércio Intra-Africano”, tendo em vista a apelar os africanos a aumentarem as suas trocas comerciais entre si.
Moçambique, apesar da sua vulnerabilidade em termos de desenvolvimento económico, tem conseguido vender mais produtos e serviços dentro do continente, concorrendo para este desempenho positivo a energia de Cahora Bassa, as linhas-férreas e os portos, essencialmente.
«Ao nível das trocas comerciais em África, Moçambique tem uma vantagem, porque é fornecedor de energia para alguns países africanos, e tem portos e caminhos-de-ferro que têm permitido ser uma alavanca para o desenvolvimento para os países do interlan», disse Inroga.
Armando Inroga explicou ainda que em termos de resultados das trocas comerciais formais e informais, Moçambique está melhor que muitos países do continente. «Moçambique está com trocas comerciais, incluindo serviços, acima de 12 %. Só em energia, transporte e portos já estamos acima de 8.5 %. Isto tem influência no crescimento do país», acrescentou.
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Inspecção do trabalho detecta infracções na Ponta d’Ouro
A Inspecção do Trabalho descobriu 286 casos de violação da lei laboral moçambicana nas estâncias turísticas localizadas na região da Ponta d´Ouro, e suspendeu 15 estrangeiros que a trabalhavam de forma ilegal.
O trabalho efectuado por uma equipa conjunta integrando inspectores do Trabalho e das Actividades Económicas, visava investigar a origem das reclamações sobre graves violações da lei laboral apresentadas ao Presidente Armando Guebuza, pela população local, durante a sua presidência aberta.
Olga Manjate, directora do Trabalho na província de Maputo, explicou que o trabalho de inspecção, que durou 10 dias, abrangeu 53 estâncias turísticas, com um total de 1.003 trabalhadores.
Explicou ainda que das ilegalidades detectadas constam 63 casos violação dos limites do horário laboral e 29 situações de falta de seguro colectivo para casos de acidentes de trabalho, para além de casos da falta de equipamento de segurança e higiene no trabalho e não compensação pelo trabalho nocturno e extraordinário.
«Tivemos também casos de trabalhadores pagos em moeda estrangeira ou seja em rand, o que muitas vezes penaliza os trabalhadores quando a moeda nacional ganha cotação no seu valor», disse Olga Manjate, acrescentando que, neste caso, as empresas foram recomendadas para passarem a pagar salários em moeda nacional, o metical.
Das 286 infracções registadas, 92 foram traduzidas em multas e 194 advertências. «Devo frisar que o objectivo da inspecção não era penalizar qualquer que seja, mas educar», referiu.
Segundo Olga Manjate, alguns dos operadores disseram que certas ilegalidades ocorreram por desconhecimento da lei e para resolver esta situação, os inspectores deixaram, em cada estabelecimento, dois exemplares da lei laboral, um para os trabalhadores e o outro, para o patronato.
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Duas mil pessoas passarão a beneficiar de Cesta Básica em Moçambique
Cerca de duas mil pessoas entre doentes de Sida em tratamento anti-retroviral, com tuberculose e mal nutridos, em Moçambique, passarão a beneficiar a partir de Agosto, de uma cesta básica avaliada em 985 meticais (35 dólares norte-americanos), no âmbito do programa de apoio social directo a ser financiado pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA).
Carlota Benjamim, técnica no departamento de assistência social no Instituto Nacional de Acção Social (INAS), informou que o programa irá vigorar durante seis meses.
255 serão seleccionados na Beira, capital da província central de Sofala, sendo os restantes em Maputo, Gaza (sul), Gondola, Chimoio, Tete e Moatize (centro), segundo indica Carlota Benjamim.
Para o efeito, decorre na Beira uma capacitação de técnicos do INAS, dos serviços distritais de Saúde, Mulher e Acção Social e do PMA, em matéria de sistema de informatização e registo dos beneficiários.
Entretanto, a delegada do INAS na Beira, Laura Salvador Machava, afirmou que naquela urbe 2.660 pessoas necessitam de apoio social directo, mas, deste número, 1.545 já estão a receber ajuda financiada do Estado moçambicano.
Contudo, Laura Machava lamentou a exiguidade financeira para vários programas de apoios social como de subsídio social básico, incluindo o apoio social directo.
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TRAC apoia estudantes da UEM
TRAC, concessionária da estrada Maputo/Witbank (N4), está a prestar apoio a estudantes do curso de Engenharia Civil na Universidade Eduardo Mondlane, através um programa de apoio social que inclui a oferta de estágio profissional orientado para a melhoria da formação dos graduados da UEM.
No sentido do objectivo da UEM de aumentar a empregabilidade dos seus graduados no mercado, a acção da TRAC inclui a cobertura de despesas com propinas e aquisição de material escolar, incluindo livros, para os quatro estudantes, dois dos quais finalistas.
Fenias Mazive, director do Centro de Manutenção da TRAC, explica que anualmente tem seleccionado, em coordenação com a Direcção da Faculdade, dois estudantes, entre os melhores do segundo ano do curso de Engenharia Civil, para os quais prestam acompanhamento em todo o processo de formação, incluindo estágio profissional remunerado durante o tempo de férias, exercício que visa habilitar-lhes às práticas tecnológicas e adquirirem experiência profissional.
«Na verdade, o que ressalta dessa experiência é que os estudantes acabam podendo limar alguns problemas ligados à sua fraca formação estrutural. Sabemos das dificuldades que a universidade em particular, e as escolas técnico-profissionais em geral, têm em termos de laboratórios onde os estudantes possam aliar a teoria à prática. Refresca-nos saber que estamos a contribuir para a elevação da qualidade de formação dos graduados da Universidade Eduardo Mondlane», disse Mazive.
Entre as matérias abordadas durante o estágio consta a componente de protecção e segurança, aproveitando-se do contacto com as mais variadas situações de trabalho prático de construção, reabilitação e manutenção de estradas, para exercitar também as acções de prevenção.
Para os estudantes, o contacto com a realidade prática no terreno permite-lhes praticar o que aprendem teoricamente na sala de aula. Segundo os mesmos, essa oportunidade acaba lhes oferecendo vantagens face aos colegas, muitos dos quais podem acabar o curso sem ter realizado qualquer actividade prática.









