Categoria: Moçambique

  • Organizações de talento, a chave do alto desempenho

    Os desafios e imposições do mercado actual criam oportunidades estratégicas para a gestão do Capital Humano numa organização. Novos vectores de crescimento, a volatilidade contínua do mercado, a mudança de expectativas dos colaboradores e ainda a mudança do cenário a nível tecnológico, ditam a forma como as organizações devem repensar a sua estratégia de gestão do Capital Humano.

    A crescente aposta na internacionalização e no alargamento do negócio a outros mercados, nomeadamente para mercados emergentes, cria uma competitividade acrescida na procura pelo talento, fruto de uma força de trabalho que é cada vez mais global e em que a mobilidade do talento surge de forma natural. Actualmente, as fronteiras não condicionam as oportunidades de evolução profissional, vindo as necessidades de quadros qualificados em países em franco desenvolvimento a criar um desafio à retenção dos mesmos nas organizações.

    Os colaboradores têm expectativa de ter experiências multifuncionais, holísticas no seu local de trabalho. Cada vez mais, as novas gerações procuram e exigem formas inovadoras de aprendizagem. E as organizações devem conseguir acompanhar estas exigências procurando cada vez mais atingir uma Gestão Integrada do seu Talento, que inclua um pensamento estratégico sobre como atingir níveis superiores de compromisso, capacidades e criatividade. De acordo com a nossa experiência, isto pode ser conseguido pondo em marcha 5 linhas de actuação: considerar o Talento um activo estratégico, capitalizar no factor Diversidade (gestão de uma força de trabalho etnicamente diversificada e multi-geracional), potenciar os conhecimentos e a aprendizagem da força de trabalho, incrementar o compromisso para melhorar o desempenho e a retenção, e fazer com que a gestão do talento seja responsabilidade de toda a organização.

    Todas estas acções concorrem, directa ou indirectamente, para manter os colaboradores mais motivados e comprometidos com a empresa. As Organizações de Talento aplicam políticas inovadoras como alavancas de gestão das forças de trabalho cada vez mais diversificadas (flexibilidade das propostas de valor, programas de recompensa, opções de carreira, etc.), procurando, inclusive, importar os conceitos que estão na base do chamado “marketing personalizado” para o processo de identificação, de forma clara e direccionada, das prioridades e necessidades individuais e, assim, se ajustarem às mesmas. Da mesma forma, a capacidade de Liderança das chefias directas do colaborador assume um papel chave neste domínio da retenção. Se a pessoa que maior influência tem sobre o trabalho diário de um colaborador e na sua orientação profissional não tem capacidade de preparar, aconselhar, fornecer feedback e de o motivar, serão poucas as possibilidades de esse colaborador se comprometer seriamente com a Organização.

    Este novo mundo do trabalho irá igualmente exigir um tipo de organização de Recursos Humanos diferente, que o suporte. A função Recursos Humanos vai evoluir de uma função stand-alone, que administra os processos de RH, para uma função que assume cada vez mais o papel de parceiro do negócio e que ajuda a gerir, de forma integrada, os processos de talento, razão pela qual deve ser reorganizada e dotada de todos os conhecimentos e capacidades para abordar, com credibilidade e êxito, os desafios mencionados.

    O actual contexto económico acarreta consigo a necessidade de alterar a forma de trabalhar e de estar no mercado, desafia toda e qualquer organização a repensar a forma como estrutura e conduz o negócio. Tal como qualquer grande processo de mudança, gera reflexões, debates, receios e ansiedades, mas também oportunidades de fortalecer estratégias de posicionamento.

    Texto de Ana Cristina Silva, Managing Director da Accenture, responsável pela área de Talent & Organization em Moçambique publicado na revista Capial de Agosto

    Veja mais em: http://www.scribd.com/revistacapital

  • Ponte de Boane à espera de solução

    A ponte de Boane, sobre o rio Umbeluzi, desabou em Janeiro do ano passado na sequência das enchurradas, agravando as condições de vida das populações do distrito de Boane.

    Desde então, os moradores dos bairros de Xideanine, Combatentes e Massaca, que tinham naquela infraestrutura a via mais rápida para aceder à vila-sede de Boane, viram o seu dia-a-dia transformar-se num autêntico embróglio, sobretudo devido às dificuldades de acesso.

    Com a queda da ponte, o custo dos transporte a partir desses bairros à vila – onde as pessoas compram os seus bens de primeira necessidade – aumentou na altura de seis para 10 meticais.

    A dita cuja ponte estabelece também a ligação entre o distrito de Boane e demais locais com notório potencial agrícola, nomeadamente, os Pequenos Libombos e os distritos de Goba e Matutuíne.

    Em Massaca, onde habitualmente impera a falta de água potável, as populações vêm-se na contingência de efectuar longas caminhadas até à barragem dos Pequenos Limbombos para adquirir o precioso líquido.

    Em Outubro do ano passado, o ministro das Obras Públicas e Habitação visitou o local e avançou que a solução definitiva do problema passaria pela construção de uma ponte, que se encontra contemplada no projecto da estrada Boane-Ponta D’Ouro. Um projecto que surge, por sua vez, no âmbito da construção da Ponte Maputo-Katembe.

    Na ocasião, Cadmiel Muthemba assegurou ainda que a Administração Nacional de Estradas (ANE) estava a avançar com uma solução provisória, que passaria pela reparação da ponte a partir de finais de Novembro de 2012. Contudo, tal ainda não aconteceu.

    Actualmente, se o condutor mais aventureiro quiser transitar naquele local ‘sem dar outras voltas’, terá necessariamente de arriscar e atravessar as águas do rio Umbeluzi dentro da sua própria viatura. Fica, entretanto, uma questão no ar: Para quando uma solução viável?

  • Uma acção de charme do Hotel Park Inn Tete

    O desenvolvimento acelerado da província de Tete continua a atrair investidores nacionais e estrangeiros, sendo notável o desenvolvimento alcançado em termos sociais e turísticos.

    De forma a aumentar o conhecimento e a informação, o Hotel Park Inn Tete levou a Tete uma comitiva que incluía operadores turísticos e media. O objectivo proposto era o de acrescentar um maior conhecimento sobre a realidade da região, a sua dinâmica empresarial e os pontos turísticos existentes. A iniciativa, com a duração de três dias, incluiu a visita à Mina da Vale, ao Bairro Social da Cateme, à nova Ponte sobre o Zambeze, à Barragem e passeios turísticos de barco pela Albufeira.

  • Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade?

    «Economia do Turismo», do autor Federico Vignati, é uma obra que foca uma das mais importantes questões a ser enfrentadas no país: «Como gerar empregos, rendimentos e prosperidade em Moçambique».

    Ao longo de 375 páginas, o livro, com a chancela da Editora Ndjira e com o apoio da SNV, Fundação Ford e Inatur, expõe “como dinamizar o desenvolvimento da actividade turística em Moçambique, tendo em mente os grandes desafios da mobilidade das pessoas, da valorização da diversidade ambiental e cultural, assim como da descentralização da gestão pública e da colaboração intersetorial”.

    Em «Economia do Turismo» traçam-se caminhos e oferecem-se reflexões relevantes para que, na prática, o turismo passe a ocupar uma posição de destaque na economia nacional, ideia que na óptica do autor só poderá acontecer quando a mobilidade das pessoas for impulsionada pela via da facilidade do transporte terrestre e aéreo; pelo repensar da política dos vistos; e pela priorização de zonas a serem qualificadas como destinos turísticos prioritários.

    É sobre este marco que a obra oferece estratégias e instrumentos básicos para que gestores, formadores de opinião, e demais envolvidos na economia do turismo, possam promover o desenvolvimento do sector de forma descentralizada, planeando e definindo prioridades, a nível local.

    Os seus capítulos contam com relatos vivos da experiência da SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), que possui mais de 15 anos de experiência em projectos de turismo desenvolvidos em mais de 20 países, e contam ainda com os subsídios de profissionais do sector do turismo em Moçambique.

    Um autêntico manual

    Federico Vignati aponta referências sobre como planear o desenvolvimento da actividade no turismo de forma a capitalizar a capacidade que o sector tem de gerar empregos, rendimentos e prosperidade, procurando minimar os efeitos negativos que o turismo, quando mal gerido, também pode vir a desencadear. E é aqui que se encontra o grande diferencial deste manual.

    Aliás, o livro foi organizado como um curso completo para a gestão e planeamento económico do turismo, com foco para o desenvolvimento local. Todos os capítulos contêm uma estrutura didáctica rigorosa, estando ilustrados com conceitos, reflexões, exercícios, leituras recomendadas e estudos de casos referentes ao continente africano. Ao todo, o leitor poderá encontrar 26 casos sobre 9 países da nossa região.

    «Economia do Turismo» encerra em si mesmo um importante subsídio e oferece uma base para reconhecer as boas práticas na gestão das actividades turísticas inclusivas e ambientalmente sustentáveis e catalisadoras da recuperação da nossa diversidade, tal como vem acontecendo no Parque Nacional da Gorongosa.

    Ao mesmo tempo, o livro reforça que enquanto Moçambique não tiver um mercado doméstico, e enquanto os moçambicanos tiverem como destino de eleição o estrangeiro, a indústria nacional do turismo não irá ser capaz de demonstrar a sua verdadeira força como motor para o desenvolvimento.

    De acordo com o livro, é fundamental que os moçambicanos tenham facilidades para realizar viagens dentro do país, e que as agências, hotéis e empresas de transporte, dialoguem e realizem parcerias para o desenvolvimento de produtos turísticos.

  • Programa de Assistência Social Directa foi lançado em Maputo

    Programa de Assistência Social Directa foi lançado em Maputo

    O Instituto Nacional de Acção Social (INAS) na Cidade de Maputo e o Programa Mundial para a Alimentação (PMA) procederam esta segunda-feira ao lançamento oficial do Programa de Assistência Social Directa (PASD) na Cidade de Maputo.

    O programa do lançamento incluiu uma demonstração do funcionamento do sistema, ilustrando o registo de beneficiários e recolha de senhas, bem como o processo de levantamento dos produtos junto as lojas. O programa, cuja meta global para o pais é alcançar 2,200 agregados familiares até Dezembro de 2012, irá abranger os seguintes districtos – Chibuto, Chokwe, Xai-Xai, Chimoio, Gondola, Matola, Boane, Cidade de Maputo, Cidade de Tete, Moatize e Cidade da Beira.

    O PASD é implementado pelo Ministério da Mulher e Acção Social (MMAS) através do INAS que é o órgão responsável pela implementação do programa que visa a protecção social dos grupos vulneráveis ​​no país. A componente de assistência alimentar, conhecida por Cesta Básica e outrora sob a tutela do Ministério da Saúde (MISAU), foi transferida para o MMAS em 2011, uma vez que a sua finalidade era mais de âmbito social.

    O PASD tem por objectivo proteger grupos de indivíduos ou famílias que vivem em situação de pobreza e que não são capazes de assegurar suas necessidades básicas, através da fornecimento de um subsídio financeiro, em senhas, que lhes permita o acesso a um mínimo de consumo de alimentos. Estes grupos incluem mulheres grávidas e lactantes, crianças e doentes crónicos com malnutrição referidos pelas unidades sanitárias através do programa de reabilitação nutricional (PRN).

    O PMA apoia ao MMAS e ao INAS com assistência técnica para o desenvolvimento de sistemas de senhas através do financiamento do Governo Sueco numa iniciativa que consiste na distribuição de senhas mensais durante um período de seis meses que permitem aos beneficiários comprarem alimentos nas lojas selecionadas num valor correspondente de 985.00MT. Os produtos permitidos no pacote alimentar incluem arroz, farinha de milho, açúcar, sal, óleo, feijão, amendoim e ovos. Neste momento, o pessoal das unidades sanitárias e das lojas selecionadas que estarão envolvidas com o programa já foi treinado e o sistema já está operacional incluindo as materiais e o equipamento informático.

    Lucia Bernadete, Directora Nacional do INAS citou hoje na sua alocução que, “A implementação deste projecto em parceria com o PMA vai contribuir sobremaneira para a definição de um figurino ideal de implementação do Programa Apoio Social Directo (PASD), considerando que neste momento o INAS está a elaborar o manual do programa. Além disso, reforçará a capacidade técnica da instituição na assistência aos grupos carenciados.”

    Por outro lado, Silvia Caruso, directora adjunta do PMA Moçambique disse que “O programa é um exemplo excelente da colaboração que ocorre entre os sectores governamentais, neste caso, o MMAS/INAS e MISAU. A colaboração multisectorial é essencial para garantir uma abordagem holística do sistema de segurança social basica.

  • Centro e Norte do País: Janela Única Electrónica obrigatória a partir de 15 de Setembro próximo

    A utilização do sistema da Janela Única Electrónica passa, a partir de 15 de Setembro próximo, a ser de carácter obrigatório, nas estâncias aduaneiras das regiões Centro e Norte do País, incluindo os regimes de exportação e importação para e de zonas francas industriais, zonas económicas especiais e lojas francas.
    De acordo com Félix Massangaie, gestor da equipa das Alfândegas de Moçambique no projecto da Janela Única Electrónica (JUE), a medida se enquadra na expansão faseada do uso do sistema, à semelhança do que já acontece nos Portos de Maputo, Beira e na Alfândega de Tete.

    “A JUE é uma ferramenta usada para a facilitação do comércio, na qual todas as informações são enviadas para uma plataforma única, e de onde as Alfândegas e outros intervenientes do processo de desembaraço aduaneiro tiram os dados necessários para os aspectos, sob sua responsabilidade”, explicou Félix Massangaie.

    Na sua opinião, não restam dúvidas que o sistema da JUE “é muito mais eficiente, quando comparado com o sistema usado anteriormente, daí que os ganhos em termos de tempo de desembaraço de mercadorias são bastante significativos, para além de evitar a presença física dos operadores do comércio nas estâncias e evitar ainda a múltipla digitação de dados”.

    “Ainda não atingimos os resultados desejados em termos de maximização da receita aduaneira, dado que o sistema estava a funcionar apenas em 4 locais não cobrindo todos os regimes, mas da análise efectuada concluímos que já se pode desembaraçar em apenas um dia contra mais de 72 horas que eram frequentes no anterior sistema”, frisou o chefe da equipa das Alfândegas na JUE.

    Refira-se que, na região Sul, a obrigatoriedade do uso da JUE vigora deste o primeiro dia de Setembro, nas delegações aduaneiras de Ressano-Garcia, Namaacha, Matola, Posto Fiscal de Goba, Terminal Internacional Rodoviária da Namaacha, Terminal Internacional Rodoviária de Maputo, Terminal Internacional das Encomendas Postais, Terminal Internacional de Automóveis I e II, Terminal Internacional Aéreo, Terminal Internacional Multimodal, Posto Fiscal de Beluluane e ainda no Posto Fiscal da Mozal.

  • Chang tem luz verde para contratar dívida

    O governo vai recorrer a um empréstimo interno no valor de 3 150.1 milhões de meticais (cerca de 113 milhões de dólares), para financiar a economia nacional ao longo dos próximos tempos, anunciou o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, citado pela AIM.

    A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros, que autorizou o ministro das Finanças, Manuel Chang, a emitir obrigações do tesouro.

    Esta decisão do Governo surge numa altura em que correm notícias na imprensa moçambicana sobre atrasos na canalização das contribuições ao Orçamento do Estado por parte de alguns parceiros do Governo. Por outro lado, há relatos de desgaste de poupanças do Estado junto do sistema bancário interno em 711,6 milhões de meticais (25,6 milhões de dólares) ao longo do primeiro trimestre deste ano.

    Segundo o documento da conjuntura económica e perspectiva de inflação elaborado pelo Banco de Moçambique, esta situação deve-se à conjugação da redução dos donativos recebidos pelo Governo dos seus parceiros e incapacidade das receitas internas cobrirem o total das despesas públicas.

  • Maputo: Cimeira da SADC inicia hoje

    BREVE: Os chefes de Estado e de Governo da África Austral reúnem-se a partir de hoje em Maputo para uma Cimeira de dois dias, com a instabilidade que afecta alguns países no centro da agenda do encontro.

  • Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo

    Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo

    A prosperidade económica de Moçambique tem fortes ligações com a prosperidade energética alimentada pelas descobertas de gás e exploração de carvão mineral. Ausência de mão-de-obra qualificada e uma base fiscal limitada são os maiores obstáculos a ultrapassar, recomendam especialistas.

    A estimativa é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), publicada na página electrónica do Banco Português de Investimentos, que relata as perspectivas da economia moçambicana com o tema “Moçambique – um novo lugar no xadrez internacional”.

    Na publicação, citando observadores internacionais da área energética, a OCDE avança que “a extensão das reservas encontradas justifica a construção de uma unidade produtiva de grandes dimensões de gás liquefeito em Moçambique”. Assim, “se as actuais estimativas estiverem correctas, Moçambique terá a quarta maior reserva de gás natural do mundo, a seguir à Rússia, Irão e Qatar”.

    Para a OCDE, “a descoberta de extensas reservas de gás natural, sobretudo desde 2011, tem constituído um dos principais desenvolvimentos recentes com potenciais implicações económicas de monta”.

    A organização sustenta o seu optimismo no sucesso energético de Moçambique, com recursos a uma resenha das quantidades de gás descobertas nos últimos meses.

    “Em setembro passado, a Anadarko (petrolífera norte-americana) anunciou descobertas no bloco Área 1, ascendendo a 623 biliões de metros cúbicos de gás”.

    Moçambique está “estrategicamente bem posicionado” para vir a abastecer de matérias-primas os mais dinâmicos mercados emergentes, nomeadamente, Brasil, Índia e China, países de que se está a aproximar.

    Considera ainda que “apesar de, até ao momento, terem tido impacto reduzido sobre a actividade económica, estas descobertas de gás podem alterar completamente os contornos de desenvolvimento económico, social e humano de Moçambique a médio/longo prazo.”

    A prosperidade macroeconómica de Moçambique é consensual entre os analistas económicos internacionais. Recentemente, um relatório recente da Economist Intelligence Unit (EIU) coloca Moçambique entre os países com maior potencial em África.

  • Moçambique entre as 10 maiores economias

    Angola deverá ultrapassar a África do Sul, actualmente a maior economia do continente, até 2016, revela um relatório do Economist Intelligence Unit (EIU), que coloca também Moçambique entre os 10 mercados africanos com mais potencial.

    No relatório “Para dentro de África: Oportunidades de negócio emergentes”, o gabinete de estudos da revista Economist conclui que o papel das economias africanas ainda representa apenas 3 por cento da economia global e que a África Subsahariana (excluindo a África do Sul) representa menos de metade do PIB do continente.

    No entanto, sublinha que este grupo de países está a crescer mais depressa do que qualquer outro no mundo e que os investidores estão a acordar para o enorme potencial da região: “a corrida para participar no crescimento africano já começou”. O relatório aponta como sectores com maior potencial de crescimento a agricultura e a agro-indústria, as infra-estruturas, os serviços e os bens de consumo, mas recorda que ainda há grandes dificuldades, a começar pela corrupção, que continua a aumentar, a ineficiência dos serviços públicos, o risco político e a falta de mão-de-obra qualificada.

    Além disso, o EIU recorda que África não é um país, mas sim 56, com outros tantos sistemas e governos, e aconselha os investidores a prepararem-se bem para as oportunidades, os riscos e o potencial. Segundo as estimativas do EIU, pelo menos 28 países do Continente Africano deverão crescer a uma média anual superior a 5 porcento nos próximos cinco anos.

    Angola surge no grupo das economias com crescimentos previstos de 5 a 7,5 por cento, enquanto Moçambique aparece no grupo seguinte, com crescimentos anuais médios de 7,5 a 10 por cento, juntamente com a Etiópia, a Libéria, o Níger e o Uganda.

    O relatório identifica igualmente os 10 mercados que deverão ter os melhores desempenhos nos próximos 10 anos em quatro categorias: os países com menor risco político, os maiores reformistas, os países com maior investimento e os maiores em território. Angola é o segundo com maior investimento, depois da África do Sul, e o quarto maior em dimensão, ao passo que Moçambique surge em três das quatro categorias: É o segundo com mais potencial na rapidez com que faz reformas, o sétimo com menor risco político e o décimo com maior investimento.

    “As reformas estão a acontecer depressa, encabeçadas pela Etiópia, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Uganda, enquanto as economias gigantes de Angola e Nigéria, que deverão ultrapassar a África do Sul em 2016, oferecem vantagens significativas aos investidores”, conclui o Economist Intelligence Unit.

  • Moçambique em 39.º lugar

    Moçambique é o 39.º mais equitativo dos 86 países emergentes e em desenvolvimento incluidos no índice da OCDE sobre discriminação de género e o segundo dos países de língua portuguesa, depois do Brasil em 8.º . A Guiné Bissau está em 45º.

    O índice da OCDE sobre Instituições Sociais e Género (SIGI), apresentado esta sexta-feira, conclui que, apesar das melhorias registadas nos últimos anos, a discriminação social e legal contra as mulheres continua a ser um grande obstáculo ao desenvolvimento nos países emergentes e em desenvolvimento.

    Encabeçado pela Argentina, o índice inclui 86 países, cuja equidade foi avaliada com base em 14 critérios, nomeadamente o casamento precoce, a presença das raparigas no ensino secundário ou a violência de género.

    Entre os países lusófonos, apenas Moçambique, o Brasil e a Guiné-Bissau estão incluídos na lista, estando os restantes ausentes por falta de dados.

    Moçambique, que passou do 77.º lugar do índice em 2011 para 39.º este ano, é aplaudido por ter passado para 18 a idade mínima para casar, tanto no caso das mulheres, como no caso dos homens.

    Relatórios das Nações Unidas citadas no Índice da OCDE indicam que, em 2003, cerca de 43% das raparigas moçambicanas entre os 15 e os 19 anos eram casadas, divorciadas ou viúvas (contra 3% nos rapazes), enquanto em 1980 a taxa era de 52%, o que indica que a aceitação social do casamento precoce está a diminuir. O Brasil, o primeiro dos lusófonos, surge em oitavo lugar, depois de no primeiro índice, em 2009, ter ficado em 24.º, mas os autores do relatório alertam que as comparações entre os dois índices têm de ser feitas com cautela porque os métodos de análise mudaram entretanto.

    Ainda assim, nas análises individuais dos países, o relatório reconhece que alterações recentes à legislação brasileira melhoraram a protecção das mulheres, nomeadamente no seio da família.

  • Moçambique vendeu 162 milhões de USD à China

    O montante de 478 milhões dólares corresponde ao volume de comércio alcançado entre Moçambique a China nos primeiros cinco meses deste ano.
    Moçambique, o quarto país na lista por ordem de grandeza, registou, ao longo dos primeiros cinco meses do ano, um comércio com a China que atingiu 478 milhões de dólares e vendas chinesas de 316 milhões de dólares.
    O comércio entre a China e os países de língua portuguesa ascendeu a 51,77 mil milhões de dólares de Janeiro a Maio, um aumento de 20,15% relativamente aos 43,09 milhões de dólares registados nos primeiros cinco meses de 2011, de acordo com dados oficiais divulgados em Macau.
    No período, a China exportou para os oito países de língua portuguesa produtos no valor de 15,28 mil milhões de dólares e importou bens cujo valor atingiu 36,48 mil milhões de dólares, tendo incorrido num défice comercial de 21,2 mil milhões de dólares.

  • Obtenção de nacionalidade moçambicana: Governo reconhece fraquezas

    O GOVERNO reconhece que há permeabilidade na legislação e alguma vulnerabilidade nos serviços de tutela que facilitam a aquisição da nacionalidade moçambicana, originária, por indivíduos que não respondem aos requisitos fixados na Constituição da República.
    Maputo, Quarta-Feira, 4 de Julho de 2012:: Notícias

    A questão da nacionalidade originária e seu enquadramento legal foi um dos temas de fundo abordados no VIII Conselho Coordenador do Ministério da Justiça a decorrer desde segunda-feira na cidade de Inhambane, considerando que se trata de uma matéria de soberania e preocupação actual devido aos grandes fluxos migratórios que se registam para o país, envolvendo cidadãos provenientes de várias partes do mundo.

    O porta-voz do encontro, Pedro Nhatitima, explica que uma das soluções a considerar para o problema é regulamentar a abordagem constitucional sobre a questão da nacionalidade. Sobre o assunto, a titular da pasta da Justiça, Benvinda Levy, diz que se está a trabalhar com vista à elaboração de uma proposta de Lei da Nacionalidade, que deverá passar pela aprovação da Assembleia da República.

    Com efeito, numerosos cidadãos estrangeiros que chegam ao país conseguem obter, rapidamente, documentos como Bilhete de Identidade, Passaporte e outros que os identificam como moçambicanos, nalgumas vezes originários.

    Segundo dados apurados pelo “Notícias”, chegados ao país alguns cidadãos estrangeiros dirigem-se à conservatória e requerem uma certidão narrativa completa, documento que os habilita a obter documentos na condição de moçambicanos originários, mesmo nos casos em que, tendo nascido em Moçambique, perderam o estatuto de moçambicanos originários por força da Constituição de 1975.

  • Moçambique é dos países africanos com internet mais rápida

    A internet em África sempre foi vista como limitada pela taxa de penetração e baixa velocidade relativamente a outros países do mundo. Um estudo feito pela Net Index veio reafirmar esta tese, dado que o país africano com maior velocidade de internet encontra-se em 77º lugar na lista mundial que abrange 174 países.

    O estudo tem como base milhões de resultados de testes da Speedtest.net, que compara e classifica as velocidades de download de consumo à volta do mundo. Segundo a Net Index, o valor é a taxa média de velocidade em Mbps (megabits por segundo) durante os últimos 30 dias em que a distância média entre o cliente e o servidor é inferior a 500 quilómetros.

    Enquanto que a taxa de velocidade a nível mundial é de 10,26 Mbps, em África a taxa é bem inferior a este valor.

    1. Gana

    Ocupa o 77º lugar da lista mundial e está em primeiro lugar na lista africana com uma velocidade de download média de 4,78 Mbps.

    2. Zimbabwe

    Na lista global, ocupa o 80º lugar e na africana o segundo com uma velocidade de download de 4,65 Mbps.

    3. Quénia

    O terceiro lugar da lista africana corresponde ao 84º da lista mundial e é ocupado pelo Quénia, cujas velocidades de download são de 4.46 Mbps.

    4. Líbia

    Ocupando o quarto lugar do índice africano e o 86º global, a velocidade média de download da Líbia é de 4,27 Mbps.

    5. Madagáscar

    A ilha africana conseguiu posicionar-se acima da África do Sul e da Nigéria, com uma velocidade de 4,25 Mbps. Em quinto lugar na lista africana é o número 87 do índice global.

    6. África do Sul

    Muitos consideram que a África do Sul está na vanguarda das velocidades da internet no continente, contudo, os dados têm mostrado o contrário. A nível da escala global, o país encontra-se na 114ª posição e em 6º no ranking africano.

    7. Marrocos

    Tanto na lista africana como na global, Marrocos encontra-se em ambas numa posição abaixo da África do Sul, estando respectivamente na 7ª e no 115º posição com uma média de download de internet de 2,84 Mbps.

    8. Nigéria

    A Nigéria ocupa o 8º lugar no top africano e o 130º no mundial, com 2,41 Mbps.

    9. Ruanda

    Ruanda encontra-se apenas dois lugares abaixo da Nigéria no índice global e 9º lugar no africano com 2,15 Mbps.

    10. Moçambique

    Moçambique encontra-se em décimo lugar no top africano e em 140º no índice global. Maputo conseguiu manter velocidades de 2.13 Mbps, no entanto ainda está abaixo do ISP superior no país.