Categoria: Moçambique

  • PIB acelera

    Dados recentemente divulgados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) indicam um crescimento do PIB de 6.6 por cento no primeiro semestre do ano em curso.
    Em termos trimestrais, considerando dados não sazonalmente ajustados, a expansão do PIB acelerou de 4.3% no primeiro trimestre para 8.7% no segundo trimestre. Esta expansão deveu-se essencialmente a um forte crescimento do sector primário, de 10.4% a/a que representa 32.9% do PIB, na sequencia da forte expansão dos sectores mineiro e agrícola, de 33% e 9.5%, respectivamente.
    O sector terciário que representa 44.3% do PIB cresceu 8.6%, impulsionado pelos serviços financeiros que expandiram 19.8%, transportes 15.5%, e comércio 6.6%, compensando a fraca expansão do sector secundário de 0.5%, um sector que representa 16.6% do PIB e continua negativamente afectado pela contracção de 5.4% no sector da electricidade e
    água, e um fraco desempenho do sector da manufactura de 0.6%, compensado pelo sector da construção, que expandiu 8.6%.
    O PES (Plano Económico e Social) prevê para 2014, uma aceleração do PIB para 8% no próximo ano, após uma previsão de 7% para este ano, mantendo Moçambique entre as economias que mais cresce no mundo.

  • Samsung ascende

    A Samsung Electronics continua a escalar a sua posição no 13º relatório anual de Melhores Marcas Globais da Interbrand de 2013, passando a ocupar a oitava posição no índice global de marca, com um valor total de 39.600 milhões de dólares norte-americanos.
    Este crescimento resulta da forte presença da marca em não só no continente africano como a nível global, acrescido aos produtos e soluções inovadores, que contribuem para a mudança na indústria electrónica.
    Aliás, desde 2002 que a Samsung Electronics tem vindo a subir na classificação da melhor marca global da Interbrand, altura em que saltou 8 lugares, para em 2011, subir 17 lugares, e 9 lugares em 2012.
    O representante da Samsung em Moçambique, Cliff Do Carmo, referiu, a propósito, que "registamos uma das maiores taxas de crescimento com 20,4% fundamentalmente devido à nossa capacidade de reinventar constantemente as nossas ofertas de produtos, bem como a nossa capacidade de inovar e adaptar à evolução das necessidades do mercado global e africano".
    "O mais importante deste crescimento foi o facto de a Samsung ter ocupado o primeiro lugar em termos de quota de mercado na venda de smartphones, no mundo, resultado da oferta de produtos globais e locais, para além das actividades de marketing com base numa visão sobre as necessidades do consumidor”, indicou Cliff Do Carmo, ajuntando que “reforçamos igualmente a nossa posição de liderança na categoria de televisores, introduzindo continuamente produtos inovadores e estrategicamente posicionados de forma consistente em todas as nossas categorias de produtos digitais”.
    Conforme sublinhou, a Samsung continua a focar-se na conectividade em todo o seu vasto portfólio, desde eletrodomésticos, câmaras digitais e televisores, numa tentativa de diferenciar a sua marca, numa época em que os consumidores exigem partilha e acessibilidade.
    “Vamos continuar a trazer o mundo inteligente da Samsung para o continente africano, através de iniciativas, parcerias e tecnologias inovadoras especialmente moldadas e preparadas de acordo com as características do continente africano, que não beneficiem apenas a indivíduos, mas também aos governos e empresas, criando um eco-sistema mais inteligente para todos", finalizou Cliff Do Carmo.
    Importa realçar que a Interbrand é a maior consultora de marcas do mundo que anualmente publica o relatório de Melhores Marcas Globais com as 100 marcas mais valiosas do mundo. A metodologia da Interbrand – a primeira da sua categoria a receber o certificado ISO – analisa as várias maneiras pelas quais uma marca atinge e beneficia uma organização, desde a influência sobre os resultados finais até a satisfação das expectativas dos clientes.

  • Apoio aos Mambas

    No prosseguimento da sua política institucional de apoio e incentivo ao desporto no País, a mcel-Moçambique Celular celebrou, quarta-feira última, em Maputo, um contrato de patrocínio com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), visando apoiar a selecção nacional de futebol, no valor de 6.400 mil meticais, para 2014 e 2015.
    Trata-se da renovação de um acordo de parceria que ambas as instituições mantêm há mais de sete anos, com o intuíto de ajudar a Federação Moçambicana de Futebol a planificar melhor as suas actividades, especificamente da selecção nacional de futebol, vulgo Mambas.
    Na ocasião, a maior operadora de telefonia móvel do País ofereceu um total de 23 smartphones da marca Samsung Galaxy Music e igual quantidade de auscultadores, para os atletas do combinado nacional.
    Intervindo momentos após a assinatura do acordo, Teodato Hunguana, presidente do Conselho de Administração da mcel, referiu que “recentemente a selecção nacional de futebol qualificou-se para a fase final do CAN Interno, que irá decorrer já no próximo ano na vizinha África do Sul, e, porque somos uma empresa orgulhosamente moçambicana, gostaríamos de também participar e ajudar a este conjunto, para que chegue o mais longe possível”.
    “A mcel tem vindo a apoiar activamente ao longo destes anos, de uma forma geral, o desporto nacional, nomeadamente o futebol, básquete, hóquei em patins e muito mais, mas o nosso desejo é mais do que apenas apoiar, pois queremos que as nossas selecções participem cada vez mais em eventos desportivos nacionais e estrangeiros e tragam títulos para fazer a alegria de todos os moçambicanos”, realçou Teodato Hunguana.
    Por sua vez, Feizal Sidat, presidente da FMF, disse que “a aceitação de renovação do apoio à selecção nacional de futebol é sinal da ligação intrínseca da mcel com o futebol nacional. Uma ligação que nos leva a assumir com maior primazia e responsabilidade os objectivos desta relação que data há mais de sete anos”.
    O CAN-Interno, segundo indicou Feizal Sidat, “é uma prova de dimensão transcendental da qual Moçambique se qualificou pela primeira vez. Vão estar presentes na África do Sul selecções de topo como a Nigéria, Marrocos, Mali, Gana, Egípto e os Mambas prometem trabalhar para uma prestação positiva”.
    “Queremos dar real valor à marca mcel, através de uma representatividade condigna, daí a necessidade de uma preparação prévia e adequada da nossa selecção”, finalizou o presidente da FMF.

  • Rui Veloso vai en(cantar) em Maputo

    O compositor e intérprete português, Rui Veloso, vai actuar quinta-feira e sábado próximo, na cidade de Maputo, em shows enquadrados no programa do Verão Amarelo, promovido anualmente pela mcel-Moçambique Celular, e que é caracterizado por muitas novidades culturais e desportivas, para além de promoções, entre outras actividades.
    Rui Veloso, que vai actuar pela quinta vez em Moçambique, faz-se acompanhar pela sua banda, que actualmente conta com alguns membros novos, promete dar dois concertos “acústicos, inéditos e de muita qualidade, caracterizados por um ambiente de amizade e interacção entre os músicos que estiverem em palco e o público”.
    Numa conferência de imprensa, realizada esta terça-feira, em Maputo, o representante da mcel, Zófimo Muiuane, referiu que os dois concertos que Rui Veloso vai realizar constituem, para a operadora da cultura moçambicana, “mais uma realização daquilo que é a nossa maneira de ser e de estar para com os nossos mais de 5 milhões de clientes e do povo moçambicano em geral”.
    “Prometemos e cá está o Rui Veloso. Temos, para frente, ainda mais novidades, no âmbito do programa do Verão Amarelo que se prolongará até Março de 2014” – referiu Zófimo Muiuane, acrescentando, de seguida, que “convidamos a todos para que possam se dirigir ao local do concerto para se deliciarem do glamour que a mcel proporciona aos seus clientes”.
    Por seu turno, Rui Veloso disse, na ocasião, sentir-se "muito contente" por estar mais uma vez em Moçambique, um País pelo qual, segundo ele, sente um carinho muito especial e o adora bastante. Prometeu dar um "show bastante caloroso", durante o qual vai interpretar os temas do seu novo CD, intitulado "Rui Veloso e Amigos", que conta com a participação de vários nomes conhecidos da música portuguesa, como é o caso de Jorge Palma, Expensive Soul, Maria João e Mário Laginha, Ricardo Ribeiro, entre muitos outros.
    Durante a sua actuação, o autor de músicas como Anel de Rubi, Não Há Estrelas no Céu, Nunca me Esqueci de Ti, entre outras, vai cantar com alguns músicos moçambicanos, entre os quais, Sérgio Muiambo e Stewart Sukuma.

  • Promovalor com Platinum em Maputo

    O Grupo recém-entrado no mercado moçambicano lança oficialmente o seu primeiro projecto situado na zona nobre de Maputo. O Grupo Promovalor, especialista em promoção imobiliária, acaba de apresentar o seu primeiro investimento em Moçambique.

    Depois da entrada no mercado brasileiro, o grupo português reforça a sua aposta nos mercados internacionais, investindo 40 milhões de dólares no Edifício Platinum, na intemporal Avenida Julius Nyerere, na zona nobre de Maputo.

    O Grupo Promovalor anuncia assim o início oficial da comercialização do Edifício Platinum, um projecto desenvolvido em parceria com a Rioforte, uma sociedade de investimentos do Grupo Espírito Santo, e o parceiro estratégico local, o Grupo MMD.

    A fusão de Residências (Platinum Residences), Escritórios (Platinum Corporate) e Lojas (Platinum Shops) num só edifício na intemporal Avenida Julius Nyerere elevam o Edifício Platinum a um patamar único. A localização de excelência da visibilidade incontornável na emblemática avenida Julius Nyerere.

    ‘O Grupo Promovalor está atento aos novos desafios e às novas oportunidades no mercado global. Para além da aposta em projectos em Portugal e no Brasil, continuamos a identificar países e mercados que se enquadrem na nossa estratégia de internacionalização. O Platinum marca a entrada do Grupo Promovalor no mercado moçambicano. Estamos convictos que este projecto será considerado um ícone na Avenida Julius Nyerere em Maputo. O Platinum traduz, de forma clara, o compromisso do Grupo em trazer uma nova perspectiva a cada projecto, ou seja, um pensar e fazer diferente, mas sempre adaptado à realidade local’, refere Tiago Vieira, administrador do Grupo Promovalor.

    Na sua conferência de imprensa, a companhia demonstrou interesse em espalhar a sua estratégia de médio-longo prazo para outras partes do país, particularmente em Pemba e Nacala alem da cidade de Maputo.

    Nyangala Zolho, Club of Mozambique

  • BM promove educação financeira no Centro

    O Banco de Moçambique (BM) vai orientar palestras sobre Educação Financeira na zona centro do país entre os dias 23 e 25 de Outubro do corrente mês.

    Para o efeito a equipa constituída vai escalar primeiro a cidade de Quelimane para ministrar formação aos Membros do Governo Provincial e integrantes de entidades públicas e privadas que operam naquela zona do país.

    O acto de formação vai estender-se, também, a colegas da Filial de Quelimane e ao pessoal indicado pelos bancos comerciais estabelecidos na capital da Zambézia.

    A realização destas palestras está enquadrada no Programa de Educação Financeira e consiste, desta vez, na transmissão de conhecimentos sobre a abertura de contas bancárias e cuidados a ter com as mesmas, os meios de movimentação de contas bancárias (cheques, cartões) e os cuidados a ter com os meios de movimentação de contas bancárias. A par dos assuntos referidos, os beneficiários das palestras ficarão a saber mais sobre a Central de Registos de Crédito e o Atendimento de Reclamações.

    Durante a apresentação das palestras várias estratégias de Comunicação serão usadas, com realce para peças teatrais preparadas no local e gravadas em línguas nacionais mais faladas na zona. De um modo geral o público-alvo tem sido Membros do Governo local, integrantes de instituições bancárias, do judiciário e público em geral.

    Actos similares foram realizados já nas cidades da Beira, Chimoio e Tete, ainda no decurso deste segundo semestre.

  • Cinco novos prémios para a Rani Resorts

    O conceito do World Travel Awards é reconhecer, premiar e celebrar a excelência em todos os sectores da indústria de viagens e turismo. É uma enorme satisfação poder afirmar que o portfolio da Rani Resorts não é estranho a esses prémios, e que este ano a celebração é absoluta.
    A unidade Medjumbe Private Island, romântica e exclusiva, no Arquipélago das Quirimbas – norte de Moçambique, foi declarada líder de África 2013, na categoria de ilhas privadas. É a terceira victória desta ilha desde 2008. Com apenas 1 km de comprimento, Medjumbe Private Island ganhou a sua reputação pelas suas praias maravilhosas, paisagens fascinantes, alojamento de luxo e hospitalidade incomparável.
    O idílico e impressionante Indigo Bay Island Resort and Spa ganhou o prêmio de líder nas categorias de Resorts e Spa Resort, em Moçambique, um êxito a dobrar! Situado na Ilha de Bazaruto, uma das cinco ilhas do arquipélago de Bazaruto, o resort não é estranho a prêmios de prestígio, tendo já ganho três World Travel Awards, 10 melhores Spas Hotel do Mundo pela Condé Nast na categoria de África, Médio Oriente e Oceano Índico, Top 100 Spas do mundo pela revista Tatler em 2009 e Prémio de Melhor Resort Spa pela World and Professional Beauty em 2011. O ambiente tropical e requintado do Indigo garantem uma combinação vencedora novamente.
    O Pemba Beach Hotel e Spa ganhou na categoria de Hotel líder em Moçambique. Esta é a quinta vitória consecutiva do Hotel.
    Estabelecido como elo de ligação ao intocado Arquipélago das Quirimbas, o Pemba Beach Hotel e Spa exala uma fusão exótica de influências do norte de África e Índias, criando um oásis moderno numa cidade vibrante desta faixa de litoral Africano intocada. O Hotel dispõe agora de uma ala recém-inaugurada com 82 apartamentos de luxo e um Restaurante Clube Naval, totalmente renovado.
    E, finalmente, o premio de líder na categoria de Private Game Reserve, no Zimbabwe, foi para o Stanley e Livingstone Private Game Reserve. Os 6.000 hectares da Reserva Privada de Stanley e Livingstone situam-se a poucos minutos de Victoria Falls. A Reserva, faz fronteira com o Parque Nacional do Zambeze e oferece aos seus hóspedes uma experiência africana diversificada e única. Trilhar os passos dos grandes pioneiros, descobrir as reminiscencias de uma época passada, aliadas a um Safari com os Big 5, tão perto de uma das sete maravilhas do mundo, são certamente consideradas experiências de vida, únicas!

  • Radiodifusão Digital com sérios desafios

    A migração para a Radiodifusão Digital em Moçambique, cuja data-limite para a conclusão é Junho de 2015, está a enfrentar o desafio da mobilização de financiamentos para as principais componentes do processo, nomeadamente a construção da rede de emissão, aquisição dos Set-Top-Boxes (conversores do sinal) e as campanhas de comunicação.
    De acordo com o vice-presidente da Comissão Nacional para a Migração Digital em Moçambique, Simão Anguilaze, um dos principais desafios que a comissão enfrenta relaciona-se com divulgação da Estratégia de Migração Digital, para suprir a falta de conhecimento ou de informação sobre o processo.
    “Sentimos que a maioria dos cidadãos, mesmo aqueles com um grau de instrução mais elevado, não sabem o que vai acontecer e isso gera receios, dúvidas e ansiedades que devem ser ultrapassados através da comunicação”, explicou Simão Anguilaze, acrescentando que “neste momento estamos na fase de divulgação da Estratégia Nacional de Migração Digital em todo o País e de elaboração de um novo quadro legal e regulatório que esteja em conformidade com a Radiodifusão Digital”.
    Por outro lado, conforme sublinhou, “estamos a preparar as condições técnicas e financeiras para a instalação de emissores digitais de teste em algumas províncias do País, começando por aquelas com maior teledensidade e, numa segunda fase, as restantes”.
    Preocupa à Comissão Nacional para a Migração Digital o facto de a maioria da população ter que adquirir um Set-Top-Box (conversor) para continuar a receber as emissões: “isso terá um custo ainda não quantificado, daí que são absolutamente decisivas as campanhas de comunicação, para que a população se mobilize atempadamente para uma migração digital suave e amigável”, frisou Simão Anguilaze.
    Num outro desenvolvimento, o vice-presidente da Comissão Nacional para a Migração Digital referiu existirem países mais próximos de nós, em termos culturais e de vizinhança, que estão em processo avançado de implementação, nomeadamente, a África do Sul e a Tanzânia, que têm servido de fonte de inspiração para Moçambique.

    MULTICHOICE PARTILHA CONHECIMENTOS

    A propósito da partilha de informações sobre o processo, a Multichoice reuniu recentemente, em Dubai, Emirados Árabes Unidos, representantes de alguns órgãos de informação mais influentes do continente africano, para a troca de experiências e partilhar informação actualizada sobre o processo de migração digital de vários países de África e Europa.
    No decorrer do encontro, Daniel Onyango Obam, assessor de políticas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), partilhou a experiência do seu país, cujo processo de migração se encontra num estágio avançado e que deverá, até finais de 2013, proceder ao Analogue Switch Off (ASO), embora em etapas faseadas, a partir de Nairobi.
    A conferência debruçou-se igualmente sobre os desafios e oportunidades que serão criadas com a migração, a tecnologia envolvida no processo de migração, políticas associadas, assim como as implicações do não cumprimento da meta estabelecida.
    Aliás, com o propósito de sensibilizar o público nos países africanos sobre as obrigações, tendo em conta a aproximação da data-limite estabelecida de transição, 17 de Junho de 2015, a Multichoice tem conduzido a divulgação da migração digital em todo o continente, através da promoção de conferências, denominadas “Digital Dialogue Conference”.
    Importa referir que, uma avaliação preliminar indica que a migração do sistema analógico para o digital de rádio e de televisão em Moçambique vai custar 90 milhões de dólares norte-americanos, fundamentalmente para a rede de emissão, aquisição de Set-Top-Boxes e campanhas de comunicação e divulgação. Entretanto, este valor poderá mudar se se incorporar a actual infraestrutura de suporte à radiodifusão existente no país, que ainda precisa de ser avaliada.

  • Governo deve criar departamentos para deficientes físicos

    A ACAMO-Associação de Cegos e Amblíopes de Moçambique sugere ao Governo a criação de departamentos específicos para o atendimento às pessoas com deficiência física nas instituições públicas, conforme revelou o consultor em Tecnologias Assistivas para Deficiência Visual e Presidente da Mesa da Assembleia da cidade e província de Maputo da organização.
    Sérgio Miguel da Conceição acrescentou que nos departamentos que forem criados, devem ser incluídas pessoas com deficiência física, uma vez que elas são as que melhor conhecem as especificidades de cada deficiência.
    A sugestão da ACAMO surge no âmbito das celebrações da semana da Bengala Branca, lançadas no dia 10 de Outubro, sob o lema "Somos pela inclusão na educação e no mercado de trabalho".
    Para assinalar o Dia Internacional da Bengala Branca, que se assinalou a 15 de Outubro, a ACAMO realizou, na Escola Secundária Josina Machel, em Maputo, uma partida de futebol de salão para cegos entre os membros da organização, para além das cerimónias centrais ocorridas no centro de trânsito da direcção da Mulher e Acção Social também na capital do País.
    Foi igualmente promovido um mini-convívio, no dia 19 de Outubro,
    no Centro Social do Aeroclube, e ainda um espectáculo musical no Centro Cultural Franco-moçambicano.

  • Feira da saúde sensibiliza sobre o problema do Cancro

    Centenas de pessoas, entre jovens, adultos e idosos, participaram sábado último, em Maputo, na feira de saúde promovida pela Associação de Luta Contra o Cancro de Moçambique (ALCC), em parceria com a Direcção de Saúde da Cidade de Maputo, no âmbito da campanha de sensibilização sobre as diversas formas de cancro.
    A iniciativa, aberta ao público, teve lugar no recinto do Hospital Geral de Chamanculo, e consistiu em diversas actividades, nomeadamente, o rastreio do cancro da mama, divulgação de informação sobre os diferentes tipos de cancro, bem como a sua prevenção, actividades físicas, aconselhamento sobre bebidas e comidas saudáveis, medição de tensão arterial e avaliação do índice de massa corporal.
    Para além do rastreio do cancro da mama, que incluiu o exame médico e orientação para outros níveis de atendimento, durante a feira também foi fornecida informação e aconselhamento sobre o cancro da próstata que afecta os homens, a partir dos 40 anos de idade, e que se não for detectado a tempo pode gerar graves complicações de saúde.
    A par destas actividades, uma brigada de recolha de sangue esteve no local a fazer colecta a doadores interessados.
    Cesaltina Lorenzoni, presidente da ALCC, disse na ocasião, que no âmbito da campanha de alerta sobre o cancro da mama, que se assinala no mês de Outubro, foram igualmente realizadas palestras e debates nas escolas, empresas e várias outras instituições sobre o cancro, vida e alimentação saudável, para além da divulgação, a diversos níveis, de informações relativas à problemática do cancro, suas manifestações, prevenção e tratamento.
    Por seu turno, Páscoa Wate, directora de Saúde da Cidade de Maputo, apelou à sociedade para que participe neste tipo de feiras, porque através delas “poderão aprender sobre as manifestações dos cancros da mama, do colo do útero e da próstata, bem como o seu diagnóstico precoce e recomendações em relação aos cuidados que devem ter para se manterem saudáveis”.
    “Estas actividades estão disponíveis em algumas unidades sanitárias e em todos os distritos da cidade de Maputo pelo que convidamos a todos para que façam uso deles para evitar que apareçam pessoas nos hospitais em estado muito avançado da doença”, afirmou Páscoa Wate.
    Rolica Baltazar, uma das participantes da feira de saúde, elogiou a iniciativa da ALCC e da Direcção da Saúde da Cidade de Maputo, de promover campanhas de sensibilização sobre o cancro porque “possibilitam as pessoas a se informarem sobre esta doenca e fazerem o rastreio sem muito esforço”.

  • Vale forma 25 jovens em Moatize para operar na Mina

    Vinte e cinco jovens provenientes do Bairro 25 de Setembro, na Vila de Moatize, em Tete, concluíram na última semana, a primeira fase do Curso de Operação de Equipamento de Mina, organizado pela Vale, que durou cerca de seis meses.

    Os jovens foram seleccionados com o envolvimento dos líderes comunitários do Bairro 25 de Setembro, na Vila de Moatize, e das autoridades do Governo do Distrito de Moatize e têm a possibilidade de ingressar no quadro de pessoal da mineradora, após a formação teórica e prática.

    Na mensagem que foi lida durante a cerimónia, os formandos agradeceram a oportunidade proporcionada pela Vale, num contexto em que “muitos jovens, mesmo depois de concluir o ensino médio, enfrentam imensas dificuldades em ingressar em formações técnico-profissionais que garantam emprego de imediato”.

    O Director Provincial de Recursos Minerais e Energia, Manuel Sithole, que na cerimónia de encerramento, falou em representação do Governador da Província de Tete, congratulou a Vale gradativamente recrutar jovens locais para as suas operações em Moatize, tendo destacado especialmente o facto de entre os formandos figurarem sete jovens do sexo feminino.

    Em representação da Vale, Eufrásio Chacala, Gerente Geral de Beneficiamento de Carvão, afirmou que a expectativa da mineradora ao apostar em jovens das regiões onde opera é de trazer valor agregado ao país. Sublinhando ainda que “é esta a massa crítica que vai fazer com que este empreendimento traga resultados e constitua a força catalisadora de desenvolvimento nas comunidades locais, muito especialmente de Moatize e regiões vizinhas”.

    Este é o segundo grupo de jovens das comunidades circunvizinhas à operação da Vale em Moatize a participar desta formação de 12 meses. Em Fevereiro, 24 jovens da Vila de Cateme, Posto Administrativo de Cambulatsisi, distrito de Moatize, protagonizaram a primeira acção deste género.

  • IMEP gradua mais 48 estudantes

    O Instituto Médio Politécnico de Maputo, IMEP, procedeu, na última sexta-feira, à graduação de 48 estudantes de diferentes cursos, numa cerimónia que contou com a presença de membros da direcção daquela instituição de ensino, docentes, pais e encarregados de educação, para além do público em geral.
    Dos 48 graduados nesta 9ª cerimónia, 11 são do curso médio de Construção Civil, 11 de Hotelaria e Turismo, 9 de Contabilidade, 7 de Informática, 7 de Gestão e 3 de Educação de Infância.
    De acordo com Natália Folgado, directora-geral do IMEP e das escolas secundárias da Politécnica, a graduação dos 48 estudantes se enquadra no projecto de formação que, há quinze anos, tem sido desenvolvido no IMEP, visando formar trabalhadores nacionais com competências adequadas para desempenhar funções técnicas de administração e gestão, face às grandes transformações que o País está a passar.
    “Ao longo dos 15 anos de existência o IMEP tem vindo a adoptar políticas e estratégias de gestão do nosso ensino alicerçadas em pilares de rigor, qualidade e dinamismo, visando contribuir para a formação de um capital humano devidamente qualificado, tanto para assegurar a execução e o desenvolvimento dos grandes projectos de capital intensivo como as necessidades dos demais sectores de economia, incluindo o mercado informal, o qual ocupa a maior parte da população activa em Moçambique” – afirmou Natália Folgado.
    Por sua vez, Ida Carrilho Alvarinho, representante do Programa Integrado de Reforma de Educação Profissional, PIREP, que presidiu a cerimónia de gradução, enalteceu o comprometimento do IMEP na formação dos moçambicanos.
    “Esperamos dos graduados, que a par da competência técnica que são chamados a demonstrar neste mercado altamente selectivo, tenham presente que o mesmo busca, sim, profissionais capacitados para o desenvolvimento das suas ocupações de forma eficiente, mas ao mesmo tempo, profissionais que, acima de tudo, pautem pela integridade, responsabilidade e deontologia profissional que dignifique o vosso nome, das vossas famílias, assim como da instituição que vos formou” – disse Ida Alvarinho.
    Graduado em informática, Harife Vasco António considera a sua graduação como “uma nova etapa na vida, a qual me vai abrir novos horizontes e oportunidades de emprego”.

  • Receitas fiscais de turismo entre 5 a 6% do Total

    As receitas fiscais decorrentes da actividade turística em Moçambique representam entre 5% e 6% do total, prevendo-se que em 2013 essa participação atinja 7% ou mesmo mais, afirmou recentemente o ministro moçambicano do Turismo, Carvalho Muária.

    Falando à margem da cerimónia de abertura da I Feira Internacional de Turismo, que teve lugar de 10 a 13 deste mês, o ministro fez uma comparação com alguns países ao afirmar que “não estamos muito mal em termos turísticos a nível da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.”

    Para Carvalho Muária, a feira visava promover o potencial turístico, a cultura e a gastronomia nacionais, promover o potencial turístico do país e fazer dela o mais elevado e prestigiado ponto de negócios entre empresas e instituições turísticas.

    Referindo-se ao sector do turismo em Moçambique, o ministro, citado pelo matutino Notícias, de Maputo, disse fazer uma avaliação positiva do sector.

    “É verdade que ainda temos desafios, mas há muita coisa que foi feita. Actualmente não existe nenhum distrito que não tenha pelo menos uma pensão enquanto há cinco ou 10 anos havia distritos onde não havia um único local para alojamento”, frisou.

    Como principais desafios do sector apontou a recolha e processamento de dados referentes aos turistas que procuram Moçambique e ainda a introdução de melhorias nas infra-estruturas que impulsionam o desenvolvimento das actividades turísticas, como é o caso de construção e recuperação de estradas e aeroportos.

  • Missão austríaca em Moçambique em busca de negócios

    Empresários austríacos pretendem investir em Moçambique em sectores como o mineiro, processamento de produtos agrícolas e infra-estruturas ferroviárias e portuárias, noticiou a imprensa moçambicana ao relatar a presença no país de uma delegação de 20 homens de negócios daquele país europeu.

    Tendo-se deslocado a Moçambique em busca de formas de colaboração com empresários moçambicanos, os homens de negócios da Áustria estiveram reunidos num encontro em Maputo que juntou membros da Confederação das Associações Económicas e representantes da embaixada da Áustria em Moçambique.

    Esta missão de empresários austríacos é a resposta à visita efectuada à Áustria em Fevereiro passado por um grupo de empresários moçambicanos, liderado pelo ministro da Indústria e Comércio.

    Eva Kohl, conselheira para o desenvolvimento da embaixada da Áustria, disse que os sectores de interesse dos empresários austríacos são diversos mas deu como exemplo a exploração mineira e o processamento de produtos agrícolas bem como a construção de infra-estruturas, caminhos-de-ferro, estradas e portos.