Autor: olamocambique

  • Empresários discutem IVA na agricultura

    Representantes de associações e empresas privadas, ligadas ao sector agrícola e entidades do Governo, reuniram-se esta quinta-feira, em Maputo para discutir os problemas que afectam a actividade no País.

    No encontro, organizado pela Confederação das Associações Económicas- CTA, estiveram em discussão, vários aspectos entre os quais a implementação dos instrumentos que regem o sector, nomeadamente o IVA na agricultura, a taxa rodoviária para as exportações e o Diploma Ministerial 13/2005 (gasóleo para a agricultura), que garante certas vantagens aos agricultores na aquisição do combustível.

    O presidente do pelouro de Agro-Negócios da CTA, João Jeque, afirmou que, com este evento, se pretende "identificar oportunidades, de modo a que o desenvolvimento registado no sector agrícola em algumas regiões comece a criar valor acrescentado e a ganhar mais competitividade”.

    Como participantes, estiveram presentes representantes de associações de camponeses de alguns distritos da província de Gaza, nomeadamente Guijá e Chókwè, e da província de Maputo, Moamba e Boane.
    Samuel Chissico, presidente da Federação Nacional da Agricultura, disse na ocasião que “o este diálogo contribui para a remoção de algumas barreiras, o que poderá permitir que a actividade desempenhe o seu papel como força motriz do desenvolvimento sócio-económico de Moçambique”.

    Trata-se da primeira reunião do Pelouro de Agro-Negócios da CTA, que juntou agricultores da região sul do País, estando prevista a realização de encontros semelhantes também nas zonas Centro e Norte do País e a elaboração de um plano de acção para o desenvolvimento do sector da agricultura.

    Leandro Paul
    Director Executivo
    FDS – Fim de Semana Lda.
    Assessoria em Comunicação para Imprensa
    Cel: (+258) 823007740
    Tel/fax: (+258) 21327398
    leandropaul
    fimdomes
    www.fimdesemana.co.mz
    www.facebook.com/fdsfimdesemana

  • Mcel inaugura nova sede em Quelimane

    Os clientes da mcel na cidade de Quelimane, na província da Zambézia, passaram a beneficiar, desde quinta-feira última, de uma melhoria significativa na qualidade dos serviços de telefonia móvel, na sequência da inauguração, naquela cidade, da nova e moderna sede desta operadora, num investimento estimado em cerca de um milhão de dólares norte-americanos.

    Erguido numa área de 450 metros quadrados, o edifício de três pisos conta com um Centro de Atendimento moderno para serviços comerciais, com o qual se pretende prestar de forma contínua um serviço cada vez melhor ao mercado, elevando os níveis de qualidade no relacionamento com os clientes.

    Intervindo na ocasião, Cláudio Chiche, administrador comercial da mcel, disse que “a inauguração acontece num momento particularmente importante, em que a mcel celebra os 15 anos da sua existência, motivo suficiente para reforçar o seu papel permanente e vontade de tudo fazer para melhorar a prestação dos seus serviços e oferecer um atendimento aos clientes num ambiente de excelência”.

    Por seu turno, Itai Meque, governador da província da Zambézia, ao testemunhar o acto, referiu que o investimento realizado pela mcel constitui uma "mais-valia para a província da Zambézia e para a cidade de Quelimane em particular, visto que além de oferecer uma nova beleza para quem passa pelas avenidas que circundam o novo edifício, a infra-estrutura vai certamente contribuir para o franco crescimento de clientes que necessitam dos serviços de telefonia móvel da mcel”.

    “Vários clientes vão precisar dos produtos da mcel, por isso, a construção deste imponente edifício deve proporcionar um melhor serviço de qualidade aos seus utentes, colocando à disposição deles um serviço personalizado, com o propósito de desenvolver toda a sua actividade que, por natureza, está vocacionada a melhorar no mercado”, frisou Itai Meque.

    Paralelamente a este acto, a maior operadora de telefonia móvel do País procedeu, ainda na cidade de Quelimane, à entrega de uma biblioteca à Escola Secundária de Coalane. O investimento social consistiu em obras de reabilitação da sala, oferta de livros didácticos e literários, dois computadores completos, uma impressora e apetrechamento em mobiliário para complementar a formação dos estudantes daquela unidade de ensino.

    A-propósito, Armindo Primeiro, chefe do Departamento de Direcção Pedagógica da Direcção provincial de Educação, indicou que a província da Zambézia, apesar de ser a maior em termos de rede escolar, carece de infra-estruturas onde os alunos possam complementar as aulas.

    “Ao nível do ensino secundário, temos 69 escolas das quais apenas 15 possuem biblioteca, razão pela qual o apoio da mcel constitui uma oportunidade privilegiada para os estudantes da Escola Secundária de Coalane”, segundo finalizou Armindo Primeiro.

    Leandro Paul
    Director Executivo
    FDS – Fim de Semana Lda.
    Assessoria em Comunicação para Imprensa
    Cel: (+258) 823007740
    Tel/fax: (+258) 21327398
    leandropaul
    fimdomes
    www.fimdesemana.co.mz
    www.facebook.com/fdsfimdesemana

  • Corre é o novo prestador de correio da ONU em Moçambique

    A Corre, empresa participada pelos CTT – Correios de Portugal em parceria com os Correios de Moçambique, é o novo prestador de serviços de correio urgente à ONU (Organização das Nações Unidas) naquele país.

    A Corre Expresso é uma empresa de Correio Expresso a operar em Moçambique, criada em parceria entre as empresas de correios daquele país e de Portugal. Opera em todo o território Moçambicano, estando diretamente presente em todas as capitais de Província. A Corre tem como objetivos a prestação de serviços de recolha, tratamento, transporte e distribuição de documentos e mercadorias urgentes e expresso no âmbito moçambicano e internacional, serviços de estafeta e logística, explica um comunicado conjunto dos correios de Portugal e Moçambique.

    Com este novo contrato, a Corre dá mais um passo na consolidação da sua presença neste segmento de mercado local.

  • Fórum Parlamentar da SADC arranca em Maputo

    O Comité Executivo do Fórum Parlamentar da SADC está desde ontem reunido em Maputo, numa última acção de preparação da 31ª Sessão Ordinária do organismo, que começa amanhã em Maputo com a duração de três dias.
    No encontro, os presidentes dos catorze parlamentos membros deverão fixar a agenda final do encontro, para além de passarem em revista os últimos pormenores em torno da sessão que arranca sexta-feira, dia 13, cuja abertura vai ser presidida pelo Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza.
    São membros do Comité Executivo do Fórum Parlamentar da SADC os presidentes dos parlamentos dos países da região, nomeadamente, Angola, África do Sul, Botswana, Lesoto, Namíbia, Tanzania, Zâmbia, Zimbabwe, Moçambique, Madagáscar, Maurícias, RD Congo, Malawi, Sheychelles, África do Sul e Suazilândia.
    Porém, no que respeita ao encontro de Maputo, convém referir que estão já na capital moçambicana 13 dos representantes dos 14 parlamentos da região. Apenas as Sheychelles não se faz presente por motivos devidamente justificados.
    No que respeita aos líderes parlamentares, encontram-se já em Maputo 9 presidentes de parlamentos, dos quais se destacam o do Zimbabwe, que também preside o Fórum, Lovemore Moyo.
    O encontro de Maputo, subordinado ao lema `Reforço da Democracia Parlamentar´ tem como principal objectivo partilhar experiências e boas práticas em matérias ligadas à organização e funcionamento dos parlamentos.

  • Baobab Resources vai palicar 12 milhões de dólares em energia

    NEGÓCIOS: 50 Milhões de acções é a parte que Baobab Resources colocou no mercado para obter os 12 milhões de dólares que serão investidos em projectos energéticos no país.
    A empresa britânica Baobab Resources, com projectos minerais em Moçambique, procedeu à colocação de 50 milhões de acções ao preço de oito pence para cada unidade, obtendo um encaixe de 12 milhões de dólares norte-americanos antes de despesas, segundo um comunicado da empresa.
    No documento, divulgado recentemente, a empresa informa ter feito um protocolo de subscrição de capital social com a Redbird Investments Ltd, também do Reino Unido, um veículo de investimento controlado a 100% pela African Minerals Exploration & Development SICAR SCA.
    Nos termos do acordo, a Redbird Investments Ltd subscreveu na totalidade a emissão de acções e recebeu 25 milhões de “warrants” relativos a acções ordinárias que podem ser exercidos ao preço de 12 pence por acção, até 6 de Julho de 2013, aumentando o investimento total para 21 milhões de dólares.

  • Palestra sobre “Jornalismo Económico e Recursos Naturais” na embaixada dos EUA

    A Embaixada dos Estados Unidos da América tem o prazer de convidar os jornalistas da área de Economia, bem como todos os interessados, para uma Palestra sobre “Jornalismo Económico e Recursos Naturais”, proferida pela Sra. Anya Schiffrin (verbiografia em baixo), jornalista Americana de Economia, na Sexta-feira, 13 de Julho de 2012, às 10:00 horas, no Centro Cultural Americano “Martin Luther King, Jr.“, sito na Av. Mao Tsé Tung, 542.

    BIOGRAFIA

    Anya Schiffrin é uma ex-jornalista Americana de Economia. Anteriormente, trabalhou como editora-chefe do jornal diário de Istambul The Turkish Times, correspondente para a Reuters em Barcelona, ​​escritora financeira sénior do The Industry Standard, em Nova York, chefe do departamento para a Dow Jones Newswires em Amsterdão e Hanói, e escritora para muitas outras publicações. Foi bolseira académica da Knight-Bagehot em jornalismo empresarial na Escola de Pós-Graduação de Jornalismo da Colúmbia. Schiffrin é uma ex-aluna de Reed College.

    Para além das funções que desempenha na Escola de Assuntos Internacionais e Relações Públicas, Schiffrin é também a Directora de programas de formação em jornalismo na Initiative for Policy Dialogue (Iniciativa para o Diálogo Político), uma rede internacional de economistas baseados na Universidade de Colúmbia e fundadora da journalismtraining.net.

    É filha do autor e editor André Schiffrin, cunhada do advogado Philippe Sands e é casada com o vencedor do Prémio Nobel de Economia e autor Joseph E. Stiglitz, que lecciona na Universidade de Colúmbia em Nova York.

  • Agenda em Foco

    Formação em Qualidade e Normalização

    Julho e Agosto de 2012

    Em estreita colaboração com a equipa de peritos internacionais de reconhecido valor, da AENOR/OGIMATHEC, o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade – INNOQ vai realizar no ano em curso um conjunto de acções de formação sobre sistemas de gestão orientadas para quadros de empresas que pretendam melhorar suas competências. Abaixo, seguem as áreas e as respectivas datas em que vão decorrer as acções de Formação:

    – Abordagem Prática a Sistemas de Gestão Integrados: 25 e 26 de Julho.

    – Abordagem Prática da ISO 22000: 7, 8 e 9 de Agosto.

    As inscrições são limitadas e deverão ser feitas através do e-mail: info

    Missão Empresarial

    26 de Agosto a 3 de Setembro de 2012

    A NERSANT Associação Empresarial da Região de Santarém encontra-se a organizar uma Missão Empresarial a Moçambique (Maputo), que se realizará de 26 de Agosto a 3 de Setembro, e que tem como objectivo promover a internacionalização das empresas. Esta Missão surge no seguimento das missões empresariais a Moçambique, realizadas em 2010 e em 2011, e após a análise deste mercado e das oportunidades de negócio detectadas.

    A participação nesta Missão Empresarial engloba ainda a participação em stand conjunto na FACIM – Feira Internacional de Maputo 2012, a maior feira realizada em Moçambique e na qual a NERSANT já participou em edições anteriores, com resultados francamente positivos.

  • “Ilha de Moçambique – Na alma dos poetas” vai ser lançado em Nampula

    No âmbito do VII Festival Nacional de Cultura, que irá decorrer na cidade de Nampula entre 11 e 15 de Julho, será lançada a obra “Ilha de Moçambique – Na Alma dos Poetas”, da autoria do jornalista e escritor luso-moçambicano Paulo Pires-Teixeira, natural de Angoche mas a residir em Maputo.

    A cerimónia, presidida pelo ministro da Cultura, Dr. Armando Artur, terá na apresentação da obra o magnífico Reitor da Universidade Unilúrio o Dr. Jorge Ferrão, e realiza-se no dia 14 de Julho, pelas 14 horas, na Biblioteca Pública Provincial Marcelino dos Santos.

    Este livro, com 176 páginas, impresso em papel de qualidade e a cores, tem a chancela da Texto Editores Moçambique, do Grupo Leya e conta na sua introdução com um texto do historiador moçambicano Dr. António Sopa e o prefácio de Luís Correia Mendes.

    Refere o autor na sua apresentação: «A Ilha de Moçambique, ao longo dos séculos foi acumulando sensibilidades culturais distintas e até antagónicas, que têm convivido num estranho mas intrínseco abraço. Os povos que ali se foram abrigando, desde os arábicos, asiáticos, europeus (por mão dos Portugueses), até diferentes etnias africanas, ali partilharam a terra dos Enaharras, do Grupo Macua do Litoral e, juntos, construíram uma sociedade única, que se revê nas suas diferenças com profundo respeito. (…) A Ilha é um poema de impulsos e espontaneidades que não necessita de rimas nem de regras para a escrever, pois ela faz-se perceber no seu misticismo e na sua lascividade histórica.»

    Obra notável de Paulo Pires-Teixeira onde se conjugam poesias do próprio, de autores consagrados e alguns anónimos, sínteses históricas dos principais monumentos, e fotografias actuais de grande sensibilidade e antigas, da Ilha de Moçambique.

    Um livro apelativo e de grande interesse histórico-cultural, que vem enriquecer a já vasta literatura sobre esta primeira capital de Moçambique.

  • Consequências nesfastas das barreiras ao comércio em África

    Consequências nesfastas das barreiras ao comércio em África

    Um estudo do Banco Mundial indica que o comércio inter-regional no COMESA – Mercado Comum da África Oriental e Austral corresponde apenas a 5% do total da mercadoria importada.

    Entre os problemas que estrangulam as economias africanas, de acordo com um apontamento da revista África 21, nada parece tão contraproducente e bizarro como as barreiras comerciais e administrativas que se colocam ao comércio inter-regional. Criadas localmente, algumas vezes inspiradas em questões mesquinhas, e em vigor há mais de 30 anos, estas barreiras têm consequências nefastas.

    Um estudo do Banco Mundial indica que o comércio inter-regional no COMESA – Mercado Comum da África Oriental e Austral corresponde apenas a 5% do total da mercadoria importada pelos países deste mercado.

    A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) regista um score relativamente melhor, mas nada que justifique celebrações. Aqui o comércio interestados equivale apenas a 10% do volume de importações. Em contrapartida na zona correspondente à ASEAN, o comércio entre vizinhos representa 20% das importações. Na Nafta estas operações chegam a 35%, na União Europeia vão aos 60% e no Mercosul andam pelos 15%.

    De acordo com o Banco Mundial (BM), as barreiras incluem autorizações para importação, taxas às exportações, tarifas aduaneiras, licenças para circulação, proibições impostas a alguns produtos, e falta de coordenação entre instituições responsáveis por fiscalização, regulação e autorização.

    Ainda segundo o BM a cadeia sul-africana de supermercados Shoprite gasta semanalmente na Zâmbia 20 mil dólares no pagamento de emolumentos para fazer passar a sua mercadoria. O Shoprite manuseia em média 100 processos para fazer passar cada um dos seus camiões. «Nalguns casos podem ser necessários 1600 documentos», diz o estudo do BM.

    Perante estes números ninguém se surpreendeu com o tom que a vice-presidente do BM, Obiageli Ezekwesili, empregou por altura da apresentação do relatório.

    «O mercado africano envolve mil milhões de pessoas, e pode gerar comércio no valor de dois biliões de dólares. É importante pois que os líderes africanos respondam às aspirações da população com atos capazes de remover as barreiras, e suficientes para dinamizar o mercado regional».

  • Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo

    Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo

    A prosperidade económica de Moçambique tem fortes ligações com a prosperidade energética alimentada pelas descobertas de gás e exploração de carvão mineral. Ausência de mão-de-obra qualificada e uma base fiscal limitada são os maiores obstáculos a ultrapassar, recomendam especialistas.

    A estimativa é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), publicada na página electrónica do Banco Português de Investimentos, que relata as perspectivas da economia moçambicana com o tema “Moçambique – um novo lugar no xadrez internacional”.

    Na publicação, citando observadores internacionais da área energética, a OCDE avança que “a extensão das reservas encontradas justifica a construção de uma unidade produtiva de grandes dimensões de gás liquefeito em Moçambique”. Assim, “se as actuais estimativas estiverem correctas, Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo, a seguir à Rússia, Irão e Qatar”.

    Para a OCDE, “a descoberta de extensas reservas de gás natural, sobretudo desde 2011, tem constituído um dos principais desenvolvimentos recentes com potenciais implicações económicas de monta”.

    A organização sustenta o seu optimismo no sucesso energético de Moçambique, com recursos a uma resenha das quantidades de gás descobertas nos últimos meses.

    “Em setembro passado, a Anadarko (petrolífera norte-americana) anunciou descobertas no bloco Área 1, ascendendo a 623 biliões de metros cúbicos de gás”.

    Moçambique está “estrategicamente bem posicionado” para vir a abastecer de matérias-primas os mais dinâmicos mercados emergentes, nomeadamente, Brasil, Índia e China, países de que se está a aproximar.

    Considera ainda que “apesar de, até ao momento, terem tido impacto reduzido sobre a actividade económica, estas descobertas de gás podem alterar completamente os contornos de desenvolvimento económico, social e humano de Moçambique a médio/longo prazo.”

    A prosperidade macroeconómica de Moçambique é consensual entre os analistas económicos internacionais. Recentemente, um relatório recente da Economist Intelligence Unit (EIU) coloca Moçambique entre os países com maior potencial em África.

  • Moçambique entre as 10 maiores economias

    Angola deverá ultrapassar a África do Sul, actualmente a maior economia do continente, até 2016, revela um relatório do Economist Intelligence Unit (EIU), que coloca também Moçambique entre os 10 mercados africanos com mais potencial.

    No relatório “Para dentro de África: Oportunidades de negócio emergentes”, o gabinete de estudos da revista Economist conclui que o papel das economias africanas ainda representa apenas 3 por cento da economia global e que a África Subsahariana (excluindo a África do Sul) representa menos de metade do PIB do continente.

    No entanto, sublinha que este grupo de países está a crescer mais depressa do que qualquer outro no mundo e que os investidores estão a acordar para o enorme potencial da região: “a corrida para participar no crescimento africano já começou”. O relatório aponta como sectores com maior potencial de crescimento a agricultura e a agro-indústria, as infra-estruturas, os serviços e os bens de consumo, mas recorda que ainda há grandes dificuldades, a começar pela corrupção, que continua a aumentar, a ineficiência dos serviços públicos, o risco político e a falta de mão-de-obra qualificada.

    Além disso, o EIU recorda que África não é um país, mas sim 56, com outros tantos sistemas e governos, e aconselha os investidores a prepararem-se bem para as oportunidades, os riscos e o potencial. Segundo as estimativas do EIU, pelo menos 28 países do Continente Africano deverão crescer a uma média anual superior a 5 porcento nos próximos cinco anos.

    Angola surge no grupo das economias com crescimentos previstos de 5 a 7,5 por cento, enquanto Moçambique aparece no grupo seguinte, com crescimentos anuais médios de 7,5 a 10 por cento, juntamente com a Etiópia, a Libéria, o Níger e o Uganda.

    O relatório identifica igualmente os 10 mercados que deverão ter os melhores desempenhos nos próximos 10 anos em quatro categorias: os países com menor risco político, os maiores reformistas, os países com maior investimento e os maiores em território. Angola é o segundo com maior investimento, depois da África do Sul, e o quarto maior em dimensão, ao passo que Moçambique surge em três das quatro categorias: É o segundo com mais potencial na rapidez com que faz reformas, o sétimo com menor risco político e o décimo com maior investimento.

    “As reformas estão a acontecer depressa, encabeçadas pela Etiópia, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Uganda, enquanto as economias gigantes de Angola e Nigéria, que deverão ultrapassar a África do Sul em 2016, oferecem vantagens significativas aos investidores”, conclui o Economist Intelligence Unit.

  • Standard Bank ganha prémios “Euromoney for Excellence” 2012

    Standard Bank ganha prémios “Euromoney for Excellence” 2012

    O Grupo Standard Bank acaba de se destacar entre os vencedores dos prémios “Euromoney for Excellence” 2012, ao conquistar quatro prémios, nomeadamente “Merger and Aquisitions”, “Best Debt Capital Markets House”, “Best Project Finance House” e “Best Risk Advisor in Africa”, segundo foi recentemente anunciado em Londres.

    Os prémios resultam da notável dispersão geográfica e a grande variedade de produtos e serviços desta instituição bancária em África, bem como a sua capacidade de fazer negócios em moeda local e em dólares, nos países onde está implantado, incluindo Moçambique.

    Mais de uma dúzia de projectos do Standard Bank, em quatro países africanos – incluindo o financiamento de 350 milhões de randes para a expansão do oleoduto, ROMPCO, em Moçambique – destacaram-se para a conquista do prémio de melhor projecto de financiamento, “Best Project Finance House”.

    Para a premiação “Merger and Aquisitions” (Fusões e Aquisições), o Standard Bank foi reconhecido pelo seu trabalho de assessoria na aquisição de 9 biliões de randes da Metorex por Jinchuan da China, considerado o maior investimento chinês do ano passado, enquanto o prémio “Best Debt Capital Markets House” resultou das principais transações de “Eurobonds” soberanos para os governos de Senegal e Namíbia, que totalizaram um bilião de dólares.

    Já o prémio de melhor conselheiro de Risco em África (Best Risk Advisor in Africa) é produto duma transacção efectuada pelo Banco em Setembro passado, na qual o Standard Bank ajudou uma grande empresa com uma solução de reestruturação da dívida, que incluiu uma grande quantidade de crédito, de mercado e risco legal.

    Refira-se que os prémios “Euromoney Awards for Excellence”, promovidos pela revista Euromoney, atraíram mais de 600 propostas de bancos do mundo e corretoras.

  • Moçambique em 39.º lugar

    Moçambique é o 39.º mais equitativo dos 86 países emergentes e em desenvolvimento incluidos no índice da OCDE sobre discriminação de género e o segundo dos países de língua portuguesa, depois do Brasil em 8.º . A Guiné Bissau está em 45º.

    O índice da OCDE sobre Instituições Sociais e Género (SIGI), apresentado esta sexta-feira, conclui que, apesar das melhorias registadas nos últimos anos, a discriminação social e legal contra as mulheres continua a ser um grande obstáculo ao desenvolvimento nos países emergentes e em desenvolvimento.

    Encabeçado pela Argentina, o índice inclui 86 países, cuja equidade foi avaliada com base em 14 critérios, nomeadamente o casamento precoce, a presença das raparigas no ensino secundário ou a violência de género.

    Entre os países lusófonos, apenas Moçambique, o Brasil e a Guiné-Bissau estão incluídos na lista, estando os restantes ausentes por falta de dados.

    Moçambique, que passou do 77.º lugar do índice em 2011 para 39.º este ano, é aplaudido por ter passado para 18 a idade mínima para casar, tanto no caso das mulheres, como no caso dos homens.

    Relatórios das Nações Unidas citadas no Índice da OCDE indicam que, em 2003, cerca de 43% das raparigas moçambicanas entre os 15 e os 19 anos eram casadas, divorciadas ou viúvas (contra 3% nos rapazes), enquanto em 1980 a taxa era de 52%, o que indica que a aceitação social do casamento precoce está a diminuir. O Brasil, o primeiro dos lusófonos, surge em oitavo lugar, depois de no primeiro índice, em 2009, ter ficado em 24.º, mas os autores do relatório alertam que as comparações entre os dois índices têm de ser feitas com cautela porque os métodos de análise mudaram entretanto.

    Ainda assim, nas análises individuais dos países, o relatório reconhece que alterações recentes à legislação brasileira melhoraram a protecção das mulheres, nomeadamente no seio da família.

  • Ricardo Rangel relembrado em Colóquio

    Acompanhe de perto um dos grandes fotógrafos moçambicanos de todos os tempos e assista a uma homenagem ao seu percurso profissional, a 17 de Julho, no Centro Cultural Brasil – Moçambique. A entrada é livre!

    14h30 Saudação aos participantes

    Henny Matos, Directora Executiva da Kulunguana

    14h40 Abertura do Colóquio

    José Luis Cabaço, Presidente do Colóquio

    14h50 Primeiro Painel

    Raul Calane da Silva:

    A Geração de Ricardo Rangel”

    José Mota Lopes: “Ricardo Rangel, nos textos dos seus contemporâneos”

    Debate

    15h55 Segundo Painel

    Rui Assubuji: “Ricardo Rangel – uma visão crítica da sua arte”

    Nelson Saute: “Foto-jornalismo, ontem e hoje”

    Debate

    17h00 Terceiro Painel

    Drew Thompson “Iconicity of Ricardo Rangel and the Production of Mozambican History”

    José Teixeira “O pão nosso de cada noite: ousadia datada ou tema actual?”

    Debate

    18h00 Encerramento do Colóquio

    José Luis Cabaço

    Agradecimento aos participantes

    Cocktail

    Programa Coloquio de Ricardo Rangel.pdf