Categoria: Moçambique

  • 70 jovens formados em matérias sobre computação em nuvem

    Um total de 70 jovens moçambicanos beneficiou de uma capacitação em matérias de tecnologias de informação, através de um workshop denominado Cloud Study Jams, promovido, no sábado, 9 de Março, em Maputo, pela Google Developers Group (GDG) em parceria com a Incubadora de Negócios do Standard Bank.

    Para o efeito, a associação juntou no evento de estudo sobre computação em nuvem (Cloud), leccionado em 4 sessões e por igual número de formadores, jovens interessados em adquirir conhecimentos através da plataforma Google Cloud, fornecida pelo Google.

    Rosário Fernandes, organizador do evento, disse que o principal objectivo do workshop era dar experiência prática aos jovens interessados em tecnologias de informação e aumentar o proficiente técnico dos participantes na área de computação em nuvem.

    Segundo o organizador, GDG é formado por um grupo de voluntários patrocinados pela própria Google, e o critério de selecção para o ingresso na formação ou capacitação é terem conhecimentos básicos sobre tecnologias de informação.:

    A segunda edição do Cloud Study Jams, focalizou-se na interacção entre os participantes sobre inteligência artificial dentro da nuvem. Para o treinamento personalizado dos formandos, Rosário Fernandes disse que foi necessário fazer-se o uso de uma plataforma chamada Qwiklabs, que oferece várias ferramentas de fácil adequação.

    “Geralmente, cada exercício dentro da plataforma tem um custo, mas durante o workshop e depois da formação, eles vão beneficiam do uso grátis, por um período de um mês”, frisou Rosário Fernandes.

    Cada ciclo de formação (exercícios) foi leccionado por um formador, por causa da diversificação dos temas e o prosseguimento será à conquista de medalhas electrónicas que servem igualmente como elemento catalisador dentro do curriculum vitae dos participantes.

    Vânia Matável, participante do evento, disse que aprendeu a operar com a base de dados e a manusear os dados, que se forem grandes, podem ser guardados na nuvem.
    “Creio eu que trabalhar com nuvem, pela minha experiência, no caso de perda de um ficheiro ou documento, a mesma guarda para nós sem ser necessário o uso de um dispositivo ou pen drive para armazenar”, disse Vânia Matável.

    Vânia Matável congratulou a iniciativa promovida pelo GDG e o Standard Bank, pelo facto de unir jovens para estudos sobre tecnologias de borla, isto é, sem pagar nada.

    Almeida João de Almeida, estudante finalista do curso de tecnologias de informação, disse que aprendeu uma tecnologia nova para o armazenamento de dados: “Achei interessante aprender algo que ainda não foi introduzido no meu curso, vou aplicar este conhecimento durante o meu percurso”, concluiu Almeida.

    Importa realçar que a Incubadora de Negócios do Standard Bank é um empreendimento concebido no âmbito da visão e estratégia do banco, cuja materialização passa pela implementação de iniciativas que fomentam a inovação e o empreendedorismo, que são os mentores do crescimento económico do País.

    Para além do espaço físico, a incubadora oferece desde a formação até à interacção com outras empresas e órgãos ou entidades governamentais, tendo em vista a criação de condições para o surgimento e estabelecimento de empreendimentos sustentáveis, que terão um impacto positivo na economia e na sua cadeia de valores, gerando riqueza e inclusão financeira para os cidadãos.

  • Desaceleração do PIB em Moçambique e pagamentos dos Mega Projectos ditam aumento das Reservas Obrigatórias e m divisas

    A desaceleração da economia moçambicana, que caiu para 3,3 por cento, e a balança de pagamentos do último trimestre de 2018, onde o destaque é o crescimento em 143 por cento da factura de serviços importados pelos Mega projectos, surpreenderam o Banco de Moçambique que nesta quarta-feira (06) reuniu numa inédita sessão extraordinária do Comité de Política Monetária onde decidiu aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda estrangeira de 27 para 36 por cento.

    Através de um lacónico comunicado o Banco de Moçambique informou que o seu Comité de Política Monetária (CPMO) reuniu em sessão extraordinária, inédita, onde “decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 14,25 por cento”.

    “Adicionalmente, em face da disponibilidade de novas informações que apontam para o agravamento da percepção dos riscos externos e consequente maior volatilidade do Dólar no mercado internacional, comparativamente à avaliação feita na última sessão, o CPMO deliberou aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda estrangeira em 900 pontos base, para 36 por cento, com efeitos a partir do período de constituição que inicia no dia 7 de Março de 2019, tendo mantido as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos e da Facilidade Permanente de Cedência em 11,25 por cento e 17,25 por cento, respectivamente, bem assim o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional em 14 por cento”, acrescenta o documento recebido pelo @Verdade.

    Diante da nova postura de mutismo do BM o @Verdade entende que os “riscos externos” referidos estão directamente relacionados com os dados preliminares da balança de pagamento, que não estavam disponíveis quando se realizou o 1º Comité de Política Monetária de 2019, a 11 de Fevereiro passado.

    O CPMO teve de tomar estas medidas para que as importações, que cresceram 18,1 por cento comparativamente as exportações que aumentaram apenas 10 por cento, não causem ainda mais pressão no mercado cambial. É que desde Outubro o metical tem vindo a depreciar-se tendo sido vendido nesta quarta-feira (06) a 63,44 meticais no maior banco comercial a operar em Moçambique.

    Analisando esta conta que regista as transacções de Moçambique com o exterior o @Verdade apurou que contribuiu significativamente para o aumento das importações os serviços contratados ao exterior que entre 2017 e 2018 dispararam 39,4 por cento, de 2,9 biliões para 4,2 biliões de dólares norte-americanos. Especificamente rubrica de importação de “Assistência Técnica e Outros Serviços Relacionados com Comércio” para os Mega Projectos da indústria extrativa aumentaram em 143 por cento, de 1,2 bilião em 2017 para 2,8 biliões de dólares norte-americanos em 2018.

    Proteger as Reservas Líquidas Internacionais, manter a inflação baixa e deixar o cambio flexível

    Outros factores que ditaram a sessão extraordinária do Comité de Política Monetária, na óptica do @Verdade, estão relacionados com os números das Contas Nacionais do 4º Trimestre que mostraram uma economia ainda em desaceleração, para níveis do ano 2000, ficando-se por um módico crescimento de 3,3 por cento, comparativamente a perspectiva de 5,3 do Governo de Filipe Nyusi.

    O crescimento esteve abaixo das expectativas, até do Fundo Monetário Internacional, em todos os sectores com excepção dos não produtivos de Administração Pública, Defesa e Segurança e da Educação.

    É entendimento do @Verdade que a alteração apenas do coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda estrangeira, de 27 para 36 por cento, visa objectivamente para reter mais divisas no banco central para atingir um dos principais objectivo da Política Monetária actual que é a protecção das Reservas Líquidas Internacionais(RIL) que permitem 7 meses de importação de bens e serviços, no entanto quando incluídas as transacções dos Mega Projectos esse conforto baixa para 4 meses.

    Desde que Rogério Zandamela assumiu são objectivos do Banco de Moçambique é proteger as RIL, manter a inflação baixa e deixar o cambio flexível ao mercado.

    A expectativa nos próximos tempos é saber como vai o mercado reagir também tendo em conta os riscos internos que o BM não especifica mas o @Verdade tem revelado estarem a influenciar a economia, são o caso Manuel Chang, as negociações para a da Paz definitiva e até mesmo Comité Central do partido Frelimo.

  • Chamusco resgata a dimensão antropológica do moçambicano

    Teve lugar, na segunda-feira, 4 de Março, no Auditório do BCI, em Maputo, o lançamento da obra ‘Matsalwa ya Wusungukati’, da autoria de Alfredo Chamusso, a qual pode ser traduzida como ‘Escritos de Aconselhamento’.

    A mesma foi prefaciada pelo académico Jamisse Taímo, um dos apresentadores, para quem o livro “traz o senso comum, […] o diálogo constante quotidiano das pessoas. […] Resgata a dimensão antropológica do moçambicano, numa determinada realidade concreta e, ao mesmo tempo, traz consigo uma ligação entre esta antropologia cultural e a educação cristã”.

    Analisando um dos textos da obra, Taímo referiu que “é muito revelador, por trazer aquilo que tem sido a prática, e por questionar a razão por que temos de fazer isto. Então, Chamusso relata a cultura moçambicana, especialmente da região onde nasceu, em particular a dimensão da morte. E como é que os habitantes da sua região lidam com a questão da morte; e traz o aspecto da herança cristã, protestante, e a católica, para fazer esta discussão sobre se devemos ou não, se os cristãos, neste caso metodistas, devem ou não ir ao cemitério por flores.”

    Já o assessor do presidente da Comissão Executiva do Banco, Luís Aguiar, afirmou que, neste livro, “Chamusso convida-nos a cultivar o hábito de pesquisa da realidade sociocultural moçambicana, pois acredita que isso permitirá que a sociedade moçambicana reconheça os seus actores como indivíduos com uma determinada identidade cultural, visto que o indivíduo é influenciado pela cultura de grupo a que pertence.”

    Refira-se que na cerimónia, em que se destacou a presença do vice-ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Armindo Ngunga, do presidente do Tribunal Administrativo, Machatine Munguambe, edo clérigo Dom Dinis Sengulane, cantou-se parabéns a você, por ocasião dos 94 anos de vida do autor de ‘Matsalwa ya Wusungukati’, celebrados a 22 de Fevereiro.

  • Vitória Diogo na reunião dos ministros e parceiros sociais do sector do trabalho e emprego da SADC

    A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, participa na reunião anual dos ministros e parceiros sociais do sector do trabalho e emprego da SADC, a ter lugar, em Windhoek, Namíbia, quinta e sexta-feira, dias 7 e 8 de Março corrente.

    O encontro tem por objectivo rever a implementação das decisões dos ministros e parceiros sociais tomadas em 2018, em Cape Town, África do Sul, e tomar medidas com vista ao fortalecimento da contribuição do sector do trabalho e emprego, rumo à integração e desenvolvimento regional de acordo com o Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (2015-2020).

    A reunião servirá também de plataforma para a comemoração do centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ao nível da região da SADC, no dia 8 de Março.

    Importa realçar que, chefiada pela ministra dos Trabalho, Emprego e Segurança Social, a delegação moçambicana tem uma composição tripartida que inclui quadros do Governo, representante dos trabalhadores (OTM-CS e CONSILMO) e representantes dos empregadores (CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique).

  • Prémio BCI de Literatura

    Armando Artur e Álvaro Taruma vencem Prémio BCI de Literatura

    “É uma enorme surpresa para mim estar aqui no pódio. Não esperava, não esperava”, repetiu Álvaro Taruma, o jovem escritor que com a obra ‘Matéria para um grito’, venceu ex-aequo, com o renomado Armando Artur e o seu livro ‘A reinvenção do ser e a dor na pedra’, venceram a 9ª edição do Prémio BCI de Literatura. E acrescentou: “Fico feliz por partilhar o prémio com o Armando Artur. É uma grande honra para mim. Este prémio é uma porta aberta e honra esta nova vaga de escritores jovens, da qual faço parte. É um grande subsídio para a literatura feita pelos mais jovens em Moçambique.”

    O anúncio do vencedor teve lugar esta terça-feira, dia 26, no auditório do Edifício-Sede do BCI, sendo a primeira vez que o galardão, com um valor pecuniário de 200 mil meticais, é entregue a dois autores.

    Momentos antes, Jorge Oliveira, presidente do júri e membro da Associação de Escritores Moçambicanos (AEMO), fundamentou a decisão do júri: “[as obras] apresentam-se sobre a forma dominante de poema/prosa, um género híbrido que já é uma tradição na nossa literatura, tendo começado com Rui de Noronha, em Quenguêlequêze, o poema em prosa foi cultivado ao longo do tempo. A riqueza estética deste tipo de género reside no facto de subverter a oposição binária própria da prosa ou poesia, instaurando uma determinação que não é completamente nem poesia nem prosa, nem simultaneamente poesia e prosa.” Mais adiante, continuou: “Do ponto de vista temático em ambas as obras irrompe um eu que questiona e se questiona sobre a ordem local e universal filtrada na celebração do labor da poesia e na exaltação do amor. Dois livros singulares, iguais no género, diferentes no olhar, mas profundamente poéticos.”

    Recorde-se que o Prémio BCI de Literatura, instituído em 2010, resulta de uma parceria entre a AEMO e o BCI, e destina-se a premiar a obra, que um júri instituído pela aquela associação, reconhece como a mais meritória no conjunto das obras publicadas em Moçambique durante um ano.

  • Ao nível do continente africano: Rating da Gapi-SI sobe para “A+”

    A Gapi-SI obteve o “rating A+” como resultado da avaliação anual feita aos membros da AADFI (Associação Africana das Instituições Financeiras de Desenvolvimento), cujos indicadores são o cumprimento das regras da boa governação corporativa, estabilidade operacional e das normas de gestão prudencial, tendo alcançado 89% de adequação e conformidade com as normas de gestão e sustentabilidade estabelecidas por aquela agremiação.
    Esta classificação, que ocorre nas vésperas da comemoração do 29º aniversário da constituição formal da Gapi (01/03/2019), resulta de uma avaliação anual ao desempenho das instituições financeiras afiliadas à AADFI e à luz de um sistema designado por PSGRS (Prudential Standards, Guidelines and Rating System), representa um crescimento da Gapi, que vem participando neste mecanismo de avaliação desde 2011, tendo nos três últimos anos obtido o “rating A”.
    Este “rating A+” surge numa altura em que a Gapi-Sociedade de Investimentos intensifica a sua actuação em sectores estratégicos para o desenvolvimento de Moçambique, contribuindo assim para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis definidos pelas Nações Unidas.
    “O rating A+ que agora alcançámos é também um orgulho para Moçambique. Não são muitos os países africanos que apresentam IFD inscritas no seu sistema financeiro formal, com padrões de governação como os estabelecidos pela AADFI e pelo BAD”, considerou António Souto, Presidente da Comissão Executiva da Gapi
    Ainda a propósito deste reconhecimento, Souto disse que o mesmo resulta do trabalho de todos que fazem a Gapi, nomeadamente os accionistas, membros da Direcção e cerca de 160 colaboradores, “sem descurar o importante papel que os nossos parceiros que disponibilizam recursos que nos permitem actuarmos em áreas sensíveis, pelo seu elevado risco, mas que tem um grande impacto na criação de uma nova geração empresarial e no fortalecimento da já existente”.
    “Para o alcance do tão almejado desenvolvimento, é preciso que criemos uma classe média empresarial com raízes nacionais e, nesse esforço, todos somos poucos”, referiu, acrescentando que “com o apoio de reputadas instituições, temos estado a promover a inclusão e inovação, actuando em sectores-chave para um desenvolvimento inclusivo. Neste particular, quero destacar o nosso papel na criação e consolidação de empresas; a inovação agrícola e segurança alimentar e nutriciona; desenvolvimento rural e inclusão financeira, mas também olhamos para grupos vulneráveis como a juventude, onde a aposta é no incentivo à sua capacidade inovadora; no empoderamento da mulher, olhando para o seu impacto sócio-económico e no ambiente, através do incentivo aos negócios verdes e ecológicos".
    A AADFI é uma associação criada em 1975, sob os auspícios do Banco Africano de Desenvolvimento, que tem vindo a dar assistência aos seus membros para que melhorem a sua governação, o desempenho financeiro e a capacidade operacional.
    Esta agremiação conta com mais de 70 instituições financeiras envolvidas nas finanças para o desenvolvimento de África e, em 2008, os seus membros aprovaram os PSGRS, como um modelo e instrumento de avaliação do desempenho dos seus membros.

  • Damásio rende-se ao carinho dos moçambicanos

    O músico angolano Matias Damásio abrilhantou, na sexta-feira, dia 1, e no sábado, dia 2 de Março, o público de Maputo, interpretando músicas do seu mais recente álbum, ‘Augusta’, e os seus maiores sucessos. Na sexta-feira, foi num jantar de gala, e no sábado, no Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane.

    Na segunda actuação, subiram ao palco também os músicos moçambicanos Mimae, Júlia Duarte, Abuchamo Munhoto, Twenty Fingers, Mr Bow e DJ Supman, para além do angolano Cef.

    Rendido à simpatia da população moçambicana, Matias Damásio confessou, em conferência de imprensa concedida na sexta-feira, no Auditório do BCI, que “é um prazer muito grande, vocês todos sabem, Moçambique ocupa um espaço na minha carreira […] actuei em vários palcos do mundo mas Moçambique foi o primeiro palco internacional que pisei, há cerca de 7 a 8 anos. E sempre fui muito acarinhado aqui. Fui muito bem recebido” – disse, definindo-se como muito romântico, e reiterando que a sua maior fonte de inspiração é a mulher.

    Para dar o ar da sua graça, cantou um trecho da canção Alma Gémea: “Eu que julgava saber o que é ser feliz/ Lá veio você, me ensinar como aprendiz/ Quando se ama a gente ri à toa/ Por mais longo que seja o dia, o tempo voa”.

    Refira-se que o álbum “Augusta”, lançado em Novembro de 2018, é uma homenagem à avó do artista.

  • Peças de teatro sensibilizam sobre uso racional da água

    A Águas da Região de Maputo (AdeM) está a levar a cabo acções de sensibilização, através do teatro, para o uso racional da água e promoção de boas práticas com vista à gestão eficiente do líquido precioso.

    Trata-se de uma medida que visa mitigar a falta de água, derivada da escassez da chuva, que afecta, especificamente, a região sul do País nos últimos anos, o que tem levado a AdeM a apelar para uma melhor gestão no fornecimento e consumo da água a todos os níveis.

    A sensibilização, que consiste na encenação de uma curta peça teatral com três personagens, é promovida nas lojas e balcões de atendimento da AdeM nas cidades de Maputo, Matola e no distrito de Boane, e tem como público-alvo clientes, consumidores e a sociedade, no geral.

    Através desta iniciativa, conforme explicou Afonso Mahumane, porta-voz da Águas da Região de Maputo, espera-se que as pessoas se consciencializem sobre a necessidade de fazer o uso racional da água.

    Mais do que o uso racional, acrescentou, “é necessário que se faça, sempre que possível, o uso repetido da água disponível. Por exemplo, a água que resta depois de lavarmos a roupa pode servir para limpar o chão ou para pôr no autoclismo”, sublinhou o porta-voz, que apontou, igualmente, a conservação e reaproveitamento da água da chuva, como uma forma de evitar o desperdício deste importante recurso.

    Para além do teatro, a Águas da Região de Maputo está a disseminar, através de diversas actividades e meios (panfletos, meios de comunicação social, entre outros), informações com vista à criação de uma nova mentalidade na utilização e poupança de água.

    De realçar que o fornecimento de água da rede pública está a ser feito em regime de restrições desde 2017, na sequência da seca prolongada que se regista na bacia do Umbelúzi, que abastece as cidades de Maputo e Matola e ainda o distrito de Boane.

    Esta acção prolongar-se-á por um período de 30 dias e abrangerá as 22 lojas de atendimento espalhadas pelos três municípios anteriormente mencionados.

  • Crescente participação de mulheres: Incubadora do Standard Bank já formou 165 empreendedores a nível naciona l

    A Incubadora de Negócios do Standard Bank, em parceria com a ideiaLab, formou, em Maputo, através do programa #ideate Bootcamp, nas suas quatro edições, um total de 165 empreendedores a nível nacional.

    Esta informação foi revelada por Sasha Vieira, responsável pela incubadora, no decorrer da quarta edição da formação, realizada recentemente.

    Sasha Vieira acrescentou que o programa #Ideate Bootcamp está a registar um crescimento em termos de participação de mulheres. Este facto é comprovado com o enorme crescimento verificado desde a primeira edição, tendo passado de 29 para 57 por cento.

    “Em termos de sucesso, muito recentemente, tive o privilégio de testemunhar o facto de uma das participantes da segunda edição da formação, Marta Uetela, do projecto Minimal LivingBox, ter-se sagrado vencedora de um importante concurso de startups, a nível nacional”, disse a responsável pela incubadora.

    Para Sasha Viera, a presente edição destaca-se por ter havido 138 candidaturas (projectos), o que significa um acréscimo de 16%, quando comparado com as inscrições anteriores.

    Por sua vez, Adelina Nhanala, gestora do projecto #Ideate Bootcamp e colaboradora da ideiaLab, fazendo uma retrospectiva, disse que só no ano passado em três edições foram formados 126 empreendedores, que agora encontram-se mais capacitados para alcançarem os seus sonhos.

    Em jeito de balanço da quarta edição, Adelina Nhanala, disse que durante o bootcamp surgiram muitas ideias “fora da caixa”, o que motiva um enorme contentamento por parte de toda a equipa da IdeiaLab e do Standard Bank, a seguir em frente com este projecto. Outro aspecto de salientar, foi o facto de os participantes terem negócios em diferentes áreas e diferentes idades, o possibilita uma maior troca de experiências, networking e parcerias.

    Flora Pedro, participante do #ideatebootcam, disse ter tido conhecimento sobre esta iniciativa através de um amigo e as expectativas que tinha foram superadas, porque foram alcançados os objectivos de fazer acontecer as coisas, isto é, sair com teoria e ferramentas para aplicar na prática.

    “É de louvar a iniciativa do Standard Bank e da IdeiaLab, porque eles conseguiram fazer de nós pessoas diferentes e não saberíamos expressar o nosso agradecimento”, frisou a participante.

    Alfiado Ngana, igualmente participante, programador de software, disse que apesar da pequena experiência que trazia, aprendeu ainda mais com esta imersão de três dias na incubadora. Importa realçar que a próxima edição do programa #Ideate Bootcamp terá lugar no mês de Julho e em 2019 serão realizadas no total quatro edições. O programa tem por objectivo apoiar os jovens aspirantes a empreendedores.

    Durante o Bootcamp os participantes utilizam o processo de Lean Startup e Design Thinking para entender desafios da comunidade e validar os seus pressupostos, elaboração de um Produto Mínimo Viável (MVP), desenho do Modelo de Negócio, respectiva apresentação e interacção com empreendedores já estabelecidos.

  • A Gorongosa no New York Times

    Artigo do "New York Times", Fevereiro de 2019

    Para os arquitectos do Projecto da Gorongosa, que foi criado em 2008, o objectivo motivador foi transformar o parque num “motor de desenvolvimento humano e económico” – um objectivo que remonta às origens do início dos anos 90, quando o então presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, começou a planear a recuperação após o fim da guerra civil.

    Tal como o seu amigo e contemporâneo Nelson Mandela, Chissano foi um dos primeiros defensores dos chamados parques da paz – áreas de conservação transfronteiriças destinadas a incentivar a cooperação e a prevenir conflitos entre estados vizinhos. Ele acreditava que a Gorongosa poderia desempenhar um papel semelhante dentro de Moçambique: que ao gerar empregos e desenvolvimento rural, um parque nacional revitalizado poderia ajudar a curar as feridas da guerra.

    Leia mais sobre a Gorongosa no “New York Times” e inscreva-se para ofertas exclusivas de café e turismo.

  • CCT faz revisão pontual da Lei do Trabalho

    A Comissão Consultiva de Trabalho (CCT) retomou, na quinta-feira, 28 de Fevereiro, em Maputo, as suas actividades, com a realização da primeira sessão plenária do ano, durante a qual se fez o balanço das actividades desenvolvidas no ano transacto, programação das actividades para o presente exercício económico, bem como a revisão pontual da Lei do Trabalho.

    O encontro da Comissão, presidida pela Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Dias Diogo, analisou ainda o desempenho Económico e Social de 2018, bem como as perspectivas para o presente exercício económico, entre outros aspectos.

    Ao proceder à abertura da sessão, Vitória Diogo referiu-se ao facto de as plenárias deste ano acontecerem num momento particular, caracterizado pelo término de um ciclo de governação e, por outro, o País vai aprofundar o processo de descentralização administrativa, o que impõe também desafios ao diálogo social.

    “Temos sobre nós a responsabilidade de discutir uma matéria tão sensível, delicada e até me atrevo a dizer sagrada: o salário. Por outras palavras, estamos a tratar, em última instância, da vida de milhares de compatriotas e cidadãos trabalhadores que residem em Moçambique”, frisou.

    A governante exortou às lideranças sindicais e de empregadores para que desenvolvam e massifiquem a negociação colectiva, ao nível da empresa e dos sectores de actividade e, para que isso aconteça, incentivem a implantação de organizações representativas de trabalhadores a nível empresarial, uma vez que o alicerce do diálogo social tripartido de nível nacional ou macro está no diálogo social bilateral entre empregadores e representantes dos trabalhadores.

    Para o Governo, conforme sustentou Vitória Diogo, o diálogo social, para além de contribuir para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento sócio-económico, constitui-se uma plataforma fundamental para promover paz e estabilidade laboral.

    Ainda na ocasião, o representante da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos-Central Sindical (OTM-SC), Damião Simango, considerou que a CCT reinicia as suas actividades numa altura em que o País enfrenta vários desafios, nomeadamente os esforços do Governo em estancar a onda de ataques que se regista na província de Cabo Delgado, a gestão das dívidas ocultas e os respectivos processos judiciais em curso, a gestão das calamidades naturais, o custo de vida, entre outros.

    “No ano passado, iniciamos a revisão da Lei do Trabalho para o sector privado, cuja conclusão está prevista para este ano. Reiteramos o nosso desejo de que o que resta por ser feito ocorra dentro da normalidade possível”, sublinhou.

    Já o representante da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, António de Sousa, fez uma abordagem sobre o salário mínimo nacional, cujas negociações estão à porta.

    “Em 2018, na generalidade, as negociações do salário mínimo começaram com dados muito elevados de propostas de sindicatos, sempre em dois dígitos, justificados com o elevado custo de vida e a necessidade de devolver o poder de compra aos trabalhadores, factores que tornaram o processo negocial numa plataforma difícil e baseada em fundamentos sociais que afectaram profundamente as empresas”, indicou António de Sousa.

    Foto: António de Sousa, representante da CTA

  • Défice de carteiras escolares foi reduzido na Matola

    A recente oferta de carteiras pelo Standard Bank, a cinco unidades de ensino primário e secundário da autarquia da Matola, vai ajudar a reduzir o défice deste importante material ao nível da província de Maputo.

    De acordo com Jacinto Cajomba, responsável pelo mobiliário na Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano de Maputo, para além de ajudar a suprir o défice existente, as carteiras, oferecidas pelo banco às escolas secundárias de Matlemele e Boquisso, bem como às primárias completas da Machava, Unidade H e Ngolhosa, vão conferir comodidade aos alunos durante as aulas.

    O responsável pelo mobiliário na Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano de Maputo falava, na semana finda, durante o acto de entrega das carteiras às escolas beneficiárias, que se seguiu à cerimónia de oferta simbólica, dirigida pela ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane.

    Na ocasião, o representante do Standard Bank, Eristes Dimene, referiu que esta iniciativa constitui um contributo do banco aos esforços visando a elevação da qualidade de ensino no País.

    “O Standard Bank olha para as preocupações da sociedade e, no que diz respeito à educação, acreditamos que a melhoria da sua qualidade depende de todos nós, não só do Governo, razão pela qual decidimos fazer esta oferta, que vai fazer muita diferença no dia-a-dia dos alunos”, explicou Eristes Dimene.

    Os beneficiários directos desta iniciativa, os alunos, mostraram-se felizes e igualmente aliviados, dado o sofrimento que caracterizavam as suas aulas.

    Heloísa Mendes frequenta a 6ª classe na Escola Primária Completa da Machava e conta o quão penoso era estudar sentada no chão, em contacto com o cimento: “Nos dias de chuva ou de frio, passávamos mal com a humidade, para além de que era muito difícil escrever, porque não tínhamos algo para encostar. A partir de hoje, com as carteiras oferecidas pelo Standard Bank, as condições vão melhorar”.

    Por sua vez, Santos Mboane, aluno da 8ª classe na Escola Secundária de Boquisso, conta que “a falta de carteiras dificultava as aulas. A nossa caligrafia não era das melhores, sem contar que, nos dias de teste, o professor não conseguia controlar os alunos”.

    FOTO: Santos Mboane, aluno

  • Água potável na zona alta da Maxaquene: Situação será solucionada este mês

    A Águas da Região de Maputo (AdeM) vai instalar, ainda dentro do corrente mês, um sistema composto por uma bomba booster e seis reservatórios de água, com capacidade para 10 mil litros cada, para melhorar substancialmente o abastecimento de água potável à zona alta da populosa região de Maxaquene, que integra os bairros Maxaquene B e C, no município da cidade de Maputo.

    Para já, a empresa está a proceder ao lançamento de 1.500 metros de conduta 160 MM, que vai transportar a água a partir da zona baixa do referido bairro (Maxaquene A), junto à Avenida Acordos de Lusaka, para Maxaquene B e C, que se debatem com a falta deste precioso líquido, há sensivelmente quatro anos.

    Abordado no local onde decorrem as obras de instalação da conduta, Carlos Elija, gestor técnico da área operacional de Maxaquene da empresa AdeM, explicou que o projecto, cujo término está previsto para finais de Março, vai beneficiar cerca de 1.600 clientes, número que irá aumentar com a almejada melhoria de abastecimento de água naqueles Bairros.

    “Estamos a fazer o lançamento de uma conduta 160 MM, através da qual perspectivamos abastecer os bairros de Maxaquene B e C, com a finalidade de fornecer água potável a 30 quarteirões desta zona, que estão sem água há mais de quatro anos”, referiu Carlos Elija.

    Adicionalmente, conforme sublinhou, a empresa vai providenciar a instalação de uma bomba de água (booster) para conferir mais ímpeto à distribuição do precioso líquido naquela zona, numa empreitada executada coordenadamente pelos técnicos da AdeM e do FIPAG-Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água.

    O gestor técnico da área operacional de Maxaquene lembrou ainda que parte dos clientes dos bairros de Maxaquene B e C tem recebido água, mas com fraca pressão e durante períodos muito curtos do dia, situação que se foi agravando, devido ao problema da escassez da água no Rio Umbelúzi, na província de Maputo.

    “Muitas famílias afectadas pela falta de água nestes bairros têm recorrido ao corte de ramais e condutas para obter água para as suas necessidades diárias, situação que será solucionada ainda dentro deste mês”, concluiu.

  • MTC explica as alterações ao novo regulamento do transporte em automóveis

    Os veículos de transporte público de passageiros, com 15 lugares, vão passar a operar em percursos não superiores a 600 quilómetros, podendo, com efeito, explorar, igualmente, o serviço de transporte interprovincial, segundo estipula o novo Regulamento do Transporte em Automóveis (RTA), recentemente, aprovado pelo Conselho de Ministros.
    Em relação ao transporte escolar, todos veículos, que exploram este serviço, serão identificados pela cor amarela, o que visa permitir que se tenha a consciência de que se está diante de um veículo que transporta crianças e estudantes. Para além do automobilista, as carrinhas escolares contarão com a figura de um vigilante (um acompanhante).
    O documento, que fixa medidas a serem observadas pelos operadores de transporte, elimina, por outro lado, o licenciamento de reboques e introduz a licença ocasional, para as pessoas singulares ou colectivas que pretendam transportar objectos particulares ou passageiros.
    Numa conferência de imprensa, ocorrida, na sexta-feira, 1 de Março, em Maputo, Cláudio Zunguze, director Nacional dos Transportes e Segurança do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) e Manuel António, director de Serviços do INATTER- Instituto Nacional dos Transportes Terrestres, explicaram que se pretende com o novo instrumento reorganizar a actividade de transporte de pessoas e bens no País, bem como conferir maior segurança e comodidade aos passageiros.
    No âmbito da operação, conforme referiu Cláudio Zunguze, o regulamento determina o licenciamento de veículos de mercadorias para o transporte de passageiros, para veículos com capacidade de até sete mil quilos, devendo, entretanto observar condições específicas.
    “Estes veículos servirão de alimentadores em locais onde não se oferecem outras alternativas de transporte público de passageiros”, frisou, ajuntando que, adicionalmente, o documento traz como inovações a obrigatoriedade do uso do extintor de incêndio, assim como institui o boletim de viagem, que vai congregar diferentes detalhes da viagem, devendo ser objecto de verificação nos diferentes postos de controlo.
    “Estabelece, também, uma frota mínima para a emissão do alvará, sendo necessário um mínimo de cinco veículos, o que pressupõe, igualmente, a realização de vistorias, entre outros requisitos”, afirmou.
    Em relação ao serviço rent-a-car foi fixado um mínimo de um a nove veículos para singulares e um mínimo de dez veículos, quando se trata de pessoa colectiva.
    “A aprovação do Regulamento de Transportes em Automóveis decorre do facto de o decreto 11/2009, de 29 de Maio, mostrar-se desajustado à dinâmica actual do sector dos transportes rodoviários, de modo a que houve a necessidade de se realizar um exercício para instituir-se um novo quadro regulatório”, realçou Cláudio Zunguze.
    Trata-se, conforme garantiu, de um instrumento que vai facilitar o processo de informatização do licenciamento, no qual se atribui competência ao ministro que superintende a área dos transportes para regulamentar sobre algumas matérias em caso de anormalidades, como a suspensão e cancelamento de licenças.

    FOTO: Cláudio Zunguze