Categoria: Moçambique

  • Brigadas de limpeza em Xikhelene

    Um grupo de moradores da cidade de Maputo está, desde ontem, a limpar a parte exterior do mercado da Praça dos Combatentes, mais conhecida por “Xikhelene”, no primeiro de uma série de jornadas visando restituir o ambiente saudável aos mercados informais da capital.

    A acção enquadra-se na celebração dos 13 anos da existência do Fundo Nacional do Ambiente (FUNAB) e é organizada em coordenação com uma associação dos residentes do Distrito Municipal Ka Mpfumu, Mikhalu, que trabalha em prol de uma capital limpa.

    Nema Kachamila, do FUNAB, afirmou que a ideia é sensibilizar os vendedores a se organizarem e limparem os mercados depois das suas actividades diárias.

    “Eles (os vendedores) produzem grandes quantidades de lixo, acabando por deitá-lo na rua ou na parte exterior do mercado. Mas se criassem mecanismos de pelo menos uma vez por semana tirarem o lixo ia ajudar o trabalho do pessoal da salubridade”, disse.

    Para além de participar na limpeza, o fundo ofereceu material de limpeza aos membros da Associação MIKHALU, que tem estado a promover jornadas de limpeza em diversas artérias da cidade.

    “Temos oferecido materiais a todas as associações que se dedicam à protecção do meio ambiente. Percebemos que elas trabalham sem meios de protecção e o que nós vamos fazer é oferecer 70 pás, igual número de vassouras, máscaras, ancinhos e 20 carrinhas de mão”, acrescentou Kachamila.

    O presidente da MIKHALU, João Mazivila, explicou ao “Notícias” que para além das jornadas de limpeza nos mercados e avenidas da capital, a sua agremiação está a promover uma série de palestras sobre o papel das fábricas e empresas que usam garrafas plásticas descartáveis na educação ambiental.

    A Associação MIKHALU trabalha em parceria com o Conselho Municipal de Maputo, promovendo jornadas de limpeza a nível dos bairros com o envolvimento dos munícipes, para além de fazer a divulgação de posturas municipais que proíbem pessoas de urinar na rua.

  • VMFW traz inovação à moda

    Foi lançado oficialmente, no passado dia 14 de Outubro, o Vodacom Mozambique Fashion Week na “casa” do parceiro Hotel Radisson Blu, tendo contado com a presença de parceiros, estilistas, modelos e imprensa. Aos convidados foi oferecido um “brand Experience” através de um cocktail drink que contou com o apoio das marcas de bebidas oficiais do VMFW – Nederberg, Blue e Aqualis. Alguns dos parceiros, como a Tvcabo, a Blue e a Vodacom, acompanharam de perto este evento com breves e simpáticos discursos.

    Neste lançamento foram divulgadas algumas das novidades que o VMFW preparou para esta 9ª edição, das quais ressalta a participação, ainda este mês no dia 24, no Portugal Fashion, com três estilistas a desfilar as suas colecções no catwalk português- Telma Orlando, Alexandre Tique Alexandre e Taússe Daniel. Neste âmbito, o VMFW receberá em sua “casa”, três estilistas portugueses- Katty Xiomara, Luís Buchinho e Júlio Torcato, e ainda a portuguesa Micaela Oliveira que trará consigo a modelo e actriz Rita Pereira.

    Ainda no âmbito das novidades, foi anunciado um desafio lançado aos estilistas estabelecidos a criarem “looks Jeitosa”, fruto de uma parceria entre VMFW e a marca de preservativos Jeitosa. O objectivo deste desafio, é dar a oportunidade aos estilistas a criar “looks” para uma mulher que sabe o que quer, independente, astuta, inteligente, sexy e glamorosa. Outro desafio lançado, e este direccionado aos Young Designers, foi o de criar “looks” para a marca “Dourada” que está a passos de ser lançada, e que também decidiu abraçar e associar-se ao projecto VMFW nesta edição.

    Vasco Rocha, Director Geral da DDB Moçambique afirma- “ Ano após ano o nosso objectivo é o de inovar, e este não seria a excepção, por isso preparámos alguns conceitos diferenciados, que permitem, além fronteiras, divulgar a nossa “moda”, a nossa “cultura”, e sobretudo a evolução que Moçambique tem vindo a demonstrar.”

    Nesta edição o VMFW foi ainda mais longe e quis imortalizar a moda de Maputo, tendo para esse efeito convidado alguns conceituados fotógrafos a trazerem o seu olhar sobre a moda urbana, suburbana e das ruas da cidade de Maputo. Este olhar fotográfico sobre a “street fashion” será então transferida para o VMFW 2013, através de uma exposição dos mais relevantes trabalhos apresentados pelos fotógrafos.

    Mas o VMFW vai ainda mais além nesta edição, apostando, pela primeira vez, em moda para tamanhos XXL, porque a moda é para todos os tamanhos, vai fazer desfilar o conceito “Extra Large” através da parceria com a loja DominiqShop.

    Nas palavras de Claúdia Chririndza, Chefe Executiva de Marketing da vodacom, principal patrocinador do projecto, “É um prazer continuar a abraçar este projecto, este ano estamos a comemorar os 10 anos da Vodacom em Moçambique, o VMFW está na sua 9ª edição e por isso sentimo-nos orgulhosos de ter apostado neste projecto desde a primeira hora. Os desafios e as conquistas do VMFW e da Vodacom interligam-se, da rede Nº1 ao maior evento de Moda em Moçambique e aclamado internacionalmente.”

  • Voleibol de Praia mexe na Marginal

    Arrancou no domingo passado, em Maputo, a 2ª edição do Torneio de Voleibol de Praia promovido pelo Standard Bank em parceria com a Federação Moçambicana de Voleibol que deverá terminar no próximo dia 3 de Novembro.
    A competição que decorrerá todos os domingos na praia da Miramar está a movimentar cerca de 140 atletas de ambos os sexos distribuidos em cinco categorias, nomeadamente, mini-volei, sub-16, sub-19, recreativo/park volei e pessoas portadoras de deficiências físicas (PPDF).
    De acordo com Abdul Razak, representante do Standard Bank, o banco abraça esta iniciativa desde o ano passado com o principal objectivo de massificar a práctica da modalidade e descobrir novos talentos.
    “Nós apoiamos o futebol, ténis, xadrez, e neste caso, o voleibol de praia. Pretendemos fazer muito mais pelo desporto moçambicano consoante as nossas possibilidades”, disse Razak.
    Por seu turno, Pelágio Pascoal, secretário-geral da Federação Moçambicana de Voleibol, agradeceu o apoio que o Standard Bank está a prestar ao voleibol, e em particular à Federação Moçambicana de Voleibol.
    “Esta parceria com o Standard Bank já vem desde o ano passado, aquando da participação das nossas atletas nas qualificações para o Campeonato do Mundo. Já no ano passado, realizamos o primeiro torneio de voleibol de Praia que movimentou muitas crianças, para além de outras categorias e pessoas portadoras de deficiências físicas”.
    Pascoal acrescentou que a parceria com o Standard Bank é benvinda para a sobrevivência da modalidade, pois, “o voleibol está a precisar de um grande apoio como este, muito mais pelas crianças que, agora, estão a caminho das férias escolares”, finalizou.
    Importa realçar que a segunda edição do torneio de voleibol conta com vários prémios, entre eles, taças, medalhas e kits escolares.

  • Mcel lança Tv móvel mcel em parceria com a DSTv

    A mcel-Moçambique Celular em parceria com a DStv, lançou quinta-feira última, em Maputo, o primeiro serviço de televisão móvel em Moçambique, que permite aos clientes da maior operadora de telefonia móvel do País acederem a uma variedade de conteúdos em movimento.
    Neste serviço de televisão 3G streaming, a ser fornecido em exclusivo para os clientes da mcel, a Ericsson disponibilizou a plataforma e infra-estrutura para ancorar a TV móvel, enquanto a DStv Mobile vai fornecer conteúdos de desporto, música, programação infantil, entretenimento e notícias em geral, através de um total de sete canais disponíveis, nomeadamente TVM, Miramar, CNN, SuperSport Maximo, Trace Urban, Afro Music Porto e Cartoon Network.
    Para aceder a este serviço os clientes da maior operadora de telefonia móvel em Moçambique têm disponíveis várias opções de subscrição, desde pacotes diários (40MB), semanais (160MB), mensais (320 MB), que variam entre 30 a 299 MT.
    Para o Director de Marketing e Vendas da mcel, Benjamim Fernandes, o serviço de TV móvel vem consolidar a liderança da mcel na inovação de produtos e serviços que acrescentam mais valor aos clientes: "Como a maior operadora móvel do País, estamos muito satisfeitos em ser os primeiros em Moçambique a oferecer este serviço de valor acrescentado aos nossos clientes, pois acreditamos que a televisão é uma fonte de entretenimento e educação, pelo que temos o prazer de ser o catalisador desta revolução móvel".
    Por sua vez, Eduardo Continentino, Director Geral da Multichoice-DStv, considerou que "este empreendimento permite à DStv Mobile estender o seu rico conteúdo para além do domínio convencional do aparelho de televisão em Moçambique”.

  • BP aposta forte no país

    A petrolífera britânica BP anunciou em Maputo um investimento de 62,9 milhões de euros em novos projetos e modernização de infraestruturas, como sinal de confiança no ambiente económico e "maturidade política" do país.

    Em conferência de imprensa, realizada à margem de um seminário sobre as perspetivas do sector energético em Moçambique, a directora da BP para a África Austral, a sul-africana Thandi Orleyn, afirmou que o país tem desafios na consolidação da estabilidade política, mas as suas instituições atingiram uma maturidade que transmite confiança aos investidores.

    "A BP acredita que há estabilidade política geradora de confiança nos investidores. Compreendemos que há alguns desafios, haverá eleições autárquicas este ano e gerais no próximo ano, mas acreditamos que não terão um impacto perverso sobre o optimismo com que o mundo olha para Moçambique", afirmou Thandi Orleyn.

    Segura do ambiente político e económico favorável que Moçambique oferece aos investidores, assinalou a directora da BP para a África Austral, a companhia britânica vai investir 62,9 milhões de euros nos próximos cinco anos na modernização da sua actividade em Moçambique.

    "A maior parcela do investimento, 55,5 milhões de euros, será canalizada à modernização de infraestruturas visando a melhoria da segurança e fiabilidade dos fornecimentos nos terminais portuários de Nacala, Beira e Matola. As intervenções previstas vão permitir o aumento da capacidade de resposta à demanda doméstica e regional", sublinhou Thandi Orleyn.

    A BP prevê igualmente um investimento de 7,4 milhões de euros na modernização da capacidade das suas infraestruturas em dois aeroportos importantes do país, adiantou a directora da BP para a África Austral.

    Em Moçambique, a petrolífera britânica detém uma quota de mercado de combustíveis de 18 por cento, vendendo anualmente 240 milhões de litros.

    Fonte: (RM/Lusa)

  • E eis que surge o Banco Mulher

    Realiza-se, no dia 2 de Outubro de 2013, no número 84 da Rua Mário Esteves Coluna, na Cidade da Matola, a cerimómia de inauguração do banco Mulher – Caixa de Poupança e Crédito, evento que contará com a participação do Governo, entidades reguladoras, parceiros, dentre outros convidados.
    Vocacionada ao financiamento e apoio de iniciativas empreendedoras, com enfoque nas mulheres, esta instituição financeira resulta de um esforço empreendido pela Ntamu – uma associação de mulheres empreendedoras, apoiadas pela Gapi-SI e terá como principais produtos, os Depósitos correntes; Depósitos a prazo; Pagamentos de salários e pensões; Crédito ao Investimento; Crédito ao Agro-Negócio; Crédito ao Comércio; e Crédito ao Consumo.
    Por seu turno, a Gapi-SI envolveu-se nesta iniciativa por ter verificado que ela nascia da vontade de um grupo de mulheres empenhadas em apoiar outras mulheres a criarem e a desenvolverem negócios sustentáveis, através do financiamento e apoio de iniciativas empreendedoras. Assim, além de investir financeiramente, complementando os recursos próprios das mulheres, a Gapi-SI tem prestado assistência técnica na formação de quadros e na montagem de sistemas de gestão.
    Importa referir que a Gapi-SI é uma instituição financeira de desenvolvimento com capitais públicos e privados, incluindo organizações da sociedade civil, cuja missão é promover o empresariado nacional e contribuir para um sistema financeiro mais inclusivo. Neste âmbito, a Gapi concebe e implementa programas combinando o apoio ao estabelecimento de instituições e instrumentos financeiros estruturados de forma a melhorar o acesso das micro e pequenas empresas nacionais a serviços financeiros.

  • Fórum de Formação Contínua e Desenvolvimento de Carreiras, 11 a 13 de Outubro de 2013

    A Elite Uniting Excellence em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique-CTA realiza entre os dias 11 a 13 de Outubro de 2013, no Hotel Avenida, em Maputo, o Fórum de Formação Contínua e Desenvolvimento de Carreiras, a primeira e única iniciativa deste género em Moçambique, que permite as empresas, num curto período de tempo, identificar alguns dos melhores candidatos que o mercado tem para oferecer.

    Assim, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique-CTA vem por este meio convidar a todos interessados (empresas, académicos, empresários, público em geral) a participar no evento supracitado.

    Em anexo, segue a agenda do evento, ficha de inscrição para as empresas e a planta dos stands para as empresas que queiram expor os seus produtos.

    Para mais informações contacte Miguel Vieira, director da Elite Uniting Excellence, através de seguintes contactos:

    T (South Africa) +27 (0) 21 933 9442

    M (South Africa) +27 (0) 71079 7207 / +27 (0) 61023 0317 – I’m in South Africa now

    M (Angola) +244 921 666 828
    M (Mozambique) +258 82 250 69 23

    T (United Kingdom) +44 (0) 203 195 9540
    E miguel.vieira
    Skype miguel.vieira.eic

    www.eliteic.net

    Para inscrição contacte a Sra. Madina Hussein: mhussein.

  • EMOSE em OPV

    Decorre a segunda semana do período de subscrição da Operação Pública (OPV) da EMOSE, SA, que começou a 23 de Setembro e terminará a 14 de Outubro.

    Nesta OPV, serão colocadas 15 Milhões e 700 mil acções (10% do capital social da empresa) ao preço unitário de 20 Meticais, podendo as ordens de compra ser dadas para um mínimo de 50 acções e com múltiplos de 10, por investidores moçambicanos, pessoas singulares ou colectivas.

    Como Banco organizador desta Operação, o BCI oferece condições especiais de financiamento aos Particulares com vencimento domiciliado no Banco que pretendam adquirir acções na OPV, e em especial aos funcionários da própria Emose.

    As ordens de compra podem ser efectuadas até 14 de Outubro e a liquidação ocorrerá a 16 de Outubro.

  • Tomaram posse os novos órgãos sociais do Moza Banco

    Os accionistas do Moza Banco SA, nomearam hoje, dia 30 de Setembro de 2013, o novo Conselho de Administração do Moza Banco, tendo reconduzido o Dr.Prakash Ratilal no cargo de Presidente do Conselho de Administração e eleito o Dr. Ibraimo Ibraimo como Presidente da Comissão Executiva.
    Foi igualmente eleito o Dr. Amílcar Morais Pires, actual membro da Comissão Executiva do BES- Banco Espírito Santo, para o cargo de Vice- Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco.
    Como Administradores Executivos, foi reconduzido o Eng Tiago Valença Pinto, e foram eleitos o Dr. Luis Magaço e Dr. João Jorge. Como administradores não executivos, foram reconduzidos o Dr. Almeida Matos, Dr. Rui Guerra e Dr. Paulo Ratilal, respectivamente.
    Os accionistas do Moza Banco, manifestaram, a ambição do Moza Banco crescer, de forma sustentável, nos próximos 5 anos e consolidar, para patamares superiores, o seu posicionamento como uma das principais Instituições financeiras do País, e confiança na nova equipa executiva agora liderada pelo Dr. Ibraimo Ibraimo.
    Recorde-se que a estrutura accionista do Moza Banco é composta pela holding nacional, Moçambique Capitais, com 51% e o BES África, do Banco Espírito Santo com 49%.

  • Agricultura em foco na CTA

    A produção nacional do açúcar, no ano passado, aumentou em dois por cento, relativamente ao ano de 2011, tendo a sua exportação crescido 60 por cento, contribuindo para a melhoria da balança de pagamentos do País, em cerca de 140 milhões de dólares norte-americanos.

    Esta informação foi revelada, no seminário sobre o “Estágio da Agricultura em Moçambique: Oportunidades e Desafios”, realizado, na ultima sexta-feira, no âmbito da 49ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorre desde o dia 26 do corrente mês, no distrito de Marracuene, província de Maputo.

    No encontro, promovido pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, foi ainda dado a conhecer que as exportações da castanha e amêndoa de cajú aumentaram de 26 milhões de dólares norte-americanos, em 2010, para 73 milhões em 2012, enquanto a produção da mandioca passou de 5.7 milhões de toneladas, em 2010, para mais de seis milhões de toneladas em 2012.

    Intervindo na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, disse que o encontro teve por objectivo “trazer uma reflexão conjunta sobre a situação do sector agrícola em Moçambique e, tendo em conta a sua importância económica e social, evitar que este sector seja ofuscado e colocado em segundo plano em detrimento da corrida aos recursos naturais”.

    “Queremos igualmente contribuir, através das discussões neste seminário, para que os pequenos e médios operadores agrícolas tenham a possibilidade de crescer e se desenvolver, avançando propostas concretas sobre as reformas que propiciam o desenvolvimento do agro-negócio no contexto actual do boom dos recursos naturais”, frisou Rogério Manuel.

    Por sua vez, o vice-ministro da Agricultura, António Limbau, referiu que “a nossa política tem em vista o relançamento da produção e da produtividade, do agro-processamento e da comercialização agrária, estimulando o crescimento de produtores orientados ao mercado”.

    A materialização deste pressuposto, segundo sustentou o governante “passa necessariamente pela melhoria das tecnologias de produção e da produtividade, assim como pelo maior acesso e uso de insumos melhorados, provisão de infra-estruturas básicas e maior acesso ao financiamento pelos operadores de agro-negócios”.

    “O principal enfoque é tornar o pequeno produtor, aquele produtor de subsistência, num produtor comercial, que resolva o problema da disponibilidade de acesso à produção para ela mesma como família, mas também a questão de poder entrar na cadeia de agro-negócio”, finalizou António Limbau.

    De referir que o seminário sobre o estágio da Agricultura em Moçambique teve igualmente em vista disseminar, esclarecer e apresentar ao empresariado as oportunidades de negócios no sector.

  • Vale apoia erradicação do analfabetismo no Distrito de Moatize

    Os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia de Moatize, na província de Tete, capacitaram este ano 137 alfabetizadores de adultos, com o apoio financeiro da Vale, no âmbito da implementação do memorando de entendimento assinado em 2012 entre o Governo da Província de Tete e a empresa mineira.

    Adelaide Mário, directora dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia e Juventude, de Moatize, referiu que “esta parceria com a Vale tornou possível juntar educadores que trabalham em locais distantes para adquirir novas metodologias e estratégias a serem usadas no exercício das suas actividades”.

    Esta iniciativa abrangeu educadores provenientes da Vila de Moatize e de outras localidades do Distrito de Moatize, incluindo Cateme, e foi de encontro a uma actividade inscrita nos objectivos planificados pelo sector, segundo Adelaide Mário.

    Dados estatísticos disponíveis referem que 68% da população de Moatize é analfabeta e a taxa de escolarização no distrito é baixa, constatando-se que 40% dos habitantes frequentam ou já frequentaram a escola, demonstrando-se com este apoio um importante sinal de cometimento por parte da Vale com os esforços do Governo para erradicar o analfabetismo na região

  • TCT Dalmann recebe selo Made In Mozambique

    A TCT – Dalmann, empresa de Desenvolvimento Florestal, distinguida pelo Conselho de Ministro, em 2011, como a concessão florestal modelo, devido à gestão sustentável dos recursos florestais e faunísticos da sua principal concessão em Catapu, Cheringoma, vai receber, no dia 22 de Agosto de 2013, o Selo Made In Mozambique, atribuído pelo Governo de Moçambique, através do Ministério da Indústria e Comércio.

    O Selo Made In Mozambique é um símbolo de reconhecimento de origem moçambicana da empresa bem como do emprego preferencial dos recursos humanos e materiais nacionais na produção da empresa.

    A TCT Dalmann detém uma concessão de 25.000 hectares em Catapu, distrito de Cheringoma, onde desde 1999 iniciou um programa de maneio florestal e reflorestação para assegurar o uso sustentável dos recursos naturais. Para permitir a implementação deste programa, a Gapi-SI investiu na TCT, além de colaborar no acesso a outros recursos financeiros.

    Esta iniciativa combina todos os aspectos de maneio florestal, incluindo a promoção de regeneração natural, maneio de talhadia, reflorestação à razão de quatro árvores por cada uma extraída, defesa contra incêndios, envolvimento das comunidades locais como partes interessadas e a política de adicionar valor a todos os recursos florestais através do fabrico de mobiliário, peças de artesanato e protecção de animais contra a caça furtiva.

  • Mediateca do BCI acolhe ‘MOZAMBIKES’

    A Mediateca do BCI – Espaço Joaquim Chissano, em Maputo, acolhe hoje, dia 21 de Agosto, pelas 17h:30h, o acto inaugural da Exposição colectiva de arte intitulada “Mozambikes”.

    Esta exposição integra aproximadamente 20 obras da autoria de talentosos artistas profissionais moçambicanos que, de forma original, propuseram-se transformar bicicletas em autênticas obras-primas artísticas.

    O grupo de expositores é constítuido por figuras sonantes e emergentes do panorama artístico local, destacando-se os nomes de António Sitoe (Mapfara), Arlindo Andrade, Arlindo Chichongue, Artur Vicente (Nhongwene), Bento Mulungo, Boaventura Jorge Hobjana, Bono Mandlate, Carlos Fornazini, Carlos Jamal, Eugénio Saranga, Fiel dos Santos, João Fornasini, João Henriques, João Paulo Quehá, Jorge José Muorguambe (Makolwa), Mahumanhana, Matswa Vilankulo, Mussagy Narane Talaquichand (Falcão) e Niria Fire.

    A exposição em referência é organizada pela Mozambikes, uma empresa que procura atingir a missão social de reduzir a pobreza através do uso massivo de um transporte pessoal de baixo custo e altamente eficiente.

    As peças patentes nesta exposição estarão à venda, a preço simbólico, devendo a totalidade das receitas a obter ser usadas para doar bicicletas às populações rurais mais desfavorecidas.

    São, pois, muitas as razões para visitar esta Exposição original de artes, que estará patente na Mediateca do BCI de 21 de Agosto a 6 de Setembro, com entrada livre.

  • Economia moçambicana em análise

    Informação divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que em Julho, e pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) da Cidade de Maputo registou uma variação negativa, desta feita em -0,34%, após -0,41% no mês anterior e 0,10% em Julho de 2012. Com esta variação, a inflação homóloga e acumulada recuaram para 4,95% e 2,94%, respectivamente, tendo a inflação média anual incrementado ligeiramente para 3,32%. A divisão dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas continuou a ser determinante no comportamento da inflação no mês em análise, ao registar uma contribuição negativa de 0,39pp, a reflectir, essencialmente, o impacto da redução dos preços de coco, feijão-manteiga, tomate, couve, alface, amendoim, carne de bovino de primeira e cebola. A queda dos preços no mês foi atenuada pela variação positiva dos preços do carvão vegetal, das folhas de feijão nhemba e da lavagem e lubrificação de veículos.

    No mesmo sentido, o IPC Moçambique, que agrega os índices das Cidades de Maputo, Beira e Nampula, também registou uma variação negativa, em -0,23% no mês de Julho, após -0,38% no mês anterior e uma inflação de 0,03% em Julho de 2012. O comportamento

    do IPC Moçambique no mês foi sustentado pela queda do nível geral de preços nas três cidades consideradas. Em termos acumulados e homólogos, a inflação agregada desacelerou para 2,02% e 4,58%, respectivamente, tendo a inflação média anual incrementado para 3,29%.

    O abrandamento do nível geral de preços em todo o país reflecte a estabilidade do Metical no mercado cambial doméstico, a manutenção dos preços administrados, a recuperação da produção doméstica de frutas, vegetais e leguminosas e os factores sazonais (época fresca).

    O indicador de confiança empresarial, expresso pelo Índice de Clima Económico (ICE), publicado pelo INE, registou uma queda em Junho de 2013, interrompendo a trajectória ascendente dos últimos três meses. O declínio deste indicador foi determinado pela redução das perspectivas de procura pelo sexto mês consecutivo, bem como pelas perspectivas menos optimistas de emprego manifestadas pelos inquiridos, que interrompeu o perfil crescente dos cinco meses precedentes.

    No sector monetário, dados provisórios relativos a Julho mostram que a Base Monetária, variável operacional de política monetária, registou um saldo de 42.543 milhões de Meticais, praticamente em linha com as estimativas feitas para o período. Este saldo correspondeu a um incremento mensal de 1.454 milhões (3,5%), reflectindo o aumento simultâneo das notas e moedas em circulação em 618 milhões de Meticais (2,4%) e das reservas bancárias em 836 milhões de Meticais (5,4%). Em termos acumulados e homólogos, a Base Monetária expandiu em 1.457 milhões de Meticais (3,5%) e 7.727 milhões de Meticais (22,2%), respectivamente.

    Dados provisórios das contas monetárias indicam que o saldo do endividamento do sector privado junto do sistema bancário nacional aumentou no mês de Junho em 1.349 milhões de Meticais (1,0%), fixando-se em 130.744 milhões, equivalente a uma variação acumulada de 12,5% e homóloga de 27,0%. Enquanto isso, o agregado mais amplo de moeda (meios totais de pagamento), agregado (M3), composto pelas notas e moedas em circulação e depósitos de residentes, excluindo os do Estado, aumentou no mês em 4.084 milhões de Meticais, para 189.950 milhões, o que traduz uma variação anual de 21,8%.

    No sector externo, dados provisórios do final de Julho de 2013 apontam para uma constituição de reservas internacionais líquidas no montante de USD 105 milhões no mês, tendo o saldo ascendido a USD 2.401 milhões. A melhoria de reservas internacionais esteve associada ao desembolso de fundos de ajuda externa para o apoio directo ao Orçamento de Estado (USD 110,1 milhões), entrada líquida para diversos projectos do Estado (USD 30,7 milhões), aprovisionamentos líquidos efectuados pelos bancos comerciais junto do Banco de Moçambique (USD 20,2 milhões), compras diversas efectuadas pelo Banco de Moçambique (USD 9,5 milhões), remessas de rendimento de mineiros (USD 7,5 milhões), entretanto amortecidos pelas vendas efectuadas pelo Banco de Moçambique no Mercado Cambial Interbancário (USD 51,0 milhões), pagamentos diversos ordenados pelo Estado (USD 24 milhões) e pagamento do serviço da dívida externa (USD 17,0 milhões). Em termos de reservas internacionais brutas, o saldo do final de Julho foi equivalente a 5,6 meses de cobertura de importações de bens e serviços não factoriais.

    No Mercado Cambial Interbancário (MCI), no final de Julho o Metical esteve cotado em 29,85 por Dólar dos EUA, o que representa, em termos acumulados e anuais, uma depreciação de 1,15% e 5,78%, respectivamente. No mesmo período, a cotação do Metical em relação ao Rand foi de 3,03, equivalente a uma depreciação nominal do Metical de 1% no mês e apreciação acumulada e homóloga de 12,68% e 12,43%, respectivamente.

    No Mercado Monetário Interbancário (MMI), as taxas de juros médias ponderadas da subscrição dos Bilhetes do Tesouro com as maturidades de 91 dias, 182 dias e 364 dias aumentaram em 13 pb, 38 pb e 10 pb, para 4,94%, 6,50% e 7,02%, respectivamente. Comparando estas taxas com as praticadas em igual período de 2012, observa-se que as mesmas reduziram 1,10 pp, 30 pb e 55 pb para as maturidades acima assinaladas, respectivamente. A taxa de juro média das permutas de liquidez entre as instituições de crédito no MMI aumentou em 5 pb, para 3,30%, tendo a sua variação anual reduzido em 33 pb.

    No mercado a retalho, a taxa de juro média de empréstimos praticada pelos bancos comerciais nas suas operações com o público, com o prazo de um ano, fixou-se em 20,17% no mês de Junho, com um ligeiro incremento quando comparado com o mês anterior. Para a mesma maturidade, a taxa de juro média dos depósitos reduziu, no mês, em 96 pb, para 9,34%, tendo-se no período a prime rate média do sistema bancário situado em 15,4%.