Categoria: Moçambique

  • AdeM lança campanha para o uso racional da água

    Uma campanha de sensibilização para o uso racional da água e promoção da adesão às boas práticas, que podem ajudar a gerir este precioso recurso, foi lançada, na segunda-feira, 18 de Fevereiro, em Maputo, pela empresa Águas da Região de Maputo (AdeM), no âmbito das suas acções de responsabilidade social corporativa.

    No âmbito desta iniciativa, a AdeM vai desenvolver acções de sensibilização na região onde opera, designadamente, nos municípios de Maputo e Matola, bem como na Vila de Boane.

    Trata-se de uma medida que visa mitigar a falta de água, derivada da escassez da chuva, que afecta, especificamente, a região sul do País nos últimos anos, o que tem levado a empresa Águas da Região de Maputo a apelar para uma melhor gestão no fornecimento e consumo da água a todos os níveis.

    Ao proceder ao lançamento formal da iniciativa, o administrador para a Área Comercial e Desenvolvimento de Negócio da AdeM, Estaline Machohe, explicou que, com a incerteza e imprevisibilidade do melhoramento da situação, a empresa vê-se na necessidade de reforçar as medidas que assegurem um consumo responsável da água, através da disseminação de informação, com a realização da sensibilização denominada "Campanha para o uso racional de água".

    Esta campanha, conforme sublinhou Estaline Machohe, vai disseminar, através de diversas actividades, informações que visam incutir uma nova atitude na utilização e poupança de água com a divulgação, através dos órgãos de comunicação social, com o propósito de alcançar o maior número de pessoas, dos mais diversos estratos sociais.

    “Pretendemos, deste modo, sensibilizar para o uso racional da água e promover a adesão às boas práticas que podem ajudar a gerir este precioso recurso, em especial na situação de escassez que se vive actualmente”, frisou.

    Para melhor efectivação desta campanha, o administrador para a Área Comercial e Desenvolvimento de Negócio da AdeM apelou para a denúncia de actos de roubo e vandalização, ligações clandestinas e todos actos que concorrem para a danificação dos materiais, cuja reposição tem custado à empresa somas elevadas de dinheiro, impossibilitando assim a concretização de outros projectos pré-definidos para o provimento de água para o abastecimento à população.

    Importa realçar que, nos últimos anos, a região sul do País tem estado a registar escassez de chuvas, devido à ocorrência do fenómeno El Niño, situação que se reflecte no baixo caudal do rio Umbelúzi, onde se localiza a Barragem dos Pequenos Libombos.

  • Standard Bank tira mais de 5.000 alunos do chão

    O Standard Bank ofereceu, na segunda-feira, 18 de Fevereiro, carteiras escolares a cinco escolas da autarquia da Matola, província do Maputo. Através deste gesto, que vai beneficiar mais de cinco mil alunos, o banco pretende minimizar a carência deste tipo de material e, por via disso, contribuir para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem no País.
    As carteiras, de dois lugares, serão alocadas às escolas secundárias de Matlemele e Boquisso, bem como às escolas primárias completas da Machava, Unidade H e Ngolhosa, cujos alunos deixarão de estudar sentados no chão.
    Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, Tomaz Salomão, afirmou que a oferta destas carteiras visa proporcionar um início de ano lectivo tranquilo aos alunos das escolas beneficiárias.
    "No Standard Bank não trabalhamos só para os nossos clientes, mas também para as nossas comunidades, pois a nossa verdadeira missão é ajudar a desenvolver Moçambique. E é por acreditarmos que só uma educação de qualidade é que impulsiona o desenvolvimento e progresso das nações que estamos aqui a efectuar a entrega destas carteiras", referiu Tomaz Salomão.
    Por seu turno, o administrador delegado do Standard Bank, Chuma Nwokocha, explicou que o banco tomou a iniciativa de oferecer este material por acreditar que, para uma aprendizagem condigna e obtenção de um bom aproveitamento, os alunos devem sentir-se cómodos na sala de aula, ou seja, devem estar sentados em carteiras.
    "Este gesto é bastante simples para as necessidades do País mas, para nós, é enorme, tendo em conta que vamos tirar mais de cinco mil alunos do chão", considerou Chuma Nwokocha, que explicou que, para o Standard Bank, a educação é um direito, e não um privilégio, o que justifica os investimentos que o banco tem direccionado a esta área, que é um dos pilares da sua responsabilidade social corporativa.
    A cerimónia de entrega das carteiras, que teve lugar na Escola Secundária de Matlemele, contou com a presença da ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane, que, na sua intervenção, congratulou o Standard Bank por se juntar aos esforços do Governo na criação de condições favoráveis para a aquisição de conhecimentos, habilidades, capacidades e atitudes por parte das crianças e dos jovens.
    "A oferta destas carteiras é um gesto exemplar e de confirmação de que só unindo os esforços é que podemos oferecer uma educação de qualidade para as nossas crianças", disse a governante, para quem a educação é um instrumento para a afirmação e integração do indivíduo na vida social, económica e política, indispensável para o desenvolvimento do País.
    Já os alunos, representados, na ocasião, por Neima Elias, louvaram o gesto do Standard Bank e comprometeram-se a conservar as carteiras de modo a que possam servir às futuras gerações.
    "Esperamos que continuem com esta iniciativa (de oferta de carteiras escolares) e abranjam outras crianças do País, que neste momento necessitam deste tipo de apoio", apelaram os alunos.

    FOTO: Tomaz Salomão, PCA do Standard Bank

  • BAD recomenda expansão de infra-estruturas portuárias

    O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) recomenda aos países africanos costeiros, entre eles os de língua oficial portuguesa, a expansão de infra-estruturas portuárias como forma de melhorar a integração no continente.

    A recomendação do BAD consta do dossier “A integração como via para a prosperidade económica em África”, inserido no recente relatório “Perspectivas económicas em África 2019”, que define um conjunto de respostas políticas para maximizar os benefícios da integração regional e mitigar os potenciais riscos, para cada tipo de economias.

    As economias costeiras, refere, devem “expandir as instalações portuárias, incluindo o armazenamento e a administração aduaneira, bem como melhorar a eficiência da movimentação de tráfego de embarcações e do carregamento e descarregamento de contentores.”

    O relatório adianta que o custo das instalações portuárias africanas está estimado em 40% acima do padrão mundial, denotando estas também tempos de permanência dos contentores mais elevados, atrasos na libertação do tráfego de embarcações, processos de documentação extensivos e poucos contentores por grua e por hora (excepto na África do Sul).

    Outra recomendação do BAD é “aumentar a velocidade e a fiabilidade das redes ferroviárias e rodoviárias, ao reduzir o congestionamento e os atrasos nos pontos de controlo e os desvios de camiões e material circulante para reparação.”

    Os países costeiros, prossegue a instituição, devem ainda “fomentar melhores convenções e instrumentos além das negociações multilaterais estagnadas para facilitar o comércio de trânsito” e colocar mais ênfase nos bens públicos regionais, “algo fácil de entender devido aos benefícios para todos os países, especialmente, os países de baixo rendimento.”

    Outra recomendação vai no sentido de “sincronizar os quadros de governação financeira na região e reforçar os quadros prudenciais da supervisão dos fluxos financeiros, além de remover quaisquer restrições legais sem fundamento ainda presentes nos fluxos e transacções financeiros transfronteiriços.”

    As recomendações do BAD incluem ainda fomentar bolsas de energia eléctrica de forma a explorar o enorme potencial do comércio de energia eléctrica transfronteiriço e “abrir os céus” à concorrência, “como acontece com Moçambique, que se abriu, recentemente, a transportadoras estrangeiras.”

    O Mercado Único do Transporte Aéreo Africano da União Africana, lançado em Janeiro de 2009, foi já assinado por 22 países, com 75% de transporte aéreo entre países africanos.

    Finalmente, é recomendado aos países costeiros “abrir as fronteiras à livre circulação de pessoas – por exemplo, ao ratificar e implementar o Passaporte da União Africana, lançado em 2016 e previsto para estar completamente em vigor até 2020.”

    O relatório do BAD informa que o crescimento económico em África continua a fortalecer-se, alcançando uma estimativa de 3,5% em 2018 e devendo acelerar para 4,0%, em 2019, e 4,1%, em 2020.

    Os líderes de crescimento são países não ricos em recursos – que têm por base uma produção agrícola mais elevada e o aumento da procura do consumidor e do investimento público – crescem mais rápido (Senegal, 7,0%; Ruanda, 7,2%; Costa do Marfim, 7,4%) enquanto os maiores países exportadores de produtos de base registaram um crescimento ligeiro ou negativo (Angola, –0,7%).

    O BAD informou igualmente que a Guiné-Bissau foi o país africano de língua oficial portuguesa que mais cresceu no ano passado, 5,3%, seguido de São Tomé e Príncipe (4,1 %), Cabo Verde (3,9%) e Moçambique (3,5%). (Macauhub)

  • Moçambique supera expectativas na conectividade global

    Moçambique excedeu as expectativas em termos de conectividade global, segundo o mais recente ranking elaborado pela multinacional DHL, em que Timor-Leste foi o único país lusófono incluído a aumentar competitividade em relação ao ano anterior.

    Na quinta edição do Índice de Conectividade Global, Moçambique é nomeado como um dos cinco países onde os fluxos internacionais superam as expectativas, devido ao investimento directo estrangeiro dirigido ao país e trocas comerciais – apesar da sua posição de 116º na classificação geral (entre 169 países), em termos de intensidade dos fluxos internacionais (“profundidade”) o país regista a 83ª posição.

    “Embora Moçambique ainda esteja entre os países mais pobres do mundo (…) conseguiu atrair muito investimento (…) a maior parte para megaprojectos baseados em recursos naturais”, para além de ter “importações de serviços excepcionalmente grandes”, refere o estudo da DHL.

    O principal parceiro de comércio moçambicanos é a África do Sul, numa lista que inclui ainda Portugal (5º) e China (10º).

    No ranking geral, o 116º lugar moçambicano representa um recuo de 5 posições em relação à edição anterior.

    Segundo a DHL, o realce de Moçambique, único país africano entre os 5 que excederam as expectativas, é “uma notícia positiva para a região, porque uma conexão global mais profunda pode ajudar a acelerar o crescimento económico dos países”.

    “Uma das causas de optimismo em relação ao potencial de crescimento da África Subsaariana é a assinatura do Acordo Africano de Comércio Livre Continental (AfCFTA), assinado por 49 países em março de 2018. De acordo com um estudo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, a implementação completa da AfCFTA poderia duplicar o comércio intra-africano e impulsionar a conectividade global do continente”, adianta.

    O estudo da DHL refere que a conectividade alcançou um recorde em 2017, com “os fluxos de comércio, capital, informação e pessoas, através das fronteiras nacionais, a intensificarem-se significativamente pela primeira vez desde 2007”.

    Além da “profundidade “(intensidade dos fluxos internacionais) os países são classificados por “amplitude” (distribuição geográfica dos fluxos) das suas ligações internacionais.

    Ligeiramente abaixo de Moçambique na classificação surge Angola, na 119ª posição, 21 lugares abaixo da edição anterior do estudo.

    A China é de longe o principal parceiro comercial angolano (28% das trocas), seguido de Portugal (14%).

    Cabo Verde surge na 141ª posição geral, um lugar abaixo da edição anterior do estudo da DHL, mas também merece uma menção especial, pela dimensão do comércio de entrada no país.

    Portugal, com 26%, surge no estudo como principal parceiro comercial cabo-verdiano, à frente dos Estados Unidos e Reino Unido.

    Portugal é também o país lusófono melhor colocado no estudo, em 35º lugar, 4 lugares abaixo da edição anterior, seguido do Brasil, 58º classificado, uma descida de 3 lugares.

    Entre os países lusófonos, Timor-Leste é o pior classificado (163º lugar), mas registou uma subida de uma posição em relação à edição anterior. (Macauhub)

  • Governo lança concurso público para gestão do porto de pesca da Beira

    Governo de Moçambique vai lançar durante o corrente ano um concurso público para a gestão do porto de pesca da Beira, segundo a Rádio Moçambique.

    O anúncio foi feito pelo vice-ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas Henriques Bongece durante uma visita ao porto.

    O governo de Moçambique investiu recentemente US$120 milhões na reabilitação do porto que passou a ter capacidade para receber 16 barcos d pesca ao mesmo tempo.

    Bongece disse que a revitalização do porto permitiu que os barcos de pesca, nomeadamente de atum, possam mais facilmente desembarcar o pescado o que representa uma substancial melhoria para a economia da província da Beira. (Macauhub)

  • MIREME e Ignite levam energia a 360 mil famílias

    O Ministério dos Recursos Minerais e Energia e a IGNITE Moçambique assinaram um acordo que visa levar energia a 1,8 milhões de pessoas que vivem nas zonas remotas do país, nos próximos três anos, através da instalação de sistemas individuais de energia solar em 300 mil casas em todas as províncias de Moçambique.

    Significa que, em média, mais 600 mil pessoas (120 mil agregados familiares) irão receber energia, por ano, à partir da altura da implementação do projecto a ser desenvolvido pela IGNITE em parceria com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

    No âmbito do programa entre o Ministério dos Recursos Minerais e Energia e a IGNITE espera-se que 1.2 milhões de crianças passem a ter acesso a electricidade segura, sustentável e mais económica, substituindo energia pouco confiável como o petróleo de iluminação ou carvão natural.

    A IGNITE Power, uma plataforma com vasta experiência na distribuição e financiamento de sistemas solares rurais, apresenta um dos mais rápidos crescimentos em África com o sistema de pagamento móvel Pay-As-You-Go, sendo que a empresa está presente no Ruanda e na Serra Leoa.

    De acordo com Max Tonela, Ministro dos Recursos Naturais e Energia, “este acordo é mais um avanço decisivo no cumprimento dos nossos objectivos de promoção de ENERGIA PARA TODOS que o Presidente da República lançou em Novembro do ano passado, o qual prevê que em 2030 todos os moçambicanos tenham acesso à energia eléctrica ”.

    “A IGNITE Moçambique foi escolhida como parceira após um longo e trabalhoso processo de avaliação com as nossas equipas do Ministério e do Fundo Nacional de Energia, o FUNAE, e pela sua capacidade financeira, soluções solares avançadas e experiência a implementar projectos de eletrificação em larga escala”, referiu o titular da pasta dos Recursos Minerais e Energia.

  • AdeM minimiza escassez de água no município de Boane

    Com vista a minimizar os efeitos da escassez de água no Rio Umbeluzi, a empresa Águas da Região de Maputo (AdeM) arrancou na sexta-feira, 15 de Fevereiro, com a construção de um total de sete fontenários públicos, distribuídos pelas regiões de Beluluane, Djuba B e Jonasse, no município de Boane, na província de Maputo.

    Os locais onde serão construídas as novas infraestruturas de abastecimento de água foram indicados pelos representantes das três comunidades, num encontro realizado, na última quinta-feira, envolvendo a empresa Águas da Região de Maputo e os líderes do posto administrativo da Matola Rio.

    A directora da Área Operacional da Matola da empresa Águas da Região de Maputo, Maria Eugénia Langa, explicou, a-propósito, que no referido encontro foi reiterado que a crítica situação resulta da escassez de água na fonte, o que tem sido minimizado através da construção de fontenários públicos em determinados pontos estratégicos.

    “Discutimos o assunto com os representantes das comunidades e com os líderes do posto administrativo da Matola Rio e decidimos construir fontenários públicos em sete locais estratégicos”, disse, ajuntando que empresa vai fazer uma avaliação técnica para aferir se os locais identificados reúnem condições para a abertura de fontenários para abastecer a população.

    Acrescentou que o uso correcto de fontenários públicos vai permitir a minimização da falta de água na região, sendo, para o efeito, necessário estabelecer uma interligação com as estruturas administrativas dos bairros, por forma a monitorar melhor o ambiente da população.

    Importa realçar que o caudal do Rio Umbeluzi baixou drasticamente, nos últimos anos, devido à seca, o que causou o fornecimento de águas em regime de restrição para Maputo, Matola e Boane: “As populações deviam entender que este problema é alheio à nossa vontade”, frisou a directora da Área Operacional da Matola da empresa Águas da Região de Maputo.

  • Mais 26 novos autocarros para Maputo

    O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) procedeu, na sexta-feira, 15 de Fevereiro, em Maputo, à entrega de 26 novos autocarros aos operadores privados do sector da zona metropolitana de Maputo.

    A entrega destes autocarros enquadra-se na implementação do “Plano 1000” que prevê a aquisição de mil autocarros até ao final do quinquénio (2015-2019), altura em que se projecta transportar, só na região metropolitana de Maputo, cerca de 550 mil passageiros, por dia, contra a capacidade de resposta de 10 por cento, o equivalente a 60 mil passageiros, por dia, que se registava em 2015.

    O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, que presidiu a cerimónia de entrega dos autocarros, referiu, na ocasião, que o Governo tem clareza sobre a complexidade do problema de transporte público urbano, cuja solução não será encontrada apenas com o reforço da frota.

    “A alocação de autocarros aos operadores públicos e privados é parte de um pacote de medidas estruturais em implementação desde 2015 sendo que, para a sustentabilidade do sector, prossegue a implementação de várias outras medidas, que incluem a melhoria das vias de acesso, manutenção dos autocarros, intermodalidade, melhoria da gestão, bilhética, entre outras”, realçou o governante.

    Por outro lado, Carlos Mesquita chamou à atenção para a necessidade de se redobrar esforços, visando a promoção da segurança rodoviária, evitando-se, deste modo, o derramamento de sangue nas estradas do País. Para o efeito, o titular da pasta dos Transportes e Comunicações exortou aos automobilistas para uma condução responsável e segura.

    “As tripulações destes autocarros precisam de ser bem preparadas e certificadas para a prestação de um serviço de qualidade aos passageiros, observando o rigor e ética no atendimento ao público”, frisou o ministro.

    Intervindo, igualmente, na ocasião, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, anunciou o lançamento, no quinquénio 2019-2023, do projecto “Tsutsuma Maputo”, cujo objectivo principal é tornar cada vez mais eficiente o sistema de transportes, mobilidade e acessibilidade, com vista a melhorar a gestão estratégica e operacional dos transportes público e privado na área metropolitana de Maputo.

    O projecto, a ser implementado em diversas fases, pretende ainda, conforme acrescentou o edil, promover a utilização de meios de transporte de massas, e introduzir melhorias no funcionamento do sistema de transportes urbanos público e privado.

    “Pretendemos, igualmente, prosseguir com a organização dos transportadores semi-colectivos de passageiros, eliminar o encurtamento de rotas e implementar a central de controlo de tráfego, através de um sistema inteligente de gestão de trânsito e parqueamento, para prevenir o congestionamento na cidade”, concluiu.

  • Helpo dá a conhecer ‘Futuros Presidentes de Moçambique’

    ‘Elas podem ser crianças antes de serem mães’. ‘Eles podem ser alunos antes de serem pais’. Eles e elas podem ser os futuros Presidentes de Moçambique, basta que para isso tenham acesso a uma educação de qualidade e que possam simplesmente sonhar.

    Numa parceria entre a Helpo e a Embaixada de Portugal em Moçambique, foi inaugurada no dia 13 de Fevereiro, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, a exposição ‘Futuros Presidentes de Moçambique’.

    Um trabalho assinado pelo fotógrafo Luís Mileu e pelo escritor Ricardo Henriques que, durante duas semanas, estiveram em Cabo Delgado e em Nampula a convite da Helpo para captar a realidade em que vivem muitas crianças moçambicanas. Dessa viagem pelo norte do país resultou o trabalho que agora vai ser apresentado em Maputo.

    O evento contou com a presença da Ministra da Educação Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane, o Ministro da Cultura e Turismo Silva Dunduro, da Embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva, e com a participação dos dois autores da mostra que irá estar aberta ao público até ao dia 29 de Março.

    A exposição apresenta os rostos e conta a história de 20 crianças que vivem em zonas rurais vulneráveis, evidenciando também o retrato das comunidades rurais em que estão inseridas.

    Com este projecto, a Helpo pretende deixar uma mensagem forte de que através do acesso à educação qualquer criança pode ser o que quiser, até mesmo Presidente da República. Acredita que a educação pode transformar a vida de milhões de crianças, alertando para a importância de deixar que as crianças sejam simplesmente crianças, com direito a poderem sonhar.

    Durante a cerimónia de inauguração, foram assinados protocolos de parceria entre a Fundação Galp e a Helpo, no âmbito do projecto ‘Educar para o Futuro’, uma iniciativa que pretende combater o absentismo escolar e, ao mesmo tempo, assegurar uma educação inclusiva e equitativa, assente na igualdade de género.

    A exposição foi produzida pela agência de criatividade Big Fish e conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, Galp, Millennium bim, TAP e Hotel Pestana Rovuma.

    Depois da cidade de Maputo, o projecto ‘Futuros Presidentes de Moçambique’ vai percorrer outras regiões do país, podendo ser visitado também em Nampula, Ilha de Moçambique e Beira.

    Este trabalho de Luís Mileu e de Ricardo Henriques já esteve patente em Lisboa, na Assembleia da República. Durante este ano vai passar ainda por outras cidades portuguesas.

    Desde 2008 que a Helpo está no norte de Moçambique, onde intervém directamente em comunidades rurais desfavorecidas em Cabo Delgado e em Nampula. Esta ONG trabalha para a promoção do desenvolvimento através da educação e da nutrição.

  • Universidade Politécnica: Finalistas vão beneficiar de financiamento

    Estudantes finalistas dos cursos de licenciatura e mestrado da Universidade Politécnica vão beneficiar, por um período de três anos, de um apoio financeiro para a elaboração dos seus trabalhos de fim do curso, mercê de um memorando de entendimento assinado, recentemente, entre esta instituição do ensino superior e a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN).

    À luz do memorando, poderão receber este apoio, na ordem de quarenta e cinco mil meticais para o nível de licenciatura e setenta e cinco mil meticais para o de mestrado, estudantes finalistas dos cursos de Economia, Administração e Gestão de Empresas e Ciências Jurídicas que pretendam/estejam a elaborar trabalhos de final de curso relacionados com o ambiente de negócios.

    Através deste memorando, as duas instituições pretendem contribuir para a elaboração de projectos de pesquisa conducentes ao desenvolvimento do sector privado no País, abordando, para o efeito, questões ligadas aos incentivos, aos constrangimentos, bem como às oportunidades existentes no mercado.

    Assim, os estudantes deverão escrever os seus trabalhos de fim de curso sobre temáticas ligadas ao ambiente de negócios, tais como o Procurement do sector público e nas pequenas e médias empresas, implicação microeconómica da legislação laboral para o sector empresarial, implicações microeconómicas da tributação dos rendimentos de trabalho, da despesa e do capital para as pequenas e médias empresas, aspectos microeconómicos da governação corporativa nas pequenas e médias empresas, regimes de propriedade sobre a terra e o investimento privado, legislação sobre o comércio internacional e os custos de fazer negócios em Moçambique, credibilização industrial, interfaces da economia política e institucional das políticas do ambiente de negócios, e reformas para a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique.

  • Mesquita inaugura novas instalações da Hyundai

    Uma nova sede para a venda e assistência pós-venda de viaturas da marca sul-coreana Hyundai, foi, quarta-feira, 13 de Fevereiro, inaugurada, em Maputo, numa cerimónia dirigida pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

    O investimento de 2.5 milhões de dólares norte-americanos, efectuado pela concessionária de veículos automóveis, Grupo Ronil, compreende um novo "showroom" e oficinas modernas, com capacidade para assistir até 20 viaturas por dia.

    Intervindo na ocasião, Carlos Mesquita referiu que o investimento na área de comercialização, sobretudo, a venda de viaturas novas, manutenção e fornecimento de peças sobressalentes, enquadra-se na Prioridade II do Programa Quinquenal do Governo, referente à promoção do Desenvolvimento do Capital Humano e Social.

    “É nossa visão que o País precisa de apostar na importação e comercialização de viaturas com a necessária garantia de qualidade, manutenção e, acima de tudo, o fornecimento de peças sobressalentes genuínas, combatendo desta feita a contrafacção que gera enormes prejuízos para a economia e para o consumidor final”, frisou o governante.

    Moçambique, conforme sublinhou o titular da pasta dos Transportes e Comunicações, não pode continuar a ser o destino preferencial de viaturas usadas, sem qualquer garantia de assistência técnica.

    Daí que, para o ministro, o investimento realizado pelo Grupo Ronil, para a comercialização e manutenção de produtos genuínos da marca Hyundai é um exemplo a ser consolidado por outros intervenientes no mercado automóvel nacional.

    “A melhoria da assistência técnica de viaturas dos nossos concidadãos traz enormes benefícios, desde a capacitação e desenvolvimento da nossa força de trabalho, a redução de acidentes de viação motivados pelo mau estado técnico dos veículos, redução da poluição ambiental até à poupança de recursos, dada a prevenção de avarias e o aumento da longevidade dos veículos”, destacou.

    A Ronil, que representa as marcas Mazda, BMW e Honda, é, igualmente, a nova concessionária da marca Hyundai em Moçambique. Para a presidente do Conselho de Administração da Ronil, Dalila Tsihlakis, a concessionária participa no desenvolvimento de Moçambique há mais de 62 anos, com uma longa história no ramo automóvel.

    “Estamos prontos para dar todo o apoio comercial e técnico necessário para garantir o conforto e bem-estar que os moçambicanos merecem, razão pela qual a Ronil investiu na construção da nova infraestrutura, na formação de técnicos e compra de equipamentos com o objectivo de garantir a prestação de um serviço de excelência”, indicou Dalila Tsihlakis.

  • Governo leva agências bancárias a todos os distritos

    PROGRAMA ‘UM DISTRITO. UM BANCO’, DO MITADER CUMPRE PLANO DO GOVERNO DE FAZER CHEGAR AGÊNCIAS BANCÁRIAS A TODOS OS DISTRITOS DE MOÇAMBIQUE COM O OBJECTIVO DE ACELERAR A INCLUSÃO A TODOS OS MOÇAMBICANOS.

    O Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER), através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), assinou com o Millennium bim um contrato que visa a construção de 12 novas agências bancárias.

    Trata-se do cumprimento do plano do Governo de expansão de agências bancárias a todos os distritos do país. Esta política inovadora foi lançada em 2016 pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, no âmbito do Programa ‘Um Distrito. Um Banco’ com o objectivo de acelerar o processo de inclusão financeira nas zonas rurais, dotando todos os Distritos do País com pelo menos uma agência bancária até ao final de 2019.

  • Alunos visitam mostra inspirada em Pancho Guedes

    Noventa alunos do Instituto Politécnico Global, uma instituição de ensino sedeada em Maputo, visitou, esta quarta-feira, 13 de Fevereiro, a exposição “Pancho: Outras formas e olhares” da autoria de Sónia Sultuane e Jorge Dias, patente desde o dia 23 de Janeiro, no Auditório do Edifício-sede do BCI.

    A visita enquadra-se no âmbito do programa curricular deste Instituto, e tem em vista permitir que os alunos aprendam as diferentes manifestações artísticas e formas arquitectónicas.

    Composto por alunos da 6ª à 10ª classes, com idades compreendidas entre 11 a 16 anos, o grupo teve a possibilidade de apreciar a mostra, e de interagir com os autores das obras.

    Para Salvador Victor Panguene, professor de física do Instituto Politécnico Global, que acompanhava os alunos, “esta é uma experiência única para a escola, e em particular para os alunos. É uma oportunidade de aliarmos os conhecimentos científicos às actividades extracurriculares. A escola realiza várias destas actividades. Para além do desenho técnico, por exemplo, eles têm a possibilidade de desenvolver a arte. Temos na escola um clube de arte” – disse, acrescentado que com o intuito de impulsionar o gosto pela arte, “fizemos esta visita que dá a possibilidade de interacção com os próprios artistas. O propósito é dotar as crianças não só de conhecimentos científicos e de valores morais, mas também de uma visão cultural. Por termos vindo aqui, compreendemos melhor, por exemplo, a obra de Pancho, arquitecto que projectou centenas de obras aqui em Maputo.”

    Já para o artista Jorge Dias, “é muito importante que as escolas visitem as exposições de arte. É importante também que haja este espaço aqui no BCI para que as visitas aconteçam. Mostrar os trabalhos aos alunos e dar-lhe a possibilidade de interagirem com os autores das obras abre-lhes muitos horizontes, quer do ponto de vista da imaginação, quer do ponto de vista de perspectiva de futuro. Aprecio bastante que esta exposição, que partilho com a Sónia Sultuane, seja visitada por pessoas de vários segmentos etários e de diversos statussociais, para além da excelente perspectiva de interagirmos na primeira pessoa com o público”.

  • IMEP passa a atribuir certificado de habilitações por ano de formação

    O Instituto Médio Politécnico (IMEP), adstrito à Universidade Politécnica, vai introduzir, a partir do presente ano lectivo, a Reforma do Ensino Técnico-Profissional, passando os primeiros anos de formação a funcionar no sistema modular.

    Segundo anunciou Ana Paula Rodrigues, directora adjunta pedagógica do IMEP, durante a cerimónia de abertura do ano lectivo 2019, ocorrida na segunda-feira, 11 de Fevereiro, em Maputo, o novo sistema vai implicar, entre outros aspectos, que ao fim de cada ano de formação os formandos recebam os respectivos certificados de habilitações literárias.

    Trata-se da implementação de uma decisão do Governo, que visa tornar este modelo de ensino, numa plataforma para o desenvolvimento sócio-económico do País.
    O sistema modular, conforme sustentou Ana Paula Rodrigues, constitui uma resposta à decisão governamental e obedece aos padrões de competências para responder àquilo que o mercado precisa, isto é, ao fim de cada ano de formação, os formandos passam a receber o respectivo certificado de habilitações.

    “Esta decisão significa, igualmente, que alguém pode começar o curso em Maputo, e terminar o mesmo em qualquer outra cidade, pois a reforma torna possível esta modalidade”, explicou a directora adjunta pedagógica do IMEP, acrescentando que, no sistema anterior, era necessário que o aluno completasse três anos do respectivo curso para ter o diploma.

    Por sua vez, Natália Folgado, directora geral do IMEP e das Escolas Secundárias d´A Politécnica (ESDP), salientou que a introdução desta reforma vai exigir maior rigor, para nortear o trabalho longo desta instituição de ensino técnico-profissional.

    “Foi sempre nossa preocupação oferecer um ensino de qualidade, o que pressupõe a selecção rigorosa dos docentes, com qualidade e experiência de padrões elevados”, frisou.

    Sobre a introdução da reforma, Natália Folgado disse que a mesma vai impulsionar o desenvolvimento do País com programas de formação que respondem àquilo que o mercado de trabalho realmente necessita.

    Importa referir que na ocasião foram distinguidos os alunos, que ficaram no quadro de honra, por terem obtido melhor aproveitamento pedagógico, em 2018.