Categoria: Moçambique

  • Somague ganha obras de 186 milhões de euros em Moçambique e Brasil

    A Somague Engenharia ganhou cerca de 186 milhões de euros em duas novas obras no Brasil e em Moçambique.

    No Brasil, a construtora reforçou a sua presença ao ganhar, em consórcio com a Galvão Engenharia e a SA Paulista, a execução do Lote 1 do trecho Vila Prudente – Dutra – Linha 2 – Verde, para a Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ).

    O contrato de construção terá a duração de 77 meses e engloba a execução de um túnel de metro em via dupla com uma extensão de 7.800 metros e diâmetro de 11,65 metros.O contrato inclui ainda a construção de duas estações, cinco poços de ventilação e superestrutura de via permanente.

    Em Moçambique, o Ministério do Trabalho através do Instituto Nacional de Segurança Social – INSS, com fundos do Governo Moçambicano, lançou o concurso para a construção de um edifício de 20 pisos no centro da Cidade de Maputo – cruzamento das Avenidas 24 de Julho e Vladimir Lenine, tendo a obra sido adjudicada à Somague Moçambique pelo valor de 22,9 milhões de dólares (cerca de 23,1 milhões de euros), para um prazo de execução de 22 meses. O edifício em referência terá vertentes de comércio, serviços/escritórios e habitação.

  • Banco de Portugal: Investimento em Moçambique caíu 39%, nos PALOP caiu 78%

    O investimento directo bruto de Portugal nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e em Timor-Leste caiu 78% em 2013, divulgou o Banco de Portugal.

    "O investimento de Portugal nos PALOP e Timor-Leste em 2013 representou apenas 1,8% do total do investimento directo bruto português no exterior"; em 2012, este valor chegou a 7%.

    No ano transacto, "o montante aplicado pelos investidores portugueses nestes países atingiu 246 milhões de euros, menos 78% que em 2012".

    Angola foi o maior receptor de investimento, com 53% do total, seguindo-se Moçambique, com 38%.

    O segundo maior destino de investimento português em África e também viu o valor reduzir-se o ano passado: "Para Moçambique foram canalizados 93 milhões de euros em 2013, um decréscimo de 39% relativamente a 2012, sobretudo com menor investimento bruto português em actividades financeiras, contudo esse sector e a construção mantiveram-se como os mais importantes, representando 93% do total de investimento bruto português aplicado em território moçambicano em 2013".

    O único país do grupo onde o investimento português não decresceu foi São Tomé e Princípe.

  • Dívida pública de Moçambique está controlada e é sustentável

    O governador do banco central de Moçambique garantiu ontem que o país não vai deixar a dívida pública derrapar por causa dos investimentos em infraestruturas necessárias para garantir as condições para a exploração dos recursos naturais.

    Em entrevista à Lusa Ernesto Gove disse que "o investimento privado anual ronda os 5 mil milhões de dólares (4 mil milhões de euros), mas o investimento público para assegurar as infra-estruturas necessárias está dentro dos limites que garantem a sustentabilidade da dívida, cujos valores são acordados com as instituições de Bretton Woods, nomeadamente o Fundo Monetário Internacional".

    O governador do Banco de Moçambique garantiu, por isso, que "não há o risco, nem o Fundo permite, que haja um descarrilamento das finanças públicas no que concerne à dívida pública".

    De acordo com os dados disponibilizados, a dívida pública externa total passou de 3,4 mil milhões de dólares, em 2007, para 4,8 mil milhões em 2012 e quase 5,8 mil milhões de dólares no ano passado, o que representa um salto, nos últimos dois anos, de 32,1% do Produto Interno Bruto, para 36,9% do PIB.

  • “Nós matámos o Cão tinhoso” comemora bodas de ouro

    Em reconhecimento à sua importância no contexto da literatura e cultura moçambicanas, foi lançada, esta segunda-feira, em Maputo, a versão da primeira edição do livro “Nós Matámos o Cão Tinhoso” da autoria do escritor Luís Bernardo Honwana, por ocasião das comemorações dos 50 anos desta obra literária.

    Publicada em Março de 1964, a obra representa um marco na dinâmica da literatura moçambicana, cuja relevância e estética são testemunhadas pelo resgate e elevação ao estatuto de principal fonte dos textos de ficção narrativa que povoam os manuais escolares dos primeiros anos após a Independência nacional.

    A reedição do “Nós Matámos o Cão Tinhoso” resulta das actividades de investigação e extensão da Universidade Eduardo Mondlane, em parceria com a AEMO-Associação dos Escritores Moçambicanos e a editora Alcance Editores, com o apoio institucional da maior operadora de telefonia móvel do País, a mcel.

    Intervindo na cerimónia de lançamento da nova versão da obra, Felícia Nhama, disse, em representação da mcel, que “a operadora é uma empresa cem por cento moçambicana, daí que a nossa aposta no apoio à cultura, particularmente à literatura, constitui um desafio muito grande para a promoção e elevação da identidade nacional”.

    “Este lançamento, ocorre numa ocasião inestimável, que é a comemoração dos 50 anos desta obra, que marcou a revolução e o desenvolvimento da literatura moçambicana e reiteramos, por isso, mais uma vez, os nossos agradecimentos pela honra de estarmos presentes neste momento de grandes memórias da literatura e história do nosso Moçambique”, frisou Felícia Nhama.

    Por sua vez, o secretário-geral da AEMO, Ungulani Ba Ka Khosa (pseudónimo de Francisco Esaú Cossa), considerou que o livro “Nós Matámos o Cão Tinhoso” constitui obra maior da nossa literatura, razão pela qual “não pode ser abandonado em qualquer apeadeiro desta ferrovia literária. Ele tem que ocupar a carruagem da primeira classe junto às grandes obras do nosso universo literário”.

    “Que o nosso Ministério da Educação assuma duma vez por todas, que, no edifício do nosso saber, “Nós Matámos o Cão Tinhoso” tem a sua cadeira por direito próprio. Não é um favor que prestamos ao autor, é um tributo que prestamos à nossa cultura”, frisou.

    Usando igualmente da palavra, o autor da obra, Luís Bernardo Honwana, realçou que o livro é ainda hoje celebrado, porque continua a interessar mesmo àqueles para quem os grandes resultados da saga do 25 de Setembro são, na suas vidas, um dado adquirido.

    O escritor reconheceu que a longevidade deste livro é feita, sem dúvida, pelo interesse do público que justifica sucessivas edições e traduções, mas sobretudo pelo favor da crítica.

    “Efectivamente, é grande e variada a produção ensaística que este livro tem suscitado ao longo desde 50 anos. Muitos dos textos estão marcados pelas polémicas que o aparecimento do livro levantou no ambiente peculiar de um país colonizado que éramos então, mas desde cedo a crítica mais esclarecida identificou nesta pequena colecção de contos, aquilo que certamente a faz transcender o tempo, o lugar e o quadro histórico em que foi produzida”, finalizou.

  • Pertinencia da Concorrencia e a Defesa do Consumidor em Mocambique

    A Associação de Defesa do Consumidor de Moçambique (DECOM) recomenda que se faça uma maior divulgação da Lei da Concorrência, aprovada pela Assembleia da República, em Abril do ano passado, pois este instrumento é uma das garantias da salvaguarda dos direitos do consumidor.

    Foi com este intuito que esta organização promoveu, esta quarta-feira, 27 de Agosto, na cidade de Maputo, um seminário subordinado ao lema "A Pertinência da Concorrência e a Defesa do Consumidor", no qual, para além da divulgação deste dispositivo, estiveram em debate as atribuições da Autoridade Reguladora da Concorrência.

    Segundo Mouzinho Nicols, presidente da DECOM, o encontro, que contou com a participação de representantes de diversos sectores de actividade, serviu para divulgar a lei e explicar de que modo ela beneficia o consumidor.

    "Se as instituições dominarem a Lei da Concorrência, poderão actuar de forma correcta e fazer a sua parte na relação com os diversos parceiros, tendo como fim último salvaguardar os direitos do consumidor", disse.

    Mouzinho Nicols explicou que a importância da promoção da concorrência reside no facto de ela beneficiar directamente o consumidor, mas alerta que tal só é possível se ela for feita de forma "leal e justa".

    "A Lei da Concorrência foi concebida a pensar no consumidor. Se a concorrência for leal e justa, quem sai a ganhar é o consumidor, que é o cliente. Como cliente, ele deve receber produtos e serviços de qualidade", realçou.

    No caso em que o produto ou serviço não é de qualidade, "chama-se o regulador para intervir. Este tem a missão de ver se essa insatisfação deriva do desrespeito às regras ou da negligência do consumidor. Há diversos factores por detrás da defesa do consumidor, mas o mais importante é que a relação deste com o fornecedor e as empresas seja sã e saudável".

    Já o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, considerou o encontro pertinente, na medida em que o domínio da Lei da Concorrência pode contribuir para a melhoria na prestação de serviços ao mercado, assim como para a estabilidade dos preços dos produtos e, consequentemente, para a satisfação do cidadão.

    O governante entende, no entanto, que para a defesa plena dos direitos do consumidor é necessário que se conclua a regulamentação da Lei de Defesa do Consumidor e se introduza uma entidade pública que, de forma única e exclusiva, se dedique a esta tarefa.

    Relativamente à divulgação da Lei da Concorrência, o ministro da Indústria e Comércio revelou que "a nível do Governo, este processo iniciou em 2013, e consistiu na regulamentação e implementação deste dispositivo legal, para além da identificação e reabilitação de instalações para o funcionamento da Autoridade Reguladora da Concorrência, entre outras actividades levadas a cabo no País e no estrangeiro".

  • Electricidade, precisa-se!

    Moçambique precisa de diversificar as suas fontes de produção de energia eléctrica, como forma de evitar problemas de fornecimento em caso de ocorrência de secas, uma vez que actualmente depende única e exclusivamente de recursos hídricos.

    Este alerta foi dado pelo presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique E.P. (EDM), Augusto de Sousa Fernando, que falava durante a 43ª reunião do Comité de Gestão do Pólo Energético da África Austral (SAPP), que decorre na cidade de Maputo desde a última segunda-feira, 25 de Agosto, sob o lema "Desenvolver um Mercado de Electricidade Competitivo para o Desenvolvimento Sustentável da Região".

    Segundo Augusto de Sousa Fernando, noventa e nove por cento da energia eléctrica produzida em Moçambique é baseada em fontes hídricas, o que é muito arriscado, pois o País pode enfrentar sérios problemas em períodos secos.

    Por isso, o PCA da EDM considera que o gás natural vai, nos próximos tempos, contribuir significativamente para a redução desta dependência em relação aos recursos hídricos.

    "O gás natural vai ser determinante para Moçambique. É a solução para os próximos tempos. Por isso, há empreendimentos com base neste recurso que vão ser construídos como forma de diversificar as fontes. O País sai a ganhar e o excedente poderá ser exportado para os países da região", explica Augusto de Sousa Fernando.

    Entretanto, enquanto tal não acontece, e para contornar o défice de energia no País, "há acções que estão a ser levadas a cabo, as quais passam pela introdução de políticas de minimização do consumo e implementação de políticas de eficiência energética".

    Por seu turno, Laura Nhancale, directora de Estudos e Planeamento do Ministério da Energia, considera que o encontro constitui uma oportunidade para discutir os problemas com que se depara o sector de energia no mundo e na região, em particular.

    De acordo com Laura Nhancale, para fazer face aos problemas deste sector é necessário que haja segurança no fornecimento de energia eléctrica, o acesso e estabilidade energética, o que inclui o desenvolvimento de vários projectos e medidas de gestão do consumo.

    Ainda de acordo com Laura Nhancale, é necessário que os países da região Austral concentrem e juntem esforços no sentido de desenvolver o sector energético, pois só assim é que poderão melhorar as condições de acesso à energia eléctrica e, consequentemente, as condições de vida das populações.

    O Comité de Gestão do Pólo Energético da África Austral (SAPP) é uma organização fundada em 1995 e subordinada à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), sendo formada por empresas fornecedoras de energia eléctrica dos respectivos países.

  • Politécnica combate fraude académica

    Na perspectiva de garantir uma formação superior de qualidade, o Conselho Nacional do Ensino Superior (CNES) está empenhado na criação de um ambiente de credibilização do sistema do ensino universitário no País, que ultimamente se debate com o fenómeno generalizado de fraude académica, segundo revelou, na terça-feira passada em Maputo, o reitor da Universidade Politécnica, Lourenço do Rosário.

    O reitor da maior universidade privada em Moçambique considerou que o CNES e as instituições universitárias organizadas têm consciência de que o fenómeno de fraude académica está a tornar-se endémica no País: "Estamos a trabalhar no sentido de criar um ambiente de credibilização do sistema, pois não basta falar da qualidade do ensino, enquanto não fazemos coisas concretas para ir ao encontro dela", frisou.

    Lourenço do Rosário referiu que, durante os exames realizados, recentemente, na Universidade Politécnica, foram detectados, com a colaboração de alguns estudantes, casos de pessoas já formadas que tentavam fazer provas em substituição de estudantes, para além de cábulas para copiar e exames falsificados.

    Da análise feita ao fenómeno da fraude detectada, conforme referiu Lourenço do Rosário, a Universidade Politécnica chegou à conclusão que houve conivência de certos sectores da instituição, que permitem que este fenómeno sobreviva.

    "Significa que existem alguns docentes e funcionários, que permitem que o fenómeno de fraude possa prosperar e permanecer dentro da instituição", disse o reitor, acrescentando que "detectámos vários tipos de fraude, desde alunos que levam cábulas para copiar e, ultimamente, tem havido estudantes que usam pessoas já formadas para substituí-las nas provas, dentro das salas de exame, porque muitos docentes não têm tido o hábito de exigir identificação aos estudantes".

    Descrevendo a situação, o reitor da Universidade Politécnica disse tratar-se de "um fenómeno generalizado que, provavelmente temos que combater, por um lado, de uma forma didáctica, junto dos estudantes, e duma forma educativa e disciplinar, junto dos nossos docentes e funcionários".

    Na busca de soluções, para este fenómeno, a Politécnica vai realizar um seminário pedagógico, para analisar os regulamentos da instituição, com vista a averiguar o que estará a falhar entre os recursos humanos, estudantes e os próprios regulamentos.

    "Estamos perante uma rede inter-universitária de fraude que penetrou nas nossas instituições, porque não estávamos preparados, daí que estamos a resolver o problema. Até porque as instituições que estão a denunciar este fenómeno significa que se encontram minimamente preparadas", concluiu.

    Importa ainda referir que os estudantes da Universidade Politécnica envolvidos naquele tipo de fraudes terão as suas provas anuladas, para além de uma repreensão que constará dos seus processos individuais.

  • CTA e Governo revêem Política e Estratégia Industrial

    Foi lançado esta quinta-feira, 12 de Junho, na cidade de Maputo, o projecto de revisão e elaboração da Política e Estratégia Industrial, um processo que tem como objectivo fazer face aos desafios impostos pela descoberta e início de exploração de recursos naturais no País.

    Esta revisão surge da necessidade do aperfeiçoamento dos sistemas de produção por meio de tecnologias e processos que utilizem os recursos de maneira mais eficiente, pois só assim é que se pode alcançar a competitividade empresarial no País.

    Por isso, o processo de revisão deste instrumento, elaborado pelo Governo em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), irá incluir a identificação dos pilares fundamentais nos quais estará assente a acção do Governo e do Sector Privado durante a sua implementação.

    Para a CTA, representada pelo presidente do Pelouro da Indústria, Mubarak Abdul Razak, o projecto de revisão da Política e Estratégia Industrial surge para fazer frente à crescente procura de bens e serviços, incluindo produtos manufacturados, resultante da descoberta de recursos naturais.

    "Acreditamos que as acções estratégicas que forem recomendadas contribuirão para o crescimento da indústria nacional, um sector que, pela sua natureza, transforma as matérias-primas e gera produtos variados, acrescentando-lhes valor económico bem como assegurando a sua colocação nos mercados domésticos e de exportações, que são cada vez mais exigentes".

    Por sua vez, o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, considerou que a revisão da Política e Estratégia Industrial se deve às exigências do mercado e à necessidade da criação de um mecanismo de fomento industrial, cuja inexistência se traduz no difícil acesso e alto custo de financiamento no País e na falta de definição de produtos ou cadeias de valor prioritários.

    "A revisão da Política e Estratégia Industrial é uma prioridade, pois irá adoptar medidas arrojadas e coordenadas ao nível do Governo para garantir a criação de emprego, fortalecimento da cadeia de valor e promoção de uma economia que assegure a substituição das importações", disse.

    Com este processo, segundo o ministro da Indústria e Comércio, pretende-se também que o sector industrial deixe de ser o dinamizador da actividade económica e passe a ser transformador da estrutura económica do País.

    Importa referir que, em 2012, a indústria, em Moçambique, ocupou a terceira posição depois da agricultura e dos transportes, com uma contribuição no Produto Interno Bruto de 11% e empregando cerca de 6% da mão-de-obra activa.

  • A mcel e a Dream juntas por um serviço de saúde melhor

    A maior operadora de telefonia móvel em Moçambique – mcel e a DREAM (Associação para o Direito aos Tratamentos Sanitários e de Luta Contra o Sida) assinaram esta quarta-feira, 11 de Junho, na cidade da Matola, um memorando de entendimento através do qual a mcel disponibilizou, de forma gratuita, duas linhas telefónicas (Linhas Verdes) para chamadas de voz destinadas a permitir o acesso fácil e célere aos serviços de saúde pública, por parte dos cidadãos que pretenderem comunicar ou reportar algum caso de urgência ligado à saúde.

    Intervindo na cerimónia, o presidente do Conselho de Administração da mcel, Teodato Hunguana, referiu que a mcel prontamente decidiu se associar a esta iniciativa "para salvar vidas humanas, assim como contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, através do atendimento célere e eficaz às mulheres e crianças sempre que necessitarem de apoio médico no seu dia-a-dia".

    Por seu turno, Paola Germano, directora executiva da DREAM, agradeceu à mcel pela disponibilização deste serviço, que irá contribuir sobremaneira para a aproximação dos serviços de saúde aos cidadãos.

    Na ocasião, foi inaugurado um novo anexo do Centro de Saúde da Matola II, destinado ao atendimento de mães e crianças e que deverá beneficiar cerca de 172 mil habitantes dos oito bairros da Matola-Sede.

    A vice-ministra da Saúde, Nazira Abdula, na sua intervenção, afirmou que o acto representa um passo que o Governo moçambicano dá, através do Ministério da Saúde, na melhoria melhoria do acesso aos cuidados de saúde de qualidade, e na luta contra o HIV/SIDA, em particular.

    Segundo a vice-ministra, nas últimas décadas, os sistemas de saúde em Moçambique têm enfrentrado grandes desafios agravados pelo surgimento de novas doenças, entre elas o HIV/SIDA, cuja prevalência é de 11.5% da população, no geral, e de 15.8% entre as mulheres grávidas, em particular, estimando-se que cerca de 1.4 milhão de pessoas estejam infectadas por esta doença, das quais 770 mil são mulheres.

    Refira-se que o anexo, ora inaugurado, vai contribuir para a melhoria da qualidade do serviço Pré-Natal, Tratamento Anti-Retroviral Pediátrico e Crianças de Risco. O mesmo foi construído pela DREAM com o financiamento da Embaixada do Japão, Total, FICA, Fundação SIDA Alemã e FAI.

    Desde 2002, no âmbito do programa DREAM, em parceria com o Ministério da Saúde, foram tratadas no Centro de Saúde da Matola II cerca de 2.000 mulheres infectadas pelo HIV por cada ano, tendo nascido mais de 4.600 crianças saudáveis de mulheres infectadas pelo HIV.

  • Estudo da SNV sobre a produção sob contrato na agricultura foi apresentado

    Foi apresentado, esta quinta-feira, em Maputo, um estudo sobre a "Agricultura sob Contrato em Moçambique", que visa destacar as melhores práticas de agricultura no País e dar recomendações para uma melhor aplicação dos contratos de produção, de modo a criar harmonia e disciplina nas relações entre os pequenos produtores e as empresas.

    Produzido pela SNV (Organização Holandesa de Desenvolvimento), em coordenação com a Agrifuturo, União Europeia e com o apoio do Centro de Promoção da Agricultura e da Direcção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural (DNPDR), o estudo decorre da necessidade de se regular a relação entre o sector familiar e as grandes empresas, através da produção sob contrato.

    João Jeque, presidente do Pelouro do Agro-negócio da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, considerou que "o estudo representa uma oportunidade muito importante para o sector privado, para participar numa reflexão oportuna e necessária sobre como é que, no contexto actual do notável crescimento da actividades económicas na área da indústria extractiva, esteja a acontecer um esquecimento do valor e do papel da agricultura".

    Este estudo, conforme indicou, mostra que existe a possibilidade de se incrementar o papel da agricultura no País, de modo a que a economia possa continuar diversificada e, sobretudo, possa contar com o aumento da contribuição da agricultura no Produto Interno Bruto (PIB): " Eu sinto que fora o problema do mercado que existe para a actividade agrícola, há outros problemas como o acesso ao crédito, quer em finanças, quer em sementes e o know-how pelo que este mecanismo da agricultura por contrato resolve estes constragimentos identificados, através da pronta colocação do produdo no mercado, assim como resolve o problema da baixa produtividade crónica dos agricultores", frisou João Jeque.

    Num outro desenvolvimento, João Jeque disse que os participantes do seminário de colecta de subsídios para enriquecer o documento concordam com os resultados do estudo: "Estamos entusiasmados, porque há um caminho para a inclusão dos pequenos e médios agricultores na actividade económica global do País, assim como há uma oportunidade para que, em paralelo com outras actividades económicas, a agricultura contribua para o alívio à pobreza e redução do êxodo rural e geração da renda", finalizou.

    Importa referir que a agricultura em Moçambique constitui a actividade que mais contribui para o PIB, com uma taxa de 29 por cento, onde o sector familiar joga um papel importante, não só por ocupar 95 por cento das áreas cultivadas, mas também pela sua influência e participação na agricultura comercial.

  • Francisco Noa lança dois livros com editora Ndjira

    O escritor moçambicano Francisco Noa lançou, terça-feira última, em Maputo, dois livros pela editora Ndjira, nomeadamente o inédito "Perto do Fragmento, a Totalidade" – olhares sobre a literatura e o mundo" e a reedição da "A Escrita Infinita" – ensaios sobre a literatura moçambicana.

    As obras, cuja produção foi patrocinada pela operadora da cultura moçambicana, a mcel, foram apresentadas pelo académico Gilberto Matusse, numa cerimónia bastante concorrida, no Centro Cultural Português, na capital do País.

    O livro "Perto do Fragmento, a Totalidade" apresenta três classes de textos, vários ensaios, textos de prefácios e apresentações de livros e artigos de opinião. Por sua vez, a obra "A Escrita Infinita" gravita à volta de leituras diversas, sobre o largo horizonte da interpretação de textos de vários conceituados escritores.

    Abordado momentos antes do cerimónia de lançamento, Francisco Noa disse, relativamente à obra "A Escrita Infinita" que teve o cuidado de não mexer com o conteúdo da primeira edição: "Preferi manter-me fiel ao espirito do livro, porque o que acontece é que comecei a perceber que há muitas pessoas que procuram o texto dentro e fora do País e achei que seria de facto importante fazer a reedição, porque já não existe no mercado", explicou.

    Por sua vez, "Perto do Fragmento, a Totalidade" insere-se um pouco na linha da "A Escrita Infinita", segundo conta Francisco Noa. Aliás, no fundo, conforme explicou, "fui escrevendo e lendo os livros e, sobretudo, também não me limitei a ler os livros mas também a ler a sociedade, porque alguns textos saiem do âmbito estritamente literário".

    "São textos que têm a ver com aquilo que acontece na sociedade em geral, então isso prende o meu interesse e faço a interpretação desses fenómenos, pelo que o livro Perto do Fragmento, a Totalidade é uma miscelânea de diferentes géneros, nomeadamente a análise literária e textos de opinião em relação àquilo que se passa na sociedade e no mundo", frisou o escritor, ajuntando que "a minha ideia é estabelecer uma comunicação com a sociedade moçambicana e sobretudo apresentar os meus pontos de vista em relação à sociedade: é um espaço de diálogo".

    Felícia Nhama, representante da mcel, disse acreditar que as obras lançadas pelo escritor Francisco Noa têm uma grande dimensão, podendo servir de um aprendizado muito bom para todos os moçambicanos: "Esperamos continuar a dar o nosso apoio no desenvolvimento e resgate da cultura moçambicana, dando voz a mais escritores, para que a nossa literatura continue em constante elevação", indicou.

    Acrescentou que a mcel tem estado a desenvolver várias acções de responsabilidade social corporativa que incluem o apoio à cultura moçambicana, particularmente a literatura.

  • SNV lança projecto OYE com Ministério da Juventude e Desporto

    A SNV – Organização Holandesa de Desenvolvimento, em parceria com o Ministério de Juventude e Desporto, e com o financiamento da Fundação MasterCard, tem o grato prazer de convidar o órgão de comunicação social que representa para o Lançamento do Projecto OYE (Oportunidades de Emprego para Jovens), a decorrer no dia 15 de Maio, quinta-feira próxima, a partir das 8:30 horas no Hotel Radisson.

    A SNV e a Fundação MasterCard estão a implementar o OYE, um projecto de 5 anos que tenciona explorar as oportunidades de mercado para a criação de emprego de jovens e de empresas lideradas por jovens, em sectores com boas possibilidades de impacto, nomeadamente na agricultura e agro-negócios.

    O evento irá contar com a participação do Ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana; do Ministro da Educação, Augusto Luís; e do Ministro da Agricultura, José Pacheco.

  • Mcel entrega 5 mil redes mosquiteiras ao MISAU

    No âmbito das celebrações do Dia Mundial de Luta Contra a Malária que, este ano decorrem sob o lema "Invista no Futuro: Vença a Malária", a mcel-Moçambique ofereceu, na última sexta-feira, em Maputo, um total de cinco mil redes mosquiteiras ao Ministério da Saúde (MISAU).

    O donativo visa apoiar as necessidades dos centros de saúde e unidades hospitalares em todo o País, no combate a esta doença, que afecta grande parte da população moçambicana, em particular as crianças e mulheres grávidas.

    Dados de 2013 mostram que a malária, em Moçambique, foi responsável por 3.924 mil casos e 2.941 óbitos, números que constituem uma grande preocupação para o Governo, uma vez que podem influenciar negativamente no desenvolvimento do País, devido ao absentismo escolar e laboral, bem como a perda da mão-de-obra.

    Intervindo no decurso das comemorações centrais do Dia Mundial de Luta Contra a Malária, ocorridas na capital do País, o administrador da mcel, Macsud Ismail, disse que "o apoio ao sector da saúde reveste-se de capital importância no domínio das acções de responsabilidade social corporativa da mcel, pois, dentre as várias áreas de intervenção esta merece cada vez mais atenção de todos no nosso País".

    A parceria entre a maior operadora de telefonia móvel do País, conforme salientou Macsud Ismail, "perdura há longos anos e a mcel tem apoiado vários projectos neste sector, como forma de contribuir na resposta às diversas preocupações da saúde e garantir maior qualidade de vida dos moçambicanos".

    Por sua vez, o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse, na ocasião, que até ao momento já foram distribuídas mais de nove milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas e que a participação das empresas no apoio aos esforços do Governo para combater esta doença é muito importante, por isso incentivamos e encorajamos mais iniciativas como a que acabámos de testemunhar.

    Porém, segundo sublinhou o governante, existe um desafio que se prende com o uso inadequado das redes por parte da população.

    Relativamente ao tratamento desta doença, o ministro da Saúde disse que o País tem vindo a adoptar políticas cada vez mais eficazes baseadas em combinações terapêuticas com "artemisina", com o objectivo, não só de garantir a cura do doente, mas também de retardar o surgimento da resitência.

    "Estas combinações terapêuticas têm sido associadas a estudos de resistência, efectuados de forma rotineira pelas nossas instituições de pesquisa em colaboração com o Programa Nacional de Combate à Malária", afirmou.

    Importa realçar que as cerimónias centrais de comemoração do Dia Mundial de Luta Contra a Malária consistiram em actividades culturais, debate sobre desafios do futuro no combate à malária, para além das apresentações sobre a situação da malária em Moçambique e o papel da sociedade civil na luta contra este flagelo, feitas director nacional de Saúde Pública, Francisco Mbofana, bem como o Bispo Dom Dinis Sengulane.

  • Standard Bank vs. Malária

    Com o objectivo de complementar as acções do Governo, no quadro das celebrações do dia mundial da luta contra a malária, e sob lema "Invista no futuro: vença a malária", o Standard Bank ofereceu, este sabádo, um total de 500 redes mosquiteiras ao hospital provincial da cidade de Quelimane.
    Esta oferta, que representa o comprometimento do Standard Bank para com a erradicação da malária em Moçambique, está enquadrada na política de responsabilidade social corporativa do banco, visando criar melhores condições para as comunidades onde opera.
    Tomaz Salomão, presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, referiu que "o Banco quis associar-se a esta data, fazendo a doação ao hospital provincial de Quelimane de 500 redes mosquiteiras, para se solidarizar com todos os esforços que têm vindo a ser feitos no País, no âmbito da luta contra a malária, cientes de que esta doença constitui ainda um dos grandes problemas que continuamos a debater na saúde pública em Moçambique".
    Por sua vez, a directora clínica do hospital provincial de Quelimane, Nélia Mutisse indicou que, ao nível da província da Zambézia, a malária constitui uma das principais causas de morbi-mortalidade. "No primeiro trimestre de 2014, a malária foi o principal motivo de consulta no serviço de urgências da nossa unidade sanitária, onde foram registados 2521 casos".
    A directora hospitalar acrescentou ainda que a malária é, igualmente, a primeira causa de internamentos no serviço de pediatria daquele hospital, onde no primeiro trimestre do ano em curso foram registados cerca de 340 casos de internamento relacionados com a malária. "O peso da doença é enorme. Os casos de malária representam 40% dos casos de internamento no serviço de pediatria do hospital".
    Para aquela responsável, esta oferta do Standard Bank vai permitir que, agora em diante, cada doente internado tenha a possibilidade de dormir sob protecção de uma rede mosquiteira tratada, de modo a evitar as picadas de mosquitos causadores da malária.
    Importa referir que, no acto de entrega das redes, estiveram presentes dirigentes e jogadores da equipa do clube Ferroviário de Quelimane, no âmbito da parceria existente entre o Standard Bank e a Liga Moçambicana de Futebol, através da qual esta instituição financeira tem associado o seu patrocínio às acções de combate contra a malária.