Categoria: Moçambique

  • História da aviação moçambicana contada em 90 imagens

    Teve lugar esta quinta-feira, dia 28 de Fevereiro, no edifício-sede do BCI, a inauguração da exposição de fotografia ‘Aeroclube de Moçambique – 90 anos, 90 imagens’.

    Coube ao assessor da administração do BCI, Luís Aguiar, a primeira intervenção da tarde. Depois de dar os parabéns à agremiação lembrou que “naquela época, 1928, foi um acto de arrojo e ousadia a criação de um clube com estas características. A aviação, embora não estivesse propriamente nos primórdios, carecia de grandes mecanismos de segurança, fazendo dos pilotos uns autênticos bravos como se pode reconhecer pelas imagens aqui expostas.”

    O jornalista António Alves Gomes, membro de longa data do Aeroclube de Moçambique, fez uma resenha histórica, destacando os pontos altos dos 90 anos de actividade. “Situemos no departamento da nossa história o ACM. Que a sua história seja remetida para o capítulo da aviação civil. E é nesse capítulo da aeronáutica que o ACM tem obrigatoriamente que constar. Quem quer a venha a debater e a escrever sobre a história da aviação civil não poderá, de forma alguma, obliterar o papel desempenhado e o contributo prestado por esta instituição nesta área da vida social, cultural, económica, desportiva da nação moçambicana.” Depois lembrou a atitude filantrópica que sempre presidiu à instituição desde a sua fundação passando pelo apoio dado em épocas de crise, como foi o casos das cheias de 2000 recordando “os jovens que ficaram semanas a viver em tendas no aeródromo do Chibuto a receber, para depois distribuir, toneladas de mantimentos provenientes da ponte aérea que o ACM organizou como Aeroclube da África do Sul e que foram uma meio de sobrevivência de milhares de vítimas das inundações nos distritos Chibuto, Manjacaze, Xonguene e cidade de Xai-Xai.” Lembrou ainda os dois paraquedistas que perderam a vida tentando abastecer as populações na zona de Vilankulo e Xinavane. “Este espirito, este ADN, como se costuma dizer nos tempos de hoje, manteve-se sempre vivo, nestes 90 anos. A agremiação cresceu e desenvolveu-se por todo o Moçambique nesta divisa.” E terminou: “A história do ACM é, em síntese, uma história de empreendedorismo baseado na criatividade, na inovação, na resolução de problemas que trouxeram desenvolvimento para a aviação civil do nosso país e deram oportunidades as pessoas para melhorarem as suas vidas, contribuindo para o desenvolvimento da nossa sociedade e economia baseando-se sempre na agregação de valores nacionais. Tem sido um empreendedorismo positivo, perseverante, criativo, que deve ser mantido e respeitado hoje e sempre.”

    Recorde-se que ‘Aeroclube de Moçambique – 90 anos, 90 imagens, poderá ser vista, com entrada livre, até ao dia 8 de Março.

  • Mortalidade materna e infantil em declínio

    – Parceria Estados Unidos e Moçambique Está a Salvar Vidas –

    Os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos marcaram, ontem, o aniversário de uma década de parceria para melhorar a vida de mães, recém-nascidos e crianças. O Programa para a Sobrevivência Materna e Infantil (MCSP) é operado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e implementado através da Jhpiego, Save the Children e PATH. O MCSP ajudou a prevenir mortes maternas e infantis evitáveis nas províncias de Nampula, Sofala e Zambézia.

    Com o apoio do MCSP, o Ministério da Saúde desenvolveu e implementou a sua Política Nacional de Saúde, treinou mais de 4.500 profissionais de saúde e desenvolveu um pacote abrangente de serviços de saúde direccionado para mães e crianças com menos de cinco anos de idade. Os serviços incluem saúde infantil, nutrição, imunização, planeamento familiar, água, saneamento e higiene, bem como prevenção e controlo do cancro da mama e do colo do útero, resultando na melhoria de saúde para mais de 6.5 milhões de pessoas.

    Entretanto, há mais trabalho a ser feito para melhorar a saúde das mães e das crianças em Moçambique. Desde 1990, os nascimentos em Moçambique quase dobraram. Adicionalmente, as taxas de mortes maternas, neonatais e infantis evitáveis ainda são altas. A população de crianças moçambicanas é de aproximadamente 5.3 milhões contra 2 milhões em 1990, e como as descobertas preliminares do censo de 2017 revelaram, até 2040, a população do país poderá dobrar. Estas estatísticas indicam decisões importantes para o país tomar agora. No sector da saúde, reformas progressivas nesta década ajudaram os moçambicanos a aceder aos serviços de saúde a um ritmo exponencialmente mais elevado. Como identifica a estratégia de qualidade e humanização do Ministério da Saúde, o próximo passo é garantir que este maior acesso seja atendido com altos padrões de atendimento de qualidade e personalizado.

    Como afirmou a Directora da USAID em Moçambique, Dra. Jennifer Adams, “O desenvolvimento e o desempenho económico estão, de forma directa, ligados ao modo como cada país protege e promove a saúde de mulheres e crianças. Por este motivo, o Governo dos Estados Unidos continua empenhado na sua parceria de sucesso com o Governo de Moçambique para prevenir a mortalidade materna e infantil”.

  • BCI e MISAU reforçam parceria

    A ministra da Saúde, Nazira Abdula, e o presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Paulo Sousa, rubricaram na segunda-feira, 25 de Fevereiro, na sede do BCI, em Maputo, o Memorando de Entendimento que reforça os laços existentes, e que se irá estabelecer fundamentalmente em três áreas: género, criança e acção social.

    O BCI já tem sido parceiro em diversas iniciativas como feiras de saúde, doação de material hospitalar, particularmente às secções de pediatria; obras de reabilitação em unidades hospitalares; entre outras. Esta acção do banco não se restringe à área de saúde, como referiu Paulo Sousa: “o BCI fá-lo com outras entidades do governo central com as mais diferentes tipologias de instituições como universidades, associações, sempre com o mesmo âmbito: devolver à sociedade um pouco daquilo que a sociedade nos traz a nós enquanto empresa e, portanto, partilhar esta geração de riqueza, em particular com aqueles que mais necessitam, e com as instituições que têm actuação mais relevante”.

    A ministra da Saúde, Nazira Abdula, congratulou-se com o reforço da parceria, expressando a sua satisfação, pelo protocolo ora firmado, e reiterando que “como Ministério da Saúde, nós vamos honrar os compromissos que estão lá definidos, reconhecendo sempre a sua importância para o nosso sector”.

    Num outro desenvolvimento, Nazira Abdula recordou parte da história desta parceria, falando da sua experiência pessoal: “a minha ligação com o BCI começou em 2008. Eu era directora do Hospital Central de Nampula” – disse, dando detalhes sobre a apresentação do projecto daquele hospital. “Nós funcionávamos numa urgência com apenas seis camas. Ficavam ali mais de cinquenta crianças, todas elas no estado grave. As crianças ficavam todas no mesmo quarto; as graves, as menos graves, e aquelas que até acabavam por morrer eram assistidas por outras crianças que tinham mais condições de sobrevivência. Apresentámos o projecto, felizmente o BCI ficou sensibilizado. De uma urgência de seis camas, passámos para uma urgência de cinquenta camas. E a partir daquele momento, as condições melhoraram. Pessoalmente, tenho muito a agradecer, como pediatra, como médica e como então directora.”

  • Manica lidera: 60% dos pensionistas do INSS já aderiram à Prova Anual de Vida

    A Prova Anual de Vida (PAV), iniciada a 10 de Janeiro pelo INSS-Instituto Nacional de Segurança Social à escala nacional, já abarcou um total de 44.542 pensionistas, o correspondente a 59.2 por cento de execução.

    Com o processo, cujo término está previsto para o próximo dia 10 de Abril, o INSS espera abranger, durante os três meses, um total de 75.268 pensionistas que recebem as suas pensões no Sistema de Segurança Social.

    Do universo de pensionistas do INSS, 29.300 beneficiam de pensões de velhice, 44.577 de pensões de sobrevivência e 1.391 de invalidez.

    O director-geral do INSS, Alfredo Mauaie, considerou satisfatório o nível de adesão ao processo, sendo que no primeiro mês as delegações do instituto tiveram um desempenho acima de 50 por cento.

    Para além dos balcões de atendimento, o INSS destacou brigadas técnicas. Até ao momento, a província de Manica registou maior grau de execução, com 71.4 por cento, seguida pela província de Nampula, com 65.2 por cento e Maputo, com 63.2 por cento.

    Os pensionistas que, por razões de saúde, não estiverem em condições de se deslocar aos locais indicados para a realização da PAV, segundo destacou o director geral do INSS, podem ser atendidos no domicílio, devendo para isso informar à representação do INSS mais próxima.

    “A não realização da Prova Anual de Vida, dentro do período indicado, implica a suspensão do pagamento das pensões, até que a situação do beneficiário seja regularizada”, sublinhou Alfredo Mauaie.

    Importa realçar que a PAV é um processo, através do qual o INSS comprova a existência física do titular da pensão, de modo a manter o direito ao recebimento da respectiva prestação mensal.

  • Sasol adjudica contrato de milhões de dólares a empresa moçambicana

    Os aprendizes de electricidade, mecânica e soldadura na província de Inhambane passarão a contar com um Centro de Formação Técnico-Profissional de em Inhassoro, com instalações permanentes. A Sasol adjudicou um contrato de construção de 4,5 milhões de dólares para a construção do Centro de Formação Técnico-Profissional de Inhassoro permanente à CETA, empresa de propriedade 100% moçambicana. O custo total da instalação, incluindo móveis e equipamentos, é de cerca de US$6,5 milhões. No total, a Sasol irá investir cerca de 18 milhões de dólares nesta e em outras instalações relacionadas incluindo a formação de cerca de 460 formandos.

    A CETA construirá cinco salas de aula para 20 alunos cada e três oficinas eléctricas, mecânicas e de soldadura, para além de toda a infra-estrutura de apoio.

    Jon Harris, Vice-Presidente Executivo da Sasol para Upstream, referiu a propósito: “A adjudicação do contrato para as instalações definitivas do Centro de Formação Técnico-Profissional de Inhassoro à CETA realça a crença da Sasol nas competências moçambicanas e no compromisso de promover o conteúdo local. Todos os materiais de construção, excluindo itens especiais, serão adquiridos em Moçambique e cerca de cem trabalhadores moçambicanos deverão ser empregues no pico da construção. ”

    “O nosso objectivo é fazer a diferença na vida do povo moçambicano e acreditamos que estamos no bom caminho, considerando os benefícios directos e indirectos que a construção do Centro de Formação permanente irá criar, bem como aos 320 aprendizes treinados até à data. Tem sido notável para os instrutores do Centro a sede de conhecimento e a capacidade de trabalho dos jovens aprendizes”.

    As novas instalações do Centro de Formação Técnico-Profissional de Inhassoro, estão a ser construídas num local identificado pelas autoridades do distrito de Inhassoro. De recordar que a Sasol construiu salas de aula e três oficinas de trabalho para a Escola Técnica de Inhassoro em troca do uso do espaço nas quais as instalações temporárias do Centro de Formação Técnico-Profissional de Inhassoro estão actualmente a funcionar.

    O Centro de Formação Técnico-Profissional de Inhassoro, que está em operação desde 2014, oferece formação em diversos sectores, incluindo soldadura, andaimes, fixação e pintura em aço. O Centro oferece oportunidade para a elevação socio-económica e está a criar um fluxo de talentos para o crescimento industrial do país.

  • Mercado moçambicano contribui para o crescimento internacional da PHC

    O mercado moçambicano contribui para o crescimento internacional da PHC que alcança os melhores resultados pelo quarto ano consecutivo

    A PHC Software, multinacional portuguesa de referência no desenvolvimento de ferramentas inovadoras de gestão, regista pelo quarto ano consecutivo os melhores resultados de sempre. O novo recorde, fixado em 11,5 milhões de euros, resulta de um crescimento de 6,3% do volume de vendas.

    A área internacional da PHC encontra-se em expansão, graças ao maior crescimento nos últimos cinco anos, de 47%. Moçambique faz parte do conjunto de países que contribuíram para estes resultados, juntamente com outros onde a PHC tem escritório, como são os casos de Angola, Peru e Espanha, mas também novos mercados como Argélia e Cabo Verde. No caso particular de Moçambique, país no qual a PHC detém escritórios desde o início dos anos 2000, a empresa notabilizou-se pelo sucesso da sua operação local e pelo crescimento da sua importância no mercado.

    Na opinião de Ricardo Parreira, CEO da PHC Software, “este crescimento contínuo reflecte a confiança que o mercado tem na PHC e o reconhecimento que os gestores têm da nossa capacidade de desenvolver software que se adapta às suas necessidades. Obviamente que quatro anos a bater recordes de crescimento são um orgulho, mas estamos focados no futuro. Estamos a preparar a PHC para uma grande expansão, que nos vai permitir continuar a desenvolver soluções de referência na área da gestão. A nossa mais recente aposta numa unidade especializada em pensar o produto e a inovação em gestão são um passo importante nesse sentido.”

    A inovação é uma prioridade para a expansão da PHC, com um investimento em Inovação & Desenvolvimento na casa dos 1,6 milhões de euros no ano de 2018 e a criação da Product & Innovation Unit, que vem reforçar a capacidade da empresa em continuar a desenvolver a gestão das empresas, melhorando os seus produtos e produzindo soluções inovadoras que vão ao encontro das necessidades dos seus clientes.

    Este crescimento global da PHC contabilizou também o recorde de 1.575 novos clientes, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 150 mil utilizadores de software, sendo que a PHC já conta neste momento com 33 mil empresas cliente distribuídas por 25 países.

    A PHC resume os seguintes resultados para o ano de 2018:

    • 11,5 milhões de volume de negócios
    • 6,3% de crescimento do volume de vendas
    • 47% de crescimento da área internacional
    • 1.575 novos clientes

  • Empresários chineses analisam oportunidades de negócio em Moçambique

    O Standard Bank e o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) analisaram, recentemente, em Maputo, com os empresários chineses que operam em Moçambique, as oportunidades de negócio que o nosso País oferece, assim como identificaram soluções que permitam uma melhor disponibilização do conhecimento ao serviço dos investidores.

    Promovido pelo Standard Bank, sob o lema “Elevando a parceria China-Moçambique a novos patamares”, o workshop coincidiu com o culminar das celebrações do ano novo chinês, o ano do Porco, e constituiu, também, uma janela de oportunidades para os agentes económicos moçambicanos interessados em explorar as oportunidades existentes no corredor China-Moçambique.

    No encontro, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, enalteceu a parceria que esta instituição bancária mantém com o ICBC, há 10 anos: “Ao longo deste período, temos cooperado em várias iniciativas, tanto em Moçambique como em todo o continente africano, para impulsionar o comércio entre os povos”, disse.

    Fruto dessa parceria, conforme sublinhou Chuma Nwokocha, o Standard Bank criou, no ano passado, oportunidades de interacção entre empresários moçambicanos e chineses, através das conferências transregionais realizadas na Nígeria e, na Ásia, na cimeira de Beijing.

    “Estas conferências transregionais resultaram no estabelecimento de várias parcerias, avaliadas em mais de 60 biliões de dólares norte-americanos, entre empresários dos dois continentes”, frisou o administrador delegado destacando que o Standard Bank está bastante focado no desenvolvimento de Moçambique.

    Num outro desenvolvimento, o gestor sénior do Standard Bank considerou que o banco que dirige constitui a casa dos empresários chineses em Moçambique, razão pela qual o bancocriou, na sua sede, em Maputo, um espaço especialmente dedicado ao atendimento de empresários chineses.

    “O atendimento é feito por gestores oriundos da China e com conhecimentos profundos da cultura chinesa. Estes têm larga experiência bancária e estão aptos para oferecer o melhor aconselhamento empresarial, bem como indicar as soluções financeiras mais ajustadas às necessidades de cada investidor chinês”, sustentou.

    Em 2008, o Banco Industrial e Comercial da China tornou-se no maior accionista do Grupo Standard Bank, com 20 por cento de acções.

    Sun Gang, representante adjunto do ICBC, indicou que o banco chinês teve um papel preponderante no financiamento de um importante projecto ligado ao sector do gás natural liquefeito, em Moçambique.

    Para Sun Gang, existe uma série de oportunidades de negócio para a comunidade empresarial chinesa em Moçambique: “O sector do Petróleo e Gás constituiu uma grande oportunidade, mas também pretendemos ajudar no desenvolvimento de negócios nas áreas de Energia e Infraestruturas”, indicou, acrescentando que “temos um grande número de investidores chineses em Moçambique e juntámo-nos ao Standard Bank, para que consigamos financiar os seus projectos e, desta forma, comparticipar no crescimento de Moçambique”.

    NA FOTO: Sun Gang, representante do ICBC

  • ‘Impunidades Criminosas’ será projectado no Scala

    Vai haver a segunda sessão de filmes Moçambicanos no Cinema Scala, Sexta-feira, dia 01/03 às 18h30. Baseado num conto de Maria José Artur, “Impunidades Criminosas” é uma longa-metragem de ficção sobre violência e libertação.

    Sara está na cadeia a preparar uma carta para a filha, na qual, através das suas recordações, nos leva até ao dia em que matou o marido com um pau de pilão e escondeu o corpo na lixeira. A vida de Sara passa a colidir com realidades que ela desconhecia: Chiquinho Paixão, o chefe da gang a que pertencia o marido, procura-a para investigar o desaparecimento de Armando. O chefe é forte, líder, aquilo que o seu marido não era o que faz com que ela se debata entre um misto de medo, admiração e até desejo.

    Mas, o fantasma do marido visita-a e invade a sua vida para culpabilizar e humilhá-la. Também, a louca do bairro, aparece-lhe várias vezes insistindo que Sara tem de se libertar espiritualmente dos fantasmas que a atormentam.

    A única maneira de se defender é colocar uma máscara de ferro na sua vida quotidiana e para todos os que ameaçam a sua liberdade.

    A entrada será feita por bilhetes no valor de 150 MT e estudantes a 50 MT por pessoa.

    **** + 16 ANOS****

    Os interessados, poderão reservar por via Facebook do:

    Impunidades Criminosas (https://www.facebook.com/ImpunidadesCriminosas/ ) ou;

    Scala Cine-Teatro (https://www.facebook.com/cinemascala/ ) ou;

    através do e-mail info , associacaoscala ou ainda pelo telefone 823190190.

    Os nomes das reservas confirmadas ficarão registados numa lista que estará na bilheteira do Cine-Teatro Scala a partir de terça feira onde os bilhetes se poderão levantar. De igual forma, qualquer pessoa poderá adquirir um bilhete no local.

    Traga um amigo também.

  • Furos de captação abastecem a região norte da cidade de Maputo

    O fornecimento de água à região norte da cidade de Maputo está a ser feito a partir do Centro Distribuidor (CD) de Intaka, no município da Matola, abastecido por um grande potencial de água subterrânea, composto por 12 furos de captação, com uma capacidade média de 50 metros cúbicos, por hora, cada.

    De acordo com José Barata Henriques, director de Projectos da empresa Águas da Região de Maputo (AdeM), esta iniciativa visa aliviar a sobrecarga do principal sistema de abastecimento de água às cidades de Maputo e Matola e a vila de Boane, a partir do Rio Umbelúzi.

    Trata-se, conforme explicou o director de projectos, de uma solução identificada no contexto da gestão da escassez da água na barragem dos Pequenos Libombos, de onde sai a água que vai à Estação de Tratamento de Água de Umbelúzi, devido à seca que se regista nos últimos anos.

    “A conexão de conduta de Intaka reforça a capacidade de abastecimento da zona norte da cidade de Maputo, ao longo da Estrada Nacional Número Um, nomeadamente os bairros Jorge Dimitrov, Bagamoio, 25 de Junho, Inhagóia, até ao bairro do Jardim”, referiu José Barata Henriques.

    Refira-se que já iniciaram os trabalhos de conexão da conduta de 500 mm à conduta de 350 mm, o que vai alargar o número de clientes abastecidos a partir do CD de Intaka.

    O gestor da Águas da Região de Maputo garantiu, ainda, existirem furos de captação suficientes para alimentar o Centro Distribuidor de Intaka, estando ainda prevista a abertura de mais furos, para abastecer o norte da capital, de modo a reduzir a área de influência da linha mãe.

    “Esta é uma das várias soluções encontradas para a melhoria do abastecimento de água à cidade de Maputo, sendo que neste momento estão operacionais 12 furos, com uma capacidade média de 50 metros cúbicos, por hora, cada, de um total de 18”, indicou, ajuntando que uma parte dos furos está ainda a ser equipada.

    Para já, a empresa está a operar num período que lhe permite abastecer cerca de sete mil ligações a norte da cidade de Maputo, com uma média de distribuição de 600 metros cúbicos, por hora. Por enquanto, decorrem as obras de construção da linha de transporte de água para a zona do bairro do Jardim, que passará a ser abastecida a partir do Centro Distribuidor de Intaka.

    Importa realçar que a empresa Águas da Região de Maputo, lançou, recentemente, a campanha de sensibilização para o uso racional de água, como resposta à crise de água que se regista na cidade de Maputo, e que forçou a redução do fornecimento do precioso líquido de 12 horas para seis horas por dia.

    NA FOTO: José Barata Henriques

  • Acordo entre a Universidade de Oxford e o Parque Nacional da Gorongosa é celebrado

    O Parque Nacional da Gorongosa assinou um acordo de colaboração plurianual com a Universidade de Oxford para uma iniciativa denominada “Projecto Paleo-Primata”. O Projecto Paleo-Primata é liderado pela Dra. Susana Carvalho – Professora Associada de Paleoantropologia, na Escola de Antropologia e Etnografia de Museus, onde coordena os Modelos de Primatas para o Laboratório de Evolução Comportamental, no Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva.

    A Dra. Carvalho está a liderar uma equipa interdisciplinar internacional de cientistas de renome das áreas da geologia, espeleologia, paleontologia, paleobotânica, arqueologia, primatologia, genética e biologia da conservação. O grupo de investigadores representa instituições de sete países (Moçambique, Reino Unido, Portugal, Alemanha, EUA, África do Sul e Chile) *. Nas suas investigações preliminares, já descobriram os primeiros fósseis de mamíferos do Mioceno do Vale do Rift de Moçambique, dentro do Parque Nacional da Gorongosa

    A Dra. Carvalho explica que eles identificaram vários sítios fósseis promissores no Parque da Gorongosa e iniciaram o que poderá ser um esforço de exploração e pesquisa de várias décadas que poderá produzir novas ideias sobre quando e como os nossos primeiros antepassados humanos evoluíram em África. A equipa também está a concentrar-se na ecologia moderna única do parque para desenvolver uma melhor compreensão dos ambientes onde os primeiros seres humanos evoluíram. Outro ramo poderoso deste projecto multidisciplinar único é o foco no estudo de primatas modernos, e as suas adaptações comportamentais à ecologia da Gorongosa, para modelar como, no passado, os nossos ancestrais humanos podem ter conseguido viver em habitats semelhantes. A Universidade de Oxford actualmente tem seis estudantes de doutorado e um pós-doutorando – em prestigiadas bolsas de estudo e investigação, incluindo Clarendon Fund da Universidade de Oxford, ESRC, AHRC e Leverhulme Trust – realizando os primeiros projectos primatológicos com os macacos-cães e macacos-de-cara-preta da Gorongosa (para ver mais sobre os projectos dos alunos:https://primobevolab.web.ox.ac.uk/home).

    Em 2018, a Escola de Campo Paleo-Primata Oxford-Gorongosa teve o seu primeiro teste oficial. Actualmente, esta é a única escola de campo do continente africano que oferece formação interdisciplinar em Paleoantropologia, Primatologia e Ecologia. 50% dos estudantes são seleccionados nas universidades Moçambicanas de todo o país. A Dra. Carvalho está actualmente a supervisionar dois estudantes de Licenciatura de Moçambique que desejam seguir a primatologia e a paleoantropologia.

  • Vencedor do PRÉMIO BCI DE LITERATURA 2018

    Terá lugar, no próximo dia 26 de Fevereiro de 2019, 3ª feira, pelas 17h30, no auditório do Edifício-Sede do BCI, em Maputo, a cerimónia oficial de anúncio do vencedor do Prémio BCI de Literatura – Edição 2018.

    Este galardão, que vai na sua 9.ª Edição, já se tornou uma referência no panorama da literatura nacional e resulta de uma parceria entre o BCI e a AEMO – Associação dos Escritores Moçambicanos. O seu objectivo é promover a valorização e divulgação da literatura moçambicana, através do reconhecimento das melhores obras editadas por autores nacionais.

    A este Prémio habilitam-se as obras de autores moçambicanos publicadas de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2018. O apuramento final do vencedor resulta de um processo de escrutínio a cargo de um Júri que elegerá a melhor obra literária editada durante o período referido.

    O Júri é composto por três elementos, Jorge de Oliveira (Escritor) – Presidente, Aurélio Cuna (Professor de Literatura) e Ungulani Ba Ka Khosa (Escritor).

    Ao vencedor cabe um reconhecimento monetário de 200.000 Mts (Duzentos Mil Meticais).

    Nas edições anteriores, os vencedores foram João Paulo Borges Coelho, com “O Olho de Hertzog”, em 2010; Adelino Timóteo, com “Dos Frutos do Amor e Desamores Até à Partida", em 2011; Eduardo White com “O Libreto da Miséria”, em 2012; Ungulani Ba Ka Khosa com “Entre as Memórias Silenciadas”, em 2013, Francisco Noa, com Perto do Fragmento a Totalidade, em 2014, e Mbate Pedro, com Debaixo do silêncio que arde, em 2015, A carta da Mboa, de Suleiman Cassamo, em 2016, e Ponta Gea, de João Paulo Borges Coelho, em 2017.

    Para Jorge de Oliveira, Presidente do Júri, este Prémio “é uma forma inequívoca de mostrar a vitalidade da literatura moçambicana e o seu contributo para o desenvolvimento do nosso país”.

    Para Paulo Sousa, Presidente da Comissão Executiva do BCI, este Prémio “enquadra-se na Política de Responsabilidade Social do BCI e vinca o compromisso do Banco com a promoção da Cultura, estimulando a publicação de obras literárias de autores moçambicanos e os hábitos de leitura em Moçambique”.

  • Já há crédito para comercialização agrícola

    Teve início, esta semana, a operacionalização da Linha de Crédito de Comercialização Agrícola (LCCA), lançada em Dezembro último, pelo Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) e pela Gapi.
    Os primeiros créditos, num montante de cerca de 10.5 milhões de Meticais, já foram concedidos. As propostas de financiamento aprovadas são de empresas que operam em zonas rurais de Niassa, Tete e Nampula.
    O Comité Directivo da LCCA está a priorizar as empresas actuando nas zonas fronteiriças, para que a produção nacional de alimentos permaneça em território nacional.
    A comercialização de produtos alimentares, com destaque para milho e feijão e com impacto em comunidades rurais no distrito de Doa, em Tete, é uma das operações comerciais priorizadas pelo Comité da LCCA.
    Este financiamento vai beneficiar mais de 10 mil famílias, residentes em comunidades como Cachere, Mara, Michone, Sabgomba, Manoriza, Missocossa e Thapo no distrito de Doa.
    Outro beneficiário é uma empresa do Niassa, envolvida na indústria alimentar, que impulsiona a cadeia de comercialização de cereais no seio dos pequenos produtores naquela província, ajudando a criar uma rota para o mercado de seus produtos. A empresa possui uma fábrica de processamento de milho, com capacidade para processar duas toneladas por hora e que foi, recentemente, inaugurada pelo Chefe de Estado.
    Com o crédito da LCCA, esta empresa acredita poder desenvolver um papel crucial na cadeia de valor de cereais do mercado local, sobretudo nos distritos de Lichinga, Mandimba, Maúa e Muembe, dado que “grande parte do milho processado e/ou transformado em farinha é comprado através de uma rede de comerciantes rurais que incentivam os produtores familiares a aumentarem a sua produção, visto que os mesmo passam a ter um mercado seguro para comercializar os seus produtos”.
    Neste momento, a empresa encontra-se focada na ampliação do seu mercado, para assegurar a absorção de grande parte do grão que acaba saindo do País de forma clandestina. Para garantir um melhor armazenamento e conservação dos seus produtos, está a usar os silos da Bolsa de Mercadorias de Moçambique.
    Em Nampula, a empresa beneficiada é uma pequena agroindústria que se dedica à compra, processamento Industrial e venda de farinha de milho e seus derivados. Esta empresa propõe-se cumprir com as normas governamentais, no âmbito da produção de alimentos enriquecidos, com base na farinha de milho e soja.
    “Com o financiamento, vamos dinamizar a produção, através de duas linhas de processamento, sendo uma para produção de farinha de milho fortificada com capacidade de 20 toneladas por dia e outra para produção de papas enriquecidas, com base nas farinhas mistas de milho e soja, com capacidade de 4 toneladas por dia” – garante Chissungue Haje António, representante da empresa.
    José Farinha, gestor de uma das empresas beneficiárias destas primeiras operações da LCCA, vem desenvolvendo a actividade de comercialização há vários anos, mas, segundo conta “não conseguia comprar cereais, numa quantidade que me permitisse alavancar rapidamente a minha actividade e beneficiar as comunidades do meu distrito, porque não tinha dinheiro suficiente”.
    Na sua opinião, o surgimento da LCCA vai dinamizar a actividade dos produtores que, muitas vezes, viam a sua produção apodrecer por falta de escoamento.
    Além do financiamento à comercialização previsto na LCCA, o acordo entre o ICM e a Gapi contempla actividades de assistência técnica, com vista à criação e capacitação de operadores da comercialização agrícola e do agro-processamento de pequena e média dimensão. Estas actividades beneficiam de sinergias com programas como o ProMer, Agro-Investe, ProSul , entre outros que contam com a participação da Gapi e o apoio do Governo e de parceiros como o FIDA, BAD e Danida,

  • Trabalhadores estão a ser postos na rua

    O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Organização Internacional dos Trabalhadores (OIT) está a formar, desde a última quarta-feira, em Maputo, inspectores de trabalho e mediadores de conflitos laborais em matérias de saúde, higiene e segurança no trabalho, para além da promoção em legalidade laboral.

    A formação, segundo Vitória Dias Diogo, a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, vai contribuir para consciencializar os empregadores e as organizações sócio-profissionais, trabalhadores, e a sociedade em geral, sobre a importância de se manter trabalhadores saudáveis.

    Dirigindo-se aos inspectores e mediadores de conflitos laborais, a governante disse que os desafios que lhes são colocados são o uso de novas tecnologias e a crescente precariedade das relações de trabalho.

    No decurso da sua intervenção, Vitória Dias Diogo afirmou que, durante o presente quinquénio, o Governo promoveu várias acções na componente educativa e preventiva, das quais, 8.593 palestras, abrangendo um total de 247.882 trabalhadores, onde, entre outras matérias, foram abordados aspectos relacionados com a prevenção e vida saudável e positiva.

    “Infelizmente, continuamos a notar com preocupação a existência de algumas empresas que despedem os seus trabalhadores por terem conhecimento da sua doença profissional ou crónica e degenerativa, pelo que os inspectores do trabalho e os mediadores de conflitos laborais, devem continuar a privilegiar o seu papel pedagógico e orientador, adoptando medidas enérgicas contra as empresas que infringem as normas laborais”, frisou Vitória Dias Diogo.

    Neste contexto, durante o presente quinquénio, foram realizadas 36.222 acções inspectivas que resultaram na detecção de 51.446 irregularidades, das quais 40.229 mereceram advertências e 11.227 autuações (multas).

    Aos inspectores do Trabalho e mediadores de conflitos laborais, a ministra exortou-os a estarem permanentemente focados na prevenção dos conflitos laborais, das greves, ou através de intervenções de natureza pedagógica, ou inspectiva, visando a promoção do cumprimento voluntário da Lei.

    Em representação da OIT, Edmundo Werna, disse que a sua organização vai continuar a apoiar o Governo na capacitação e formação de quadros para combater o HIV-Sida e a discriminação no ambiente do trabalho. As Nações Unidas estão representadas neste projecto pela OIT, ONUSIDA e PNUD.

    “Nós estamos juntos como parte de um grupo do PNUD para prestar o nosso apoio e assistência técnica, e outros tipos de cooperação para que o treinamento possa desenvolver-se”, concluiu Edmundo Werna.

    FOTO: Edmundo Werna

  • Empossados membros do Conselho de Administração da Tmcel

    O IGEPE- Instituto de Gestão de Participações do Estado conferiu posse aos membros do Conselho de Administração da nova empresa, recentemente constituída, a Tmcel-Moçambique Telecom, SA., entidade que resultou da fusão das empresas Moçambique Celular (mcel) e Telecomunicações de Moçambique (TDM).
    A cerimónia decorreu, na cidade de Maputo, na última terça-feira, 19 de Fevereiro.
    Trata-se de Mahomed Rafique Jusob Mahomed, Mário Luís Albino e Binda Celestino Jocker que passam a ocupar, respectivamente, os cargos de presidente do Conselho de Administração, administrador para a Área de Administração e Finanças e administrador para a Área Operacional, respectivamente.
    Os três membros, com funções executivas, cujo mandato é de quatro anos, fizeram parte do Conselho de Administração que conduziu, durante 18 meses, o processo de fusão das empresas TDM e mcel.
    De acordo com Ana Coanai, presidente do Conselho de Administração do IGEPE, sócio maioritário da Tmcel, uma vez empossado, o Conselho de Administração vai assinar, brevemente, um contrato de gestão, um instrumento que deverá nortear a sua actuação na implementação do plano de negócios da empresa.
    “Durante o processo de fusão, elaborámos o plano de negócios que, com os devidos ajustamentos, vai culminar com a assinatura do contrato de gestão”, afirmou Ana Coanai.
    Num outro desenvolvimento, a PCA do IGEPE garantiu estarem salvaguardados os interesses de todos os intervenientes, em particular os trabalhadores, “que devem merecer a nossa atenção, pois são o nosso activo mais forte da empresa”.
    “Quando levámos a cabo o processo de fusão, tomámos algumas medidas, e uma delas foi dar atenção especial aos trabalhadores. Por isso, assumimos, aqui, o compromisso de concluir todos os processos que, porventura, estejam pendentes”, acrescentou.
    Na ocasião, Mahomed Rafique Jusob Mahomed, assumiu, em nome do Conselho de Administração, como principais desafios a consolidação da fusão e a criação de uma nova mentalidade na nova empresa, com vista à sua modernização, bem como à criação e à oferta de dados e serviços com recurso à tecnologia de ponta.
    “Reiteramos o compromisso de transformar, nos próximos quatro anos, a Tmcel na maior e melhor empresa de telecomunicações, bem como o de cumprir os desígnios da agenda nacional de desenvolvimento e de salvaguardar os interesses do País, da empresa e dos trabalhadores”, realçou Mahomed Rafique Jusob Mahomed.
    Para além dos directores da nova empresa, representantes sindicais e de vários outros quadros, estiveram presentes, na qualidade de convidados, a PCA da Autoridade Reguladora das Comunicações (ARECOM – ex INCM), Ema Chicoco, o presidente do Conselho de Administração da Vodacom, Salimo Abdula e ainda representantes do Ministério dos Transportes e Comunicações.

    FOTO: Mahomed Rafique