Categoria: Moçambique

  • Zona de Livre Comércio em África: O maior mercado do mundo

    44 países africanos assinaram o acordo para a criação da Zona de Livre Comércio Continental, que não tem o apoio da Nigéria e da África do Sul. União Africana acredita que comércio intra-africano poderá aumentar em 60%.

    O acordo foi assinado esta quarta-feira (21.03), na cimeira extraordinária da União Africana (UA), que terminou esta quarta-feira em Kigali, a capital ruandesa. "Este acordo não é apenas um documento: tem importantes implicações económicas para a população africana", salientou a ministra dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Louise Mushikiwabo.

    "Abrirá o mercado a 1,2 mil milhões de pessoas com a possibilidade de gerar grande riqueza para o continente, acelerando o investimento, diversificando a economia e aumentando o comércio", explicou.

    No entanto, o emblemático projetco da UA, que está já a ser negociado desde 2015, não conta com o apoio de todos os países: 11 dos 55 membros da União Africana mostraram-se cépticos em relação às vantagens do livre comércio no continente e não assinaram o acordo. Entre eles estão a Nigéria e a África do Sul, as duas maiores economias do continente.

    Maior mercado do mundo

    "Como continente, no seu todo, a vantagem [deste acordo] é muito grande porque dá para reunir esforços" nas negociações com outros blocos comerciais, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano, José Pacheco, quem declarações à Rádio Moçambique. Entre os países africanos de língua portuguesa, apenas a Guiné-Bissau não assinou o acordo.

    Apesar da assinatura do documento, desconhece-se quando será válido o acordo. O passo seguinte é a ratificação interna dos Estados signatários – serão necessárias pelo menos 22 confirmações para que entre em vigor. "A assinatura fará bem a África, mas apenas no papel, pois levará ainda muito tempo a entrar em vigor e vai encontrar ainda muitos contratempos", considerou o consultor nigeriano Sola Afolabi.

    Se todos os 55 membros da UA concordassem com o acordo, o livre comércio no continente abrangeria 1,2 mil milhões de pessoas. A Zona de Livre Comércio Continental tem potencial para se constituir como o maior mercado do mundo: os 55 Estados-membros da UA representam um produto interno bruto (PIB) de 2.500 mil milhões de dólares (2.030 mil milhões de euros).

    Excertos de DW

  • Poeta Juvenal Bucuane lança “Meu mar”

    É lançada, na quinta-feira, 11 de Abril, pelas 18 horas, no Auditório do BCI, em Maputo, a obra literária “Meu mar”, do poeta moçambicano Juvenal Bucuane. A apresentação do livro estará a cargo do académico moçambicano Aurélio Cuna.

    Colectânea de poemas já publicados noutros livros do autor, “Meu mar” contém uma centena de páginas, tem a chancela da editora moçambicana Cavalo do Mar e conta com o apoio do Banco Comercial e de Investimentos (BCI).

    Com um espólio literário publicado desde os princípios dos anos 1980, compreendendo obras em poesia e prosa, e texto diversos dispersos em jornais e revistas nacionais e internacionais, para além de ter sido secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, Bucuane foi ainda coordenador da revista “Charrua” e da página “Ler e Escrever”, do jornal Domingo.

  • Aplicação móvel da PHC acelera o poder de decisão das empresas

    Chama-se PHC Notify e integra o pacote de novidades que a multinacional portuguesa apresenta para melhorar a performance na gestão

    A PHC Software, multinacional portuguesa especializada no desenvolvimento de ferramentas inovadoras de gestão, acaba de lançar um conjunto de novidades para o PHC CS. Com vista ao aumento de eficácia na gestão das empresas, ao todo são dezenas de novidades, das quais se destacam a integração com primeira aplicação da empresa para telemóveis e as melhorias de experiência de utilização ao nível do desempenho e do aspeto gráfico.

    A primeira aplicação para telemóvel da PHC, intitulada PHC Notify, permite enviar notificações em tempo real diretamente do software para o dispositivo do utilizador, simplificando e acelerando a tomada de decisão dentro das organizações.

    “A PHC Notify expande as possibilidades da gestão das empresas, tornando-as mais rápidas na tomada de decisão e no acesso à informação. Agora, um gestor pode receber alertas sobre as atividades da sua empresa, sobre os seus projetos, sobre prazos faturas e pagamentos, diretamente na palma da sua mão, em qualquer local, a qualquer hora, bastando um clique para aceder a essa informação.” – refere Rogério Canhoto, Chief Business Officer da PHC.

    O PHC CS conta ainda com melhorias ao nível da experiência de utilização, através de processos administrativos mais automatizados, uma navegação mais intuitiva, melhorias visuais e um novo tema para acompanhar as tendências de alto contraste. Assim como outras melhorias, tais como pagamento a fornecedores simplificado ou reconciliações bancárias otimizadas.

    Sendo a inovação um foco fundamental da competitividade das empresas, a PHC continua a expandir o potencial das suas ferramentas, colocando o cliente no centro da decisão de gestão.

    As novidades da PHC encontram-se já disponíveis para serem implementadas nas empresas, sendo comercializadas através da rede de Parceiros PHC.

  • Parceiros de Cooperação prometem financiar PREPOC “sobretudo com doações”

    Os Parceiros de Cooperação internacional reafirmaram nesta quinta-feira (04) a vontade de apoiar o Programa de Recuperação Pós-Calamidade (PREPOC) de Moçambique “sobretudo com doações”, declarou o chefe da delegação da União Europeia após reunir com o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos que lidera o Gabinete de Reconstrução no entanto António Sanches-Benedito Gaspar ressalvou que é preciso olhar para além das infra-estruturas, “para o sector produtivo e serviços sociais”.

    No seguimento da aprovação pelo Conselho de Ministros dos “termos de referência” para o PREPOC que em cinco anos propõe-se a reconstruir a cidade da Beira assim como as infra-estruturas públicas danificadas pelo Ciclone IDAI e pelas cheias que se seguiram nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia e Inhambane os responsáveis do sector de obras públicas e recursos hídricos reuniram com os representes do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, União Europeia e Nações Unidas no nosso país para coordenar “a metodologia de elaboração do Programa de Recuperação Pós-Calamidade e também verificar quais são os mecanismos que podem já serem activados para iniciar já este programa”, de acordo com PCA do Fundo de Estradas, Ângelo Macuácua.

    Falando em nome dos Parceiro o chefe da delegação da União Europeia em Moçambique explicou que embora ainda estejamos na fase de emergência “é importante estabelecer os mecanismos necessários para a reconstrução. O trabalho que já foi iniciado pela Comunidade Internacional, na base do mecanismo PDMA".

    “É um mecanismo que já foi posto em prática em outros países com bastantes bons resultados, estabelece uma metodologia internacional que é única para evitar duplicações e ter uma visão conjunta e comum de todos os danos numa só matriz. O Governo tem pessoas no terreno, nós temos pessoas a fazerem avaliação agora o importante é pôr esta toda informação de uma maneira harmonizada num só documento que servirá de base para a Conferência Internacional que vai se realizar”, esclareceu António Sanches-Benedito Gaspar.

    O chefe da delegação da União Europeia ressalvou no entanto que “deve ser também um documento abrangente que vai olhar não só para questões de infra-estruturas, como estradas e energia, mas também para o sector produtivo e serviços sociais”.

    De acordo com António Sanches-Benedito Gaspar os fundos para financiar o PREPOC serão “sobretudo com doações, entre os parceiros cada um tem os seus próprios mecanismos, regras e procedimentos mas acho que existe uma vontade não só de acrescentar nos programas actuais mas também numa certa medida readaptar ou reprogramar alguns projectos que estão em curso”.

    Aliás tendo em conta suspensão de um Programa financeiro com o Fundo Monetário Internacional Moçambique só está habilitado a receber doações ou créditos muito confessionais.

    In Jornal A Verdade

  • Já são 602 óbitos pelo Ciclone IDAI no Centro de Moçambique que não incluem vítimas da cólera

    O número de óbitos pelo ciclone IDAI e das cheias que se seguiram no Centro de Moçambique ascenderam a 602 pessoas, sem incluir as cinco pessoas que as autoridades de Saúde oficialmente admitem terem sido vitimadas pelo surto de cólera que atinge a cidade da Beira e outros 3 distritos da província de Sofala.

    Os quatro novos mortos acrescentados neste sábado (06) juntam-se as 598 pessoas anteriormente contabilizadas pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia como vítimas directas dos ventos de mais de 200 quilómetros por hora do ciclone que nos passados dias 14 e 15 massacraram o centro de Moçambique e trouxeram chuvas que inundaram centenas de milhares de quilómetros deixando mais de 1,5 milhão de pessoas sem habitação e alimentação.

    No entanto foi revelada a existência de 8.800 pessoas ainda situadas nas localidades de Chibue e Pambanissa, no distrito de Sussundenga, na província de Manica, devido as inundações que ainda se registam nos rios Lucite e Búzi.

    No balanço oficial do INGC não estão ainda incluídos os cinco mortos que as autoridades de Saúde confirmaram até esta sexta-feira (05) pelo surto de cólera que se regista na cidade da Beira e nos distritos do Dondo, Búzi e Nhamatanda e já afectou pelo menos 2.424 pessoas cuja maioria foi tratada e recebeu alta.

    Desde que o surto eclodiu no passado dia 27 de Março duas mortes foram registadas na 1º semana nos distritos de Beira e Dondo. Nesta sexta-feira um terceiro óbito foi anunciado no Distrito de Nhamatanda, um quarto na Cidade da Beira e o quinto no Distrito do Dondo.

    Entretanto decorre a bom ritmo a campanha de vacinação contra a cólera que se propõe a imunizar 884 mil pessoas até a próxima quarta-feira (10).

  • Moçambique regista crescimento nos índices de carga transportada

    Moçambique registou um crescimento de 77% da carga transportada desde 2015. De acordo com o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, em 2018, o sistema ferroviário nacional transportou 23.7 milhões de toneladas, contra 13.4 milhões de toneladas transportadas em 2015.

    Falando, na última sexta-feira, 5 de Abril, no encerramento do Conselho de Directores da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Mesquita acrescentou que estes resultados foram conseguidos, pelo facto desta empresa e as concessionárias dos sistemas ferro-portuários terem assumido com determinação e responsabilidade as acções inscritas no Plano Quinquenal do Governo (PQG), particularmente, a componente da ampliação e a modernização das infra-estruturas ferro-portuárias do País.

    Como perspectivas, o ministro desafiou os gestores das infra-estruturas ferro-portuárias para consolidarem os resultados alcançados, bem como a melhorar a eficiência e competitividade do transporte ferroviário no País: “Queremos que o nosso sistema ferro-portuário e os respectivos corredores de transporte acrescentem mais valor à nossa economia, contribuindo cada vez mais na melhoria do Produto Interno Bruto e da Balança Comercial. Por isso, temos que ser mais criativos para atingirmos melhores índices de competitividade”, disse Carlos Mesquita.

    Em 2018, os CFM obtiveram um resultado operacional de 2.5 mil milhões de meticais, mantendo-se na lista das empresas do sector empresarial do Estado que, de forma consistente, vêm apresentando resultados líquidos positivos aos longo dos anos.

    De acordo ainda com o ministro dos Transportes e Comunicações, a eficiência e a competitividade das infra-estruturas nacionais passam por uma abordagem integrada e harmoniosa entre os investimentos realizados nas ferrovias e nos portos.

    “Nessa perspectiva, registamos com satisfação a implementação do plano de investimentos integrado que contempla o aumento da capacidade de manuseamento portuário e a melhoria do transporte ferroviário no Corredor de Maputo, estando a lograr resultados satisfatórios”, disse.

    Para Carlos Mesquita, a experiência do Corredor de Maputo deve ser replicada nos corredores da Beira e Nacala, sendo fundamental o papel dos CFM junto às concessionárias para a dinamização do desenvolvimento harmonioso do sistema ferro-portuário nacional.

    Mesquita orientou ainda aos gestores dos CFM para implementarem na íntegra as medidas definidas pelo Governo, para minimizar o sofrimento das vítimas do ciclone que devastou o Centro do País, nomeadamente o desconto em 50% no transporte de passageiros nas linhas de Sena e Machipanda, desconto em 50% do transporte de material de construção de fabrico nacional, bem como o transporte gratuito de donativos, para alem da implementação de outras medidas que a empresa julgar aplicáveis, no quadro da emergência causada pela calamidade que abateu as províncias de Sofala, Manica, Zambézia e norte de Inhambane.

    Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração dos CFM, Miguel Matabel, revelou que, embora a empresa esteja a registar resultados positivos, ainda persistem alguns desafios que devem ser ultrapassados.

    “Parte dos desafios estão relacionados, por exemplo, com os descarrilamentos que prejudicam sobremaneira a nossa balança de facturação e, sobretudo, interferem na confiança que tanto almejamos dos clientes”, enfatizou Miguel Matabel.

  • “Os Mabundas” estão aí

    Inaugura no próximo dia 10 de Abril (quarta-feira), pelas 18h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, a exposição “Os Mabundas, uma apresentação inédita do trabalho dos artistas moçambicanos, Gonçalo, Santos e Rodrigo Mabunda.

    A mostra idealizada pelo Camões em Moçambique tem um trabalho curatorial conjunto do Arquiteto Guilherme Godinho e do Diretor do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, João Pignatelli.

    Esta arrojada iniciativa, que conta com o apoio do Barclays Bank Moçambique, tem como objetivo mostrar, na cidade onde nasceram os artistas, a singularidade e excelência dos trabalhos apresentados e divulgar junto do público nacional e internacional o fértil trabalho criativo de três do mais talentosos artistas plásticos de Moçambique na atualidade.

    Nesta mostra familiar, as obras selecionadas são apresentadas dentro de um discurso curatorial que envolve não só a disposição espacial das obras em harmonia com o genius loci da sala do Camões, mas também fatores como a tonalidade das paredes, a luminosidade, a presença de textos, entre outros elementos. O olhar dos curadores explorou uma opção de trabalhos representativos dos diversos estilos representados pelos artistas.

    Nesse âmbito, o público poderá assim ver um conjunto de cerca de 40 obras dos irmãos Mabunda, que durante o seu percurso desenvolveram linguagens muito particulares, tal como técnicas diferenciadas e específicas de expressão artística.

    A exposição “Os Mabundas – Gonçalo, Santos e Rodrigo,reúne um conjunto abrangente de obras produzidas recentemente, que inclui um painel coletivo produzido propositadamente para a ocasião, que será terminado e apresentado no dia 10 de abril, data oficial da inauguração da exposição.

    A exposição “Os Mabundas” apropria-se assim da ampla sala do Camões, tonando-a casa destes talentosos artistas, exaltando as raízes e os laços familiares comuns e dando ainda espaço para a afirmação da identidade própria e de caráter individual de cada artista.

    É com grande expectativa que o trabalho dos 3 irmãos Mabunda é apresentado pela primeira vez em simultâneo, numa exposição original, na cidade e país que os viu nascer.

    João Pignatelli, responsável pelas atividades culturais do Camões em Moçambique sublinha que «esta exposição “Os Mabundas” é um excelente exemplo da singularidade, criatividade e qualidade da arte e dos artistas que existem em Moçambique. Um país que de norte a sul tem artistas e criadores de grandíssima qualidade» e ainda sobre a exposição refere “será também uma ocasião para fazer um tributo a esta família moçambicana tão especial e que tem no seu ADN todo este talento artístico”.

    “Há na obra de todos os irmãos Mabunda uma convergência que, com avanços e recuos, se mistura com influências socio-antropológicas e artísticas ocidentais e, em conjunto com a constante alusão à arte étnica tribal e ao folclore africano, converge para um pós-Dada Africano”, diz Guilherme Godinho, um dos curadores.

    Nas palavras de Rui Barros, Administrador Delegado do Barclays Bank Moçambique “Os irmãos Mabunda, o Gonçalo, o Santos e o Rodrigo, são uma referência no panorama cultural Moçambicano, representando um país, uma gente, uma garra que é um exemplo para todos. O Barclays Bank Moçambique identifica-se com esta forma de ser e de estar, assim como reconhece a importância da cultura Moçambicana na construção do nosso país. Ao sermos abordados para apoiar esta iniciativa, não podíamos deixar de responder positivamente, porque o tanto que as obras destes irmãos representam, é também um testemunho de um país em desenvolvimento, de um país que evoluiu e se renova todos os dias, deste mesmo país que a nossa instituição tem acompanhado ao longo dos últimos 40 anos”.

    Sobre os irmãos Mabunda

    Santos e Rodrigo têm exibido o seu trabalho, sobretudo, em exposições colectivas a nível nacional, enquanto emergem como criadores artísticos, já Gonçalo Mabunda, um dos artistas com méritos reconhecidos e apreciados internacionalmente, já se afirmou há muito no competitivo circuito da arte contemporânea e, nesse sentido, pertence a uma restrita elite com presença e constância no mercado mundial, tendo passado por algumas das salas de maior relevância e visibilidade globais. As suas obras são expostas em diversas galerias de Paris, a Londres e Nova Iorque, de Macau ao Dubai, em Lisboa e Óbidos; em África tem sido apresentado em praças como Marraqueche, Dakar, Joanesburgo e Maputo. Atualmente tem a sua obra representada em importantes coleções privadas e públicas ao redor do mundo. Gonçalo recorre à escultura e soldadura metálica, tendo como elemento distintivo o uso de material de guerra descontinuado. Santos tem feito a evolução de um desenho monocromático para trabalhos que, embora utilizem a cor, mantêm a mesma sobriedade das suas obras iniciais, assumindo as colagens nas suas criações mais recentes e que pela primeira vez poderão ser apreciadas pelo público. No caso de Rodrigo, o mais “caçula” dos irmãos, o suporte utilizado para os seus desenhos, também monocromáticos, mas neste caso feitos a esferográfica, são caixas de cartão reutilizadas reaproveitadas para o efeito.

    Exposição: “ Os Mabundas”

    Data: 10 de abril a 31 de maio (segunda a sábado, das 11:00às 17:30)

    Local: Camões – Centro Cultural Português | Maputo – Av. Julius Nyerere nº720

    Contatos: Tel. 21493892; Email: geral.camoes-ccp

    Website: http://camoes-ccpmocambique.co.mz/

    Facebook: https://www.facebook.com/camoesmaputo/

    Instagram: camoesmaputo

    (entrada livre)

  • Conferência Internacional ‘CRESCENDO AZUL’ debate futuro sustentável dos Oceanos

    1a CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE A ECONOMIA AZUL SUSTENTÁVEL ACONTECE A 23 E 24 DE MAIO, EM MAPUTO. EVENTO TRAZ A MOÇAMBIQUE FIGURAS DE DESTAQUE PARA DEBATEREM O USO SUSTENTÁVEL DOS OCEANOS.

    O Governo de Moçambique apresentou, esta quarta-feira, dia 3 de Abril, a 1a Conferência Internacional ‘Crescendo Azul’, que se vai realizar nos dias 23 e 24 de Maio, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

    Durante dois dias, o evento vai reunir especialistas nacionais e internacionais para debaterem temáticas ligadas à sustentabilidade dos Mares e Oceanos. A Conferência Internacional, que será bienal, conta com o apoio do Reino da Noruega e de outros parceiros de cooperação e terá como lema “Exploração Sustentável e Compartilha do Oceano”, focando-se na importância dos Mares e Oceanos para a humanidade enquanto fonte de vida.

    A cerimónia de apresentação do evento foi presidida pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, e contou com a presença de vários membros do Governo e do Corpo Diplomático acreditado em Moçambique.

    No seu discurso, o Primeiro-Ministro destacou que “a Conferência Crescendo Azul deve servir de plataforma de busca de conhecimentos e troca de experiências no que diz respeito à preservação e utilização cada vez maissustentável do Oceano”.

    Carlos Agostinho do Rosário garantiu ainda que “tendo em conta o potencial decorrente da extensa costa marítima que o país possui, o mar proporciona um leque de oportunidades para o desenvolvimento da nossa economia”, referiu ogovernante, acrescentando: “Este imenso potencial oferece ao nosso país a

    possibilidade de gerar mais emprego e renda, sobretudo para mulheres e jovens e, desse modo, contribuir para o crescimento da nossa economia”.

    Moçambique posiciona-se, assim, na linha da frente em questões de conservação da natureza, juntando-se ao movimento global lançado pelas Nações Unidas e por vários organismos responsáveis pela sustentabilidade dos Oceanos.

    Através da Agenda 2030, que define os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a ONU tem vindo a projectar a importância da defesa dos Oceanos a nível global. Em causa está a coordenação de acções internacionais de protecção ao meio ambiente e de promoção do desenvolvimento sustentável.

    Durante a Conferência ‘Crescendo Azul’, serão debatidas questões como a Governação Oceânica, os Transportes Marítimos e Ecoturismo, os Recursos Oceânicos e o Uso Sustentável dos Oceanos.

    Refira-se que a região do Oceano Índico Ocidental e, particularmente o Canal de Moçambique, é extremamente rica em biodiversidade e ecossistemas marinhos costeiros, sendo este um país com uma imensa riqueza natural. A sua longa costa, com 2.700 quilómetros, encerra inúmeras riquezas e potencialidades que é imperioso preservar.

    Com esta Conferência, Moçambique pretende trocar experiências de modelos em curso em países com historial de sucesso, na implementação de diferentes áreas da Economia Azul; promover a investigação e tecnologia para o desenvolvimento da Economia Azul na região.

    Igualmente, pretende identificar linhas de actuação conjunta que contribuam para acelerar a concretização dos compromissos nacionais, regionais e internacionais assumidos pelos países da região Ocidental do Oceano Indico. O país pretende, ainda, colocar a conservação da biodiversidade como factor de desenvolvimento sustentável com base no Oceano.

  • Millennium bim promove educação financeira junto de alunos do ensino secundário

    Millennium bim juntou-se à Global Money Week e abriu as portas a dezenas de alunos do ensino secundário para mostrar como é o trabalho numa instituição bancária.

    O Millennium bim recebeu, nas instalações do seu edifício sede, em Maputo, 60 alunos das escolas secundarias Josina Machel e Estrela vermelha, para uma visita de estudo que teve como objectivo permitir aos jovens conhecer o funcionamento de um banco no dia a dia.

    A iniciativa inseriu-se na celebração da Global Money Week, uma iniciativa da Child & Youth Finance Internacional (CYFI) que tem como objectivo promover, junto dos mais novos, a consciencialização para a educação financeira e para questões relacionadas com o uso e gestão do dinheiro, através de actividades lúdicas e interactivas.

    A convite do Banco de Moçambique, o Millennium bim associou-se a esta iniciativa que decorreu de 25 a 31 de Março, este ano com o tema‘Learn. Save. Earn’.

    À Global Money Week associaram-se também outras instituições como a Visão Jovem Moçambique, a Bolsa de Valores de Moçambique e o Instituto de Supervisão de Seguros, entre outras.

    A educação, um dos pilares de acção do programa “Mais Moçambique pra Mim”, que tem também como prioridades as áreas de desenvolvimento comunitário, do desporto, da saúde e da cultura, tem vindo a ser executado ao longo dos anos com significativo impacto na vida dos moçambicanos.

  • Distrito do Búzi com acesso a voz, internet e linha fixa

    A Tmcel (Moçambique Telecom, SA) restabeleceu, integralmente, os serviços de voz, internet e linha fixa no distrito do Búzi, uma das zonas mais afectadas pelo ciclone Idai, na província de Sofala.
    Para possibilitar maior fluidez nas comunicações, por parte da população, aquela empresa pública de telefonia móvel disponibilizou, igualmente, o acesso grátis de voz, válido para todas as operadoras, a partir de cabines instaladas no posto policial daquele distrito.
    Recorde-se que, neste âmbito de solidariedade social, para com as populações vítimas do ciclone, a Tmcel já havia disponibilizado ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), meios de comunicação, constituído por 50 telemóveis, para comunicações de voz e mensagens, contendo crédito no valor de cinco mil meticais cada, e ainda recargas no valor de 100 mil meticais, destinadas às equipas operativas do INGC posicionadas nos locais da tragédia.
    Adicionalmente, a operadora pública de comunicações disponibilizou uma linha verde gratuita (823441), através da qual os cidadãos podem contactar o INGC para reportar ocorrências ou solicitar assistência e informações.

  • Em apoio às vitimas do ciclone Idai: Politécnica organiza jogo beneficente de basquetebol

    A Universidade Politécnica, através da Fundação Universitária para o Desenvolvimento da Educação (FUNDE), em parceria com o Clube de Desportos d’A Politécnica e a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, organizou, no sábado, 30 de Março, jogos beneficentes de basquetebol, em apoio às vítimas do ciclone Idai, que arrasou recentemente a zona centro do País, tendo deixado um rastro de dor e destruição, principalmente na cidade da Beira e no distrito de Búzi, em Sofala.

    A iniciativa, que contou também com o apoio da Fundação Tzu Chi, envolveu seis equipas de basquetebol, sendo quatro juvenis (duas masculinas e duas femininas) e duas séniores (mistas), compostas por jogadores do Clube de Desportos d’A Politécnica, Clube de Desportos Estrela Vermelha, Clube de Basquetebol Bela Rosa, bem como por antigos atletas da modalidade.

    Segundo a pró-reitora para a Área de Pós-Graduação, Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica e directora executiva da FUNDE, Rosânia da Silva, através deste gesto, a universidade pretende contribuir para a minimização do sofrimento das famílias afectadas pela catástrofe.

    “Entendemos que, face a esta tragédia, devíamos, também, mobilizarmo-nos para dar o nosso apoio, por isso tivemos a ideia de promover esta iniciativa, que, para além da comunidade académica, contou com a participação dos moradores das áreas circunvizinhas”, explicou Rosânia da Silva.

    Durante os jogos, foram angariados diversos produtos alimentares não perecíveis, peças de vestuário, calçado, material escolar, entre outros artigos, que, de acordo com a pró-reitora da Universidade Politécnica, serão posteriormente canalizados ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que os fará chegar às vítimas.

    Entretanto, acrescentou Rosânia da Silva, “para as pessoas que não puderam participar no sábado, mas que pretendam apoiar a iniciativa, poderão canalizar os seus donativos à Universidade Politécnica durante a semana”.

    Importa realçar que os jogos, que tiveram lugar no Pavilhão da Universidade Politécnica, foram intercalados por diversas actividades de cariz cultural, concursos, entre outras.

  • Sustentabilidade dos sistemas da Segurança Social em debate

    A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, instou, na quinta-feira, 28 de Março, aos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) a não se alhearem aos desafios impostos pela gestão dos sistemas de segurança social, principalmente no que diz respeito à sua sustentabilidade.

    O apelo da ministra deriva da necessidade de garantir que os sistemas possam responder, de forma permanente, aos desafios comuns dos países da região, bem como aos anseios dos beneficiários.

    Um dos desafios apontados por Vitória Diogo, e que não deve ser ignorado, tem a ver com a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na gestão dos sistemas.

    No caso de Moçambique, disse a ministra, “o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) introduziu reformas que permitiram que as empresas e os trabalhadores ficassem mais próximos dos serviços”.

    Trata-se de reformas que “exigiram visão, coragem, clareza, firmeza e, acima de tudo, entendimento por parte de todos os actores de que o utente é a razão da nossa existência”, explicou a governante, que falava na cerimónia de abertura do seminário sobre o Sistema de Tecnologia de Informação e Comunicação da Associação Internacional da Segurança Social (AISS) ao nível da SADC.

    O acesso à certidão de quitação electrónica por parte dos empregadores, a introdução da plataforma móvel de pagamento de contribuições dos trabalhadores por conta própria, a disponibilização do Sistema de Informação da Segurança Social de Moçambique (SISSMO) e das plataformas M-Contribuição (Minha Contribuição, Meu Benefício), entre outras inovações, são alguns dos exemplos do processo de modernização do INSS, através das tecnologias de informação e comunicação.

    A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social foi secundada pelo presidente da AISS ao nível da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Lonkhokhela Dlamini, que considerou, na ocasião, que “a importância (do uso) das TIC não pode ser menosprezada, muito menos negligenciada”.

    “As tecnologias de informação e comunicação desempenham um papel transversal, por isso devemos encontrar mecanismos que nos permitam tirar benefícios do seu uso. Para além de melhorar as nossas vidas, elas contribuem para a eficiência dos nossos serviços, assim como permitem que os gestores tomem decisões correctas e de forma atempada”, afirmou Lonkhokhela Dlamini.

    Por seu turno, Marcelo Caetano, secretário-geral da AISS, referiu que o encontro vai possibilitar a troca de experiências entre os países para que, posteriormente, possam “desenvolver um sistema de segurança social mais eficiente, eficaz, com maior cobertura e que forneça mais e melhores serviços à população”, disse.

    Fundada em 1927 e presente em 158 países, a AISS é uma organização sem fins lucrativos constituída por instituições, departamentos, agências e outras entidades que lidam com aspectos relativos à Segurança Social no Mundo.

  • Karpowership apoia vítimas do Ciclone Idai

    A Karpowership foi uma das primeiras empresas a oferecer alimentos e material para fazer face às necessidades das vítimas do ciclone tropical Idai, na Beira.

    A Karpowership doou bens alimentares e equipamentos de primeira necessidade para acudir às vítimas do Ciclone Idai, na região centro de Moçambique. A tempestade tropical atingiu várias províncias provocando milhares de vítimas, uma situação dramática à qual a empresa reagiu imediatamente, para apoiar a comunidade.

    Para ajudar a minimizar o impacto dos estragos, a Karpowership contribuiu com bens alimentares de primeira necessidade como arroz, farinha, açúcar, óleo, feijão e água, entre outros. Foram ainda oferecidos kits de higiene, sacos cama, velas, pilhas, fósforos, sacos-cama e mantas. Estes bens são essenciais para auxiliar as vítimas da tempestade tropical, já que, para além das culturas que foram destruídas, muitas famílias perderam todos os bens que tinham em casa.

    Os bens oferecidos foram entregues à plataforma da sociedade civil Unidos por Beira e ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e seguiram para a Beira de navio organizado pelo Porto de Maputo.

    Cumhur Aksoy, Director Geral da Karpowership Moçambique, considera que “ninguém consegue ficar indiferente a tão grave desastre humanitário”, sendo, por isso, “importante auxiliar as vítimas do Ciclone o mais depressa possível, fazendo-lhes chegar comida e outros bens de primeira necessidade”. “O objectivo é levar até às comunidades atingidas alimentos e outros materiais que, nesta altura, possam diminuir de alguma forma o impacto causado pelo Idai. Como sempre, dedicamo-nos a apoiar a comunidade em que operamos”, afirmou o mesmo responsável.

    Esta é mais uma iniciativa da Karpowership no âmbito das acções de responsabilidade social e apoio que tem desenvolvido por Moçambique. A empresa tem vindo a concretizar um conjunto de acções de apoio à educação, desporto e saúde e também às comunidades do Distrito de Nacala, bem como no apoio a calamidades como aconteceu no ano passado às vítimas das enxurradas na região Norte do país.

    A Karpowership fornece energia à cidade de Nacala e à região norte do país, enquanto fortalece a rede eléctrica em toda aquela área.

  • BCI e ISArC selam parceria

    Foi formalizado, na segunda-feira, 25 de Março, o protocolo de cooperação entre o BCI e o Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), que visa reforçar a parceria entre as duas instituições, e que formaliza o lançamento oficial do Cartão Estudante Universitário (EU). Na mesma cerimónia, o director-geral do ISArC, Filimone Meigos, fez a entrega de uma obra de arte, da autoria de um estudante, intitulada “Conflito Existencial”.

    Falando, na ocasião, o administrador do BCI, José Furtado reconheceu que “os desafios lançados ao ensino superior são extraordinariamente complexos, exigindo, por isso, uma mobilização conjugada de esforços, por parte dos principais actores da sociedade moçambicana” – disse e rematou: “continuem a contar com o BCI como parceira na realização dos vossos projectos, a nível profissional e pessoal”.

    Para o director geral do ISArC, “basicamente estamos a falar de amizade. E muito obrigado por esta oportunidade, no sentido em que a junção do que o BCI nos pode oferecer e do que nós podemos oferecer ao BCI, esta concatenação faz-nos cada vez mais sermos daqui. Tanto o BCI como nós somos daqui e sendo daqui, faz todo o sentido que colaboremos no sentido de prosseguir os objectivos tanto do BCI quão do ISrAC” – disse, focalizando, mais adiante, os objectivos que norteiam a estratégia do ISArC: “os cruciais são o processo de ensino e aprendizagem, internacionalização, formação, no geral, comunicação e dos que me lembro agora, infra-estruturas. Esses objectivos estratégicos, a mim me parece, são tão importantes para nós, quão para o BCI. Porque se somos daqui, estamos a dizer que vamos fazer coisas para aqui, para as pessoas daqui, e para os objectivos estratégicos tanto do ISArC como do BCI”.